Arquivo da Categoria: Prisão-Reclusão

Chile: Solidariedade insurreta com os compas Joaquín e Kevin perante a preparação do seu julgamento – adiado para o início de Abril

Se bem que a solidariedade resulte sempre importante – em todos os aspectos – não podemos ficar amarradxs a muitas das ações que se levantam em apoio aos/às nossxs afins, ainda que sejam sempre necessárias. Acreditamos que uma parte importante para nos reconhecermos como revolucionárix, é estar disposto – como o estão elxs – a atacar o aparelho estatal e o capital. Assim, a solidariedade deve trascender as palavras, forjar-se no ataque e assim se transformar em ação constante contra a da ordem. Porque o reconhecimento da afinidade vai acompanhado de cumplicidades e vivências, criando um laço inquebrantável entre anónimxs.
-Conspiração Internacional pela vingança/Célula deflagrante Gerasimos Tsakalos-

A 6 de Março de 2018 [a audiência foi adiada para os primeiros dias de abril por petição da defesa] o companheiro Joaquín García Chanks e Kevin Garrido enfrentarão a preparação do julgamento num processo teatral que se iniciou em Novembro de 2015 quando ambos foram detidos.

Nesta instância judicial se definirão as provas que o ministério público utilizará no futuro julgamento onde se desatará o seu frenesim de repressão e castigo, desta vez utilizando a lei  de controlo de armas.

O companheiro Joaquín, por sua vez, enfrenta um pedido de:

*15 anos de prisão pela colocação do dispositivo explosivo contra a 12ª esquadra de polícia (Ação reivindicada pela Conspiração Internacional pela vingança/Célula deflagrante Gerasimos Tsakalos).

*4 anos e 6 meses por porte ilegal de armas (após quebrar a detenção domiciliária a que o companheiro pode aceder, em Junho de 2016, Joaquín é detido por pessoal da BIPE em setembro do mesmo ano, transportando um revólver).

*800 dias por porte de munições (munições encontradas ao ser capturado).

Kevin, por sua vez, é acusado pelo atentado à Escola de gendarmes de San Bernardo (onde foi detido), para além de posse de material explosivo, porte ilegal de arma branca, atentado à empresa Chilectra (reivindicado pela Célula Karr-Kai) e na mesma situação de Joaquín pelo atentado frustrado contra a 12ª esquadra de polícia. A acusação solicita contra ele mais de trinta anos de prisão.

O orgulho e convicção de nos posicionarnos como entidades revolucionárias forja em nós uma dignidade inquebrantável e que não fraqueja, não são elementos que se desenvolvam para serem utilizados como armas, formam parte de uma práxis constante no nosso modo de atuar”-Joaquin Garcia

Pela demolição das engrenagens da inquisição democrática!
Solidariedade Insurreta e anti-autoriária!

[Chile] Urgente: Sobre a situação de saúde do companheiro Juan Aliste Vega

SOBRE A SITUAÇÂO URGENTE EM RELAÇÃO À SAÚDE DO NOSSO KOMPANHEIRO, O PRESO SUBVERSIVO AUTÓNOMO JUAN ALISTE VEGA.

FAZENDO UM FERVENTE APELO À SOLIDARIEDADE.

Queremos compartilhar o relato a seguir, o qual contém, no essencial, os detalhes do seu atual estado de saúde:

“No dia 16 de dezembro de 2017, de forma fortuita tive uma convulsão, colapsando-me no chão com perda de consciência e como resultado fui encaminhado ao Hospital Penitenciário, onde exames de sangue, urina e coração foram realizados. Nesse mesmo dia, a ordem médica é dada para ser tratado por um neurologista especialista num hospital ou clínica externos.

Após quase 80 dias, fui atendido no Hospital San Borja Arriarán, a 6 de março 2018, por um neurologista o qual. em vez de ordenar os exames de electro-encéfalograma, electrocardiograma  e scanner cerebral, concluiu com o diagnóstico de Epilepsia Secundária, gerada por malformação artério venosa, produto de golpes recebidos, sin poder precisar a antiguidade destes. Indicou um tratamento primário de um anti-convulsivo chamado Levetirasetam e, em conjunto, a um neuroradiólogo e neurocirurgião definiram a forma de realizar uma intervenção intra-vascular como primeiro passo para evitar o crescimento desta malformação para a seguir intervir, com micro-neurocirurgia, na zona do lado direito do cérebro onde está localizada a malformação artériovenosa.

Os prazos para estas intervenções são estimados entre 1 e 2 meses, isto porque são indicados como urgentes pelo alto risco à minha vida e saúde, ainda mais nas condições de refém do estado em que estou há 8 anos.

No momento, tenho absoluta proibição de praticar desportos e qualquer movimento súbito que gere risco de bater na cabeça. Tenho que manter o descanso, embora seja evidente que, nas circunstâncias do confinamento, isso é impossível.

É uma luta contra o tempo”.

* * *

Hoje confrontamos-nos com um combate pela vida e saúde do  nosso compa. As sequelas de uma vida em guerra são evidentes.Os diversos períodos em que esteve na prisão – de 1991-2001, 2002-2003, 2010 – até ao presente, vão deixando marcas indeléveis no corpo  de Juan que hoje as tem num momento crucial para o qual, inevitavelmente, necessitamos da solidaridad concreta de todxs aquelxs que, de qualquer parte do mundo, podem contribuir nesta “URGENTE CAMPANHA PELA VIDA E SAÚDE DE JUAN ALISTE”.

São momentos que exigem a disposição e entrega sincera de todxs aquelxs que transitam pelo mesmo caminho de luta pela Libertação Total que o nosso irmão.

Fazemos um fervente apelo a fazer-se presente. Resolver os altíssimos custos das operações que se devem realizar é a nossa urgência imediata,  pois os prazos são apertados e não há tempo a perder. No mesmo sentido fazemos um apelo a se multiplicar as instâncias multiformes e nsurretas de apoio e solidariedade, de forma autónoma com o companheiro, a permanecer atentos à sua situação e aos possíveis obstáculos que se avizinhem. Cada um/a pode contribuir com o que seja necessário mas sem dúvida alguma de estar, sem desculpas nem ambiguidades: Pela vida do nosso irmão.

PELA VIDA E SAÚDE DE JUAN: FRATERNIDADE, CUMPLICIDADE, SOLIDARIEDADE!!!!

*Familares, amigxs e companheirxs de Freddy, Marcelo e Juan.

Deixamos aqui as indicações para fazer contribuições em dinheiro:
Depósito bancário em dólares:
Conta corrente 013-01-00747-3
Banco BICE, Marianela Leontina Salinas Aravena, RUT 8.719.216-4. Com o Código swift: BICE CL RM.
Código SBIF: 028
(Cada transferência tem uma cobrança de 30 U$, resguardar os baucher de envío e mandar imagem ao correio: c.verdugo.sa@gmail.com )
Para facer envio de dinheiro por Western Union escrever ao correio c.verdugo.sa@gmail.com, para receber os dados de ccmo e a quem transferir. Este tipo de transação tem um custo que é proporcional à quantia enviada.
Qualquer outra dúvida consultar o correio em questão.

em espanhol

Chile: Companheiro Juan Flores condenado a 23 anos de prisão

A 15 de março de 2018 o sexto tribunal oral no penal voltou a decidir sobre a vida das pessoas. Imbuídos de uma suposta superioridade moral e com o código penal na mão realizaram os cálculos matemáticos para decidir o tempo em que xs indivíduxs deverão permanecer sequestradxs nas prisões.

Cerca do meio dia o tribunal entregou a condenação contra o companheiro Juan Flores pelos seguintes delitos:

Atentado contra o metro Los Dominicos (Ação realizada a 13 de Julho de 2014): Sob a lei de controlo de armas+6 delitos de lesões menos graves + dano – 8 anos de prisão.

Atentado contra o Subcentro (Ação realizada a 8 de setembro de 2014, onde se tinha alertado a polícia minutos antes da detonação): Sob a lei antiterrorista – 15 anos de prisão.

