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Para contribuir com traduções, edições-correções e/ou materiais originais para publicação tais como atualizações a partir das ruas, reportagens de ações, comunicados de reivindicação, textos dxs companheirxs presxs ou perseguidxs, chamadas, brochuras, artigos de opinião, etc.: contrainfo(at)espiv.net

Contra Info: Rede tradutora de contra-informação

Contra Info é uma rede internacional de contra-informação e tradução, uma infraestrutura mantida por anarquistas, anti-autoritárixs e libertárixs ativxs em diferentes partes do mundo. Ler mais »

Setúbal, Portugal: COSA e À DA MACHADA em solidariedade com A TRAVÊSSA Okupada no Porto

A Solidariedade atravêssa tudo

Força aí companheires, queremos desde já expressar a nossa solidariedade com as vossas ambições. Estamos juntes. É com esta e outras iniciativas que se ultrapassam barreiras/obstáculos da vida quotidiana. Ao criar algo de raíz feito por nós, sem as estruturas do poder dominantes, vivemos um processo que nos garante outra dinâmica político-social. Encorajamos todes que queiram continuar e desafiamos todes a experimentar estas aventuras subversivas de modo a recuperarmos as nossas vidas.

1 Despejo = 1000 Okupações!!!

Nota de Contra Info:
Na manhã do dia 16 de Outubro, o espaço ocupado A Travêssa dos Campos foi alvo de uma acção repressiva por parte da autoridade policial. Chegaram por volta das 7h30 com grande aparato de meios e agentes e preparados para uma entrada rápida e violenta no edifício. Após o arrombamento das portas foi dada a ordem – todos para o chão, caralho! Juntaram todas as pessoas numa sala, duas delas algemadas, e revistaram cada uma delas e os seus pertences. Para além disso, fotografaram e filmaram a operação e toda a gente que resistia no edifício. Ao todo foram 21 pessoas, mais uma cadela levada para o canil. Na esquadra, toda a gente foi identificada e novamente revistada. A todos os envolvidos foi aplicado um termo de identidade e residência e passada uma constituição de arguido sem referência a qualquer crime.

em alemão

Chile: Semana de solidariedade subversiva com Kevin Garrido e Joaquín García [13 a 20 de Novembro]

Semana de solidariedade subversiva, 2 anos depois de aprisionarem Kevin e Joaquín

Sabemos que ali, dentro das prisões, nunca se faz noite. Ali, as recordações cristalizam e esquece-se de como se vê o céu sem grades e arame farpado. Se a morte tiver a sua cor própria, deve ser a pintada nas prisões, porque é lá que se encontra o reino da morte lenta, isso sente-se todos os dias.

… de 13 de Novembro a 20 de Novembro…

FAZ 2 ANOS A 19 DE NOVEMBRO QUE KEVIN E JOAQUÍN FORAM SEQUESTRADXS PELAS GARRAS SUJAS DO CAPITAL E  SUA ABSURDA ORDEM, CORTANDO DE UM SEGUNDO PARA O OUTRO, OS SEUS SELVAGENS E MUITAS VEZES CERTEIROS PASSOS…

AGORA, O SEU PRESENTE ASQUEROSO É OUTRO: DIA APÓS DIA TÊM DE COMBATER O SISTEMA NUM DOS AMBIENTES MAIS RUINS E ANGUSTIANTES. APESAR DISSO, É BASTANTE CLARO QUE NÃO GANHARAM ESTA GUERRA A ELES E A NÓS TAMPOUCO, JÀ QUE OS NOSSOS NEGROS CORAÇÕES CONTINUAM A BATER COM FORÇA, POR MAIS FARTOS E ESGOTADOS QUE ESTEJAM, CONTINUAREMOS A LUTAR, CONSPIRANDO E TENTANDO FAZER COLAPSAR TODA ESTA MALDITA SOCIEDADE DEVASTADORA DO QUE A RODEIA…

CHAMAMOS A TODXS XS MALDITXS DE CORAÇÃO NEGRO PARA SE SOLIDARIZAREM COM A SITUAÇÃO DXS COMPAS JOAQUÍN E KEVIN  TAL COMO COM TODXS XS OUTRXS PRESXS!! DE 13 DE NOVEMBRO A 20 DE NOVEMBRO, DEMOS AS MÃOS PARA SE CONSPIRARE AMPLIAR O CAOS, FORA DOS LICEUS, UNIVERSIDADES, NA CIDADE E ATÉ MESMO NAS CASAS DXS BASTARDXS QUE ALIMENTAM E DEFENDEM A AUTORIDADE.

AO CONSPIRAR, SOMENTE NOS DETÉM AS NOSSAS PRÓPRIAS CAUTELAS, É ASSIM QUE VAMOS, COM TODA A RAIVA E S0LIDARIEDADE, QUEIMAR, SAQUEAR E SABOTAR!!

NÃO OS ESQUECEMOS, TODXS XS PRESXS EM LIBERDADE JÁ!!!
ABAIXO A SOCIEDADE CARCERÁRIA DE CONTROLO!!!
LIBERDADE A TODXS XS QUE LUTAM CONTRA A AUTORIDADE!!!

em espanhol

Polónia: Convite da CNA Varsóvia para a 4ª edição do “Dias Anti-Prisão” [27-29 de Outubro]

Queridxs amigxs,

A Cruz Negra Anarquista (CNA) de Varsóvia convida-te para participares na 4ª edição do “Antiprison Days”, em Varsóvia, de 27 a 29 de Outubro de 2017. O tema principal deste ano é “Apoia a tua CNA local”.

Aqui, na Polónia, sentimos a necessidade de discutir sobre o importante papel das estruturas anti-repressivas nas nossas lutas, assim gostaríamos de convidar diversas pessoas e grupos para compartilhar as suas experiências com repressões e como ser possível lidar com elas. Haverá também espaço para falar sobre as dificuldades no interior do grupo de apoio e porque é que/como as campanhas anti-repressão e anti-prisão fazem parte de todas as lutas sociais / da terra/ climáticas /mundiais.

Claro que não seremos capazes de falar sobre tudo o que é importante – até porque o evento estará aberto a toda a gente – mas o objetivo é que se inicie algum tipo de processo na mente das pessoas. Haverá também espaço para apresentares as tuas atividades e / ou os teus grupos.

Se gostares de participar no evento e preparar alguma apresentação / discussão, sente-te mais do que bem-vindx para nos contatar: ack.waw [at] riseup. O programa ainda está em aberto, então, se tiveres alguma ideia, basta escrever-nos. O prazo para as propostas de programas é 12 de Outubro. Também nos podemos oferecer para cobrir os custos de viagem se for necessário.

Os melhores sucessos! Em solidariedade,

CNA Varsovia

A Cruz Negra Anarquista de Varsóvia convida-te para o 4º “Dias Anti-prisão”!

O tema do sistema prisional na Polónia ainda é considerado um tabu social e ainda é comum ser pintada uma imagem denegrida daquelxs que se encontram atrás das grades. Simultâneamente, as autoridades estão a aplicar a política de medo para justificar a implementação de leis cada vez mais rígidas, visando todxs aquelxs que se opõem às suas intenções autoritárias.

No oeste da Europa e nos EUA, as campanhas anti-prisão estão naturalmente ligadas às lutas sociais noutros sectores: lutas pelas leis dos trabalhadores, lutas contra a usurpação da terra e eliminação de terras de pequenos agricultores, apoiando imigrantes, protegendo o ambiente, lutando pelos direitos dos inquilinos, etc. Na Polónia, se este tema existe é como um todo, mas é ainda como um recém-nascido que ainda não adquiriu o seu direito de passagem.

