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[prisões espanholas] Comunicado de Mónica Caballero e Francisco Solar (entretanto expulsos para o Chile a 7/03)

Recebido a 10 de Março de 2017

Estas palavras (2/02) chegam-nos com o atraso próprio das comunicações restritivas nos centros de extermínio espanhóis. A 7 de Março de 2017, xs companheirxs conseguiram, finalmente,  ser expulsos para o Chile – depois de verem ser reduzida a sua pena de prisão, em Dezembro de 2016, a 4 anos e meio de prisão – onde foram recebidos com um grande despique jornalístico e ameaças repressivas. Hoje, por fim, Mónica e Francisco voltaram a pisar as ruas com a dignidade intacta.

*Afinidade e solidariedade contra o vitimismo e a autoridade*

Na luta para romper com o estabelecido, buscamos e criamos formas de nos relacionarmos que sejam contrárias à imposição e autoridade. Formas de nos fazer sentir cómodos para nos desenvolvermos autonomamente quando propomos e realizamos iniciativas de confronto diário. Assim, entendemos que a afinidade representa a maneira mais adequada de nos relacionarmos entre anarquistas, não sendo essa fruto de palavras de ordem vazias, repetidos até à exaustão, mas sim o resultado de práticas e visões compartilhadas que ajudam a gerar laços perduráveis de companheirismo e fraternidade que ultrapassam a simples amizade.

A confiança e carinho que subsiste do fato de se sentir e saber que se compartilham ideias em rebelião permanente são o sustento e a força da afinidade que se reforça e desenvolve, no conjunto de práticas anti-autoritárias. Essas ideias, por sua vez, são inseparáveis da nossa opção de vida, opção que reforça o pensamos e reafirma o que fazemos. É através destas relações que crescemos individualmente, ao ter a possibilidade inegável de actuar sem restrições, o que vai impedir a génese de comportamentos burocráticos e autoritários, cortando pela raiz qualquer tentativa de concentração de poder.

Os críticos a esta tomada de posição notam que, desta forma, é impossível incidir na “realidade social” e que se converte o anarquismo numa espécie de gueto. Nós respondemos que não entendemos o anarquismo como um partido político que se serve de todas as estratégias para engrossar quantitativamente as suas fileiras, a fim de alcançar certa hegemonia. Pensamos que os meios devem, necessariamente, ser coerentes com os fins, pelo que resulta contraditório pretender a libertação total com base nos meios que a coagem. O anarquismo é para nós, especialmente, uma tensão onde a iniciativa individual desempenha um papel central, não uma realização.

Nesta experiência de confinamento que agora chega ao fim, vivemos o nascimento, fortalecimento e consolidação de relações de afinidade. Os nossxs companheirxs deram conteúdo à palavra solidariedade, enchendo-nos de força e orgulho. Superando dificuldades, que têm sido muitas e variadas, foi possível tomar em conjunto posições e iniciativas, a partir das quais temos aprendido muito. A vontade e a determinação dxs nossxs companheirxs, embora soe repetitivo, destruiu muros, grades e quilómetros de distância, eliminou qualquer trama do poder destinada ao isolamento e à incomunicação. Tentamos, e acreditamos que foi conseguido estabelecer um ligação distante e contrária a condutas assistencialistas, onde x presx seja vistx como “uma pobre vítima do sistema, objeto de atrozes injustiças”. Partindo do princípio de que, como anarquistas, nos encontramos num confronto permanente com o poder e que isso tem as suas consequências, tornou possível implementar uma solidariedade ativa e combativa, com uma linha discursiva clara e inequívoca. A ideia – força “nem culpados nem inocentes, simplesmente anarquistas” refletiu e reflete o nosso posicionamento perante a prisão e a repressão, tanto para aquelxs que estão dentro como para com xs solidárixs e represaliadxs que se encontram fora. Representa uma forma de viver e estar na prisão ligada à intransigência, o que abre inumeráveis caminhos de ação para xs
companheirxs que trilham as ruas, caminhos que tentam destruir o poder por não entrar nas suas categorias e serem contrários à sua lógica predadora.

*Quando os golpes recebidos representam uma oportunidade*

A onda de repressão, consubstanciada nas operações Pandora e Piñata, representou o mais duro golpe recebido po anarquismo neste território desde os anos 80. Ele claramente tentou eliminar um sector do movimento anarquista pela via rápida que se refere ao assédio, perseguição e prisão. Claramente a magnitude do ataque estatal teve as suas consequências, como não poderia ser de outra forma. Foram muitas as iniciativas que se viram desfeitas, espaços que foram literalmente saqueados pela fúria repressora e o temor a se verem envolvidxs nas fantasias paranóicas do poder, gerando um certo imobilismo que pouco a pouco começa a ser superado.

No entanto, na nossa opinião, por grosseira e inconsistente que nestes casos tenha sido provado ser a teoria da polícia, este golpe representa uma oportunidade para destacar as debilidades do estado – que usa as suas estratégias clássicas de confinamento e intimidação para tentar reduzir e eliminar todxs aquelxs que não consegue domesticar. Junto com isso, acreditamos que estas operações estão intimamente relacionadas com o auge de movimentos de cidadãos e sua incorporação nas instituições; aquelxs que se recusam a jogar o jogo democrático aguarda-os a prisão. Portanto, ao se abordar o que significaram estes golpes e realizar a solidariedade, pensamos que é essencial entender que os movimentos de cidadãos transformados em partidos políticos – ao optarem pela via institucional – não representam em nenhum caso um aliado, antes constituem mais uma das engrenagem do poder com a qual não temos nada a ver.

Mediante as operações Pandora e Piñata, como tem sido dito repetidamente, tentaram-se atacar algumas ideias e práticas que se lhe opõem radicalmente. Prova  disso é que nenhum dxs nossxs companheirxs imputadxs foi acusado de ações concretas. O que se pretende punir é um modo de vida, uma opção de luta para combater o estabelecido e uma atividade anti-autoritária permanente, que em menor ou maior grau, influenciou vários espaços e entornos. O continuar a transitar por caminhos de ruptura constitui, só por si, uma pequena vitória ao demonstrar que, ainda que o Estado nos mostre a sua pior cara, não nos dobra. Assim, acreditamos que a solidariedade com os represaliadxs deva ser transgressora e ofensiva, longe de discursos pessimistas e de vitimização. Usar toda a nossa criatividade, limitada apenas pelos nossos princípios anárquicos, é crucial na atividade de solidariedade e para que saiamos fortalecidxs desta experiência. Na guerra contra a dominação toda a ação é necessária.