Em paralelo, o tribunal aceitou uma solicitação civil – executada por 3 lesionados durante o atentado – condenando-o a pagar 2.000.000 a cada um dos lesionados. Os juízes não decidiram cobrar-lhe as custas do extenso processo a nenhuma das duas partes.

Recordemos que no mesmo macro processo xs companheirxs Nataly e Enrique saíram absolvidxs.

Esta é a primeira condenação sob a lei antiterrorista por atentados explosivos, depois do início da reforma processual penal durante mais de duas décadas. A acusação após várias tentativas de conseguir uma condenação sob a lei antiterrorista – mediante ações judiciais durante os últimos 10 anos – pela primeira vez este dito delito é ratificado por um tribunal, legitimando aquele arsenal jurídico de emergência.

Abaixo a lei anti-terrorista e a lei de controlo de armas!

Abaixo o Estado policial!

fonte: publicacion refractario

Colômbia: Saudações solidárias a Erin Coskun, presa anarquista (trans) na Turquia

Mensagem da CNA- a partir de dentro da prisão, recebida em espanhol a 02.03.18

Via Cruz Negra Anarquista de Bogotá

Saudação solidária a Erin Coskun, presa anarquista (trans) na Turquia

Olá querida, Diren:

Espero que estejas bem, pese as circunstâncias tão difíceis em que nos encontramos. Sou a Queen Violeta, Queer de Colômbia, e digo “nos encontramos”, porque eu também estou na prisão.

Enteirei-me do que se está a passar através de um amigo. A nossa luta talvez não seja para que nós triunfemos, mas para que vá abrir uma via para que as que venham depois tenham a possibilidade de disfrutá-la.

As mulheres trans têm a responsabilidade de fazer visível a nossa luta para se conseguir uma vida em condições mais justas e dignas. A nossa bandeira é a liberdade, de quem ninguém nos pode privar e ainda menos quando se trata de procurar a nossa felicidade.

Diren, acompanho-te à distância e envio-te toda a minha boa energia para que te sustentes na defesa e consecução dos teus objetivos, que se tornarão nos objetivos de outras que desejem continuar a nossa luta.

És admirável e um exemplo a seguir.

Mil abraços e beijos.

Tua companheira de luta:

Queen Violeta Queer, CNA- a partir de dentro da prisão

Nota de Contra Info: A prisioneira anarquista Diren Coskun, encontra-se em luta na Prisão Nº 2 de Tekirdağ, tipo F, na Turquia. Diren Coskun (mulher trans) começou uma greve de fome  a 25 de Janeiro. A Identidade de género é uma parte integral da existência humana. As reivindicações de Diren Coskun à administração prisional pelo direito à sua saúde também estão relacionadas com a proteção de sua integridade pessoal e respeito ao direito a personalidade própria.

em alemão

Solidariedade com anarquistas na Rússia – Semana de Acção a partir de 11 de Março de 2018

Eleição Presidencial Russa, 2018

Chamada para semana de acção a  partir de 11 de Março de 2018

A próxima eleição de Putin acontecerá a 18 de Março. O rito de inauguração da re-eleição terá lugar em condições de terrorismo doméstico e ameaça de guerra nuclear. Os serviços de segurança russos deram início a uma vaga de repressão massiva contra todxs xs dissidentes do regime, exercendo uma pressão sem precedentes para cada dissidente, da oposição liberal a anarquistas.

Os serviços de segurança federal conduziram uma série de detenções e buscas às casas de anarquistas e antifascistas sob o seu escrutínio, no Outono de 2017. Seis anarquistas de Penza foram presxs e acusadxs de preparação de um golpe de estado. A única prova de tal “preparação” é o facto de todxs xs detidxs terem jogado airsoft. Durante vários meses, xs detidxs foram expostxs a tortura até se declararem culpadxs.

Dois/duas anarquistas foram detidxs em S. Petersburgo, em Janeiro de 2018. Foram sujeitxs a tortura, tal como xs companheirxs de Penza. A polícia forçou-xs a assumir uma confissão e a repeti-la perante os investigadores. Um dos anarquistas raptados, Victor Filinkov, foi levado para a floresta, onde foi sujeito a tortura. Ilya Kapustin foi também detido e torturado mas como não fez nenhuma confissão foi considerado “testemunha”.
Houve muitos assaltos policiais contra anarquistas e socialistas na Crimeia em Fevereiro e Março. O primeiro detido foi Eugenie Karkashev. A razão apresentada para a sua detenção foi uma conversa na rede social “Vkontakte”. Passado um mês, houve invasões policiais em massa contra outrxs anarquistas e comunistas desta península. A lista dxs detidxs na Crimeia inclui o anarquista Shestakovich e o comunista Markov, que foram presos durante 10 dias.

Depois disso, xs anarquistas Kobaidze e Gorban foram presxs e acusadxs de tumultos junto das instalações do partido no poder, “Russia Unida”. A polícia recusou admitir a presença do advogado da detida até ela se declarar como culpada, violando todas as regras da lei.

Três anarquistas, juntamente com familiares e amigos, foram raptadxs pelo FSS em Chelyabinsk. Foram também sujeitxs a tortura com choques eléctricos, com o objectivo de lhes extrair os testemunhos necessários e de os fazer admitir a sua participação numa acção que consistiu no hastear de uma faixa contra a repressão.

O presidente Putin deu pessoalmente a ordem para “lidar” com os discursos de protesto e com xs “organizadores de acções de rua não autorizados” num discurso oficial no Ministério da Administração Interna (MIA). As autoridades estão tão inseguras de si mesmas que recorrem ao
terror, a raptos e a tortura, vendo ameaças em qualquer protesto de rua. Ao mesmo tempo, os protestos e a maior publicidade possível destes acontecimentos podem realmente ajudar xs anarquistas presxs. Não houve muita informação sobre xs anarquistas de Penza e isso permitiu que o FSS xs tenha torturado por muito tempo. Imediatamente depois da campanha internacional de Fevereiro de 2018, o gabinete do procurador de S. Petersburgo foi forçado a confirmar o depoimento acerca da tortura de Victor Filinkov. Recorde-se que o silêncio e a inactividade de hoje nos condenam à prisão e a raptos amanhã.

Assim, na semana anterior à eleição de Putin, a 11 de Março, apelamos à atenção de todxs para as condições de terror em que estas eleições decorrem. Hoje, carrascos e terroristas querem ser novamente “eleitos”. E todxs nós conseguimos ver o que estas eleições são. Agora podemos chamar a atenção pública (russa e internacional), limitar o alcance do terror hoje e adiar o seu início amanhã. Só a pressão pública pode travar o terrorismo de estado. Apelamos à acção. “Noites solidárias”, agitação nas ruas, difusão de informação, performances ou manifs, tudo
o que esteja ao alcance do vosso poder e imaginação, tudo o que possa chamar a atenção para esta ilegalidade, nada será em vão.

O novo termo de Putin é um termo de prisão para cada russx.

Requisitos para ajuda dxs anarquistas reprimidxs e endereços para envio de cartas:naroborona.info

Chamada urgente para se continuar a campanha de solidariedade com xs anarquistas reprimidxs na Rússia- Ações realizadas de 5 a 12 de fevereiro

Mais detenções e prisões: Na Crimeia, os serviços especiais detiveram o anarquista e activista social Yevgeny Karakashev (02/02). Em Moscovo, a anarquista Elena Gorban foi presa (13/02). No mesmo dia, o anarquista Alexei Kobaidze foi detido e preso. Apelamos a toda a gente para continuar a campanha de solidariedade!

Liberdade para xs anarquistas na Rússia (EUA).
Rússia.
Toronto (Canadá). FSB é o terrorista real.

De 5-12 de fevereiro, teve lugar uma semana internacional de solidariedade com xs anarquistas da Rússia. A 21 acções contra a repressão juntaram-se 21 cidades russas e um grande número de companheirxs estrangeirxs, da Bielorússia aos Estados Unidos e ao Canadá.

