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Para contribuir com traduções, edições-correções e/ou materiais originais para publicação tais como atualizações a partir das ruas, reportagens de ações, comunicados de reivindicação, textos dxs companheirxs presxs ou perseguidxs, chamadas, brochuras, artigos de opinião, etc.: contrainfo(at)espiv.net

Contra Info: Rede tradutora de contra-informação

Contra Info é uma rede internacional de contra-informação e tradução, uma infraestrutura mantida por anarquistas, anti-autoritárixs e libertárixs ativxs em diferentes partes do mundo. Ler mais »

Chile: Em memória de Renzo Novatore

Renzo Novatore – Iconoclasta, anti-dogmático, individualista, nihilista e, acima de tudo, anarquista

“O mundo é uma igreja petulante, gananciosa e lodosa, onde todos têm um ídolo para adorar qual fetiche, altar ao qual se sacrifica.”
R. Novatore, “O reino dos fantasmas”

O companheiro Renzo Novatore, pseudónimo de Abele Rizieri Ferrari, nasceu a 12 de Maio de 1890 em Arcola, localidade italiana situada na província de La Spezia. Representativo do “anarquismo iconoclasta”, lutou com ideias e armas contra o poder até ser abatido a tiros pelos carabinieri, num tiroteio ocorrido a 29 de Novembro de 1922.

Hoje, ao se ler e analisar as ideias e ações de Renzo Novatore, pode-se interpretá-lo sob várias perspectivas – embora numa óptica anarco – nihilista se possa reconhecer a sua grande contribuição ao ter dado contundência a toda a trama de discursos e práticas iconoclastas, individualistas, nihilistas, anarquistas.

Entre essas contribuições encontra-se principalmente a crítica à sociedade (qualquer que seja) como lugar de origem dos vícios da humanidade. Para além disto, a interpretação que o companheiro realiza nos seus escritos sobre a vida, em si mesma – como algo que há que amar, no seu conjunto de contradições – a prioridade do eu perante tudo, não como mero exercício de egocentrismo ou desprezo mas, bem melhor, a construção do Ego, construção essa que se poderia explicar de forma simples, como a ideia que hoje conhecemos como o “ser tu mesmx”, o amor pela natureza, o prazer pela destruição, o despojo de todos os valores morais, e o prazer, sim, o mais puro prazer que nos leva a lançarmos-nos ao nada.

Porque a relação entre dependência e individualidade é direta, quanto mais dependente se é menos indivíduo se torna e vice-versa. Desta maneira, o último reduto da liberdade está em cada um/a de nós, para além e acima de qualquer maioria ou acordo.

“Sob o falso esplendor da civilização democrática caíram quebrados em pedaços os mais altos valores espirituais. A força da vontade, a individualidade bárbara, a arte livre, o heroísmo, o génio, a poesia, foram objecto de burla, ridicularizados, caluniados. E não em nome do “eu” mas sim da “colectividade”. Não em nome do “único” mas da “sociedade”.
R. Novatore. “Até ao nada criador”

Estas são sem dúvida um conjunto de ideias que podemos reconhecer como grandes contribuições e influências ao caminho por onde alguns – sempre poucxs- transitamos.

Novatore não é só autor de diversos escritos teóricos e de agitação, também o é  de numerosas ações e expropriações na sua imparável luta contra toda a forma de autoridade. Assim, reconhecer Novatore como parte de uma história de luta na ofensiva contra o poder, é reconhecermos-nos como parte desta história. É fazer-nos participantes da guerra contra toda a autoridade e dominação, pela destruição de todos os valores morais e entender o indivíduo como parte fundamental do desenvolvimento das nossas vidas, como o início de todas as nossas negações e contradições.

Que o nada e o todo deixem de ser um jogo de palavras bonitas com os quais se enchem panfletos e palavras de ordem, pois tal como o panfleto e a palavra de ordem necessitam estar acompanhados da ação para serem coerentes, levemos as nossas ideias à prática.

De nada serve o nihilismo vazio e passivo, despedaça a tendência anárquica com as práticas nihilistas qual grande colisão de estrelas numa obscura noite que impulsiona caóticamente a conspiração.

Hoje, já são muitxs xs Bruno Filippi e Renzos Novatore que se arrojam ao tornar-se das tendências anti-sociais, do Chile à Grécia e por todos os recantos do mundo a guerra continua.

Até que todo o existente seja destruído.. pelo triunfo do eu e pela derrota do poder!
Renzo Novatore, presente!

N.T.
Abele Rizieri Ferrari (12 de maio de 1890 – 29 de novembro de 1922), mais conhecido por Renzo Novatore, foi um poeta da anarquia que viveu alguns dos anos mais turbulentos de uma Itália revolucionária e pré-fascista. Abele foi assassinado no mesmo ano em que Mussolini marchou sobre Roma (1922).
Em português, editado em 2013 pelos companheiros da Textos Subterrâneos, existe uma antologia de Abele Rizieri Ferrari: “Flores Silvestres”.

em espanhol

Bolívia: Oficinas de auto-defesa para todxs em Cochabamba e La Paz

Auto-defesa para todxs (oficina prática)

– Técnicas de defesa em pé e no chão, apresentar-se-á um manual para seguir passo a passo cada exercício.
– Condicionamento físico.
– Conversa anti-patriarcal sobre auto-defesa.

Datas:

La Paz, 20 de Janeiro, das 15h às 18h.
Plaza Villaroel, Extremo Norte, Villa Fátima

Cochabamba, 27 de Janeiro, das 15h às 18h
Cruzamento da Avenida Símon López e Calle M Ballivian, N 2215 Cruze Taquiña

Podes trazer os teus materiais, livros, fanzines, telas, etc.
Atividade livre de fumo, álcool, atitudes patriarcais e especicistas

em espanhol l alemão

Santiago, Chile: Ataque incendiário a autocarro da Transantiago

É sempre momento para atacar embora não sejamos indiferentes ao panorama actual… enquanto a sociedade se regozija, seduzida pela visita papal – expiando as suas culpas na ansiedade da espera – reivindicamos nós a aventura da ação directa.

A 10 de Janeiro, já noite, animados de autónomos desejos, deixamos um dispositivo incendiário – durante o percurso do I 01 do Transantiago – ativado nas proximidades  do cruzamento das ruas Franklin e San Francisco. No momento em que o fogo estava a expandir o chofer borrego acode e sufoca o fogo com um extintor, queimou-se só a parte detrás deste transporte símbolo das lógicas mercantis, que delega tempos e pulsos, adequando o quotidiano a um controlo social mais delimitado, dando as comodidades típicas de uma cultura alienante. Não obstante, a nossa ação despedaça estes tempos, estas comodidades, escolhendo, sem chefes e em horizontalidade, onde e quando fazer e desfazer as negras intenções de conflito permanente contra tudo o que se posiciona como autoridade.

Quer dizer que dando este ataque em tal hora e lugar,  para nós as nossas decisões e palavras são um vínculo com o que acreditamos ser o óptimo ao momento de ataque Já que há ritmos que se geram com segurança e, mais ainda, com uma vontade determinante de afilar as feridas aos nossos inimigos. Quanto aos materiais, horários e objectivos só nós é que os fixamos e avançam de acordo com o sentido de guerra… quando pretendermos que o dano-destruição sejam distintos assim o faremos e toda a planificação apontará nesse sentido.

Ninguém nos dirigirá, nunca. Vamos pelo ataque descentralizado, autónomo, livremente associado, anárquico e violento. Saudando xs nossxs companheirxs na prisão. Juan Flores condenado recentemente por ataque explosivo, sob a Lei Antiterrorista e Tamara Sol, com a sua tentativa de fuga – que demonstra como a ousadia é o melhor alimento.

Com todo um mundo por destruir, multiplicar a ação autónoma já!
A 10 anos da sua caída em guerra…

Grupo Autónomo Weichafe Matías Katrileo.

N.T. Foi em 2008, o cobarde ataque que assassinou Matias Catrileo Quezada, jovem estudante universitário comprometido com o processo de resistência mapuche contra as empresas florestais, mineiras, energéticas, assim como latifúndios e o militarismo.

em espanhol

Santiago, Chile: Dispositivo incendiário/explosivo contra santuário católico

Reivindicamos a instalação de um dispositivo incendiário/explosivo numa das entradas do santuário do Movimento Apostólico de Schoenstatt, situado na comuna de La Florida, ação realizada na noite de 15 de Janeiro, dia da chegada do Papa Francisco ao Chile.

