Arquivo de etiquetas: contra a unidade nacional

A extrema-direita em Portugal, hoje

recebido a 19.02.18

[Contribuição anarquista importante. Companheirxs, em Portugal,  procuram justamente entender de que forma e por que meios se pretende expandir o nacionalismo e o patriotismo, o ódio racial, a xenofobia generalizada, a homofobia assassina e o conservadorismo mais obsceno, assim como identificar as suas ramificações – associações, movimentos, partidos, negócios e locais.]

Tendo como alvo preferencial xs imigrantes, xs homosexuais, transgénero e xs anti-militaristas em geral, além de qualquer mulher em particular (movimentos anti-aborto e outros) é desde logo evidente que a extrema-direita se pretende infiltrar (ou já fundou associações) em meios ligados à defesa do ambiente, direitos dos animais, meios vegan ou vegetarianos, esotéricos e de solidariedade social (mas só para “brancos”), tendência aliás comum ao que se passa um pouco por toda a Europa. A juntar-se a isto, aparecem as bandas nazis em franco florescimento, uma editora de venda on-line mas também em apresentações de livros (ou com ligações a alfarrabistas onde vendem diretamente toda a mixórdia nazi-fascista, pura e dura).

Desde sempre presentes nas claques dos grandes clubes de futebol, também treinam jogos de guerra, perseguindo negros ou outras etnias, tentando matá-los, no terreno ou on-line. E por falar em on-line, presentes estão em força nas chamadas redes sociais, onde também captam “incautos” entre o descontentamento geral – tal como o fazem nos sites de jogos de guerra, todos eles de violência extrema racista, homofóbica, xenófoba e misógina.

Possuem, claro está, locais de culto e negócios. Uns legais, outros ligados a tráficos (mulheres, armas e drogas). A cereja em cima do seu “bolo envenenado” são as organizações políticas, umas visíveis, outras na clandestinidade. Treino de assassinos e bestialidade humana. É disso que se trata e devemos estar preparados para esmagar, uma e outra vez, os ovos da serpente e para a matar, por fim.

[LISTA EM ATUALIZAÇÃO]

Local da moda de concentração nazi: Bar Cave.

Grupos em florescimento: NOS e “Verdade Contra o Sistema”.

Negócios:

– Restaurante BRASA DO PRIOR VELHO – Lisboa (gerido por um nazi e local de encontros da NOS).

– Defensive fight system na Moita. (com a “Defensive Fight System” – na prática de Kung Do Te – Grupo Desportivo e Popular de Chão Duro na Moita). Representada pelo seu Director Paulo Cegonho (membro de extrema-direita, assumido), o ginásio tem protocolo com a NOS.

-Bar Cave ( Cave Rock Bar) – de um membro da “Oifensiva”, banda nazi – frequentado por hammerskins e publicitado (antes da sua abertura) por várias páginas de extrema direita e elementos de extrema direita como o “nosso novo bar”.

-Hellxis (do dono da antiga Portugal Ultra, de parafernália nazi, e ex-membro (ou amigo, ou o raio que quiserem) do MAN.

– Editorial Contra Corrente [editora de livros de extrema direita, vende on-line, nas apresentações dos livros e em duas lojas de alfarrabistas (negócio direto e não “alfarrabismo”, uma em Lisboa, outra no Porto -“Cedofeita”)]

– Barbearia Lvsitana (barbearia de um nazi “conhecido”)

– Club 38 portugal (hammerskinhouse e organizadora de eventos nazis)

– Artur Miguel tattoos (loja de tatuagens de nazis, irá participar no seu concerto de Dezembro)

– Saintshopestreettattoo loja de tatuagens de (e para) nazis

– Lisboa Nossa (organizadora de eventos nazis)

– Jornal O Diabo (jornal de extrema-direita)

Mygon, loja 15156 josé pais (cabeleireiros de homens de Nuno Pais, membro da NOS)

Organizações políticas:

– Escudo Identitário (extrema-direita dissidente do PNR, tem hammerskins)

– Movimento Social Nacionalista (o nome não precisa de “apresentações”)

– Ideal Identitário (organização nacionalista)

– Associação Portugueses Primeiro.

