Contato

Para contribuir com traduções, edições-correções e/ou materiais originais para publicação tais como atualizações a partir das ruas, reportagens de ações, comunicados de reivindicação, textos dxs companheirxs presxs ou perseguidxs, chamadas, brochuras, artigos de opinião, etc.: contrainfo(at)espiv.net

Contra Info: Rede tradutora de contra-informação

Contra Info é uma rede internacional de contra-informação e tradução, uma infraestrutura mantida por anarquistas, anti-autoritárixs e libertárixs ativxs em diferentes partes do mundo. Ler mais »

21 de Dezembro: Dia de solidariedade com a companheira presa em Colónia

Para o dia 21 de Dezembro, chamamos a dar rédea solta à imaginação e expressar solidariedade nas suas diversas formas. Mais uma vez, queremos mostrar que xs nossxs compas presxs não estão sózinhxs, mas sim presentes e connosco na estrada.

Querem construir paredes ainda maiores, não só de concreto e ferro, mas também de solidão e isolamento. E queremos derrubar essas paredes para a nossa companheira Lisa com amor, carinho, raiva e solidariedade.

Podes enviar fotografias, arquivos de som e vídeos para solidaritatrebel@riseup.net

alguns/mas companheirxs anarquistas

em inglês

Finlândia: 100 anos são o suficiente!

Vídeo de compilação da atividade de rua anarquista&antifascista na Finlândia entre 2013 e 2017.

O 6 de Dezembro de 2017 marcou o aniversário dos 100 anos do estado finlandês.

Pela abolição de todos os estados.
Pela anarquia
.

Itália: Engenho explosivo em San Giovanni (FAI-FRI)

Em tempos de paz e hibernação não há melhor resposta do que a ação. Um estímulo, uma continuidade e uma sacudidela para acordar aquelxs que dormem. Agir, de iniciativa própria, quebra o imobilismo e inflama aquelxs a quem o sangue ferve.

A prática anarquista do ataque deve ser o estímulo base da anarquia, caso contrário é um morto vivo. Um agir necessário para nos tornar vivos, nas formas que julgamos apropriadas, fora de qualquer programa, estrutura hierárquica ou vertical. Uma das muitas práticas revolucionárias que fazem parte da anarquia, nas suas entranhas.

Decidimos tomar nas mãos a nossa própria vida, quebrando a paz opressiva que nos circunda.

Na noite de 6 para 7 de Dezembro foi colocada no quartel dos carabinieri do bairro de San Giovanni, em Roma, uma garrafa térmica de aço com 1,6 kg de explosivos.

A nossa atenção virou-se para os principais guardiões da ordem mortal do capitalismo: as forças da ordem. Sem elas os privilégios, a arrogância, a riqueza acumulada pelos proprietários não existiriam: sempre tiveram a função de reprimir, encarcerar, deportar, torturar, matar aquelxs que, por escolha ou necessidade, se encontram fora da sua lei.

A luta contra o Estado não é simples e não se reduz a fórmulas mágicas. Mas é lá que estão os objetivos e não se pode andar sempre a fazer teorias e a falar de conveniência. Todo o indivíduo livre por decisão própria tem necessidade de colocar em prática a ação, aqui e agora. Não há delegação na luta pela liberdade.

Não devemos permitir-nos ser tomadxs do desânimo que estes tempos instilam em doses maciças. O que teriam sido estes anos se uma minoria de refratárixs não tivesse apanhado a tocha da anarquia? Se essxs companheirxs tivessem esperado melhores tempos?

Nada que o presidente da Comissão Europeia, cujo Natal foi arruinado, não saiba. Nada que se refira ao vampiro da Equitalia, mutilado que foi numa das suas garras [1]. O feiticeiro de Ansaldo Nuclear também deve ter sentido forte o calor da tocha da anarquia.[2]

Hoje tomamos a tocha da anarquia, amanhã será outra pessoa. Enquanto não se apaga!

Quem quer aguardar, continuará a aguardar. Quem não quer agir, justificando-se politicamente, continuará a não fazê-lo. Não esperamos nenhum comboio da esperança, não aguardamos momentos melhores. As condições criam-se com o confronto. O movimento é quando se age, caso contrário permanece imóvel. A libertação do indivíduo da autoridade e exploração é realizada por aquelxs diretamente envolvidxs.

No entanto, aquelxs que atacam são contagiadxs por uma pulsão. Quer dizer, a propaganda pelo facto.

Contra a bófia, políticos e seus ladrões. Contra os engenheiros da ciência e da indústria. Contra todos os mestres, mas também contra todos os servos. Contra as fileiras de cidadãos honestos da sociedade prisional.

Não nos interessa perder tempo e energia na crítica dos reformistas. Mesmo que não nos consideremos uma minoria de élite, enquanto anarquistas, temos nossas ações e nossas demandas. Nossa propaganda. Cada indivíduo e grupo de afinidades desenvolve e aumenta suas experiências na ligação fraterna. Sem especialização e sem querer impor um método. Nós escolhemos isso. Que todxs encontrem o seu caminho em ação. A organização hierárquica estruturada, além de matar a liberdade dos indivíduos, também se torna mais exposta à reação da repressão.

A organização anarquista informal é o instrumento que consideramos mais apropriado neste momento, para essa ação específica, porque nos permite manter nossa irredutível individualidade, dialogar através da reivindicação com os outros rebeldes e, finalmente, a propaganda transmitida pela eco da explosão.

Não é e não quer ser um instrumento absoluto e definitivo.

Um grupo de ação nasce e desenvolve-se sobre o conhecimento, através da confiança. Mas outros grupos e indivíduos podem compartilhar, até temporariamente, um projeto, um debate, sem se conhecer pessoalmente. Comunicam-se diretamente através da ação. A ação destrutiva direta é a resposta elementar para enfrentar a repressão. Mas não é isso apenas. A práxis anarquista também é um relançamento, uma proposta que vai além da solidariedade, relançando a espiral da repressão-ação-repressão. As ações de solidariedade são impotentes, mas não podemos fazer fronteira com a crítica, por mais armada que seja, de alguma operação ou processo opressivo.

X/xs companheirxs / prisioneirxs são parte da luta, dão-nos flanco e dão-nos força. Mas é necessário agir e organizar. O avanço do desenvolvimento tecnológico, as políticas de controle e repressão não dão muita margem para avaliação sobre o que fazer. A vida e a repressão na metrópole estão a ser redesenhadas. Mover-se, agir, pode-se tornar cada vez mais complicado.

Ao contrário dos “choques” frequentemente anunciados por um certo antagonismo, a imprevisibilidade é a melhor arma contra a sociedade de controle. Atinge onde não te esperam. Hoje, atingimos o coração da capital militarizada para desafiar os delírios da segurança. Amanhã, quem sabe, talvez nos subúrbios onde você menos espera. Não fazemos tréguas, escolhemos os nossos próprios tempos. Este sempre foi o princípio da guerrilha urbana. Com a diferença de que a conspiração informal das células não conhece hierarquias ou direções estratégicas. E é por isso que é ainda menos previsível.

O estado italiano está na vanguarda das políticas repressivas e militares. Por localização geográfica, muitas vezes é-lhe proposto fazer o trabalho sujo para defender as fronteiras da fortaleza europa.

O recente acordo do Ministro Minniti [3] com os sangrentos coronéis líbios não passa de uma prova recente. Atingido o número de escravos necessários “vamos usá-los em casa”, além de ser popular, ainda é um bom negócio. Na noite passada, trouxemos a guerra para casa do ministro Minniti. Os responsáveis diretos em uniforme, aqueles que obedecem, mantendo silêncio e sendo silenciosos, receberam um gosto do que merecem. Com esta ação, lançamos uma campanha internacional de ataque contra homens, estruturas e meios de repressão. Cada um/a com a ferramenta que considera mais oportuna e, se quiser, contribuindo para o debate.

FEDERAÇÂO ANÁRQUICA INFORMAL – FRENTE REVOLUCIONÁRIA INTERNACIONAL
Célula Santiago Maldonado

Dedicamos essa ação ao anarquista argentino sequestrado e assassinado pelos sicários da Benetton. Que em breve surja o dia em que quem desaparecerá da face da terra serão os seus opressores.

[1] refere-se a uma carta-bomba enviada em 2003 por uma célula FAI para casa do presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi. Prodi abriu o pacote em sua casa, mas a explosão subsequente não resultou em ferimentos graves.

[2] refere-se ao ataque de 2012 contra o presidente-executivo da Ansaldo Nuclear, Roberto Adinolfi, pela célula Olga da FAI-FRI, no qual Andinolfi foi atingido num joelho.

[3] Marco Minniti, ministro italiano do interior.

em italiano

Atenas, Grécia: Hospitalização involuntária de Nikos Maziotis e Pola Roupa

Os membros da Luta Revolucionária Nikos Maziotis e Pola Roupa encontram-se em greve de fome desde 11 de Novembro de 2017.

Xs dois companheirxs presxs estão a lutar contra medidas de isolamento; contra disposições específicas do novo código correcional destinadas a reprimi-lxs como prisioneirxs de alta segurança; contra a proposta de detenção de prisioneirxs de alta segurança nas esquadras de polícia; contra a pretendida reintegração do regime prisional do tipo C. Elxs também exigem o fim imediato do isolamento imposto sobre Nikos Maziotis (desde Julho, o companheiro é mantido isolado de outrxs presxs por uma decisão do ministério da justiça); uma extensão das horas de visita com base na frequência das visitas que um prisioneiro tem; salas apropriadas de visita para xs pais presxs se encontrarem com seus filhos.

Deixaram claro desde o início que apenas receberiam água. Repetidamente pediram para receber uma comunicação telefónica sem obstáculos com o seu filho de seis anos, antes de serem transferidxs das prisões de Koridallos para qualquer hospital.

Em 2 de Dezembro, Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs para um hospital fora das prisões, devido à deterioração de seu estado de saúde. No entanto, no próprio dia, ambos xs companheirxs pediram que fossem enviadxs de volta para as prisões, porque, eventualmente, não era permitida a comunicação telefónica sem obstáculos com o seu filho.

Em 4 de Dezembro, Nikos Maziotis queimou e destruiu a seção de isolamento B na cave da prisão feminina de Koridallos, onde foi mantido em prisão solitária durante 5 meses. Foi então transferido para a enfermaria da prisão, por causa dos fumos, e ameaçado com maior isolamento – desta vez numa unidade disciplinar das prisões de Koridallos.

Às primeiras horas do dia 5 de Dezembro os grevistas da fome Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs à força para fora das prisões de Koridallos.

O procurador da prisão ordenou a sua hospitalização involuntária. Estão a ser mantidxs no Hospital Geral do Estado de Nikaia, ambxs ameaçadxs de alimentação forçada. Até ao momento, os médicos do hospital não cederam ao pedido do promotor.

Nikos Maziotis e Pola Roupa continuam a sua greve de fome. Declararam que não aceitarão soro e irão agir contra o tratamento involuntário e a alimentação forçada (tortura) de todas as formas possíveis.

(todas as postagens relacionadas em grego)

em inglês, alemão

[prisões italianas] Davide Delogu suspende a sua greve de fome ao 25º dia

Hoje, 29.11.17, soube-se que Davide suspendeu a sua greve de fome.

Após 25 dias de greve de fome, Davide passou de 87 kg a 72 kg de peso.

Durante os 25 dias da greve de fome, Davide rejeitou qualquer tipo de exame médico ou tratamento.

Nos últimos dias, o compa esteve principalmente na cama e com problemas de coordenação motora e deficiência visual.

Esta manhã, Davide foi convocado por Gelardi Antonio, o diretor da prisão de Augusta (SR) e foi informado de que iria ser retirado do isolamento. Agora pode retornar a uma ala e conviver com outros presos.

via Croce Nera Anarchica, espanhol

Brasil: Sobre a Operação Erebo em Porto Alegre

recebido a 5 de Dezembro de 2017

Sobre a Operação Erebo em Porto Alegre.

Antes que nada, não existem compas detidxs. Esclarecemos isto já que a
informação de ontem alertou todxs nós porém agora confirmaram que não
existe nenhum compa detidx.

Aproveitamos esta comunicação para informar que as buscas e apreensões
continuam em Porto Alegre e na área metropolitana. O fato de que estas
buscas não sejam midiatizadas como foi a primeira deixa nos parcialmente
desinformados. Há compas que tem maior acesso a informação que facilitam
solidariamente as noticias o qual ajuda muito. Ainda com isso é
importante, e isto vai como autocritica, não seguir o ritmo imediatista
das redes sócias que as vezes provocam uma onda de alarma. Sobretudo em
momentos onde há compas que ainda tem que confrontar-se com invasões e
onde ainda não sabemos a magnitude do contragolpe estatal.

Também queremos insistir em que esta razia tem suas próprias
particularidades mas, enquanto anárquicxs que somos, não precisamos ter
(e esperamos não ter) compas detidxs para seguir manifestando nosso
abraço solidário.

Desde o Sul

Alguns anárquicxs.

Setúbal, Portugal: A C.O.S.A. resiste! (programação do Covil)

Quinta-feira dia 7 Dezembro na C.O.S.A.

O Covil apresenta o filme “Beasts of no Nation”

Sinapse:

Separado da família durante a guerra civil, um garoto é obrigado a lutar ao lado de mercenários e se tornar um menino-soldado de guerrilha.

Abrimos o Covil (infospot) às 15:00 com kafeta

Jantar às 20:00 e o filme às 21:30

Casa Okupada de Setúbal Autogestionada
Rua Latino Coelho nº 2 -Setúbal

Hamburgo, Alemanha: Ataque à frota da Sicherheit Nord e chamada à luta anarquista

Sabotagem é isso: meios adequados, fachada da autoridade arrebatada. Quando e onde as agências da Segurança se guardam a si próprias – movimentando-se nesse sentido e, em seguida, se encontram perante os escombros das ferramentas que a mantêm de pé – o seu poder torna-se visivelmente questionado e mais e mais infracções da lei serão encorajadas.

Como no caso da Suíça, a empresa de construção Implenia tem visto a sua participação  em projetos penitenciários ser paga com máquinas de construção em chamas. Como no caso da Vinci, SPIE ou Eiffage, em França, devido a conexões semelhantes com a repressão.

No dia 13 de Novembro em Hamburgo, Barmbeck, a frota da Sicherheit Nord foi destroçada, incendiámos vários veículos. A Sicherheit Nord tem acordos de cooperação com a bófia em dez estados federais, protegendo a base da NATO em Lüneburg e as embaixadas, estabelecendo o aprovisionamento de refugiados e lojas em bairros que pareçam inseguros para os que dominam.

Esta acção e este texto são para nós. Para xs milhares que tornaram o levante de Hamburgo possível. Para xs prisioneirxs. Para as pessoas afectadas pela Operação “Scripta Manent”em Itália. Um fogo em solidariedade com Nikos Maziotis e Pola Roupa, em greve de fome, e uma saudação para Konstantinos G., em prisão preventiva, acusado de envio de carta-bomba e de pertença às CCF. Liberdade para Lisa, acusada no processo de assalto a bancos de Aachen!

Estamos comprometidos com uma luta contra o Estado, a todos os níveis. A repressão não nos poderá deter.

Para a anarquia – Grupos Autónomos

P.S. O mais difícil de ser captado…
É provável que o prejuízo resultante para a Sicherheit Nord seja manejável. Atualmente, pode até nem ser possível medir o sucesso das lutas através dos danos materiais ao Estado e aos seus servos.

Conforme se demonstrou – através dos grandes tumultos ocorridos em Julho e também nos ataques militantes, no período anterior ao G20 – o propósito de uma estratégia ofensiva de atacar e de lidar com a polícia, como a forma mais visível e não interpretável, é fortalecer as posições antagónicas. Observou-se com que facilidade o estado forneceu 40 milhões de euros para mitigar os danos perceptíveis à burguesia de Hamburgo; pouco antes os enlutados pela série de 9 assassinatos nas estruturas nazis com o conspiratório nome soando NSU confortaram-se com os 900 mil euros que foram jogados fora.

As campanhas com o objetivo duma quantidade predeterminada de danos à propriedade têm, na melhor das hipóteses, um aspecto desportivo. O carácter de uma cena que não é política, perseguindo objectivos mas esperando-os do evento, também. Evento para saltar e que a miúdo, no seu consumismo, expira. A campanha do ano passado pela Rigaer 94 não deveria fazer isso, mais comentários é nocivo. Mas destacam-se a série de ataques contra a Cimeiro do G20, sem problemas, nesta fase muito ativa de grupos pequenos, embora a continuidade do conteúdo tivesse ficado atrás da prática contínua.

Depois dos tumultos ficou à vista que existem poucas estruturas anti-estatais que sejam pela violência. O compromisso com a abordagem ofensiva (foi escolhido a das estruturas militantes) – e tal como em relação a grupos  que tinham pretenciosamente prometido o inferno – sofreu ameaças governamentais e a perseguição dos media. Porque estes factos não são compreensíveis: suporta-nos a história de um movimento radical de esquerda com experiência na estratégia governamental contra a revolta e esmagamento das estruturas de oposição. Nela podemos apreender, se lhe quisermos dchamadaatenção, a traição que esse distanciamento público constitui. Uma ausência de ação, depois desta Cimeira de resistência é, no máximo, impróprio. Incompreensível é também a preocupação com as consequências graves que virão se se trabalhar visivelmente com as estruturas.  A proibição do Linksunten.indymedia.org é o único caso que o estado assim como assim poderia dar-se ao luxo de ter uma ação populista para bloquear uma estrutura que, de todos os modos, no nosso entendimento, no seu papel central era defeituosa. Vale a pena assinalar que o Linksunten já não tinha sido antes porque  a ligação desligada foi tomada – e este meio pode voltar a ser usado a qualquer momento, se necessário, para voltar a estar operacional. E se olharmos para o caso da França, vemos um exemplo de como se pode ultrapassar a censura dos sítios da internet: O Indymedia anunciou que continuará a ser acessível no endereço Onion.

Não existe nada significativo neste momento. As consequências são de esperar, ser militante é um termo mais amplo que se envolver em atividades de impacto e pequenas escaramuças. Necessitamos de mais pessoas que se sintam vinculadas a posições antagónicas nas suas batalhas locais para as dar a conhecer e propagar. Necessitamos de estruturas alternativas outra vez, a luta anti-estatal a sentir-se conetada, auto-organizada e com grupos de ajuda-mútua, grupos de vizinhos, individuais e coletivos, lidando com o nosso bloco negro e os nossos pequenos grupos “noturnos”, a comunicarem-se olhos nos olhos. Sobre os objetivos, as estratégias e os meios.

Na Cimeira do G20 mostramos que somos capazes de atuar, en interação com algumas estruturas de ação aberta, a organização do acampamento, a rede de apoio sanitário, o comité de investigação, algo semelhante precisamos ter. Tal interação deve desenvolver continuidade. Neste momento, onde todxs temos um considerável êxito na nossa tufarada podemos escrever a nossa memória coletiva ainda fresca e que já não está aleatória. A vida quotidiana da cena entre Soliparty e os plenários, perdidos estão.

de.indymedia (alemão)

Chile: Por um Dezembro Negro!

Com o anárquico Sebastián Oversluij na memória, a quatro anos de sua morte em combate no Chile, em meio de uma tentativa de expropriação bancária em Dezembro de 2013.

Com o coração inchado recordando o companheiro anarquista Alexandros Grigoropoulos, a sete anos de ser assassinado em Exarchia, Grécia, pelas balas da polícia em 2008.

Por um Dezembro Negro!

Enquanto o totalitarismo democrático e civilizado avança expandindo seus
mecanismos de controle e vigilância, devastando territórios naturais, atacando espaços liberados e implementando a caça de insurgentes em todo o mundo, impondo castigos, prisão e longas condenações contra xs inimigxs da dominação.

Enquanto na Itália nossxs companheirxs lançam blasfêmias contra os juízes e reafirmam suas convicções anárquicas no meio do julgamento pela operação repressiva Scripta Manent.

Enquanto milhares de presxs em luta se mobilizam na Grécia depois de tentativas do poder em asfixiar xs presxs com um novo código prisional.

Enquanto no Chile o poder tenta dar seu golpe de vingança exigindo longas condenações no julgamento contra xs anarquistas Juan Flores, Nataly Casanova e Enrique Durán.

Enquanto na Argentina ainda se sente a raiva e a dor pelo assassinato do companheiro Santiago Maldonado, e a polícia assassina o guerreiro mapuche Rafael Nahuel enquanto o governo militariza seus territórios começando os preparativos do próximo encontro da cúpula do G20.

Enquanto no Brasil a inteligência policial tenta frear a luta anárquica através da Operação Erebo, acusando companheirxs, espaços e bibliotecas anarquistas de estar por trás das belas explosões incendiárias que nos últimos anos se propagaram de maneira intencional contra sedes de partidos políticos, quartéis policiais e diversas estruturas de poder.

Enquanto tudo isso acontece, em diversos pontos do globo as vontades anárquicas exploram respostas práticas e ofensivas à agressão constante que representa a própria existência do poder e da autoridade.

Da dignidade dxs presxs em luta nas prisões da Bulgária aos incêndios de automóveis na França e as chamadas à ação na Chéquia. Da Bielorrússia à Austrália, do México à Bélgica e Alemanha. Da Bolívia ao Reino Unido, Finlândia, Rússia, Indonésia, Espanha e todo o mundo, os desejos de liberdade expressam, gritam, conspiram e agem sem chefes nem hierarquias, abrindo caminho para a anarquia aqui e agora.

É por isso que dezembro continua sendo um convite à comunicação insurgente com o calor selvagem da ação ofensiva contra o poder.