Entretanto, só em 2016, mais de 70 mil pessoas foram presas em 64 centros de detenção e 84 prisões, na Polónia. O que o sistema realmente gera é mais patologia, privação de dignidade, violência e escravidão moderna. Isto não é uma piada – cerca de 22,5% dxs presxs são obrigadxs a trabalhar de graça e a nova alteração à lei do sistema prisional, que foram forçados a não demorar muito a publicá-la, aumentará esses números rapidamente. Os presos terão que trabalhar ainda mais para a glória do capitalismo, para o crescimento da “nossa” economia, de modo semelhante ao edifício Kulczyk dos prisioneiros, o chamado “Via da Liberdade”.

Muda isso alguma coisa, as condições em são mantidos? De modo algum. Ainda continuam a ser tratadxs como uma classe inferior, o lixo da sociedade, para se ter vergonha delxs, para serem despojadxs do que resta de sua humanidade, para serem humilhadxs, espancadxs, abusadxs e privadxs de qualquer expetativa. Ainda é inacreditável que estatisticamente, a cada segundo do dia alguém atrás das grades cometa suicídio?

Achas que viver “fora” faz de ti uma pessoa livre? Pensa novamente: quanto tempo gastas no trabalho? Quanto tempo gastas com os teus entes queridos? Com que frequência tens de sacrificar essas relações para sobreviver? E, finalmente, sentes-te realmente segurx? Até que ponto as forças te podem controlar? Há apenas um ano entraram em vigor três novos atos, transformando o significado da palavra “liberdade” em pó – a emenda ao ato da polícia (também conhecido como a lei de vigilância), o ato antiterrorista e o acto das assembleias públicas. As estatísticas são claras – a brutalidade da polícia está a aumentar a cada ano que passa e os responsáveis ​​ficam impunes – por exemplo, cerca de 98,7% dos processos contra a polícia, incluso declarações de torturas, não terminou em acusação. Enquanto isso, nas esquadras da polícia, pessoas são assassinadas; para cada ato de resistência tão simples como seja escrever folhetos, participar em manifestações ou organizando eventos e ações, estão a emitir acusações de crimes mais ou menos graves.

Não continuaremos a ser passivxs! Precisamos de solidariedade para com aquelxs que são reprimidxs, atrás das grades e do lado de fora das prisões, precisamos construir estruturas anti-repressão. É o que queremos discutir durante o 4º “Dias Anti-prisão”.

A repressão está a tornar-se cada vez mais comum. Para contra-atacar precisamos agir juntxs.

Até que todxs sejam livres, nenhum de nós está livre.
Apoie o CNA local.

http://www.ack.most.org.pl/

Junta-te a nós durante o 4º “Dias anti-prisão”!
27-29 de Outubro de 2017
Przychodnia Skłot // Cafe Kryzys

O que está a ser planeado para o 4º “Dias Anti-prisão”

– Reuniões e painéis de discussão;
– Galeria de arte anti-prisão, uma exposição de obras de artistas envolvidos em projetos   com prisioneirxs;
– Exibições de filmes anti-prisão;
– Escrever cartas aos/às prisioneirxs;
– Coleta de livros para xs presxs;
– Soli tattos;
– Dda CNA;
– Benefit para a CNA.

em polaco, inglês, alemão

Madrid: Nem Nações, Nem Estado, Nem Capitalismo

Esta é a nossa independência; Nem nações, nem Estado, nem capitalismo.

[Sabotagem ao Baixa Bank em Vallekas e um apelo]

Na madrugada de 12 de Outubro – noite anterior à festa colonialista e militarista preferida pelo nacionalismo espanhol – foi destroçada uma caixa ATM do Caixa Bank, no bairro de Vallekas tal como realizada uma pintada na qual se podia ler: “Esta é a nossa independência: nem nações, nem Estado, nem capitalismo”.

A mensagem é simples, enquanto os nacionalismos catalão e espanhol são reativados e se cobrem com a bandeira da democracia, alguns/mas decidimos agir e atacar aquilo que realmente nos oprime, explora e rouba a nossa independência. Estamos cansadxs de esperar, cansadxs de contemplar como a Democracia, o Estado e os corpos repressivos dos dois lados se vêm cheios de legitimidade, através dos nacionalismos.

Atacamos aquilo que nos oprime: fronteiras, nações, bancos, patrões, fascistas, estado, capitalismo, patriarcado… através deste pequeno gesto, fazemos uma chamada para que se ampliem os ataques contra o capitalismo, estados e os seus interesses. Não vamos esperar por nenhum processo para continuar a lutar pela anarquia, a única forma de independência que reconhecemos.

Nem nações, nem Estado, nem capitalismo!
Pela Anarquia!

Alguns/mas anarquistas contra o patriotismo

via contramadriz

Espanha: Ataques simultâneos em solidariedade com xs represaliadxs após o G20


Estive em Hamburgo e recordei-me de ti.

Quando arderam as tuas sucursais.

Quando estalaram as suas montras.

Quando se formaram as barricadas.

Quando tomámos a cidade.

Todavia, ainda me recordei de ti quando regressamos aos restos das nossas cidades inertes e cinzentas, onde reinas, porque estás por todo o lado. Recordamos-nos de tudo o que te poderíamos fazer a qualquer momento e em qualquer lugar, enquanto Hamburgo ardia.

Do mesmo modo, recordamos-nos de todo o sofrimento e raiva que geras. Do modo como atinges a quem te afronta. Nunca mais nos vamos esquecer das pessoas que são espancadas pela vossa bófia, que vivem encerradas numa cela ou que morrem por escolher o caminho do confronto. E é em seu nome que tomou forma esta ação.

Na noite de 4 para 5 de Outubro, foram atacadas com martelos as caixas ATM de dezenas de sucursais bancárias em diversos locais de Madrid: Lavapiés, Bilbao-Alonso Martínez, Tetuán-Castellana, Carabanchel, Vallekas, Coslada, Barrio del Pilar e La Elipa. Deixaram-se lá autocolantes a dizer: “Em Madrid como em Hamburgo. Que se espalhe a revolta”, “Solidariedade ativa com as 388 pessoas detidas e as 32 presas após a Cimeira do G20 em Hamburgo”, “Morte ao Capitalismo e morte à polícia. Depois do G20, a luta continua”.

Porque centenas de pessoas foram brutalmente feridas e detidas nos dias da Cimeira, porque 32 delas ainda continuam na prisão, porque ainda há menos de um mês sofreram um assalto policial em Hamburgo. Porque queremos acabar com o Capitalismo, com as suas empresas e bancos, com as suas cimeiras financeiras, carros oficiais, banquetes, escoltas. Com tudo o que nos escraviza e destrói. Em Hamburgo, em Madrid e em toda a parte.

Viva a Anarquia.

em espanhol

[Itália] Publicação “Solidarietà e complicità”

Luta contra a biotecnologia
não pára, solidariedade e cumplicidade

[Notas sobre a situação de Silvia, Billy e Costa]

Com o seu anulamento, termina o processo legal contra Silvia, Billy e Costa (exercido pelo estado italiano).

Após cinco anos de audiências terminou esta semana, em Roma, o processo em cassação de Silvia, Billy e Costa – acusados pelo Ministério Público de Turim de transporte e receptação de explosivos entre Itália e Suíça com finalidade de terrorismo.

A partir do momento em que Silvia, Billy e Costa tinham acabado de cumprir a pena imposta no julgamento na Suíça, o promotor de Turim, no papel do Procurador Arnaldi Di Balme, tentou abrir um processo, primeiro por associação subversiva (incluindo outras pessoas, por parte da Coligação Contra Nocividades) e, posteriormente, com mais recursos, tentando provar que uma parte da tentativa de sabotagem na Suíça tinha sido preparada em Itália, pelo menos na recuperação e transporte do material necessário.