Organizações “não” políticas:

– Motus Veritis – Movimento Verde (associação “ecológica” de extrema-direita)

– Mal Portugal (movimento anti- taurino constituído por nazis)

– Movimento Luz Branca (“solidariedade social”, para “brancos”)

Grupos nas redes sociais:

Verdade contra o sistema 

A indignação e revolta;

Reconquista Portugal;

Gargúlas de Portugal;

Portugal sem islamismo.

Partidos:

– PNR (Partido Nacional Renovador)
– NOS (Nova Ordem Social – tentativa de futuro partido, do mafioso Mário  Machado, página fechada de momento)

Outros locais e páginas:

– Portugal é de todos (nome e tópicos enganosos, parece ser uma página do “povo” e contra a corrupção, mas é uma página salazarista)

– A casa – combate cultural (mais uma página nacionalista)

– Mocidade Portuguesa da Divisão de Lisboa (“convívio” on-line de ex- membros orgulhosos da Mocidade Portuguesa – movimento fascista da 2ª República, Estado Novo, Ditadura fascista)

– LusitanOi (banda nazi)

– Legião Lusitana (banda hammerskin)

– Clann Portugal (Clann, página nacional socialista)

– Posição nacionalista (página de “opinião”)

SUSPEITAS

Alex barbershop 16  (barbearia a necessitar de confirmação, se alguém souber algo, mas é desde logo evidente a preferência especial dos nazis por ela).

[Espanha] “I Punhalada no nacionalismo” – fanzine

Já está disponível a 1ª parte desta colecção de recompilação de textos anarquistas contra o nacionalismo. No primeiro número podem encontrar textos sobre os seguintes temas:

– A pátria

– O nacionalismo como religião política

– Multi-culturalismo, capitalismo e nacionalismo

– Espaço, território e cultura

– Nação e nacionalismo: o atractivo manjar envenenado

– Estratos de “O persistente atractivo do nacionalismo” de Fredy Perlman

– Diferenças entre nacionalismo e anarquismo

– Catalunha no contexto do movimento populista

– Algumas considerações sobre a situação actual na Catalunha e a actuação dxs anarquistas

– Sobre a tríade, pátria, independência e estado

Podem descarregar aqui o PDF ou encontrarem-no nas distribuidoras, locais anarquistas e centros sociais de diversos pontos de Espanha. O preço de venda ao público é de 2 euros, sendo 1,5 euros o preço de venda a distribuidoras. Para realizar pedidos (ou enviar propostas de textos para futuros números) escrever para o seguinte mail: grupotension@inventati.org

Deixamos aqui a introdução

Um vez mais voltou a passar por aqui. Nesta altura nem faz sentido qualquer surpresa. Vivemos um processo de repressão, exploração e miséria material em crescendo. E novamente a burguesia conseguiu canalizar toda a raiva que isso poderia vir a gerar. Voltaram a adiantar-se. Após o 15M, conseguiram resgatar um antigo canto de sereia, apto para revoltosos e acomodados, com capacidade para seduzir tanto a mais aguerrida das militantes revolucionárias como o casposo mais reaccionário que possas imaginar.

Damas e cavalheiros, permítam que lhes apresentemos o nacionalismo.

O nacionalismo é jovem. Sabemos que não o parece. Se olharmos para trás parece até que anda connosco desde o princípio dos tempos. De facto, é isso que os seus amigos mais próximos querem que acreditemos. No entretanto sabe-se que nasceu há pouco tempo ainda, no seio de uma família numerosa mas muito bem estruturada. Os seus amorosos progenitores são tanto o Estado como o Capitalismo que o decidiram engendrar quando a sua irmã, a burguesia, acedeu ao poder.