Por todxs nossxs companheirxs presxs e perseguidxs. Por todxs xs que se levantam e agem contra a dominação atacando suas estruturas e representantes.

Que a solidariedade com nossxs companheirxs se torne ação. Que a memória de Sebastián Oversluij e Alexandros Grigoropoulos inflame barricadas e alimente incêndios e explosões contra o poder e seus defensores. Que o inimigo sinta o cerco da revolta em cada bairro, em cada cela, em cada esquina.

Por um Dezembro Negro, tente viver a anarquia!!

em espanhol

[Brasil] Operação Erebo: A caçada contra anarquistas em Porto Alegre continua

No dia de hoje 30 de novembro de 2017, a operação policial Érebo novamente atacou aos/as anarquistas. Invadiram algumas casas, roubando coisas e destroçando tudo que estava no seu caminho. Não sabemos muito bem se há mais espaços invadidos. A comunicação está precária já que não sabemos dos níveis da intervenção policial. E esta vez nada foi difundido na mídia.

Ainda quando a tempestade parecia ter se acalmado e não se tinham detidos nem informação sobre a operação, temos a certeza de que eles estão nos procurando. A diferença de outras razias, a operação Érebo parece ir devagar mas sem pausa.

Nós nos mantemos fortes, decididos/as e ainda nestas perseguições, a certeza do amor pela liberdade grita mais forte. As mostras de apoio e solidariedade não faltam e as diferentes posturas do anarquismo tem se mantido firmes no seu rechaço a autoridade e no seu braço tendido aos/as companheiras/os. Isso nos fortalece.

Que se espalhe a noticia

Braço tendido aos/as companheiras/os, punho fechado aos inimigos!

Procuremos que viva a anarquia!

em espanhol

Atenas: Faixa em memória de Santiago Maldonado na Okupa Themistokleous 58

Santiago Maldonado vive na revolta.

Passados quatro meses desde o desaparecimento do nosso companheiro anarquista Santiago Maldonado e do seu assassinato às mãos do Estado, enviamos uma saudação aos/às companheirxs na América do Sul e fazemos uma chamada para se mantenha viva a chama da revolta neste Dezembro Negro.

De Exarchia até à América do Sul, a solidariedade anarquista é mais forte que qualquer fronteira.

em espanhol l inglês l alemão

[Prisões italianas] O prisioneiro anarquista Davide Delogu ainda se mantém em greve de fome

Do telefonema semanal de Davide com os seus parentes, sabemos que:

Davide continuará a greve de fome a longo prazo, iniciada a 4 de Novembro, até que o seu total confinamento solitário, pelo artigo 14bis, seja revogado.

O nosso companheiro convida todxs para a solidariedade direta.

Davide fortalece a sua proximidade com os companheiros da AS2 [secções de prisão de alta segurança].

Repetidamente sublinhou a necessidade de uma solidariedade revolucionária.

Ele encontra-se de bom humor, mas já perdeu 13 quilos [28 libras].

CNA [Croce Nera Anarchica]

em italiano l inglês

Buir, Alemanha: Chamada urgente pela FLORESTA DE HAMBACH

O processo judicial que deu à Floresta de Hambach um pouco mais de tempo para preparar a temporada de corte, está perdido. A RWE começou hoje com os arbustos de limpeza para se preparar para corte total. Os preparativos para uma ação policial massiva são óbvios. Anunciaram já que querem expulsar toda a ocupação. Esperamos-los o mais tardar na segunda-feira para despejos. Eles já estão na floresta para protegerem a maquinaria.

Mas para tornar possível que a Floresta de Hambach Forest permaneça, precisamos de ti e da tua malta /companheir@s!

Pelo menos aparece por aí.
E trás contigo ao menos:

– saco-cama, colchão
– a tua malta
– uma ideia do que pretendes fazer (a infra-estrutura do RWE  é grande                 demais  para poder proteger tudo)
– botas impermeáveis, camuflagens
– câmera (para gravar violência policial)
– luvas de trabalho
– escova dental
– kit de primeiros socorros
– protecção para a chuva
– uma pequena tenda (não necessária, mas se tiveres trás)
– nenhuma droga
– nenhum passaporte (se precisares dele para viajar, enterra-o nalgum lugar
da floresta)

O que podes fazer a partir do exterior:

– espalha as noticias
– faças o que fizeres mostra solidariedade
– distrai as forças policiais (eles precisarão da bófia de toda a Alemanha              para nos conseguirem expulsar)
– ataca as veias do capitalismo e da sua indústria de combustíveis fósseis
– não ser apanhada
– não esquecer dxs que estão nas gaiolas

vemos-nos nas barricadas
hambacherforst.org

[Dueren, Alemanha] Chamada da Floresta de Hambach: Precisamos de todxs vós!

A partir de 21 de Novembro, precisamos que todos vocês ajudem a parar a temporada de corte deste ano!

Em Novembro veremos o fim do julgamento do processo de BUND (contra a destruição planeada da RWE da Hambacher Wald nesta temporada de corte). O tribunal publicou um “veredicto” que dá já mostra do tipo de resultado que podemos esperar: um pedaço da floresta. Não se trata do mesmo, na zona de corte existente, a floresta deve ser protegida. Calculamos que a RWE tente começar a destruição logo que o julgamento termine, a 21 de Novembro. Neste ano, a RWE planeja cortar as partes mais antigas da floresta e de todas as aldeias das casa nas árvores.

Já construímos casas nas árvores em muitos pontos estratégicos e mais estão a  ser planeadas. Agora precisamos das vozes e ações do máximo de pessoas para salvar a floresta.

Vamos demonstrar que esse tipo de exploração de habitats para fins de lucro não pode acontecer sem resistência maciça. A luta aqui diz respeito a todos. Um terço das emissões alemãs de CO2 são causadas pela mineração de lenhite – os danos resultantes para o clima estão a causar morte, destruição e a forçar pessoas a sair das suas casas, em todo o mundo.

Prepare-se para vir proteger a floresta em meados de Novembro. Organize-se em grupos de afinidade com antecedência. Coloque os seus números de telemóvel na lista de despejo e espalhe a nossa chamada por aliadxs e amigxs.

Todos podem nos apoiar da maneira que se sintam confortáveis. As casas da árvore estão bem equipadas, abertas para todxs, a servir como espaços seguros. Compartilhamos os encargos da repressão juntos. Organizamos lugares fora da ação em toda a Alemanha. Se não puder vir para a floresta, pode nos apoiar na sua cidade através de ações de solidariedade e de outros meios.

Vamos manter a zona de corte okupada até ao final da estação de corte. Vamos trazer tanta vida à floresta que a RWE não será capaz de realizar os seus planos este ano. Iremos difundir o que vai acontecendo durante a temporada de corte com a ajuda de diversos meios de comunicação, para que todo o mundo saiba quais os crimes que a RWE está a cometer em nome do lucro.

Em caso de despejo generalizado, vamos reocupar a floresta no último fim de semana após o dia X com a sua ajuda. Mantenha-se informado e divulgue a notícia para a família, amigos e aliados. A solidariedade é a nossa arma mais forte.

Juntos vamos parar esta temporada de corte crucial. Transforme a sua teoria em prática e resistência ao vivo.

Na Floresta de Hambach e em todos os lugares.