A cassação confirmou a decisão anterior de improvisabilidade, de acordo com o princípio “Ne bis in idem”, ou seja, não se pode julgar uma pessoa várias vezes pela mesma situação, apelando-se para um princípio de falta de jurisdição.

Para aquelxs que queiram aprofundar o assunto, recomendamos a leitura da publicação “Solidarietà e complicità”, uma coleção de textos em torno da tentativa de sabotagem do centro IBM sobre nanotecnologias na Suíça e da solidariedade entretanto expressa pela realidade do movimento, também a nível internacional [que pode ser pedida para envio postal].

[Atenas] Referente ao ataque com carta-bomba contra o tecnocrata e ex-primeiro ministro Loukas Papadimos

Já que a seguinte notícia não obteve uma ampla difusão fora da Grécia nas redes internacionais de contra-informação quando apareceu em maio de 2017, e como a notícia corporativa também tentou mitigar e “minimizar” o impacto desse ataque, confiamos que esta informação irá destacar que tudo continua e nada acabou.

A 25 de Maio, no primeiro dia da cimeira da NATO de 2017 – a ocorrer em Bruxelas, Bélgica – quando era conduzido de volta a casa às 18:30, início da noite, o ex-primeiro-ministro da Grécia, Loukas Papadimos foi ferido num atentado bem sucedido, com bomba de alto impacto, que permanece sem solução e não reclamado. O incidente ocorreu no centro de Atenas, a poucos blocos da Politécnico de Atenas, na parte central daquela cidade. O dispositivo detonou dentro de um carro blindado que acompanha os detalhes da segurança policial e humilhou esses serviços de segurança tal como as autoridades que encerraram a área que contém os veículos que transportam Papadimos, começando uma investigação antiterrorista.

Loukas Papadimos é agora economista sénior, ex-governador do Banco da Grécia e ex-vice-presidente do Banco Central Europeu. A carta-bomba chegou a sua casa depois de sofrer verificações que não detetaram o material explosivo. Dois agentes de segurança que servem de motorista e o guarda-costas de Papadimos também foram feridos na explosão. A explosão do dispositivo dentro do veículo personalizado, adicionada à pressão da bomba, causaram lesões nos olhos de Papadimos, peito, abdómen e pernas, sendo levado para o hospital para cirurgia a feridas que não ameaçam a vida. As outras vítimas da bomba também foram levados para o hospital, sofrendo lesões menos graves. O ataque foi saudado pelas autoridades como o pior ato de violência contra uma figura sénior do regime grego em décadas.

O Estado grego encontra-se aterrorizado pois os métodos operacionais – por se terem desenvolvido e evoluído a tal forma – podem agora derrotar o seu aparelho de segurança.
Se esta meta de alto perfil pode ser alcançada então todos eles estão ao alcance.

Tecnocratas, carrapatos, parasitas – A violência e o medo seguirão para as vossas casas enquanto o tentam injetar nas nossas mãos – Viva a anarquia.

em inglês via 325

[Bielorrússia] Repressão brutal contra anarquistas; Pyotr Ryabov, filósofo anarquista preso por 6 dias, declarou uma greve de fome

[Informação fornecida pelo grupo anarquista Pramen]

A 9 de Outubro, a polícia atacou a palestra de Pyotr Ryabov

Soube-se, por volta das 16h30, que em Grodno, a polícia da Bielorrússia irrompeu numa palestra de Pyotr Vladimirovich Ryabov, a acontecer no “Tsentr Garadskogo Zhytsia” (Bielorrusso – “O centro da vida da cidade”).

Duas palestras do professor catedrático do Departamento de Filosofia da Universidade Pedagógica do Estado de Moscovo, candidato a ciências filosóficas, Pyotr Ryabov (conhecido anarquista) deveria ter lugar hoje em Grodno e em Baranoichi amanhã. O tema da palestra de hoje foi “Pensamento social libertário do último terço do século XX e início do século XXI”.

A bófia prendeu todos os presentes: cerca de 20 pessoas, incluindo o próprio Ryabov. Agora foram levados ao departamento de polícia.

Este é o terceiro ato de uma repressão brutal contra anarquistas na Bielorrússia nos últimos 2,5 meses. Em Agosto, a polícia local invadiu na palestra do anarquista russo e ex-prisioneiro político Alexey Sutuga. A 28 de Setembro a bófia efetuou buscas em duas casas de anarquistas de Minsk, confiscando tanto meios de impressão como eletrónicos.

A 11 de Outubro, o tribunal da cidade de Baranovichi, Bielorrússia, sentenciou o anarquista da Rússia Pyotr Ryabov

Pyotr Ryabov, filósofo anarquista, professor do departamento de Filosofia da Universidade Pedagógica do Estado de Moscovo foi condenado a 6 dias de prisão por “hooliganismo em pequeno grau” [malícia malévola, vandalismo] e “distribuição de materiais extremistas” (estatuto 17.1 e 17.11 do códice de delitos menores da Bielorrússia).

O Tribunal considerou o jornal anarquista bielorrussso “Svoboda ili Smert №6”, publicado em 2007, como material extremista. No entanto, estas foram acusações falsas, o verdadeiro motivo da prisão foi a palestra sobre o movimento anarquista, pela qual Ryabov chegou a Baranovichi. Ryabov foi preso quando regressava a Moscovo, na estação de comboios de Baranovichi, supostamente participaria noutro evento em Moscovo.

Após a sentença, Pyotr Ryabov declarou o início de uma greve de fome.

Itália: Notícias de Florença

No dia 1 de Janeiro de 2017, após a explosão de uma bomba artesanal junto a uma livraria fascista – na qual um polícia do esquadrão anti-bomba perdeu uma mão e um olho – várias casas de companheirxs foram tomadas de assalto pela polícia e registradas. A polícia esperava encontrar armas de fogo e/ou explosivos. As investigações não levaram a nada, exceptuando a apreensão de panfletos, computadores, roupas e outros  materiais. Uma investigação contra pessoas desconhecidas foi lançada entretanto – com a intenção de xs acusar das infrações de “fabricação, posse e transporte de um dispositivo explosivo ou incendiário num lugar público” e “tentativa de assassinato”.

A polícia iniciou, entretanto, uma nova operação chamada “Operazione Panico” (Operação Pânico), a 31 de Janeiro. Às 12h30, a polícia bateu à porta das casas de várixs companheirxs, para notificá-los da execução de dez medidas cautelares. Estas consistiam em 3 pessoas confinadas à prisão domiciliar, 4 pessoas receberam uma ordenação, para impedir que saíssem da cidade, obrigando-os a voltar à noite para suas casas e a assinar diariamente na esquadra. E, finalmente, 3 pessoas receberam condições de fiança, mas tendo de assinar na esquadra da polícia, todos os dias.

Durante o curso da Operação Pânico foram 35 as pessoas directamente visadas. Isso também levou ao desalojo da okupa Villa Panico, uma das okupas históricas de Florença, ocupada nos últimos 10 anos. No total, foram 12 as pessoas acusadas de serem “membros de organização criminosa”.

