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Chile: Faixa e barricadas de fogo, 20 anos depois do assassinato de Claudia López

20 anos depois da morte de Claudia López: Memória e Combate.

11-09-2018. A duas décadas exatas da morte em combate da companheira anarquista Claudia López, na povoação La Pincoya em Santiago, durante os distúrbios comemorativos do início da ditadura militar no Chile  –  e ainda no âmbito de uma nova comemoração desta data, saímos à rua na nossa povoação a recordá-la; colocamos uma faixa, levantamos barricadas de fogo e desafiamos a polícía junto aos nossos/as companheiros/as e vizinhos/as.

Algures no território chileno,
Biblioteca Antiautoritária Libertad
Inverno, 2018

em espanhol

Chamado a 20 anos do assassinato de Cláudia Lopez: Nenhum Minuto de Silêncio, Toda uma Vida de Combate!

recebido a 06.07.18

A partir dos cantos mais inquietos da memória nos auto convocamos – tanto enquanto companheirxs que conheciam a Cláudia numa base de fraternidade rebelde como também aquelxs de nós que, sem a terem conhecido, se reconhecem na sua experiência de vida e de luta – para continuar o combate ao esquecimento, colaborando para não deixar que a história se escreva por si só, somando-nos àquela torrente de recordações que decantou em práxis e resistência, multiplicando-se e expandido-se através de bibliotecas, centros sociais, atividades, combates na rua, ações, faixas, murais e panfletos.

Desta vez – a partir do nosso olhar, da nossa recordação, com raiva e dor, com as nossas derrotas parciais mas também com as custosas vitórias – pretendemos erguer, longe das verdades inquestionáveis, um exercício/práxis de memória e voltar a percorrer os passos que levaram nesse 11 de setembro a companheira Cláudia López, a “chica” Cláudia, com os seus 25 anos, a caminhar até à povoação La Pincoya, onde deixou a sua vida na rua, assassinada pelas balas policiais, tiros garantidos por um Estado sempre ao serviço do capital e dos poderosos. Destes fatos e desta realidade não há dúvida alguma, apesar da infâmia jornalística ou manobras jurídico-policiais.

O facto da “chica” ter estado nessa noite em La Pincoya não obedece à casualidade ou a algum impulso rebelde momentâneo – antes sim a uma decisão e a um caminho traçado desde há anos em lutas e confrontos na rua, tanto nas universidades como em diversas povoações, tal como na sua participação ativa em coordenações combativas, somando forças entre distintas experiências autónomas e lutas anti-estatais.

Ao longo destes anos, muito se comentou com respeito à militância política da companheira – sem lugar a dúvidas não pode ser compreendida a partir de categorias únicas e determinantes pois eram tempos em que a partir de um acertado questionamento a um marxismo dogmático por parte de quem apostava por revitalizar uma prática ofensiva contra o poder e o capital, se gera uma aproximação entre tendências de um marxismo revolucionário e a autonomia com o anarquismo. É nesse espaço que a Cláudia se movia, sem negociar com tonalidades médias.

Eram tempos também de sequelas palpáveis de uma transição nauseabunda, tempos de consolidação de um capitalismo selvagem, concebido sob o resguardo dos fuzis e botas militares e de modo servil administrado pelos governos “concertacionistas” da época; tempos em que muitxs baixaram a guarda – sob a falácia de que deslocada que foi a besta ditatorial a luta carecia de sentido – negando-se a aceitar que continuavam mandando os mesmos numa democracia, uma forma mais sofisticada de um regime autoritário. Neste contexto, também existiram muitxs que, com base numa lucidez insurreta, optaram por manter viva uma chama rebelde e combativa para assim fazer frente a uma realidade asfixiante, Cláudia estava entre elxs.

É por isso que, sem medo a nos equivocar, mantemos a claridade do caminho da “chica” Cláudia – das lutas secundárias durante os últimos anos da ditadura aos combates durante a transição democrática – compartilhando trincheira com ela,  resgatando a relação de companheirismo que forjamos, organizando-nos por afinidade, com objetivos comuns, pisando as mesmas ruas, defendendo as mesmas barricadas que não pararam de levantar-se até hoje.

