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Tessalónica, Grécia: Sobre o caso do isolamento na prisão do compa anarquista Sokratis Tzifkas

Em 3 de Agosto, o compa S. Tzifkas, no seu regresso à prisão de Diavata (depois de uma curta transferência para o hospital de Tessalónica), depois de se recusar a submeter-se a controlo  com nudez integral,  foi levado perante o procurador do ministério público da prisão,  tendo este lhe aplicado uma punição de 10 dias,  em regime de isolamento, assim como uma transferência disciplinar. Atualmente,  enquanto na Grécia se enfrenta um verão quente e húmido, Sokratis foi enviado para a unidade de isolamento das prisões de Diavata, sem ventilador, sem TV, sem livros e, até mesmo, sem água engarrafada. Além disso, o Serviço Correcional de prisões de Diavata não lhe permite chamar para nada ou ir ao pátio (coisas ainda ditadas no código correcional), ou receber a medicação prescrita por razões de saúde.

Na sexta-feira, 10 de Agosto foi realizada uma concentração solidária com microfone aberto na rua pedonal de Agia Sofia, em Tessalónica, enquanto que em 7 de Agosto, um grupo de combatentes presos emitia um comunicado em solidariedade com Sokratis. A declaração de apoio, foi assinada por Alexandros Mitrousias, Rami Syrianos, Giorgos Karagiannidis, Andrzej Mazurek, Mustafa Eryun, Babis Tsilianidis, Michalis Tzimas, Spyros Stratoulis, Makis Gerakis, Kostas Sakkas e Dimitris Dimtsiadis.

Finalmente, e depois de completar os 10 días de isolamento, o compa Sokratis Tzifkas regressou à sua cela, não tendo ainda sido aplicado o castigo de transferência disciplinar.

FOGO ÀS PRISÕES
NÃO DEIXAR NENHUM/A COMPA SÓZINHO/A
SOLIDARIEDADE COM TODOS/AS OS/AS REFÉNS DO ESTADO

Grécia: Atualização do caso dos anarquistas revolucionários Giannis Skouloudis (já saído da prisão) e Sokratis Tzifkas

Giannis Skouloudis foi libertado na sexta-feira à tarde, 22 de Junho de 2012.

O companheiro tinha sido mantido sob custódia, nas  prisões juvenis de Avlona, desde 13 de outubro de 2010. Após a decisão do tribunal, em 26 de março de 2012, para Giannis Skouloudis, SokratisTzifkas, BabisTsilianidis, Dimitris Dimtsiadis e Dimitris Fessas – respeitante ao caso de incêndio nos veículos da empresa pública de Electricidade (DEI) – Skouloudis foi condenado a 5 anos e 5 meses de prisão. Como já havia cumprido 2/5 da pena de prisão, deveria ter sido libertado da prisão passado alguns dias. No entanto, o conselho judicial adiou a decisão respectiva, tendo sido concedida a libertação do companheiro somente passados três meses.

Vale lembrar que “os 4 de Vyronas” (Tsilianidis, Dimtsiadis, Tzifkas, Fessas) estão actualmente em prisão preventiva, aguardando outros julgamentos contra eles.

Sokratis Tzifkas encontra-se  nas prisões Diavata desde que o julgamento  do caso de incêndio em veículos DEI começou, em março de 2012. Atualmente, ele não está autorizado  a receber livros (literatura, etc) pelo correio, sendo que todas as cartas que lhe são enviadas- tal como no caso de muitos outros prisioneiros – são  primeiro ‘verificadas’ na sede da polícia de Thessaloniki (GADTH) .

Por esta razão, foi criada uma caixa de correios para aqueles que desejam comunicar com Sokratis Tzifkas: Caixa Postal / Τ.Θ. 8, código postal / Τ.Κ. 57300, Halastra, Thessalónica-Grécia.

Prisões gregas: Notas sobre as greves de fome e abstenções de comida dos/as presos/as em luta

4 de Abril: Declaração de greve de fome de Spyros Dravilas (interno na prisão de Domokos, que actualmente está no hospital da prisão de Koridallos), intitulada “O estado e as suas instituições vingam-se daqueles/as que não sucumbem ao sistema, privando-os/as do seu direito a saídas temporárias”. As autoridades negaram a Spyros Dravilas o seu direito a saídas temporárias, com o qual ele contava há dois anos e meio.

6 de Abril: Declaração de greve de fome de Giorgos Karagiannidis, Alexandros Mitroussias e Kostas Sakkas: ”A partir de hoje 6/4 nos declaramo-nos em greve de fome, exigindo o levantamento da nossa arbitrária e vingativa prisão preventiva assim como a libertação imediata da nossa co-acusada Stella Antoniou, por razões de saúde.” — cofirmado por Stella Antoniou, que atualmente protesta mediante uma abstenção de comida da prisão.

6 de Abril: Declaração de greve de fome de Panagiotis Argirou e Gerasimos Tsakalos, membros encarcerados da CCF, que exigem a sua transferência definitiva para as prisões de koridallos, para dar fim às transferências repetidas e vingativas e à sua tortura física e psicológica.

7 de Abrill: Vaggelis Kailoglou leva a cabo uma abstenção de comida da prisão, em solidariedade. Ele é o único dos lquatro detidos do 12 de Fevereiro que se manteve em prisão preventiva.

7 de Abril: Abstenção de comida da prisão, realizada pelos prisioneiros de guerra Sokratis Tzifkas (prisão de Diavatas), Giannis Skouloudis (prisão de Avlona), Babis Tsilianidis e Dimitris Dimtsiadis (prisão de Koridallos), em solidariedade com os/as presos/as em luta.