Outros eventos entretanto aconteceram como uma luta com a polícia, em Abril, seguindo-se uma provocação policial, entre muitas das provocações habituais, que terminou com a prisão de 3 companheirxs (Michele, Francesca e Alessio), uma sentinela e demonstração solidária com xs detidxs. Os suspeitos dessa operação repressiva estão todos sob investigação por uma série de eventos contestados que aconteceram na cidade em 2016. Esses eventos incluem um ataque com pedras da calçada e tijolos a livraria fascista, uma explosão na mesma livraria e distribuição de folhetos anti-militaristas num mercado local – que resultaram num punhado de pessoas levadas para a esquadra da polícia e acusadas de “resistência e recusa em fornecer provas de identidade”. Outros eventos foram uma briga com a polícia em Abril, depois de muitas das provocações habituais que acabaram com a prisão de 3 companheirxs (Michele, Francesca e Alessio) e concentrações de solidariedade com xs presxs.

Dois meses após o fim da operação, uma série de medidas repressivas foram impostas contra 2 companheirxs – em constante escalada na sua gravidade – desde a presença diária na esquadra até prisão domiciliária. Um terceiro companheiro também foi obrigado a assinar diariamente na esquadra da polícia. Esta nova onda de repressão e detenções foi  ligadas ao aparecimento de grafitis políticos em toda a cidade.

A 3 de Agosto, uma operação conjunta a nível nacional, entre a DIGOS (unidade de operações especiais da polícia), a ROS (unidade de operações especiais de Carabiniri) e a polícia antiterrorista, levou a mais oito prisões: 6 em Florença, 1 em Roma e 1 em Lecce. Cinco companheirxs foram acusados de tentativa de homicídio no ataque à bomba no dia de passagem de ano. Xs outrxs com a infração de “fabricação, posse e transporte de um dispositivo explosivo ou incendiário para um lugar público”. A segunda acusação refere-se a um ataque de molotov contra um quartel de Carabinieri, o que aconteceu na noite da luta contra a polícia, mencionada anteriormente.

No dia 5 de Agosto, 6 detidxs foram libertadxs pelo GIP (juiz para investigação preliminar) devido à falta de provas contra elxs. Um companheiro, Salvatore Vespertino, ainda está preso porque as autoridades alegaram terem sido encontrados vestígios do seu DNA em componentes usados para construir a bomba. Paska, outro companheiro, que deveria ter sido libertado, por falta de provas pelos eventos na passagem de ano, ainda se encontra em prisão preventiva, por alegada “adesão a organização criminosa”, com base em evidências recolhidas durante a Operação Pânico.

Como o caso de Paska mostra, a investigação contra pessoas desconhecidas foi, portanto,  incorporada à Operação Panico. Isto significa que adoptaram a mesma linha de indagação – seja para os acusados de serem “membros de organização criminosa” ou por
várias infrações específicas.

Endereços:

Salvatore Vespertino
Casa Circondariale Sollicciano
Via Minervini 2/r
50142- Firenze
Italia

Pierloreto Fallanca
Casa Circondariale
Via Paolo Perrone, 4
73100 – Lecce
Italia

Para apoiar os companheiros e os custos legais:

Youssra Ramadan
Card Number: 5333 1710 3998 6134
IBAN: IT81R0760105138290113490114

Chamada internacional para ações antiespecistas

AÇÕES ANTIESPECISTAS DE 30 DE OUTUBRO A 5 DE NOVEMBRO

Afila as tuas ideias contra a exploração animal

Mobilizações/Boicotes/Transmissões de rádio/Debates/Ações de denúncia

A SOLIDARIEDADE ENTRE ESPÉCIES NÃO É SÓ UMA PALAVRA ESCRITA

em grego, inglês

Vigo, Galiza: Videoconferência desde Santiago de Chile – VI Encontro do Livro e da Propaganda Anarquista

Sábado 14 de outubro às 20:30h

C.S.O.A. A Quinta da Carminha (Vigo)

Foro / Videoconferência desde Santiago de Chile
(VI Encuentro del Libro y la Propaganda Anarquista)

«Redes solidárias contra a prisom. Experiências refratárias e luita contra o FIES»

Apresenta Gabriel Pombo da Silva, anarquista galego sequestrado em cadeias alemanas e espanholas um total de 32 anos, na rua desde junho de 2016

em alemão

[Itália] Convocatória de Solidariedade Internacional a 16 de Novembro de 2017 – Julgamento “Scripta Manent”

A 16 de Novembro, às 10 horas, perante o tribunal de alta segurança de Turim, celebrar-se-á a primeira audiência do julgamento “Scripta Manent”. Será um julgamento de longa duração, no qual 22 companheirxs anarquistas estão acusadxs, sete dxs quais continuam na prisão.

O aparelho repressivo do Estado acusa uma parte do movimento anarquista de o atacar, através das práticas de ação directa destrutiva contra as suas estruturas e os seus homens, a realização e distribuição de publicações anarquistas e apoio aos/às prisioneirxs revolucionárixs.

A teoria do acusador do ministério público Sparagna é que as posições dxs compañerxs acusadxs são isoladas e distantes do contexto anarquista. É uma tentativa flagrante de fraccionar e confinar o anarquismo a certos recintos fechados, legais e interpretativos.

Demoliremos a intenção de se isolar estxs companheirxs – afirmamos que a prática e as acusações de que são acusadxs constituem um património de todxs xs anarquistas e revolucionárixs – e reafirmamos a nossa proximidade com xs acusadxs.

Fazemos uma chamada para se participar na concentração de 5ª feira, 16 de Novembro, às 10 da manhã, em frente ao tribunal de alta segurança da prisão “le Vallette” em Turim, e reafirmamos a chamada à solidariedade internacional com todxs xs prisioneirxs anarquistas, rebeldes e revolucionárixs, em qualquer lugar e de acordo com as modalidades que cada pessoa considere mais apropriadas.

em espanhol, inglês, italiano, alemão

Uruguai: Semana de agitação pela Liberdade de Mumia [de 15 a 22 Outubro]

Muitos já conhecem a incansável luta de Mumia Abu-Jamal, um dos presos políticos com maior reconhecimento no mundo. Supõe-se que foi considerado culpado e condenado à morte pelo assassinato do polícia branco Daniel Faulkner, em Filadélfia, a 9 de dezembro de 1981.

Na realidade a Polícia e o Ministério Público de Filadélfia criminalizaram-no e tentaram assassiná-lo por ter sido Pantera Negra, simpatizante do MOVE e jornalista revolucionário, escrevendo sempre contra o poder.

Talvez até já tenham participado nas ações e atividades que, em 1995 e 1999, conseguiram suster a execução que já estava planeada.

Ou até fizeram parte do movimento internacional que, por fim, resultou na revogação da pena de morte em 2011.

Ou talvez tivessem ajudado na campanha para lhe dar a atenção médica necessária – em relação à hepatite C, após ele quase ter morrido em 30 de março de 2015.

Sem uma luta contínua durante dois anos, nunca lhe teriam fornecido o tratamento com os novos anti-virais, com os quais se curou quase imediatamente e se sente muitíssimo melhor. Mas, desgraçadamente, as autoridades carcerárias deixaram passar tanto tempo que ele desenvolveu cirrose hepática. Por isso agora mais que nunca lhe urge a liberdade.

Apresenta-se, neste momento, uma nova possibilidade jurídica para se desfazer o veredito de culpabilidade a Mumia. O que acontece é que a Suprema Corte dos Estados Unidos – no recente caso Williams vs Pensilvânia – determinou que Ron Castille, o Promotor da Filadélfia que logo se tornou Juiz da Suprema Corte da Pensilvânia, violou a Constituição dos Estados Unidos ao atuar como juiz e parte no caso de Terrance Williams. O mesmo aconteceu no caso de Mumia com Castille, que teve um papel destacado na Promotoria ao conseguir um falso veredito de culpado, e depois, como juiz, rechaçou mais de 30 apelações de Mumia.

