Arquivo de etiquetas: ocupaçao

[Floresta de Hambach] Um amigo caíu de uma árvore e morreu durante uma tentativa da polícia de desalojo da “aldeia de cabanas em árvores”

19.09.2018

Hoje , um amigo – que nos acompanhou como jornalista durante muito tempo na floresta – caíu em Beechtown de uma ponte suspensa a mais de 20 metros de altura e morreu. Nesse momento a polícia e a RWE tentaram desalojar a aldeia de cabanas nas árvores. O SEK estava no processo de deter um ativista,  perto da ponte suspensa. O nosso amigo aparentemente encontrava-se ali no caminho quando caíu.

Estamos profundamente emocionadxs. Todos xs nossxs pensamentos e desejos estão com ele.  A nossa compaixão vai para todxs xs familiares, amigxs e pessoas que se sentem consternadas. Instamos a polícia e a RWE a abandonar o bosque imediatamente e a deter-se esta operação perigosa.  Não poderão voltar a estar mais vidas em perigo.

O que se necessita agora é de um momento de descanso. Inclusivé isto é difícil para vós neste momento assim como é difícil para nós dar uma pista real: Recomendamos assim – para proteger todxs xs ativistas – que não seja dada nenhuma declaração, nem sequer dar nenhum testemunho na polícia.  O acidente deve ser e será superado e reavaliado, mas a polícia não é o local para o fazer.  O seu  interesse é culpar xs ativistas.”

Atualização: A pessoa que faleceu era fotógrafo e amigo de longa data dos ocupantes e encontrava-se a fazer uma reportagem sobre o desalojo das casas das árvores. Caíu de costas, de uma altura de cerca de 20 metros, não tendo resistido aos ferimentos. A invasão policial terminou por agora.

Mais informação: https://hambachforest.org

em inglês l espanhol

[Expulsão do bosque Lejuc, França] Comunicado “Bure por todo o lado, nuclear em lado algum”

O bosque Lejuc de novo ameaçado pela Andra e seus cães de fila? Habitemo-lo. Defendamo-lo. SE ELES OCUPAM, EXPULSAM-SE!    Apelo à mobilização imediata, em caso de ataque policial.

Está em curso a expulsão do bosque Lejuc, em Bure, desde as 6h30 desta manhã [22 de fevereiro]! Este bosque foi ocupado em 2016 – para atrasar a construção estaleiro CIGEO de l’ANDRA – por pessoas que lutam contra o lixo nuclear. Este é o ponto nevrálgico do projecto que deve acolher os poços de ventilação dos 265 km de galerias e onde serão acumulados 85000 metros cúbicos de resíduos radioactivos. Os militares auto-transportados chegaram e as pessoas estão a bordo. A escalada de repressão sofrida pelas pessoas que lutam em Bure chega ao seu ponto máximo.
A página vmc.camp foi bloqueada! Siga as infos em manif-est.info.

O Estado escolheu claramente enviar um sinal pela força… Num momento em que a treva invernal ainda não terminou. Num momento em que a Andra não poderá começar nenhum trabalho no bosque por causa do período de nidificação que começa a 15 de março. Num momento em que um saco de nós de recursos jurídicos e administrativos prende ainda o homem do lixo ao átomo: recurso administrativo contra a propriedade da Andra que se seguiu à troca municipal do bosque a 18 de maio de 2017; necessidade de uma avaliação ambiental prescrita pela Autoridade Ambiental em outubro de 2017, etc, a Agência não pode começar os seus trabalhos preparatórios.
O Estado responde através de uma operação de expulsão surpresa, com um grande dispositivo (500 polícias) e uma propaganda mediática sábia e bem oleada desde cedo, em todas as frentes.

Como em 2012 em Notre-Dame-des-Landes, os bulldozers seguem-se imediatamente às tropas, arrasa-se rapidamente os locais de residência sem deixar tempo para recuperar haveres pessoais. Seguindo-se a uma primeira expulsão do bosque em julho de 2016, as máquinas da Andra destruiram ilegalmente uma parte da árvores antes que a oposição pudesse reinvestir e reocupar a floresta em meados de agosto de 2016.

A 20 de setembro último, aquando de um mandato de busca sobre os diferentes locais de residência em Bure, dezenas de concentrações floriram por toda a França, e criaram-se  rapidamente comités de luta. Devemos agora continuar a organizar-nos em cada lugar e por toda a França. Mais do que nunca, Bure deve estar por todo o lado, fazer parte de nós; devemos ser milhares a levantarmos-nos agora contra o horror nuclear e a atomização que se prepara, e reagir.

Além destas considerações, resta a questão da fundamentação deste projecto levado a cabo por este governo, sem nenhum diálogo, na mais completa opacidade! Trata-se de não perder de vista que esta decisão de enterrar resíduos altamente radioactivos é uma solução para
nucleocrátas, essencial para a continuação do nuclear!

A SITUAÇÃO DE BURE NÃO É UM PROBLEMA  DOS NATIVOS, A OCUPAÇÃO DO BOSQUE LEJUC É UMA BARRICADA NO CORAÇÃO DA CADEIA DE PRODUÇÃO NUCLEAR E SEU MUNDO EM GERAL.

1) Chamada para apoio no Bosque Lejuc: precisamos de gente aqui!

2) Concentrar-se frente à câmara, hoje, é denunciar estas formas expeditas de acção contra um movimento que se opõe a uma lixeira nuclear e o seu funesto mundo (de merda)!

Siga-nos em vmc.camp (de momento em baixo) / burestop.eu / e sobretudo aqui

Nunca nos atomizarão! Que Bure viva por todo o lado!
Para nos contactar: burepartoutnnp@riseup.net

em francês

 

Porto Alegre, Brasil: Novo espaço da Biblioteca Kaos

Ocupamos de novo!