8 de Abril: O membro preso da CCF, Christos Tsakalos, declara-se em greve de fome, em solidariedade com os grevistas da fome, Panagiotis Argirou e Gerasimos Tsakalos.

8 de Abril: Abstenção de comida da prisão llevada a cabo por 130 presos na primeira ala da prisão de homens de Koridallos, em solidariedade com os/as compas presos/as em luta.

9 de Abril: Assembleia solidária na Escola Politécnica de Atenas, nol edifício Gini, com intervenções telefónicas dos presos em greve de fome a partir das prisões.

9 de Abril: Os restantes membros encarcerados da CCF e o anarquista revolucionário Theofilos Mavropoulos declaram que gradualmente se unirão à greve de fome dos seus irmãos na luta Panagiotis Argirou, Gerasimos e Christos Tsakalos.

11 de Abril: Declaração de Stella Antoniou sobre os últimos acontecimentos: As autoridades judiciais não pediram que Stella permanecesse em prisão preventiva, mas fizeram-no  com Sakkas, Mitroussias, Karagiannidi, baseando-se em acusações inventadas contra eles respeitantes aos antigos ataques incendiários da CCF. Dados os factos, e de acordo com os seus três compas, Stella explicou que interrompia a sua participação na greve de fome e que, apesar dos seus problemas de saúde, se abstinha de ingerir comida da prisão até que as suas pretensões se cumprissem.

11 de Abril: O anarquista expropriador Rami Syrianos declara-se em abstenção da comida da prisão, em solidariedade com os/as compas presos/as em luta.

14 de Abril: Uma assembleia em solidariedade com G.Karagiannidis, A.Mitroussias, K.Sakkas e S.Antoniou lançou a seguinte notícia entre outras: “Presentemente, os três compas, Karagiannidis, Mitroussias e Sakkas foram acusados no caso dos 250 ataques incendiários da CCF pelos procuradores Mokkas e Baltas, que pediram que tanto eles três tres, como também os membros da O.R. CCF, se mantivessem em prisão preventiva. Stella Antoniou foi acusada também, mas não permanecerá em prisão preventiva de novo, esperando-se que seja libertada em Junho de 2012, quando acabar o período de 18 meses desde a sua primeira prisão preventiva, apesar da sua quinta petição para a libertação por motivos de saúde ainda não ter tido resposta.” Recordemos que Stella está em prisão preventiva há 16 meses já, como única prova contra ela o fato de possuir cartão de identidade falso.

14 de Abril: Notícias do estado de saúde dos três membros presos da CCF, após uma semana em greve de fome: Gerasimos perdeu 6 kilos, Panagiotis 5 kilos e Christos 7 kilos. Todos os dias têm exames médicos, os níveis de açúcar e a pressão arterial são revistos.

15 de Abril: Mais três membros presos da CCF, Haris Hadjimihelakis, Damiano Bolano e Giorgos Polidoros, começaram uma greve da fome desde o dia 17 de Abril. (Seguir-se-ão atualizações)

Solidariedade internacional e explosiva
com os/as nossos/as irmãos/s em luta!

Atenas: Reivindicação de ataques incendiários a veículos da Organização de Telecomunicações da Grécia (OTE)

“Uma vida profundamente consciente que lhes dará, aos que a vivem, a oportunidade de aprender novamente, de comunicar, de lutar, de se organizar, de viver e, especialmente, junto de quem tiver vontade de compartilhar os seus mesmos objetivos, as suas mesmas experiências, os seus mesmos ódios.”
(Extraído do folheto: Manual de Restauração)

Vivemos numa paisagem urbana cinzenta que nos sufoca diariamente. A sua configuração como “produto” dos mecanismos estatais, transforma os seres humanos em seres submissos e inicia-os numa rotina fodida. Os espaços de trabalho, de “entretenimento”, de educação e de lazer, dão possibilidade ao Poder de nos transformar, tanto quanto possível, em mais zumbis humanos. As nossas necessidades foram enjauladas nas prateleiras dos templos do consumo, os nossos sentimentos foram trancados dentro de bordéis, o medo dominou as pessoas no sentido da submissão. Decidimos agir em contra corrente da harmonia -ampla nos nossos tempos- da maioria da sociedade e negamos as falsas necessidades e os papéis do poderoso e do submisso que tenta instalar o Domínio. O nosso objetivo é estabelecer um movimento radical-revolucionário com ação polimorfa, longe de fetichismos e arrogâncias. Desse modo, pomos assim em movimento,  para nós mesmos e para os nossos companheiros, a aposta da busca e evolução contínuas, tanto a nível pessoal como também a nível coletivo.

No domingo, 8 de Janeiro de 2012, queimámos completamente três furgonetas da Organização de Telecomunicações da Grécia (OTE), no cruzamento da rua Micras com a Sinopis, na zona  de Goudi. O nosso ataque foi uma amostra mínima de solidariedade com os quatro compas de Tessalónica (Giannis Skouloudis, Babis Tsilianidis, Socratis Tzifkas, Dimitris Dimtsiadis) pela sua postura combativa e orgulhosa, dentro e fora dos muros. Sabemos que, mesmo a menor ação ofensiva, realizada a partir da grande prisão, fortalece e aquece os corações dos nossos compas.

SOLIDARIEDADE COM TODOS OS COMPAS QUE NÂO SE ARREPENDEM!
Aguentem!

Conspiração de Incendiários Raivosos

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