Através desta ação reafirmamos o combate contra a autoridade da Igreja Católica, instituição cujos organismos e representantes exercem historicamente a repressão a repressão sobre os corpos, a imposição de papéis e de padrões de comportamento, a manipulação das mentes e o monopólio espiritual castrador dxs indivíduxs.

Cúmplice das matanças, perseguições e genocídios na historia mundial, a Igreja Católica e o seu Papado são um dos pilares do domínio civilizado e do colonialismo no território denominado “América Latina”.

O Movimento Apostólico de Schoenstatt, fundado na Alemanha en 1941 pelo sacerdote José Kentenich – que personalizou o movimento em 1949, no Chile – é se dúvida alguma um enclave de referência do conservadorismo da elite empresarial chilena.

É através da rede de escolas  do Movimento que os Padres de Schoenstatt educam mais de seis mil meninos e meninas no Chile  – utilizando uma matriz de valores repressores da liberdade sexual condenam o aborto e defendem a hegemonia da instituição-contrato do matrimónio heterosexual.

Ligados a este movimento encontramos uma série de personagens desprezíveis  tais como o sacerdote Raúl Hasbún, defensor moral e político da ditadura; o parlamentar José Antonio Kast, defensor da ditadura e dos torturadores, empresário e ex-candidato presidencial de tendência fascista; o empresário Agustín Edwards, dono do diário de direita “El Mercurio”, que rezava no Santuário de Schoenstatt quando um grupo guerrilheiro (FPMR) sequestrou o filho, a princípios dos anos 90; o empresário Felipe Matta Navarro, amigo pessoal do Presidente Piñera e ligado ao negócio das pensões das AFP; os sacerdotes Rodrigo Gajardo, reconhecido pedófilo e, por fim,  Francisco José Cox Huneeus, acusado de abuso sexual de menores, vivendo hoje recolhido num mosteiro.

Para além destes vínculos e de qualquer contexto ou justificação, sabemos que é sempre bom o momento para atacar a tranquilidade dos templos da moral e da autoridade.

Saudamos, através desta ação, o desafio lançado pelxs companheirxs da“Célula Santiago Maldonado”, que a partir de Itália propuseram que se reforçasse os ataques que atentem contra a paz dos representantes e cúmplices do domínio.

Saudamos cada célula e individualidade anárquica que continue a propagar o fogo da sublevação da liberdade.

CONTRA O PODER DA IGREJA E A MORAL CRISTÃ
SOMOS BLASFEMXS ANTES QUE DEVOTXS!
FRANCISCO, NÂO ÉS BENVINDO!
AQUI ESTAMOS EM GUERRA CONTRA TODA A AUTORIDADE

Célula Incendiária Anti-clerical “Hortensia Quinio”
Federação Anarquista Informal / Frente Revolucionária Internacional (FAI / FRI)

espanhol

Alemanha: Atualização sobre Lisa, anarquista que se encontra presa em Colónia

Liberdade para Lisa, liberdade para todos que estão atrás das grades!
Nada está esquecido, nada está perdoado!
Viena, CNA

Recusada a revisão da sentença

Em Dezembro de 2017 a BGH (Tribunal Federal de Justiça) recusou a revisão da sentença dada à nossa companheira Lisa. Assim, a sentença de 7 anos e meio torna-se definitiva. A determinação da compa é de ser extraditada a Espanha, o mais breve possível, para estar mais próxima do seu meio suporte. Por agora continua encarcerada na mesma prisão de Köln (Alemanha). E pode receber cartas.

Lisa, nº 2893/16/7
Justizvollzuganstanlt (JVA) Köln
Rochusstrasse 350
50827 Köln (Germany) – Alemanha

Por outro lado, soubemos que, no mesmo mês, o ministério público de Aachen retirou o recurso contra a absolvição da nossa companheira da Holanda, após quase um ano. Alegramos-nos muito por ela! (mais info em solidariteit.noblogs.org)

A solidariedade é a nossa melhor arma!

em espanhol, inglês, alemão

 

[Floresta de Hambach] Fogo a cabos de electricidade pára a mina de carvão a céu aberto

A 24/12/2017 deitamos fogo aos cabos que fornecem com eletricidade a mina a céu aberto de Hambach. Assim pelo menos interrompemos aí algumas das máquinas maiores… Os cabos eram, neste caso, os do miradouro do poço a céu aberto (perto de Terra Nova).

A mina de Hambach é um buraco – maior que a cidade de Colónia – em que se cava para retirar lignite (carvão castanho). A combustão deste carvão emite uma incrível quantidade de CO2 (assim como outras coisas, como arsénio, mercúrio, …), combustíveis das Alterações Climáticas. A mudança climática tem consequências catastróficas, como secas, inundações e tempestades, fazendo com que muitas pessoas morram ou sejam privadas de seus meios de subsistência. Além disso, muitas pessoas têm que sair das suas aldeias, pois têm de dar lugar à mineração a céu aberto na Floresta de Hambach uma floresta antiga e bonita que está a ser deitada abaixo.

À RWE: Uma Alegre Crise e um Novo Medo Feliz!

em alemão, inglês

11 de Junho – Dia de Solidariedade com Marius Mason e todxs xs prisioneirxs anarquistas a longo prazo

Ao longo dos anos o 11 de Junho, Dia de Solidariedade com Marius Mason e todxs xs prisioneirxs a longo prazo tem vindo a apoiar e a destacar dezenas de companheirxs presxs. Tem-se vindo a incluir mais prisioneirxs de fora dos EUA, nos últimos anos, evitando-se cair no caminho fácil do centralismo nos EUA – representando-se assim de forma mais fiel a riqueza da expansão anarquista e das lutas anti-autoritárias através do mundo. (Pode descobrir mais sobre isto em june11.org). E é com isso em mente que lhe estamos a pedir ajuda para traduzir e divulgar esta breve mensagem. Sabemos que existem muitxs prisioneirxs cujas histórias não nos têm chegado ou com quem foi difícil estabelecer contacto. Por enquanto o 11 de Junho tem-se concentrado em prisioneirxs anarquistas com penas de longa duração, mas essas não são qualidades estritas. Estamos ansiosxs de apoiar prisioneirxs anti-autoritárixs – a partir de diversos tipos e categorias de lutas. O 11 de Junho tem como objectivo manter nos nossos lábios os nomes dxs companheirxs que estão trancadxs há muitos anos – muito tempo depois de muitxs delxs andarem à deriva, pois sempre há novas lutas, novas emergências e mais amigxs a serem alvo do estado. Geralmente, usamos uma sentença de dez anos como ponto de referência, mas neste momento estamos a apoiar alguns e algumas prisioneirxs que cumprem 6 ou 7 anos.

Não fazemos essa distinção para minimizar a experiência dxs compamheirxs que sejam retiradxs das suas comunidades e torturadxs por menos anos, mas como um reconhecimento do que é necessário fazer mais para sustentar o apoio e a solidariedade aqueles que serão trancadxs durante muitos ciclos de luta. Pedimos que entre em contato conosco se conhecer prisioneirxs cujo caso seja ajustado e gostasse de ver incluído no 11 de Junho. Nesse caso, quando fosse possível, desejaríamos estabelecer diálogo com xs apoiantes para que se possa explorar mais profundamente como xs apoiar e manter a sua voz nas nossas actividades. Por favor, ajude-nos a traduzir e disseminar esta mensagem na medida do possível. Queremos ouvi-lxs através de si: june11th@riseup.net

Vossxs, na Luta,
Comité do 11 de Junho

Berlim: Liberdade para Lisa, liberdade para todxs!

A 21.12.17 utilizámos à chamada do Dia Internacional de Solidariedade com a nossa companheira sequestrada em Colónia para visitar a Frauenknast em Neukölln  e usar a parede oposta para uma mensagem:

“Liberdade para todxs”
“Solidariedade com o assalto bancário”

Lutaremos até que todxs sejamos livres!
Nunca esqueceremos aquelxs que a repressão arranca das nossas vidas!
Rage, Love & Anarchy
[Raiva, Amor § Anarquia]

alemão

[EUA] Convocatória de solidariedade com xs acusadxs no caso 20J

Recebido a 27.12.17

APELO PARA UM DIA DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL COM XS ACUSADXS DO DIA DA TOMADA DE POSSE – 20 DE JANEIRO DE 2018

Em 20 de janeiro de 2017, dezenas de milhares de pessoas receberam a tomada de posse do presidente Donald Trump com grandes protestos, que iam de bloqueios criativos a ações militantes de rua. Entre as manifestações daquele dia havia um «bloco anticapitalista e antifascista» conduzido por faixas, onde se podia ler «Nenhuma transição pacífica» e «Que os racistas voltem a ter medo». Em resposta ao protesto, a polícia atacou-o violentamente e rodeou cerca de 230 pessoas, detendo-as por alegadamente terem cometido danos materiais ou por estarem próximas dessas ações.