A Biblioteca Kaos tem novo espaço

No domingo, 12 de março, entrámos na casa da Rua Coronel João Manoel 641, antes o morro da formiga. Casa que estava abandonada faz três anos, no meio do centro histórico de Porto Alegre, e que é parte das heranças de duas das famílias mais burguesas, donos da cidade faz séculos: Chaves Barcellos e Wallig.

Temos a absoluta certeza de que estamos incomodando os poderosos que já apareceram para nos ameaçar e muito risivelmente para nos convidar a ser parte dos seus projetos de capitalismo alternativo. Nossa resposta é uma só: somos ocupas, anarquistas, e com a burguesia não temos conversa nenhuma.

Para nossa surpresa e alegria, a vizinhança apoia totalmente a ocupação porque viram que poucas pessoas arrumaram um espaço que faz anos estava sem uso. A interação com eles foi uma clara atitude de solidariedade e iniciativa, não só nas palavras mas sobretudo na ação, participando pouco a pouco na limpeza do lugar e apoiando com sua presença em algumas das visitas dos donos.

Depois das ameaças dos burgueses de nos jogar para fora com seus capangas e pitbulls, as galera das outras okupas da cidade chegaram para nos fazer sentir sua solidariedade e ajuda.

Neste momento ainda estamos na briga pelo espaço, mas nossa decisão desde o início é permanecer sem negociação, nem jurídica nem verbal, com os proprietários. A ocupação é uma prática subversiva que não pode ser engolida pelas normas de propriedade imobiliária, é a resposta efetiva à acumulação absurda da terra em mão de uns poucos privilegiados. Nossa determinação diante disto é clara: casa abandonada, casa ocupada.

Mandamos nosso salve à La Solidaria que enfrenta um desalojo nestes próximos dias, compas um desalojo, outra ocupação!!! Aos/Às compas das Okupas, na Grécia, à okupa Nadir e CCF, compas seguimos! Às Bibliotecas Flecha Negra na Bolívia, Sacco e Vanzetti e Sebastian Oversluij no Chile, e a todos os espaços auto-gestionados na procura da anarquia.

Num novo espaço, aqui seguimos onde sempre estivemos: na procura da liberdade e contra toda a autoridade!

Biblioteca Anárquica Kaos.

Nos próximos dias difundiremos os horários e atividades da biblioteca.

Alemanha: Desalojo em curso no bosque de Hambach – Apoio necessário!

hambachOntem de manhã [14 de Março] a ocupação no prado foi cercada pela bófia. Isto transformou-se numa mega operação policial: Todos os principais caminhos no bosque foram arranjados, fixados e ampliados, todas as barricadas e tripés destruídos. Até hoje quatro plataformas desocupadas foram despejadas. As forças policiais ainda estão presentes por toda a parte, perseguindo as pessoas que tentam construir novas barricadas …

Esta é uma chamada urgente para todos os tipos de apoio! O que aconteceu nos últimos dois dias é um ataque massivo! E porque todas as vias foram limpas e encontram-se em condições para a passagem de grandes máquinas, é importante proteger as ocupações florestais AGORA!
Venha para o bosque de Hambach, precisamos de comida, água, cobertores e de mais de todas as pessoas com energia fresca!

Para mais informações: www.hambacherforst.blogsport.de

Agradecimentos e cumprimentos a todxs xs companheirxs

em inglês l alemão l italiano

Atenas: Ocupada a Faculdade de Direito, em solidariedade com xs grevistas de fome

Desde sexta-feira 13 de Março de 2015 que a Faculdade de Direito, no centro de Atenas, se encontra ocupada em solidariedade com xs grevistas de fome nas prisões gregas. A 14 de Março, as autoridades universitárias anunciaram aos/às ocupas que o Ministério Público tinha ordenado a invasão do edifício. Dada esta tentativa de repressão os compas emitiram, a 16 de Março, uma breve mensagem convocando para uma concentração de apoio – de forma a terem presença física nos espaços de ocupação – e exigindo o cumprimento imediato de todas as reivindicações dxs presxs em greve de fome:

– Abolição das leis “antiterroristas”, artigos 187 e 187A

– Abolição da lei repressiva especial (“lei da capucha”)

– Abolição das prisões tipo C (condições de detenção e isolamento especiais)

– Libertação imediata dxs familiares dxs membros da organização revolucionária anarquista Conspiração das Células de Fogo

– Libertação de Savvas Xiros, membro condenado da organização revolucionária 17 de Novembro, por razões de saúde (o grau de incapacidade de Savvas Xiros já alcançou os 98%.)

– A  delimitação do uso e processamento de material genético (ADN), através do qual se impuseram montagens e condenações contra lutadorxs.

Ioannina, Grécia: Okupa Antiviosi reocupada

antiviosiNa manhã de 18 de Janeiro de 2015, cerca de 50 companheirxs reocuparam a okupa Antiviosi, na cidade de Ioannina, despejada em Agosto de 2013.

Na noite de terça-feira, 27 de Janeiro, foi realizada no bairro a primeira manifestação após a reocupação da okupa Antiviosi. A manifestação foi animada, com muita entoação de palavras de ordem. Cerca de 100 companheirxs iniciaram a manif a partir da okupa, percorreram as ruas circundantes e distribuíram textos relativos à reocupação. Os manifestantes que iam na frente seguravam uma faixa que dizia: “A chama que incendiámos deflagrou e não pode ser posta fora”- A okupa Antiviosi vai ficar – Solidariedade com as okupas”.

Atenas: Comunicado de fim da ocupação do centro cultural “Melina”

-

Hoje, 12 de Dezembro de 2014, damos fim à ocupação do Centro Cultural “Melina”, em Thisio. A ocupação teve como objectivo apoiar a greve de fome de Nikos Romanos [finalizada a 10/12] e funcionar como ponto de encontro de pessoas solidárias pela agudização da guerra social.

Com as forças que tínhamos, tomámos nós também posição junto ao compa, e apesar da diferente valorização que temos sobre o resultado desta batalha, continuamos a defendê-lo como preso anarquista e continuamos a lutar pela destruição total do sistema de encerramento.