Mais informações sobre a temporada de corte e como a preparar em hambachforest.org/cutting-season-17

Para nos contatar: hambachforest.org/contact/

Em inglês l alemão

Madrid: Ação em solidariedade e apoio aos compas da Operação Scripta Manent em Itália

No dia 15 de Novembro, um dia antes do começo dos julgamentos da Operação Scripta Manent, um grupo de companheirxs anarquistas concentraram-se à frente da embaixada italiana, em Madrid. em apoio aos/às companheirxs detidxs na sequência desta operação. Espalhou-se a informação, através da distribuição do texto que se segue:

Solidariedade e apoio face ao julgamento dxs companheirxs detidxs na Operação Scripta Manent em Itália.

Na quinta-feira, 16 de Novembro, pelas 10:00 da manhã, será realizada a primeira sessão de julgamento contra xs 22 companheirxs anarquistas acusadxs no âmbito da Operação Scripta Manent, em Itália, com 7 delxs detidxs preventivamente

Foi em Setembro de 2016 que ocorreram as detenções e registros desta operação , em Itália. Mais uma vez, tentam atribuir diversas ações a uma suposta estrutura organizativa hierárquica, como foi feito anteriormente em Itália, com a Operação Osadia. Do mesmo modo, esta estratégia repressiva pode ser observada em diversos países, como o estado espanhol, grego, francês, etc. na tentativa de encaixar a conflitualidade anarquista e as suas práticas em acusações de organizações terroristas ou similares. O anarquismo nunca poderá encaixar nessas estruturas, pois a sua base é a horizontalidade e combate contra as hierarquias e todo o tipo o tipo de autoridade.

Todo o nosso apoio e força às/aos companheirxs que serão julgadxs a partir desta quinta-feira. A quatro dxs arguidxs foi-lhes negado a possibilidade de estar presente no julgamento e, em vez disso, poderão ter uma video-conferência. Em solidariedade com elxs, algumas/uns dxs companheirxs acusadxs recusaram-se a participar.

Solidariedade internacional com todxs xs que lutam pela liberdade
Coragem e força aos/às nossxs companheirxs
Contra toda a autoridade, pela anarquia

em espanhol via contramadriz

Santiago, Chile: Sai o número 23 do boletim “La Bomba”

Pegando na ideia final do editorial anterior, começaremos pelo objetivo da recompilação de reivindicações de sabotagens, atentados, notícias formuladas etc. – gerar um arquivo, tanto material como online – permitindo assim que as diversas ideias ali expressas, a partir da ação e as notícias afins, atinjam mais companheirxs, tanto nas ruas como na prisão, aquelxs que não têm acesso à contra-informação via web.

Estas recompilações são parte de uma linha anti-autoritária, ações que escolhemos com as respectivas fontes, tais como outras anónimas – não necessariamente fazendo parte da luta anárquica mas com as quais vemos semelhanças e são afins desta iniciativa. A ideia do arquivo material – em papel – é também devido ao facto dalguns servidores, onde foram alojados blogs afins, terem sido atacados, outros desactivados e, desta forma, se ter perdido muito material valioso (de diversas temáticas). Assim, tornam-se essenciais os arquivos em boletins e livros (recompilações e cronologias).

Acreditamos, também, que as ideias e reflexões dxs companheirxs que se encontram na clandestinidade – arriscando muito por isso – não podem passar despercebidas, não podendo perder-se na Internet. Este trabalho – o que estamos a realizar – não é nem fetiche nem jornalismo. Trata-se, apenas, de uma contribuição solidária à luta anárquica e um apoio aos grupos de ação que atuam na nossa zona.

Isto já tinha sido expresso em dado momento, noutra das nossas publicações, mas nunca será demais repeti-lo, de forma a não restarem dúvidas do porquê da realização desta pequena  iniciativa anti-autoritária.

Vamos então a Outubro. Xs jovens insurretxs do Liceu de Aplicación, em Santiago, fazem das suas novamente, a bófia corre espavorida à frente de uma chuva de cocktails molotov e um mini-autocarro acaba parcialmente queimado. Uns dias depois próximo da UMCE, anónimxs convertem em sucata outro mini-autocarro. Aparecem notas de imprensa na TV, anunciam as clássicas querelas. O Poder parece nem acreditar nisto.

Outro facto que causou revolta nos meios de imprensa e em pessoas das redes sociais foi a libertação de diversos animais, no biotério de JGM em Santiago, ação realizada por uma célula da Frente de Libertação Animal e da Frente de Libertação da Terra contra o especismo, o confinamento, o maltrato e a morte. Através da sua nota de reivindicação  compreendem-se os factos, as reflexões e as posições de luta dxs companheirxs.

Já na parte final do mês, diversos grupos de ação dos Núcleos Antagónicos da Nova Guerrilha Urbana voltaram à carga. Assim, de forma coordenada, foram colocados dois dispositivos explosivos em diversas sedes de partidos políticos, os quais não explodiram devido a alguma falha. A polícia chegou a realizar as suas indigações com um helicóptero incluído, fecho de ruas, evacuações, horas de trabalho e análises por parte do GOPE, LABOCAR, enquanto notas de imprensa na televisão e nos jornais online, denúncias dos partidos políticos ao Ministério Público e a preocupação vinda da Moneda antes de se realizar as eleições presidenciais.

Nessa altura, o Subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy, começou a coordenar unm reunião para tratar do tema da “segurança” para as eleições do dia 19 de Novembro. Muitxs polícias estarão a resguardar as ruas, em pontos estratégicos e fixos, como por exemplo – em todas as sedes dos partidos políticos. Por outro lado é de referir que o 24horas realizou uma nota intitulada: “Amigos da Pólvora”: Investigam um grupo que estari por trás dos dispositivos explosivos deixados em sedes políticas.

Sem ldúvida que o medo mudou de campo, a ANARQUIA torna-se PERIGOSA quando se configura em TEORIA e PRÁTICA. Assim o demonstraram xs companheirxs, na luta nas ruas, incendiando autocarros, libertando animais em cativeiro, levantando barricadas, atacando a partir dos liceus a bófia asquerosa, nas universidades, até à rua, emboscando-os, rebentando consulados,colocando explosivos no inimigo. Não há dúvidas, irmãos/ãs, a paz dxs exploradorxs e poderosxs terminou já.

“La Bomba”, Pela expansão do Caos e da Anarquia.
Individualidades Anárquicas.
Outubro de 2017, Chile.

Clica aqui para ler/descarregar a publicação.

Trinidad, Bolívia: Solidariedade com Jaime

recebido a 27/11/17

Amigxs, companheirxs e familiares: Queremos comunicar a vocês que nosso companheiro Jaime (Gato) está passando por uma situação complexa. Neste momento ele se encontra privado de liberdade, faz quase um mês, na prisão de Mocoví, Trinidad (Capital do dpto de Beni) Bolívia.

Estamos pedindo a solidariedade de cada um que queira fazer parte deste processo que nosso companheiro enfrenta. Atualmente há um advogado, mas como todxs sabem em processo judicial se requer uma grande quantidade de dinheiro para custear todos os gastos da papelada, burocracia e porque não dizer também, a corrupção da (in)justiça que enfrentamos.