Finalmente queremos enviar todo nosso carinho e força aos e às nossxs companheirxs na Alemanha, acusadxs de roubo a uma sucursal bancária e que durante estes últimos meses têm enfrentado um duro julgamento. Pensamos nelxs a cada momento – e o orgulho e a alegria que demonstram são também os nossos ao ter a possibilidade de sermos vossxs companheirxs.

Hoje e sempre mão aberta ao/à companheirx e punho cerrado ao inimigo

Mónica Caballero S.
Francisco Solar D.
Prisão Villabona – Asturias
2 de Fevereiro de 2017.

Santiago, Chile: Ataque com bomba de ruído contra igreja evangélica

Antecedendo a extradição dxs anarquistas Mónica Caballero e Francisco Solar das prisões espanholas para território chileno, saímos pela noite de 21 de Fevereiro de 2017 , com a intenção de demonstrar um sinal mínimo de solidariedade com elxs. Este sinal o manifestamos através duma bomba de ruído contra uma asquerosa e repudiável igreja evangélica. Esta instituição cúmplice do Estado/Capital, inimiga de da liberdade, encarrega-se de estabelecer e propagar a opressão patriarcal, a heteronormatividade e a autoridade, por isso a hostilidade está justificada e deve ir aumentando de tom.

LIBERDADE AOS/ÀS PRESXS ANARQUISTAS ENCERRADXS NAS PRISÕES DO CAPITAL E FOGO À IGREJA E À MISERÁVEL AUTORIDADE

Círculo Vandálico Sebastián Oversluij

Montevideu, Uruguai: Ataque incendiário a estacionamento da empresa Multicar

Ai Ferri Corti -Romper com esta realidade, com os seus defensores e falsos críticos.

Comunicado recebido a 13/03/2017:

Na madrugada passada, atacamos o estacionamento da empresa de aluguer de carros Multicar Rent A Car, em Montevideu. Não podemos precisar a magnitude do dano causado mas mesmo assim estamos seguros de que o nosso ataque foi certeiro e que parte da frota da empresa foi parcialmente danificada.

A motivação do ataque tem a ver com o rol desta empresa que funciona não só promovendo o luxo e a opulência, alugando carros de todas as gamas e oferecendo serviços específicos para o turismo (talvez uma das indústrias mais devastadoras) mas também pelo seu currículo como cúmplice explícito de múltiplas empresas públicas e privadas, nacionais e estrangeiras , as que oferecema infraestrutura para desenvolver as suas tarefas de exploração e controlo social. A partir deste local a Multicar funciona como uma das patas privadas do Estado, já que apoia com os seus veículos de reboque e gancho a própria Intendência de Montevideu, nas suas tarefas de assédio à cidadania.

Aproveitamos este comunicado para convidar todxs xs companheirxs do território a expressar a sua dissidência e raiva através da ação direta insurrecional. É fácil, divertido, pertinente e necessário.

Saúde e vemos-nos nas ruas!

Célula Autónoma Espontânea
Chuk Palaniuk

[Prisões Chilenas] Palavras do companheiro Marcelo Villarroel Sepúlveda

No marco da jornada anárquika kontra a IIRSA, algumas palavras do compa preso Marcelo Villarroel

SAÚDANDO AS INICIATIVAS DE RESISTÊNCIA ATIVA FRENTE À DEVASTAÇÃO DA TERRA.
CHAMANDO À KONSCIÊNCIA E AÇÃO SUBVERSIVA KONTRA A EXPLORAÇÃO DO PLANETA PELA DOMINAÇÃO KAPITALISTA MUNDIAL

A terra chora, a vida klama, os burgueses gozam e nós, onde?

Talvez consigamos rekonhecer esta altura como uma das mais komplexas, altura onde as diferentes formas de vida enfrentam um momento krucial para a sua sobrevivência.

Os duros dados da sua ciência e da sua akademia isso indicam, assim komo o indica a palavra ancestral de povoados e komunidades ke se relacionaram de forma harmoniosa kom tudo o que nos rodeia.

Uma vez mais é a visão de progresso ocidental kapitalista que se adjudica a responsabilidade de destruir tudo por onde passa com a finalidade de encher as suas arcas e bolsos das suas vidas de ostentação, para aprofundar o kontrolo do komplexo militar industrial que (de)sangra e kontrola grande parte do planeta.

Assim foi kom os grandes impérios através dos séculos, massacraram tudo por onde passaram.

Subjugando, submetendo, explorando, eskravizando… impondo kredos, fronteiras, bandeiras e repartindo o mundo.

Hoje, nos territórios que habitamos, enfrentamos a Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul americana I.I.R.S.A. que sob o eufemismo de “forúm de diálogo […] que visa promover o desenvolvimento da infraestrutura sob uma visão regional, na mira da integração física dos países da América do Sul “ há mais de 10 anos, que tem vindo a modificar e impaktar directamente sob as nossas vidas, sem que consigamos dimensionar o que isso signifika.

Das selvas aos oceanos, kordilheiras, boskes, desertos e patagónia… gás, petróleo, minerais… todos os chamados “rekursos naturais” ao serviço das grandes multinacionais que deskansam nos 12 países fantoche que integram o dito projecto em kurso.

O domínio reorganiza-se e afina os seus mecanismos de controlo e expansão. O fluxo de mercadoria e ganância dos lucros a isso obrigam.

Assim mesmo, as Resistências multiplicam-se ainda que não kom a beligerância e contundência que gostaríamos, mas estão vivas e em koneção com o grito ancestral que nos guia em direcção à Libertação Total.

Na prisão mantemos sempre a mirada atenta nas dignas prátikas de Resistência Ofensiva kontra o kapital.