Deixamos o espaço, prometendo que nos encontraremos de novo nas ruas da luta e da insurreição. Nenhum Dezembro foi terminado alguma vez.

Força a Nikos Romanos e aos presos em greve de fome solidária. Nenhum processo contra xs detidxs do 6 de Dezembro.

Solidariedade com xs refugiadxs da Síria.

Libertação imediata do compa G.S. em greve de fome desde 3 de Dezembro.

NEM BRACELETES, NEM VÍDEO-CONFERÊNCIAS
AS PRISÕES DESTROEM-SE COM LUTAS VIOLENTAS

Anarquistas

Atenas: Comunicado da ocupação do Centro Cultural Melina, no bairro de Thissio

melina0
“O estado de direito assassina. Solidariedade com Nikos Romanos e os demais compas em greve de fome”

Hoje, 6 de Dezembro de 2014, ocupámos o Centro Cultural Melina, no cruzamento das ruas Irakleidon 66 e Thesalonikis, no bairro de Thissio, em Atenas.

A ocupação foi feita em solidariedade com a luta em curso de Nikos Romanos, 6 anos após a morte de Alexandros Grigoropoulos.

O nosso objetivo é a continuação da escalada da ação anarquista multiforme. Apoiamos todas as iniciativas que contribuam para a agudização da guerra social.

Vitória para a luta dos grevistas de fome Nikos Romanos, Yannis Michailidis, Andreas-Dimitris Bourzoukos e Dimitris Politis.

Força ao compa G.S. que [na prisão] de Mesolongi, está em greve de fome solidária desde 3 de Dezembro de 2014.

Apoiamos a luta dxs refugiadxs da Syria.

Um punho levantado para xs presxs nas prisões gregas que se negam a entrar nas suas celas, ou que se abstêm da comida da prisão ou que estão em greve de fome simbólica, em solidariedade com o anarquista Nikos Romanos.

FOGO ÀS FRONTEIRAS – FOGO ÀS PRISÕES

NEM ESQUECIMENTO – NEM PERDÃO

Ps: Encontrar-nos-emos nas ruas, nas barricadas, nas ocupações.

Alemanha: Últimas do acampamento de resistência do bosque de Hambach

Notícia relacionada aqui

O acampamento de resistência no bosque de Hambach acordou hoje, 3ª feira, 16 de Setembro, com uma surpresa desagradável: uma invasão policial do bosque e cerco ao acampamento. Estes acontecimentos coincidem com o dia escolhido para uma celebração oficial em que representantes da RWE AG – a empresa que está por trás da mega exploração mineira que pretende destruir completamente o bosque de Hambach – juntamente com políticxs locais iriam inaugurar uma novo troço de auto-estrada, construída com o objectivo de facilitar ainda mais a expansão da mina.

Assim, por volta das 8:00 da manhã, efectivos policiais começaram a rodear o acampamento para controlar os movimentos de quem ali se encontrava, enquanto impediam os activistas de sair, sem sequer para ir à cozinha, às instalações sanitárias ou outras situadas no bosque, nas imediações do acampamento.

Uma pessoa foi atacada pela bófia só porque perguntou o que queriam. Por volta das 8:30 eram já cerca de 100, os do contingente da bófia, que se encontravam a invadir o bosque, retirando as barricadas que tinham sido construídas nas trilhas, durante as duas horas seguintes.

Cerca das 10:30, a bófia tentou desalojar uma das okupações do bosque (Beech Town) onde havia uma cabana numa árvore e diversos lugares para dormir ao rés do solo. Destruíram tudo isso e mobilizaram unidades de escalada.

Por volta das 11:30, a bófia e elementos da segurança da RWE dirigem-se para a cozinha do acampamento, para a destruir, ao mesmo tempo que pacotes de alimentos são entregues à bófia.

Às 12:00, começa a inauguração da auto-estrada, com cerca de 400 pessoas. Uma manifestação parte do acampamento, com cerca de 50 pessoas, mas não se dirige directamente para o local do evento. Cerca de 50 polícias estão presentes, o discurso do ministro é só merda. Simultaneamente as barricadas a Düren são des­a­lo­ja­das e a polícia bloqueia o caminho para a okupação de Beech Town no bos­que.

Aproximadamente às 12:30, a bófia aproxima-se do acampamento principal, embora não possam entrar. Ocul­tam o número de matrícula do carro policial. Há um controlo policial no trilho para Aa­chen (número de matrícula: NRW-​4-​4623).

Cerca das 13:00, a inauguração oficial da auto-estrada termina e a bófia começa a de­ixar Oa­k­town, outra ocupação no bosque, com cabana numa árvore, pelo menos por agora.

Às 13: 20, a bófia já não era visível no prado, junto ao acampamento. Cinco minutos depois, notícias do bosque: uma Har­vester (máquina para cortar árvo­les) foi danificada (líqui­dos der­ra­ma­dos). Algumas pessoas estão a fazer uma manifestação sentada, bloqueando o caminho até à okupação de Beech Town.

Cerca das 13:45, a Harveste danificada volta a pôr-se em marcha, mas abandona o bosque com as outras, protegidas pela bófia e pela segurança privada da RWE. Pelo menos duas pessoas foram detidas, por não terem identificação, embora esta informação não tenha sido confirmada. Uma estaria já em liberdade mas não há ainda notícias da outra.

Às 15:00, parece não permanecerem já no bosque quaisquer polícias ou otrxs inimigxs. Um carro da segurança privada da RWE es­ta­va a pa­ssar sobre as bar­ri­ca­das re­ti­ra­das, mas tudo ficou tranquilo de novo.

Atualizações à medida que surgirem.

fonte

Alemanha: Chamada a ações diretas pelo bosque de Hambach

activist -hambach

alem 1

lignitemining

O bosque de Hambach, perto de Colónia, na Alemanha, uma das florestas mais antigas da Europa, está ameaçado pela empresa RWE AG que opera no sector da energia e mineração a céu aberto de extracção de lenhite (a maior da Europa). O saque da área, devido às actividades desta empresa, começou já em 1978 mas pretendem continuar a expandir a mineração até que consuma por completo o que resta dele.