Estamos, agora, a pressionar para que a Promotoria entregue todos os arquivos sobre a participação de Castille no caso – um primeiro passo para apresentar as apelações de novo. Faz falta a ação de todxs para ganhar a sua liberdade. Por isso estamos a convocar todas as individualidades, coletivos, comunidades e organizações para uma semana de agitação pela liberdade de Mumia.

Pela liberdade de Mumia Abu-Jamal e a queda dos cárceres e do sistema que os engendra!

Amigxs de Mumia – Uruguai

via agência de notícias anarquistas-ana

Chile: Apresentação da publicação anarquista “IKONOKLASTA”

As ferramentas (auto)críticas do individualismo e do nihilismo anarquista são correntes vitais – nunca homogéneas – do que nos parece significativo para pensarmos, sentirmos e actuarmos como protagonistas da nossa vida. Ao avançarmos no caminho do crescimento individual também propagamos as reflexões próprias – tal como as dxs companheirxs que considerarmos ser um contributo na defesa intransigente de nossa autonomia e liberdade.

No meio da ordem social – que todos os dias nos procura submeter ao seu poder e aos seus papéis – encontramos-nos rodeadxs de indivíduxs que defendem as hierarquias e a reprodução de padrões autoritários, no momento de enfrentar a sobrevivência neste miserável sistema de vida. Todos aquelxs que defendem a autoridade nos repugnam, sejam cidadãos/ãs, polícias ou chefes de fila de qualquer cor ou tendência política.

Sentimos-nos parte de uma ofensiva contínua que se rebela contra o poder e a sua sociedade – rebelião contra o estabelecido que encontra as raízes profundas na oposição milenar a toda a forma de opressão e a toda a pessoa ou grupo, passado ou presente, que defenda, valide ou tente nos impor modelos autoritários de pensar, sentir e actuar.

É na disseminação da ideia insurrecional e da prática da Anarquia que temos construído, até hoje, caminhos autónomos de dignidade ingovernável. Na nossa caminhada ressoam os passos de Bakunin, Ravachol, Severino Di Giovanni, Mauricio Morales e Sebastián Oversluij, Bruno Filippi e Renzo Novatore (aquelxs que escreviam para a revista “Iconoclast!”em Itália, há cem anos) e de todxs aquelxs cujo trânsito através desta vida constituíu um perigo sério e constante para a “paz social” do poder e para xs padrões mentais e de condição e os paradigmas da vida autoritária.

Gostaríamos que Ikonoklasta fosse recebida como uma ferramenta mais para afiar e conectar individualidades em luta contra toda a ordem social e forma de autoridade. Pela nossa parte já nos satisfaz que as ideias anarquistas aqui contidas cheguem a várias mãos rebeldes e sejam lidas por espíritos inquietxs que desejem pôr em prática o perigoso crime da liberdade. Em frente iconoclastas!

Região “Chilena”. Agosto 2017 / ikono_klasta@riseup.net

Clica aqui para ler/descarregar a publicação.

em espanhol

Itália: Terminou o processo judicial dxs companheirxs Billy, Costa e Silvia

A luta contra a biotecnologia não pára, solidariedade e cumplicidade

Há alguns dias atrás, o tribunal de Turim realizou uma audiência do julgamento, no estado italiano, contra os companheirxs eco-anarquistas Billy, Costa e Silvia. O Supremo Tribunal confirmou o “incumprimento não processual da jurisdição”, como já foi decidido em primeira instância e em recurso, pelo princípio de não se poder processar duas vezes o réu pelo mesmo ato. Fecha-se, de uma vez por todas, com essa decisão definitiva, o seu caso nos tribunais estatais.

Solidariedade para com xs companheirxs – Fogo para a IBM e o mundo tecno-prisional.

em italiano via CNA Italia, inglês

Setúbal, Portugal: 17 Aniversário da C.O.S.A. de 13 a 15 de Outubro de 2017


17 Aniversário da C.O.S.A.

De 13 a 15 de Outubro de 2017

Sexta dia 13

18hExposição: RAIZ CONSISTENTE, REBELDIA PRA SEMPRE!
Queremos Apresentar Alguns dos Momentos que Preenchem a Vida da C.O.S.A. e Manter o Espírito Rebelde em que ela Cresceu: Exposição com Posters, comunicados, imagens, vídeos e podcast.

20hPitéu Coseiro para deliciar a resistência

22hSessão de A.T.I.T.U.D.E. (Atira tua ideia um desafio efervescente)
Grita o que te vai na alma!

Sábado dia 14

16hOficinas de Resistência
Do stencil às dicas caseiras.

18h – Conversa: Informação
Ferramenta de ataque ou ferramenta de controlo?

20h – patuscada à la COSA

22h – Concertos
Duarte Vicios (tributo a eskorbuto)
TRADIÇÃO (PunkRap Obscuro)
SUKATA (Punk Ferrugento Setúbal)
Scúru Fitchádu (Quando u Punk Cruza o Funana Almada)

Domingo dia 15

15h – Acção de Rua
Distribuição de flyers, Faixas da COSA, outros.

17h – Picnic na Serra
Traz a tua merenda e terás uma tarde estupenda.

Semana Internacional de Ação Contra o Especismo [30 de Outubro a 5 de Novembro]

recebido a 9/10/17

Uma chamada internacional por uma semana de ação contra o especismo foi lançada para a semana de 30 de Outubro a 5 de Novembro. Apela-se à realização de todo o tipo de ações, desde a propaganda nas ruas (grafitis, pintadas, cartazes, distribuição de panfletos…), conversas e debates nos seus espaços de encontro e auto-organização, até a ações diversas contra negócios especistas – com as ferramentas que cada qual considere apropriadas – além de concentrações e manifestações. Que cada qual se organize como lhe convenha, individualmente ou em grupo, que se agite contra todas as jaulas. Em memória de Barry Horne e de todas as vítimas humanas e não humanas do especismo e da dominação.

A solidariedade entre espécies não é só palavra escrita!

em espanhol, inglês

Porto Alegre, Brasil: Nosso País É o Mundo

recebido a 8/10/17

A piada de mau gosto que é o movimento “O Sul é Meu País” realizou mais uma suposta “consulta popular” (da qual na verdade só participam os próprios separatistas) em algumas cidades dos estados que compõem seu sonho de novo país.

Hoje esticamos uma faixa em uma movimentada avenida de Porto Alegre com os dizeres “O Mundo é Meu País!”. Queremos lembrar a todas as pessoas que nenhum país, novo ou antigo, será a solução de nossos problemas ou nos dará a liberdade que queremos!  Pelo contrário, mais fronteiras restringem ainda mais a liberdade das pessoas. Principalmente em um país fundado com base em noções bairristas e eurocêntricas.

Os separatistas argumentam que não é possível identificar o que de fato une culturalmente as pessoas nascidas no Brasil. Não podemos deixar de concordar. Mas isso porque todas as nações são abstrações! As fronteiras nada mais são do que separações arbitrárias, baseadas em semelhanças superficiais ou inventadas e que ignoram os povos originários, como o povo Guarani que habita a região dos três estados, mas também outras partes do Brasil e também do Paraguai e Argentina. Nações nascem motivadas por migrações forçadas, genocídios e limpeza étnica. Uma nação, por menor que seja, é uma abstração que não nos serve de nada. E neste caso, ainda pior, pois é racista ao se basear em uma ancestralidade europeia.