Foram distribuídos materiais informativos, panfletos, grafittis e stencils foram distribuídos, e foram afixadas faixas com informação sobre a repressão contra anarquistas. Organizaram-se acções em Kaliningrad, Altai, Kursk, Novosibirsk, Samara, Kemerovo, Astrakhan, Volgograd, Rostov-on-Don, Izhevsk, Penza, S. Petersburgo, Moscovo, Nakhodka, Chelyabinsk e Vorkuta.

Em Yekaterinburg, Kandalaksha, Tomsk, Sochi, Moscow, S. Petersburgo e Saratov organizaram-se piquetes informativos sobre o terrorismo do FSB (Serviços Federais de Segurança) contra anarquistas.

Em Samara organizou-se uma noite de solidariedade. Xs visitantes foram informadxs acerca da repressão contra xs anarquistas e acerca das regras básicas da conspiração. Depois mostrou-se o filme “Sacco and Vanzetti”, cuja história demonstra bem a desumanidade e a inutilidade dos sistemas estatais e dos métodos usados, até hoje, para suprimir quaisquer protestos.

Em Moscovo houve uma marcha não autorizada de anarquistas contra a ilegalidade do FSB. Várias dúzias de pessoas bloquearam Myasnitskaya – uma das ruas centrais, adjacente a Lubyanka, onde o departamento principal do FSB está localizado. A marcha passou com a faixa “FSB é o principal terrorista”.

Houve também acções de solidariedade noutros países. Na Bielorússia, anarquistas distribuíram informação acerca da repressão exercida sobre anarquistas na Rússia.
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Em Lutsk, na Ucrânia, fez-se também grafittis em solidariedade com xs anarquistas russxs.

Acções de solidariedade aconteceram em Varsóvia, Gdansk (Polónia) e Praga (República Checa).

Em Praga fez-se um concerto em apoio dxs anarquistas russxs reprimidxs. No concerto distribuiu-se informação acerca da repressão na Rússia e angariou-se fundos para a Cruz Negra Anarquista, que oferece apoio a prisioneirxs políticxs. Outras acções de recolha de fundos aconteceram na Estónia, em concertos com as bandas Ognemöt, Adrestia e Prophets V, em Tallinn e Tartu.

Organizou-se, também, um evento para ser dada informação sobre a repressão na Rússia e recolha de fundos em Budapeste, na Hungria.

Em França fez-se um jantar de solidariedade, tendo os fundos recolhidos sido enviados directamente para apoiar xs anarquistas russxs.

Houve também muitos outros eventos solidários nos Estados Unidos. Em Minneapolis fez-se uma noite de solidariedade e. em Brooklin, uma projecção de filmes. Um sítio on-line antifascista de Portland espalhou informação e recolheu dinheiro para apoiar xs anarquistas reprimidxs. No Kansas, uma manifestação de rua em apoio dxs anarquistas teve lugar. Em Nova Iorque, organizou-se um piquete junto ao consulado russo. Também representantes do Movimento Revolucionário Abolicionista de Nova Iorque expressaram solidariedade.

Acções de solidariedade aconteceram em Toronto, no Canadá. Anarquistas organizaram um piquete na mais movimentada praça da cidade, informando quem passava acerca da repressão na Rússia.

Durante meses, xs detidxs foram torturadxs e espancadxs até que concordassem em se caluniar. Foram penduradxs de cabeça para baixo, espancadxs, torturadxs com choques eléctricos. Em janeiro de 2018, várixs anarquistas foram raptadxs em S. Petersburgo. Dois suspeitxs e uma testemunha foram presxs, todxs foram torturadxs. Com esse propósito, um dxs detidxs foi levadx para a floresta, perto da cidade. Outrx foi torturadx durante mais de um dia. Mas, oficialmente, o interrogatório durou um dia – das três da manhã às três da manhã do dia seguinte. Apesar de um dxs acusadxs e uma testemunha terem feito uma declaração acerca da tortura, esta não tida em consideração pelas autoridades estatais.

O FSB está a anunciar planos de mais prisões no caso fabricado de um grupo terrorista de duas dúzias de anarquistas em Moscovo, S. Petersburgo,Penza e Bielorússia.

Também na Crimeia, os serviços especiais detiveram o anarquista e activista social Yevgeny Karakashev. A razão para a sua detenção é a participação activa de Eugene na luta social dxs habitantes desta península. No dia da detenção, o autarca de Evpatoria encontrou-se com xs manifestantes contra a construção da ponte e fez uma insinuação acerca de possíveis prisões. A razão para a prisão foi a correspondência de Yevgeny num chat de grupo numa rede social.

Imediatamente após o fim da semana de acções de apoio aos/às anarquistas russxs, a repressão teve continuidade em Moscovo. A 13 de fevereiro, de manhã cedo, a anarquista Elena Gorban foi presa. Em violação de todas as normas, Elena não teve contacto com o advogado durante várias horas, até que concordasse em admitir-se como culpada no pogrom do gabinete do partido no governo russo, “Rússia Unida”. No mesmo dia, o anarquista Alexei Kobaidze foi detido e preso, sob a mesma acusação. A razão evocada para as prisões seria uma manifestação não autorizada em Moscovo contra o terrorismo do FSB. De manhã cedo – antes do surgimento de informação nos media e na internet acerca das detenções dos anarquistas – os canais pró-governo publicaram um vídeo de uma detenção e a mensagem de que xs anarquistas que participaram na manifestação tinham sido presxs em Moscovo. Os investigadores que questionaram Elena também lhe perguntaram sobre a manifestação apesar dxs detidxs terem sido acusadxs do pogrom da “Rússia Unida”, e não de participar na manifestação.

Depois da prisão, as acções de solidariedade continuaram na Rússia. Em Chelyabinsk, anarquistas hastearam uma faixa perto do edifício do FSB e atiraram uma bomba de fumo para o seu território. Nos subúrbios de Moscovo, organizou-se uma invasão de mobilização em solidariedade com xs anarquistas reprimidxs.

Apelamos a todxs para se continuar a campanha de solidariedade!

Mais fotos e vídeos: naroborona.info (em russo e inglês)

em alemão l inglês

Rússia: Apoie prisioneirxs anarquistas e antifascistas em S. Petersburgo e Penza!

Começou a angariação de fundos para os advogados a trabalhar nos casos dos assaltos policiais e das prisões de anarquistas e antifascistas em S. Petersburgo e Penza, na Rússia. Neste momento ( 31/01) estão presas duas pessoas em S. Petersburgo e cinco em Penza, e outras estão ligadas ao caso como testemunhas. É provável que os assaltos policiais e prisões continuem. Xs presxs são acusadxs com a parte 2 do artigo 205.4 do código criminal russo (participação em organização terrorista), por ordem do tribunal de Penza.

A 23 de Janeiro, a caminho do aeroporto de Pulkovo, os Serviços de Segurança Federal (FSB) detiveram Victor Filinkov. Para se conseguir o seu testemunho, foi espancado e torturado com choques eléctricos na floresta. Os sinais de tortura foram confirmados pelo advogado de Filinkov e pelos membros da Comissão Pública de Monitorização (ONK) que o visitaram no centro de detenção, antes do julgamento. Filinkov está preso há dois meses.

A 25 de Janeiro o FSB fez um assalto inesperado ao apartamento de Igor Shishkin. Depois do assalto, nem o seu advogado nem os membros da Comissão Pública de Monitorização conseguiram localizar Igor, durante mais de um dia. A 27 de Janeiro Igor foi presente a tribunal com sinais de tortura, e foi preso no Centro de Detenção Pré-julgamento por dois meses. Xs jornalistas foram impedidxs de assistir ao julgamento, tendo ainda dois/duas sido presxs.

Também as testemunhas foram torturadas. Ilya Kapustin foi espancado e torturado com choques eléctricos enquanto a polícia lhe exigia que testemunhasse que alguns/mas dxs seus/suas conhecidxs estariam a planear “algo perigoso”. Numerosas marcas das armas de choques eléctricos foram registadas pelos serviços de saúde.