Passaram 20 anos desde que aquelas balas policiais crivaram o corpo da “Chica”; hoje, longe dos suportes judiciais e dos cantos vitimistas, procuramos armar a nossa memória com ofensiva e combate, unindo distintas gerações para dar continuidade à luta contra a ordem imperante. Resgatar a história da Cláudia não é só resgatar um passado relativamente recente, mas também tirar do esquecimento experiências e vivências para projetar a luta a partir do presente. Procuramos sabotar a maquinaria da amnésia fazendo propagar a dança rebelde da companheira em todos os cantos onde surjam caminhos de negação ao mundo dos poderosos. As balas que assassinaram Cláudia continuaram a assassinar diversxs companheirxs e ainda permanecem impacientes para serem descarregadas em qualquer que questione o Estado.

Aproximando-se a data da nova comemoração do assassinato policial, fazemos um chamado a cada companheirx, individualidade, coletivo, grupo, organização e iniciativa para que ergam a sua própria atividade ou propaganda na variedade multiforme que possa ter a memória, tomando em suas mãos o trabalho coletivo para que esta data não passe despercebida.

A partir desta coordenadora convocaremos algumas atividades que serão difundidas atempadamente, mas sobretudo buscamos propagar e estimular a reprodução de outras iniciativas que se juntem a essas. Das ruas de “La Pincoya”, Santiago Centro ou Temuco até qualquer rua nas urbes de outros países, que a memória saiba viajar e ser traduzida no único idioma possível, o do conflito com o existente e a lembrança dxs nossxs mortxs.

A 20 anos dos assassinato da companheira Cláudia López, retomamos a frase que a companheira criou em seu momento: Juventude Combatente, Inssurreição Permanente!

Coordenadora a 20 anos do assassinato da companheira Cláudia López
Território austral dominado pelo capital e estado chileno.
https://todaunavidadecombate.wordpress.com

Chile: Cartazes em memória das companheiras Norma Vergara e Claudia López

Como gesto mínimo em sua memória, imprimimos cartazes em recordação das companheiras Norma Vergara e Claudia López

OS ANOS PASSAM E XS NOSSXS MORTOS EM GUERRA CONTINUAM A ACOMPANHAR-NOS

Norma Vergara é assassinada pelas balas da DIPOLCAR a 26 de Março de 1993. Tinha decidido combatrr os aparelhos repressivos do Estado e lutava na clandestinidade nas Forças Rebeldes e Populares Lautaro. Claudia López, ao lutar encapuçada, na povoação La Pincoya, é assassinada pelas balas policiais a 11 de Setembro de 1998.

Ambas foram assassinadas pelos defensores da autoridade, ainda que em diferentes dinâmicas de confrontação, ambas elegeram o confronto, romper com os seus contextos e os papéis secundários impostos socialmente às mulheres. Recordamos as companheiras, resgatando a sua decisão de combater, num confronto sem trégua contra o Estado, seus guardiões e seus falsos críticos.

Irmanamos-nos com esta vontade de guerra, que rompe moldes, estereótipos, que combate o apelo à resignação, que participa e gera acções contra a autoridade, o seu fogo não se apaga…

…em Março, passados 25 anos da morte de Norma Vergara…
…em Setembro passados 20 anos da morte de Claudia López…

SOB MÚLTIPLAS FORMAS, COMBATENDO O PODER,
TODXS PARA AS RUAS!!!

em espanhol

Santiago, Chile: Atentado incendiário contra imobiliária

Entre uma formosa obscuridade lunar, de noite negra, sob a lua nova e um incandescente céu estrelado (madrugada de 18 de Janeiro), estendemos as asas e com a sua envergadura cobrimos de sombra este asqueroso mundo. Planeamos irritadxs, visibilizámos  o objetivo e aguardamos com cautela, lançando-nos então furiosamente numa discussão contra um ramo de vendas imobiliárias para logo de seguida inaugurar outra edificação podre (departamentos) denominada “ALTUM”, da empresa “INMOBILIARIA ACONCAGUA” – para amontoar ao abrigar um grupo de cidadãos escravos – apenas a alguns quarteirões de uma maldita esquadra de polícia, atacando o nariz POLÍCIA BASTARDA!