Essas fronteiras recém inventadas permitem pintar como inimigo quem está do lado de lá da linha, e assim controlar a todxs nós ainda mais (e nos mandar para guerras infundadas). No caso do movimento “O Sul é Meu Pais” cria-se esse inimigo ao colocar os estados do sul como explorados pelos estados mais ao norte. Chegam ao ponto de dizer que os estados do sul são como uma colônia do resto do país. Essa visão míope gera um bode expiatório e ofusca os reais responsáveis pela escassez e crise.

Capitalizando na crescente repulsa à política partidária, o movimento se equilibra numa corda bamba ao se declarar apartidário, buscando parecer neutro. Apesar disso, suas lideranças não conseguem esconder suas tendências neoliberais e de direita, beirando fascismo. De fato, a independência do sul é inclusive uma pauta de movimentos neonazistas.

Defensores da separação dos três estados do sul afirmam que “Brasília não nos representa”, mas querem substituí-la por outro governo que, como todo governo, é uma ferramenta para controlar e oprimir a população.
Sim, Brasília não nos representa, mas o Piratini [capital deste novo país] também não nos representa. Ninguém nos representa. Somos ingovernáveis!

Nenhum país mais! Pelo fim de TODAS as fronteiras!

em inglês, espanhol

[Hamburgo, G20] Riccardo libertado!

O companheiro anarquista Riccardo – detido em prisão preventiva no seguimento das jornadas contra o G20 em Hamburgo de 6 a 8 de Julho – foi libertado hoje, 5 de Outubro, resultado da sentença que o condenou a 1 ano e 9 meses de prisão com pena suspensa.

Solidariedade com xs rebeldes do G20! Liberdade para todxs!

em italiano

Atenas: Carta do anarquista refém do Estado Panagiotis Z.

Li nalgum lugar que no mundo inteiro, em todos esses milhões, não há dois meninos ou duas meninas que sejam iguais como duas gotas de água. O mesmo acontece com os revolucionárixs. Cada um transporta a sua participação, os seus próprios sonhos, os seus próprios amores. O ser próprio deles, o seu próprio “eu posso”. Ai, se fosse de outra forma. Seríamos máquinas ou amebas.

“E a história a meretriz é assim que eles a escrevem, tanto os burgueses como os comunistas: horizontal, plana. Falam sobre os povos, falam sobre massas. Nenhum deles poderia sentir porém a intensidade, a paixão, o clímax e a queda de mundos inteiros  em apenas vinte e quatro horas de vida de um revolucionário”.

‘Fixe, conseguiste que te matassem cedo’.
Chronis Missios

Tudo começou em 2012 num protesto, onde participei intensamente contra o memorando, como todas as pessoas. No final do protesto, outrxs foram para casa, outrxs para alguns cafés, outrxs para a Praça de Exarchia. Continuei a pé em direção à minha residência. Isso tem pouca importância para o Estado e seus lacaios, já que não me permitiam que me defendesse em sede própria antes da minha custódia.

Na noite de terça, 25/07/2017, quando estava a sair da casa de um amigo – repito que não era a minha casa – encontrei-me cercado por 25 lixos da Segurança do Estado que me algemaram e me conduziram à Diretiva Geral da Polícia, onde me anunciaram que havia um mandado de prisão pendente há três meses, em relação ao qual nunca fui informado. Após cerca de 30 minutos o chefe chamou-me ao escritório dele e, quando entrei, estendeu-me a mão. Reflexivamente, ri e disse-lhe para se segurar a ele próprio. Ele mencionou que sabia que sou um bom tipo, mas que suspeita que participei em protestos do movimento. Não neguei nem aceitei nada. Não respondi nada. Em seguida, ele mencionou alguns nomes sem me perguntar nada específico. Então, representando o perfil do “bom” polícia, disse-me que não vão a minha casa “porque a minha mãe é idosa, não querem que algo aconteça com ela”. Tudo isso durou 5 minutos.

Voltei ao corredor do 6º andar e, após uma hora, levaram-me para o 7º para as celas, onde seguram os corpos dos humanos. Na manhã seguinte, seguiram os procedimentos típicos e levaram-me para fotos e depois para Evelpidon-Loukareos, onde me anunciaram a custódia em Korydallos, com o pretexto de que tenho uma residência desconhecida, sem que eu fosse visto pela pessoa responsável. Deve ser esclarecido desde já que depois da minha prisão eles não foram procurar nada a minha casa e a razão é óbvia. Não queriam que pudesse provar que sabiam onde eu vivo, quando na realidade me podiam encontrar 24 horas por dia, como aconteceu. É divertido mencionar que depois da minha prisão vi na esquadra da polícia muitos dos rostos que eu tinha visto à volta da minha casa e nos arredores da casa da minha mãe, também.

Para mim era óbvio porque me detiveram através de tanto lixo estatal e porque não fui chamado para obter acusações sem fundamento. Era óbvio que essas acusações não são capazes de colocar alguém em custódia. Não conheci através de algum papel certificado que teria de me apresentar ao investigador para o caso que estava pendente, logo o resultado é permanecer insuspeito nas suas mãos.

Estas práticas são conhecidas pelo movimento. Tentam reprimir as nossas lutas e capturar cada uma das ideias que vão contra a miserável regularidade que é comercializada como segurança e tranquilidade. Escumalha do Estado, que joga num tabuleiro de xadrez a maioria da sociedade no seu todo.

Os protestos são uma forma de luta que rompe o silêncio do cemitério social. Todos aqueles alienados vivem dentro dos compromissos e dos “não fazem”. Com relacionamentos afogados em mentiras que visam o lucro e a atualização do status social. O estado, através dos olhos dele, tenta monitorizar quem perturba essa podridão. Aprisiona aquelxs que resistem, mas a solidariedade dos companheirxs leva as almas dos prisioneirxs a vogar no presente e a percorrer a segurança dentro dos momentos de insurreição, os momentos em que os compromissos não se encaixam.

Todos nós desejamos a destruição desta sociedade miserável, que continua a ser um espectador e que destrói através da sua passividade. Paralelamente, queremos criar novas formas de interação e devemos armar-nos com a nossa consciência e agir por todos os meios, não passivamente. Temos de nos tornar criadores de nossas ideias, todas essas ideias que visam ações diversas contra o Estado. Devemos semear as sementes da liberdade e insurreição por todo o movimento, por todas as comunidades em dificuldades e por toda a individualidade revoltada. Sabemos que essas palavras muitas vezes ressoam para o vazio mas, impenitentes, levamos a nossa vida nas mãos e encaramos as dificuldades que se situam à nossa frente. Não ficamos atados, mesmo que nos possas amarrar as mãos. A nossa alma desliza das galeras do estado que aprisiona o que quer que não possa controlar. Tentam assustar companheirxs e parentes de pessoas que são processadas, mas esquece que quem reage nunca está só.

Olhamos o monstro com olhos ardentes e voamos sem um amanhã, como Daedalus e Icarus, pela jornada dos nossos sonhos. Que sonham com pessoas livres, mulheres armadas que amassam os seus estupradores, animais com os seus donos na coleira, trabalhadores pendurados em seus chefes, homens de lixo deitando os presidentes de câmara nas latas de lixo.

Com a nossa consciência ao volante e a nossa paixão no acelerador, olhamos para trás para o outro dia que morreu, esperando que o próximo nascesse ainda que seja o mais difícil. Aceitamos isso da mesma forma que aceitamos as consequências das nossas ideias
e ações. Para sempre impenitente.

Solidariedade aos/às okupas

Solidariedade aos detidxs do G20

Solidariedade aos/às imigrantes que se revoltam dentro dos campos de concentração

Informantes e delatores para trás – Companheirxs em frente!

Viva a Anarquia!

