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Para contribuir com traduções, edições-correções e/ou materiais originais para publicação tais como atualizações a partir das ruas, reportagens de ações, comunicados de reivindicação, textos dxs companheirxs presxs ou perseguidxs, chamadas, brochuras, artigos de opinião, etc.: contrainfo(at)espiv.net

Contra Info: Rede tradutora de contra-informação

Contra Info é uma rede internacional de contra-informação e tradução, uma infraestrutura mantida por anarquistas, anti-autoritárixs e libertárixs ativxs em diferentes partes do mundo. Ler mais »

Santiago: Reivindicação de dispositivo simulado em Villa Militar Oeste

No dispositivo foi escrito: “Sebastián Oversluij Presente”. Junto a um A, símbolo anarquista.

“A grande cidade apresenta, além disso, uma elevada concentração de objectivos de ataque (…) Alguns/mas combatentes, por poucxs que sejam, podem pôr em xeque, até, grandes contingentes de forças inimigas, através de acções apropriadas – a guerrilha deve deixar bem claro que os seus ataques se dirigem, por princípio, contra todas as instituições do inimigo de classe, todos os postos de administração e de polícia, o ponto nevrálgico dos centros diretivos, mas também os altos funcionários dessas instituições, juízes, directores, etc.; deixar muito claro que a guerra vai ser levada até aos bairros residenciais desses senhores (…) Utiliza a surpresa como arma e que seja ela que determine o tempo e lugar das operações.”

O moderno estado capitalista e a estratégia da luta armada / RAF.

As ideias e práticas antagónicas ao capital e ao estado têm sido a dor de cabeça da ordem burguesa – desde que se entranharam há séculos atrás, com toda a sua pujança, em território chileno – gerando diversas reacções, levadas a cabo pelos aparelhos armados do estado, fosse em ditadura ou democracia.

Durante os anos 60 salientou-se a VOP (Vanguarda Organizada do Povo), enquanto nos anos 70 esse lugar é ocupado por diversos grupos armados marxistas, a finalidade era sempre combater o poder estabelecido nessa época. Enquanto que a VOP o fazia nos tempos de Allende, o MIR (Movimento de Esquerda Revolucionária), FPMR (Frente Patriótica Manuel Rodríguez) e Mapu Lautauro (Movimento de Ação Popular Unitária) combatiam contra a ditadura militar de direita, fazendo-se parte da guerra contra a dominação, contra o Estado.

Durante a transição democrática estas organizações acabam por sentir o golpe ofensivo do Estado, desmembrando-se em seguida, ainda que parte dos seus/suas combatentes decida não desistir.

Durante os anos 90, e dada a reduzida expressão anti-capitalista, ressurgem novas correntes de autonomia e horizontalidade, fazendo-se estas notar na expressão política – principalmente em manifestações e violência nas ruas. Do anonimato à sabotagem com cargas explosivas a diversos alvos do capital e do Estado, aquelas começam a ressoar e, na década seguinte, esta forma de agir coloca a anarquia debaixo da mira atenta da polícia de investigação criminal.

A expressão viva desta nova etapa do anti-capitalismo começa a cimentar, a pulso em território chileno, a nova subversão, autónoma e libertária.

Nas mentes dos agentes do poder não cabe a possibilidade de que. no meio da democracia, existam indíviduxs dispostxs a fragilizar e interromper a paz social e a circulação capitalista. Os bombazos, a luta nas ruas, as extensas jornadas de protesto acompanhadas de fortes ataques à polícia, sabotagens, o fogo destruidor e a propaganda das ideias insurretas, de forma multiforme, começam a tomar parte da nova prática difusa e descentralizada, sem liderança nem dirigentes da expressão anti-capitalista – a práxis da luta anarquista insurreccional.

Com o passar do tempo o Estado começa a reestruturar-se, armando-se até aos dentes, fazendo a sua vigilância constante e sistemática, introduzindo o seu discurso na sociedade com o amparo da sua fiel amiga de sempre: a imprensa. Por isso mesmo as manipulações fazem da prisão o castigo efectivo, para xs que saem da norma imposta, o aniquilamento físico e mental debaixo de toneladas de betão e sim, é possível, o assassinato, sendo esta a forma máxima de castigo para xs subversivxs.

Sob estas tácticas do estado, a luta subversiva é catalogada como delinquência. Para todxs xs os que fazem dela a sua vida vida isto não tem relevância alguma, porque a reivindicação e o orgulho revolucionário contradirão sempre as suas “verdades”. No entanto, devemos entender que este qualificativo tem como objectivo a prevalência dos interesses dxs poderosxs. Aí radica a aposta do ataque insurreccional – golpear e atingir o poder – até que não possam controlar a sua asquerosa ordem.

Desta forma, e sob o prisma das ideias e acontecimentos expostos, voltámos a gerar uma corrente de acções, as que não pararam e que em seguida descreveremos. Hoje, tornámos parte do nosso projecto o seguinte: envio de balas ao pároco da Igreja dos Sacramentinos, em Março; os roubos em universidades, para fins políticos, em Julho; a colocação de um dispositivo incendiário num autocarro da transantiago (sem passageirxs) em Agosto. Todas estas acções reivindicadas pela Brigada da Morte, Bando Ilegalista Sebastián O. Seguel e o Núcleo de Ataque Herminia Concha, afins à FAI/FRI, que agora formam parte dos Núcleos Antagónicos da Nova Guerrilha Urbana.

No dia 2 de Dezembro, abandonámos um artefacto simulado no interior da Villa Militar Oeste, localizada na Av. Pajaritos, Estação Central, Santiago, Chile. (1)

O nosso dispositivo era composto por um extintor com cabos ligados a um telemóvel, o qual simulava um detonador à distância. Avisamos desde já, a não colocação de um engenho explosivo real foi por decisão política. Porque se bem que neste lugar vivam seres que merecem morrer, dia e noite passam trabalhadores que não são os nossos objectivos.

Dessa mesma perspectiva, utilizámos essa simulação no Mall Plaza Alameda e num autocarro da transantiago (com passageirxs) em Dezembro de 2015. Ao contrário do que se passou com o engenho explosivo que colocámos no Centro de Reinserção da Guarda- Prisional, em Fevereiro deste ano, composto por 1 kilo de ANFO, colocado estrategicamente junto a um reservatório de gás.

Agora, regressando à madrugada do 2 de Dezembro: esta acção de hostilidade, num local onde vivem os militares e polícias, está destinada a desmoralizar o inimigo histórico dxs revolucionárixs. Inimigo a combater com todas as nossas forças e armas. Daqui, da nossa posição, avisamos-vos poderosos: hoje foi uma simulação, mas temos todas as armas e explosivos de que precisamos e não hesitaremos em utilizá-los, no dia, hora e local que decidamos para vos atingir.

Desde já advertimos: militares nojentxs, caminhem com cuidado: María Riquelme (Bloco 4 dpto 12), Iván Pinto (Bloco 11 dpto 24), Luis Orellana (Bloco 11 dpto 1123), Oscar Moya (Bloco 11 dpto 1124), Sergio Martínez (bloco 11, dpto 1142). A vossa paz e tranquilidade terminou. Hoje, foram escolhidxs aleatoriamente, qualquer um ou uma podia estar ali, com cuidado mas estamos a xs observar.

Para finalizar, é imprescendível enviar uma saudação combativa e um sinal de cumplicidade aos/às companheirxs da Conspiração das Células de Fogo (na prisão e cá fora) na Grécia. Com esta acção desejamos contribuir mesmo que humildemente à iniciativa do Projecto Nemesis. Esperando que essa proposta ressoe em cada revolucionárix e se materialize em acções concretas, por todo o mundo.

Tão pouco esquecemos xs nossxs irmãos/irmãs na prisão. Marcelo Villaroel, Freddy Fuentevilla, Juan Aliste, quando passam já 9 anos da emissão da ordem de busca e captura contra eles. Não esquecemos como o já extinto torturador Alejandro Bernales dava a mensagem entre linhas, através da imprensa. “ Caminham com a morte”. Não esquecemos também o extenso processo jurídico que tiveram que enfrentar por uma acção iniciada pela justiça militar, que com o decorrer do tempo, foi transferida para a justiça civil a cargo do fiscal militar Roberto Reveco. Transferência onde não existiu grande mudança, predominando o desejo das condenações do poder. Ainda assim, os nossos irmãos mantiveram-se firmes e irredutíveis, dignos e indómitos. A vocês, a nossa solidariedade.

Também desejamos enviar uma saudação internacionalista às mulheres guerrilheiras autónomas que dão vida à Revolução, em Rojava, no Médio Oriente. Mulheres que levam à prática ideias antagónicas ao capital, estado e patriarcado, no meio de um conflito bélico contra sacanas, polícias e militares opostos à liberdade e à autonomia.

Por último recordamos o nosso irmão e companheiro Sebastián Oversluij Seguel, a 3 anos da sua morte, duramte uma tentativa de assalto bancário, a 11 de Dezembro de 2013, na comuna de Pudahuel, Santiago, Chile. Morto às mãos do vigilante William Vera, militar com um currículo extenso, assassino a soldo do capital, com experiência em conflitos bélicos no estrangeiro.

Por tudo isto e muito mais: Atacar o corpo Militar!
A hostilidade está plenamente justificada!
Guerra ao inimigo, no seu território!
Tudo continua… Voltaremos!

Coluna Insurreccional “Ira e Complot” – FAI/FRI
Núcleos Antagónicos da Nova Guerrilha Urbana

(1) “Bomba simulada, na proximidade do metro Pajaritos, mobilizou Carabineros”. Bio Bio Chile, 2 de Dezembro 2016.

em espanhol

[Prisões norte-americanas] Sean Swain em greve de fome desde 26 de dezembro

“Não consegues aprisionar o espírito” – Thoreau

Via SeanSwain.org (12 de Janeiro de 2017)

Recebemos notícias recentemente de Sean através de um amigo dele, Sean está atualmente em greve de fome e colocaram-no numa célula de suicídio.

Embora os detalhes ainda sejam obscuros, sabemos que Sean está sem comida desde 26 de Dezembro de 2016. Ele foi acusado de extorsão de um supervisor-adjunto – tendo um processo disciplinar a iniciar-se quando começou a sua greve de fome – e foi colocado numa cela de suicídio.

Sabemos que a prisão está a reconhecer a sua greve de fome, seguindo os procedimentos associados que incluem levá-lo a uma unidade médica todos os dias, pesá-lo e medir os seus sinais vitais. Não está claro se estão a tentar negociar com ele, de qualquer forma.

Por favor, disponha de um momento para escrever uma carta de encorajamento a Sean:

Sean Swain #243-205
Warren CI, P.O. Box 120, 5787 State Route 63
Lebanon, Ohio 45036 [USA]
– EUA

em inglês l grego

[Grécia] 21 de Janeiro de 2017: Jornada de Acção em solidariedade com a Luta Revolucionária

No cartaz pode ler-se:

“Sou uma revolucionária e nada tenho a desculpar-me.
Terroristas, criminosos, ladrões são aqueles que compõem a vida económica e política; as instituições e os governos que, por intermédio dos memorandos, travam o ataque mais violento e hediondo contra a base social em nome de uma “forma de sair da crise”. Terrorista, criminoso, ladrão é o Estado e o Capital; aqueles contra quem a minha luta com toda a minha alma se tem dirigido, na luta armada, na Luta Revolucionária; aqueles a quem a minha organização tem tido como alvo em todos estes anos da nossa atividade.

(…) Quando o sistema económico e político ataca a maioria social da maneira mais impiedosa possível, a luta armada pela revolução social é um dever e uma obrigação; porque é aí que a esperança reside, em nenhum outro lugar.
A única esperança para uma saída definitiva da crise sistémica que estamos a viver neste período histórico ou uma saída definitiva de cada crise. É a única esperança para derrubar o capitalismo, o sistema que dá origem a crises; a única esperança para derrubar o Estado e o Capital.

É a única esperança para um contra-ataque armado da base social contra um sistema que os esmaga.

É a única esperança para derrubar o Estado e o Capital; para a revolução social.

Por uma sociedade de igualdade económica e liberdade política para todos ”

“Eu sou uma anarquista, membra da organização revolucionária armada Luta Revolucionária. Os únicos terroristas são o Estado e o Capital.”


Manifestação em solidariedade com xs membrxs da Luta Revolucionária

Sábado, 21 de Janeiro de 2017, às 12:00 em Monastiraki (centro de Atenas)

SOLIDARIEDADE COM XS MEMBRXS DA LUTA REVOLUCIONÁRIA

NENHUM STATUS DE EXCEPÇÃO PARA PRESXS POLÍTICXS

LUTA CONTRA O ESTADO E O CAPITAL POR QUALQUER MEIO

– Assembleia de Solidariedade (Atenas)

Texto completo do texto em grego; inglês

Atenas: Um ano de funcionamento da Okupa Themistokleous 58

No dia 10 de Janeiro de 2017 a Okupa Themistokleous 58, situada no bairro de Exarchia, completou um ano de atividade. Nesse espaço de tempo, a nossa okupa levou a cabo uma série de iniciativas, no sentido da agudização da guerra social, e participou em inúmeras ações de apoio a projetos e indivíduxs atingidxs pela repressão de todo o tipo de Poder.

Projetámos e queremos dar continuação à solidariedade anarquista internacionalista entre xs rebeldes – considerando-se que esta possa ser uma relação recíproca que vise a construção de afinidades e cumplicidades contra o Estado, o Capital e a dominação – rompendo na prática com as falsas discriminações com base na origem, idioma, género, orientação sexual e historial religioso ou irreligioso de qualquer pessoa que pudesse estar associada de alguma forma ao nosso projeto.

Fizemos frente tanto ao patriotismo difuso como ao racismo (declarado ou encoberto) e recusamos-nos a discriminar com base no estatuto que é atribuído pelas autoridades a todxs aquelxs que migram (refugiadxs ou não). Temos procurado entrelaçar a luta contra o controle e a repressão da migração com uma crítica completa e prática do complexo de dominação – que divide e isola toda a tentativa libertadora, tentando desta forma debilitá-la e sufocá-la com mais facilidade.

Protegemos o carácter anti-institucional de nosso projeto por todos os meios ao nosso alcance, mantendo a okupa e as suas atividades livres da presença e influência das ONGs, mass merda ou de qualquer intermediário. Defendemos a nossa autonomia política sem alterar as características fundamentais de nossa comunidade combativa. Ao mesmo tempo, optamos por reunir-nos com outrxs nos caminhos dos confrontos multiraciais, cooperando quando e sempre que considerássemos que o respectivo quadro político e organizacional correspondia aos nossos objetivos.

A okupa Themistokleous 58 é tanto um projeto político anárquico quanto um espaço habitacional para pessoas com ou sem papéis. É um laboratório subversivo de teoria e práxis para além de espaço de coexistência entre indivíduxs que vivem e lutam juntxs, na base da auto-organização, igual participação, horizontalidade, apoio-mútuo e a ação direta. Hoje, após um ano de funcionamento do projeto, as experiências adquiridas durante o experimento da 58 (tanto positivas como negativas) constituem para nós um legado valioso para as próximas batalhas.

Convidamos todxs para se juntarem a nós no sábado, 14 de Janeiro, às 21:00, junto à 58, para uma manifestação pelas ruas de Exarchia. Não esquecemos Shahzad Luqman, um imigrante do Paquistão que foi assassinado pela escória neo-nazi no bairro de Ano Petralona, em Atenas, em Janeiro de 2013. Não esquecemos os milhares de imigrantes que foram espancadxs, presxs, deportadxs ou assassinadxs pelo mundo dos Estados e das suas fronteiras.

Para apoiar financeiramente o projeto, lançamos para sábado 21 de Janeiro, a partir das 21:00, uma festa de solidariedade junto à 58; Música ao vivo por REZA ASKI (voz / guitarra, do Irão) e SIMO (rap, de Marrocos), dj set, comida e bebidas.

FOGO E EXPLOSÕES ÀS FRONTEIRAS E A TODAS AS PRISÕES

NEM NATIVXS NEM ESTRANGEIRXS: APÁTRIDAS E AMOTINADXS

Okupa Themistokleous 58
th58@riseup.net

pdf em grego & inglês | em espanhol

Grécia: Lambros-Viktoras Maziotis Roupas confiado a parentes

Faixa pendurada na Okupa anarquista Utopia A.D, em Komotini, norte da Grécia: “Seis anos de idade cativa; O ódio está a crescer; Bófia-juízes-
media corporativa imunda, assassinos “

Hoje, domingo 8 de Janeiro de 2017 – após uma nova ordem do representante do ministério público – a custódia temporária de Lambros-Viktoras Maziotis Roupas foi dada à avó do lado de sua mãe, tendo finalmente terminado, então, o seu cativeiro na unidade psiquiátrica do hospital infantil em Atenas. A criança de seis anos deixou o hospital, escoltado pelos seus parentes em primeiro grau.

Enquanto isso, houve protestos de prisioneirxs em prisões de homens e de mulheres de Koridallos, prisão de mulheres de Elaionas em Tebas e na prisão de Trikala.

Os membros da Luta Revolucionária Nikos Maziotis, Pola Roupa e Kostantina Athanasopoulou interromperam a sua greve de fome e sede.

Um tribunal decidirá sobre a custódia final da criança, dentro de seis meses.

em inglês, italiano

Atenas, Grécia: Três prisioneirxs da Luta Revolucionária em greve de fome e sede – Lambros-Viktoras Maziotis Roupas raptado

Na madrugada de 5 de Janeiro de 2017, duas membras da Luta Revolucionária, a companheira fugitiva Pola Roupa e a anarquista Konstantina Athanasopoulou, foram capturadas num dos subúrbios da zona sul de Atenas. A bófia da seção anti-terrorismo tomou de assalto um esconderijo onde se encontrava Pola e o seu filho de seis anos, enquanto Konstantina era presa noutra casa próxima.

Separado da sua mãe à força, Lambros-Viktoras Maziotis Roupas –  o filhinho dos membros da Luta Revolucionária Nikos Maziotis e Pola Roupa – é mantido em cativeiro num hospital pediátrico e vigiado pela polícia (!), sem direito a ver os parentes mais próximos ou até mesmo o representante legal dos pais.

As autoridades gregas, e em particular a representante do ministério público para menores, Sra Nikolou, continuam a recusar-se a confiar a criança aos parentes em primeiro grau de Pola Roupa.

Em resposta a isso, a 5 de Janeiro, três membros da Luta Revolucionária – o prisioneiro anarquista Nikos Maziotis, a recapturada companheira Pola Roupa e a recém- presa Konstantina Athanasopoulou – deram início a uma greve de fome e sede, exigindo que a criança de seis anos seja imediatamente confiada à tia e à avó (do lado da mãe).

Numa carta aberta, Nikos Maziotis declara, entre outras coisas, que: “O nosso filho é filho de dois revolucionárixs e está orgulhoso dos seus pais. Não sucumbiremos a qualquer chantagem. Defendemos as nossas escolhas com a nossa própria vida“.

A 6 de Janeiro, durante a transferência das duas mulheres ao tribunal Evelpidon, Pola gritou: “Os vermes levaram o meu filho prisioneiro para Paidon (Hospital Infantil de Atenas), vigiado por polícias armados; aos seis anos é um prisioneiro de guerra” e “Viva a Revolução! “. Pola acrescentou ainda: “Sou uma revolucionária e nada tenho a desculpar-me“.

Indica-se a seguir a declaração de Konstantina:

Sou uma anarquista, membro da organização revolucionária armada Luta Revolucionária (Epanastatikos Agonas). Os únicos terroristas são o Estado e o Capital. Recuso-me a comer e beber seja o que for até que o filho dos meus companheiros Pola Roupa e Nikos Maziotis seja entregue aos parentes deles.
Konstantina Athanasopoulou
“.

Lá dentro, prisioneirxs anarquistas e outrxs reclusxs de diferentes alas das prisões de Koridallos, para mulheres e para homens, montaram um protesto conjunto – recusando-se a entrarem nas celas – reivindicando o fim imediato do cativeiro de Lambros-Viktoras, em solidariedade com xs prisioneirxs da Luta Revolucionária atualmente em greve de fome e de sede.

Cá fora, companheirxs de várias cidades ao longo de toda a Grécia realizaram diversas ações em apoio imediato aos/às revolucionárixs anarquistas, exigindo que seja concedida aos parentes em primeiro grau da Pola Roupa a visita imediata e a custódia do seu filho menor de idade.

Força a Konstantina Athanasopoulou, Pola Roupa e Nikos Maziotis, membroxs orgulhosxs da Luta Revolucionária.

A Luta Revolucionária não irá depôr as armas nem se renderá aos inimigos da liberdade.

 em inglês, alemão, italiano

[CCF/FAI-FRI] Projeto Nemesis: uma proposta aberta

«Quem fala de guerra, deve ter um plano…»

A autoridade mais insidiosa é a que mantém a promessa de globalidade. É por isso que passamos de uma monarquia para uma democracia e não para a liberdade. A palavra “segurança” é a mais apreciada pela democracia. Quanto mais ouvimos falar sobre “segurança” mais as nossas vidas e a nossa liberdade recuam. Mas, sobretudo, o poder e a democracia contemporâneos empurraram a sociedade  para compromissos e para se submeter quase voluntariamente. A democracia agita-se como uma fábrica transparente que produz relações sociais. Os indivíduos submetem-se à ideologia governamental, às normas sociais e aos comportamentos disciplinados, considerando que o que vivemos hoje (a tirania económica, a chantagem da escravidão assalariada, na ditadura do espectáculo, a segurança tecnológica) é uma inevitável e natural ordem do mundo.

Portanto, mesmo na presença de uma autoridade omnipresente, chefes, funcionários, gerentes e proprietários sempre existirão. Hoje, a visibilidade de quem está no poder é particularmente clara. Políticos, líderes empresariais, proprietários, armadores, editores, jornalistas, juízes e a bófia são as pessoas no poder. O projeto Nemesis visa atacar essas pessoas. Esta é a nossa oportunidade de jogar para que o medo mude de campo. Em vez de se atacar os símbolos impessoais da justiça, acreditamos que é muito importante traduzir os nossos ataques no ambiente pessoal dos nossos inimigos: casas, escritórios, locais de socialização e veículos. Sabemos que para o poder, “ninguém é insubstituível”, mas também sabemos que um golpe em particular a um deles seria o medo instilado em cem outros. Criamos um legado de medo para as pessoas de sua espécie assim como para as susceptíveis de as substituir. Este é o contrapeso mínimo que podemos trazer o equilíbrio do terror em que o inimigo tem todo o controlo. Equilibrando o terror causado pelos assassinatos de trabalhadores pelos seus patrões, os disparos acidentais pela bófia, os milhares de anos de prisão proferidas pelos juízes, as mentiras de jornalistas, as leis e ordens de políticos. Em todos estes casos, o inimigo tem um nome e um endereço.

Ao atacá-los mostra-se que as pessoas como autoridade podem ser vencidas – ao mesmo tempo que, em vez de confinar a insurreição anarquista a conflitos ocasionais com a bófia – podemos fazer da revolução uma componente permanente das nossas vidas. Descobrindo aqueles que se escondem atrás de ordens e decisões que governam nossas vidas, estudando os seus movimentos e rotas e organizando as nossas próprias células ofensivas que responderão aos desafios da autoridade. Não antecipamos um curto-circuito social que conduzirá a mobilizações de massas, mas tornamos-nos os aceleradores da história através de nossas ações, criando o dicotomia ” com a autoridade ou com a liberdade”. Criamos espaços e eras onde a história é escrita pela nossa própria mão e não  percorrendo-a passivamente. O guerrilheiro urbano anarquista é uma forma de olhar a vida directamente nos olhos, de modo a que se forme um autêntico “nós” coletivo. É a construção de um processo anarquista de libertação com coragem, coerência e determinação. As nossas ações não são avaliadas apenas em função dos golpes infligidos ao inimigo, mas também em relação à possibilidade de mudar as nossas próprias vidas.

O projeto Nemesis é uma proposta internacional de se criar uma lista com os nomes de pessoas do poder com o objetivo de as atacar lá, onde se sintam em segurança, nos bastidores … nas suas próprias casas. A explosão da bomba em Atenas, na casa da procuradora distrital do M.P. Georgia Tsatani, foi o primeiro ataque, o primeiro ato do projeto Nemesis. Compartilhamos este projecto com todas as células do FAI-FRI e todos os anarquistas de ação, por todo o mundo, querendo iniciar um diálogo sobre a difusão da luta anarquista. E nós sabemos que o melhor diálogo para a avaliação de uma acção não pode ser outra coisa senão uma nova ação…

Através do projeto Nemesis saudamos todos xs nossxs companheirxs cativxs nas celas da democracia em todo o mundo e que não estão mais ao nosso lado. É especialmente dedicado aos membros do CCF  Olga Economidou, George Polydoros, Gerasimos Tsakalos, Christos Tsakalos, à nossa companheira anarquista Angeliki Spyropoulou e aos companheiros italianos da FAI, Alfredo Cospito e Nicola Gai.

A todxs aquelxs que não enterraram o machado de guerra…

Conspiração de Células de Fogo / FAI-FRI

Voltaremos em breve.

em  francês

Espanha: Reduzida a 4 anos e meio a sentença de Francisco Solar e Mónica Caballero

No dia 19 de Outubro teve lugar a sessão de análise do recurso referente à pena de 12 anos a que condenavam os anarquistas Francisco Solar e Mónica Caballero pela explosão na Basílica del Pilar, em Outubro de 2013.  O argumento da defesa baseava-se em vários pontos, destacando-se os seguintes:

· Falta de imparcialidade do tribunal que os julgou.
· Falta de provas categóricas.
· Abater a figura penal de “danos terroristas”, ao não resultar afectados bens artísticos, nem culturais ou históricos.
· Mudar a acusação de “lesões terroristas”, já que em todo caso deveria considerar-se como uma “falta”.
· Desproporcionalidade das condenações que foram atribuídas em primeira instância.

Hoje, a 16 de Dezembro de 2016, foi tornada pública a resolução do Tribunal Supremo, na qual se reduz a sentença dxs nossxs companheirxs a 4 anos e meio de prisão para cada, além de 143.317 euros na qualidade de indemnização pelos danos causados. Tendo em conta que já cumpriram três anos de prisão, restar-lhes-iam cumprir um ano e meio nas jaulas do estado. Mas há a possibilidade de serem expulsos para território chileno, visto serem estrangeiros, ficando em liberdade antes de cumprirem a pena, visto esta ser inferior a 6 anos.

A nossa alegria é imensa mas não completa pois já passaram três longos anos nas garras do inimigo sem os podermos abraçar. Até ao momento de os vermos de novo em liberdade e depois disso também continuaremos  a lutar contra o confinamento, o Estado e a dominação, já que o amor a nossxs companheirxs é tão grande como o ódio a quem xs encerra.

Morte ao Estado e Viva a Anarquia!
Queremos-los livres! A todxs!

Atualização em grego l inglês l italiano l alemão

Atenas: Faixa da Okupa Themistokleous 58 em solidariedade com xs detidxs de 6/12

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2016, um grupo de compas da Okupa Themistokleous 58, deslocaram-se à universidade de Panteios, no âmbito da concentração convocada pelo Local Anti-autoritário de Panteios, em solidariedade com xs represaliadxs de 6 de Dezembro. Na faixa colocada podia ler-se: Estamos com xs chavalxs dos motins de rua, que ninguém fique sózinhx nas mãos do estado!

ALEXIS PRESENTE NAS RUAS DO FOGO
A VINGANÇA ANARQUISTA É O GUIA DO NOSSO CORAÇÃO

Okupa Themistokleous 58

em espanhol l alemão

Oaxaca, México: Ataques explosivos contra Banco Santander e Prodecon em memória do companheiro Sebastián Oversluij

No dia 11 de Dezembro de 2013, foi abatido a tiros por um guarda de segurança o companheiro anárquico Sebastián Oversluij, no momento em que tentavam assaltar uma sucursal bancária no Chile.

Hoje, 11 de Dezembro de 2016, decidimos atacar com dispositivos explosivos uma sucursal bancária Santander e a procuradoria de defesa do contribuinte (pertencente à secretaria da fazenda) em Oaxaca.

Recordando este acontecimento de há 3 anos, não fazendo dele um mártir nem vitimizando a sua morte mas sim pela reivindicação destes e de todos os actos ilegalistas e clandestinos que já surgiram, surgem e surgirão nesta guerra.

Sublinhamos que a (B.A.I.B.F.) não tem nada a ver com esta onda de pseudo-anarquistas de esquerda que estão à mercê e defendem interesses de organizações sociais e sindicais, já que optamos pela afinidade individual antagónica e informal e pela destruição total desta sociedade-prisão e de todas as suas estruturas.

Assumimos a nossa cumplicidade com todxs xs companheirxs em fuga e com xs que conspiram e atacam a partir da clandestinidade, por isso mesmo é que esta ação é também um abraço fraterno a todxs xs presxs que se encontrem nas instituições prisionais de todos os fodidos estados.

Brigada de ação informal Bruno Filippi

em espanhol l grego l italiano

Alemanha: ⁠⁠⁠Hodei, Siao e Maya fora da prisão!

Na tarde de 4ª feira, 21 de Dezembro de 2016, três dxs presxs do bosque de Hambach foram libertadxs.

Hodei e Siao foram detidas há 3 semanas acusadas de causar uma explosão e de intenção de causar danos corporais graves, sendo sequestradas na prisão de Ossenford, retidas com a desculpa de se tratar de “risco de fuga” por serem imigrantes. Após três semanas de confinamento o ministério público retirou a ordem de detenção contra as duas, sem condições, por não haver nenhuma suspeita real contra elas. Ambas foram postas em liberdade de imediato e recebidas pelos seus entes queridos à porta da prisão.

Maya, por sua parte, consiguiu um Habeas Corpus hoje às 14.00, em Düren. Ainda que continue a resistir a se identificar deu a sua idade. Ao ser classificada como adolescente, suspendeu-se a ordem de cdetenção. Assim, foi libertada da prisión preventiva.

Não nos esquecemos de Tur*tel, sequestrado pelo estado a 14 de Maio de 2016 e ainda encerrado na prisão de Ebrach. Podem ser enviadas cartas à seguinte direção (comprovando sempre os dados na página da Cruz Negra Anarquista -https://abcrhineland.blackblogs.org- para se verificar alguma alteração):

Tur*tel: JVA Ebrach, Moritz Neuner, Marktplatz 1, 96157 Ebrach

Até que todos estejam livres ninguém está livre!

em espanhol

Alemanha: Companheira de Amsterdão ilibada no caso Aachen e início do processo contra 2 anarquistas de Barcelona

Liberdade para xs presxs detidxs por causa do assalto a um banco em Aachen / Qualquer expropriação dos ricos e dos bancos é bem-vinda.
(Alemanha – Berlim- cerca de mil flyers lançados na Hermannplatz e à entrada do metro).

O tribunal de Aachen decidiu as datas para o início do julgamento contra 2 companheirxs de Barcelona, acusadxs de uma expropriação numa filial do Pax-Bank – em Aachen, em Novembro de 2014. O julgamento terá início a 23 de Janeiro e 25 sessões estão já programadas.

Estxs companheirxs foram respetivamente detidxs a 13 de Abril e 21 de Junho, durante um assalto realizado pelos Mossos d’Esquadra, em colaboração com a polícia alemã, contra o centro social Blokes Fantasmas e ainda alguns apartamentos particulares. Desde então encontram-se em prisão preventiva nas prisões de Aachen e Colónia.

Recordamos que há também uma terceira companheira de Amsterdão em julgamento no momento num procedimento independente, mas nascendo do mesmo jogo de caça às bruxas a partir de um assalto a um banco alemão e expandida através de metade da Europa.

A partir de Barcelona, reiteramos a nossa solidariedade e apoio incondicional aos/às companheirxs em questão, convidando todxs – individualidades e coletivos – a seguir, compartilhar e estar preparado antes da próxima informação ou respostas contra a agressão do Estado para aquelxs que se rebelam contra a ordem e a miséria. A anarquista presa na Alemanha não está só. Queremos-la liberta. Queremos-la entre nós.

A seguir as datas processuais:

23 e 26 Janeiro
9,13,14 e 16 de Fevereiro
2,6,9,10,13,20,23,27,28 e 31 de Março
3,7,24,25,28 Abril
5, 12, 18 e 22 Maio

Mais informações em solidariteit.noblogs.org

[Atualização de 8 de Dezembro]

Hoje, o tribunal absolveu a companheira de Amsterdão. Recordamos que o ministério público havia pedido uma sentença de seis anos e meio por “assalto à mão armada, privação ilegal de liberdade pessoal e posse ilegal de armas de fogo.”]

em italiano

Cremona, Itália: Sabotagem de repetidor em solidariedade com anarquistas atingidxs pela repressão

Tudo é de todxs

Numa noite de Novembro, sabotámos um repetidor próximo de Cremona. Do centro à periferia, em solidariedade com todxs xs anarquistas atingidxs pela repressão e na prisão.
Em latim gostamos de  “Omnia Sunt Communia

fonte: informa-azione

em espanhol

Grécia: Três autocarros elétricos incinerados no centro de Atenas

Na noite de segunda-feira, 19-12-2016, um grupo de compas decidiram aquecer um pouco o inverno urbano, deitando fogo à paz social e à apatia.

Com apenas 5 litros de material inflamável e um ódio infinito contra todo o Poder, dirigimos-nos à rua Patision, no centro de Atenas, parámos 3 carros elétricos que passavam pelo sítio e, depois de  fazermos sair todxs xs passageirxs e xs condutorxs, incendiámos-los.

Três carros eléctricos queimados, um por cada prisão preventiva imposta contra xs detidxs dos confrontos em Atenas no dia 6 de Dezembro de 2016, em Atenas.

Força ao preso anarquista Panagiotis Argirou (membro da CCF) que recentemente foi condenado pelo Estado a mais 7 anos de reclusão, desta vez por tentativa de incêndio de um autocarro, em 2009.

Fogo às máquinas e à civilização!

em grego | inglês |espanhol

Bristol, Reino Unido: Acção directa do grupo de sabotagem “Areia nas engrenagens” no desfiladeiro de Avon

Atacando o sistema de transporte de carvão do Reino Unido – interrupção das linhas que alimentam a máquina

Cortar as ligações que alimentam a máquina não é impossível. Quando as pessoas assumem uma revolta civil no Reino Unido, se por um lado são capazes de abandonar os seus compromissos para abrir uma avenida então, a maioria, também terá a habilidade e a possibilidade de se mobilizar para algo novo. A guerra não acabou quando aqueles momentos terminaram, reacende-se em pequenos arrebatamentos aqui e ali, mostrando que não estamos esmagados, que as coisas podem ser conduzidas a uma paragem abrasiva outra vez, mesmo que por uma fracção de segundo.

Basta apenas alguns espíritos brilhantes e isso é bem visível, quando a confiança presunçosa das actividades é derrubada, alguns pinos não encaixam e as coisas podem ser vista numa perspectiva diferente. Fora da sincronia e do equilíbrio já nem tudo parece estruturalmente sólido, sente-se mais a vida para ser agarrada.

O novo horizonte foi vislumbrado através do nosso dia nublado, domingo 6 de Março, esperando que este não complicado acto de sabotagem que levámos a cabo exponha a vulnerabilidade da sua matriz complexa.

Fizemos uma avaliação do risco e, quando a noite começou a cair, entrámos no primeiro túnel ferroviário, cortámos ambas as linhas com um cortador de disco portátil – não imaginámos descarrilar uma locomotiva mas sim provocar uma interrupção e danos económicos (tempo é dinheiro). Entrámos no segundo túnel e fizemos mais dois cortes, marcando todos com tinta cor de rosa e deixando uma faixa como aviso.

A linha em questão atravessa o desfiladeiro de Avon de Royal Portbury Dock, sobre o Avonmouth, é apenas para o transporte de mercadorias (sem passageiros) – 70% do carvão importado pelo Reino Unido para gerar energia vem através destas molas. Esta linha é um gargalo para a dispersão no país. A maior parte vem dos EUA onde rebentam montanhas para o extrair assim como da Rússia – de Shor e Teleut, terras ancestrais devastadas na Sibéria ou de sítios como a Indonésia onde dizimam florestas para lá voltar semeando minas e plantações. Isso para manter as fábricas a funcionar e as luzes acesas, enquanto sentimos vontade de escapar das prisões laborais e reconquistar as estrelas. Outras cargas transportadas nesta linha incluíam agregados de construção e veículos novos a caminho da sala de exposições. Mais linhas de alta velocidade estão a chegar ao Reino Unido, mais estradas, mais terra selvagem e vida animal dizimada no frenesim do progresso.

Depois de ver as actividades fogosas contra o fluxo de carvão na floresta de Hambach, na Alemanha, desde o Ano Novo – não desistam da luta! – ou o corte dos carris na anel de carvão na Escócia, alguns anos atrás, por pessoas desconhecidas quando as lutas contra a extracção de carvão iam no ponto alto, entendemos por fim que não somos originais. Nem sequer é a primeira vez para as emboscadas de eco-sabotagem naquela linha de Portbury nem tampouco para carga problemática ao longo dos anos. Vemos ataques atrás de ataques em linhas ferroviárias em diferentes países, está ao nosso alcance prejudicar os circuitos que alimentam a besta, só temos que enganchar a nossa coragem, manter um olho aberto para as fraquezas, talvez começar com pequenas coisas mas sonhar sempre em grande. Neste momento estamos a ler sobre danos económicos deste mês por sabotadores ferroviários no norte de Espanha, afirmamos também a nossa solidariedade e respeito pelos anarquistas que se encontram lá com casos abertos em tribunal ou atenção policial sob outra forma, rimos-nos ao ouvir falar dos seus belicosos e incontroláveis espíritos que se mantêm quando reprimidos na luta contra a rejeição do domínio. Talvez as fagulhas acesas nos túneis do comboio se tenham reflectido sobre os Alpes e mais além para iluminar o céu para aqueles que se encontram em celas negras por tentarem parar o capitalismo de alta-velocidade e as suas tecnologias nano-mundiais.

Juntando a nossa força com as tribos próximas e distantes, recusa e ataque! Bloquear os fluxos rotas, adiante com xs lutadorxs!

A caminho de uma vida selvagem e livre de carvão, pedreiras, carros ou bófia.

Grupo de sabotagem do desfiladeiro de Avon “ Areia nas Engrenagens”, de saída….

Paris: Um companheiro em prisão preventiva no contexto da mobilização contra a lei do trabalho

jaguar-paris-15-4-2016-2O companheiro anarquista detido na quarta-feira no dia 7 de Dezembro, na Bretanha, foi presente ao juiz no dia seguinte, na secção 23 do Palácio da Justiça de Paris, ficando em prisão preventiva.

Acusado de causar danos tanto num Centro de Emprego como numa estrutura da Câmara de Comércio e Indústria, para além dum supermercado Franprix e ainda dum concessionário da Jaguar – durante uma manifestação espontânea contra as reformas laborais, ocorrida na noite de 14 de Abril entre o décimo e o décimo nono distritos de Paris – a bófia identificou-o só no verão tendo tido problemas para o encontrar, embora aquele não se estivesse a esconder de nada.

Um mandado de prisão emitido em Agosto exigiu uma pesquisa no arquivo de contas bancárias (Ficoba) que lista todas as contas bancárias em França (por exemplo, para localizar as últimas retiradas) bem como a investigação sobre a demarcação de seu telefone. O companheiro recusou-se a ser julgado em “julgamento imediato” e o procurador aceitou esse pedido, encontrando-se actualmente na prisão de Fleury-Merogis [NT: na região de Paris].

Para além disto, este tribunal demonstrou, como se fosse necessário alguma vez, o rosto de Justiça. Todos os réus que eram pobres e / ou com dependência de várias substâncias foram sistematicamente considerados pelo Procurador e pelos juízes como provas contra ele. Mesmo algumas tentativas de pôr-se ao nível não obtiveram clemência.

O companheiro estava na forma e manteve uma atitude digna contra esses lacaios do poder, afirmando que falará em breve. Um pequena pérola do discurso do Procurador a propósito do companheiro: “O sr. diz-se anarquista, todos têm o direito de ter uma opinião, as ideias anarquistas são o que são mas elas não justificam em nada os factos que lhe são imputados”.

O julgamento realizar-se-á a 19 de Janeiro às 13:30, na secção 23 do Palácio da Justiça.

Éramos muitos nas ruas durante as manifestações na Primavera deste ano. A quebra destas janelas (incluindo os do Jaguar!) entreteve-nos durante vários dias, como um pequeno raio de sol na escuridão. Cada dia de detenção de nosso companheiro ou de qualquer outro prisioneiro traz consigo os actos de revolta contra este mundo.

A solidariedade é o ataque!

Alguns e algumas anarquistas

em italiano

Atenas: Buldozer da empresa eléctrica DEI incendiado em Exarchia

nova-imagemNa madrugada de 2 de Dezembro de 2016, na intersecção das ruas Akadimias e Themistokleous, um buldozer ao serviço da empresa eléctrica DEI não conseguiu aguentar mais e decidiu acabar com a sua rotina automatizada. Antes da imolação a pobre máquina parece que disse:

“Solidariedade com as compas Siao, Hodey e Maya, recentemente detidas na Alemanha por terem defendido o bosque de Hambach!

Força à anarquista Natalia Collado, presa no Chile por ter libertado através do fogo um autocarro da empresa Transantiago!”

em grego | espanhol | inglês

[Politécnica de Atenas, 10 de Dezembro] Discussão com companheirxs de Berlim

plakat10-12Da luta na Rigaer Strasse (Berlim) às mobilizações contra o G20 (Hamburgo)

Este verão, Berlim foi o centro de um confronto entre a polícia e o que resta do que antes era um movimento de okupação. Por trás disto encontra-se a tentativa de despejo das zonas okupadas do projeto habitacional Rigaer94. Rigaer94 está localizado na parte norte de Friedrichshain com uma longa história de luta contra a influência do Estado. As três semanas de cerco ao 94 tornaram-se quase de seguida num ponto de cristalização para um contra-ataque conjunto de anarquistas, culminando numa chamada para um Julho Negro, expressando este as ideias da luta anarquista polimorfa em ação. Fortalecida pela batalha que levou a uma pequena vitória, defendendo com sucesso o Rigaer94 contra a expulsão, a ofensiva continua na próxima mobilização contra a cimeira do G20 em Hamburgo, em Julho de 2017. Já existem chamadas internacionais para ações descentralizadas afim de ser criada uma dinâmica que convide para Hamburgo todos os combatentes rebeldes em condições e dispostos a atacar.

Companheirxs de Berlim irão falar sobre a luta contra a gentrificação em Berlim, o o papel do Rigaer94 e ainda sobre os projectos de anarquistas em ação.

Sábado 10 de Dezembro, às 19:00, edifício Gini
Escola Politécnica de Atenas (entrada da rua Stournari), Exarchia

Companheirxs do Espaço Polimórfico de Ação de Anarquistas Zaimi 11
Okupa Themistokleous 58
& Contra Info rede de contra-informação e tradução

em inglês, italiano

Alemanha: Atualização do caso Aachen- sessão de julgamento de 1/12, anúncio da data do veredicto

duendeHoje, 1/12, foi o último dia de julgamento referente à apresentação das provas a favor ou contra a companheira de Amesterdão acusada pelo ministério público de Aachen de um roubo de banco ocorrido em julho de 2013, na mesma cidade.

Isso significa que na próxima data de julgamento (5/12) tanto a defesa como o ministério público irão argumentar os seus fundamentos, marcando a conclusão deste processo judicial. Hoje, o juiz disse que o veredicto já poderia ser na segunda-feira, 5 de Dezembro, mas também falou na possibilidade dos dois juízes e dos dois jurados terem mais tempo para deliberar e pronunciarem o veredicto na quinta-feira, dia 8. Ambas as datas do tribunal estão agendadas para começar às 9:30, assim, para quem quer estar presente, não se esqueça que as linhas e controles extras podem levar até 45 minutos para serem passadas.(Estar lá o mais tardar às 8:45 !!)

Desde a última actualização deste caso que um outro carrossel de peritos e polícias orgulhosamente cumpriram a sua obediente colaboração a este circo judicial repulsivo.

Na segunda-feira 28, manhã cedo, tivemos o prazer de escutar um polícia de coro, presente sobre este caso desde o início, recolhendo informações da companheira desde a Bulgária, em Julho de 2015 e assistindo à maioria das visitas que aquela teve na prisão. Durante a investigação, este bófia entrevistou os guardas da prisão perguntando se, na verdade, a companheira falava alemão. Aqueles responderam afirmativamente, mas afirmando claramente que havia um sotaque holandês muito distinto e com frequentes erros gramaticais. Tentando passar a imagem de um especialista em linguística, o bófia descaradamente propôs que a nossa companheira estava de fato representando um papel, no qual estava fingindo sempre que não podia falar alemão perfeito. Se a declaração do bófia fosse verdadeira, esta seria compatível com a declaração de um dos dois empregados do banco ao afirmar que a mulher disfarçada falava bem alemão.

Depois disso veio o especialista em DNA, que só poderia afirmar que tem a certeza de que o DNA era da companheira mas que não poderia de forma alguma determinar quando, como ou porque é que este traço apareceu nas pistolas.

Durante a tarde, no mesmo dia, o juiz tomou em consideração e leu em voz alta uma carta que a acusação apresenta como palavras da companheira camarada. Esta carta “Com a meia-noite no coração”, apareceu pela primeira vez na revista Avalanche, correspondência anarquista, em dezembro de 2015. Esta carta foi publicada anonimamente.

O ministério público apresentou um outro documento enviado pelos seus amigos na Catalunha, os Mossos d’Esquadra, em que se fala da sua investigação anti-terrorista contra xs anarquistas de Barcelona ligados ao GAC (gruppos anarchistas coordinados). O ponto principal deste documento foi a insinuação de que os mossos precisavam de encontrar uma maneira de explicar como a sua montagem de organização terrorista se financiara. Uma tentativa ansiosa de construir um motivo, ao qual até mesmo o juiz comentou com “não podemos verificar nada disso”.

Na quinta-feira, dia 1 de Dezembro, o tribunal deu (muito) tempo a um professor de um instituto de medicina forense biológica. Este professor de controle e bizarrice aparece no tribunal cerca de 110 vezes por ano para dar a sua valiosa opinião sobre a probabilidade de uma determinada imagem cctv ser compatível e comparável com as características de um indivíduo suspeito. Este professor de perversão da vida, depois de transformar um corpo humano num algoritmo biométrico, prossegue com ele, através de um cálculo matemático, classificando numa escala de 0 a 4, a probabilidade do jogo. No entanto, neste caso, dada a má qualidade de imagem da cctv e o bom disfarce do cliente de manhã cedo, ele não poderia muito dizer. Assim, depois de examinar as pequenas seções do corpo que eram mais ou menos visíveis através da filmagem, chegou à valiosa conclusão de especialistas de que não há semelhanças distintas entre as imagens da cctv no banco e da companheira.

À tarde, o tribunal passou por cima de algumas transacções bancárias insignificantes que ocorreram durante o Verão de 2013.

Noutro registo foi agradável vermos que o tribunal foi já ocupado com algumas decorações de Natal. Ao longo das últimas semanas, alguns pequenos elfos da noite decoraram, com algumas lindas bombas de tinta verde e vermelha, a fachada do edifício …

Solidariedade e raiva

Espanha: Mês de solidariedade (19 Nov/19 Dez) – 10,100,1000 centros sociais okupados

Mês da solidariedade e luta pela Okupação.

Mês da solidariedade e luta pela Okupação.

A maneira de expressar o apoio depende dos meios e das possibilidades que cada um ou uma, mas sugerimos que se procure estender, enquanto for necessário, as ações de todos os tipos e atividades que ilustrem a nossa posição e determinação de serem feitas durante este mês, não cedendo nem ao Estado nem às suas chantagens.

Com esse fim criamos a web: okupamadrid.espivblogs.net onde iremos recolher e enviar a todos as ações, declarações, apelos.

Entendemos a okupação como uma ferramenta de luta cujo objetivo principal não será a criação de espaços onde se desenrolem atividades lúdico-culturais mas sim uma estratégia de combate na qual a teoria e a prática tomam forma em simultâneo atacando um dos pilares básicos da Democracia capitalista: a propriedade. A sua importância transcende o puramente logístico, facilitando a aproximação entre companheirxs, gerando redes de afinidade, difusão e solidariedade, pontos de encontro onde debater, fazer autocrítica e compartilhar experiências. A okupação não é um fim mas sobretudo um meio que permite que nos organizemos e conspiremos. Uma expressão tangível da ideia de “faz-lo tu mesmx”.

O poder tem-se dedicado a fundo para eliminar a partir da raiz qualquer projeto de auto-gestão pois através deles evidencia-se a capacidade das pessoas para se auto-organizarem à margem do sistema. As estratégias desenvolvidas nesse sentido têm sido muitas. Das formas de repressão mais duras – rusgas, detenções, montagens policiais, etc. até outras mais “simpáticas” baseadas na via da negociação. Apesar das diferenças estéticas, o fim último de todas estas estratégias é sem tirar nem pôr o controlo e a domesticação (DAS NOSSAS IDEIAS E PRÁTICAS) dos movimentos sociais.

Há já algum tempo que a Câmara Municipal de Madrid, uma das auto-denominadas  câmaras “da mudança”, pôs em marcha uma campanha de acosso, intimidação e desgaste contra os centros sociais okupados da cidade. Mascarando as suas intenções reais com uma atitude de diálogo imposta, emprega a chantagem para conseguir a assimilação destes colectivos. O que nos venderam como um exercício de tolerância e entendimento, como um esforço de criação de tecido social não passa de uma intenção de desmobilização e debilitamento de todxs aquelxs que não passam pelo aro. Utilizando mecanismos burocráticos como as revisões do estado dos edifícios ou a necessidade de inspeção das atividades desenvolvidas a câmara oferece duas únicas opções: ou a regularização ou o despejo. Dá-se a possibilidade de continuar com as atividades dos centros sociais sempre e quando passarem a estar supervisionadas pela autoridade competente; ou na localização atual mas constituindo-se em associações legalmente reconhecidas ou então solicitando la cessação de outro espaço público. Como método de pressão recorre-se a sanções administrativas, avaliações, inspeções, identificações assim como visitas reiteradas da polícia municipal. O quadro regulamentar no qual são definidas as diretrizes da atribuição dos espaços públicos para grupos da cidade, aprovado pelo conselho municipal em fevereiro de 2016, estabelece as bases para polarizar o movimento de okupação, mais uma vez, entre projectos legais e ilegais.

Como anarquistas acreditamos que a okupação não é passível de legalização quando precisamente o seu objetivo é transgredir todas as regras que a estrutura política, social e económica nos impôs. Aceitar as suas normas suporia legitimar a sua tutela. Posicionamos-nos frontalmente contra a criação de espaços okupados sob o abrigo de qualquer instituição do Estado e recusamos toda a negociação, pacto ou diálogo que implique renunciar total ou parcialmente às nossas posições de ação e de confronto direto.

Acreditamos no conflito. Acreditamos que quem queira derrotar o Estado não o pode combater a partir de dentro. Por isso mesmo, chamamos à solidariedade com os centros sociais okupados ameaçadops de desalojo em Madrid e, por extensão, com todas as okupações que enfrentam o poder, não cedendo às suas ameaças.

A maneira de expressar o apoio depende dos meios e das possibilidades que cada um/a tenha mas incentivamos a que, durante este mês, e se possível por muito mais tempo enquanto faça falta, se realizem ações de todo o tipo assim como atividades que tornem visível a nossa determinação de não ceder nem ao estado nem às suas chantagens.

Multipliquemos as ideias e práticas anti-autoritárias de solidariedade e luta.

10,100,1000 Centros Sociais Okupados

em inglês italiano alemão

Santiago, Chile: Ação frente à Direção Nacional do Corpo Policial [23/11/2016]

Gendarme cobarde, mataste e torturaste!!!

Gendarme cobarde, mataste e torturaste!!!

2-1

81 pessoas assassinadas pelo estado terrorista no incêndio da prisão de San Migue. Abaixo os muros das prisões!

Javier Pino, preso na na Colina II. TORTURADO pela gendarmeria a 19 de Nov. 2016. O silêncio te faz cúmplice!

Javier Pino, preso na Colina II. TORTURADO pela gendarmeria a 19 de Nov. 2016. O silêncio te faz cúmplice!

4CÁRCERE=TORTURA
As prisões são centros de extermínio de pobres e de quem luta contra este sistema!!!
Gendarme cobarde, mataste e torturaste!!!
Solidariedade con Javier Pino, torturado pela Gendarmeria na Colina II,  19 de Nov. 2016.
A 6 anos do massacre de 81 pessoas na prisão de San Miguel: Nem perdão nem esquecimento, só luta!!!

Espanha: Solidariedade com xs companheirxs que lutam vinda de Palencia

Liberdade- anarquistas presxs

Liberdade- anarquistas presxs

Nahuel - liberdade

Nahuel – liberdade

Liberdade - compas expropriadorxs

Liberdade – compas expropriadorxs

Nesta luta com tantas frentes abertas podemos, unicamente, nos tentar solidarizar com xs compas anarquistas em plena luta, tanto dentro como fora das grades, levando a nossa luta com a máxima coerência possível.

Pintadas e colagem de propaganda em Palencia (Península Ibérica) pelos nossxs compas.

Se acreditamos que pouco funciona pelo menos que funcionemos nós, a norma existe para que se rompa com ela, a lei para a saltar, as grades para as retirar, os muros para os derrubar, as massas para as evitar, a noite para a amar, o fogo para para o libertar e a vida para lutar.

Animamos a todxs para se escrever aos/às compas presxs, para se lhes enviar força e ânimo.

Pela anarquia, pela revolta, instinto, persistência e muita força.

em grego

Ilha de Creta, Grécia: Veículo do corpo diplomático incendiado em Chania

kemadoNa madrugada de 14 de Novembro, na cidade de Chania (Ilha de Creta) incendiámos um Citroen C5, um veículo pertencente ao corpo diplomático. O veículo ficou completamente carbonizado. Enquanto exista Estado e Capital, não vacilaremos em atacar os seus meios e estruturas em qualquer oportunidade que tenhamos. Com esta ação enviamos uma mensagem de solidariedade a todxs xs que resistem e se rebelam em cada canto do planeta.

Liberdade para todxs xs nossxs compas anarquistas que estejam presxs nas masmorras do Estado.

Força aos/às membrxs da Luta Revolucionária, Conspiração de Células de Fogo e ao anarquista-comunista Tasos Theofilou nos seus julgamentos de apelação a ter lugar agora assim como aos/às anarquistas envolvidxs nestes casos.

Solidariedade com xs detidxs nos distúrbios de 15 e 17 de Novembro.

Anarquistas

em espanhol

Prisão de Ferrara, Itália: Carta do companheiro anarquista Alfredo Cospito sobre a operação Scripta Manent

panteraEste texto foi escrito por Alfredo durante a sua recente greve de fome, começada a 3 de Outubro e terminada a 25 de Outubro, altura em que as autoridades da prisão o libertaram do isolamento.

Valentina, Danilo, Anna, Marco, Sandro, Daniele, Nicola – amigos, irmãos, irmãs, companheirxs que foram detidxs e de novo detidxs.

Deveria narrar a mesma velha história sobre outra fabricação. Em vez disso, desejo falar sobre o motivo pelo qual elxs foram detidxs. Os irmãos e irmãs foram presxs porque atacaram, estavam cansadxs de esperar, ignoraram-se as decisões da maioria e tomaram-se medidas.

Permaneço otimista e animado porque a lógica de ‘1 + 1 = 2′ diz-me que xs companheirxs que atacaram ainda estão livres, são capazes até de atacar novamente.

O poder não reprime aleatoriamente. Hoje quer isolar e aniquilar parte do movimento anarquista, que tão “pequeno” quanto possa ser foi capaz de quebrar as correntes que o amarravam à velha “Anarquia social”.

Um anarquismo social que de uma maneira suicida e compulsiva procura “consenso a todo custo”. Diluindo continuamente as suas aspirações.

Esta visão que “nunca vai além’ é muito conveniente para o poder que, pelo contrário, teme aqueles anarquistas que recusam que o ‘consenso’ amarre as suas mãos, porque acreditam que só fora da ação (não feita de teorias abstractas ou buscando – perseguindo ‘pessoas’) pode nascer a estratégia, o caminho a seguir.

Não quero comentar as “acusações” e as chamadas “evidências”. A única coisa que eu diria é que os irmãos e irmãs da FAI-FRI sempre reivindicaram com as cabeças erguidas, na frente dos porcos da toga preta, os seus próprios méritos, suas próprias ações, assumindo plena responsabilidade, cuspindo nas faces dos porcos , como o mantivemos em Génova.

A minha prioridade principal não é sair da prisão a todo custo, mas sair com a cabeça erguida sem ter renegado nada do que eu era e do que sou.

Eu sairei de forma boa ou de forma ruim, tudo dependerá da minha força, das minhas capacidades, da força de meus irmãos e irmãs lá fora, mas certamente  sairei com a cabeça erguida.

A minha cumplicidade ideal vai para os irmãos da “Cooperativa Artigiana Fuoco ed Affini” – FAI; os irmãos e irmãs da FAI-RAT (Rivolta Anonima Tremenda); os irmãos e irmãs da Narodnaja Volja – FAI, quem quer que sejam, onde quer que estejam.

A minha cumplicidade ideal vai para o anarquismo da práxis, o qual em novas formas está ressurgindo em boa parte do mundo, depois de uma longa hibernação.

Avante sem medo.

O futuro é nosso.

Pensamento e dinamite

Alfredo Cospito

em inglês via insurrectionnews

Chile: Comunicado das Células de Propaganda Moica Morada e atualização do “Caso PDI”

1977-544x819Às vezes, observamos como a fadiga, opressão e o desespero começam lentamente a consumir-nos. A ansiedade percorre o nosso corpo, a paranóia cresce, muitxs de nós encontramos-nos com o peito apertado perante o abismo que nos tenta a cair, as emoções voam e sentimentos correm de forma selvagem através dos nossos corpos, é verdade, não somos imunes ao nosso entorno, em especial nas situações extremas e devemos precavermos-nos para que nenhuma gota caia ao longo do caminho.

Escrevemos este parágrafo breve como parte da nossa pequena confissão, há que ser honesto, este caminho é difícil e extenso mas uma coisa que aprendemos é que gostaríamos que cada leitor dos por vezes confusos comunicados, ou um pouco confusos pelo menos, entendesse que não podemos vacilar ou abrandar as nossas posições – parece complexo mas isso vai permitir-nos criar um mundo novo no nosso coração. Por isso mesmo, as nossas chamadas são no sentido da solidariedade para além da afinidade; é chegada a hora de conceber uma grande rede de solidariedade que não seja apenas um grupo fechado numa sala discutindo entre si, mas que cada gesto, cada determinação individual ou em grupo, cada acção insurreicional, cada grito contra a autoridade, cada golpe contra o poder, contribuam para a construção de uma união em acção em cada anarquista, anti-autoritárix e insurretx ou anti-carcerárix, para além do momento do ato em si, sendo isto uma receita inútil se não se quiser espalhar o gesto pelos meios que conhecemos. Mas chega de falar sobre nós; não procuramos aqui posicionar as nossas próprias ideias e é importante não perder nunca de vista esse foco! Então, vamos lá:

Há um mês que se fez uma chamada solidária a qual obteve um eco de alegria por todo o mundo, demonstrando dessa forma que a solidariedade não tem limites nem fronteiras fictícias, determinadas por estas nações – já que por regiões tão longínquas, como por exemplo Grécia ou Espanha, encontrarem eco numa chamada deste tipo é que há que deixar claro que não se pode dar nem um passo atrás nesta guerra. É também nossa opinião que é importante propagar as acções que emanaram de diferentes lugares para que não sejam retidas no silêncio nem sejam afogadas na voragem da urbe.

15 de Out: Grécia: ataque com bombas molotov contra esbirros.

18 de Out: Solidariedade ativa com xs compas do caso PDI a partir do Liceu Manuel Barros Borgoño. Traduzidos em alemão e grego.

19 de Out: Solidariedade ativa com xs compas do caso PDI a partir do Liceu Manuel Barros Borgoño. Mais o vídeo do ataque contra os carros da polícia.

19 de Out: Santiago: Bomba de ruído contra recinto que guardava una antena celular electromagnética.

19 de Out: Grécia: Faixas em solidariedade com o “Caso PDI”. (I e II)

20 de Out: Santiago: Jornada pela libertação dxs presxs da guerra social na UAHC.

21 de Out: Santiago: Concentração durante uma nova tentativa de início da fase de audições do julgamento.

23 de Out: Cartaz solidário com xs compas do “Caso PDI”.

23 de Out: Santiago: Ataque explosivo a sucursal do BancoEstado em Macul.

26 de Out: Comunicado de Nicolás Rojas e Joaquín Garcia.

E muitas mais acções anónimas que dotaram de gestos esta interrupção que sendo só simbólicas não representam nenhuma espécie de limite. Todas estas acções geram a solidariedade que tão necessária é nestes tempos adversos nos quais  o Estado e os seus cães de colo deambulam em busca de vingança perante as acções anti-autoritárias que atentaram contra a sua falsa normalidade, sendo que esta adversidade não nos deve encontrar sózinhxs, a chamada é para o auto-cuidado e ao cuidado de nós mesmxs, frente ao inimigo.

A modo de atualização só referir que, na passada audiência do dia 10 de Novembro, se adiou novamente o início da fase oral para o dia 28 do mesmo mês, de modo a serem articuladas novas defesas e algumas reparações técnicas que não vêm ao caso. Por isto mesmo, foi lançada ao vento uma nova chamada à solidariedade, face à vingança inquisitorial planeada pelos juízes e à brigada de delitos complexos da PDI que andam a ver se prolongam o sequestro dxs nossxs companheirxs para 23 anos de presídio efetivo.

A chamada não é para claudicar e há que gritar aos 4 ventos que viva a anarquia, pois as nossas mãos têm fogo, chumbo e xs seus pescoços são o nosso objectivo, não deixando ninguém só!

SOLIDARIEDADE E ACÇÃO PELA LIBERDADE DOS PRISIONEIROS DO ESTADO E CAPITAL NO MUNDO!

PRESXS EM GUERRA EM LIBERDADE JÁ!

AMARU, FELIPE, MANUEL, NATY E Mª PAZ EM LIBERDADE AGORA!

Células De Propaganda Moica Morada

em espanhol