Conhecidos pela sua devastadora expansão civilizadora, impulsam  cidades onde não as há fortalecendo-as onde já existem e ousando sepultar a imensidade e diversidade do indomável e indomesticável – quando dizemos “ousam” é porque vocês, horda de bastardos dominadores, com as vossas infra-estruturas não são NADA. Conspiramos para que desapareçam, pois nem conseguem nem conseguirão submeter a imensidade do selvagem e aquelxs que continuam em guerra contra a máquina civilizadora do poder. Ao mesmo tempo, criam o sentimento e fingem a práxis do ataque, materializando o nosso caótico ato de guerra com a instalação de um dispositivo incendiário / explosivo nesta sala de vendas, conseguindo ativá-lo – logo a seguir ao atraso programado – para dar origem ao fogo. Avivando-se este começa a queimar parte  da fachada, do chão e do tecto. Já no caminho de saída da zona, conseguimos ouvir ainda as sirenes que mobilizavam caminhões de  bombeiros e um contingente policial – que, para sorte do inimigo,  conseguiram controla o fogo ardente, propagado com propósito e intenção destrutiva, a que ansiávamos alcançar.

O nosso objectivo e data, a propósito, não foi aleatório. Aconcagua Real Estate é uma empresa do Grupo SalfaCorp, que desenvolve, administraa e vende projectos imobiliários no pikun mapu, especificamente em Pudahuel, san miguel, las vizcachas, puente alto, colina, Huechuraba, Padre hurtado, La cisterna, Cerrillos e Maipú. Por sua vez, o SALFACORP é o maior grupo empresarial do sector de construção no Chile, civilizadores e antropocêntricos contemporâneos que se vangloriam em parágrafos bombásticos que explicitamente falam de “uma liderança indiscutível que cultivaram durante os seus quase 90 anos de história”.

“A empresa alcançou esta posição graças ao seu sólido modelo de negócios – estruturado para crescer de forma planificada e ordenada – baseado em unidades de negócios independentes entre si e diversificadas, que incluem especialidades replicáveis em outros mercados, como pode ser visto na expansão internacional que se levou a cabo.
90 anos destruindo a Terra em função do progresso humanóide, construindo portos, pontes, cidades, edifícios e mega-projectos variados. Assim, esses projetos e negócios de extração produzem fortunas com o sangue da terra, que são sempre avaliados pela sociedade antropocêntrica, patriarcal e especista – perpetuando a sua ânsia de progresso até ao ponto de se orgulhar de habitar as cidades – prisões,  mantendo assim, também, a identidade cidanóide que nos repugna e enoja.  Assim, sabemos que não são só simples e complexos projectos os que destroem a natureza, pois estes são o claro reflexo e materialização da ideia do mundo civilizado – que o poder e os seus cúmplices procuram expandir – sendo esta afinal a moderna ideia colonizadora à qual declaramos a nossa guerra, ao poder e à civilização.

Detestamos a vinda do papa, o que simboliza e representa; invasão, massacres de nativxs, despojo, evangelização, domesticação, AUTORIDADE, IERARQUIAS, CONTROLO, DOMINAÇÃO.  Por isso realizamos a ação na conjuntura da visita desta indesejável máxima autoridade clerical, juntando-nos assim às ações que, a partir da sua informalidade e autonomia, se ergueram em diversos pontos do território Pikunche e Wallmapu.