O nacionalismo é atraente. Tem um não sei quê que conquista, que agrada tanto aos próprios como a estranhos. A sua última grande façanha foi ter atraído a esquerda – que tradicionalmente tem apoiado o internacionalismo. A verdade é que – se nos pusermos a pensar bem – nunca se conformou com isso. Conseguiu até a proeza de ver certos sectores da chamada “esquerda radical” apoiarem coisas que até há pouco tempo custava a acreditar ser possível, como os mossos (bófia da Catalunha). Ou que vejamos anarquistas convocando para votar num referendo ou a defender a democracia.

O nacionalismo é oportunista. Chegado o momento, não hesitará a deixar de lado a todxs xs que conseguiu que o apoiassem. Todxs xs oprimidxs e  exploradxs que agora mesmo estão a encher a boca com a “independência do capitalismo e do estado. E que continuarão a sofrer se a Catalunha se tornar independente. Ou se a Espanha mantiver a sua sacrossanta unidade.

Uma vez dito tudo isto sobre o nacionalismo, demos-nos conta que não gostamos disso. Não só isso, mas que acabamos por compreender que é nosso inimigo e que temos que nos livrar dele. Nós o queremos morto e enterrado. Esperamos que este fanzine possa ser a primeira punhalada de muitas que o conduzam à morte.

Não queríamos terminar sem dedicar algumas palavras a Rodrigo Lanza, recentemente preso como consequência da morte de um neonazi em Zaragoza. Preso como resultado do aumento do nacionalismo do Estado espanhol, que não hesitou em utilizar o seu caso para apontar, reafirmar e reforçar o seu próprio nacionalismo frente ao catalão. Porque a luta contra o fascismo é sempre uma autodefesa, enviamos-te muita força e apoio, companheiro.

em espanhol

[Espanha] Nenhum Estado nos fará livres – Contra o Nacionalismo

CONTRA O ESTADO E O CAPITAL O ÚNICO CAMINHO É A LUTA – A LUTA ESTÁ NAS RUAS – NEM NAÇÕES NEM FRONTEIRAS (A)

Cartazes, panfleto e volantes contra o nacionalismo – em todas as suas expressões – foram distribuídos por todo o Estado espanhol, a partir de 18 de Outubro de 2017. Na cidade de Madrid ficaram disponíveis, a maior parte deles, no Local Anarquista Motín.

No panfleto distribuído podia ler-se:

NENHUM ESTADO NOS FARÁ LIVRES

Nenhum Estado, espanhol ou catalão, nos dará qualquer tipo de liberdade. Isto porque a razão de ser de qualquer Estado é submeter xs exploradxs e garantir os privilégios das classes dirigentes. O Estado regulamenta a exploração mediante a Lei e assegura que xs oprimidxs nunca se levantarão contra uma ordem que os explora, humilha, expulsa, entristece, rouba e assassina, por todo o planeta.

Nenhuma polícia, Mossos, Guarda Civil ou Nacional nos protegerá. Pelo contrário, são a força de choque do Estado que protege a propriedade privada e que se encarrega de reprimir e perseguir todxs aquelxs que não se ajoelham e decidem lutar contra o seu podre mundo. Não há uma boa polícia ou má polícia, todos os corpos repressivos obedecem a uma lógica muito específica: manter a ordem. Não esqueçamos o desempenho de qualquer das forças policiais em greves gerais, manifestações, invasões em bairros, controlos racistas, vigilância de prisões, despejos e desokupações, e inclusive como força de ocupação estrangeira (lembre-se do número de corpos repressivos implantados em missões internacionais). Obedecem e servem aos seus mestres.