Em Penza, as prisões começaram em Outubro de 2017. O FSB local prendeu seis jovens, cinco dxs quais estão neste momento em detenção pré-julgamento. Todxs xs presxs foram brutalmente torturadxs. Pode ler-se em detalhe acerca dos eventos de Penza neste artigo. A ajuda legal é necessária para xs prisioneirxs (cujo número pode aumentar) e testemunhas. Ainda é cedo para mencionar valores exactos, mas serão necessários pelo menos 200 mil rublos para o trabalho de advogadxs nos próximos meses.
Cruz Negra Anarquista S. Petersburgo

DETALHES PARA TRANSAÇÕES EM APOIO DXS PRESXS
PayPal: abc-msk@riseup.net ABC Moscow

Caso queiras apoiar um/a presx específicx, adiciona uma nota mencionando isso. Caso queiras contribuir para o caso de S. Petersburgo e Penza, escreve uma nota para “St. Petersburg and Penza”. Recomendamos o envio em euros ou dólares, já que as outras moedas são automaticamente convertidas de acordo com as taxas PayPal.

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Caso prefiras outra opção para a transferência de dinheiro, por favor contacta a Cruz Negra Anarquista de Moscovo:
abc-msk@riseup.net

Todo o material sobre o caso pode ser encontrado nesta secção:
Caso dos anti-fascistas de S. Petersburgo e Penza.

em inglês

Grécia: O companheiro Konstantinos Giagtozglou finaliza greve de fome e sede após sucesso da sua exigência de transferência à prisão de Korydalos

recebida em espanhol (revisada por Contra Info)

Segundo informação do Indymedia Atenas, o companheiro Konstantinos Giagtozglou teria finalizado a sua greve de fome e sede no momento em que o conselho de autoridades – que discutiria hoje, 2 de março, o assunto – aceitara a sua pretensão de transferência à prisão de Korydalos, a qual se tornaria efectiva a 10 de abril.

O companheiro – acusado de pertencer à Conspiração de Células de Fogo e de enviar pacotes explosivos a instituições europeias e ao ex primeiro-ministro grego – encontrava-se em greve de fome desde o día 21 de fevereiro e em greve de sede desde 25 de fevereiro, exigindo a sua transferência permanente à prisão de Korydalos, de forma a poder estar mais próximo da sua família, amigxs e pessoas próximas.

Não há dúvida de que as ações solidárias e ofensivas levadas a cabo por companheirxs na Grécia – dentro e fora das prisões – constituíram um elemento importante de pressão em relação à decisão tomada em benefício de Dinos.

Compartilharemos mais informação logo que sejam difundidas novas actualizações sobre o caso.

Saudamos o companheiro, assim como a todxs aquelxs que se solidarizaram de diversas formas e que não se mantiveram indiferentes perante a greve de fome e sede do companheiro.

Fontes 1 e 2

Sin Banderas Ni Fronteras, núcleo de agitação anti-autoritária

em espanhol

Berlim: Solidariedade com presxs anarquistas na Rússia – “Somos todxs terroristas”

A partir da rua Rigaer enviamos sinais de solidariedade e raiva a anarquistas presxs na Rússia, respondendo à chamada pelos Dias de Solidariedade Internacional com Prisioneirxs Políticxs Anarquistas na Federação Russa, feita a partir daquele território.

Nos últimos tempos soubemos das prisões de antifascistas e anarquistas na Rússia. Já antes, nos meses de Outubro e Novembro de 2017, na cidade de Penza, seis pessoas tinham sido presas e brutalmente torturadas pelo serviço secreto federal FSB. Já em 2018, em Janeiro, na cidade de São Petersburgo, seguiu-se uma segunda onda de prisões, primeiro com duas pessoas que foram sequestradas pelo  FSB num dia e a serem somente registadas oficialmente em prisão preventiva no dia seguinte. A ofensiva dos serviços secretos, liderada pelo regime de Putin, foi acompanhada por invasões policiais em casas particulares, em diferentes cidades do país. Para ter motivo para a repressão, o FSB engendrou a existência de um grupo terrorista anarquista, chamado “Net”- supostamente a planear uma série de ataques nas eleições presidenciais de Março de 2018 bem como na Copa do Mundo, em Junho / Julho de 2018 na Rússia, levando à insurreição armada – supostamente também a existir em diversas cidades da Rússia e Bielorrússia. Não há provas da existência real do grupo. As únicas evidências utilizadas são as declarações dxs presxs, que o FSB extorquiu dxs prisioneirxs usando tortura e sob ameaça de novos atos de tortura. Em Penza, o grupo foi forjado a partir das declarações da primeira pessoa detida.  A ligação entre xs “membros” do grupo está a ser “constituída” a partir dos jogos Airsoft jogadxs em conjunto. Com excepção da primeira pessoa, que foi libertada no começo do ano e posta em prisão domiciliária, todxs xs outrxs encontram-se ainda em prisão preventiva.

As experiências de intimidação e de violência física, a que xs prisioneirxs em prisão preventiva foram submetidxs, revelam a crueldade do aparelho estatal. Enquanto a democracia na Alemanha ainda está a tentar velar a brutalidade do poder estatal, as novidades da Rússia revelam que os cães de guarda do sistema – o miserável lixo do executivo – só são capazes de manter a autoridade através da ameaça e implementação da violência física.

A repressão pretende desencorajar-nos, derrotar os movimentos e estender-nos ao comprido individualmente ou até o sistema nos destruir. É tudo menos fácil não se sentir impotente, incapaz de se opor à sua massividade. Mas, se ouvimos as mensagens de raiva e de luta anarquista vindas exatamente desses lugares, as suas linhas e imagens encorajam-nos. Mostram-nos que em todos os lugares, onde haja um coração humano a bater ao ritmo da rebelião, momentos de resistência ocorrerão provavelmente. Não importando quão feroz a repressão possa ser, haverá sempre gente que não se renderá, que lutará pelas suas ideias. A ressonância da solidariedade é a nossa arma.

Dxs prisioneirxs do G20 em Hamburgo aos/às prisioneirxs em Penza ou de São Petersburgo até Berlim – quanto mais forte for a sua repressão, mais furiosa e apaixonada a nossa resistência.

Info sobre a situação atual: avtonom.org  e  abc-belarus

em inglês via Rigaer 94 l alemão

Nijmegen, Holanda: Info-sessão sobre Peike, um dos presos do G20 em Hamburgo


Sábado / 17 de Fevereiro / 15:30

Troca de impressões sobre o caso de Peike, de Amsterdão, actualmente em julgamento em Hamburgo por suposta participação nos tumultos do G20, no verão passado.

Foi condenado a 2 anos e 7 meses de prisão, mas no dia 9 de Fevereiro corre o seu apelo no tribunal de última instância. No dia 16 de Fevereiro será a segunda sessão do julgamento, depois disso uma quantidade desconhecida de dias ainda está agendada até ao veredicto. Para mais informações sobre o caso: freepeike.noblogs.org

O café Zwarte Uilestá aberto como de costume a partir das 12:00, com lanches e livraria anarquista. Encontramos-nos lá, então!
De Klinker, Van broeckhuysenstraat 46, Nijmegen

em inglês

[Prisões turcas] O companheiro Sevket Aslan em greve de fome há mais de 80 dias

SEVKET ASLAN FORÇA!

10.02.18: O anarquista Şevket Aslan, que está preso na prisão tipo T (1) de İzmir, em Aliağa Şakran, encontra-se no 81º dia de greve de fome que ele descreve como uma “greve de fome sem fim e irreversível” até que as suas pretensões sejam atendidas. Şevket tinha já começado outra greve de fome com as mesmas reivindicações no dia 19 de Julho do ano passado e que terminou no seu 53º dia. Como essas reivindicações não foram atendidas, iniciou uma nova greve de fome. A pretensão principal de Şevket é a de que seja reconhecido pelas autoridades da prisão como preso anarquista e ser transferido para outra unidade ou prisão que tenha prisioneiros anarquistas. Se isso não for possível quer ser transferido para uma cela individual.

Şevket está atualmente alojado com outro prisioneiro no que os prisioneiros descrevem como um “caixão” – uma cela projectada para um prisioneiro que contém um beliche. Pouco espaço há para se moverem dentro da cela.