Depois de uma série de acusações formais e de manobras legais, perto de 200 pessoas foram por fim acusadas de seis crimes (cinco casos de danos materiais e incitamento a motim) e duas contravenções (participação em motim e conspiração para motim). Isto significa que cada uma dessas pessoas enfrenta uma pena 61 anos de prisão.

Este caso sem precedentes é importante porque é uma tentativa por parte do governo dos Estado Unidos de reprimir os protestos disruptivos que surgiram espontaneamente em resposta à eleição de Trump. As acusações estão destinadas a asfixiar a resistência ativa e a enviar uma mensagem de que a resistência não será tolerada, num momento em que é necessária mais do que nunca. Em muitos aspetos, este caso é uma experiência quanto à expansão dos poderes repressivos do Estado, com procuradores que tentam incriminar toda a gente enquanto grupo pela mesma mão cheia de vidros partidos, tendo simplesmente como fundamento a sua presença no local. Além disso, a polícia e outros agentes do Estado estão a tentar redefinir a mais básica organização política – a realização de reuniões, o planeamento de protestos e a participação nestes enquanto grupo – como um ato de conspiração. Isto faz parte de uma tendência contínua, tanto nacional como internacionalmente, de um aumento da repressão, que tem como alvo os movimentos sociais nos supostos Estados «democráticos». Se os Estados Unidos tiverem sucesso na condenação dos movimentos sociais desta forma, isso certamente encorajará outros governos a fazerem o mesmo.

À medida que o governo de Trump contribui diariamente para que o mundo esteja cada vez mais à beira de uma calamidade, é importante apoiar aqueles que nos Estados Unidos arriscaram a sua liberdade para se oporem a ele desde o seu primeiro dia no governo. Os protestos do dia da tomada de posse deram o tom para muita da resistência que se seguiria e garantiram que governo de Trump e os seus aliados de extrema-direita não ficariam sem oposição. Mais tarde, por todo o país, as pessoas usaram a ação direta para encerrar quase todos os aeroportos internacionais, num protesto histórico que travou temporariamente as políticas anti-imigração e islamofóbicas do novo governo. Continuando esta luta na sala de audiências, a maioria dos acusados estão a trabalhar em conjunto para responder politicamente a estas acusações e estão a usar este caso como forma de fortalecer os laços entre diferentes lugares e diferentes lutas.

Como resposta, este é um apelo para um dia de solidariedade internacional a 20 de janeiro de 2018. As ações solidárias provenientes de todo o mundo têm entusiasmado os corações dos acusados, numa altura em que enfrentam uma intensa repressão. Além disso, são parte de uma prática política que reconhece que estamos envolvidos numa luta comum que transcende as fronteiras. Pedimos solidariedade não enquanto ato de caridade, mas como gesto para uma cumplicidade comum no esforço de resistir ao governo Trump e ao futuro que procura impor.

alemão l catalão l inglês l espanhol

Santiago, Chile: Reivindicação de dispositivo explosivo num autocarro da transantiago

POR UM DEZEMBRO NEGRO PROCURA QUE VIVA  A ANARQUIA!

Não acreditamos nem nas ideias das democracias nem nas suas falácias. Não ratificamos os seus métodos de controlo social e repudiamos ainda a implementação de leis e as medidas cautelares que procuram manter os/as nossos/as irmãos/ãs atrás dos malditos muros das prisões. Tomamos posição para confrontar directamente toda a exploração. Saudamos com um uivo de liberdade – no mesmo mês em que o Angry se entregou ao abraço da sua convicção – os seus e suas companheiros/as e familiares; do mesmo modo saudamos os/as muitos/as irmãos e irmãs dos seres anónimos que ainda não desistem e que, pese o facto de estarem encerrados/as, continuam a oferecer resistência à sua condição de vida PORQUE NÃO SE ESQUECE NADA NEM NINGUÉM. Recuperaremos a liberdade e resistiremos até que o último suspiro inunde os nossos corações.

Limando as nossas arestas, com vista a um ataque mais certeiro, tomamos posição contra toda a autoridade – a cada dia e em qualquer lugar do mundo, procurando propagar, a cada recanto,a ideia de libertação total. E para que os nossos ataques, por mais diferentes que sejam, sigam o planeamento e cuidados necessários, não demos o gosto a esses malditos que querem as nossas vidas sossegadas. São milhões desse maldito dinheiro, milhões gastos pelos bastardos que tentam possuir as nossas vidas e ideias mas que de nada servirá.  Por mais lágrimas que derramemos, estas serão sempre transformadas no combustível que detona o nosso bombeante avanço e todo o sangue dos/as nossos/as irmãos/ãs assassinados/as será vingado, contra o progresso tecno -industrial e toda a máquina que devaste a terra e a vida de todos os animais que nela habitam.

O MUNDO NÃO TEM FRONTEIRA PARA OS/AS QUE AMAMOS E ESTAMOS CONTRA TUDO O QUE PROCURE A NOSSA SUBMISSÃO

Reivindicamos a colocação de um dispositivo explosivo no autocarro da transantiago (107) às 4:30 da manhã de segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017. Esta ação foi planeada – a lembrarmos-nos, com amor e raiva, dos/as irmãos/ãs que estão sequestrados/as, torturados/as e assassinados/as neste espaço chamado terra.

O nosso arrojo vai com todo o desprezo pelos malditos escravos do Estado. Com um sorriso e mais vontade de desafiar os nossos avanços; assumimos que infelizmente a bomba não detonou, já que algum/a cidadão/ã  notou a mochila que o continha e deu aviso ao motorista que, por sua vez, deu aviso
à polícia bastarda – com isso provocando o show mediático que já sabemos. Esclarecemos que pensámos nesse horário, uma vez que não muitos cidadãos se movem nesse símbolo de progresso; pelo mesmo motivo, vemos esse ato como outra experiência para a nossa vida em busca de liberdade.
A ideia de que fora esse autocarro e nessa direção, lembrando TAMARA SOL e a sua ação de amor e vingança!

Sebastian Oversluij e Alexandros Grigoropoulos presentes!
SOL EM LIBERDADE!
Até ao derrube da polícia sicária do estado!
Enquanto Exista Miséria Haverá Rebelião!

Uivamos em cumplicidade com os/as companheiros/as represaliados/as durante a chamada operação “EREBO”, no Brasil.
A Alfredo Cospito e liberdade para todos/as presos/as!

em espanhol

2017: Revoluções de Ano Novo! (vídeo)

Recebido a 31.12.17

Uma compilação de alguns dos motins anarquistas e anti-capitalistas ocorridos em 2017.

Chile: Agitação anarquista contra o poder e as eleições presidenciais

Antes das Eleições Presidenciais: Propaganda contra a via eleitoral oferecemos livros com propaganda anti-autoritária e lançámos panfletos.

Pós-data: [SOBRE O PROJECTO] A biblioteca continua em funcionamento de maneira itinerante, incentivando e propagando a leitura para esta ocasião, de forma gratuita; antes das eleições presidenciais, numa feira livre, oferecemos diversos livros (infantis, contos e política), entregámos panfletos com mensagens contra o poder e políticos/as, incentivando à busca de autonomia e liberdade, fora das instituições e do Estado. Também lançámos panfletos na povoação onde estamos frequentemente como projecto. Com esta ação terminamos já com o nosso stock de livros, embora estejamos apenas no início da iniciativa. A propaganda nas ruas continuará de forma ativa e começamos já a armarmos-nos de material para se continuar nas ruas e noutros lados.

Dalgum lugar do território chileno,
Biblioteca Anti-Autoritária Libertad
Primavera, 2017

em espanhol, alemão

Atenas: Faixa em solidariedade com Lisa, presa em Colónia na Alemanha

Faixa colocada na Universidade Politécnica em solidariedade com Lisa, acusada de roubo de banco na Alemanha. Nela pode ser lido: “Liberdade para Lisa acusada de assalto a banco na Alemanha – Fogo a todas as prisões! Pela revolta social!