A Democracia, as instituições parlamentares e xs políticxs não cuidam dos nossos interesses mas, apenas, dos seus próprios interesses. Ninguém, para além de nós próprixs deveria velar pelos nossos interesses. Escolher xs nossxs amos, votar, submeter-nos a maiorias e / ou minorias, atuar nos quadros democráticos …torna-nos cúmplices da nossa própria dominação e instaura em nós o espírito de delegação em profissionais. Colocamos as nossas vidas nas suas mãos. Confiar em políticxs que só procuram (como todxs elxs, aliás) rentabilizar as nossas lutas e sentimentos – enquanto nos submetem ou aspiram a submeter-nos – faz com que nos convertamos numa massa servil disposta a se mobilizar ou desmobilizar, segundo os seus interesses eleitorais e lutas pelo poder.

Nenhum nacionalismo ou bandeira deveriam nos representar. Como oprimidxs e exploradxs, deveríamos entender que temos mais em comum com qualquer outrx exploradx ou oprimidx do que com um empresário ou político nascido no mesmo lugar que nós. Nacionalismo e patriotismo são ferramentas do Poder com as quais se infectam e manipulam os oprimidos, fazendo-os dançar ao ritmo dos opressores para se vincularem com os inimigos da nossa classe e seus projetos e necessidades, em constante mudança. O carinho à terra em que vivemos ou à nossa língua são-nos arrebatados para justificar a criação de novos estados. Impedindo, assim, que a cultura seja algo vivo, em constante evolução e livre desenvolvimento entre indivíduos e comunidade. O Estado é a morte de todo o desenvolvimento livre, construindo fronteiras e semeando as sementes do racismo e da xenofobia.

Sob o capitalismo, Estado ou qualquer forma de autoridade nunca seremos livres. Construamos um mundo novo sobre as ruínas da sociedade autoritária e estatal. Construamos e lutemos pela anarquia, como combate constante contra toda a forma de opressão e exploração, em solidariedade e apoio mútuo com xs nossxs iguais, venham donde venham.

NEM NAÇÕES NEM FRONTEIRAS!

em espanhol via ContraMadriz

Paris: Nem da sua Guerra, nem da sua Paz!

Folheto distribuído em Paris, publicado originalmente em 15 de Novembro de 2015. PDF em francês aqui.

Temos de aniquilar os inimigos da República … e retirar a nacionalidade francesa aos que espezinharem o seu espírito
– Manuels Valls, Primeiro Ministro, 14 de Novembro de 2015

Se existir algum fio condutor na República Francesa é, sem sombra de dúvida, o dos assassinatos em massa. Do Terror de Estado de 1793-1794 – que deu origem justamente à palavra terrorismo – até ao esmagamento dxs revoltosxs de 1848 e da Comuna de 1871; da colonização ou da deportação de Judeus possível graças a triagem prévia até aos massacres de manifestantes argelinos em 1961, em pleno coração de Paris, todas as Repúblicas francesas massacraram sem contar com o facto dos poderosos terem continuado a dominar e explorar toda a gente. A República Francesa não passa de uma montanha de cadáveres onde a imundice que constitui o seu topo para lá se manter tem necessidade de esmagar os seus verdadeiros inimigos, xs rebeldes e revolucionárixs que lutaram por um mundo de justiça e liberdade. O “espírito francês”, essa grande treta, a existir seria um armário cheio até o ponto de ruptura com vozes clamando por vingança contra os burgueses, os políticos, a bófia, os soldados e os padres que nos espezinharam para consolidar o seu poder.

Ah, mas isso faz parte do passado, não é? São várias as décadas de participação de cidadãos, de integração no mercado europeu e de expropriação generalizada e realmente já se esqueceram daqueles que ainda mantêm um toque de sensibilidade, de que o fogo contra a multidão não é exclusividade de terroristas distantes? Que nos últimos anos o governo francês fez o seu grande regresso no palco internacional do terrorismo de Estado, multiplicando os seus ataques militares ao redor do mundo (Líbia, Mali, Afeganistão, Costa do Marfim, Somália, República Centro Africano, o Iraque, Síria)? O pretexto muda de cada vez, mas as razões são as mesmas: manter o controle estratégico de recursos, ganhar de novo mercados e áreas de influência, preservar os seus interesses contra os concorrentes, evitar que insurreições se transformem em experiências de liberdade. E caso fosse necessário, avisos foram mesmo lançados para prevenir os indolentes que esta lógica de guerra não conhece limites territoriais: a morte de um manifestante no ano passado em Sivens ou corpos crivados com estilhaços dos de Notre-Dame-des-Landes e Montabot recordam que as granadas ofensivas dos caqui não hesitam a ser lançadas, no mínimo, contra as multidões para espalhar o terror.