Fazendo frente a esta situação, activistas ocuparam partes do bosque, ao longo dos últimos anos, tentando impedir o avanço das obras de expansão da mineração. Desde Abril de 2012, data da primeira ocupação, a polícia desalojou já 3 vezes os acampamentos de resistência, mas os activistas voltaram sempre a reocupá-los.

Segue-se a tradução para português de mais uma das chamadas de solidariedade e ação no âmbito de um novo acampamento/encontro – de 26 de Setembro a 6 de Outubro de 2014 – assim como a convocatória para participar nos fins de semana de ação dos próximos meses:

Não toquem nas árvores!

Está na altura de actuar!

O período de registo começa em Outubro! Não ficaremos a olhar!

Em cada Outono o bosque prepara-se para a letargia invernal. As folhas caem das árvores, os esquilos escondem a última pinha, xs activistas calefeteiam as suas casas sobre as árvores. Todos os seres estão à espera de um período frio, mas calmo e pacífico. Mas a partir de Outubro as máquinas infiltrar-se-ão novamente no bosque de Hambach.

Seres humanos e outros conhecidos por “Harvester” (grandes máquinas para cortar árvores) não dão qualquer descanso ao bosque e ultrapassarão a barreira da exploração mineira outros 200 metros até ao acampamento, para matar outras partes do já ferido bosque de Hambach.

Mas se não querem deixar dormir o bosque, também nós não quereremos descansar.

Existem inúmeras possibilidades de intervir, seja mediante a ação direta, de distúrbio ou através da expansão da ocupação.

Para todxs aquelxs que não têm possibilidade ou energia para passar muito tempo no bosque, existem todavia bastantes modos para apoiar a luta: criarem o seu grupo de afinidade (com pessoas de confiança), sentarem-se juntxs, serem criativxs e pensarem numa ação que desejariam fazer no bosque durante os fins de semana de ação e/ou noutro dia qualquer.

Se quiserem vir sózinhxs, podem participar nos dias de ação mensais, de maior envergadura, ou virem quando quiserem e nos apoiarem no que possa fazer a diferença.

Aqui  pode-se encontrar os mapas das ações.

O lema para os dias frios é: Mais adrenalina que hibernação e aquilo que está frio e húmido, quando metido ao lado do forno com chá e companhia, ficará quente e seco num instante!

Seguir-se-ão mais informações (em inglês) aqui. Mais informações por mail, telefone ou diretamente no bosque, com xs activistas.

Contacto: hambacherforst@riseup.net
Telefone: +49 (0) 15754136100

Fins de semana de ação:
30/10 – 2/11/14
28/11 – 30/11/14
30/12 – 1/1/15
30/1 – 1/2/15
27/2 – 1/3/15
27/3 – 29/3/15

Grécia: Crónica dos ataques estatais e para-estatais a Ocupas e espaços autogestionados – 2012 e princípios de 2013

Mãos fora dos espaços autogestionados. Solidariedade com as Ocupas!
Mãos fora dos espaços autogestionados. Solidariedade com as Ocupas!

25 de Março de 2012: Detenções massivas de compas e invasão policial do Ateneu Autónomo Baruti, na cidade de Veria (norte da Grécia)

20 de Abril de 2012: Assalto policial ao CSO VOX e à casa Ocupa Valtetsiou 60, ambos situados no bairro de Exarchia, Atenas

29 de Abril de 2012: Desalojo da casa Ocupa Panteios, em Atenas

2 de Julho de 2012: Assalto policial ao espaço anarquista Nadir e à Ocupa Orfanotrofio, em Tessalónica

10 de Julho de 2012: Ataque incendiário fascista contra a Ocupa Apertus, na cidade de Agrinio

13 de Julho de 2012: Ataque incendiário fascista contra a Ocupa Draka, na ilha de Corfu

18 de Agosto de 2012: Desalojo do mercado municipal ocupado do bairro de Kypseli, em Atenas

12 de Setembro: Desalojada a Ocupa Delta, em Tessalónica

13 de Setembro de 2012: Ataque fascista incendiário contra o espaço autogestionado da universidade da cidade de Rethimno, ilha de Creta

1 de Outubro de 2012: Desalojo da Ocupa Afroditis 8, na cidade  de Veria

30 de Outubro de 2012: Desalojo da vivenda ocupada de Spyridonos Trikoupi em Exarchia, Atenas

20 de Dezembro de 2012: Desalojada a Ocupa Villa Amalias, em Atenas

22 de Dezembro de 2012: Ataque fascista contra o espaço autogestionado Xanadu, na cidade de Xanthi

28 de Dezembro de 2012: Assalto policial na faculdade de ASOEE, detenções e espancamentos a imigrantes vendedores ambulantes e equipamento da 98FM confiscado pela bófia, em Atenas

9 de Janeiro de 2013: Desalojo da Ocupa Skaramaga, em Atenas

15 de Janeiro de 2013: Assalto da bófia na Ocupa Lelas Karagianni 37, em Atenas

2 de Fevereiro de 2013: A Ocupa Villa Zografou e o espaço autogestionado Berdés foram atacados por nazis e polícias à paisana

7 de Fevereiro de 2013:  Ataque incendiário fascista contra o espaço anarquista Thersitis, em Atenas

Para além disto, muitos outros projectos anti-autoritários de ocupação estão ameaçados por toda a Grécia.

Que a solidariedade cruze as fronteiras e esmague a dominação!