Hoje, 21 de Dezembro, respondendo à chamada internacional de solidariedade com a companheira Lisa – acusada de roubo de banco em Aachen, na Alemanha – decidimos suspender uma faixa na Universidade Politécnica, em Exarchia, Atenas.

No passado dia 7 de Junho, Lisa foi condenada a 7 anos e 6 meses de prisão tanto pelo juiz como pelo procurador de Aachen. Agora está à espera da resposta à apelação feita pelos seus advogados. Se o tribunal a aceitar, significa que terá um segundo julgamento.

O fato da nossa companheira estar na prisão torna-nos ainda mais irritados, mas sabemos que toda essa vingança do estado nos está a tornar mais fortes a cada dia, reafirmando as nossas ideias.

Vamos continuar a lutar, lembrando-nos de todxs xs nossxs companheirxs na prisão. Temos claro na mente quem são xs nossxs inimigxs. Esta é a nossa decisão, lutar contra os estados, polícia, juízes, ministério público e todxs aquelxs que fazem parte do sistema que está a tornar a vida das pessoas miserável. Não vamos parar, isto é sobre a nossa vida, isto é sobre as nossas lutas!

Este é um pequeno sinal de solidariedade com  a companheira, mas também uma reivindicação para  que se continue com a luta dentro das prisões tal como nas ruas. Nunca deixaremos nenhum/a companheiro/a sózinho/a nas mãos do estado.

Até que todxs sejamos livres, força, fogo, amor e luta!
Queremos-la livre, queremos-la nas ruas!

Pela Anarquia!

Para escrever a Lisa:

Lisa, nº 2893/16/7
Justizvollzuganstanlt (JVA) Köln
Rochusstrasse 350
50827 Köln (Germany)- Alemanha

em inglês

Múrcia, Espanha: Ação direta em solidariedade com Lisa, presa na Alemanha

Esta manhã, 21 de Dezembro de 2017, Múrcia amanheceu com uma sucursal do banco Sabadell pintada e rebentada a martelo (vidros e caixa multibanco) em solidariedade com a nossa companheira recolhida na prisão de köln (Alemanha). Este é só um pequeno gesto através do qual se quer demonstrar que não está só, que daqui também se apoia uma pessoa que se manteve firme perante as adversidades. A adicionar a isso, toda a entidade bancária deveria ser objecto de qualquer forma de ataque já que, perante os abusos, há que responder de alguma maneira.

Ainda que contem com o poder, na totalidade, enfrentá-los-emos.
Nem culpadxs nem inocentes! Contra toda a autoridade!

em espanhol

[Prisões chilenas] Mensagem dxs companheirxs Juan e Nataly (5/12); Veredicto caso bombas 2 (21/12)

5/12/17 – Uma nova abordagem da situação para xs indivíduxs em permanente conflito com o poder e compas solidários de qualquer lugar do mundo. Passados que são já mais de 3 anos do nosso encarceramento e mais de 8 meses em julgamento oral pelo denominado “caso bombas 2”.

O tempo decorrido na prisão faz ressaltar a toda a hora o significado da vida que escolhemos conscientemente – desde que sentimos a necessidade de enfrentar essa realidade de extermínio e devastação com as suas relações de poder e submissão, para assim realmente viver- e agora aproximamos-nos inevitavelmente de algum final…

Estamos presxs há mais de 3 anos por assumirmos posição contra o sistema de dominação, sem remorso por isso. Já que não podíamos negar-nos a nós próprios, menos ainda o que significa esta luta contra o poder, na qual muitxs compas nos foram arrebatadxs, sendo para nós uma necessidade mantê-lxs presentes, dos pensamentos aos atos, para continuarmos assim a sermos cúmplices, destruindo as fronteiras do tempo e do espaço.

Há mais de oito meses que se está a realizar um julgamento contra nós mas do qual claramente não nos sentimos parte, pois desde muito tempo que sabemos ser os únicos proprietários das nossas existências,
não importando onde estivéssemos.  Convocadxs diariamente a este lugar significa sentir ainda mais o confinamento físico, ao estarmos algemadxs, em jaulas pequenas e com intrusões forçadas diárias. Apesar disso, conseguimos estar todo este tempo próximxs, como nunca pudemos estar nos mais de dois anos de prisão.

Contamos-lhes que nos encontramos próximo do fim deste julgamento, a 1 ou 2 semanas, aproximadamente Esperamos que termine de uma vez, já que a extensão do processo se deve ao apetite da acusação para apresentar a sua “prova” até ao cansaço… (7 meses de exposição), sabemos que este caso é bastante fantasioso em relação ao Real.

Do visto e ouvido aqui, acusam-nos finalmente, de:

1- Ataque explosivo a 08/09/2014 no subcentro escola militar (acusado: Juan). Ataque do qual se deu aviso à polícia (número 133), segundo eles com somente 3 minutos de  antecedência à detonação. Informação da qual não duvidamos que exista manipulação – pois devido ao que atrás foi exposto, após o aviso não se adoptou nenhum procedimento policial, nem sequer se informou deste aviso. Facto com consequências já conhecidas de existência de feridos.

2- Ataque explosivo a 13/07/2014, na estação terminal de metro los dominicos, deflagrando o dispositivo mais de 10 minutos depois de ter sido encontrado sobre um assento do trem subterrâneo, por um empregado de metro. (acusadxs: Natal y Juan)

Estas duas ações foram reivindicadas pelxs compas da conspiração das células de fogo.

3- Atentado explosivo a 11/08/2014, dispositivo posto por baixo do carro particular de um polícia, isto num estacionamento contíguo à 1ª esquadra de stgo central (acusadxs: Nataly e Enrique, por “facilitar” o dispositivo a Juan, a quem se acusa de colocador). Ao princípio também se acusou Juan pela colocação de um dispositivo explosivo, na 39ª esquadra do Bosque. No mesmo dia, a 11/08/2014, num horário que só diferia em 10 minutos, aproximadamente, da explosão na 1ªesquadra, em lugares separados por uma distância exageradamente maior no tempo… situação que insultava a lógica e só se tornava possível na imaginação da acusação, pelo foi retirada esta acusação – sendo no entanto utilizada como um tipo de prova em todo o julgamento.

Ambas as ações foram reivindicadas pela conspiração internacional pela vingança.

4- Nataly e Juan são acusadxs de colocação de pólvora negra.

A acusação (e não só eles), pretendem não só condenar-nos mas também condenar estes factos sob a lei antiterrorista e, como consequência, ao sepulcro que são os seus cárceres,  solicitando prisão perpétua a Juan, 20 anos e 1 dia a Nataly e 10 anos e 1 dia a Enrique.

Este processo só procura – pela sua natureza repressiva, policial, mediática, judicial e de prisão – ser um golpe e uma demonstração mais de força contra xs indivíduos que negam o seu poder. Este é um “processo” que – desde o nosso encarceramento a 18/09/2014-  contou já com mais de 2000 polícias para nos deter, no meio de um festim mediático. Polícías de diversas instituições tais como GOPE, LABOCAR, DIPOLCAR, PDI, entre outrxs, muitas das quais participaram neste julgamento na qualidade de testemunhas ou peritos, con informações de sitios do sucesso (por GOPE), levantamento de evidências (por LABOCAR e  DIPOLCAR) e a inteligência de Carabineros, a cargo deste caso. Com perícias tais como o ADN pretendem vincular-nos a estes factos, ADN de misturas complexas, ao limite de detenção e outras complicações técnicas que não entregam nem têm nenhuma certeza científica, é só uma interpretação tendenciosa, parcial até à manipulação da prova por parte dos polícias de LABOCAR, como podemos apreciar neste julgamento. Para além da forma subjetiva, procuram ainda justificar uma relação com os factos através do nosso posicionamento. Factos dos quais temos sustentado não ser autorxs, mas que é um elemento extraordinariamente para o Ministério Público, devido à sua vaga acusação.