A LISTA COMPLETA DAS DEMANDAS DE SEVKET ASLAN É A SEGUINTE:

1– Ser reconhecido pelas autoridades da prisão como preso anarquista e ser transferido para outra unidade ou prisão que tenha prisioneiros anarquistas. Se isso não for possível quer ser transferido para uma cela individual.

2- Ser capaz de receber livros que não sejam proibidos.

3- Que a prisão pare de “perder” as suas queixas por escrito, apelos e pedidos que envia para instituições oficiais e que lhe dado os números de saída (números de rastreio) respectivos.

4- Terminarem com a regra de remoção de sapatos, exceto para visitas abertas e razões de saúde.

5– Um fim para a situação dos prisioneiros terem de suportar períodos de tempo excessivamente longos enquanto esperam para ver a administração da prisão.

6- Que a prisão lhe permita pintar e também receber materiais de pintura a óleo e ter acesso à oficina de pintura.

N.T:
(1) As prisões tipo T são as prisões mais degradadas da Turquia pois foram implantadas nos grandes centros populacionais em prisões muito antigas, com capacidade para dez vezes menos presos (dados de 2008). Neste momento a situação deve ser desesperada, depois da última grande vaga de detenções políticas às ordens de Erdogan.

em inglês via Insurrection News

[Federação Russa] Solidariedade Internacional com anarquistas russxs reprimidxs (5-12 Fev)

Ações de solidariedade com xs anarquistas presxs e compas antifa na Rússia – frente à Embaixada Russa, em Praga, República Checa, e no Consulado de Gdansk, Polónia (08/02)

Chamada para uma campanha de solidariedade internacional com os anarquistas russos reprimidos

Em Outubro de 2017, em Penza, seis anarquistas e antifascistas foram presos por agentes do Serviço Federal de Segurança com a acusação de terem criado um grupo terrorista. Começou também, nessa altura, o período de assaltos policiais a casas de anarquistas e antifascistas, em toda a Rússia. Os objetos de atenção do Serviço de Segurança eram pessoas diferentes de cidades absolutamente diferentes. Por fim, uma nova onda de detenções foi lançada em Janeiro de 2018. Um antifascista, Victor Filinkov, foi sequestrado pelo Serviço de Segurança em São Petersburgo. Os oficiais do Serviço de Segurança Federal torturaram-no na floresta, fora da cidade. Disseram a Victor para admitir a sua participação no mítico grupo anarco-terrorista. Incapaz de suportar a tortura que lhe infligiam, Filinkov foi obrigado a incriminar-se e agora permanece em isolamento temporário. O advogado de Filinkov afirma que nunca tinha visto nenhum dano tão grave em vestígios de tortura durante a sua prática de luta contra as agressões policiais.

Há outro antifascista que reivindicou a sua tortura (São Petersburgo). Ilya Kapustin também foi ameaçado por oficiais do FSS, mas recusou-se a incriminar-se e depois disso foi libertado sob fiança. Não houve provas de que o grupo anarco-terrorista existisse na vida real, apenas as confissões obtidas sob ameaças e tortura.
No entanto, a polícia está a fazer tudo para forçar as pessoas a confirmar a existência de uma organização terrorista mítica chamada “Net”, surgida das informações falsas do FSS. Os oficiais afirmam que esta organização tem muitas células em cada cidade. Isso significa que a situação que ocorreu em São Petersburgo será observada noutras cidades russas muito em breve.

Obviamente, tudo o que está a acontecer agora é uma tentativa para varrer o movimento anarquista, antes das eleições para presidente, em 2018. Nos últimos anos, tem-se verificado um crescendo da atividade do movimento anarquista, após as repressões de 2012. Essas repressões só podem ser para intimidar pessoas e esmagar o movimento anarquista.

Neste caso é necessário mostrar~lhes que não temos medo e que não podemos ser destruídos pela sua força. Caso contrário as repressões serão usadas sempre que o movimento anarquista chamar a atenção do FSS. Devemos mostrar-lhes que quanto mais fortes forem as suas repressões mais furiosa será a nossa resistência. Agora, o importante é apoiar xs prisioneirxs, impedir a continuação da “caça às bruxas” e dar uma publicidade internacional a estes acontecimentos.

Os dias de 5 a 12 de Fevereiro são dias de solidariedade com xs anarquistas russxs reprimidos.

Torna-se necessário organizar diferentes ações de rua, noites de solidariedade, distribuir informações nos meios de comunicação e na Internet. Faça tudo o que possa pôr em ação e implementar. A única arma com que podemos combater a face do terror do estado é a unidade e a solidariedade entre nós. Sem essas duas coisas seremos esmagadxs por este monstro, um/a por um/a.

Estamos prontos para fornecer o espaço para a publicação de ações de solidariedade, basta enviá-las para media_ns@riseup.net .

O endereço para as suas cartas de solidariedade é:
VIKTOR SERGEEVICH FILINKOV,
UL. SHPALERNAYA, D. 25,
G. SANKT-PETERBURG,
191123, FEDERAÇÃO RUSSA
(Somente cartas em papel)

Captação de fundos: Paypal
abc-msk@riseup.net (Atenção! Enviar com a etiqueta “205”)

em inglês l alemão

Victória, Austrália: Solidariedade com xs companheirxs presxs da ocupação da floresta de Hambach

Solidariedade de chamada Victória, na Austrália, com xs companheirxs presxs da okupação da floresta de Hambach, na Alemanha. A 22 de Janeiro, a bófia assaltou três casas e estruturas de barricadas na floresta e meteu 9 pessoas sob custódia. Tirámos esta foto como uma pequena contribuição para o dia internacional de solidariedade com os Hambi 9, a 3 de Fevereiro.

LIBERDADE PARA XS HAMBI 9

A ocupação de anos é um local incrível e inspirador de resistência contra a expansão contínua da maior mina de carvão da Europa. Faz parte de uma luta global contra a destruição ecológica provocada pelo capitalismo.

Liberdade para xs eco-defensorxs da terra em toda a parte!

em inglês via Hambachforest

Alemanha: Atualização sobre Lisa, anarquista que se encontra presa em Colónia

Liberdade para Lisa, liberdade para todos que estão atrás das grades!
Nada está esquecido, nada está perdoado!
Viena, CNA

Recusada a revisão da sentença

Em Dezembro de 2017 a BGH (Tribunal Federal de Justiça) recusou a revisão da sentença dada à nossa companheira Lisa. Assim, a sentença de 7 anos e meio torna-se definitiva. A determinação da compa é de ser extraditada a Espanha, o mais breve possível, para estar mais próxima do seu meio suporte. Por agora continua encarcerada na mesma prisão de Köln (Alemanha). E pode receber cartas.

Lisa, nº 2893/16/7
Justizvollzuganstanlt (JVA) Köln
Rochusstrasse 350
50827 Köln (Germany) – Alemanha

Por outro lado, soubemos que, no mesmo mês, o ministério público de Aachen retirou o recurso contra a absolvição da nossa companheira da Holanda, após quase um ano. Alegramos-nos muito por ela! (mais info em solidariteit.noblogs.org)

A solidariedade é a nossa melhor arma!

em espanhol, inglês, alemão

 

11 de Junho – Dia de Solidariedade com Marius Mason e todxs xs prisioneirxs anarquistas a longo prazo

Ao longo dos anos o 11 de Junho, Dia de Solidariedade com Marius Mason e todxs xs prisioneirxs a longo prazo tem vindo a apoiar e a destacar dezenas de companheirxs presxs. Tem-se vindo a incluir mais prisioneirxs de fora dos EUA, nos últimos anos, evitando-se cair no caminho fácil do centralismo nos EUA – representando-se assim de forma mais fiel a riqueza da expansão anarquista e das lutas anti-autoritárias através do mundo. (Pode descobrir mais sobre isto em june11.org). E é com isso em mente que lhe estamos a pedir ajuda para traduzir e divulgar esta breve mensagem. Sabemos que existem muitxs prisioneirxs cujas histórias não nos têm chegado ou com quem foi difícil estabelecer contacto. Por enquanto o 11 de Junho tem-se concentrado em prisioneirxs anarquistas com penas de longa duração, mas essas não são qualidades estritas. Estamos ansiosxs de apoiar prisioneirxs anti-autoritárixs – a partir de diversos tipos e categorias de lutas. O 11 de Junho tem como objectivo manter nos nossos lábios os nomes dxs companheirxs que estão trancadxs há muitos anos – muito tempo depois de muitxs delxs andarem à deriva, pois sempre há novas lutas, novas emergências e mais amigxs a serem alvo do estado. Geralmente, usamos uma sentença de dez anos como ponto de referência, mas neste momento estamos a apoiar alguns e algumas prisioneirxs que cumprem 6 ou 7 anos.