Saudamos kom toda a fraternidade insurrekta todxs xs irmãs e irmãos, kompanheirxs e afins de diferentes latitudes, xs que são capazes de dar passos de hostilidade manifesta a todas e cada uma das expressões do Estado-Kárcel-Kapital.

Abraçando a kada kompa dignx atrás das grades… Sem esquecer a recente golpaça a Sol, a brutalidade yanakona dos carcereiros na kolina 2… o julgamento de Juan, Nataly e Enrique… a condenação no “caso PDI” … a Joaquín… Sempre kon Fráncisko, Monika e kom todxs xs que não se acomodam nem se arrependem.

PELA MULTIPLIKAÇÃO DA AÇÃO AUTÓNOMA ANTIKAPITALISTA!!

PELA EXPANSÃO DA RESISTÊNCIA OFENSIVA KONTRA O PODER!!

SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE INTERNACIONAL PELA DEMOLIÇÃO DAS PRISÕES!!

ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda
Prisioneiro Libertário
Prisão de Alta Segurança
Santiago/Chile
12 de Fevereiro de 2017.

Kom Severino e Paulino sempre na memória.

Montevideu, Uruguai: Concentração contra o despejo de La Solidaria [21/03/2017]

A 21 de Março deste ano chegarão as forças da ordem à Fernández Crespo, 1813 para finalmente desalojar a La Solidaria.

Este não é somente um golpe ao espaço, é também um ataque aos métodos utilizados: à auto-organização e à ação direta para se lutar contra este mundo de exploração.

É também um ataque a todos aqueles setores que permanentemente lutam por transformar a realidade, a todos esses setores que lutam por outra forma de vida, mais aprazível, baseada na solidariedade e no apoio-mútuo.

Frente às tentativas do Poder de fazer calar a luta, propomos potenciar a rebelião permanente contra o seu mundo de morte.

Propomos responder aos ataques constantes e cada vez mais profundos que o Capital exerce sobre as nossas vidas.

Saquem as vossas mãos dos nossos centros sociais!

Montevideu, Uruguai: Intervenção em apoio à La Solidaria

Na noite de ontem, 13 de Março – em apoio à La Solidaria que será desalojada neste 21 de Março – intervimos na Igreja evangélica alemã com pinturas, folhetos e grafitis onde podia ser lido “Não ao despejo da La Solidaria”.

Intervimos na igreja pela sua relação direta com o despejo – já que foi ela quem, há anos perante uma intenção falida quis desalojar La Solidaria, agora a casa foi vendida à empresa chilena Maria Caprile, deixando assim que a máfia da especulação imobiliária avance.

Intervimos na igreja porque a relação e coordenação entre curas, políticos e polícias – para manter este mundo de exploração e dominação – torna-se cada dia mais clara.

Intervimos na igreja pelo que ela em si mesma representa – pelos séculos de massacres e perseguições, por instaurar desde há anos a homofobia e a misoginia.

Este é um pequeno gesto de apoio à La Solidaria; é uma chamada a todxs aquelxs que lutam para se resistir e se transformar a realidade.

No pasaran!

[17-23 Abril] Chamada internacional de ações descentralizadas em solidariedade e atualização do caso Aachen

Amamos a liberdade, odiamos o Estado!

Uma semana – de 17 a 23 de Abril de 2017 – de ações descentralizadas em solidariedade com as companheiras acusadas de roubo num banco em Aachen (Alemanha)

Uma companheira de Amsterdão foi detida no ano de 2013 sob a acusação de roubo de banco em Aachen; após estar meses na prisão e várias semanas de julgamento foi deixada em liberdade. Atualmente encontra-se à espera de um recurso de revisão do caso interposto por parte do ministério público dessa cidade.
Em Abril e Junho de 2016 duas companheiras de Barcelona foram detidas e encarceradas em Espanha, sendo efetuada a sua posterior extradição para a Alemanha onde continuam em prisão preventiva. Atualmente estas duas companheiras não só enfrentam uma situação de confinamento como desde Janeiro se encontram em fase de julgamento que se prevê finalizar a 22 de Maio de 2017, na cidade de Aachen.

Não nos surpreende que o poder persiga, castigue e ataque a quem luta, a quem combata a miséria deste sistema opressor. Não nos interessa usar o vocabulário do inimigo e falar assim de culpadxs ou inocentes, pois não obedecemos à lógica em que divide xs indivíduos e xs cataloga, até chegar ao ponto de poderem ser encarceradxs. Compartilhamos com as nossas companheiras o ódio a este sistema, o ódio às prisões que perpetuam a divisão entre o bom cidadão e aquele que merece ser castigado; odiamos todo o aparelho repressivo de qualquer estado, assim como a sua conexão com a Igreja e respectiva história opressora.

Com passos gigantes a repressão adopta um papel cada vez mais quotidiano nas nossas vidas.  As novas tecnologias, o desenvolvimento de técnicas para a obtenção de ADN, análises biométricas, câmaras, controlo social…todo um aparato destinado ao estudo, análise e controlo, dentro do qual nos posicionamos totalmente à ofensiva, entendendo – de agora em diante – toda esta estrutura como parte dos nossos habituais inimigos. A coordenação entre Polícias de diferentes Estados, juízes, investigadores, todos formam parte das não tão velhas assim, as rejuvenescidas ferramentas desta Europa, a que se encaminha mais clara e rapidamente até ao capitalismo mais puro, mais subtil mas feroz.

Recuperaremos o espaço nas nossas ruas e sairemos fortes dos golpes repressivos, com as veias carregadas de raiva, força e coragem, para estar ao lado das nossas companheiras, para lhes mostrar a nossa solidariedade, a paixão que temos para continuar a lutar e para destruir este sistema – que não queremos nem dele necessitamos.

Esta é uma chamada internacional em solidariedade com as companheiras acusadas de roubo de banco em Aachen, uma chamada para fortalecer os laços entre todxs xs rebeldes e oprimidxs, em qualquer lugar do mundo, em qualquer recanto. Usemos as nossas ferramentas para sabotar, atacar e destruir as suas estruturas de poder, usemos a nossa imaginação para continuar a demonstrar-lhes o nosso ódio, usemos a nossa paixão para continuar a caminhar, para continuar a lutar! Fazemos uma chamada de  17 a 23 de Abril!

Tudo continua, nada se acaba! Até que todxs sejamos livres!
Solidariedade com as companheiras anarquistas acusadas de roubo de banco em Aachen. Livres elas, livres todxs!
Pela revolta, pela anarquia…

Fevereiro de 2017, em algum lugar do mundo

Atualização do caso Aachen

– Resumo das sessões de julgamento já realizadas
1 l 2 l 3 l 4 l 5

Carta da companheira processada pelo caso Aachen

– Mais informações e atualizações

inglês: solidariteit.noblogs.org | espanhol: solidaritatrebel.noblogs.org

Santiago: 5 anos de liberdade vigiada para Manuel, Felipe e Amaru (caso PDI)

Comunicado recebido a 24/02/2017:

Hoje, 24 de Fevereiro, foi emitida pelos tribunais inquisidores a condenação contra os nossxs companheirxs, sendo a condenação a seguinte:

5 ANOS DE LIBERDADE VIGIADA PARA MANUEL, FELIPE E AMARU.

Permitindo-lhes a saída da prisão-empresa santiago 1, nas próximas horas.

Até nos seus próprios fundamentos não conseguem realizar os seus planos acusatórios e policiais! Por cá ninguém vai ficar só e verão que jamais claudicaremos.

LIBERDADE PARA XS PRESXS EM GUERRA!

Célula De Propaganda Moica Morada

Familiares, amigxs e companheirxs esperando e celebrando a saída da prisão de Manuel, Felipe e Amaru (proximidades da prisão Santiago1).

Chile: Semana de Agitação à memória de Javier Recabarren – 11 a 18 de Março de 2017

Com todo o amor subversivo ao pequeno e lindo menino rebelde Javier Rekabarren… Vegano/Anarko/Anti-jaulas, imensamente consciente dos seus incontíveis desejos de liberdade… levamos-te nos nossos indómitos corações, pequeno irmão!!!”.
Marcelo Villarroel, Prisioneiro Libertário. 05/11/2015.

A memória, uma arma na guerra contra o Poder.

Assumidxs até à morte como inimigxs do Estado, assumidxs até às últimas consequências como inimigxs do poder e toda a representação de autoridade.

Lançamos uma vez mais uma chamada aberta de agitação e propaganda passados que são 2 anos da morte do companheiro anarquista Javier Recabarren – falecido a 18 de Março de 2015 após ser atropelado por um autocarro da transantiago, em Santiago, Chile.

A nossa intenção é clara, preservar a memória de um companheiro que, com 11 anos de idade, apenas, começava já a cimentar o seu caminho na luta anti-especista e anti-autoritária, através da propaganda cimentava aquele. Frequentando actividades, feiras do livro e manifestações; e sem duvidar em momento algum passou à ação, armando barricadas, atacando a bófia, encapuchando-se, para animar ao transbordamento, a partir do anonimato.
Aquelas ações de Javier, estão aí à mão, todxs podem lê-las e conhecê-las, todxs podem sentir-se afins de forma a levar à prática um gesto à sua memória insurreta.

O companheiro propagava a práxis pela libertação animal e anarquia e uma maldita máquina deste sistema una maldita máquina deste sistema levou-lhe a vida, cortando-lhe a experiência de continuar a conhecer novos caminhos, novas ideias e ações, de conhecer novos acertos e erros, de sentir alegrias e fracassos, de continuar a contribuir da forma que entendesse para a luta militante que tanto o apaixonava. No fim de contas, continuar com a sua vida rebelde.

A nossa chamada, a segunda, é mais um gesto mínimo de contribuição para a luta contra o poder, desta vez, materializa-se a memória de um companheiro para gerar a agitação sempre necessário e propaganda das nossas ideias e práticas, o que acreditamos deve ser uma importante ferramenta para o uso no dia a dia.

A chamada é uma iniciativa anti-autoritária, na qual se reflectem os nossos valores e práticas entre cúmplices. Onde a horizontalidade rompe qualquer instância vertical. Onde a solidariedade se torna ação concreta para a luta multiforme. Onde o apoio mútuo se torna essencial entre afins. Onde a ilegalidade não tranza com o estatal. Onde a ação e a propaganda das ideias anarquistas e insurrecionais, através das ruas da asquerosa cidade, quebra qualquer gueto político.

Assim, hoje como ontem, podemos vencer qualquer barreira linguística, bandeiras e fronteiras para convidar a esta instância xs rebeldes, revolucionárixs e anarquistas que se encontrem em qualquer lugar do mundo – para que respondam da forma que considerarem necessária esta chamada de sábado 11 a 18 de Março. Recordem que a imaginação não tem limites.

Com a memória intacta e com o coração palpitando de emoção.

Com Javier Recabarren presente!
Juventude Combatente: Insurreição Permanente!

Uma saudação de liberdade ao companheiro Kostas Pappas e à companheira Herminia Concha, que em situações similares morreram há alguns anos na Grécia e no Chile, respectivamente. Na nossa memória permanecem.

Ps: Esperamos que possam enviar as iniciativas às páginas de contra-informação, assim como que também as possam enviar ao seguinte mail: semanadeagitación02[arroba]riseup.net

Fotografía da marcha anti-especista pelo respeito e pela liberdade dos animais em Madrid a 5 de Novembro de 2016 Javier Recabarren presente em cada indomável coração – lutando te recordaremos – Até que todos sejamos livres”

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Berna, Suíça: Prisão local e carrinha da polícia atacada com bombas de tinta

Sábado, 21 de Janeiro de 2017, bombardeámos com tinta a prisão regional de Berna numa negação total de todo o tipo de prisões. No caminho de volta, uma carrinha da polícia cometeu o erro de nos perseguir e teve que se retirar após a nossa intervenção determinada. Esta ação foi realizada em solidariedade com o dia de ação global para xs prisioneirxs * trans e com a chamada para apoio do grupo de guerrilha urbana Luta Revolucionária, na Grécia.

Dia de ação e solidariedade com xs prisioneirxs trans

A 22 de Janeiro, sucedia o segundo dia global de ação e solidariedade com xs prisioneirxs trans.

Olhares curiosos, vergonha, isolamento, assédio e violência sexual duplo para as pessoas trans na prisão, por causa das restrições físicas e emocionais da gaiola, em sentido estrito, o que os deixa sem saída. Este evento é organizado em todo o mundo por prisioneirxs trans e pelxs apoiantes. Permite aquelxs que estão fora  se lembrarem daquelxs que estão atrás das grades, para mostrar solidariedade e aumentar a sua sensibilização para os problemas enfrentados pelxs prisioneirxs trans. Permite também que xs que estão dentro falem e se organizem.

Dia de ação em solidariedade com a Luta Revolucionária

Para 21 de Janeiro tinha sido feita uma chamada de um dia global de ação em solidariedade com xs prisioneirxs da Luta Revolucionária. Embora as autoridades estejam convencidas de que prendendo xs anarquistas terão sucesso na eliminação da luta (armada), na realidade estão errados. Em total cumplicidade, dentro ou fora dos muros da prisão, lutamos por um mundo livre de toda a dominação. Assim sendo, não colocamos nenhuma esperança nos partidóides de esquerda como o Syriza, interessados apenas na paz social e que mais uma vez revelou as suas verdadeiras intenções e face através da prisão de Pola Roupa e filho, bem como com o tratamento dado aos/às prisioneirxs anarquistas.

Solidariedade com todxs xs anarquistas e outrxs presxs políticxs que têm estado sequestradxs e encarceradxs.

inglês l grego l italiano

Bogotá, Colômbia: Dia de ação e solidariedade com xs presxs trans

Com os trans na prisão, solidariedade e ação

Hoje voltamos a caminhar pelas mesmas ruas onde temos vindo a sofrer chacotas, assédio, agressões. Com a cabeça erguida e a confiança que nos é oferecida pelo apoio daquelxs que temos ao lado, esquecemo-nos do medo por um tempo, dando prioridade ao prazer de comunicar a partir da ação e reclamando os territórios dos que nos têm segregado.

O sussurro da lata de spray indica que já não há volta atrás, abrigadxs pela escuridão e cobertxs por um manto de indistintas estrelas num céu contaminado, inconfundível obséquio do capitalismo industrial.

Queremos dizer tanto – e é tão complicado que as nossas palavras cheguem aquelxs a que estão destinadas – mas acudimos a estas ruas como uma ferramenta mais para quebrar a incomunicação que procura impor o fechamento, embora saibamos que não é o suficiente.

Aderimos à iniciativa de 22 de Janeiro – dia internacional de solidariedade com presxs trans – com origem nos Estados Unidos, estando cientes da transfobia e de uma série de práticas que marginalizam especialmente as pessoas trans na prisão, também na Colômbia.

Num sistema em que a hetero-normatividade é a regra, assim como se pretende que a única maneira de existir como ser humano seja apenas sob duas categorias (homem-mulher), qualquer indivíduo fora deste postulado sofre a exclusão sistemática. Resulta fácil assim assinalar as transgressões desenvolvidas por pessoas que desobedecem às normas de género, enquanto se ignotam todas as opressões contra as quais resistiram e resistem.

Ao mesmo tempo, é importante ressaltar que o estigma social que paira sobre presxs e ex-presidiárixs, é parte da mesma estratégia usada pelo inimigo ao falar de “terrorista” – que visa justificar a segurança, vigilância e as guerras do poder e capital. Além disso, o existência da prisão evidencia que os dispositivos de normalização utilizados pela sociedade são ineficazes – pois sempre haverá desobediência, seja porque as pessoas vêm para lugares de marginalidade onde devem transgredir a lei para sobreviver e aspirar a viver uma vida menos precária ou porque a sua vontade os leva atentar contra o existente.

A população trans privada de liberdade na Colômbia enfrenta grandes desafios, o risco de potenciais agressões sexuais e contágio de doenças sexualmente transmissíveis, DST – especialmente nas prisões de homens – a proibição de visitas íntimas (que persiste em alguns lugares), a ineficiência e pouca celeridade nos seus processos judiciais, a interrupção arbitrária dos seus tratamentos hormonais, a apreensão abusiva dos seus cosméticos, a discriminação na atenção médica, o restritivo ou nulo acesso a preservativos. Para não mencionar que quando não são visitadxs, mas sim xs visitantes podem muito bem ser humilhadxs com pesquisas vexatórias, forçadxs a entrar no dia que corresponde aos homens, etc., o que contribui para romper o tecido social das pessoas trans detidas, condenadas assim a um isolamento ainda maior.

Sendo este o panorama, a resposta da comunidade trans – tanto dentro como fora das prisões – tem sido a auto-organização. Com isso, tem conseguido vitórias significativas após a pressão jurídica e institucional ainda que, como diria Emilie Would Rakete, “prisão é sinónimo de violência. Mesmo que propunhamos a sua reforma, necessariamente temos os olhos postos na sua abolição. ”

Assim, somos apenas mais uma expressão que quer lembrar às pessoas trans na prisão que não estão sózinhxs, e convidar as pessoas trans ou não-trans a passar à ação, a identificar no apoio mútuo, respeito, carinho e reciprocidade, as ferramentas mais eficazes para imaginar – erigir um mundo mais livre e com menos barreiras.

Nas cifras oficiais do INPEC (Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário), em 2014 havia 102 auto-reconhecidxs trans em prisões colombianas, podem até ser mais, e admitimos isso, somos ignorantes de muitas destas histórias e herstórias. Por isso visamos impulsionar as grandes e pequenas iniciativas que visem convidar à prática efectiva da solidariedade com esta população marginalizada, e da margem- por que não? – das gretas do poder e do sistema, tecer relações e projectos destinados ao desmantelamento da sociedade carcerária, transfóbica e hetero-patriarcal.

Voltaremos às ruas quando for necessário, sejam estas ou outras, seja em breve ou não muito próximamente. A raiva é um presente, e nós recebêmo-lo com alegria, ansiosos para compartilhá-lo quando for necessário.

In memoriam:

Paola
Shania Vanessa
Alex Camel
Angelina
Zharick
Marcela
Valentina
Valeria
Juliana Andrea de Henao Pérez
Paloma
Flor
Kyara

*Alguns nomes de pessoas trans assassinadas em diversas localidades e cidades da  Colômbia.

Morte à transfobia!

Abaixo os muros da prisão para heterossexuais, lésbicas, trans e bichas!

Ano 525 da resistência.

espanhol l alemão

França: Calcinados 4 veículos da autoridade metropolitana de Toulouse

Na noite de 21 para 22 de Janeiro de 2017 explodiram em chamas quatro carros da autoridade metropolitana de Toulouse.

Após nos termos introduzido discretamente na área de estacionamento privativa desta empresa, deitámos fogo aos veículos de caixa aberta que se encontravam estacionados. Uma pequena contribuição à crítica da metrópole e da maneira como ela apodrece as nossas vidas.

Solidariedade com Damien, preso em Fleury.

fonte: iaata.info

grego

Prisões chilenas: Palavras de solidariedade com Tamara Sol, Tato e Claudia – 30/01

11/08/2016 – Santiago do Chile, confrontos com barricadas incendiárias e cocktails molotov contra carabineiros, junto ao ex-pedagógico, em solidariedade com Tamara Sol Farías Vergara y todxs presxs políticxs.

A partir dos módulos da secção de segurança máxima, saudamos todxs xs irmãos ou irmãs sequestradxs pelo estado que dia a dia, com dignidade e orgulho, enfrentam a realidade prisional em todas e cada uma das suas expressões e formas.

Há alguns dias tomamos conhecimento, de forma mais ou menos parcial, do cobarde ataque dos esbirros contra as companheiras Tamara Sol, Tato e Claudia. Temos perfeita consciência do quão repetitivas se tornaram estas acções, seja como castigo, isolamento ou constante assédio, mas a recorrência impede a normalização – isto dá-nos mais forças, a nós e às nossas convicções, cada dia mais prementes e ansiosas de vingança contra a sociedade prisional e quem a defenda.

Conhecemos as motivações pessoais de muitos carcereirxs e a verdade é que não nos preocupam, visto que também as sentimos pelxs presxs subversivxs – sabemos bem que cada ataque cobarde é devido à sua frustração nas tentativas de nos reduzir e, por isso mesmo, são mais uma razão para sentirmos orgulho.

Saúdamos cada um/a dxs companheirxs e familiares que com a sua atitude firme e solidária realizaram uma concentração fora da prisão para apoiar as compas.

Lançámos estas palavras, mandando muito força e carinho às companheiras.

Estamos atentos às suas decisões e não hesitaremos em acompanhá-las no que seja necessário.

Fabián Durán
Enrique Guzmán
Nicolás Rojas
Joaquín García

espanhol

Montevideu, Uruguai: Encontro de lutadorxs pela terra e contra o capital

Encontro de lutadorxs pela terra e contra o capital
Sábado 18 e domingo 19 de Fevereiro – Punta Yeguas – Oeste de Montevideu

Convidamos-los para nos encontramos neste lugar encantador que o capital e o estado agora nos pretendem arrebatar através dos seus megaprojetos ecocidas.

Para ver em que pé andamos, o que já foi realizado e, sobretudo, o que temos a fazer para enfrentar esta nova ofensiva de projetos devastadores da natureza –  nos quais o governo aposta para superar a crise económica em curso.

Para trocar ideias e experiências de luta. Para coordenar, potenciar, continuar a construir alternativas.

Mineração, OGM (trangénitos), regaseificação, portos, estradas portuárias, ferrovias, centros (pólos) de logística, urbanização, gentrificação, negócios imobiliários, saneamento, dragagem, aterros navais e militarização assolam os nossos bairros.

Se compartilhas as nossas inquietações seria bom que te acercasses, de forma a participares nesta proposta (que permanece aberta).

Ah! traz tenda, colher e algo para o cozido vegano!

SOMOS SEMENTES DE LUTA AO VENTO!
A TERRA QUE NOS PARIU!

N.T. Realiza-se de 12 a 19 de Fevereiro, uma semana de agitação e propaganda anárquica contra a IIRSA, na qual este encontro se enquadra.
A I.I.R.S.A. (Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sulamericana) é composta por megaprojetos de diversos estados e empresas de forma a agilizar o fluxo de mercadorias – impondo um reordenamento neocolonial e novas maneiras de controlo, em cumplicidade com a sociedade de consumo cidadã.
Aqui em pdf o cartaz da chamada para a jornada internacional de protesto contra a IIRSA, que se realiza a 15 de Fevereiro de 2017.

espanhol

Cidade do México: Ataque explosivo-incendiário em solidariedade com as presas de Aachen

Razões para lutar temos de sobra. Por termos considerado a necessidade de agirmos directamente contra o Capital, cada vez mais encontramos mais motivos para continuar a lutar. Há algumas semanas, por exemplo, algumas companheiras foram acusadas de roubo em Aachen, Alemanha – e entendendo o respectivo processo burocrático da “justiça legítima” da burguesia, privaram-nas de liberdade. Não devemos esquecer o quanto já foi mencionado nestes espaços de difusão, que a expropriação é uma ação justa, direta e parte da história de todo o movimento revolucionário. Enfatizando a palavra de ordem: “Que crime é expropriar ou incendiar um banco, em comparação com fundá-lo?”

A raiva e fúria tornaram-nos mais fortes. Não nos podemos mais dar ao luxo de permanecer na passividade e no conforto condicional que nos aprisiona numa “realidade” imposta por um grupo de assassinos.

Na madrugada de 2 de Fevereiro do ano em curso, concentrámos a nossa discordância dentro de um bidão com 8 litros de material altamente inflamável, em combinação com material explosivo e um detonador dos mais simples. Colocamos-lo precisamente no meio de dois caixas automáticos, na sucursal de banco CitiBanamex situada na rua Eje, 10 esquina com a rua Xocoyoacán – causando a danificação total a ambos os caixas e respetivos billetes, agora calcinados. A sucursal ao que parece permanecerá encerrada algumas semanas.

O Citigroup é a maior representação do asqueroso imperialismo. Os bancos, os santuários do Capital. E nós, a consequência do seu asqueroso sistema. Cada dia mais conscientes e afins à luta pela liberdade.

Desta forma, solidarizamos-nos com as companheiras presas na Alemanha. Assim como com os companheiros [presos no México] Luis Fernando Sotelo e Fernando Bársenas.

Nem culpadxs, nem inocentes!
Liberdade para xs Presxs em guerra!
Que ardam os muros das prisões!

Contra o Estado, o Capital e toda a forma de autoridade.

F.A.I. F.R.I.
Célula Incendiária Gatxs Noturnxs e Bruxxs Malvadxs.

em espanhol l grego

Santiago, Chile: Atualização do caso PDI (31/01)

Escrevemos esta atualização com as emoções cruzadas – entre a alegria da libertação da nossa companheira Mª Paz e de Naty e a resolução da inquisição judicial de declarar culpados os nossos companheiros Manuel, Felipe e Amaru  (perpetuando apenas o seu sequestro, iniciado há mais de um ano, em Julho de 2015).

Assim, em tribunal:

Natalia: Absolvida de todas as acusações, pode sair da detenção domiciliária em que se encontrava na sua casa.

Mª Paz: Absolvida de todas as acusações. Veio a sair da prisão de San Miguel, em liberdade, horas depois da audiência.

Manuel: Declarado culpado do delito de incêndio em lugar habitado, no grau de FRUSTRADO.

Felipe: Declarado culpado do delito de incêndio em lugar habitado, no grau de FRUSTRADO.

Amaru: Declarado culpado do delito de incêndio em lugar habitado, no grau de FRUSTRADO.

Os nossos companheiros arriscam-se às seguintes penas:

Acusação (ministério público): Solicita 7 anos pelo delito de incêndio em lugar habitado, no grau de frustrado – a isto é subtraído o tempo em “Prisão Preventiva” (18 Meses).

Defesa: Solicita 5 anos pelo delito de incêndio em lugar habitado, no grau de frustrado + benefícios.

Sobre a Concentração:

Para 31 de Janeiro tinha sido convocada uma concentração junto do centro de justiça – diversxs companheirxs convergiram para o local, concentrando-se em frente à inquisição prisional.

Momentos esses em que parentes e advogados saíram para o pátio do centro de justiça – o circo mediático da CNN, CHV, Canal 13 e TVN, juntamente com os fotógrafos da Emol e Copesa, preparavam-se para gravar a concentração e a resposta não se fez esperar – e em que câmaras, suportes e cabos foram cortados, rasgados/ lançados ao ar e polícias, guardas prisionais e jornalistas foram espancados com a raiva desencadeada pelo espectáculo que pretendiam montar, no meio da luta foram agredidos familiares dxs nossxs companheirxs e participantes na concentração.

Mas nos nossos corações permanecem os murros que polícias, jornalistas e guardas prisionais receberam, deixando claro que connosco não se brinca! não estamos ali para os seus espectáculos! escondidos como ratas, atrás de escudos dxs guardas prisionais!

Esta é de resto a importância das concentrações! demonstrando de forma efectiva a solidariedade com xs nossxs companheirxs!

No dia 24 de Fevereiro, às 14:00 hrs, dar-se-á a conhecer a sentença final, lá estaremos com os nossos três amigos/familiares declarados culpados, vamos com a moral em alta e de peito erguido, não deixaremos sós nem as suas famílias, nem as suas companheiras  ou tampouco a eles. Em breve nova atualização!

FELIPE, MANUEL, AMARU EM LIBERDADE JÁ

PRESXS EM GUERRA EM LIBERDADE JÁ!

Mª PAZ E NATALIA UM ABRAÇO ENORME E FIQUEM A SABER QUE JAMAIS ESTARÃO  SÓZINHAS

Célula De Propaganda De Moica Morada

em espanhol

Santiago: Concentração em apoio ao compa preso Fabián Durán

Na segunda-feira, 16 de Janeiro, foi revista a medida cautelar que manteve preso durante 16 meses o compa Fabian Duran – preso nas lutas nas ruas – detido a 13 de Setembro de 2015, na marcha comemorativa do “11” e acusado de transportar bombas incendiárias. No mesmo dia foi convocada uma concentração durante a manhã, para mostrar o apoio ao compa, junto ao centro de justiça em Rondizzoni, Santiago. Na audiência, foi-lhe negada a opção de optar para prisão domiciliária, depois de ter sido considerado um “perigo para a sociedade”. Assim, o compa continuará recluso na CAS, à espera de julgamento.

FABIÁN DURÁN EM LIBERDADE JÁ!!!!
LIBERDADE A TODXS XS PRESXS!

em espanhol

“Além das condenações”: vídeo solidário com Nataly, Juan e Enrique

Xs nossxs companheirxs Juan Flores, Nataly Casanova e Enrique Guzmán encontram-se em prisão preventiva, acusadxs de colocação de dispositivos explosivos, arriscando-se a longas penas – no meio do festim mediático que se procurou montar com a sua detenção, com o objetivo de travar o avanço anárquico nas terras dominadas pelo estado chileno.

Proximamente iniciar-se-á a fase de audições do julgamento delxs, instância que historicamente o Poder tem utilizado como tribuna – para castigar com a prisão quem desafie o seu domínio e destruir solidariedades, através da propaganda do medo.

Com vista à destruição do isolamento dxs nossxs companheirxs, editamos este pequeno mas solidário material.

Saudações a todxs aquelxs que resistem e combatem a partir do interior das prisões.

em espanhol | vídeo legendado em português

Atenas: Ataque incendiário ao Ministério da Cultura

Na noite de sábado, 28 de Janeiro de 2017, atacámos com cocktails molotov o Ministério da Cultura, em Exarchia. Esta é uma pequena ação simbólica para recordar a todos os fascistas e militaristas que nós nos estamos a cagar nos ideais nacionalistas. Cuspimos nos seus emblemas nacionais, nos seus uniformes, nas suas fronteiras e nas sepulturas abertas para os seus massacres.

Guerra à guerra da civilização.

em grego l inglês l espanhol

Atenas: Solidariedade incendiária com xs compas nos EUA

Por volta das 22:00 de quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017, atacamos com cocktails Molotov o esquadrão anti-motim MAT que protege a sede do PASOK, na rua  Harilaou Trikoupi, em Exarchia.

Esta é uma ação em solidariedade com as centenas de compas detidxs em Washington e noutras cidades dos Estados Unidos, durante as manifestações combativas contra a ascensão de Donald Trump, a 20 de Janeiro

Força ao membro da IWW que recebeu um disparo de um fascista, na cidade de Seattle.

Estamos ao lado de todxs aquelxs que lutam com valentia contra o Poder. Estejamos onde estivermos ataquemos com todos os meios disponíveis o sistema de dominação.

Fogo às fronteiras, polícias e prisões!

Núcleo Anarquista Suga Kanno

em inglês l espanhol l italiano

Leuven, Bélgica: Solidariedade com as acusadas de Aachen

Recebido via email

Em Leuven, Bélgica, na fria noite de 17 de Janeiro, 50 parquímetros foram cobertos de tinta e as fechaduras de diferentes bancos foram enchidas de cola. Num dos bancos (e noutros lugares da cidade) foi escrita a frase: “Solidariedade com as acusadas de Aachen! (A)”.

Uma pequena ação de resistência… para demonstrar às acusadas que não estão sózinhas.

Contra os bancos e o seu mundo!

em italiano | holandês | inglês | grego | alemão | espanhol

Viña del Mar, Valparaíso: Corte de estrada com barricadas em memória de Matías Catrileo

Bem cedo, na manhã deste 3 de Janeiro, cortamos a rota via las palmas com o propósito de recordar o nosso peñi [em mapuche, peñi significa irmão de um lutador] Matías Catrileo, assassinado cobardemente pelas costas por funcionários dos carabineiros – ação que foi encoberta pelo estado do $hile da mesma forma que todos as outras cometidas contra a resistência mapuche.

Não esquecemos aqueles irmãos e irmãs mapuches que se foram desta vida física; Alex Lemunao Saavedra, Johnny Cariqueo Yañez, Rodrigo Melinao Lincan, Jose Huenante Huenante, entre muitos outros, assim como também não esquecemos xs lutadorxs não mapuches, caídos às mãos dos cães a mando do poder e do capital. Não resta dúvida que continuarão na memória de todxs xs que lutamos pela libertação da terra.

Recordamos que há um mês a polícia atingiu nas costas um jovem mapuche com 17 anos apenas – com chumbo grosso, deixando-o com ferimentos graves nas costas e uma fratura – tendo aquele de ser hospitalizado; uma semana depois de Hernan Paredes Puen e Yocelyn Yevilao Maril também foram atingidos com mais de 130 chumbos no momento da sua detenção. Todos estes fatos dão-nos um vislumbre do estado de guerra que vivem os peñis e lamienes por defender o seu território.

A isto há que somar o sequestro, pela 4ª vez, da Machi Francisca Linoconao, que atualmente se encontra em greve de fome, há já 12 dias, mais 5 pênis que também aderiram à greve.

Concluíndo, este ato simbólico é uma advertência aos poderosos e sequazes – de que a guerra que o povo mapuche está a levar a cabo contra o estado chileno também se está a preparar de norte a sul. Aproveitem para dormir tranquilos agora porque a qualquer momento a luta estalará e pela via insurrecional iremos atrás dos seus pescoços

A partir da V região, mandamos farta força da terra [newen, palavra mapuche] para xs nossxs irmãos e irmãs que resistem em cada um dos territórios.

FIM DA MILITARIZAÇÃO NO TERRITÓRIO MAPUCHE
LIBERDADE IMEDIATA A TODXS XS PRESXS POLÍTICOS MAPUCHES E NÃO MAPUCHES
VIVEZA É DEFENDER A NATUREZA

em espanhol

Madrid: Fotos da manif em solidariedade com xs anarquistas acusadxs de assalto em Aachen

Que delito é roubar um banco quando comparado com fundá-lo?
Nem culpadxs nem inocentes!

Solidariedade rebelde
Presxs anarquistas para casa
Nem domesticadas nem amordaçadas

Liberdade imediata para as presas acusadas de expropriar bancos na Alemanha

A manif de sábado [21/1/2017],em Madrid – em solidariedade com as detidas acusadas de roubar bancos na Alemanha – terminou com dezenas de identificadxs, não havendo detidxs.

em espanhol, alemão

Atenas: Atacada sede do SYRIZA em solidariedade com a Luta Revolucionária

Na madrugada de sábado, 7 de Janeiro de 2017, rebentámos a fachada da sede do SYRIZA, no bairro ateniense de Kato Petralona. Esta ação é uma pequena resposta anarquista às detenções de Konstantina Athanasopoulou e de Pola Roupa, membras da Luta Revolucionária assim como ao cativeiro do filho de Pola Roupa.

Solidariedade com xs guerrilheirxs urbanxs.
Força a todxs xs anarquistas presxs.
Luta por todos os meios.

Anarquistas

Atenas: Colocada faixa na Okupa Themistokleous 58 em solidariedade com a Luta Revolucionária

Viva a Luta Revolucionária!

A 5 de Janeiro de 2017, os asquerosos da unidade anti-terrorista detiveram as combatentes anarquistas e membros da Luta Revolucionária Pola Roupa e Konstantina Athanasopoulou. Ao mesmo tempo foi capturado o filho de seis anos de Pola Roupa e Nikos Maziotis, metendo-o dentro de uma clínica psiquiátrica. Como resposta às tentativas de separar o filho dos seus revolucionários pais, xs três membrxs da Luta Revolucionária realizaram uma greve de fome e sede, obrigando as autoridades a entregar o pequeno à avó, embora esteja pendente uma decisão final acerca da sua custódia.

No domingo passado, 22 de Janeiro, colocámos na okupa uma faixa onde se pode ler em persa, inglês e grego “Viva a Luta Revolucionária”. Com este pequeno gesto internacionalista enviamos forças aos/às membrxs não arrependidxs da Luta Revolucionária e declaramos que estamos ao lado daquelxs que se armam para atingir as pessoas e estruturas que compõem o Estado/Capital e a dominação.

DE ATENAS ATÉ TEERÃO
MORTE A TODOS OS SERVOS DO ESTADO

Okupa Themistokleous 58

em grego,espanhol