Panagiotis Z. – ala ‘A’ da prisão de Korydallos

via 325

Grenoble, França: Solidariedade incendiária

“Três da manhã na quinta-feira, 21 de Setembro, segundo dia do processo do carro de patrulha queimado. Entramos no quartel da gendarmeria Vigny-Musset. Queimamos seis carrinhas de intervenção e dois camiões de logística. A garagem e o armazém foram destruídos numa superfície de mais de 1500 metros quadrados.

Esta ação inscreve-se numa onda de ataques em solidariedade com as pessoas que passam em processo nos dias de hoje. Um forte abraço a Kara e Krem. Um pensamento para Damien, recentemente espancado pela bófia. Seja qual for o resultado do processo,
continuaremos a buscá-lo na polícia e a justiça. A nossa hostilidade é um fogo que se espalha.

Os noturnos”


Fonte Indymedia Grenoble

N.T. O poste original tem estado cancelado no seguimento da intervenção do Ministro da Administração Interna francês por “provocação para se cometer atos de terrorismo ou apologia de tais atos” 〈artigo 421-2-5 do código penal francês).

em inglês via insurrectionnews italiano

[Galiza] Ardora, (s)ediçons anarquistas: novo projeto editorial

Visto o galego ser um idioma irmão do português, com tantas raízes comuns, passamos a integrar aqui contra informação em língua galega.

Apresentaçom de «Ardora, (s)ediçons anarquistas»

Quiçá a alguns lhes soe pretencioso começar um projeto editorial agora que os ecráns mediam toda forma de comunicaçom. A outros porém parecera-lhes básico. Para nós é imprescindível articular um espaço de comunicaçom, ver os resultados e esforços de umha publicaçom em papel, dar importáncia aos livros e a sua potencialidade subversiva.

Sentimo-nos motivados por esse espírito de luita que outrora abondava e em que a produçom editorial tinha um papel fundamental.

Quando pensamos em livros subversivos inspiram-nos exemplos como o de Severino Di Giovanni, capturado o 29 de janeiro de 1931 à saída de umha oficina de linotipia onde fora em relaçom com as matrizes de um livro de Reclus. Arriscando a sua liberdade e a sua vida para obter as matrizes que necessitava. Sabendo que as imprentas estavam no ponto de mira e que permaneciam vigiadas, mais valia a pena arriscar-se mais umha vez para um novo livro.

Também pensamos em Jean-Marc Rouillan, Oriol Solé e outros companheiros quem a princípios da década de 70 assaltavam bancos e expropriavam máquinas de imprenta para fazer-se com todo o necessário para poder imprimir livros em Toulouse e passá-los clandestinamente a Barcelona e outras regions do Estado espanhol.

Ou quiçá num exemplo em grau sumo inspirador, o dos moços anarquistas da cidade de Bialystok, quem adicavam grande parte da sua energia e os seus meios à traduçom, impressom e transporte de material escrito. Em 1905 expropriárom 330 quilogramas de tipografias para montar Anarjiya, a primeira imprenta anarquista da Rússia. Com o tempo muitos anarquistas russos imitariam o gesto, vários deles jogando-se ir a prisom, serem desterrados, serem condenados a trabalhos forçados ou a morrer.

Som só alguns exemplos inspiradores nom só porque os livros —muitos dos quais eram considerados perigosos ou simplesmente estavam proibidos— imprimiam-se e difundiam de maneira clandestina, saltando-se todas as proibiçons e afastando-se de qualquer relaçom com a lógica de consumo da que hoje parece nom haver escapatória. Senom por todo o relacionado com o desenvolvimento destes projetos editoriais, a maneira em que se punham em marcha, assim como a ilusom e o espírito de luita. Tentando nom entrar em —mas também tentando dinamitar— todo processo de produçom/consumo, a lógica do lucro, as relaçons comerciais e laborais, buscamos devolver esse espírito subversivo, já que umha mensagem radical deve estar contida numha forma de difusom à sua altura.

As condiçons em que imaginar, pensar, e practicar a confrontaçom revolucionária, estám hoje longe de serem favoráveis. Mas pensamos que «Ardora», como projeto de comunicaçom, pode ajudar a vincular e confrontar diferentes ideias, debates, perspetivas e propostas.

Animamos a colaborar já seja com a distribuçom ou enviando artigos e propostas. Para todo isto, um contacto: ardora@riseup.net

Através da nossa web, ardoraeditora.info, podedes atopar infomaçom sobre as nossas ediçons assim como os pontos de distribuiçom.

Amsterdão: Manifestação espontânea em solidariedade com xs presxs do G20

Contra prisões, bancos, o Estado e o mundo que precisa deles

Ontem (30-9-2017) ocorreu uma manifestação espontânea em Amsterdão, em solidariedade com xs companheirxs que estão momentaneamente na prisão, após os protestos do G20 em Hamburgo (Alemanha) em Julho. Após a concentração, uma manifestação espontânea foi realizada, do centro da cidade de Amsterdão para Spuiplein

Cerca de 100 pessoas tomaram parte num ato em solidariedade com xs prisioneirxs do G20. Houve discursos e música. Após a concentração, cerca de 50 pessoas realizaram uma manifestação sem aviso prévio, do centro de Amsterdão para Spuiplein.

Liberdade para todxs xs prisioneirxs do G20! Liberdade para Peike!

em inglês

Viña del Mar, Valparaíso: Corte de estrada no Canal Chacao [13/09/2017]

Tanto Democracia como Ditadura assassinam, reprimem e fazem desaparecer a todxs aquelxs que se levantam em pé de luta e resistência contra o avanço da devastação capitalista, nos mais diversos sítios do planeta. Hoje, faz um ano em que assassinaram Macarena Valdes, às mãos de assassinos a soldo da empresa RP Global – a propósito de enfrentar a instalação de uma central no terreno Tranguil – tal como também se cumprem 12 anos do desaparecimento de Jose Huanante, às mãos da bastarda polícia na região de Puerto Montt. E já passado mais de um mês do desaparecimento de Santiago Maldonado, às mãos do Estado Argentino, por se solidarizar com a luta da resistência Mapuche, a nossa resposta é clara:

NÃO DAREMOS A OUTRA FACE PERANTE A VIOLÊNCIA QUOTIDIANA QUE XS NOSSXS COMPANHEIRXS DE LUTA SOFREM, ERGUEMOS-NOS E QUEBRAMOS A PASSIVIDADE DA ROTINA CIDADÃ COMO UM GESTO DE MEMÓRIA E AÇÃO SOLIDÁRIA COM TODAS AS LUTAS QUE SE LEVANTAM EM RESISTÊNCIA E OFENSIVA PELA LIBERTAÇÃO DA TERRA E PELA DEFESA DOS TERRITÓRIOS:

SOLIDARIEDADE COM XS PRESXS POLÍTICOS MAPUCHES DO CASO IGLESIAS QUE JÁ SE ENCONTRAM HÁ MAIS DE 90 DIAS EM GREVE DE FOME, AOS/ÀS IMPUTADXS DO CASO LUCHSINGER-MACKAY E COM TODXS XS PRESXS SUBVERSIVXS EXISTENTES POR TODO O MUNDO.

CLAUDIA LOPEZ, MACARENA VALDES E TODXS XS CAÍDXS, SEMPRE PRESENTES!

em espanhol

Santiago, Chile: Ações a anteceder o 11 de Setembro na comuna de Lo Prado

[No âmbito da chamada anarquista contra as drogas e seus facilitadores que circulou em páginas anti-autoritárias desde o mês de Agosto até a data e antes de uma nova comemoração do 11 de Setembro; Como grupo, queríamos contar uma história antiga – para a reflexão que está enquadrada nesses dois temas – compartilhamos algumas análises e memórias e, claro, reivindicamos algumas ações de propaganda anarquista nas ruas da comuna de Lo Prado, Santiago do Chile].