Não fazemos essa distinção para minimizar a experiência dxs compamheirxs que sejam retiradxs das suas comunidades e torturadxs por menos anos, mas como um reconhecimento do que é necessário fazer mais para sustentar o apoio e a solidariedade aqueles que serão trancadxs durante muitos ciclos de luta. Pedimos que entre em contato conosco se conhecer prisioneirxs cujo caso seja ajustado e gostasse de ver incluído no 11 de Junho. Nesse caso, quando fosse possível, desejaríamos estabelecer diálogo com xs apoiantes para que se possa explorar mais profundamente como xs apoiar e manter a sua voz nas nossas actividades. Por favor, ajude-nos a traduzir e disseminar esta mensagem na medida do possível. Queremos ouvi-lxs através de si: june11th@riseup.net

Vossxs, na Luta,
Comité do 11 de Junho

Berlim: Liberdade para Lisa, liberdade para todxs!

A 21.12.17 utilizámos à chamada do Dia Internacional de Solidariedade com a nossa companheira sequestrada em Colónia para visitar a Frauenknast em Neukölln  e usar a parede oposta para uma mensagem:

“Liberdade para todxs”
“Solidariedade com o assalto bancário”

Lutaremos até que todxs sejamos livres!
Nunca esqueceremos aquelxs que a repressão arranca das nossas vidas!
Rage, Love & Anarchy
[Raiva, Amor § Anarquia]

alemão

Atenas: Faixa em solidariedade com Lisa, presa em Colónia na Alemanha

Faixa colocada na Universidade Politécnica em solidariedade com Lisa, acusada de roubo de banco na Alemanha. Nela pode ser lido: “Liberdade para Lisa acusada de assalto a banco na Alemanha – Fogo a todas as prisões! Pela revolta social!

Hoje, 21 de Dezembro, respondendo à chamada internacional de solidariedade com a companheira Lisa – acusada de roubo de banco em Aachen, na Alemanha – decidimos suspender uma faixa na Universidade Politécnica, em Exarchia, Atenas.

No passado dia 7 de Junho, Lisa foi condenada a 7 anos e 6 meses de prisão tanto pelo juiz como pelo procurador de Aachen. Agora está à espera da resposta à apelação feita pelos seus advogados. Se o tribunal a aceitar, significa que terá um segundo julgamento.

O fato da nossa companheira estar na prisão torna-nos ainda mais irritados, mas sabemos que toda essa vingança do estado nos está a tornar mais fortes a cada dia, reafirmando as nossas ideias.

Vamos continuar a lutar, lembrando-nos de todxs xs nossxs companheirxs na prisão. Temos claro na mente quem são xs nossxs inimigxs. Esta é a nossa decisão, lutar contra os estados, polícia, juízes, ministério público e todxs aquelxs que fazem parte do sistema que está a tornar a vida das pessoas miserável. Não vamos parar, isto é sobre a nossa vida, isto é sobre as nossas lutas!

Este é um pequeno sinal de solidariedade com  a companheira, mas também uma reivindicação para  que se continue com a luta dentro das prisões tal como nas ruas. Nunca deixaremos nenhum/a companheiro/a sózinho/a nas mãos do estado.

Até que todxs sejamos livres, força, fogo, amor e luta!
Queremos-la livre, queremos-la nas ruas!

Pela Anarquia!

Para escrever a Lisa:

Lisa, nº 2893/16/7
Justizvollzuganstanlt (JVA) Köln
Rochusstrasse 350
50827 Köln (Germany)- Alemanha

em inglês

Múrcia, Espanha: Ação direta em solidariedade com Lisa, presa na Alemanha

Esta manhã, 21 de Dezembro de 2017, Múrcia amanheceu com uma sucursal do banco Sabadell pintada e rebentada a martelo (vidros e caixa multibanco) em solidariedade com a nossa companheira recolhida na prisão de köln (Alemanha). Este é só um pequeno gesto através do qual se quer demonstrar que não está só, que daqui também se apoia uma pessoa que se manteve firme perante as adversidades. A adicionar a isso, toda a entidade bancária deveria ser objecto de qualquer forma de ataque já que, perante os abusos, há que responder de alguma maneira.

Ainda que contem com o poder, na totalidade, enfrentá-los-emos.
Nem culpadxs nem inocentes! Contra toda a autoridade!

em espanhol

[Prisões chilenas] Mensagem dxs companheirxs Juan e Nataly (5/12); Veredicto caso bombas 2 (21/12)

5/12/17 – Uma nova abordagem da situação para xs indivíduxs em permanente conflito com o poder e compas solidários de qualquer lugar do mundo. Passados que são já mais de 3 anos do nosso encarceramento e mais de 8 meses em julgamento oral pelo denominado “caso bombas 2”.

O tempo decorrido na prisão faz ressaltar a toda a hora o significado da vida que escolhemos conscientemente – desde que sentimos a necessidade de enfrentar essa realidade de extermínio e devastação com as suas relações de poder e submissão, para assim realmente viver- e agora aproximamos-nos inevitavelmente de algum final…

Estamos presxs há mais de 3 anos por assumirmos posição contra o sistema de dominação, sem remorso por isso. Já que não podíamos negar-nos a nós próprios, menos ainda o que significa esta luta contra o poder, na qual muitxs compas nos foram arrebatadxs, sendo para nós uma necessidade mantê-lxs presentes, dos pensamentos aos atos, para continuarmos assim a sermos cúmplices, destruindo as fronteiras do tempo e do espaço.

Há mais de oito meses que se está a realizar um julgamento contra nós mas do qual claramente não nos sentimos parte, pois desde muito tempo que sabemos ser os únicos proprietários das nossas existências,
não importando onde estivéssemos.  Convocadxs diariamente a este lugar significa sentir ainda mais o confinamento físico, ao estarmos algemadxs, em jaulas pequenas e com intrusões forçadas diárias. Apesar disso, conseguimos estar todo este tempo próximxs, como nunca pudemos estar nos mais de dois anos de prisão.

Contamos-lhes que nos encontramos próximo do fim deste julgamento, a 1 ou 2 semanas, aproximadamente Esperamos que termine de uma vez, já que a extensão do processo se deve ao apetite da acusação para apresentar a sua “prova” até ao cansaço… (7 meses de exposição), sabemos que este caso é bastante fantasioso em relação ao Real.

Do visto e ouvido aqui, acusam-nos finalmente, de:

1- Ataque explosivo a 08/09/2014 no subcentro escola militar (acusado: Juan). Ataque do qual se deu aviso à polícia (número 133), segundo eles com somente 3 minutos de  antecedência à detonação. Informação da qual não duvidamos que exista manipulação – pois devido ao que atrás foi exposto, após o aviso não se adoptou nenhum procedimento policial, nem sequer se informou deste aviso. Facto com consequências já conhecidas de existência de feridos.

2- Ataque explosivo a 13/07/2014, na estação terminal de metro los dominicos, deflagrando o dispositivo mais de 10 minutos depois de ter sido encontrado sobre um assento do trem subterrâneo, por um empregado de metro. (acusadxs: Natal y Juan)

Estas duas ações foram reivindicadas pelxs compas da conspiração das células de fogo.