Hoje temos a necessidade de não ceder frente aos golpes dos nossos inimigos e responder a cada compa  solidário e de ação que tenha estado connosco neste confinamento – compas dos mais diversos lugares do globo: Argentina, Brasil, Grécia, só para mencionar alguns. As suas diversas formas de desenrascar e propagar o conflito são fundamentais para aquelxs de nós que vivem a realidade prisional, e hoje queremos abraçá-lxs uma vez mais. Temos ainda bem claro que nada do que eles pretendam determinar, será suficiente para acabar com os nossos desejos de liberdade. A liberdade dxs compas presxs, e a mesma necessidade da destruição das prisões são parte das nossas abordagens e objetivos, pelo que o sentir nas mãos e chocar com estes muros só podem reforçar esta necessidade…

Hoje queremos saudar fraternalmente o Byron Robledo, compa atropelado por um miserável condutor dum transantiago em defesa da propriedade dos ricos. Quebrar a passividade e solidarizarem-se com Byron!!! Um abraço à distância ao companheiro Konstantinos Yajtzoglou, sequestrado em Atenas, acusado de atentar contra o primeiro ministro e empregado do FMI Loucas Papadimos. Solidariedade insurrecta com xs companheirxs da CCF e um abraço cúmplice a Freddy Fuentevilla, Marcelo Villarroel e Juan Aliste, sempre atentos e dispostos a se solidarizarem.

Recebemos com alegria a notícia da libertação de Hans Niemeyer e de Javier Pino, tal como a saída da prisão dos 8 comuneiros mapuches – presos na denominada operação Huracán – assim como a dos comuneiros absolvidos pelo caso Luchsinger Mckay.

Dos muros da prisão de San Miguel,  Nataly Casanova;
Do CDP stgoSur (Ex-Penitenciária)  Juan Flores.

21/12/17 – VEREDICTO DO CASO BOMBAS 2

Juan Flores, primeiro companheiro condenado pela lei antiterrorista; Nataly e Enrique absolvidxs.

*Metro los dominicos*

Delito principal qualificado como danos + lei de controlo de armas: Juan condenado, absolvidxs Nataly e Enrique.

*1ª Esquadra*

Delito principal  qualificado como danos + lei de controlo de armas: Juan, Enrique e Nataly absolvidxs.

*Sub Centro*

Delito principal qualificado como atentado terrorista: Juan condenado

*Pertença de pólvora*

Delito de controlo de armas: Juan e Nataly absolvidxs.

Assim:

Nataly e  Enrique: Absolvidxs de todas as acusações.

Juan Flores: Culpado de porte e detonação de dispositivo explosivo + Danos + 6 lesões menos graves (Metro los Dominicos) e de colocación de dispositivo terrorista + dano moral (Subcentro).

Pela primeira vez o tribunal utiliza a lei antiterrorista para condenar (nesta última década), após uma série de rejeições em anteriores processos (Caso Bombas, causa contra Victor Montoya, contra o companheiro Luciano Pitronello, contra o companheiro Hans Niemeyer, entre outrxs) às pretensões da acusação – este veredito é clave e histórico nesse aspecto, validando o uso da lei antiterrorista.

A leitura final será a 15 de Março de 2018, onde se entregarão os detalhes do veredicto, além da quantidade de anos de prisão a que vão condenar o companheiro Juan Flores. Xs companheirxs  Enrique Guzman e Nataly Casanova já abandonaram a seção de máxima segurança e a prisão de san miguel, respetivamente.

Tanto a acusação como a defesa poderão ainda procurar a anulação do processo.

Toda a solidariedade insurrecta com o companheiro Juan Flores!

Abaixo a lei antiterrorista; Abaixo o Estado policial!

via publicacionrefractario em espanhol

Tessalónica, Grécia: Ataque incendiário por um Dezembro Negro

Vivemos num mundo em que todos os aspectos da nossa vida estão rodeados pelo sistema tecnológico. As relações sociais que são criadas através de computadores e telefones celulares estão muito distantes da vida real. Cada um de nós é monitorizado diariamente em todos os cantos da cidade por câmaras, localizadas através do sinal enviado pelos nossos telefones celulares e arquivados por impressões digitais e amostras de ADN.

Esta concepção visa transformar cada pessoa num número armazenado num banco de dados para que seja uma peça previsível e segura deste sistema podre.

O nosso objectivo é ver o nascimento de um mundo de individualidade rebeldes que tomem as suas vidas nas suas próprias mãos, percebendo o seu desejo de rebelião e liberdade. Então voltámos a atacar a empresa de telecomunicações OTE, continuando a nossa campanha anti-tecnologia.

Na madrugada de 14 de Dezembro, colocámos um dispositivo incendiário no sistema de antena OTE da Seych Sou.

Pensamos na solidariedade como arma no conflito contra o Estado e a capital, e é por isso que respondemos aos ataques de estados repressivos contra anarquistas que atacam os objetivos do poder.

Solidariedade com o anarquista Salvatore Vespertino, que foi preso em 3 de Agosto em Florença e acusado de explodir uma livraria fascista, uma acusação baseada em evidências de ADN.

Solidariedade com o anarquista Dinos Yatzoglou, que foi preso na manhã de 28 de Outubro em Atenas e acusado de enviar cartas-bomba.

Morte ao Estado.

Por um Dezembro Negro, pela Anarquia.

Célula anarquista “Destruição do existente”.

via Indymedia Athens l em francês

Berlim: Rigaer94. Apelo à resistência.

O estado policial faz uso de todas as armas ao seu alcance: segunda-feira, 18 de dezembro, foram publicados cerca de 100 rostos de pessoas que participaram nos eventos de Hamburgo. A campanha do estado finalmente abandonou a máscara dos procedimentos penais e lançou a engrenagem de degradação que deve dobrar toda a resistência. Façamos com que estes incidentes – este ataque generalizado sobre os últimos elementos sociais e resistentes que ainda persistem- não passem em silêncio. Queimar na fogueira esta sociedade de informantes e assassinos – e o fascismo – é um dever que continua por cumprir.

É evidente, para qualquer ser humano razoável, que o episódio de Hamburgo era absolutamente necessário. As mentiras e falsos debates – tanto das autoridades de repressão, do sistema pactuante como dos media de extrema-direita – não conseguiram reescrever a resistência bem sucedida contra o G20. Num dos regimes democráticos mais auto-confiantes do mundo inteiro – com um aparelho diferenciado de poder e a imagem de invencibilidade – dez mil pessoas atreveram a surpreendê-lo, assumindo grandes riscos e em particular sérias consequências para as suas próprias vidas. Uma miscelânia de ações ofensivas, de protesto e de resistência transformou a cimeira dos poderes dominantes num desastre. Um desastre para a marca de Hamburgo, Alemanha e para os mais poderosos dentre deles, cuja reunião mais importante agora tem um futuro imprevisível.

E a cimeira também foi desastrosa para a polícia. Esta instituição que tanto no Império Germânico como na Alemanha fascista e na democracia, nunca foi apenas o poder executivo mas acima de tudo o poder que legitima esta nação de assassinos e perdedores. Todos sabemos quão profundamente enraizada é a ideologia do estado policial na nossa sociedade. Uma sociedade que lançou uma Rosa Luxemburg já morta no canal de Landwehr, que perseguiu Anne Frank escondida na parte de trás de uma livraria e a enviou, juntamente com milhões de outrxs “subhumanxs” para os campos da morte; Esta sociedade que eventualmente declara as forças armadas germano-nacionais  (1) como “resistência” é fascista. O aparelho de segurança do BRD – formado pelos mesmos açougueiros que davam caça sem piedade a partisanxs e antifascistas para a nação alemã  – é fascista. Sociedade essa, no sentido mais amplo do termo, que se juntou aos poderes executivos na caçada aos comunistas, trazendo o mecanismo contra os grupos de guerrilha que, felizmente, dispararam contra o fascista alemão que encarnou Hans-Martin Schleyer a uma perfeição nunca antes vista, apenas alguns anos depois da “libertação”.

Os rostos da resistência eram estampados em cada esquina, nos folhetos de procurados – em cada cruzamento alguém poderia ser controlado por uma polícia fortemente armada – a reintrodução da pena de morte foi levada em consideração e é posta em prática graças ao trabalho da polícia. O discurso da sociedade – dirigido pelo pessoal da imprensa. políticos e polícia – estabeleceu as bases para inúmeros tiroteios fatais, tortura branca e leis especiais contra ampla parte da sociedade.  O estado policial – ainda a dar os primeiros passos no momento do assassinato de Benno Ohnesorg e sob a constante ameaça de uma revolta – desenvolveu-se ao longo dos anos até se tornar um estado dentro do estado. Com o fim da guerra urbana e dos novos movimentos sociais, estamos diante de uma sociedade incapaz de manter uma oposição real a este sistema. Nem mesmo quando as pessoas são cruelmente torturadas e assassinadas nos bunkers das estações de polícia – como Oury Jalloh em Dessau, queimado vivo por um esbirro fascista.