Somos anarquistas e ao longo do tempo desenvolvemos diversas ações em busca das ideias que orgulhosamente forjamos e agudizamos. Assim, em todos os 11 de Setembro, saímos às ruas com a ideia de propagar memória e resistência ao poder com ação anti-autoritária na comuna de Lo Prado, com altos e baixos, com sucessos e erros, mas sempre com a convicção como referência.

Já passou muito tempo desde a nossa primeira incursão na zona, foi a 10 de Setembro de 2011 – a comemoração contra um novo “11” – com a intenção de levantar barricadas incendiárias. O nosso pequeno grupo tinha já a sua própria experiência, apesar da juventude, todos nós éramos conhecedores do bairro, uns/umas nas ruas, outros com furtos eeporádicos, outros anarquistas, loucxs pelos transbordamentos que foram vividos nesses anos. O lema era: “Se fizermos o que queremos no centro da cidade que nos mete nojo, no bairro, muito melhor”. Essas foram as apostas e lançamos-nos com tudo para as ruas. Muitos materiais que mantivemos, todos foram entregues ao fogo.

O problema era que não conversamos anteriormente, não tínhamos planos. Não tínhamos nenhuma defesa, nenhuma casa para chegar depois, só tínhamos uma vontade gigantesca que nos fez lançar e pronto, um erro fenomenal claro.

A barricada já estava totalmente acesa quando chegaram …, na nossa imaginação, dizíamos: “Ninguém nos fará a folha, pois aqui ninguém quer a bófia”. Que grande erro! Chegaram traficantes e começou o palavreio. Que mal! era um grupo que nos superava amplamente em número e ainda mais estavam bêbados – com o coração maior do que a chucha. Queriam que fossemos embora porque haveria bófia e isso afetaria as suas vendas imundas de drogas. Uns quantos palavrões mais, xs chavalxs libertando todo o seu “blabla” e no final de nada ter servido, um par de murros repartidos e tivemos que sair daqui. Que vergonha que isso nos deu. Era a nossa primeira incursão no bairro e tivemos que sair por culpa dessxs bastardxs.

Para o nosso pequeno grupo ser conhecedor do lugar não foi o suficiente para sairmos limpxs desta pequena ação, não deveríamos ter ficado lá depois de levantar a barricada. Deveríamos ter entrado e saído do lugar e se tivéssemos tido força para lutar, deveríamos fazê-lo com ferramentas, não ao acaso. E algo importante a ter em mente, é que devemos ter em conta que pode haver sempre quem queira frustrar as nossas ações por qualquer motivo, desde qualquer vizinho a um traficante armado.

Esta nossa experiência antiga é algo que pode acontecer e ainda que não nos afetem com maior gravidade, hoje em dia qualquer cidadão se faz de herói, querendo frustrar tudo. Nas manifestações de encapuçadxs estxs foram espancadxs, noutros casos de luta foram ameaçadxs com armas de fogo e xs companheirxs tiveram que sair do lugar. Sem dúvida que estes fatos podem atrair múltiplos sentimentos nocivos, o importante é apoiar-se entre cúmplices, rever os erros e estar preparado, então optamos pela continuidade da luta com mais fortes apetites, seriedade e coragem.

Desta forma, a chamada deve estar atenta aos traficantes, chibxs, heróis cidadãos
sapxs, heróis dos cidadãos, para lhes dar com tudo, se necessário, aqueles que se comportam como bófia serão tratados como tal, como inimigos. A chamada também é para preparar as ações deixando de lado a espontaneidade, há que desenvolver planos, individual e coletivamente, entre os afins. Sair com força às ruas, para propagar as nossas ideias revolucionárias, onde quer que nos encontremos, nos nossos bairros e cidades, neste 11 de Setembro próximo a noite será a nossa aliada e as nossas armas artesanais inundarão as ruas contra os inimigos da liberdade.

Para concluir queremos ressaltar 3 pontos:

1. O nosso relato está enquadrado no apelo anárquico contra as drogas e seus facilitadores como forma de rejeição para com xs bastardxs microtraficantes e traficantes de drogas ansiosos por dinheiro e poder, às vezes colaboradores e cúmplices da polícia. Dizer também que as drogas foram, são e serão ferramentas de poder para o controlo social e um negócio fácil para encher os bolsos. Um negócio que torna as pessoas torpes, dependentes e passivo, sem questionamentos sobre a realidade atual. Não ignoramos tampouco como as drogas e a difamação, serviram para desmantelar e semear desconfianças em organizações revolucionárias. Resulta claro o mal que fizeram, desta forma as rejeitamos e as tiramos das nossas vidas.

2. Somos um pequeno grupo anarquista que quer propagar as ideias insurretas na comuna de Lo Prado. Activxs há vários anos. Hoje, relemos um texto antigo [1] onde fizemos um reconto de ações e vemos alguns erros, coisas de que não gostamos e que deveriam ter sido relatadas de forma diferente. Mas ainda assim, é o que nós acreditamos, é o nosso início de uma jornada de luta que continuamos apesar de tudo [2]. É importante deixar claro que não somos xs primeirxs nem xs últimxs a entrar em ação por essas ruas, outrxs irmãos/ãs afins também deixaram os seus registros [3]. E assim tudo avança, nós pelo nosso lado continuamos a crescer, a estar na rua, com prática, sintonizando ideias graças à experiência que se adquiriu (que podem ser apreciadas no nosso último texto [4]), onde começamos particularmente a traçar caminho junto com xs mais revoltosxs do bairro,xs  vandálicxs e delinquentes – uma questão que não apreciávamos antes mas que há algum tempo rompemos com ela porque acreditamos que é necessária a exploraração e a aprendizagem junto a novos círculos, onde o confronto e a ilegalidade também são pão de cada dia.

3. Como forma de aquecer os motores para o que será um novo 11 de Setembro, reivindicamos uma ação de propaganda realizada no 10 de Setembro, que consistiu em deixar mais de meia dúzia de bombas de ruído na rua Las Torres – esquina clássica dos distúrbios – lançámos centenas de panfletos e colamos três faixas com mensagens incentivando à saída às ruas contra a polícia e o tráfico de drogas, também antes fizemos grafitis e colámos cartazes nos locais com as mesmas ideias [5].

11 de Setembro, às barricadas!
Juventude combatente, insurreição permanente!

NOTAS:

[1] “História e combate nas ruas passados 40 anos do Golpe Militar na comuna de Lo Prado”. Contra Info, Setembro 2013.

[2] “Breve relato do acontecido a 11 de Setembro na comuna de Lo Prado”. Contra Info, Setembro 2014.

[3] “Incendiado um autocarro do transantiago no âmbito de um novo 11 de Setembro na comuna de Lo Prado”. Contra Info, Setembro 2015.

[4] “Ações numa noite de distúrbios a 11 de Setembro na comuna de Lo Prado”. Contra Info, Setembro 2016.

[5] Cartazes e panfletos baseados nas seguintes palavras de ordem: “11 de Setembro | Perante um novo aniversário do Golpe de Estado, do início da ditadura e da resistência armada | Com a memória Intacta! Pelxs caídxs, desaparecidxs, torturadxs e presos! Todas e todos às ruas, às barricadas! | Contra o Informador, o Traficante e a Polícia! Fora com todxs xs bastardxs da cidade! | A recuperar as  vidas que nos querem arrebatar; o Capitalismo, os media de Controlo (televisão), o consumismo e o Estado Policial”.

Setembro 2017.

em espanhol