3- Atentado explosivo a 11/08/2014, dispositivo posto por baixo do carro particular de um polícia, isto num estacionamento contíguo à 1ª esquadra de stgo central (acusadxs: Nataly e Enrique, por “facilitar” o dispositivo a Juan, a quem se acusa de colocador). Ao princípio também se acusou Juan pela colocação de um dispositivo explosivo, na 39ª esquadra do Bosque. No mesmo dia, a 11/08/2014, num horário que só diferia em 10 minutos, aproximadamente, da explosão na 1ªesquadra, em lugares separados por uma distância exageradamente maior no tempo… situação que insultava a lógica e só se tornava possível na imaginação da acusação, pelo foi retirada esta acusação – sendo no entanto utilizada como um tipo de prova em todo o julgamento.

Ambas as ações foram reivindicadas pela conspiração internacional pela vingança.

4- Nataly e Juan são acusadxs de colocação de pólvora negra.

A acusação (e não só eles), pretendem não só condenar-nos mas também condenar estes factos sob a lei antiterrorista e, como consequência, ao sepulcro que são os seus cárceres,  solicitando prisão perpétua a Juan, 20 anos e 1 dia a Nataly e 10 anos e 1 dia a Enrique.

Este processo só procura – pela sua natureza repressiva, policial, mediática, judicial e de prisão – ser um golpe e uma demonstração mais de força contra xs indivíduos que negam o seu poder. Este é um “processo” que – desde o nosso encarceramento a 18/09/2014-  contou já com mais de 2000 polícias para nos deter, no meio de um festim mediático. Polícías de diversas instituições tais como GOPE, LABOCAR, DIPOLCAR, PDI, entre outrxs, muitas das quais participaram neste julgamento na qualidade de testemunhas ou peritos, con informações de sitios do sucesso (por GOPE), levantamento de evidências (por LABOCAR e  DIPOLCAR) e a inteligência de Carabineros, a cargo deste caso. Com perícias tais como o ADN pretendem vincular-nos a estes factos, ADN de misturas complexas, ao limite de detenção e outras complicações técnicas que não entregam nem têm nenhuma certeza científica, é só uma interpretação tendenciosa, parcial até à manipulação da prova por parte dos polícias de LABOCAR, como podemos apreciar neste julgamento. Para além da forma subjetiva, procuram ainda justificar uma relação com os factos através do nosso posicionamento. Factos dos quais temos sustentado não ser autorxs, mas que é um elemento extraordinariamente para o Ministério Público, devido à sua vaga acusação.

Hoje temos a necessidade de não ceder frente aos golpes dos nossos inimigos e responder a cada compa  solidário e de ação que tenha estado connosco neste confinamento – compas dos mais diversos lugares do globo: Argentina, Brasil, Grécia, só para mencionar alguns. As suas diversas formas de desenrascar e propagar o conflito são fundamentais para aquelxs de nós que vivem a realidade prisional, e hoje queremos abraçá-lxs uma vez mais. Temos ainda bem claro que nada do que eles pretendam determinar, será suficiente para acabar com os nossos desejos de liberdade. A liberdade dxs compas presxs, e a mesma necessidade da destruição das prisões são parte das nossas abordagens e objetivos, pelo que o sentir nas mãos e chocar com estes muros só podem reforçar esta necessidade…

Hoje queremos saudar fraternalmente o Byron Robledo, compa atropelado por um miserável condutor dum transantiago em defesa da propriedade dos ricos. Quebrar a passividade e solidarizarem-se com Byron!!! Um abraço à distância ao companheiro Konstantinos Yajtzoglou, sequestrado em Atenas, acusado de atentar contra o primeiro ministro e empregado do FMI Loucas Papadimos. Solidariedade insurrecta com xs companheirxs da CCF e um abraço cúmplice a Freddy Fuentevilla, Marcelo Villarroel e Juan Aliste, sempre atentos e dispostos a se solidarizarem.

Recebemos com alegria a notícia da libertação de Hans Niemeyer e de Javier Pino, tal como a saída da prisão dos 8 comuneiros mapuches – presos na denominada operação Huracán – assim como a dos comuneiros absolvidos pelo caso Luchsinger Mckay.

Dos muros da prisão de San Miguel,  Nataly Casanova;
Do CDP stgoSur (Ex-Penitenciária)  Juan Flores.

21/12/17 – VEREDICTO DO CASO BOMBAS 2

Juan Flores, primeiro companheiro condenado pela lei antiterrorista; Nataly e Enrique absolvidxs.

*Metro los dominicos*

Delito principal qualificado como danos + lei de controlo de armas: Juan condenado, absolvidxs Nataly e Enrique.

*1ª Esquadra*

Delito principal  qualificado como danos + lei de controlo de armas: Juan, Enrique e Nataly absolvidxs.

*Sub Centro*

Delito principal qualificado como atentado terrorista: Juan condenado

*Pertença de pólvora*

Delito de controlo de armas: Juan e Nataly absolvidxs.

Assim:

Nataly e  Enrique: Absolvidxs de todas as acusações.

Juan Flores: Culpado de porte e detonação de dispositivo explosivo + Danos + 6 lesões menos graves (Metro los Dominicos) e de colocación de dispositivo terrorista + dano moral (Subcentro).

Pela primeira vez o tribunal utiliza a lei antiterrorista para condenar (nesta última década), após uma série de rejeições em anteriores processos (Caso Bombas, causa contra Victor Montoya, contra o companheiro Luciano Pitronello, contra o companheiro Hans Niemeyer, entre outrxs) às pretensões da acusação – este veredito é clave e histórico nesse aspecto, validando o uso da lei antiterrorista.

A leitura final será a 15 de Março de 2018, onde se entregarão os detalhes do veredicto, além da quantidade de anos de prisão a que vão condenar o companheiro Juan Flores. Xs companheirxs  Enrique Guzman e Nataly Casanova já abandonaram a seção de máxima segurança e a prisão de san miguel, respetivamente.

Tanto a acusação como a defesa poderão ainda procurar a anulação do processo.

Toda a solidariedade insurrecta com o companheiro Juan Flores!

Abaixo a lei antiterrorista; Abaixo o Estado policial!

via publicacionrefractario em espanhol

Tessalónica, Grécia: Ataque incendiário por um Dezembro Negro

Vivemos num mundo em que todos os aspectos da nossa vida estão rodeados pelo sistema tecnológico. As relações sociais que são criadas através de computadores e telefones celulares estão muito distantes da vida real. Cada um de nós é monitorizado diariamente em todos os cantos da cidade por câmaras, localizadas através do sinal enviado pelos nossos telefones celulares e arquivados por impressões digitais e amostras de ADN.

Esta concepção visa transformar cada pessoa num número armazenado num banco de dados para que seja uma peça previsível e segura deste sistema podre.

O nosso objectivo é ver o nascimento de um mundo de individualidade rebeldes que tomem as suas vidas nas suas próprias mãos, percebendo o seu desejo de rebelião e liberdade. Então voltámos a atacar a empresa de telecomunicações OTE, continuando a nossa campanha anti-tecnologia.

Na madrugada de 14 de Dezembro, colocámos um dispositivo incendiário no sistema de antena OTE da Seych Sou.

Pensamos na solidariedade como arma no conflito contra o Estado e a capital, e é por isso que respondemos aos ataques de estados repressivos contra anarquistas que atacam os objetivos do poder.

Solidariedade com o anarquista Salvatore Vespertino, que foi preso em 3 de Agosto em Florença e acusado de explodir uma livraria fascista, uma acusação baseada em evidências de ADN.

Solidariedade com o anarquista Dinos Yatzoglou, que foi preso na manhã de 28 de Outubro em Atenas e acusado de enviar cartas-bomba.

Morte ao Estado.

Por um Dezembro Negro, pela Anarquia.

Célula anarquista “Destruição do existente”.

via Indymedia Athens l em francês

Santiago, Chile: Sabotagem à linha férrea do metro 4A

Na madrugada do dia 20 de Novembro procedeu-se à sabotagem – com material de betão contundente – das zonas férreas da linha 4A do metro de Santiago, à altura da estação metro La Granja[1]. Não podíamos permitir que – no dia seguinte à festividade democrática da eleição – as coisas seguissem o seu curso normal. É que a nós não nos basta chamar a não votar, decidimos posicionarmos-nos contra o Estado e as suas lógicas de controlo e dominação sobre as nossas vidas. Estamos contra o estado, uma das máximas expressões do exercício de autoridade, que tortura e reprime; estamos contra a sua democracia com ilusões de mudança social – oferecidas pelos poderosos e assumidas pela cidadania.