Como aprendizagem só nos resta decidir aqui e agora o ataque, potenciando e afinando as formas e materiais com que os atacar e sermos mais eficazes na finalidade destrutiva, nutrindo-nos da praxis insurrecional e guerrilheira tanto do passado como do presente. Desta vez eles conseguiram fazer o seu trabalho, apagando o kutral indomável, mas continuaremos em pé de guerra contra TODA A FORMA DE DOMINAÇÃO! “HOKA HEY”

Saudamos com o coração transbordante de alegria Tamara sol e a sua tentativa de fuga, abraçando as suas convicções na prática, cada ato virando uma guerra contra esta maquinaria. Uma piscadela de cumplicidade aos/às dignxs companheirxs em guerra e sequestradxs nas prisões do poder do mundo inteiro!

Aos/às presxs políticxs mapuche e à sua resistência inquebrável no wallmapu com o exercício diário del kimun ancestral e coerente ataque às estruturas que devastam o território.

RESISTÊNCIA, NEWEN(1) E LIBERDADE AO MACHI CELESTINO CORDOVA – atualmente sequestrado na prisão de Temuco – que iniciou a sua GREVE DE FOME LÍQUIDA a 13 de Janeiro do presente ano EXIGINDO A URGENTE SAÍDA DO SEU REWE (2) E A RENOVAÇÂO DESTE.

Desta vez na warria (3), fazemos-nos presente com esta ação, apoiando também a greve do machi celestino, solidarizando-nos assim a partir da confrontação com o poder, da guerra  e da espiritualidade autónoma, fazendo-nos parte do conflito, encontrando-nos nas semelhanças e diferenças, mas caminhando com a intenção visível de não retroceder perante a colonização civilizadora.

Com a MEMÓRIA sempre viva, ativa e perigosa, avançamos junto aos/às nossxs guerreirxs mortxs, que nos velam junto o nosso espírito de combate. PELAO ANGRY, PUNKY MAURI, CLAUDIA LOPEZ, MATIAS CATRILEO, ALEX LEMUN E A TODXS XS COMPAS QUE VIVERAM EM CONFLITO E QUE NÃO CEDERAM NEM UM  MILÍMETRO FRENTE AO INIMIGO, PRESENTES AGORA E SEMPRE!

A MACARENA VALDES ASSASSINADA POR DEFENDER A MAPU DOS COLONOS AUSTRÍACOS DA EMPRESA RP GLOBAL E DO SEU NEGÓCIO EXTRATIVISTA, QUE NÃO HESITARAM EM MATÁ-LA E SIMULAR UM SUICÍDIO. NADA MAIS QUE UMA VINGANÇA DA LAGMIEN M. VALDESS.

A STGO MALDONADO, COMPA ANARQUISTA ASSASSINADO PELA GENDARMERIA NO OUTRO LADO DA CORDILHEIRA. UM ABRAÇO ONDE TE ENCONTRARES E ATAQUE DIRETO AOS LACAIOS QUE TE ARREBATARAM A VIDA.

FOGO ÀS PRISÕES E AOS SEUS CARCEREIROS, ÓDIO ETERNO A TODXS XS CORPOS POLICIAIS EM QUALQUER DAS SUAS EXPRESSÕES.

DESPREZO AOS/ÀS YANACONAS (4) QUE DE JOELHOS SE INCLINARAM PERANTE O PAPA!
SELVAGENS EM VEZ DE CIVILIZADXS, AQUI E AGORA PELA LIBERTAÇÃO TOTAL!
FOGO E SABOTAGEM À I.I.R.S.A!
CONTRA O PODER DA IGREJA E A MORAL CRISTÃ, BLASFEMOS EM VEZ DE DEVOTOS. NEM O PAPA NEM NENHUM MISERÁVEL EVANGELIZADOR SERÁ BEMVINDO!
CÁ ENCONTRAMOS-NOS EM GUERRA CONTRA TODA A AUTORIDADE!

Estampido Iconoclasta pelo Selvagem

N.T:
(1) Newen são as forças celestes.

(2) Todas as grandes cerimónias religiosas Mapuche se realizam ao pé do REWE, sendo este a árvore cósmica, símbolo da profissão do MACHI, também conhecido como KEMUKEMU; simboliza a árvore sagrada onde os espíritos invocados pousam. Este altar consiste num tronco de árvore com cerca de 3 metros de altura, cuja extremidade superior é esculpida em forma de cabeça humana, com ou sem chapéu; a frente tem a forma de uma escada de 4 a 7 degraus, aqueles que representam os quadrantes do seu cosmos “.

