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Para contribuir com traduções, edições-correções e/ou materiais originais para publicação tais como atualizações a partir das ruas, reportagens de ações, comunicados de reivindicação, textos dxs companheirxs presxs ou perseguidxs, chamadas, brochuras, artigos de opinião, etc.: contrainfo(at)espiv.net

Contra Info: Rede tradutora de contra-informação

Contra Info é uma rede internacional de contra-informação e tradução, uma infraestrutura mantida por anarquistas, anti-autoritárixs e libertárixs ativxs em diferentes partes do mundo. Ler mais »

Biblioteca Kaos, Porto Alegre: Atividade integrada na Semana de Agitação pelxs anarquistas presxs – 27/08

SEMANA-Agitação-1

     Clica na imagem para teres acesso ao comunicado da Biblioteca Anárquica Kaos

Cartaz em  pdf

ATIVIDADE: SEMANA DE AGITAÇÃO
PELXS PRESXS ANARQUISTAS
89 anos do assassinato de Sacco e Vanzeti…a memória e a solidariedade…continuam!
BIBLIOTECA ANARQUICA KAOS
Apresentação do livro
Vigência da memória e solidariedade anarquista: das jornadas dos anos 20 à agitação permanente pelos/as anarquistas sequestrados/as hoje.
Troca de ideias
Reivindicação anarquista diante da prisão
 Escrita e tradução de cartas para xs compas da CCF (Grécia), Tato [Natalia Collado]/(Chile) e Fernando Bárcenas (México)
Feira de material anarquista
A atividade acontecerá na Ocupação Pandorga: Vila Cabo Rocha (Rua Professor Freitas e Castro, 191 – Bairro Azenha )
16 horas, Sábado 27 de agosto de 2016
COM ESPAÇO, SEM ESPAÇO…SEGUIMOS INCOMODANDO!

Okupa Figueira, Porto Alegre: Vivenciar a anarquia e auto-gestão, mobilizar alternativas à normatividade

figueiraAs raízes que quebram o concreto de um bairro no meio de uma civilização. Resistente, sensível. Uma árvore que vive há 150 anos observando os cursos de vidas que passaram por ela, cada mudança da sociedade em que vive. A figueira agora, habita um espaço que, sem pedir alguma autorização, abre caminhos para o surgimento de uma vida que respeita a inquietação de nossos corpos e mentes, que fomenta ideias e que resiste em meio a uma cidade hostil e fria que é Porto Alegre, em um país hostil e frio que denominaram Brasil. Nós escolhemos não esperar mais para colocar em prática ideias que nos atormentavam enquanto sobrevivíamos isolades na vida cotidiana. Sabemos que resistir à uma sociedade machista, patriarcal, hetero-normativa, racista e classista é viver em guerra. Viver em guerra em um mundo dominado por homens, que tentam sufocar e silenciar todos os dias nossas vivências. Optamos por não sermos subjugades. Não sermos submisses. Nem ao estado, nem aos homens, nem ao capitalismo. Construímos então, uma barricada. Um refúgio em meio ao concreto cinza. Um lugar de experiências e processos, vivenciando a anarkia e a auto-gestão, mobilizando possibilidades de alternativas à normatividade.
Resistimos.

Essa carta é dirigida à todas as mulheres, cis e trans, homens trans, bixa, monstra, sapatão, que queiram se juntar ao espaço e construi-lo com o que puderem, seja uma troka de ideia, uma oficina, uma atividade, ou até mesmo uma visita.

A figueira é um espaço exclusivo, no qual não entram homens cis.

figueira.squat.net

Atenas: Caça de patriota no centro da cidade [Julho de 2016]

takNo dia 8 de Julho de 2016 localizamos um fascista que deambulava na esquina das ruas Patision e Stournari, o mesmo local onde se desenrolava um protesto de imigrantes (sentados na via). Este gorila tinha tatuada uma enorme bandeira grega numa mão e com a outra segurava um capacete de mota. Ao receber os primeiros murraços, e apesar da sua altura e do seu orgulho nacionalista grego, o patriota correu a esconder-se numa loja próxima, choramingando e pedindo por favor que não o amachucassem. Esperamos que tenha aprendido algo desta lição, investindo um pouco de dinheiro na sua estética pessoal, tirando o símbolo nacional da mão.

TODAS AS PÁTRIAS À MERDA!

Núcleo de lutas de rua Mario Vando

em  grego, espanhol, alemão

Alemanha: Nove carros incendiados em Mulheim

9 carros incendiadosÀs primeiras horas do dia 14 de Fevereiro de 2016 deitamos fogo ao cemitério-urbano de Mulheim An Der Ruhr, queimando nove carros – mediante a colocação de dispositivos incendiários artesanais nas suas rodas. Para nós todos os carros são igualmente máquinas tóxicas e repulsivas do sistema industrial-tecnológico e foi assim que acabaram por ser queimados indiscriminadamente – optamos por não definirmos os objectivos numa base limitativa, baseados numa definição abstracta de carros de “luxo”.

Este ataque é um ato de vingança por todxs xs compas não-humanxs esmagadxs nos caminhos do “progresso” humano, tal como por aquelxs cujos lugares e vidas são todos os dias destruídos em nome da produção de carros – produção essa destinada a um prazenteiro e ardiloso funcionamento da sociedade é à acumulação de poder nas mãos das corporações – destruindo os nossos lugares de vida, o meio natural.

Escolhemos para agir o dia anterior à data fixada inicialmente para o julgamento pela intenção de fuga da Conspiração de Células de Fogo (Núcleo de Membrxs Presxs) – para estarmos junto a elxs, até que todas as prisões sejam só cinzas e ruínas e todxs xs compas humanxs e não-humanxs sejam livres.

Enviamos também as nossas saudações, amor e raiva a Mónica Caballero e a Francisco Solar acusadxs de bombardeio de duas igrejas em Espanha e cujo julgamento está marcado para 8, 9, e 10 de Março.

Este é um gesto de cumplicidade na guerra de libertação total.

Avancemos com a rejeição violenta da civilização e seus valores.

Até que todos sejamos livres!

Wildfire Cell (Célula Fogo Selvagem) – FLA/FLT/FAI

em espanhol

Bristol, Reino Unido: Vandalismo solidário em vista da semana de ação internacional pelxs companheirxs encapsuladxs

auto-transportÀs primeiras horas de 6 de Agosto na zona de Easton, na estação de serviço (Gordano Services), enquanto os motoristas de caminhão estavam inativos nas suas cabinas de condução, 10 a 15 carros de quatro carros-transportadores foram pintados com spray, causando às suas gananciosas empresas que destroem a terra uma perda de tempo e de dinheiro infinitamente maior do que gastamos cometendo este crime oportunista.

Solidariedade a todxs xs companheirxs presxs e aquelxs que se encontram em fuga. Rumo à semana internacional de solidariedade com xs presxs anarquistas – de 23 a 30 Agosto.

Vândalos eco-anarquistas – FAI / FRI

[23 a 30 Agosto] Cartaz da semana de solidariedade internacional com xs presxs anarquistas

sol intem pdf aqui

Alabama, EUA: Companheiro anarquista Michael Kimble colocado em isolamento disciplinar na prisão Holman

mmmainA 1 de Agosto de 2016 eclodiu um motim na prisão Holman no Alabama, após uma altercação, na qual vários presos e pelo menos um guarda prisional ficaram feridos. Alguns presos barricaram-se no interior da ala-dormitório C, que abriga 114 detidos, ateando fogo e resistindo ao esquadrão anti-motins (CERT) que entretanto tinha chegado pronto para reprimir a rebelião. Energia e água foram desligados, todos os detidos foram bloqueados nas celas. Trata-se apenas da mais recente de uma série de revoltas na prisão Holman. Em Março de 2016 o diretor tinha sido esfaqueado quando colocou o pé na ala-dormitório C tendo os presos se amotinado repetidamente, ateando fogo, colocando barricadas, etc.
prisonrev-624x382Abaixo apresenta-se a transcrição de uma carta do companheiro anarquista Michael Kimble, colocado em isolamento disciplinar, na prisão Holman, na sequência do último motim ali ocorrido; recebida através de Anarchy Live! com data de 8 de Agosto de 2016:

Rebelião em contínuo

No momento estou a escrever a partir do isolamento disciplinar (segregação), depois de ter sido despojado, algemado, esbofeteado e colocado aqui pelo CERT (esquadrão anti-motins) na segunda-feira, 1 de Agosto de 2016, eram aproximadamente 23:45.

Agora é quarta-feira e ainda não me foi devolvido nem os objetos pessoais (sapatos/slides, sabonete, desodorizante, roupas, escova de dentes, etc.) nem uma nota da investigação, a respeito do motivo porque sou mantido em segregação, ao fim de 72 horas.

Estou a assumir que estou a ser retido por ter estado numa rebelião (motim), ocorrida a 1 de Agosto de 2016, por volta das 15:06. Inicialmente tinha havido uma briga entre os presos mas que rapidamente se transformou numa rebelião contra os guardas – quando estes tentaram intervir, depois de se ser dito inúmeras vezes que as coisas estavam sob controle.

Os guardas não nos deram ouvidos e foram expulsos da ala-dormitório C – tornada num espaço de auto-governação e resistência contra os funcionários da prisão. Fogos foram levantados, as unidades de controlo tomadas.

Sou um dos cerca de dez prisioneiros que também foi colocado em segregação.

Então, se não tiver notícias de mim pessoalmente, isso significa que todos os meus bens, incluindo cartas, endereços, números de telefone, foram destruídos ou perdidos. Tive que pedir emprestado material de escrita para obter isto aí fora.

em  inglês, grego, italiano

 
Nota de Contra Info: No dia 13 de Agosto, os prisioneiros continuavam em isolamento não lhes tendo sido entregue ainda a nota justificativa dos motivos para serem mantidos em tal situação – de acordo com o regulamento prisional isso teria de ser feito nas primeiras 72 horas – nem os seus bens básicos devolvidos ou ter tido acesso aos endereços ou números de telefone de contactos. Um apelo para se fazerem chamadas telefónicas para a prisão, a exigir o fim do isolamento de Michael Kimble e dos seus companheiros, foi lançado aqui

Porto, Portugal: Saíu o nº 0 de “Erva Rebelde”, uma nova publicação de índole anarquista

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grupo erva rebelde

Esta sociedade não satisfaz.
Usa-nos como cobaias na experiência incessante de um poder que testa em nós cada nova fuga em frente.
Mas a máscara das garantias e direitos cai e revela a cupidez do dinheiro, que contribui com os capatazes de que necessita para a rapina dos e aos Estados, sendo o pós-desastre terreno fértil para a instituição de novos totalitarismos e hierarquias.
A vacuidade toma conta de tudo.
Sabemos que o poder encontra sempre novas metamorfoses em que se apresenta como o salvador dos desastres que cria.
Contudo, os mitos do progresso, do desenvolvimento, da eficiência, não podem levar senão ao fracasso, como o demonstrou, por exemplo, o fim da experiência ‘soviética’ e as convulsões generalizadas que atravessam o capitalismo, desde os EUA à China.
Porém, onde se encontrou a crítica com a acção estão os que nos antecederam e os que nos acompanham com esse sentido crítico em busca daquilo a que aspiramos.
É valioso o nosso legado, difuso e amplo, e nós estamos também disponíveis para o fortalecer, no confronto atento e aberto.
Por isso estamos contra a imposição de um modelo civilizacional tido por superior, mas na verdade embrutecedor e colonialista, que faz tábua rasa da cultura e organização social de muitos povos;
contra o endoutrinamento sistemático do nosso pensamento e da nossa energia;
contra a normalização mediática, massificadora, a tecnologia ao serviço do império, seja nuclear, genética, digital, vertiginosa;
contra a resignação em vista da recompensa num longínquo amanhã, seja ele místico ou político.
Não queremos ser peões nesta fazenda, a trabalhar por comida e um cartão de plástico para uso no botequim do fazendeiro. E não nos supomos livres por poder sair de uma fazenda e ceder a nossa força a outra em tudo idêntica.
Antes procuramos formas de trazer esta falência à consciência colectiva. Queremos actuar sobre ela para construir uma sociedade antiautoritária, assente na liberdade, solidariedade, autogestão e acracia.
Queremos agir para limpar o pó que nos soterra.
Procuramos acções onde a fruição se conjugue com a demolição do existente, afirmando a construção de outra vida, como uma erva daninha que cresce irreverente, necessariamente à margem desta loucura colectiva. Só assim poderemos evitar ir na corrente.
Não nos revemos reféns de um passado, não trazemos prontas soluções, nem esperamos no futuro líderes, santos ou salvadores que nos baste seguir.
Somos anarquistas!

número zero. Porto. Maio de 2016. 38 Páginas.
contactos: ervarebelde@riseup.net

Karditsa, Grécia: Faixa em solidariedade com Marios Seisidis e Kostas Sakkas

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Mantenho o coração flamejante, corajoso, inquieto.” [Nikos Kazantzakis]    Solidariedade com os lutadores anarquistas Kostas Sakkas e Marios Seisidis!

Faixa pendurada na praça central da cidade de Karditsa como mostra mínima de solidariedade com Marios Seisidis e Kostas Sakkas. Força para os nossos companheiros.Nada acabou, tudo continua.

A paixão pela liberdade é mais forte do que todas as celas da prisão!

Solidariedade significa ataque!

Espaço auto-gerido de Karditsa

inglês

Grécia: Reféns do estado, Marios Seisidis e Kostas Sakkas enfrentam julgamento a 17 de Agosto

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Faixa em Zografou, distrito de Atenas, onde se pode ler: “”Fogo às celas prisionais! Força para Sakkas e Seisidis! “(Anarquistas expropriaram material do município de Zografou para a acepção da presente faixa.)

A 5 de Agosto de 2016, os companheiros Kostas Sakkas e Marios Seisidis foram trazidos à sede da polícia de Atenas e, posteriormente, ao tribunal, onde a sua audição foi re-agendada. Segundo as informações recolhidas,  foram agora transferidos para prisões separadas, um bocado afastadas de Atenas; Marios Seisidis para a prisão Malandrino e Kostas Sakkas para a prisão Domokos. Ambos irão ser julgados em Atenas – na quarta-feira, 17 de Agosto – a respeito das circunstâncias da sua detenção em Esparta.

inglês

Suíça [Julho de 2016]: Buscas em casas de Zurique e St. Gallen

dissonanz
Ding Dong – É o Estado

As buscas domiciliárias regressaram a Zurique e St. Gallen no domingo, 10 de Julho de 2016. Desta vez foram 3 as rusgas efetuadas. A razão declarada no mandado de busca – autorizado pela acção penal de Zurique – era “fogo posto, etc.”, segundo se soube. Numa análise mais detalhada do mandato de busca tornou-se evidente que era acerca de um alegado ataque incendiário a uma antena de telecomunicações em Waidberg, 8037 Zurique, o qual teria ocorrido na noite anterior.

Enquanto que em Zurique as buscas domiciliárias eram realizadas por polícias com o seu uniforme habitual, em St. Gallen as forças especiais aproveitavam para as transformar numa sessão de treino: aríete, balaclavas e metralhadoras, dezenas de presunçosos “robocops” a forçarem xs residentes da casa invadida a colocarem-se no chão, enquanto vasculhavam cada quarto de cima para baixo. Paralelamente aos objetivos frustrados – nos 3 casos tiveram de se ir embora sem as algemas virem a ser utilizadas – esta ação põe em evidência mais uma vez para que é que serve a polícia: o braço repressivo do Estado, equipado com todos os meios a fim de o defender e neutralizar potenciais inimigos. E nesta categoria recaem aquelxs que não aceitam ter uma autoridade indiscutível sobre as suas cabeças; aquelxs que não aceitam serem deitadxs fora pela riqueza da sociedade, xs que se recusam a serem alienadxs, isoladxs e controladxs através da tecnologia, ao mesmo tempo que dia após dia é anunciada a ilusão de unidade, felicidade e possibilidades ilimitadas.

Caso a justificativa do mandado de busca prove em si a existência de um evento factual, é essencial defender este ataque dirigido contra essas estruturas que ajudam a transformar a nossa autonomia numa vida de escravidão ditada pelos sinais de rádio das antenas. Porque cada propagação de fogo precisa de uma centelha…

Artigo traduzido do jornal anarquista de Zurique “Dissonanz”, n ° 32,
20 de Julho de 2016.

Nota adicional: No contexto das buscas domiciliárias a polícia estava à procura de uma pessoa específica, sem sucesso. Até à data (29 de Julho), não houve qualquer notícia desta pessoa ter sido presa. Desejamos ao/à companheirx muita força para o seu percurso fora das garras do Estado.

Madrid: “Estado de terror e massacre de humanos e não humanos na Turquia” em debate – 10/08

estadodeterror150Estado de terror e massacre de humanos e não humanos na Turquia – Quarta-feira, 10 de Agosto às 19h no Local Anarquista Magdalena (Dos Hermanas, 11 – Metro: Tirso de Molina)

Desde o massacre de Roboski a 28 de Dezembro de 2011 que a matança sistemática de humanos e não humanos é uma prática habitual do governo turco. Algumas organizações estão a levar a cabo a cabo um trabalho de documentação e denúncia internacional desta situação, dando importância a todas as vidas arrancadas, independentemente da espécie a que pertençam. Para além disso, realizam trabalho de protesto a nível local, assim como a sua difusão e estão a lançar una campanha de objeção de consciência total. Companheirxs que residem no Estado turco falarão sobre esta problemática assim como sobre as resistências que se estão a desenvolver para a enfrentar.

Porto Alegre, Brasil: Notícias da Biblioteca Kaos

Solidariedade com a Biblioteca Kaos Incendiar a bófia (Tessalónica)

Solidariedade com a Biblioteca Kaos
Incendiar a bófia (Tessalónica)

Galera. Companheirxs, amigxs…

Antes de tudo, estamos bem…

O dia do desalojo passou, e esperando que baixe a poeira, queremos dar um salve a todxs xs compas que estiveram com nós, que são parte da Kaos e com quem continuaremos caminhando juntxs.

Também queremos compartilhar os gestos de solidariedade que tem voado até nós nos fortalecendo nestes momentos. Nosso companheirismo anárquico vai se construindo com estes atos, com estas afinidades, e com este estar juntxs traspassando as distâncias, os idiomas e as fronteiras.

Em breve estaremos contando como foi nossa “despedida” do espaço e lhes convidando a nossa próxima atividade.

Com espaço, sem espaço, seguiremos incomodando!

Vejam as fotos dos atos de solidariedade com a biblioteca Kaos aqui

Biblioteca anárquica Kaos
5 de agosto de 2016

Chile: Solidariedade com a Biblioteka Kaos do Brasil

Imagen34 de Agosto 2016

A Biblioteka Kaos (Brasil) é uma okupação anárquica que através da difusão de ideias e de práticas anti-autoritárias propaga uma atitude de confrontação com toda a forma de poder.

Nas semanas antecedentes aos Jogos Olímpicos 2016, que terão lugar no Brasil, o espaço recebeu uma ameaça de despejo que se levaria a cabo nos primeiros dias de Agosto.

A DEFENDER E A MULTIPLICAR OS ESPAÇOS AUTÓNOMOS
E TODA A INICIATIVA QUE APONTE À DESTRUIÇÃO DO PODER!

Grécia: Foram presos em Esparta os companheiros fugitivos Marios Seisidis e Kostas Sakkas

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Estamos fodidos de irritação

Às primeiras horas desta sexta-feira, 5 de Agosto de 2016, soube-se que Marios Seisidis e Kostas Sakkas foram presos na área de Esparta, Peloponeso. Após a sua recusa de fornecer impressões digitais e de posar para tiros de caneca, foram brutalmente espancados pela polícia. Os companheiros aprisionados deverão ser transferidos para Atenas.

Cumplicidade anarquista com Marios Seisidis e Kostas Sakkas!

[Prisões chilenas] Comunicado das companheiras Tamara Sol e Natalia Collado

leopardo e pantera negraAs companheiras Tamara Sol e Natalia Collado mandaram para as seguintes atividades o comunicado abaixo:

Jornada Anti-autoritária pelas Companheiras Tamara Sol, Natalia e Nataly na Biblioteca Libertária Manuel Rojas. 17 de Julho, domingo.
-1º Café Literário Anti-autoritário na Biblioteca Suga Kanno e Denjiro Kotoku. 30 de Julho, sábado
.

Companheirxs, afins, a todxs xs presentes. Foi com surpresa que nos inteiramos desta atividade, atividade que muito valorizamos ao saber que surge de seres que não conhecemos ou com xs quais não compartilhamos qualquer vínculo, brotando das suas individualidades e em conjunto o desejo de se aproximarem num gesto de solidariedade e afinidade – gesto este que tomamos com carinho e nos dá a força para enfrentar e encarar como queremos o contexto prisional.

Queremos lhes contar que há três semanas que nos encontramos juntas na seção de alta segurança da prisão onde, diferentemente do resto da população penal, não pudemos participar nas atividades de aprendizagem ou recreativas, para além de um par de dias a jogar baby futebol no campo respetivo (outros pátios). Também não podemos sair da seção sem alguém a acompanhar-nos ou uma polícia ao lado a custodiar-nos.

Isto deixa em evidência o temor que a instituição tem de libertárixs, anarquistas e dos seres que se confrontam com o sistema e a civilização. Pelo menos na prisão de mulheres.

Assim, é neste contexto que procuramos quebrar o isolamento e inclusive o controle das nossas ideias – através de espaços de aprendizagem e de efeito retroactivo, como uma horta que construímos com madeira reciclada – e, agora, esperamos que se implante o projeto de costura e serigrafía, aqui mesmo na seção, além de outros que temos em mente.

Queremos também que saibam como estamos contentes de estar juntas e a  trabalhar para nutrir as nossas ideias, fortalecendo ainda mais os laços e as práticas como forma de confrontação à ordem estabelecida. E é neste ponto que nos inquieta a caída de companheirxs que se tem vindo a incrementar, sob o âmbito da nova lei de controlo de armas e explosivos – lei que procura encarcerar com penas efectivas de 3 a 5 anos, sem reduções possíveis, quem transporte uma arma ou um molotov ou a quem ative elementos incendiários ou explosivos.

É tendo em conta este novo panorama, medindo os custos do que significa mais compas presxs, que pensamos que é chegado o momento de através das ações passar à ofensiva – após se ter contemplado o alcance, a potência e a sua efetividade – para além de se ampliar os alvos e de se visualizar os pontos débeis da maquinaria capitalista, patriarcal, tecno-industrial, tanto no aspeto material como no moral e ainda no campo das ideias.

Recordemos, a modo de referência, ações como assaltos, expropriações que hoje em dia levaram a uma companheira presa em Espanha; a onda de igrejas que arderam no sul; os centros de tecnologia e ciências destruídos; o carro bomba à microsoft; as ações anti-patriarcais das Rotezoras; CCF, Mapuches Autónomos e Grupos Afins que se organizam e conspiram no anonimato.

A partir destas jaulas despedimos-nos com grande carinho por vós, recebendo a força e a solidariedade que se gera.

Tamara Sol Farías e Tato (Natalia Collado).
S.E.A.S (Seção especial de Alta Segurança/Prisão de San Joaquín).

Komotini, Grécia: Afixação de cartazes e faixa em solidariedade com a Biblioteca KAOS

solidar-kaozA Biblioteca KAOS está ameaçada de despejo a 4 de Agosto de 2016. A Okupa anarquista  Utopia A.D. colocou uma faixa e afixou cartazes na cidade de Komotini, como mostra de solidariedade com xs companheirxs de Porto Alegre.

Solidariedade com a Okupa anarquista Biblioteca Kaos no Brasil!
Conflito é a única resposta a dar!

SOLIDARITY-KAOZColagem de cartazes pela Utopia A.D. em Komotini em solidariedade com a Biblioteca KAOS de Porto Alegre, ameaçada de desalojo; também a Fode Nações Okupa o Mundo afixou cartazes em solidariedade com xs okupantes fortemente reprimidxs em Tessalónica. solidarid-kaoz

 inglês, alemão

Heraklion, Ilha de Creta: Solidariedade incendiária com as Okupas

burnurlocalchurchÀs primeiras horas de 1 de Agosto de 2016, foi colocado um dispositivo incendiário na igreja de Aghios Dimitrios na cidade de Heraklion, em Creta. Esta ação foi levada a cabo como resposta mínima às recentes operações da Igreja S.A. – em cooperação com  as forças da polícia e tribunais – na cidade de Tessalónica, onde várias okupas foram desalojadas e uma delas demolida a seguir.  Considere-se esta práxis como uma contribuição para a chamada por um Julho Negro, realizada por companheirxs da Rigaer94 na Alemanha.

Em 22 de Maio de 2009, Mauricio Morales acaba por morrer durante o transporte de uma bomba destinado à Escola de Guardas prisionais, no Chile. Maurício participou na Okupa – Biblioteca Sacco y Vanzetti – pondo em prática o encontro das ações  pública e ilegal. Um okupa e um atacante à bomba que nunca discriminou qualquer meio de ação nem tampouco se armadilhou em ilhotas de pseudo-liberdade. (Conspiração de Células de Fogo / FAI-FRI, Célula de Guerrilha Urbana).

Solidariedade com as okupas                             

Solidariedade com xs companheirxs encarceradxs por toda a terra

Contra tudo e qualquer que amachuque a liberdade                             Este mundo não é para ser derrubado mas sim destruído

PS. A Biblioteca Kaos, em Porto Alegre no Brasil, está ameaçada de despejo na quinta-feira, 4 de Agosto. Xs companheirxs não vão abandonar a okupa, pelo contrário irão defendê-la. Apoiamos-lxs sinceramente e desejamos-lhes força, enviando-lhes um abraço de fraternal camaradagem e cumplicidade.

[República Checa] Chamada internacional de solidariedade com anarquistas represaliadxs na operação “Fénix”

Nos dias 2 e 3 de Agosto de 2016, pelas 09:30 no Tribunal de Praga (Městský soud v Praze) terá lugar a audiência judicial dxs anarquistas acusadxs de um ataque terrorista na fase de preparação – um plano iniciado pelos dois agentes infiltrados.

Agradecemos todas as formas de apoio.
A solidariedade é a nossa arma!

Nota: Em Abril de 2015, o Estado checo lançou uma campanha repressiva sob o nome de “Operação Fénix” visando o movimento anarquista ativo no seu território. Invasões de casas de lutadorxs, prisões, pertences pessoais confiscados, parentes e amigxs dxs detidxs perseguidxs e processos acusatórios cozinhados em esquadras policiais. Onze lutadorxs foram presxs como resultado desta operação, dos quais quatro foram enviadxs para prisão preventiva na República Checa, enquanto aos/às restantes foram dadas condições de fiança restritivas. Martin Ignačák, que é acusado de planear um ataque a um comboio de transporte de equipamento militar, foi de fato preso por agentes do governo que se infiltraram nos círculos anarquistas e que indicaram a meta juntamente com os planos para realizar tal ataque. Martin já passou mais de 14 meses na prisão à espera de julgamento; no entanto a vingança do aparelho de Estado contra o companheiro continua, com assédio constante dos seus familiares e as solicitações para substituição da prisão preventiva por condições de fiança negadas, além das condições debilitantes na prisão. Para resistir a isto, Martin realizou uma greve de fome desde 9 de Junho de 2016, usando o seu corpo como barricada contra o estatuto de excepção a que está submetido – a greve de fome entretanto foi terminada a 22 de Junho.

Atualizações: antifenix.noblogs.org

Portugal: Feira Anarquista do Livro de Lisboa, 24-25/09/2016

indexFeira Anarquista do Livro 2016

Lisboa, 24 e 25 de Setembro.

“Em todos os sítios onde os civilizados apareceram pela primeira vez, foram sempre considerados pelos indígenas como seres nocivos, fantasmas, espectros. Nunca como seres vivos! Intuição insuperável, profética perspicácia, se ainda se pode dizer.”  E. Cioran

A tragédia talvez tenha começado com o advento da humanidade, mas nunca como agora a vida esteve tão encurralada e acorrentada. As utopias sociais estão completamente mortas, os novos messias da democracia caem muito antes de poderem sequer indicar o caminho da salvação… e os dominados e dominadas? Esses resignam-se cada vez mais à sua condição de rebanho, o progresso tecnológico condiciona-os como nunca e nada nesta história nos faz esperar um final feliz. Sabemos que tudo isto vai acabar muito mal e, por isso, alguns e algumas já não temos nada a perder: decidimos agarrar a vida com os dentes e os punhos fechados, porque o sangue ainda nos queima as veias! E é assim que insistimos em mais uma Feira Anarquista do Livro, porque ainda nos interessa propagar a palavra dos/as rebeldes, dos criminosos e das criminosas, dos conspiradores e das conspiradoras, e porque insistimos em manter vivas memórias e saberes dos quais nos tentam, a todo o custo, tornar órfãos, porque sabemos que desistir já não é uma opção, encostaram-nos ao abismo e só nos resta resistir…

E depois de dois anos de Mostra de Edições Subversivas optámos por recuperar um nome já velho (com uma pequena mudança na ordem das palavras, sempre traiçoeiras), e não, não nos pusemos nostálgicos, mas nestes dias em que a anarquia volta a ser o crime que contém todos os crimes, com a repressão a golpear grupos e indivíduos em todo o globo (Espanha, República Checa, França, Grécia, Chile, etc.), decidimos que esta palavra não está vazia, carrega às suas costas séculos de uivos que gritam “Não!”.

E como um fungo especialmente teimoso, aqui estamos e aqui continuaremos…

Para participar na Feira Anarquista do Livro de Lisboa, contacta-nos através do email: feiranarquistadolivro@riseup.net

Hamburgo: Bancos atacados em solidariedade com as anarquistas acusadas no caso dos assaltos a bancos de Aachen

Até que todxs estejam livres

Até que todxs estejam livres

Na noite de 24 para 25 de Julho de 2016 foram destruídas as montras e os ATM de dois bancos em Hamburgo, sendo spray-pintados slogans em solidariedade com as duas anarquistas acusadas de assaltos a bancos na cidade alemã de Aachen.

Não as deixaremos sós! Até que todxs estejam livres!

Não nos interessa saber se um/a companheirx é  “culpadx” ou “inocente” dos factos que lhe são atribuídos; deixamos estas categorias para xs canibais que defendem este sistema. Cada ato de expropriação contra um inimigo que há centenas de anos nos anda a roubar não é apenas legítimo, mas desejável. A nossa cumplicidade ilimitada com todxs xs que arriscam a sua liberdade ao expropriar o Capital.” – trecho de “Cada coração é uma bomba-relógio”(“Jedes Herz ist eine Zeitbombe“), a respeito da prisão de 13 de Abril, em Barcelona.

Mais informações sobre os casos podem ser encontradas em solidariteit.noblogs.org.

em inglês

Exarchia, 04/08: “Contra a Escravidão Prisional” – serão informativo com um companheiro da CNA Portland, na Okupa Themistokleous 58

AGAINST PRISON SLAVERY | CONTRA LA ESCLAVITUD CARCELARIA | ΕΝΑΝΤΙΑ ΣΤΗ ΣΚΛΑΒΙΑ ΤΗΣ ΦΥΛΑΚΗΣ | CONTRA A ESCRAVIDÃO PRISIONAL

Em 9 de Setembro de 1971 os presos tomaram de assalto e encerraram Attica, o mais famoso antro infernal do estado de Nova Iorque.
Em 9 de Setembro de 2016 presxs em luta iniciarão interrupções de trabalho e outras ações para encerrar prisões por todos os EUA, pondo um ponto final na escravidão prisional.
Que o fogo da solidariedade se propague através do mundo!

Apresentação & discussão sobre a greve dxs presxs com a participação de um companheiro da Cruz Negra Anarquista de Portland (EUA)

Quinta-feira 4 de Agosto às 20:00 no terraço da Okupa anarquista na rua Themistokleous 58, Exarchia, Atenas

Okupa Themistokleous 58 | Célula de solidariedade anarquista – Cruz Negra Anarquista (Grécia) | Contra Info – Rede tradutora de contra-informação

em grego, inglês, alemão, italiano, francês

Grécia: Okupas de habitação de imigrantes despejadas em Tessalónica

“Solidariedade com as Okupas – Okupa o mundo” – slogan pintado na ilha da Cefalónia, Grécia, 28/07/2016.

A 27 de Julho de 2016, ao romper da aurora, as forças policiais gregas invadiram e simultaneamente desalojaram três okupas de habitação de imigrantes na cidade de Tessalónica: A okupa de habitação de imigrantes Orfanotrofio (propriedade da Igreja), a comunidade Hurriya na rua Karolou Diehl (edifício de propriedade privada) e um outro edifício localizado na Avenida Nikis (propriedade da Universidade).

Várias dezenas de pessoas que ali viviam foram detidas. Provavelmente todxs aquelxs que se encontravam sem documentos foram enviados para campos de detenção, enquanto um grande número de ativistas era notificado para julgamento. Mais tarde, naquele mesmo dia, o edifício Orfanotrofio seria completamente demolido pelas autoridades.

A partir de então, várias ações foram realizadas em resposta a esta operação repressiva.

A 28 de Julho, alguns detidxs do edifício Nikis receberam quatro meses de pena suspensa. Xs detidxs da Orfanotrofio e Hurriya vão ter julgamentos separados, nos dias 3 e 5 de Agosto, respectivamente. Todxs xs ativistas presxs foram entretanto libertadxs.

A seguir indica-se um comunicado da okupa Orfanotrofio após o despejo e demolição da casa:

A 27 de Julho de 2016, às 05:45, a okupa Orfanotrofio de habitação de imigrantes em Tessalónica foi desalojada sob o pretexto de uma queixa apresentada pela Igreja S.A. Pouco tempo depois deu-se início à demolição completa do edifício.

Duas outras okupas que abrigavam imigrantes foram simultaneamente desalojadas (Avenida Nikis e comunidade K.Diehl-Hurriya).

Como resultado disto um total de 74 prisões foram realizadas nas três okupas.

O que se torna evidente é a criminalização de solidariedade e, é claro, a escolha política do Estado para atingir as estruturas auto-organizadas de solidariedade e comunidades de luta. Que estas estruturas estão a ser alvo de ataque tornou-se também evidente algumas horas após as três expulsões em Tessalónica – quando o prefeito de Atenas Giorgos Kaminis anunciou que vai apresentar um relatório queixa relativa o fato de existirem imigrantes a viver em edifícios de propriedade do município ocupados, declarando que aquelxs estão a “degradar a cidade” de Atenas.

Nós, por sua vez, acreditamos que as okupas habitacionais de imigrantes não degradam as nossas cidades, pelo contrário tornam-nas mais vivas.

É por isso que vamos continuar a criar estruturas de solidariedade e de luta; vamos continuar a viver e lutar em conjunto com xs migrantes. Porque não ampliamos a solidariedade dirigida aos/às imigrantes; praticamos a solidariedade em conjunto com xs migrantes. Porque não nos vemos como sendo privilegiadxs em relação aos/às imigrantes; antes como a manutenção de uma posição comum com elxs contra os patrões e os estados. Juntxs compartilhamos o que temos e lutamos por aquilo que devemos ter.

Porque queremos xs migrantes nos tecidos da nossa cidade, não em guetos. Queremos-los nas nossas escolas e bairros. …

NADA ESTÁ TERMINADO
TUDO CONTINUA

Assembleia da okupa de habitação de imigrantes Orfanotrofio

em inglês

Espanha: Palavras do companheiro Tonni, após fuga do centro onde o encerravam

group therapyA 30 de Abril Tonni, um chavalo anarquista de Madrid, foi sequestrado por seu pai e mãe e encerrado num “centro terapêutico familar” (o que resulta ser física e vivencialmente um reformatório). É em centros como este que se encerram centenas de jovens e crianças por se mostrarem insubmissxs perante as exigências das suas famílias seja pela sua ideologia, forma de vida, consumo de drogas, ou inclusive  por serem maricas, fufas, trans – neste caso, diferentemente dos reformatórios convencionais, sem necessidade de ordem judicial e a troco de 4000€ e da acusação das suas famílias.

A seguir o comunicado sobre Tonni:

Há quase três meses que me quiseram cortar laços que eram inquebráveis, quiseram refrear os nossos actos e encerrar as nossas ideias entre muros plenos de psicólogos e video-vigilância. Apesar disso nem um só dia do confinamento passou despercebido, a solidariedade entre anarquistas nunca foi só palavra escrita e sobrepõe-se a todas as jaulas, a todos os golpes e ao roubo de todos os abraços.

A 16 de Julho, a amizade e a rebeldia derrubaram os muros e o nosso companheiro Tonni fugiu do centro no qual o encerravam, escapando da autoridade que o quis destruir, para continuar a luta pela liberdade. Ainda sobram muros para derrubar.

Sentimos de tudo; medo, entusiasmo, raiva, motivação, ansiedade, felicidade…Às vezes parecia que os nossos inimigos estavam sempre um passo à frente e que nem se podia pensar sequer em actuar sem que eles o soubessem. Contudo pensamos-lo e fizemos-lo e no fim ficamos  juntos. A liberdade é imparável e isto sabem-lo bem os milhares de animais humanos e não humanos que conseguem deixar para trás as suas condições de confinamento e/ou exploração. Tu também podes deixar para trás os muros que nos cercam e ajudar outrxs a fazê-lo.
O nosso amor não cabe nas suas jaulas, fogo a todas as prisões e viva a anarquia!

A seguir, transcrevemos umas palavras do companheiro para os miseráveis adultos:

Cada vez que vocês me diziam que não podia contar com os meus amigos, que eram más pessoas e que me levavam por mau caminho, acercava-me eu mais delxs e  demonstravam-me elxs que podia contar com elxs.  Cada vez que não aceitavam a minha maneira de ser e viver afastava-me mais eu da vossa vida.  De cada vez que me encerraram acabei eu por fugir; do instituto, da vossa casa, do centro. Podeis começar a esquecer-me pois não voltareis a encerrar-me.

Valparaíso, Chile: Luta nas ruas em solidariedade com Freddy, Marcelo e Juan

caosQuarta-feira, 29 de Junho / 2016.

Confrontos com a bastarda e imunda polícia de verde na universidade de Playa Ancha na V região, Valparaíso, $hile.

Durante a luta nas ruas foram lançados panfletos em solidariedade com os companheiros subversivos Freddy Fuentevilla Saa, Marcelo Villarroel Sepúlveda e Juan Aliste Vega, condenados no mediático “caso security”, um caso orquestrado pela inquisição democrática após várias expropriações bancárias, uma delas onde se deu a morte do lacaio da bófia Moyano, tendo-se salvo do chumbo mais outro, em 2007.

Nas ruas saúda-se com luta, agitação e propaganda a vida combatente  dos companheiros do passado, presente e futuro subversivo e libertário. Hoje, os nossos companheiros mantêm-se de pé e resistem ferozmente às condenações do aparelho estatal na Prisão de Alta Segurança de Santiago, $hile.

LIBERDADE IMEDIATA PARA FREDDY, MARCELO E JUAN!!!
Solidariedade ativa com os companheiros
ENQUANTO EXISTA MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!!

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