A nossa opção, neste e em todos os processos eleitorais, é a subversão permanente que assinala que uma vida livre se cria na destruição da ordem autoritária e na necessária violência contra os opressores e as suas estruturas de poder.

Com esta ação de sabotagem ampliamos e fazemos chegar a saudação e a cumplicidade solidária a todxs aquelxs que desta vereda confrontam o poder e os seus defensores.

Aos/às nossxs companheirxs sequestradxs nas prisões da democracia: Nataly, Juan e Enrique – que nesta semana será onde o estado e as suas autoridades farão sentir todo o seu castigo. A Marcelo Villarroel, Juan Aliste, Freddy Fuentevilla, Joaquín García, Natalia Collao, Sol Vergara.

Solidariedade com xs companheirxs encarceradxs no âmbito da Operação Scripta Manent, aos/às nossxs irmãos/irmã  da Conspiração das Células de Fogo e ao companheiro anárquico Konstantinos Yagtzoglou, axs/às companheirxs perseguidxs pelo estado brasileiro na Operação Erebo.

Contra o estado e a sua democracia.
A nossa única eleição é a violência organizada pela libertação total.

Banda de sabotagem Santiago “Brujo” Maldonado

[1] “Alta afluência de passageiros na Linha 4A do Metro provoca problemas de frequência”. Bio Bio Chile, 20 de Novembro de 2017.

en espanhol

Valparaíso, Chile: Barricadas e confrontos em Playa Ancha

14/12/2017

A 7 anos do massacre na prisão de San Miguel…
A 4 anos da caída em combate de Sebastian Oversluij…

POR UM DEZEMBRO NEGRO, PROCURA QUE VIVA A ANARQUIA!!!

Hoje há 81 razões para lutar, 81 razões para subverter a ordem e enfrentar os seus lacaios, para lhes recordar que a massa cidadã borrega é cúmplice da sua actuação, porque nem esquecemos nem tampouco perdoamos.

ABAIXO A PRISÃO E GUERRA AOS CARCEREIROS!!!

Com o anárquico pelao angry e o bruxo, presente em cada revolta, em cada motim, saímos à rua para afilar os gestos de memória e nos solidarizarmos com xs compas presxs na guerra frontal e permanente contra o estado, o patriarcado e o capital, pelo mesmo enviamos um cúmplice e caloroso abraço ao/à compas Juan e Nataly, que estão a ser julgadxs pelo poder no denominado caso bombas 2, assim como às/aos compas que estão na mira do poder e da imprensa em Valparaíso no caso 21 de Maio.

De igual forma nos solidarizamos com cada insurretx em revolta…

Até que a solidariedade se faça arma!!

em espanhol

Atenas, Grécia: Hospitalização involuntária de Nikos Maziotis e Pola Roupa

Os membros da Luta Revolucionária Nikos Maziotis e Pola Roupa encontram-se em greve de fome desde 11 de Novembro de 2017.

Xs dois companheirxs presxs estão a lutar contra medidas de isolamento; contra disposições específicas do novo código correcional destinadas a reprimi-lxs como prisioneirxs de alta segurança; contra a proposta de detenção de prisioneirxs de alta segurança nas esquadras de polícia; contra a pretendida reintegração do regime prisional do tipo C. Elxs também exigem o fim imediato do isolamento imposto sobre Nikos Maziotis (desde Julho, o companheiro é mantido isolado de outrxs presxs por uma decisão do ministério da justiça); uma extensão das horas de visita com base na frequência das visitas que um prisioneiro tem; salas apropriadas de visita para xs pais presxs se encontrarem com seus filhos.

Deixaram claro desde o início que apenas receberiam água. Repetidamente pediram para receber uma comunicação telefónica sem obstáculos com o seu filho de seis anos, antes de serem transferidxs das prisões de Koridallos para qualquer hospital.

Em 2 de Dezembro, Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs para um hospital fora das prisões, devido à deterioração de seu estado de saúde. No entanto, no próprio dia, ambos xs companheirxs pediram que fossem enviadxs de volta para as prisões, porque, eventualmente, não era permitida a comunicação telefónica sem obstáculos com o seu filho.

Em 4 de Dezembro, Nikos Maziotis queimou e destruiu a seção de isolamento B na cave da prisão feminina de Koridallos, onde foi mantido em prisão solitária durante 5 meses. Foi então transferido para a enfermaria da prisão, por causa dos fumos, e ameaçado com maior isolamento – desta vez numa unidade disciplinar das prisões de Koridallos.

Às primeiras horas do dia 5 de Dezembro os grevistas da fome Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs à força para fora das prisões de Koridallos.

O procurador da prisão ordenou a sua hospitalização involuntária. Estão a ser mantidxs no Hospital Geral do Estado de Nikaia, ambxs ameaçadxs de alimentação forçada. Até ao momento, os médicos do hospital não cederam ao pedido do promotor.

Nikos Maziotis e Pola Roupa continuam a sua greve de fome. Declararam que não aceitarão soro e irão agir contra o tratamento involuntário e a alimentação forçada (tortura) de todas as formas possíveis.

(todas as postagens relacionadas em grego)

em inglês, alemão

[Prisões italianas] O prisioneiro anarquista Davide Delogu ainda se mantém em greve de fome

Do telefonema semanal de Davide com os seus parentes, sabemos que:

Davide continuará a greve de fome a longo prazo, iniciada a 4 de Novembro, até que o seu total confinamento solitário, pelo artigo 14bis, seja revogado.

O nosso companheiro convida todxs para a solidariedade direta.

Davide fortalece a sua proximidade com os companheiros da AS2 [secções de prisão de alta segurança].

Repetidamente sublinhou a necessidade de uma solidariedade revolucionária.

Ele encontra-se de bom humor, mas já perdeu 13 quilos [28 libras].

CNA [Croce Nera Anarchica]

em italiano l inglês

Trinidad, Bolívia: Solidariedade com Jaime

recebido a 27/11/17

Amigxs, companheirxs e familiares: Queremos comunicar a vocês que nosso companheiro Jaime (Gato) está passando por uma situação complexa. Neste momento ele se encontra privado de liberdade, faz quase um mês, na prisão de Mocoví, Trinidad (Capital do dpto de Beni) Bolívia.

Estamos pedindo a solidariedade de cada um que queira fazer parte deste processo que nosso companheiro enfrenta. Atualmente há um advogado, mas como todxs sabem em processo judicial se requer uma grande quantidade de dinheiro para custear todos os gastos da papelada, burocracia e porque não dizer também, a corrupção da (in)justiça que enfrentamos.

É por isso que apelamos para todas as redes de solidariedade possíveis já que neste momento todas as mãos e corações nos servem, seja enviando amor, força, orando ou como possam ajudar, será bem vindo e muito bem recebido. Peço também que fiquem atentos, pois estaremos organizando rifas e outras atividades solidarias para arrecadar o dinheiro necessário para nosso irmão, amigo e companheiro regressar a Chile.

Quem quiser deixar uma mensagem de apoio e solidariedade poderá fazer por aqui nos comentários desta publicação. Eu ficarei feliz de levar todo carinho de seus amigxs e companheiros que gostam dele e o apoiam. Agradeço desde já. Se alguém puder ajudar economicamente, deixo também um numero de conta bancária. Como já disse mais a cima, toda ajuda será benvinda.
Atentamente,
Constanza Mardones Espinoza (irmã) e Jaime Mardones Espinoza.

Nombre del titular: Maria Monica Espinoza Navarrete (Mamá)
Nro cta0.0097 0604405
Banco: scotiabank
Rut: 8.342.112-6
Correo: monicaespinozan[arroba]gmail.com

VIA WESTERN UNION:
Constanza Mardones Espinoza
17.919.817-7
Trinidad- Bolivia

A LUTA CONTINUA…

em espanhol