Grécia: Anarquista Yannis Dimitrakis libertado da prisão

Eu era, sou e serei sempre um anarquista. Enquanto viver e respirar a viagem vai continuar — Y.Dimitrakis

O anarquista Yannis Dimitrakis foi preso, gravemente ferido por balas policiais, em 16 de Janeiro de 2006, após a expropriação do Banco Nacional na Rua Solonos, no centro de Atenas.

Um vendaval de desinformação foi sistematicamente efetuado pela polícia, prontamente suportado pelos media do regime, assim como ao anúncio da sua prisão se seguiu uma delirante propaganda em relação à alegada existência dos “ladrões” da gangue de negro”; no período em que ainda estava hospitalizado numa unidade de terapia intensiva, o infame “terror”-procurador Diotis tentou interrogá-lo; os seus amigos e parentes também foram alvo disso e, no caso da acusação contra ele, incluíram a disposição antiterrorista e encargos em relação a um determinado número de roubos adicionais.

Dimitrakis defendeu, em particular, o assalto ao banco, no qual foi preso, como uma escolha política sua – baseada na sua oposição à chantagem do trabalho bem como ao papel dos bancos.

Para além disso, desde o primeiro momento e durante todo o tempo de seu cativeiro, esteve ativamente presente em revoltas e lutas dentro de prisões e, através dos seus escritos, manteve um contato vivo com a evolução da situação no exterior.

Os mecanismos de acusação também queriam envolver na acusação deste caso mais três anarquistas, Simos e Marios Seisidis e Grigoris Tsironisb; na verdade, chegaram ao ponto de colocar uma recompensa pelas suas cabeças, em Outubro de 2009.

Simos Seisidis foi absolvido tanto no julgamento no caso escandaloso dos “ladrões” da gangue de negro como no julgamento por tentativa de homicídio (!) contra o polícia que atirou nele, na perna. No entanto, Simos ainda está em prisão preventiva no “hospital” das prisões Koridallos, à espera de ter um último julgamento, enquanto Marios Seisidis e Grigoris Tsironis estão foragidos até hoje.

O resultado do julgamento Dimitrakis, na primeira instância, em Julho de 2007, foi uma sentença exterminatória de 35 anos. Durante o seu julgamento de recurso, em Dezembro de 2010, a sua sentença foi reduzida para 12,5 anos. Finalmente, após estar encarcerado seis anos inteiros, o companheiro foi libertado da prisão, em liberdade condicional.

NÃO À RETENÇÃO DE LUTADORES NAS MÃOS DO PODER
E DAS ÉLITES ECONÓMICAS
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LIBERDADE PARA TODOS OS QUE ESTÃO AGORA NA PRISÃO!

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