Lisboa, Portugal: Crónica do protesto anti-autoritário, solidário com as Ocupas de Grecia, NO TAV e ZAD

por1

por2

por3

por4No sábado, 26 de Janeiro, entre as 14h 30 e as 18h, foi levado a cabo em Lisboa, um protesto anti-autoritário contra o capitalismo, fascismo e repressão, de solidariedade com os compas na Grécia e em todo o mundo e pela defesa dos espaços libertados. Em particular, no seu comunicado, abordavam-se o ataque frontal do Estado grego contra o movimento anti-autoritário, a repressão política dos activistas contra o TAV (Itália) e da ZAD (Zona A Defender, contra o novo aeroporto dos arredores de Nantes), a repressão dos movimentos indígenas, as repressões violentas de manifestações massivas por toda a Europa (caso da greve geral 14N) e o ataque policial a estudantes do ensino básico com gás lacrimogéneo, dentro de uma escola em Braga (Portugal). Uma chamada à luta, sem fronteiras.

Cerca de 1000 comunicados foram distribuídos à população e na manifestação de cerca de 30 000 professores. O desfile, com bandeiras negras e faixas terminou no Largo Camões cerca das 17h, onde se mantiveram concentrados por mais de uma hora, com a presença de compas solidários de várias partes do país, com distribuição de comunicados e informação à população. Um bom prenúncio para um Fevereiro Negro.

Rebeldes e selvagens, nós damos-lhes a crise!
A solidariedade é a nossa maior arma!

Guerra à guerra dos poderosos

Fevereiro Negro: Campanha de solidariedade para com os espaços libertados e os/as companheiros/as anarquistas em todo o mundo

fevnoiApelamos para uma campanha mundial de acções directas de solidariedade com os espaços libertados do 2 a 12 de Fevereiro de 2013. Mas não queremos ficar por aí ao fim de um par de acções, trata-se de muito mais do que apenas uma reacção à repressão. Esta é uma chamada a todos/as os/as anarquistas e anti-autoritários/as para LUTAR AGORA em todo o mundo.

Embora tivesse sido a investida recente do Estado grego contra o espectro anarquista /anti-autoritário a faísca inicial que nos levou a escrever este apelo, múltiplos exemplos por todo o mundo nos mostram que a polícia e as autoridades municipais, juntamente com as mega corporações, estão a cooperar de forma excelente umas com as outras, atacando as estruturas solidárias e pacificando as sociedades a nível transnacional.

Durante as últimas semanas e nos meses mais recentes, nalgumas partes do mundo,onde as  pessoas sofrem os efeitos de um empobrecimento sistemático e de um plano alargado de gentrificação, o Estado /Capital  incrementaram os seus ataques aos movimentos radicais, incluindo a repressão contra determinadas formas de resistência, como sejam as ocupações de terras, projectos autónomos, ocupações de sedes corporativas ou greves. Portanto,é importante que também se conectem as nossas lutas a nível mundial e contra-ataquemos aqui e agora. Para ti, a faísca poderia ser agir em resposta aos ataques contra os espaços ocupados da tua zona. Actua nas ruas e deixa voar a imaginação de forma a difundir a mensagem da resistência activa.

Os nossos/as compas continuam a ser presos/as em todo o mundo. Muitos dos nossos espaços auto-geridos estão a ser assaltados ou desalojados, a nossa infraestrutura está sob assédio e os nossos meios de contra-informação ou são censurados ou lhes criam constantemente dificuldades. Sempre que expressamos as nossas ideias em público, lá estão os robocops uniformizados à espreita em cada esquina. Os aparelhos de vigilância seguem todos e cada um dos nossos passos enquanto o Estado conta com o apoio de hordas fascistas armadas… Mas a nossa luta existencial vai além da defesa de espaços sólidos.

Dessa forma, já está na hora de se dizer basta ao derrotismo permanente. A guerra social irrompe, independentemente de desocupações ou detenções. Não há fronteiras nos nossos corações. Por cada projecto destruído, outros dois deveriam surgir em qualquer parte do mundo. Por cada compa encarcerado/a, as nossas acções que tomem a palavra.

Desperta, participa, torna-te selvagem!
Guerra à guerra dos poderosos!

POR UM FEVEREIRO NEGRO

Acções em solidariedade com as Ocupas na sequência das expulsões registadas na Grécia

Goa, Índia: Uma faixa em solidariedade com Villa Amalias1

2A 28 Dezembro de 2012, em Goa, alguns companheiros/as colocaram uma faixa em solidariedade com Villa Amalias. A nossa proposta consistia na participação, a nível internacional da contra informação, sobre este assunto.

SOLIDARIEDADE COM VILLA AMALIAS
10, 100, 1 000 OCUPAS!

Sydney, Austrália: Solidariedade com Villa Amalias!

3Na quinta-feira, 20 de Dezembro, em Atenas (Grécia), a Ocupa Villa Amalias foi invadida pela polícia anti-motim e oito companheiros foram presos. Todos/as eles/as são acusados/as de diferentes crimes e delitos.

Após a expulsão [a seguir à invasão, a Ocupa é “guardada” pela bófia…], o ministro grego da ordem pública declarou que a Villa Amalias era o “epicentro da ilegalidade”.

Durante 23 anos, Villa Amalias foi um espaço, político, cultural e social,aberto, oferecendo regularmente concertos, teatro, dança e cursos de línguas, projecções de filmes, espaços gratuitos e cozinhas comunitária. A Ocupa era uma iniciativa auto-organizado apoiada pelo movimento anarquista e anti-autoritário ateniense; aqueles e aquelas que estavam envolvidos nas suas actividades contribuíram para as lutas do trabalhadores/as,imigrantes e doutras lutas anti-racistas e anti-fascistas.

Como acto mínimo de solidariedade, no domingo, 23 de Dezembro de 2012, alguns anarquistas reuniram-se frente ao Consulado da Grécia e na frente da sede do banco grego Beirut Hellenic, no centro da cidade de Sydney. Duas faixas foram colocadas no edifício onde se situa o banco grego.

SOLIDARIEDADE COM VILLA AMALIAS
SOLTEM OS OCUPAS DE VILLA AMALIAS
4Panfletos expressando solidariedade com Villa Amalias e com os ocupas de todo o mundo foram lançados nas ruas e muito barulho foi feito enquanto centenas de consumidores/as corriam para as lojas, neste período de Natal-mania .