É por isso que apelamos para todas as redes de solidariedade possíveis já que neste momento todas as mãos e corações nos servem, seja enviando amor, força, orando ou como possam ajudar, será bem vindo e muito bem recebido. Peço também que fiquem atentos, pois estaremos organizando rifas e outras atividades solidarias para arrecadar o dinheiro necessário para nosso irmão, amigo e companheiro regressar a Chile.

Quem quiser deixar uma mensagem de apoio e solidariedade poderá fazer por aqui nos comentários desta publicação. Eu ficarei feliz de levar todo carinho de seus amigxs e companheiros que gostam dele e o apoiam. Agradeço desde já. Se alguém puder ajudar economicamente, deixo também um numero de conta bancária. Como já disse mais a cima, toda ajuda será benvinda.
Atentamente,
Constanza Mardones Espinoza (irmã) e Jaime Mardones Espinoza.

Nombre del titular: Maria Monica Espinoza Navarrete (Mamá)
Nro cta0.0097 0604405
Banco: scotiabank
Rut: 8.342.112-6
Correo: monicaespinozan[arroba]gmail.com

VIA WESTERN UNION:
Constanza Mardones Espinoza
17.919.817-7
Trinidad- Bolivia

A LUTA CONTINUA…

em espanhol

Setúbal, Portugal: Relatos de violência policial num domingo de pizzas na A da Maxada

Na tarde de domingo de pizzas na A da maxada dia 19 de Novembro, lá por volta das 18:30 apareceram cinco carros e uma carrinha da polícia. Nós estávamos a fazer e a comer pizza como noutro Domingo qualquer, quando um companheiro nos diz que estava alguém estranho no portão, a apontar a lanterna e a dizer que era polícia. Nesse mesmo momento vimos cair um calhau vindo do lado da rua que por nossa sorte não atingiu ninguém (o calhau tinha uma dimensão de quase 20cm). Neste momento reparámos que a polícia já estava na porta de cima. Percebemos que estavam muito agressivos e perguntamos porque é que estavam ali e o que é que se passava. Eles só diziam “abre a porta, abre a porta” e logo de seguida decidiram entrar ao pontapé, partiram a fechadura e a porta abriu violentamente batendo na cara de um companheiro abrindo-lhe um lenho na testa. Mais companheir@s protegeram a porta barricando-a, telefonámos rapidamente para o advogado a dizer o que se estava a passar.

Subimos o muro da casa para falar com a polícia cara a cara, vimos um grande aparato policial, muitos com escudo e cassetetes na mão e bastante enraivecidos. O oficial superior presente disse-nos que a casa era okupada, logo não é nossa e por isso eles tinham mais direito para estar cá dentro do que nós, ao qual lhe respondemos,”nós vivemos aqui”, sem nunca reivindicar a propriedade como nossa. Perguntamos se era preciso agir com essa violência toda, e porque estavam ali? O polícia respondeu que tinha havido uma queixa de um vizinho por causa do barulho e que o mesmo também lhes tinha dito que era uma casa ocupada por um grupo de jovens. Disseram-nos que tentaram abrir a porta à força porque se aperceberam que estávamos a trancar a porta.

A polícia perguntou porque não abríamos a porta, ao qual respondemos que não somos obrigados a abrir a porta sem que houvesse um mandato para entrar e que podíamos falar sem sair para fora da casa, explicamos também que a nossa desconfiança vinha na sequência do calhau atirado por eles e da agressividade até então demonstrada, ao qual a policia argumentou que eram “a policia”, que não tinham atirado nenhum calhau e que não devíamos ter medo deles porque se quisessem ter entrado já o teriam feito.

A conversa continuou durante uns vinte minutos com a polícia sempre a referir que a casa não era nossa e que não tinham atirado nenhum calhau, ao qual nós respondemos “esta é a casa onde vivemos”, que sabemos não haver queixa alguma do proprietário e que não nos diga que acabamos de ter uma alucinação colectiva porque todxs vimos o calhau de grandes dimensões cair cá dentro.

Quando eles se retiraram, falamos entre nós e deduzimos que esse calhau era um acto de provocação. Cai-nos um calhau e passado uns segundos eles já estão a pontapear a porta muito violentos. O plano deles deve ter sido de nos provocar à espera que houvesse uma retaliação da nossa parte para terem um a razão válida para entrar á força pela A da Maxada adentro feitos uns cowboys. Como já é comum nas suas acções abusivas de poder.

Receberam ou não receberam essa queixa de um vizinho não se sabe, sabemos sim que eram 6:30 da tarde, que não nos disseram quem tinha sido o autor da queixa e agregando ainda ao facto de até então termos uma boa relação com todos os vizinhos da nossa rua sem que estes tenham alguma vez demonstrado algum acto de descontentamento face a qualquer actividade feita na A da Maxada, especialmente depois de termos apagado o incêndio ombro a ombro com eles este verão.

Após termos sido obrigados a observar uma peça de teatro de péssima qualidade e de muita saliva gasta “a policia” lá se convenceu/apercebeu que pouco mais podia argumentar retiraram-se a realçar o facto de termos sido avisados que não podíamos fazer mais barulho e que se o fizéssemos seríamos tirados da A da Maxada à força…

Assim que se retiraram fomos ajudar um@ companheir@ a mudar o pneu do carro porque tinha sido esvaziado/furado. O pára-brisas traseiro e um espelho retrovisor da mesma viatura foram partidos, pelos vistos como a mostra de vingança/frustração por não terem conseguido entrar na A da Maxada.

Santiago, Chile: [Cartaz] Concentração de solidariedade pela liberdade de Nataly, Enrique e Juan – 22 de Novembro

Concentração de solidariedade pela liberdade de Nataly, Enrique e Juan
4ª feira, 22 de Novembro, a partir das 10:00 nos tribunais de Rondizzoni
Santiago

Sardenha, Itália: Detido o companheiro Paolo durante expropriação – atualização do caso

Na terça-feira, 31 de Outubro,  o nosso companheiro Paolo foi detido juntamente com mais dois cúmplices, imediatamente após o roubo de uma estação de correios, num subúrbio de Cagliari, na Sardenha. Uma vez abandonada a estação de correios tentaram fugir, mas, a infâmia de um transeunte proporcionou informação muito precisa à bófia, tornando a estes possível  interceptá-los, após um cerco, quando já se afastavam num veículo.

Não ofereceram resistência. As roupas e as armas usadas foram encontradas no carro.

Toda a nossa proximidade e solidariedade com eles. Não sabemos porque fizeram esta escolha, embora isso não nos preocupe nem um pouco. Sabemos que quem quer que se organize para privar o Estado e os dirigentes, do que necessitam, faz o correto sempre.

Embora nos desgoste essa gente que se chiba – daquelxs que se organizam e atuam para ter o que necesitam,  roubando-o ao que, por natureza, é o pior explorador do mundo, o Estado  – movida por um “sentido de dever civil” (expressão usada pelo comandante da policía de Cagliari).

Sempre ao lado daquelxs que não dobram.

Atualização: Paolo está na Uta, ele está bem [na cela com um dos dois cúmplices com quem foi preso]. Pede que os selos sejam enviados. Não há nada sobre datas de audiência ou qualquer outra coisa, não parece ter problemas para obter a correspondência.

Para lhe escrever:
Casa circondariale Ettore Scalas,
2 ° strada ovest Z.I. Macchiareddu, 09010 Uta – Itália

em espanhol l inglês

Génova, Itália: Ação Incendiária em Solidariedade com Companheiros Anarquistas sob repressão

Génova, 18.11.17: Há muita raiva e, por vezes, é suficiente muito pouco para que se  transforme em fogo.

Raiva e fogo andam juntos e não esperam por dias de campo para se dar a conhecer, atingem pobres e ricos – de modo semelhante ao acontecido no G8 de Génova ou no G20 de Hamburgo – mostrando a sua melhor face nessas ocasiões.

O fogo e a raiva actuam, apenas, não preparam o terreno para a revolução, não procurando adeptos entre as massas, olhando tristemente para uma sociedade em que não têm nada a pedir à sua própria existência.

Fogo e raiva: o primeiro um elemento, o segundo um sentimento, é preciso pouco para levá-los a se unir, somente um pouco de coragem, deixando depois sair um grito que perfura o manto da apatia na qual esta sociedade moribunda está agora envolvida e viciada.

Gritos de vingança pelas as dezenas de milhares de migrantes que morrem tentando atravessar as fronteiras espalhadas por todo o mundo.

Gritos à devastação e saqueis pelos Estados e multinacionais em nome do progresso.

Gritos que aquecem os corações das nossas irmãs e irmãos anarquistas em todo o mundo.

Catástrofes são os dias em que nada é feito contra a brutalidade dos governos!

Para xs companheirxs anarquistas, prisioneirxs da Op. Scripta Manent, para o prisioneiro anarquista em greve de fome Davide Delogu, para xs companheirxs de Florença, alguns carros foram destruídos pelo fogo, incluíndo um pertencente ao Serviço Consular italiano.

VIVA A ANARQUIA

Croce Nera Anarchica via insurrection news

República Checa: Rede de células revolucionárias (SRB) – ‘Chamada para a luta: Saboteie as Atividades desses Bastardos!

Demos-nos conta que a campanha repressiva sobre o movimento anarquista não tem fim. Exemplos suficientes disso são: A operação Fénix,o caso na república checa, o caso do Warsaw 3, acusações do assalto a banco em Aachen, tribunais com rebeldes contra a Cimeira do G20 em Hamburgo e outros casos.

Polícias, juízes, acusadores do ministério público. Eles são assombrados, aprisionados, surripiados e manipulados. Isto constitui um desafio para todas as células revolucionárias e outros grupos e indivíduxs. Saboteie as atividades desses bastardos. Dê-lhes a volta no terreno, tecnologia e estruturas. Organize a resistência. Apoie os fugitivos e os seus entes queridos.

O que nos anda a destruir só se deterá através da luta.

O objetivo é claro= Liberdade, justiça, anarco-comunismo.

Network of Revolutionary Cells (SRB)

em inglês

Brasil: VI Festival do Filme Anarquista de S.Paulo

Chegamos ao sexto ano do Festival do Filme Anarquista e Punk de SP, com a proposta de visibilizar as produções audiovisuais libertárias e de temáticas relacionadas à contracultura punk e anarquismo, além de pautar o uso dessa importante ferramenta em nossas lutas. Esse ano o Festival vai rolar no Centro de Cultura Social, um espaço autônomo de muita história e contribuição para o anarquismo na cidade.

PROGRAMAÇÃO VI FESTIVAL DO FILME ANARQUISTA E PUNK DE SP AQUI

2 e 3 de dezembro, 2017 | Centro de Cultura Social [Rua General Jardim,
253 – sala 22]

BAIXE O CRONOGRAMA EM PDF AQUI

***

SÁBADO, 2 DE DEZEMBRO

13:30 | 16a2015 – DOOM no Chile + Punky Mauri: Formosamente Violento

16a2015 – DOOM no Chile [Documentário | 43” | 2017 | Basura Existencia |
Chile]

Documentário em memória de Fabian, Gaston, Ignacio, Daniel e Robert, mortos durante uma gig onde acontecia a apresentação da banda Doom no Chile. A cada 16 de abril na Alameda 776, punks, amigxs e parentes seguem relembrando-os, e este registro mostra um pouco do que ocorreu naquela fatídica noite, bem como as atividades em memória deles.

Punky Mauri: Formosamente Violento [Documentário | 13” | 2017 | Chile]

Um pequeno registro em memória de Mauricio Morales, anarquista que morreu em 2009 em decorrência da explosão de uma bomba que transportava, e cuja morte foi usada como desculpa para toda uma operação policial de criminalização e montagem contra okupas, anarquistas e punks no Chile.
Esta operação, que ficou conhecida como Caso Bombas, foi posteriormente desmontada, ante às inúmeras provas falsas apresentadas pela promotoria.

14:40 | No Gods No Masters Fest 2017 + La Forma: Videofanzine de
Contracultura

La Forma: Videofanzine de Contracultura [Documentário | 18” | 2016 |
Arlen Herrera | Equador]

Projeto autogestionado e contrainformativo de colaboração conjunta e apoio mútuo, de distintos indivíduos e espaços de Quito, Equador, que em diferentes entornos tem resistido e atuado ali. Este vídeo conta com vários temas dentro da contracultura, como forma de vida, ação, criação
e crítica. Partindo de uma crítica comum ao sistema capitalista e a heteronorma imposta, nascem iniciativas e ideias para buscar caminhos diferentes de combatê-la.

No Gods No Masters Fest 2017 [Documentário | 15” | 2017 | Anarco.Filmes
| São Paulo/SP]

Autonomia, relações horizontais, faça-você-mesma, senso de comunidade, criação de redes, diálogo, respeito, apoio mútuo… Em imagens, sentidos e palavras, um pouco da segunda edição do No Gods No Masters Fest, em Itanhaém, litoral de São Paulo.

15:20 Oficina: Um guia prático Anarquista e Punk para uma Autodefesa Digital, por HACKistenZ

Para nós, anarquistas e punks, é mais que necessário nos comunicarmos, de maneira rápida e segura. Pois precisamos planejar ações e fortalecer nossos vínculos e nossa resistência. No entanto, estamos sendo vigiadxs. E pior, estamos sob um tipo de vigilância discreta e silenciosa. Não vemos claramente quem nos vigiam. Pois estes estão muito bem camuflados na internet e até mesmo estão embutidos dentro de nossos computadores e em nossos telefones celulares.

Vivemos em tempos que o combate à vigilância deve ser integrado em nossos hábitos diários. Assim como preparamos nossa comida antes de comê-la, também devemos criptografar nossas informações antes de enviá-las. Assim como escolhemos qual roupa vestir, também devemos nos
preocupar com quais softwares usar. Do mesmo jeito que não saímos por ai, pelas ruas, expondo informações sobre nossas vidas e sobre as vidas de compas e de quem amamos para todo o mundo ficar sabendo, também não devemos fazê-lo no ciberespaço.

Se não estamos ainda nos protegendo contra essa vigilância toda, devemos mudar nossos hábitos agora! Mesmo que não consigamos a proteção total, pelo menos dificultaremos a vida de quem nos vigiam. Isto será nossa oficina: “Um guia prático Anarquista e Punk para uma autodefesa digital”. Basicamente discutiremos os seguintes temas, Autonomia diante os softwares, Anonimato na rede, Cypherpunks (criptografia) e Desobediência digital. Cada momento do debate aprenderemos juntxs as ideias fundamentais, quais as principais medidas a serem tomadas por nós, quais programas utilizar e como utilizá-los.