O único factor que parece ter atrasado o aperfeiçoamento do estado policial totalitário é a cautela com que os líderes estratégicos procederam – para não levantar muitas preocupações aos/às ativistas para os direitos civis. E agora temos cada vez menos meios e suporte – numa sociedade civil que decidiu que o estado não pode estar errado; aquela em que a imprensa diz o que está certo e em que a resistência é absurda.

O tempo dos protestos em ambiente seguro acabou, definitivamente. A este respeito pode até dizer-se que a sociedade alemã voltou a um ponto em que já não se encontrava há mais de 80 anos. Estas são as principais inovações e os desafios para a resistência:

– A simples participação numa manifestação pode significar uma condenação a longo prazo.
– A polícia pode definir a área em que vigora a sua lei.
– A polícia pode classificar qualquer pessoa como potencial ofensor (“Gefährder”) (2), para encarcerar as pessoas, sem decisões judiciais, vigiando-as completamente.

As medidas havia já sido tomadas – antes do G20 – contra a gente da resistência. A que foi classificada pela polícia como potencial criminoso/a, pelo que havia recebido a proibição de ir a Hamburgo. Foram enviadas obrigações signatárias à delegacia de polícia, impostas com ameaças de multas e prisões. Além disso, o reconhecimento visível foi realizado para fins de intimidação e foi posta em prática uma vigilância sob disfarce (secreta) de toda a zona. Não é preciso explicação pós-cimeira de que, durante a mesma, toda a cidade de Hamburgo foi posta sob controlo pela aplicação da lei, situação que levou tropas policiais fortemente armadas a um “ajustamento” dos direitos civis e à violência das massas.
As actividades policiais – antes e durante a cimeira – não mostraram uma nova qualidade. Todo o evento importante do passado foi acompanhado por ataques do aparelho de segurança em convenções societárias. Mas a massa de ataques e a implicação da forma com que foram exercidos contra o que se passou no passado, tornou evidente por si própria que as formas de protesto em Hamburgo foram notáveis.

O que começou após a cimeira é um salto quântico. Há aquelxs que afirmam que os tumultos foram iniciados pelo estado para esmagar as estruturas do sistema, numa campanha final. Essa linha de pensamento é uma estupidez, sabemos muito bem que, politicamente, todos queríamos o naufrágio do estado em Hamburgo. Para pôr fim às teorias da conspiração de uma vez por todas, assumimos a responsabilidade política por tudo o que aconteceu em Hamburgo: de protestos civis até a última pedra jogada para a polícia. Como parte das estruturas rebeldes organizamos uma manifestação em solidariedade com todxs aquelxs que tiveram que enfrentar a repressão imediatamente após a cimeira e da mesma forma no futuro não esqueceremos a responsabilidade para incentivar a revolta. Vê-se uma conspiração estatal, por trás de qualquer coisa, para neutralizar a resistência com todas as suas prerrogativas e que não tem legitimidade para falar em seu nome.

Agora, torna-se claro que o estado está a lutar para poder definir a seu belo prazer este evento, da mesma forma com que procura dominar em tudo. Nas nossas vidas e nas nossas estruturas sociais, natureza e técnica. Nesta batalha da ideia capitalista e nacionalista o estado sempre usará métodos fascistas. São sempre esses os seus métodos utilizados mais e mais vezes para denunciar a resistência como criminosa, não política e associal (3). Desta forma, o estado alemão pode contar com a sua polícia, a sua imprensa e seu povo como seus representantes. Difícil é dizer quem é que é mais repugnante entre essas criaturas. O chefe do grupo especial da pesquisa “Black Block” que daria caça x todx aquelx que lhe fosse apresentadx à frente das suas mandíbulas? O Brechmittel-Scholz (4),que representa a vulgar burguesia de Hamburgo com a sua limusine de luxo? Ou os jornalistas que se tornaram o poder executivo da propaganda policial. Ou quem colabora, entregando os seus filmes feitos com smartphones, milhares de pessoas nas mãos da repressão porque são dos covardes que temem assumir o controle da própria vida e gostariam de marchar atrás de cada Hitler.

Alguns/mas de nós ainda estavam a rir sobre a última onda de ataques, a que tinha sido lançada antes. Ou sobre o fato de Fabio, um rapaz simpático, se estar a tornar um problema para a estratégia da repressão. No entanto, a estratégia policial não deve ser subestimada. Uma parte importante da estratégia envolve uma propaganda de longo prazo para recuperar o poder da definição sobre os eventos de Hamburgo. Quem poderia acreditar que vários meses depois, o G20 ainda estaria na agenda diária graças a frequentes conferências de imprensa organizadas pela polícia? E quem poderia acreditar que a propaganda profissional com recursos quase infinitos falharia sem o nosso contributo?

É por isso que – neste ponto de uma grande caçada humana – renovamos a nossa confissão de luta contra o estado, organizações fascistas como a polícia, serviços secretos e organizações de direita, bem como contra colaboradores e informantes no seio da população e na imprensa. Fabio e todxs aquelxs que, mesmo em um tribunal, mantêm a cabeça alta são nossos modelos para desafiar o medo e enviar saudações de liberdade e solidariedade para aqueles que enfrentam a repressão e o mundo do G20.

Por ocasião desta caçada e por causa dos apelos para a denúncia de 100 pessoas, decidimos publicar fotos de 54 polícias que participaram no ano passado no despejo
da Rigaer94. Gostaríamos de receber algumas pistas dos seus endereços pessoais. Eles podem ser responsabilizados de despejo e violência das três semanas de ocupação.

E agora é importante pôr fim à nossa atitude de estar à espera e fortalecer a mobilização e a solidariedade das estruturas ativas. A manifestação após a onda de invasões policiais foi um ponto de partida (5). Mas para a perseguição seguinte, temos que ser mais numerosxs. Se não temos outro caminho, devemos pelo menos ir às ruas para assumir a responsabilidade pelxs nossxs amigxs perseguidxs pelo estado.

Todxs nas ruas! Determinadxs e furiosxs combatamos a ordem dominante e resistamos de face erguida contra a repressão!

(1) Stauffenberg era um general de alto escalão que tentou assassinar Hitler. Era parte da aristocracia, que basicamente criticava Hitler como mau estratega.

(2) “Gefährder” é um termo criado pela polícia alemã e amplamente utilizado nos debates públicos para estigmatizar e criminalizar a população muçulmana. É provável que o seu uso contra militantes da esquerda e anarquistas venha a ser adotado cada vez mais frequentemente.
(3) Originariamente “associal”, um meio termo entre anti-social e não civilizado.
(4) Brechmittel-Scholz: presidente da câmara de Hamburgo, famoso por ter autorizado o uso de um veneno (Brechmittel) pela polícia para provocar o vómito no preso para verificar se havia ingerido a droga.
(5)A 5 de dezembro, a polícia invadiu as casas de várias pessoas identificadas como participantes num bloqueio – que havia sido atacado pela polícia, em Rondenbargstrasse, enquanto tentavam bloquear a cimeira. Como reação, houve manifestações nas principais cidades alemãs.

em italiano

Uruguai: Ação no âmbito do Dezembro Negro

Há dias, de passagem pela cidade de Maldonado (território controlado pelo estado uruguaio) entre tantas câmaras de vigilância, polícias, devoção pelo dinheiro e cidadãos – robots  aspirantes a burgueses (em termos económicos porque quanto a valores já o são!) encontramos-nos perante um graffiti em solidariedade com o bosque de Hambach, em território alemão – o qual está a ser ameaçado de ser arrasado na sua totalidade para o arranque de uma mina de carvão (lenhite) propriedade da multinacional RWE e onde há anos que se vem acampando e resistindo à sua devastação. Nesse graffiti também estava escrito “fora UPM” como recusa à futura instalação da 3ª fábrica de celulose em território uruguaio. Assumimos que o lugar onde se fizeram os graffitis não foi escolhido por uma questão de sorte já que pertence a uma loja comercial da UTE – o que fez que não só criássemos afinidade com o que estava escrito, mas que nos tenha ocorrido realizar aí a nossa contribuição para a guerra contra a sociedade tecno – industrial. Assim, procedemos à recolha dos materiais necessários para atacar a pata energética que permite que esta repugnante civilização continue a funcionar.