O que é o terrorismo senão o atingir de uma forma indiscriminada para se tentar manter ou conquistar o poder? Um pouco como os ricos fazem quando estão a matar e mutilar milhões de pessoas diariamente no trabalho em nome do lucro que extraem da sua exploração. Um pouco como fazem os industriais e os seus lacaios de bata branca, envenenando de forma sustentável toda a vida na Terra. Um pouco à semelhança do que fazem todos os estados que encerram e torturam os excluídos em lume brando, os excluídos dos seus paraísos comerciais assim como os rebeldes às leis colocando-os entre quatro paredes durante anos. Um pouco como as graaandes democracias que fizeram do Mediterrâneo um cemitério popular de milhares de indesejados por terem cometido o erro de não terem um pequeno pedaço de papel adequado. Mas a paz do Estado e do capitalismo tem esse preço. A Paz dos poderosos é a guerra contra os dominados, tanto dentro como fora das suas fronteiras.

Em 13 de Novembro, em Paris, a regra do jogo foi respeitada. Seja baptizada como islâmica ou república, califado ou democracia, o Estado continua a ser o Estado, ou seja, uma potência autoritária sob a qual a violência em massa é aplicada contra aquelxs que não se submetem à ordem soberana. A que obriga a obedecerem a leis ditadas de cima, ou seja serem a negação de indivíduxs que possam se auto-organizar sem dirigentes nem dirigidxs. Quer seja nos bombardeamentos do passado, de Dresden e Hiroshima até às aldeias do Vietnam com napalm ou nos atuais da Síria com barris de TNT, os Estados nunca hesitaram nas suas guerras sujas em sacrificar parte de seu próprio povo, ou do povo de  alguns dos seus concorrentes. Ao atingir os transeuntes em Paris, aleatoriamente, para punir o seu Estado, os pequenos soldados de Daech não estão mais que a reproduzir a implacável lógica de seus concorrentes. Uma terrível lógica, tão terrível quanto pode ser a do poder estatal.

O estado de emergência decretado em França desde ontem é uma medida de guerra interna de um governo que coloca o país em linha com a sua política de terrorismo internacional, é apenas mais um passo na base da práxis de qualquer governo para a normalização forçada da vida, a sua codificação institucional, a sua padronização tecnológica. Porque se o governo olhar para o futuro, o que é que ele vê? Buracos económicos, desemprego em massa, esgotamento de recursos, conflitos militares internacionais, guerras civis, desastres ecológicos, o êxodo da população … Ele vê, de facto, um mundo cada vez mais instável, onde os pobres serão sempre os mais numerosos, mais concentrado, um mundo a escorrer de desespero a transformar-se num enorme barril de pólvora, atormentado por tensões de todos os tipos (sociais, de identidade, religiosas). Um mundo onde a ignição de qualquer faísca que seja não deve ser tolerada por uma democracia cada vez mais totalitária. Então, tal como “cidadão” é outra palavra para “bófia”, a “guerra ao terrorismo” significa principalmente outra guerra contra aqueles que quebram as fileiras do poder. A todxs xs insubmissxs da pacificação social, a todxs xs desertores das guerras entre poderosos e autoritários, sabotemos a União nacional …

Um mau sujeito,
inimigo da República e de todos os Estados
Paris, 14 de Novembro de 2015

inglês   alemão