(3) Waria é cidade (em língua Mapuche)

(4) “Yanacona” é um termo depreciativo de origem Mapuche, para aqueles  que realizam ações consideradas contrárias aos interesses do seu povo,  como por exemplo, declarar contra xs comuneirxs e activistas mapuches nos julgamentos que o Estado chileno realiza contra elxs. É usado como sinónimo de traidor.

(5)”Hoka Hey” é uma exclamação em Sioux, semelhante às expressões: “Vamos nisso!”ou “Vamos entrar em ação!”

em espanhol

Viña del Mar, Valparaíso: Corte de estrada no Canal Chacao [13/09/2017]

Tanto Democracia como Ditadura assassinam, reprimem e fazem desaparecer a todxs aquelxs que se levantam em pé de luta e resistência contra o avanço da devastação capitalista, nos mais diversos sítios do planeta. Hoje, faz um ano em que assassinaram Macarena Valdes, às mãos de assassinos a soldo da empresa RP Global – a propósito de enfrentar a instalação de uma central no terreno Tranguil – tal como também se cumprem 12 anos do desaparecimento de Jose Huanante, às mãos da bastarda polícia na região de Puerto Montt. E já passado mais de um mês do desaparecimento de Santiago Maldonado, às mãos do Estado Argentino, por se solidarizar com a luta da resistência Mapuche, a nossa resposta é clara:

NÃO DAREMOS A OUTRA FACE PERANTE A VIOLÊNCIA QUOTIDIANA QUE XS NOSSXS COMPANHEIRXS DE LUTA SOFREM, ERGUEMOS-NOS E QUEBRAMOS A PASSIVIDADE DA ROTINA CIDADÃ COMO UM GESTO DE MEMÓRIA E AÇÃO SOLIDÁRIA COM TODAS AS LUTAS QUE SE LEVANTAM EM RESISTÊNCIA E OFENSIVA PELA LIBERTAÇÃO DA TERRA E PELA DEFESA DOS TERRITÓRIOS:

SOLIDARIEDADE COM XS PRESXS POLÍTICOS MAPUCHES DO CASO IGLESIAS QUE JÁ SE ENCONTRAM HÁ MAIS DE 90 DIAS EM GREVE DE FOME, AOS/ÀS IMPUTADXS DO CASO LUCHSINGER-MACKAY E COM TODXS XS PRESXS SUBVERSIVXS EXISTENTES POR TODO O MUNDO.

CLAUDIA LOPEZ, MACARENA VALDES E TODXS XS CAÍDXS, SEMPRE PRESENTES!

em espanhol

Chile: Cláudia López, estudante de dança e anarquista, foi assassinada com uma bala nas costas há 14 anos pela polícia


Cláudia López Benaiges, jovem anarquista, estudante do curso de dança na Universidade, há 14 anos, durante um protesto pelo 25º aniversário do golpe fascista de Pinochet, foi assassinada com uma bala nas costas, disparada pelos Carabineros (Policia) na povoação de La Pincoya em Santiago (Chile).

Cláudia López tornou-se, entretanto, num símbolo para todo o movimento estudantil chileno, para os jovens das organizações sociais, e ainda para o emergente movimento anarquista chileno. A sua morte demonstra que o actual regime chileno continua a ser dominado na sombra pelas sinistras figuras militares que foram responsáveis pelo golpe de estado de 1973 e todo o cortejo de horrores, perseguições e mortes da história recente do Chile.

Hoje, 14 anos passados do seu assassinato, não há responsáveis nem culpados, o que só mostra que no Chile ainda subsiste a insidiosa impunidade dos repressores de sempre.

A tua dança rebelde perdurará nos nossos corações

NÂO ESQUECIDO! NÂO PERDOADO!

Poemas da compa Claudia López.

Documental Cláudia no coração

Video de um espectáculo de dança de Claudia López

Outro video dedicado à compa: