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Alemanha: Dias de ação internacional contra o G20, Hamburgo 2017

Dias de ação internacional contra o G20, Hamburgo 2017

Bem-vindxs ao inferno
Resistência ao vivo – Junte-se ao bloco negro
06 de Julho * manif anticapitalista
07 de Julho * bloqueios § ação de ancoragem –
08 de Julho * manif massiva
https: // g20tohell.blackblogs.org

Manifestação anti-capitalista internacional contra a Cimeira dos G20

G20: Bem vindos ao inferno

Quinta-feira, 6 de Julho de 2017, às 16:00,
Mercado do Peixe do bairro St. Pauli, Hamburgo

Quando os chefes de governo dos 20 países mais poderosos do mundo chegarem no dia 6 de Julho – com os meios de comunicação mundiais reunidos à espera de notícias da zona de crise, à volta dos salões de exposições de Hamburgo – já estaremos nas ruas.

Estamos a mobilizar-nos internacionalmente para que se transforme Hamburgo num local e ponto de exclamação da resistência contra as antigas e novas autoridades do capitalismo.

Uma manifestação na véspera da Cimeira do G20 expressará protesto e resistência, crítica radical e prática contra o patriarcal e capitalista estado das coisas. Estamos a resistir à prioridade discursiva das recepções e das conversas informais durante os dias a seguir.

O G20 está a criar um estado de emergência temporário e reverso político disso apoia cada uma das coisas contra as quais estamos a lutar. A polícia e os militares estão presentes nos telhados de Hamburgo durante a Cimeira e encontram-se a perpetuar regimes capitalistas, em todo o mundo. Tanto os modelos capitalistas neoliberais como os ditos proteccionistas fazem parte, similarmente, da exploração global, da compartimentação e empobrecimento.

Se essa violência cínica vai ser óbvia ou, pelo contrário, superada por grandes recepções e belas fotos também isso estará em jogo durante os dias quentes de Hamburgo.

Estamos a opor-nos à Cimeira, bem como a qualquer esforço para incluir a crítica política e resistência como uma parte da instrumentalização da Cimeira enquanto instituição democrática. Cimeiras como o G20 e instituições como o FMI, a OMC ou o Banco Mundial serem instrumentos de paz, direitos humanos ou de políticas climáticas é uma das grandes mentiras e ilusões dos poderes, sejam quais forem.

Quando as peças da política global estiverem selecionadas, após a Cimeira de 9 de Julho, o capitalismo e a exploração ainda existirão. No fim do dia serão as declarações finais e resumos voltados para o sucesso dos corpos políticos reunidos e público. Crises e guerras fazem parte do sistema capitalista, da mesma forma o protesto e escândalos são parte da orquestração da Cimeira. Cabe-nos abrir uma nova página e novas perspectivas de resistência.

O triunfo aparentemente incontestável do capitalismo deixou um rastro de devastação. A guerra é predominante não só como conflito militar mas também nas mentes de mais e mais pessoas. Uma multidão racista está a se mobilizar na Alemanha, em toda a Europa e em todo o mundo. Ideias raciais e nacionalistas estão a ser aceitáveis novamente. Entre outros, populistas de direita e os fascistas conseguiram uma viragem do discurso da sociedade para a direita.

Estão a ser feitos apelos a Estados fortes e fronteiras fechadas, com mais e mais força. Guerras por procuração para esferas de interesses – instrumentos de ordem mundial criados no século anterior e naquele antes disso – aparecem mais do que nunca com vista a serem meios legítimos para atingir fins políticos. Estamos num momento de crescente nacionalismo e ódio voltado para as minorias. Pogroms contra refugiados e outros grupos populacionais além da maioria. Ataques contra homossexuais e pessoas trans * ou inter * assim como a significância do fanatismo, tal como a da persuasão, estão a aumentar dramaticamente.

Migração e deslocações serão pontos focais da Cimeira e dos protestos também. Não se trata da liberdade de movimento para todos, nem mesmo corredores de deslocações seguros para evitar a morte em massa no Mediterrâneo a serem estabelecidos. Em vez disso, são as fronteiras e o fluxo de bens que estão a ser salvaguardados. Cinismo e promoções duvidosas prevalecem, enquanto a Cimeira está a tomar o seu curso.

A lógica do valor capitalista deverá expandir-se para os últimos recursos nas metrópoles, bem como na periferia das regiões rurais. No entanto, a penetração capitalista mundial também está a conectar o terreno da resistência. Por exemplo, a resistência contra projetos de mineração na Columbia está ligada a lutas político-urbanas contra a estação de moagem de carvão Moorburg, no porto de Hamburgo, que utiliza o carvão columbiano como recurso.

A devastação e a migração devido ao aquecimento global estão diretamente relacionadas à luta pelo direito de permanecer. As conexões de interesses de exploração capitalistas podem ser demonstradas, criticadas e confrontadas politicamente. A resistência ao G20 deve focar-se nessas interdependências à escala local e global e desenvolver relações mútuas e práticas de resistência.

Resistência em massa variável e imprevisível vai interromper os procedimentos tranquilos do desenrolar da Cimeira. Muitas pessoas vão se levantar contra esta encenação do poder – politicamente e na prática. Ao contrário da oposição civil, não vamos sugerir alternativas para manter o sistema capitalista vivo. Opor-nos-emos à opressão, exploração e exclusão de forma coletiva e com solidariedade.

Auto-organize-se, seja criativo e contribua vociferantemente, com raiva e poderosamente para a manifestação internacional anti-capitalista de 6 de Julho. Deixe essa manifestação ser uma primeira expressão de nossa resistência e do nosso antagonismo inconciliável às condições prevalecentes e ao espetáculo da Cimeira.

Em frente com a revolução social!

Começaremos no dia 6 de Julho, às 16:00, com uma ótima reunião de abertura. Contribuições culturais, musicais e políticas serão realizadas. A partir das 19:00 a manifestação aproximar-se-á da zona vermelha e a concentração final será levada a um lançamento de pedras da localização da Cimeira, nas salas de exposições.

Não deixe o capitalismo deitá-lo a baixo – Resistência ao vivo!

Aliança autónoma e anticapitalista “G20 – bem vindo ao inferno!”

Quinta-feira, 6 de Julho de 2017, 16:00,  Mercado do peixe do bairro de St. Pauli, Hamburgo

em inglês

Hamburgo: Semana de ação anárquica antes do G20 entre 28.06 e 04.07.2017

Livros * Educação * Barricadas /Semana de ação anárquica antes do G20 entre 28.06 e 04.07.2017
Para mais informações (alemão e inglês) http://anarchistischeinitiative.blogsport.eu/

PROGRAMA

O cronograma não está concluído e as alterações não podem ser excluídas. Todos os painéis serão realizados em idioma alemão e inglês. Caso as pessoas possam traduzir noutras línguas, são bem-vindas!

(Todas as palestras serão realizadas em Hamburgo)

Quarta, 28.06:

Abertura:

Filme „Black Block“

18:00

Cinema 3001

Schanzenstrasse 75 / Rua Schanzens, 75

redes de transporte público S11, S21, S31 e U3, paragem em “Sternschanze”.

Quinta, 29.06

Jens Störfried: Pós-anarquismo

Palestra e Debate

19:00

Barco Liberado

Meiendorfer Straße 47 / Rua Meiendorfer, 47

Vindo da Estação Central, saída Rahlstedt, depois autocarro 24 para Schneehuhnkamp.

Sexta, 30.06

A Cruz Negra Anarquista

Anti-repressão anárquica: a Cruz Negra Anarquista

Palestra e Debate

17:30

Cafe Knallhart

Von-Melle-Park 9 (no campus universitário de Hamburgo)

redes de transporte público S11, S21, S31 e R70. Paragem em “Dammtor”

Sábado, 01.07

Andreas Blechschmidt: Repressão conjuntamente com a Cimeira

Palestra e Debate

15:00

Kölibri

Hein-Köllisch-Platz 11 / Praça Hein-Köllisch, 11

redes de transporte público S S1, S2, S3, paragem em “Reeperbahn”

Domingo, 02.07

Chrimethink: Resistência na Era Trump

Palestra e Debate

15:00

Centro Sociale

Interface Sternschanze 2

U3, paragem “Feldstraße“, ou rede de transportes públicos S11, S21, S31, e U3, paragem em “Sternschanze“

Segunda, 03.07

Rob Evans: Como lidar com bufos

Palestra e Debate

19:00

Centro Sociale

Interface Sternschanze 2

U3, paragem “Feldstraße“, ou rede de transportes públicos S11, S21, S31, e U3, paragem em “Sternschanze“

Terça, 04.07

Iniciativa Anarquista Liubliana

O papel dos espaços autónomos nas lutas sociais

Palestra e Debate

em local a anunciar em breve

A PROPÓSITO…

Durante a Cimeira existirão diferentes zonas na cidade onde só possamos nos mover limitados ou mesmo nulamente. Onde será a linha exata das bordas, especialmente a denominada zona azul, não é conhecido até agora. Pode até ser possível que alguns dos nossos locais se encontrem nessas zonas.
Não sabemos por agora quando é que estas zonas entrarão em vigor mas é possível que alguns painéis não ocorram nos locais anunciados se alguns rapazes de azul chegarem a empurrar as pessoas à volta.
Para este caso, temos locais alternativos que serão anunciados assim que saibamos mais sobre as diferentes zonas de segurança.

CIRCULAR POR LÁ

A melhor coisa é alugar (gravar) uma bicicleta ou usar o sistema de transporte público. As estações para S e U-Bahn não possuem tiquetes de segurança. No Ticketholder será abordado para verificação aleatória pela segurança do S-Bahn ou por inspetores de ingressos em roupas simples. Em ocasiões muito raras, há bloqueios nas entradas das estações de metro. Se eles intensificam esses controles ou não realmente não sabemos. A certeza é que haverá polícia em interfaces importantes. Durante a última Cimeira da OSZE, em 2016, a presença policial foi espalhada até alguns subúrbios distantes. E tenha-se em mente que todas as estações de autocarros, comboios e outras estações ferroviárias obtiveram sistemas CCTV, para que se seja monitorizado.

em alemão l inglês l espanhol

[11J] Tessalónica, Grécia: Reivindicação de colocação de dispositivo incendiário

Tudo do que necessitamos é da liberdade total.

Concebemos os espaços anarquistas e anti-autoritários como estruturas em que organizamos lutas e vivemos momentos coletivos fora das relações autoritárias que o Estado e o capitalismo nos desejam impor diariamente.

Ultimamente, o Estado realizou vários ataques contra Okupas e lugares anarquistas em Atenas, Salónica, Agrinio e Larissa. Em resposta a esses ataques, durante a noite de 11 para 12 de Junho de 2017 colocamos um dispositivo incendiário numa carrinha pertencente à empresa AKTOR na rua Makedonikis Amynis, em Tessalónica.

Sabemos que esta empresa constrói as estruturas do inimigo – como a mina Skouries na península de Halkidiki, destruindo a terra em benefício dos capitalistas ou o metro de Salónica, destinado a apoiar e fortalecer o fluxo de capital.

Escolhemos o 11 de Junho, dia internacional de solidariedade com prisioneirxs anarquistas que enfrentam sentenças longas, para expressar a nossa solidariedade para com todxs xs companheirxs em cativeiro por todo o mundo.

Fogo a todas as celas das prisões.
Morte ao Estado e ao Capital.
Ação direta para a Anarquia.

grego l inglês l alemão

Portugal: Todes a Setúbal nos Dias de Atividades em Solidariedade com a C.O.S.A

Recebido a 25 de Junho

Continuaremos a resistir e a manifestar as nossas ideias, nenhum tribunal vai decidir as nossas vidas. Somos nós que decidimos, através de acções, solidariedade e intimidade, o percurso do nosso destino.

Quinta 29
15h Covil Aberto

Sexta 30
20h Conversa na Disgraça:
O que se passa com a
COSA?(Lisboa)

Sábado 1
17h Workshops de Resistência
Comida, Performance
e Música na Á da Maxada pela noite

Domingo 2
17h Concentração Solidária com a C.O.S.A.
20h Petiscada de Rua na
COSA
Seguida de Conversa e
convívio

Mais info em breve

C.O.S.A. Rua Latino Coelho nº2 Setúbal

em alemão

Brasil: Bombas de tinta no Tribunal de Justiça de Porto Alegre

Recebido a 15 de Junho de 2017

Bombas de tinta no Tribunal de Justiça de Porto Alegre pela sentença a 11 anos de prisão do Rafael Braga, único preso pelos protestos de 2013.Expandir o conflito é desbordar qualquer margem que ameace nos conter. Espalhar o conflito é enxergar o instinto anárquico de indocilidade e poder agir com ele, solidarizar por ele. No sábado de 6 de maio, poucos dias depois de que ficamos sabendo da absurda sentença, quando a noite caía, caminhamos em direção do Tribunal de Justiça de Porto Alegre e atiramos contra ele bombas de tinta.

No domingo pela manhã já tinham contratado alguém para fazer a faxina do lugar deixando ainda rastros do fato. Uma semana depois, no sábado de 13 de maio, fomos ate lá com a mesma vontade e decoramos a fachada de novo.

Pouco importa se é simbólico, se só uns quantos estavam trabalhando (de luzes ligadas) aquelas noites e tomaram um susto ao ouvir vidros se quebrando na porta. O que importa é que sua normalidade seja quebrada, que seus dias e suas noites não sejam calmas… que suas sentenças e trabalhos que roubam a vida do Rafael e outros como ele, não fiquem como a ordem normal da sociedade que faz séculos domina uns pelo progresso de outros poucos. Que a normalidade de uma sociedade baseada na opressão, racismo e o encerro seja quebrada. O que importa é que não se perda a decisão em ação de revidar e atacar o que nos ataca.

Porquê o Rafael?

Rafael Braga Vieira, catador de lixo e morador de rua, foi detido em 21 de junho de 2013 no contexto dos protestos históricos contra o aumento da passagem no Brasil. Acusação: porte de artefato incendiário ou explosivo. O que ele tinha nas mãos eram duas garrafas de plástico, uma de água sanitária e uma de pinho sol.

Várias pessoas foram detidas ao longo de 2013 por ter participado nesse mesmos protestos, e foram liberadas um tempo depois, alguns com uma vergonhosa atitude delatora (esperar o que num lugar onde a delação é premiada). Mas Rafael Braga não, ele não foi liberado. Ele foi sentenciado e condenado a 5 anos de seqüestro nas gaiolas do estado/capital-civilizador. A mensagem: A favela não pode protestar. Tudo bem com estudantes, ativistas, e militantes da esquerda, e sobretudo brancos, eles podem e até vão esperar em  casa seu “devido” processo, mas os negros, pobres e favelados atacar o sistema … não! E isso que Rafael apenas estava onde vivia, nas ruas.

Faz anos que existe uma agitação anárquica pelo Rafael. Desde reuniões, almoços, atividades, feiras, um chamado internacional pelo Rafael em novembro de 2016 e outro em junho de 2017, até ataques contra partes do sistema carcerário: Queimaram caixas eletrônicos do Banco Santander em dezembro de 2013 sinalizando a solidariedade com Rafael Braga, em maio de 2014, os vândalos selvagens antiautoritários solidarizam também com ele, queimando o tribunal militar da união e viaturas da PM, e em setembro do 2016 alguns amigxs da revolta deixaram um artefato incendiário embaixo de uma viatura mandando um abraço ao Rafael.

Esta agitação mostra que para alem das “ideologias”, uma pessoa que cai nas gaiolas do inimigo e se mantém digna, não será esquecida, não ficará só, porque os laços construídos na luta, são firmes ainda quando trata-se de alguém que recebe os castigos como efeito colateral de nossas ações por ser parte dos reprimidos de sempre: negros pobres e favelados. daqueles que não tem cidadania nem direitos.

Pequena alegria sentimos ao saber de sua liberdade vigiada em 2015, mas, pouco duraria. Em janeiro de 2016 ele foi detido novamente, esta vez por tráfico de entorpecentes, unicamente com inimigos como testemunhas: “Neste sentido são valiosas as declarações prestadas pelos policiais militares Pablo Vinicius Cabral e Victor Hugo Lago, em seus respectivos depoimentos às fls. 195 e 220, que diligenciaram a prisão do réu RAFAEL BRAGA, declarações estas que foram corroboradas pelos testemunhos de seus colegas de farda Farley Alves de Figueiredo (fl. 247) e Fernando de Souza Pimentel (fl. 248).” Estrato da sentença contra Rafael Braga.

A mensagem de novo foi clara: ‘quanto mais vocês se mobilizarem para defender essas pessoas, mais dura será a nossa resposta’.

Com uma mão terna e a outra armada

Com uma mão terna, a solidariedade é um torrente de ações que procuram fazer a vida do seqüestrado menos dura na cadeia, são atos certeiros que quebram o isolamento mandando cartas, livros, comida, apoiando economicamente a ele e a sua família que se vê obrigada a ter que lidar com advogados, processos, as vezes até viagens para visitar alguém.

Mas, fazer menos pesada a cárcere não resolve nem questiona esta sociedade carcerária. Aqui não existe um só juiz, advogado ou agente penitenciário que não tenha sido parte do seqüestro de algum pobre, negro, favelado.  Não existe um só jornal que não nos ensine que isto é “normal” em todos eles a negritude e a pobreza são transmitidas como criminais. Então, aqui não existe negociação possível. Declaram-nos a guerra.  Policiais, leis e cárceres são parte da engrenagem da dominação. Desde o capitão do mato até o sistema judicial a opressão só tem mudado de nomes.

A civilização dominadora, berço do estado, o capitalismo e a moral dos que governam, chama a gritos um ataque, provoca, cuspe no rosto e esmaga no chão se caírmos, nos demandando reagir.

Por isso a nossa mão armada, a do confronto, do agito, do revide. Porque cada ataque contra eles está justificado por séculos de dominação, exploração e extermínio. Porque cada ato vandálico está justificado pela ostentação da mercadoria e da cultura dominante, aquela velha civilizada, bem penteada, ultra legalizada e moralista cultura do domínio que marginaliza a quem não é serviçal, que mata ou seqüestra a aqueles que não lambem a mão do patrão.

Porque a solidariedade é uma arma de combate que não só ajuda ao companheiro, mas responde a quem nele bate.

Para mandar a merda ao juiz seqüestrador: Ricardo Coronha Pinheiro

Mandando algo:

Ricardo Coronha Pinheiro
Tribunal de Justiça- Comarca da Capital
Cartório da 39ª Vara Criminal
Av. Erasmo Braga, 115 L II sala 812CEP: 20020- 903
Centro – Rio de Janeiro – RJ

Mandando um email:

cap39vcri@tjrj.jus.br
assessoriadeimprensa@tjrj.jus.br

Fazendo ligação ou mandando fax:
(0xx21) 3133-2000

Para doar qualquer valor à Família de Rafael Braga
-banco Caixa Econômica Federal
Agencia 4064
Conta Poupança 21304-9
Operação 013
Nome: Adiara de Oliveira Braga (mãe do Rafael)
CPF:  148 955  027  59

Pela Solidariedade combativa
Pelo Rafael
A cada ataque um contra-ataque!

Pontevedra, Galiza: Cartaz pela defesa da terra e em solidariedade com presxs anarquistas com pena de longa duração (11J)

Na Galiza (estado espanhol), em Pontevedra, nos últimos dias esteve a ser espalhado pela cidade um cartaz que pretende ser uma contribuição (tardia) à solidariedade a presxs anarquistas com pena de longa duração, após um novo 11 de Junho.

“ECOTERRORISTA É QUEM DEVASTA A NATUREZA E A VIDA SELVAGEM!

Eucaliptização dos montes causa da desaparição de espécies autóctones e dos incêndios florestais, provocados para se especular com os terrenos…

Minas a céu aberto e poços de Fractura Hidráulica matando o chão fértil e envenenando ou destroçando cada aquífero…

Autoestradas e Alta Velocidade para assegurar a mobilidade frenética de escravxs e mercadorias, à custa da segurança e bem-estar de todxs…

Exploração e mercantilização dos animais, gasto absurdo de recursos

Cemitérios nucleares debaixo da terra, patentes nos alimentos, aterros nos rios

NÃO QUEM LUTA PARA DEFENDÊ-LAS!

A cada dia que passa, sonhadorxs de todo o mundo conspiram contra este mundo de miséria e desolação. Ação direta, bloqueios, sabotagens… são as suas armas para esta guerra.

Algumas dessas pessoas acabaram por ser presas por se negarem a viver com resignação e desafiarem a dominação.

Estamos com elxs!

SOLIDARIEDADE COM MARIUS MASON E COM TODXS XS PRESXS ANARQUISTAS COM PENAS DE LONGA DURAÇÃO.”

Para imprimir (PDF em A3) em galego via Abordaxe

espanhol

Londres, Reino Unido: Evento solidário com Tasos Theofilou


Eu sou um comunista anarquista. Amo a vida e a liberdade.

Vamos lutar para derrubar as prisões que enterram dentro de si milhares de pessoas vivas.

Vamos lutar pela visão da libertação social.

Vamos lutar pela libertação da nossa classe da autoridade do capital

Tasos Theofilou

Junte-se a nós nesta sexta-feira, 23 de Junho, para um evento benefit em solidariedade com o comunista anarquista Tasos Theofilou que se encontra na prisão, após ter sido condenado com base em provas falsas e inexistentes. Foi condenado apenas porque é um anarquista. Foi condenado porque não perdeu o sorriso mesmo quando o tribunal anunciou a sua sentença.

Atualizações do caso, projeções e intervenções com chamadas telefónicas a Atenas.
Mais informações sobre o caso aqui.

A começar às 19:00 no L.A.R.C. (Rua Fieldgate, 62, E1 1ES Londres)
música ao vivo a seguir…
O bar funcionará toda a noite.

Espalhemos a notícia!!!!
Vemos-nos por lá!

P.S. A 24 de junho, haverá uma manifestação solidária com Tasos Theophilou, em Atenas. A manif começa às 12:00, em Monastiraki.

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Exarchia, Atenas: Faixa em solidariedade com Michael Kimble, anarquista preso nos EUA

11 Junho – Arrazar os muros – Liberdade para Michael Kimble.

No domingo, 11 de Junho de 2017 – no âmbito do dia internacional de apoio a anarquistas presxs a cumprir penas de longa duração – na okupa Themistokleous 58, colocamos uma faixa em solidariedade com o compa Michael Kimble, que se encontra nas prisões Holman, no Alabama.

Michael Kimble é um homosexual negro anarquista que foi condenado a prisão perpétua por ter feito justiça com as próprias mãos ao defender-se de um branco homofóbico racista. Apesar do facto de Michael se encontrar em cativeiro já há 30 anos, continua a resistir por todos os meios disponíveis contra o confinamento quotidiano, para além de propagar a ruptura violenta com todo o Poder.

Através desta faixa devolvemos-lhe alguma da força que nos dá, cada vez que lemos os seus textos incendiários. Aguenta, compa: as tuas ideias e determinação ressoam no outro lado do oceano.

NENHUMA PAZ À SOCIEDADE CARCERÁRIA!

Chaoten

em inglês l grego l alemão

[11J] Komotini, Grécia: Solidariedade a anarquistas presxs com penas de longa duração – Sean Swain PERTENCES AQUI”

Solidariedade a anarquistas presxs com penas de longa duração – Sean Swain PERTENCES AQUI

Na segunda-feira, 12 de Junho, 2017, pendurou-se uma faixa na Faculdade velha de Direito, em Komotini, como pequeno sinal de solidariedade com todxs xs prisioneirxs anarquistas com penas de longa duração. Não esquecemos o companheiro Sean Swain.

Okupa anarquista Utopia A.D.

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Iruñea, Navarra: Solidariedade internacional – Junho negro/ekainak beltza

 Na noite de 2 para 3 de Junho fomos ao consulado italiano em Iruñea (Rua Taconera, 2 – frente à Delegacia Central da Polícia nacional) e pintamos-lhe a fachada com 5 kg de tinta. Este gesto solidário é dedicado aos companheiros e companheiras anarquistas prisioneirxs do estado italiano.

Solidarizamos-nos com o anarquista sardo Davide Delogu que recentemente tentou a fuga da prisão de Brugoli (1 de Maio).

Pelxs anarquistas presxs nas prisões de Ferrara, Alessandria, Uta, Rebibbia, etc.

Solidariedade aos companheiros e companheiras detidxs e perseguidxs em Turim.

Solidariedade aos/às anarquistas visadxs pelas operações Scripta Manent e Shadowv.

A próxima visita será com dinamite

Junho negro/ekainak beltza

N.T. Iruñea (em basco, Iruñea) também conhecida por Pamplona, é capital da província e comunidade foral (autónoma) de Navarra, no estado espanhol.

Bristol, Reino Unido: Encontro pela Libertação Animal [9-11 de Junho]

Encontro sobre libertação animal numa perspetiva anarquista

Um encontro direcionado para reconstruir e fazer progredir o movimento de libertação animal. Numa óptica anarquista, visará especialmente a exploração animal como resultado do capitalismo e domesticação e a melhor forma de os desafiar neste contexto.

Bristolliberationgathering.wordpress.com

[11 de Junho] Vídeo solidário com anarquistas presxs a longo prazo


Vídeo de solidariedade para o 11 de Junho, dia internacional da solidariedade com Marius Mason & anarquistas presxs a longo prazo

Setúbal, Portugal: Concerto/Benefit na C.O.S.A – 17/06

Sábado 17 de Junho Concerto na C.O.S.A.

Benefit custos do processo

Kafeta 15h * Jantarada 20h * Concertos 22h

Com:

Ekocidio

Rap Anarquista da Galiza

Mais Cantantes Convidados

& Mick Aberto

Aparece e Divulga!

A C.O.S.A. é VID(A) o Estado é Morte!

Rua Latino Coelho nº2

Setúbal, Portugal: Acção de solidariedade com a COSA à porta do tribunal – 2/06


Como convocado, pelas 09:00 da manhã de sexta-feira, dia 2 de Junho, um grupo grande de pessoas concentrou-se à porta do Tribunal de Setúbal. Acompanhados de um vasto pequeno-almoço, estendemos as faixas que levámos connosco e começámos a distribuir panfletos com o texto “Porque temos de parar o despejo da COSA” enquanto esperávamos pelo início da sessão. Alguns companheires vestiam t-shirts que diziam “Somos Todes COSA”.

Pelas 09:30, quando já se contavam mais de 50 pessoas lá fora e começou a música e os Ritmos de Resistência, os advogados, companheiras notificadas e um grupo de 8 pessoas entraram para assistir à audiência o que provocou o primeiro “confronto” com o tribunal: a juíza anunciara que a sessão seria à porta fechada e só os “envolvidos” podiam assistir, pelo que as restantes companheiras foram impedidas de passar da entrada do tribunal.

As companheiras notificadas ao entrar na sala de audiências foram revistadas pela polícia e obrigadas a desligar os telefones, não como uma atitude regular de segurança, mas sim como uma óbvia atitude discriminatória: porque SÓ elas foram alvo destas medidas.

Mal a audiência começa, o nosso advogado levanta objecção a estas medidas da juíza, nomeadamente a proibição de público na sala, ao que a juíza responde que “nunca na minha vida fiz uma audiência prévia com assistência”. Confrontada com o facto de na anterior audiência deste caso (igualmente “prévia”) terem estado 3 pessoas a assistir, esta respondeu que “não se lembrava”, o que os restantes participantes estranhamente corroboraram (advogado dos “proprietários”, procuradora do ministério público e secretária).

Houve então a necessidade por parte do nosso advogado de aludir a José Saramago e o seu “Ensaio sobre a cegueira”, livro que se tornou uma referência recorrente no resto da sessão.

Enquanto isso, lá fora o protesto crescia, com muita gente a participar, curiosos que paravam para perguntar, carros que buzinavam em solidariedade e um som ensurdecedor de tambores, pandeiretas, copos, panelas e trompete que ecoavam tanto pela baixa da cidade como dentro do tribunal, incluindo na sala de audiência.

Contrariamente ao que tinha ficado combinado na última audiência, os proprietários nunca chegaram a entrar em contacto connosco para uma possível negociação, e perante a pergunta da juíza e do nosso advogado a razão apresentada foi a de que afinal “não havia interesse numa proposta”.

Deu-se então lugar às partes para apresentarem as suas “alegações finais”. O nosso advogado apresentou então uma longa lista de falhas e erros processuais, pediu requerimentos para anotar a discriminação de que as várias companheiras e solidários foram alvo, e conseguiu que uma juíza já determinada há meses a proferir sentença e ordem de despejo tivesse que fazer um intervalo de vinte minutos para se decidir. Como esperado, a juíza não aceitou os argumentos para levar o caso a julgamento e ditou a sentença que já tinha há muito redigida: as rés (nós) devemos restituir o imóvel aos (agora provados) legítimos proprietários. Decisão sobre a qual vamos apresentar recurso.

Resumindo: Mais de 16 anos depois de um grupo incontável de pessoas terem ocupado, limpo, cuidado e recuperado uma casa no Bairro Salgado que, caso contrário, por esta altura seria uma ruína, e mais importante ainda terem construído, animado, agitado e mantido um centro social pleno de actividades culturais, sociais, políticas, boémias e educativas sem qualquer tipo de apoios estatais, municipais ou institucionais; depois de termos apenas dependid de uma rede de indivíduos e colectivos autónomos que criam alternativas de auto-suficiência e liberdade; fomos chamados a uma casa de Injustiça por uns “proprietários” que nunca deram a cara por nenhuma das suas 19 propriedades que deixaram ao abandono durante mais de duas décadas. Proprietários esses que, mesmo sabendo que queríamos abrir negociação, nunca se dignaram a falar connosco; através de um processo recheado de preconceitos e ideias estigmatizantes, onde nem sequer tivemos palavra nem direito a um julgamento, fomos condenadas a abandonar a Cosa.

No entanto, provámos uma vez mais que é na rua que as nossas palavras se fazem sentir, que conseguimos ter diálogos com curiosos e solidários e que colectivamente conseguimos gritar mais alto e levar as nossas ideias mais longe. Foram três horas de protesto sonoro constante, que não deixaram indiferentes centenas e centenas de pessoas numa zona que concentra o tribunal, segurança social, centro de saúde e outras instituições. Um protesto matinal (e extremamente pontual!) para o qual contribuíram muitas dezenas de pessoas, e que é mais um passo que damos juntos na resistência pela defesa, não só de uma casa, mas de uma ideia que nunca nenhum tribunal poderá despejar!

E agora?
Que se espalhe a palavra, que se espalhem as ideias e as acções….
O centro social mantém-se aberto às quintas-feiras e…todes a Setúbal no *Domingo 2 de Julho*, para uma concentração contra o despejo…
Porque isto ainda agora começou…

A COSA FICA!

Porto Alegre, Brasil: Cartaz em memória de Mauricio Morales

Apareceu nas ruas:

Me faz um favor… Procura que viva a anarquia

Porque o 22 de maio  sentimos o bramido daquelxs indóceis.Percebemos
aquela piscada cúmplice desde as ilhas do norte até as montanhas do sul.

Punky Mauri presente em nossas ações e corações

Brasil: Ação em memória de Mauricio Morales

Memória Kombativa. Barricada Solidaria 22 de maio

Nossxs mortxs são chamas de rebeldia que não se apagam, que seguem ardendo em nossos corações insurretos e incendiando esse mundo de prisões que mantém nossas mentes inquietas e impulsionam nossos corpos à ofensiva. Fogo de vida que dentro de cada unx de nós se converte em coragem para romper com a paralise do medo e arrancar das mãos dos que dominam o monopólio da violência. Nossa memória negra mantém vivxs todxs que caíram em combate contra à dominação. se fazem presentes em cada ação de confrontação da ordem e das autoridades em cada ato de rebeldia. Nesta guerra a única derrota possível è deixar de lutar, nem o seqüestro e nem a morte jamais representaram a vitoria do inimigo.

Na fria madrugada do 22 de maio saímos as ruas dispostos a travar mesmo que temporariamente uma das engrenagens desse mundo capitalista que necessita estar sempre em constante movimento. No aconchego da escuridão e sob a fortaleza do anonimato nos encontramos para lembrar axs nossxs presxs e mortxs nessa guerra social, especialmente a Mauricio Morales, companheiro anarquista que ha oito anos caia em combate em território chileno. Quando se aproximava o amanhecer armamos e ateamos fogo a uma barricada cortando o trafego na BR 116 sentido interior capital, rodovia federal e principal ligação entre a capital e a região dos vales, no trecho de cruzamento com a RS 235, entre as cidades de Novo Hamburgo e Estância Velha. Deixamos duas faixas no mesmo trajeto e lembramos a Mauri deixando claro que o próprio se fez presente.

Pela propagação do conflito e a expansão do kaos. liberdade a todxs xs presxs!

Punky Mauri Presente!
Ke viva a anarkia!

Nas Faixas se le: Que o fogo da solidariedade sega incendiando esse mundo de prisões. Mauricio Morales Presente.

Memoria combativa. Morte ao estado e ao capital. Mauri Vive

Aachen, Alemanha: Saíu a sentença do Caso Aachen

SE NÃO HÁ LIBERDADE PARA XS NOSSXS COMPANHEIRXS ENTÃO QUE NÃO HAJA TRANQUILIDADE PARA OS NOSSOS INIMIGOS

Hoje, 7 de Junho de 2017, foi proferida a sentença do caso contra xs companheirxs acusadxs ​​de atacar uma sucursal do PaxBank (Aachen) em 2014. Embora o companheiro (Barcelona) tenha saído em liberdade, a nossa irmã e companheira (Alemanha) foi condenada a sete anos e meio de prisão.

O que ficou claro após este julgamento e com esta sentença é que quiseram condenar não só os fatos, mas também as ideias; as nossas ideias anarquistas, a solidariedade e a atitude não colaboracionista com o Poder.

Apesar da intenção de atingirem e suprimirem as nossas ideias e práticas anarquistas, continuamos orgulhosxs de quem somos e convencidxs continuaremos do motivo pelo qual lutamos. Assim o demonstramos a ambxs com os nossos gritos de raiva e solidariedade na sala do tribunal – correspondendo à dignidade da nossa companheira – que nos saudou com a cabeça, levantando o braço de punho cerrado, enquanto a levavam.

Na sala do julgamento deixamos a nossa marca de desprezo por tudo o que isto significa: esperamos que esta tormenta de raiva, ira e amor pela nossa companheira sopre forte e se amplie por este maldito mundo.

Liberdade para xs nossxs companheirxs, guerra aos nossos inimigos!!

Alguns e algumas anarquistas solidárixs

N.T. Em Barcelona, estava marcada para este dia uma manifestação solidária, às 20h locais, fosse qual fosse a sentença proferida.

ATUALIZAÇÕES À MEDIDA QUE CHEGAREM

[Poesia armada] Não existe

Não existe o sol
não existe a lua
não existe a primavera
verão, outono ou inverno,
não existe o céu
não existe a terra
não existe o vento
o pasto, as flores
as árvores.
Existe a humanidade… todos os dias morre ao nascer,
da sua curta mas larga existência, o animal preso.

(Da contracapa da quinta edição da Semilla de Liberación, [Semente de Libertação, 02/2017]

em grego

Madrid, Espanha: Ataque incendiário contra a Polícia Nacional

Comunicado recebido a 1/6/2017:

Na noite de 24 para 25 de Março, após meses de preparação, entramos na Unidade de Cavalaria da Polícia Nacional em Madrid – pulando a cerca – e deixamos um dispositivo incendiário debaixo de um dos seus veículos.

Realizamos este ataque contra a Cimeira do G20 e dedicámo-lo a todxs xs anarquistas presxs.

em grego, inglês

Valparaiso, Chile: Ação em memória de Mauricio Morales

[Valparaíso, 23 de Maio de 2017]
MEMÓRIA E AÇÃO. MAURICIO MORALES PRESENTE!!. SAÍDA DIA DO CAOS, HUMANIDADES UV

Decidimos destruir o quotidiano universitário cúmplice do existente com um ato de memória, nos 8 anos da caída em combate do guerreiro Mauricio Morales (após a detonação de um dispositivo explosivo cujo objetivo era a escola dos guardas prisionais).

Os discursos que arvoraram como bandeiras a paz e a integração têm vindo a apropriar-se da luta social, avançando rapidamente para as instituições, criminalizando a ação direta e gerando uma nova mentalidade no rebanho cidadão que cala e consente, observando com cumplicidade a exploração, por isto mesmo não esquecemos xs rebeldes que deram a cara, organizando os seus bairros, assim como as afinidades, acendendo ininterruptamente a chama da insurreição. Não deixemos que as maléficas instituições do poder capturem toda a potência convertida em fogo. O poder das palavras é inegável sempre e quando existirem ações que as suportem, a guerra é permanente e o nosso caminho é a revolta – excluídos do seu mundo, das suas cinzas construíremos o nosso.

Arma-te e sê violentx, formosamente violentx, até que tudo rebente
Mauricio Morales

Pela expansão do caos e da anarquia!

Liberdade para todxs xs presxs do mundo!

Solidariedade ativa e combativa com as afinidades na clandestinidade ou ofensiva.

Mauricio Morales presente!

[Caso Aachen] 7 de Junho como data provável para a leitura da sentença

Atualização do Caso dxs anarquistas acusadxs de expropriar um banco em Aachen, Alemanha

Breve resumo da sessão de 22 de Maio.

A acusação pediu 9 anos para o companheiro e 8 anos e meio para a companheira em julgamento no denominado caso Aachen, na Alemanha.
Xs advogadxs da companheira pedem a sua liberdade tal como xs advogadxs do companheiro pedem a liberdade daquele. Provavelmente a sentença será lida no próximo dia 7 de Junho.

Atualizações constantes (espanhol) em solidaritatrebel

Paris, França: Solidariedade é o ataque!

Na noite de 28 para 29 de Maio, na Rua Romainville (Les Lilas), foi deixado em chamas um utilitário da Direcção Interdepartamental das estradas de l’île de france, uma das muitas peças periféricas da engrenagem que garante o funcionamento do Estado.

Queremos enviar solidariedade aos anarquistas que foram a julgamento no dia 29 de Maio, após a operação Scripta Manent em Itália.

Solidariedade também com Damien. A sua atitude combativa na prisão dá-nos a motivação. Pensamos que a solidariedade é uma relação de reconhecimento mútuo na base da conflitualidade contra o existente. Não somos solidárixs da desgraça mas sim da revolta.

Um pensamento também para Kara e Krem.

Por um mês de Junho perigoso.

Solidariedade é ataque.

em francês

Viena, Áustria: Atentado à Embaixada Italiana – Solidariedade aos/às anarquistas presxs em Turim

PANDEMÓNIO

Recebido a 25 de Maio:

Ontem à noite atacámos a Embaixada Italiana com bombas de tinta, expressando dessa forma a nossa solidariedade ativa com xs anarquistas presxs em Turim.

Pela libertação imediata de António, Antonio & Francisco, na prisão desde 3 de Maio.

Pela revogação da prisão domiciliária de Giada, Fabiola & Camille, acusadas de resistir a uma busca policial na sua vizinhança, em Fevereiro.

em alemão, inglês, italiano

Atenas, Grécia: Ataque incendiário ao Ministério da Cultura

Na noite de 22 de Maio de 2017, um grupo de compas atacou com bombas molotov o Ministério da Cultura, em Exarchia. Realizamos esta ação simbólica por dois motivos:

Para honrar a memória do anarquista Mauricio Morales, que tombou a 22 de Maio de 2009 em Santiago de Chile, quando a bomba que transportava para atingir la escola dos carcereiros explodiu prematuramente.

Para enviar forças ao anarquista Eric King, que cumpre uma condenação de 10 anos nas prisões dos Estados Unidos por ter atacado com bombas molotov um edifício governamental, na cidade de Kansas, em Setembro de 2014. Apoiamos a convocatória internacional para um dia de ações solidárias con Eric a 28 de Junho.

Memória combativa – solidariedade incendiária!

em grego, inglês, espanhol

3 de Varsóvia – Um apelo para ações solidárias a 31 de Maio de 2017

A solidariedade prolonga as suas vidas

Um apelo para ações solidárias a 31 de Maio de 2017

Queridxs amigxs,

Estamos à espera há mais de um ano do julgamento dos 3 de Varsóvia. Hoje, enviamos este apelo para acções de solidariedade na data da 1ª audiência – 31 de Maio de 2017.

Há também uma manifestação ‘SOMOS TODXS TERRORISTAS’ planeada para esse mesmo dia, frente ao tribunal, em Varsóvia (endereço: Marszałkowska 82).

O governo polaco segue a tendência internacional para ver a ameaça terrorista em toda a parte. Não há melhor razão para alimentar a economia de guerra, melhorar os instrumentos policiais e preparar o terreno para a autocracia do que a figura do inimigo. Qualquer ameaça externa – Migrantes (incluindo crianças prontas a cometer atos de terror) ou ameaça interna, na forma categorizada de terrorismo doméstico, está a ser duplamente usada por toda a UE para assustar a população até à obediência.

Tal como acontece com outros países da UE, os ataques terroristas foram a justificação para introduzir novas regulamentações de segurança que, enquanto concedem maiores poderes aos Estados, limitam significativamente a liberdade dos povos. As autoridades polacas também querem cavalgar a oportunidade para garantir a sua própria posição na onda anti-terror europeia. Na sequência da introdução da nova lei antiterrorista na Polónia, os principais meios de comunicação corporativos foram os primeiros a lançar a onda de falsos alarmes de bomba através do país, até que finalmente obtiveram aquilo de que estavam à espera. Na noite do dia 23, 3 anarquistas foram capturados num parque de estacionamento de uma esquadra da polícia na tentativa de incendiar um carro da bófia.

Para as autoridades e meios de comunicação as detenções puseram a nu uma prova há muito aguardada, a de que existe efectivamente uma ameaça terrorista na Polónia! Os três presos, depois de terem sido espancados e torturados, foram metidos em células de isolamento para os criminosos mais perigosos, nos 4 meses seguintes.

A encenação dos media já tinha começado e a introdução da nova lei anti-terrorista foi apresentada ao público como justificada.

A palavra “terrorista” foi utilizada pelos media de forma abusiva até ao ridículo. Uma vez que esta categoria é tão vaga que duas pessoas rotuladas como “terroristas” podem não ter quase nada em comum, as autoridades rapidamente compreenderam a sua utilidade na eliminação de uma potencial ameaça ao seu poder.

O estado polaco aprisionou os 3 de Varsóvia, mas não foi suficiente. Passou em seguida 3 novas facturas anti-liberdade,mas não foi o suficiente. Em seguida os bandidos deportaram brutalmente um estudante de doutorado que não concordou em espionar para eles – todos nós lembramos Ameer – mas que ainda não foi suficiente. Também sentem a necessidade de manterem chantageadxs ativistas, deportando estrangeirxs e criminalizando qualquer um/a que se atreva a resistir.

Estamos a apelar para se tomarem medidas de solidariedade nesse dia.
Estamos a fazer uma chamada internacional para que tu vás à embaixada da Polónia mais próxima e mostres à República da Polónia o que pensas disto.

Fogo às prisões, tribunais e lojas da bófia 

em alemão