SOLIDARIEDADE COM TODAS AS OCUPAS
QUE SE LIXE A LEI
OCUPA O MUNDO

Grècia: As ações de solidariedade com Villa Amalias multiplicam-se em todo o país

Uma enorme faixa foi colocada no castelo de Patras:5Uma outra foi colocada na fachada da construção dum banco nacional em Mytilène, na ilha de Lesbos, onde se podia ler “Solidariedade com a Ocupa Villa Amalias”, enquanto que na parede atrás se podia ler: “O Estado e Capital são os únicos terroristas”:6Em Tessalónica, grafs etiquetas e cartazes apareceram por toda a cidade, como evidenciado por algumas das fotos seguintes:7

8E em Atenas, na noite de 24 de Dezembro, a velha Câmara Municipal foi atacado com bombas de tinta acabando bem decorado. Folhetos que reivindicavam a acção foram igualmente deixados no passeio:9

os artigos foram traduzidos do Francês

Atenas: Mais de 10.000 manifestantes em defesa das Ocupas

demo-in-solidarity-with-squats_12.1.2013Uma das maiores manifestações do espaço anarquista/anti-autoritário teve lugar hoje, 12 de Janeiro, no centro de Atenas.

As pessoas começaram a reunir-se na Propileos a partir do meio dia tendo-se iniciado a marcha pouco antes das 14.00, em direcção aos tribunais de Evelpidon, onde se apresentavam  perante as autoridades judiciais os/as 92 compas detidos/as após a reocupação de Villa Amalias.

Respondendo à convocatória, estima-se que mais de 10.000 pessoas participaram nesta marcha, na sua maioria do espectro anarquista/anti-autoritário mas também de organizações de esquerda.http://youtu.be/gxcaICY2y2o

O aparato policial era por sua vez enorme, com muitíssimos esquadrões de anti-motins localizados por todo o centro da cidade, para além de forças motorizadas e um helicóptero de vigilância. A partir do cruzamento das ruas Panepistimiou e Patision a bófia que, até aí, seguia a manif pela rua paralela, passou a escoltar as pessoas por ambos os lados. Existiram vários momentos de tensão e, inclusive, uso de gases químicos em duas ocasiões, mas nada mais.

Uma vez na proximidade dos tribunais, os/as manifestantes permaneceram ali mais de meia hora demonstrando o seu apoio aos/às compas processados/as e, de seguida, a manif retomou a marcha em direcção a Exarchia, onde finalmente se dispersaram os blocos dos vários colectivos (mais fotos).

Por outro lado, em relação ao processo dos/as compas, sabe-se que todos/as os/as 92 compas foram postos em liberdade condicional sem fiança, antes das 23:00, tendo cerca de 250 solidários/as estado concentrados/as frente aos tribunais até que os/as últimos detidos/as saíssem em liberdade. No entanto,aqueles/as terão de se apresentar uma vez por mês na esquadra da polícia mais próxima do seu lugar de residência e foi-lhes imposto, ainda, a restrição de mobilidade ao território nacional.

Ocupa e resiste!mani-12-enero-puente1

Heraklion, Creta: Ocupação da “TV Creta” e “Kriti TV” durante o noticiário principal da noite

Na terca-feira, 4 de Outubro, um dia antes da greve geral anterior, a Iniciativa de Estudantes Universitárixs/Secundárixs-Trabalhadores-Desempregados em Heraklion, ilha de Creta, ocupou os estúdios dos dois canais locais de TV corporativa e interveio nos seus noticiários principais da noite, com vista às mobilizações para a greve nacional.

O primeiro vídeo inclui legendas em Inglês (certifique-se de ativar o botão cc).

Fonte: athens.indymedia.org

Pagkrati, Atenas: Cartaz em solidariedade com as lutas estudantis

Polícias, promotorxs, diretorxs escolares e indignadxs cidadãxs
tirem as mãos das lutas estudantis e das ocupações!

Desde o início do ano letivo, xs estudantes secundários por toda a Grécia, perceberam que as tão famosas mudanças anunciadas pelo Ministério da Educação tornariam a sua vida ainda mais insuportável. A ausência de livros, o conhecimento lotado em DVDs, as horas extra de ensino e os testes contínuos compõem o cruel cenário da escola moderna. As ocupações que nascem espontaneamente  em todo o país mostram a reação saudável contra o futuro que planejam para elxs – sem elxs. E como de costume, quanto à revolta e às reivindicações dxs estudantes, a resposta é conhecida: as ameaças de polícias  e promotores, as chantagens dxs diretorxs e o medo que nasce devido aos batalhões dxs “pais indignadxs”. Todos aqueles que desejam xs estudantes obedientes, isoladxs e aterrorizadxs, muradxs em pátios sombrios.

Um exemplo gritante disso dá o “senhor” Monios, diretor da Sétima Escola de Atenas, na municipalidade de Pagrati, conhecido pelas suas opiniões e atitudes xenófobas e racistas, que nas últimas semanastem passado a noite na escola para impedir xs ocupantes de ocupa-la. Esta tentativa foi reforçada pelos conhecidos neonazis de Chrisi Avgi (Amanhecer Dourado) e xs fascistoides que atuam nesta área, com ataques e perseguições contra estudantes que consideravam “suspeitxs”. Não é coincidência que as intimidações foram acompanhadas por ameaças e delírios racistas  numa escola onde estudiam centenas de crianças de imigrantes e refugiados dos Balcãs,da Ásia e da África.

Tomamos posição ao lado dxs estudantes secundárixs em luta.
Tomamos posição contra aquelxs
que semeiam o ódio e as ameaças
e contra aqueles que tentam impor o silêncio e o medo.

Resistência, solidariedade e auto-organização
dentro e fora da escola!