16: 30 | Ovarian Psycos

Ovarian Psycos
[Documentário | 72” | 2016 | Joanna Sokolowski e Kate
Trumbull-LaValle | EUA]

Pedalando a noite pelas ruas perigosas do leste de Los Angeles, as Ovarian Psycos usam suas bicicletas para confrontar a violência em suas vidas. Guiando o grupo está a fundadora Xela de la X, mãe e poeta M.C., dedicada a recrutar mulheres indígenas e negras para o movimento. O filme conta a história de Xela, mostrando sua luta em encontrar um balanço entre o ativismo e sua filha de 9 anos; de Andi, que distante de sua família caminha em direção à liderança do grupo; e de Evie, quem apesar da pobreza e das preocupações de sua mãe salvadorenha, descobre uma nova confiança.

18:00 | Andale! + She´s a Punk Rocker

Andale [Curta experimental | 4” | 2017 | Canibal Filmes | Palmitos/SC]

Um filme sobre o mundo de hoje, sobre a necessidade de uma revolução, um levante das massas contra os exploradores, para que o sistema financeiro possa ser todo repensado. Uma visão anarquista do caos que necessitamos para essa mudança ocorrer.

She´s a Punk Rocker [Documentário | 67” | 2010 | Zillah Minx |
Inglaterra]

Dirigido por Zillah Minx, integrante da banda anarcopunk Rubella Ballet, o documentário retrata um pouco das ideias e histórias de mulheres punks que viveram e participaram da cena punk/squatter inglesa, como Poly Styrene (X-Ray Spex), Eve Libertine e Gee Vaucher (Crass), Olga Orbit (Youth in Asia), entre outras.

DOMINGO, 3 DE DEZEMBRO

13:00 | Dias de Cultura Punk em Fortaleza + Espaço Korpo Sem Órgãos –
Autonomia e Autogestão

Dias de Cultura Punk em Fortaleza [Documentário | 30” | 2017 | Kalango |
Fortaleza/CE]

A cena punk/anarquista no nordeste sempre teve como forte característica a realização de atividades com apoio e participação de grupos/bandas de diversas localidades da região, unindo esforços, sonhos e movidas. Este ano aconteceu o Dia de Cultura Punk, com atividades em Fortaleza/CE, Natal/RN e Campina Grande/PB. Este documentário é um pequeno registro do que rolou na cidade de Fortaleza.

Espaço Korpo Sem Órgãos – Autonomia e Autogestão [Documentário | 50” |
2017 | Korpo Sem Órgãos | Fortaleza/CE]

Relatos, imagens, experiências e vivências deste espaço okupado e autogerido que resistiu na cidade de Fortaleza/CE, em um documentário feito pelas pessoas que passaram pela casa e contribuiram para sua existência.

14:40 | Mais Amor + Noise and Resistence

Mais Amor [Curta experimental | 4” | 2017 | Biblioteca Terra Livre | São
Paulo/SP]

O quanto esse discurso de “mais amor” não esconde uma exigência por passividade e aceitação das desigualdades sociais? Enquanto o capitalismo tortura, pede amor em troca. Enjoados desse falso amor, nos resta exercitar o ódio. É preciso nutrir o ódio de classe. O filme, de maneira tosca e metafórica, propõe uma reflexão sobre essa frase que habita o discurso da manutenção. Mais amor pra quem? Guerra ao sistema!

Noise and Resistence [Documentário | 90” | 2011 | Francesca Araiza
Andrade e Julia Ostertag | Alemanha]

Documentário que retrata uma cena política e musical globalmente interconectada, construída a partir de autonomia, solidariedade e da ideia de faça-você-mesma, que declara guerra ao capitalismo e a cultura mainstream. Entre okupas em Barcelona, antifascistas em Moscou, habitantes de parques de trailers autogeridos, garotas de bandas punks suecas, e outros grupos de diversos países, o filme conta um pouco sobre integrantes desta cena, suas motivações, aspirações compartilhadas e ideias de utopia.

16h30 | Debate: A prática do cineclube na era do isolamento digital, com Daniel Fagundes, Sheyla Maria Melo e Gabriel Barcelos

Os cineclubes e mostras surgem como espaços onde as pessoas se reúnem para assistir filmes coletivamente e, muitas vezes, debater e refletir em conjunto sobre as produções e temas que as envolvem. A era da internet, porém, ao mesmo tempo em que possibilitou e facilitou contatos, tem gerado cada vez mais isolamento neste sentido: ao invés de priorizar estes momentos coletivos, o ato de assistir filmes se torna cada vez mais algo para se fazer em computadores pessoais e celulares, muitas vezes individualmente. Como se inserem os cineclubes e sua prática neste contexto?

Sheyla Maria Melo | Co-gestora do grupo Arte Maloqueira, articuladora do projeto Rua de Fazer e do Projeto Comunicação Alternativa, estudante de jornalismo e pedagoga.

Daniel Fagundes | Cinegrafista e Pedagogo, integrante do Núcleo de Comunicação Alternativa.

Gabriel Barcelos | Jornalista sindical, pesquisador, videoativista, ex-organizador da Mostra Luta de Campinas, autor do blog CineMovimento (cinemovimento.wordpress.com)

18:15 | Curdistão: Garotas em Guerra + Caoticidade

Caoticidade [Documentário experimental | 9” | 2017 | Diego Duenhas | São João da Boa Vista/SP]

Documentário experimental que propõe uma abordagem diferente sobre o assunto da gentrificação e seus resultados para as cidades e para as pessoas que vivem nelas.

Curdistão: Garotas em Guerra [Documentário | 53” | 2016 | Mylène Sauloy | França]

O documentário olha para a luta ideológica e militar das mulheres curdas em Rojava, Shengal e Qandil, bem como a história do movimento de mulheres que surge com o PKK. De París a Sinjar, mulheres curdas estão tomando em armas contra o Daesh para defender o seu povo. Um grupo de mulheres que se negam a ser vítimas e se mantêm fortes com outras mulheres que são maltratadas.

*Lançamento do zine #1 do Festival do Filme Anarquista e Punk | Depois de 6 anos organizando o Festival, reunimos no papel um pouco de nossas inquietações, questionamentos e visões sobre audiovisual anarquista, prática e produção de vídeo e o uso dessa ferramenta em nossas lutas para compartilhar e ampliar os debates sobre o tema. O zine estará disponível na banquinha durante os dias do Festival!

*Exposição | Festivais de Filme Anarquista pelo mundo |

Já tradicional em todas as edições do Festival, estarão expostas imagens de cartazes de festivais de filme anarquista e punk mundo afora.

*Exposição | Crass e faça-você-mesma nas colagens de Gee Vaucher (Inglaterra) |

Exposição de colagens e artes enviadas por Gee Vaucher, artista, ex-integrante da banda inglesa Crass e moradora da comunidade Dial House em Essex/Inglaterra, que foram feitas durante o período de existência da banda para as capas, encartes e materiais produzidos na época.

*Venda de salgados e lanches veganos por No Cruelty Vegan Foods

em alemão

Santiago: Ações de rua anti-autoritárias em diversos liceus da região chilena (vídeo)

Recompilação das ações realizadas nos liceus de

Aplicación, de Manuel Barros Borgoño e Internado Nacional Barros Arana.

Santiago, Chile: Santiago Maldonado Presente [vídeo]

Mural em graffiti pelo companheiro anarquista Santiago Maldonado