Altas horas da madrugada de 8 de Dezembro – com Alexis Grigoropoulos e o Pelao Angry na memória, com o coração a bombar fortemente nos nossos peitos pelos nervos/medos/raiva – quebrámos uma montra da dita loja e atirámos para dentro uma garrafa cheia de combustível que, por um erro nosso (não humedecemos suficientemente a mecha e esta apagou-se ao atirá-la) não teve as consequências desejadas. Aprendizagens para a próxima sabotagem! De qualquer modo, não temos dúvida de que, no dia seguinte, não deve ter sido um dia mais, algo quisemos deixar claro, nem todxs vão abaixar a cabeça e ficar paralisadxs perante a destruição da terra! Há quem procure quebrar os seus vidros, máquinas, o seu cimento, as suas lógicas, os seus truques, as suas manias da superioridade e, sobretudo, a sua apatia generalizada.

Como cada ação que provoca sorrisos cúmplices em quem se encontra atrás das grades ou que se encontram perseguidxs em qualquer canto do mundo – quebrando assim o isolamento que lhes querem impôr – también isto vai para vocês! força e verticalidade, não estão sós! E bem sabemos que nas ruas não estão todxs!

Quebra as tuas próprias barreiras, vence xs teus medxs e não esperes por nada, ataca-os como te seja possível!

Bando de aves migratórias

em espanhol

Santiago, Chile: Sabotagem à linha férrea do metro 4A

Na madrugada do dia 20 de Novembro procedeu-se à sabotagem – com material de betão contundente – das zonas férreas da linha 4A do metro de Santiago, à altura da estação metro La Granja[1]. Não podíamos permitir que – no dia seguinte à festividade democrática da eleição – as coisas seguissem o seu curso normal. É que a nós não nos basta chamar a não votar, decidimos posicionarmos-nos contra o Estado e as suas lógicas de controlo e dominação sobre as nossas vidas. Estamos contra o estado, uma das máximas expressões do exercício de autoridade, que tortura e reprime; estamos contra a sua democracia com ilusões de mudança social – oferecidas pelos poderosos e assumidas pela cidadania.

A nossa opção, neste e em todos os processos eleitorais, é a subversão permanente que assinala que uma vida livre se cria na destruição da ordem autoritária e na necessária violência contra os opressores e as suas estruturas de poder.

Com esta ação de sabotagem ampliamos e fazemos chegar a saudação e a cumplicidade solidária a todxs aquelxs que desta vereda confrontam o poder e os seus defensores.

Aos/às nossxs companheirxs sequestradxs nas prisões da democracia: Nataly, Juan e Enrique – que nesta semana será onde o estado e as suas autoridades farão sentir todo o seu castigo. A Marcelo Villarroel, Juan Aliste, Freddy Fuentevilla, Joaquín García, Natalia Collao, Sol Vergara.

Solidariedade com xs companheirxs encarceradxs no âmbito da Operação Scripta Manent, aos/às nossxs irmãos/irmã  da Conspiração das Células de Fogo e ao companheiro anárquico Konstantinos Yagtzoglou, axs/às companheirxs perseguidxs pelo estado brasileiro na Operação Erebo.

Contra o estado e a sua democracia.
A nossa única eleição é a violência organizada pela libertação total.

Banda de sabotagem Santiago “Brujo” Maldonado

[1] “Alta afluência de passageiros na Linha 4A do Metro provoca problemas de frequência”. Bio Bio Chile, 20 de Novembro de 2017.

en espanhol

Valparaíso, Chile: Barricadas e confrontos em Playa Ancha

14/12/2017

A 7 anos do massacre na prisão de San Miguel…
A 4 anos da caída em combate de Sebastian Oversluij…

POR UM DEZEMBRO NEGRO, PROCURA QUE VIVA A ANARQUIA!!!

Hoje há 81 razões para lutar, 81 razões para subverter a ordem e enfrentar os seus lacaios, para lhes recordar que a massa cidadã borrega é cúmplice da sua actuação, porque nem esquecemos nem tampouco perdoamos.

ABAIXO A PRISÃO E GUERRA AOS CARCEREIROS!!!

Com o anárquico pelao angry e o bruxo, presente em cada revolta, em cada motim, saímos à rua para afilar os gestos de memória e nos solidarizarmos com xs compas presxs na guerra frontal e permanente contra o estado, o patriarcado e o capital, pelo mesmo enviamos um cúmplice e caloroso abraço ao/à compas Juan e Nataly, que estão a ser julgadxs pelo poder no denominado caso bombas 2, assim como às/aos compas que estão na mira do poder e da imprensa em Valparaíso no caso 21 de Maio.

De igual forma nos solidarizamos com cada insurretx em revolta…

Até que a solidariedade se faça arma!!

em espanhol

Santiago: Ataque simultâneo com dispositivos explosivos aos Partidos Socialista e Radical do Chile

“O Estado é a negação da humanidade”- Mikhail Bakunin

“Nenhuma campanha de assinatura fará com que o poder e a ordem estabelecida se dissipem. Nem tampouco qualquer ação legal; Não podemos esperar que os tribunais, estabelecidos pelos exploradores, ditem que a exploração é ilegítima e que deva ser combatida. Não obteremos nada ao votar por uma alternativa, ou fazendo vigílias de oração, acendendo velas aromáticas nas vigílias de oração ou cantando músicas de protesto … não conseguiremos nada fazendo declarações ostensivas, mudando a nossa dieta ou construindo ciclovias. Há que dizê-lo alto e bom som: este poder, esta força, esta entidade, esta monstruosidade que se chamou Estado é mantida pela força física, e só pode ser desafiada nos termos que ela mesmo impõe e entende”- Ward Churchill

Querendo ser precisxs e concisxs, através deste comunicado reivindicamos a autoria do ataque – com colocação de dispositivo explosivo – nas sedes dos principais partidos da nova maioria, “Partido Socialista” e “Partido Social Democrata Radical” localizadas na Rua de Paris nº 873 e Rua de Londres nº 57, respectivamente. Dadas as condições propícias do espaço físico em que se localizam ambas as porcarias destas organizações, vimos a possibilidade de gerar ataques simultâneos, violando a segurança e a vigilância interna das duas partes, como o anunciado há duas semanas pelo governo, após a efervescência humana do ministro do Interior, Mahmud Aleuy, a seguir à colocação de dispositivos explosivos na sede do “PPD” e do “DC”. Com antes, queremos dizer que somos capazes de ultrapassar os seus métodos, estratégias e agentes de segurança e que não tememos as suas palavras ou os seus métodos de repressão.

O objectivo do nosso ataque enquadra-se, desde já como individualidades anárquicas, na nossa oposição às múltiplas formas em que o poder é minimamente expresso e à ideologia subjacente a isso. É também nosso objectivo, mediante este ataque, atingir com violência o contexto atual das eleições no qual o Estado do Chile está imerso, processos que, pela sua natureza e história, nos parece a expressão máxima da capacidade de dominação e coerção que o estado exerce em nossas vidas e na sociedade em geral, colocando-nos como meros espectadores de nossas existências, disfarçando a escravidão no livre arbítrio. Como anarquistas, rejeitamos a democracia e a falsa liberdade com a qual disfarçam esta ferramenta grega da dominação.

Por outro lado, não sendo algo fortuito, foi eleita a madrugada de domingo, pela proximidade à comemoração dos 4 anos da caída em combate do nosso companheiro nihilista – anarquista “Sebastian Oversluij” numa expropriação bancária, às mãos do bastardo guarda de segurança William Vera… Companheiro, esta noite xs nossxs corações e espíritxs encontram-se na companhia da tua vida e memória insurreta.

NÚCLEOS ANTAGÓNICOS DA NOVA GUERRILHA URBANA é o espaço de ccordenação sob o qual conspirámos contra os aparelhos eleitorais e estatais que também se fizeram presentes há algumas semanas, nos ataques registados contra a sede do “PPD” e do “DC”.

GUERRA AO PODER EM QUALQUER DAS SUAS FORMAS
MORTE AOS POLÍTICOS E À POLÍTICA
LIBERDADE PARA XS PRISIONEIRXS EM GUERRA
HONRA E GLÓRIA A SEBASTIAN OVERSLUIJ E MAURICIO MORALES
VIVA A ANARQUIA ANTI-SOCIAL!

CÉLULA INSURRECIONAL 11 DE DEZEMBRO
NÚCLEOS ANTAGÓNICOS DA NOVA GUERRILHA URBANA

 

em espanhol

Córdova, Espanha: Faixa em solidariedade com xs compas de Porto Alegre (Brasil)

Quebrando a apatia. O fogo da revolta Arde. Solidariedade com xs insubmissxs de Porto Alegre

De Córdova até Porto Alegre – 1 de Dezembro

Que nada detenha o nosso passo firme, a nossa solidariedade combativa, as nossas piscadelas de olho cúmplices, a nossa afinidade sem fronteiras. Se a terra se move estaremos prontos para bailar nos escombros e preparados para os ataques inimigos.