Iniciativa de anarquistas/anti-autoritarixs
desde o sopé da monte Himeto (Ymittos)

fonte: paapty.squat.gr

Atenas, 1896: Comunicado da ocupação da Reitoria da Universidade de Atenas (“Galvanika”)

Se o que vocês desejam é  ter filhos sem honra, se  acham que desonramos a instituição, então não há necessidade de continuarmos nela. Para além disso, declaramos que nenhum governo ou outro poder maior, se o houver, poderá nos chantagear e cada guarda ou polícia que se atrever a passar os portões da universidade será assassinado.

Comunicado da ocupação da Reitoria da Universidade de Atenas, 1896 (“Galvanika”)

fonte: agencia marienbad

Mural em solidariedade aos estudantes mobilizados e ocupados no Chile

De passagem pelo Chile, integrantes do coletivo brasileiro “Arte Libertária” realizaram do lado de fora do Instituto Nacional em Santiago um mural (imagem em anexo) em solidariedade aos estudantes chilenos em luta por qualidade e gratuidade no ensino naquele país.
Faz pouco mais de 5 meses estourou no Chile um novo momento social que iniciou-se com o setor da educação, mas que se expandiu a outros âmbitos da sociedade.
São marchas semanais com presença de 100 mil, 200 mil pessoas.

O Chile durante a ditadura de Pinochet viveu um processo de implementação do Neoliberalismo, entre outras coisas a privatização da educação, desde então as Universidades Públicas são pagas, há financiamento de escolas de ensino básico privadas, onde as crianças e jovens não pagam. Porém aí está o problema, a privatização da educação gerou um endividamento de estudantes e seus pais, já que eles tinham que ser a garantia do financiamento (os financiamentos são estatais ou privados). Além disso, a educação é super conservadora e católica.

Tudo isso veio a estourar em 2006 na Rebelião dos Pingüins (os alunos de ensino médio de lá, que tem que usar terninho e gravata), onde algumas conquistas foram realizadas, mas não a gratuidade universitária e a melhoria da qualidade de ensino básico. As negociações realizadas pelos dirigentes não abarcaram todo o movimento, mas fez com que o movimento dos pingüins se silenciasse por um tempo.

Mas o silêncio nem sempre quer dizer o fim! E em maio deste ano, os estudantes secundaristas novamente levantaram sua voz, se fizeram escutar por todos os cantos do Chile. Foram colégios tomados e ocupados, panelaços, marchas com a presenças de estudantes, pais, professores, apoiadores, familiares, enchendo novamente as ruas do Chile e de Santiago de esperança e rebeldia. Há jovens do ensino médio e pais em greve de fome. Mostrando que apesar da jovem idade compreendem muito bem a realidade em que estão vivendo.

Vale lembrar que o Estado e a polícia chilena também respondem com grande violência, tirando a força os estudantes dos colégios, dispersando as marchas com os carros de jatos de água química, batendo com a maior violência que se pode imaginar e não imaginar nestes estudantes. Aqui também lembramos a morte de Manuel Gutiérrez Reinoso estudante de 16 anos assassinado pela polícia chilena quando acompanhava uma marcha estudantil!

Isso nos incentivou a propor e a pintar um mural junto com alguns estudantes e agora companheiros do Instituto Nacional de Santiago, em solidariedade e em apoio a luta que está longe fisicamente da gente, mas que a sentimos em nossos corações.

Por uma educação livre até a revolução social!

Viva os estudantes secundaristas mobilizados,
as ocupações e a fuerza de quem não se faz silenciar!

A solidariedade não reconhece fronteiras!

Arte Libertária
agência de notícias anarquistas-ana

Mais de 400 escolas secundárias se unem às ocupações universitárias na Grécia

Enquanto estudantes universitários estão lutando nas Assembléias Gerais de centros para continuar com suas ocupações contra a nova Lei de Educação (em oposição à perspectiva de cancelamento de seus exames anuais se o fizerem), os estudantes do ensino médio estão entrando com vigor na onda emergente de ação contra a austeridade na Grécia. Mais de 400 escolas estão sob ocupação (alguns relatos falam em até 500, mas é difícil enumerar com exatidão, uma vez que as mudanças acontecem a cada hora) de um total de aproximadamente 1.000 em todo o país.

De acordo com um texto que circula pela internet grega, algumas das demandas dos estudantes secundaristas são:

1. Financiamento imediato das escolas secundárias para que possam cobrir todos seus custos operacionais. Nem um único euro deve sair dos bolsos de nossas famílias para o funcionamento de escolas, para a nossa educação.

2. Entrega imediata de todos os livros didáticos.

3. Não a escassez de professores. Designação definitiva dos educadores.

4. Não às fusões ou fechamento das escolas.

5. Unificação, as escolas de 12 anos de duração, pública e gratuita para todos.

6. A nova Lei sobre as Universidades e Escolas Técnicas não deve entrar em prática.

7. Transporte gratuito.

8. Não aumento do IVA de 23% nas cantinas escolares.

9. Não a abolição do asilo-residências acadêmicas.

agência de notícias anarquistas-ana

fonte: occupiedlondon

Agrinio, Grécia: Protesto de estudantes secundários e ocupação da câmara municipal

Mais de 300 estudantes secundários participaram nesta sexta-feira, 16 de Setembro, no protesto que foi realizado depois do apelo das escolas ocupadas da cidade de Agrinio, no centro-oeste da Grécia. A marcha começou da praça Dimocratia, passou pelas ruas centrais da cidade e deslocou-se para os Escritórios da Educação Secundária, onde os estudantes jogaram tintas, ovos e tomates para expressar o seu descontentamento pela situação atual da educação. A marcha terminou na câmara municipal a qual foi ocupada em seguida  pelos manifestantes.

O presidente da câmara da cidade, Pavlos Moscholios, recusou-se a sair do edifício e por isso foi trancado dentro do seu escritório pelos estudantes. Na sequência, um grupo de 4 elementos da polícia motorizada (DELTA) invadiu a  câmara municipal, a fim de o libertar, mas foi repelido pelos jovens com chutos e socos, enquanto a atmosfera vibrava com os  slogans contra a polícia.