Força e solidariedade com xs compas de Porto Alegre!!!

Umas gotas de caos.

em espanhol

21 de Dezembro: Dia de solidariedade com a companheira presa em Colónia

Para o dia 21 de Dezembro, chamamos a dar rédea solta à imaginação e expressar solidariedade nas suas diversas formas. Mais uma vez, queremos mostrar que xs nossxs compas presxs não estão sózinhxs, mas sim presentes e connosco na estrada.

Querem construir paredes ainda maiores, não só de concreto e ferro, mas também de solidão e isolamento. E queremos derrubar essas paredes para a nossa companheira Lisa com amor, carinho, raiva e solidariedade.

Podes enviar fotografias, arquivos de som e vídeos para solidaritatrebel@riseup.net

alguns/mas companheirxs anarquistas

em inglês

Finlândia: 100 anos são o suficiente!

Vídeo de compilação da atividade de rua anarquista&antifascista na Finlândia entre 2013 e 2017.

O 6 de Dezembro de 2017 marcou o aniversário dos 100 anos do estado finlandês.

Pela abolição de todos os estados.
Pela anarquia
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Itália: Engenho explosivo em San Giovanni (FAI-FRI)

Em tempos de paz e hibernação não há melhor resposta do que a ação. Um estímulo, uma continuidade e uma sacudidela para acordar aquelxs que dormem. Agir, de iniciativa própria, quebra o imobilismo e inflama aquelxs a quem o sangue ferve.

A prática anarquista do ataque deve ser o estímulo base da anarquia, caso contrário é um morto vivo. Um agir necessário para nos tornar vivos, nas formas que julgamos apropriadas, fora de qualquer programa, estrutura hierárquica ou vertical. Uma das muitas práticas revolucionárias que fazem parte da anarquia, nas suas entranhas.

Decidimos tomar nas mãos a nossa própria vida, quebrando a paz opressiva que nos circunda.

Na noite de 6 para 7 de Dezembro foi colocada no quartel dos carabinieri do bairro de San Giovanni, em Roma, uma garrafa térmica de aço com 1,6 kg de explosivos.

A nossa atenção virou-se para os principais guardiões da ordem mortal do capitalismo: as forças da ordem. Sem elas os privilégios, a arrogância, a riqueza acumulada pelos proprietários não existiriam: sempre tiveram a função de reprimir, encarcerar, deportar, torturar, matar aquelxs que, por escolha ou necessidade, se encontram fora da sua lei.

A luta contra o Estado não é simples e não se reduz a fórmulas mágicas. Mas é lá que estão os objetivos e não se pode andar sempre a fazer teorias e a falar de conveniência. Todo o indivíduo livre por decisão própria tem necessidade de colocar em prática a ação, aqui e agora. Não há delegação na luta pela liberdade.

Não devemos permitir-nos ser tomadxs do desânimo que estes tempos instilam em doses maciças. O que teriam sido estes anos se uma minoria de refratárixs não tivesse apanhado a tocha da anarquia? Se essxs companheirxs tivessem esperado melhores tempos?

Nada que o presidente da Comissão Europeia, cujo Natal foi arruinado, não saiba. Nada que se refira ao vampiro da Equitalia, mutilado que foi numa das suas garras [1]. O feiticeiro de Ansaldo Nuclear também deve ter sentido forte o calor da tocha da anarquia.[2]

Hoje tomamos a tocha da anarquia, amanhã será outra pessoa. Enquanto não se apaga!

Quem quer aguardar, continuará a aguardar. Quem não quer agir, justificando-se politicamente, continuará a não fazê-lo. Não esperamos nenhum comboio da esperança, não aguardamos momentos melhores. As condições criam-se com o confronto. O movimento é quando se age, caso contrário permanece imóvel. A libertação do indivíduo da autoridade e exploração é realizada por aquelxs diretamente envolvidxs.

No entanto, aquelxs que atacam são contagiadxs por uma pulsão. Quer dizer, a propaganda pelo facto.

Contra a bófia, políticos e seus ladrões. Contra os engenheiros da ciência e da indústria. Contra todos os mestres, mas também contra todos os servos. Contra as fileiras de cidadãos honestos da sociedade prisional.

Não nos interessa perder tempo e energia na crítica dos reformistas. Mesmo que não nos consideremos uma minoria de élite, enquanto anarquistas, temos nossas ações e nossas demandas. Nossa propaganda. Cada indivíduo e grupo de afinidades desenvolve e aumenta suas experiências na ligação fraterna. Sem especialização e sem querer impor um método. Nós escolhemos isso. Que todxs encontrem o seu caminho em ação. A organização hierárquica estruturada, além de matar a liberdade dos indivíduos, também se torna mais exposta à reação da repressão.

A organização anarquista informal é o instrumento que consideramos mais apropriado neste momento, para essa ação específica, porque nos permite manter nossa irredutível individualidade, dialogar através da reivindicação com os outros rebeldes e, finalmente, a propaganda transmitida pela eco da explosão.

Não é e não quer ser um instrumento absoluto e definitivo.

Um grupo de ação nasce e desenvolve-se sobre o conhecimento, através da confiança. Mas outros grupos e indivíduos podem compartilhar, até temporariamente, um projeto, um debate, sem se conhecer pessoalmente. Comunicam-se diretamente através da ação. A ação destrutiva direta é a resposta elementar para enfrentar a repressão. Mas não é isso apenas. A práxis anarquista também é um relançamento, uma proposta que vai além da solidariedade, relançando a espiral da repressão-ação-repressão. As ações de solidariedade são impotentes, mas não podemos fazer fronteira com a crítica, por mais armada que seja, de alguma operação ou processo opressivo.

X/xs companheirxs / prisioneirxs são parte da luta, dão-nos flanco e dão-nos força. Mas é necessário agir e organizar. O avanço do desenvolvimento tecnológico, as políticas de controle e repressão não dão muita margem para avaliação sobre o que fazer. A vida e a repressão na metrópole estão a ser redesenhadas. Mover-se, agir, pode-se tornar cada vez mais complicado.

Ao contrário dos “choques” frequentemente anunciados por um certo antagonismo, a imprevisibilidade é a melhor arma contra a sociedade de controle. Atinge onde não te esperam. Hoje, atingimos o coração da capital militarizada para desafiar os delírios da segurança. Amanhã, quem sabe, talvez nos subúrbios onde você menos espera. Não fazemos tréguas, escolhemos os nossos próprios tempos. Este sempre foi o princípio da guerrilha urbana. Com a diferença de que a conspiração informal das células não conhece hierarquias ou direções estratégicas. E é por isso que é ainda menos previsível.

O estado italiano está na vanguarda das políticas repressivas e militares. Por localização geográfica, muitas vezes é-lhe proposto fazer o trabalho sujo para defender as fronteiras da fortaleza europa.

O recente acordo do Ministro Minniti [3] com os sangrentos coronéis líbios não passa de uma prova recente. Atingido o número de escravos necessários “vamos usá-los em casa”, além de ser popular, ainda é um bom negócio. Na noite passada, trouxemos a guerra para casa do ministro Minniti. Os responsáveis diretos em uniforme, aqueles que obedecem, mantendo silêncio e sendo silenciosos, receberam um gosto do que merecem. Com esta ação, lançamos uma campanha internacional de ataque contra homens, estruturas e meios de repressão. Cada um/a com a ferramenta que considera mais oportuna e, se quiser, contribuindo para o debate.

FEDERAÇÂO ANÁRQUICA INFORMAL – FRENTE REVOLUCIONÁRIA INTERNACIONAL
Célula Santiago Maldonado

Dedicamos essa ação ao anarquista argentino sequestrado e assassinado pelos sicários da Benetton. Que em breve surja o dia em que quem desaparecerá da face da terra serão os seus opressores.

[1] refere-se a uma carta-bomba enviada em 2003 por uma célula FAI para casa do presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi. Prodi abriu o pacote em sua casa, mas a explosão subsequente não resultou em ferimentos graves.

[2] refere-se ao ataque de 2012 contra o presidente-executivo da Ansaldo Nuclear, Roberto Adinolfi, pela célula Olga da FAI-FRI, no qual Andinolfi foi atingido num joelho.

[3] Marco Minniti, ministro italiano do interior.

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