Durante a retirada da polícia quebrou-se a fachada de vidro do prédio. A ocupação terminou após algumas horas sem outros incidentes. Sem dúvida, os estudantes secundários mostraram que estão prontos a usar formas dinâmicas de luta e confrontar-se diretamente com as instituições e os representantes do Poder, radicalizando desta maneira os protestos estudantis.

fonte

Grécia: Proibição de discursos políticos nas escolas e custo de policiamento

AS LEIS ABOLEM-SE NAS BARRICADAS

O novo ano lectivo começou na Grécia nesta semana e pela primeira vez as escolas abriram as suas portas sem livros. Na Grécia, até agora, os livros escolares estavam publicados pela OLE (Organização dos Livros Escolares ) e estavam disponíveis gratuitamente, como resultado das lutas estudantis. Este ano, graças aos cortes do financiamento estatal para a educação, a entrega dos livros será atrasada até Novembro.

No início do ano o Ministério da Educação anunciou que mais de 100 escolas terão de fechar ou entrar no processo de fusão, enquanto os professores estão faltando. Com os estudantes universitários a ocupar as suas instituições (cerca de 300 faculdades estão ocupadas até agora) contra à nova Lei de Educação Superior, o Ministério tem medo que a onda das ocupações vá atingir a educação secundária também. Alguns dias atrás, os diretores das escolas receberam um documento do ministério, informando-os que os discursos políticos não são permitidos nas escolas.

No dia 13 de Setembro, foi anunciado que o custo de policiamento das manifestações e dos protestos em Tessalônica foi mais de 2 milhões de euros como resultado do envio de milhares de polícias para Tessalônica.

em inglês

Mais de 220 faculdades ocupadas em toda a Grécia contra a nova Lei de Ensino Superior

Em Patras, 2 de Setembro
Em Patras, 2 de Setembro

Nesta sexta-feira, 2 de setembro, mais de 220 faculdades de 20 universidades e escolas técnicas foram ocupadas em toda a Grécia. As assembléias gerais destas universidades decidiram empregar as ocupações em oposição à nova Lei de Educação Superior, aprovada há poucos dias, que torna as universidades em departamentos das empresas e presas do Capital, eliminando o asilo universitário e o ensino superior gratuito, entre outras questões.

Em Atenas, houve uma manifestação no dia 1 de setembro, com a participação de mais de 2.000 pessoas. Em Tessalônica, cerca de 1.000 estudantes se manifestaram em 2 de setembro. Em Patras, mais de 1.000 pessoas marcharam pelas ruas da cidade em 1 de setembro. Foi convocada uma nova manifestação para este sábado, 3 de setembro.

Na próxima semana serão realizadas novas assembléias em quase todas as universidades gregas. Nelas vão ser decididas se as ocupações e manifestações em toda a Grécia continuarão.

Fotos Patras: athens.indymedia.org

Notícia relacionadanoticiasanarquistas.noblogs.org

agência de notícias anarquistas-ana

ACTUALIZAÇÃO

Quarta-feira, 7 de setembro, estudantes de 300 faculdades em todo a Grécia votaram em assembléias estudantis a favor da ocupação de suas instituições. Quase a metade destas faculdades realizaram uma assembléia segunda-feira, renovando a decisão das assembléias na semana passada por ocupações e mobilizações durante os últimos dias de agosto. Os estudantes estão se opondo a Lei do Ensino Superior, de caráter totalitário e neoliberal, votada há poucos dias por deputados do partido governista Pasok, do partido direitista Nova Democracia, e do partido de extrema-direita Laos. Esta lei elimina o asilo universitário, o ensino gratuito e transforma as universidades em departamentos das empresas.

Enquanto isso, em 5 de setembro, na cidade de Récimno, em Creta, uns policiais das secretas chegaram à porta da universidade local, exigindo entrar no campus para “averiguar se os estudantes ocupavam a universidade e informar a seus chefes”. É claro, não nomearam seus chefes quando foram solicitados a fazê-lo pelos guardas das instalações, que no final não foram autorizados a entrar no campus. Trata-se obviamente de uma arrogância e uma tentativa de intimidar os jovens, rebelados contra o regime, uma vez que as decisões das assembléias estudantis e ocupações são publicadas apenas após a conclusão das assembléias. Tanto eles e os seus amos devem receber a resposta que merecem.

A luta da juventude grega por dignidade e liberdade, contra o totalitarismo, o fascismo e a tremenda ofensiva do Estado e Capital, é uma questão que diz respeito a cada pessoa livre neste mundo. Vamos mostrar a nossa solidariedade da maneira que for possível.

   agência de notícias anarquistas-ana


Ocupações da prefeitura em Chania (Creta) e da Câmara Municipal de Serres (norte da Grécia)

Ontem, 15 de juhno, a assembléia popular da praça Ágora em Chania decidiu continuar a ocupação da prefeitura. Em seu anúncio o povo exige a libertação imediata de todos os presos da manifesta de ontem em Atenas e do manifestante detido e preso depois da greve geral de 11 de maio. Eles estão fazendo uma chamada de encontro para a greve de 16 de junho na praça Agora.

No mesmo espírito, a assembléia popular da praça Eleftherias em Serres decidiram continuar a ocupação da Câmara Municipal, denunciando assim a política governamental e repressão  polícial e mostrando a sua solidariedade com todos aqueles que decidiram lutar nas ruas. Uma nova assembléia popular será realizada hoje às 20:00 no predio da ocupada Câmara Municipal.

Atualização, 17 de junho
Ambas as ocupações são terminadas após as decisões das assembléias. Uma demonstração de solidariedade com xs manifestantes detidxs em 15 de junho e contra a violência do Estado foi chamada para o dia 17 de junho, às 20h00 na Praça Eleftherias, Serres.

fonte: athens.indymedia.org