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Contra Info: Rede tradutora de contra-informação

Contra Info é uma rede internacional de contra-informação e tradução, uma infraestrutura mantida por anarquistas, anti-autoritárixs e libertárixs ativxs em diferentes partes do mundo. Ler mais »

A extrema-direita em Portugal, hoje

recebido a 19.02.18

[Contribuição anarquista importante. Companheirxs, em Portugal,  procuram justamente entender de que forma e por que meios se pretende expandir o nacionalismo e o patriotismo, o ódio racial, a xenofobia generalizada, a homofobia assassina e o conservadorismo mais obsceno, assim como identificar as suas ramificações – associações, movimentos, partidos, negócios e locais.]

Tendo como alvo preferencial xs imigrantes, xs homosexuais, transgénero e xs anti-militaristas em geral, além de qualquer mulher em particular (movimentos anti-aborto e outros) é desde logo evidente que a extrema-direita se pretende infiltrar (ou já fundou associações) em meios ligados à defesa do ambiente, direitos dos animais, meios vegan ou vegetarianos, esotéricos e de solidariedade social (mas só para “brancos”), tendência aliás comum ao que se passa um pouco por toda a Europa. A juntar-se a isto, aparecem as bandas nazis em franco florescimento, uma editora de venda on-line mas também em apresentações de livros (ou com ligações a alfarrabistas onde vendem diretamente toda a mixórdia nazi-fascista, pura e dura).

Desde sempre presentes nas claques dos grandes clubes de futebol, também treinam jogos de guerra, perseguindo negros ou outras etnias, tentando matá-los, no terreno ou on-line. E por falar em on-line, presentes estão em força nas chamadas redes sociais, onde também captam “incautos” entre o descontentamento geral – tal como o fazem nos sites de jogos de guerra, todos eles de violência extrema racista, homofóbica, xenófoba e misógina.

Possuem, claro está, locais de culto e negócios. Uns legais, outros ligados a tráficos (mulheres, armas e drogas). A cereja em cima do seu “bolo envenenado” são as organizações políticas, umas visíveis, outras na clandestinidade. Treino de assassinos e bestialidade humana. É disso que se trata e devemos estar preparados para esmagar, uma e outra vez, os ovos da serpente e para a matar, por fim.

[LISTA EM ATUALIZAÇÃO]

Local da moda de concentração nazi: Bar Cave.

Grupos em florescimento: NOS e “Verdade Contra o Sistema”.

Negócios:

– Restaurante BRASA DO PRIOR VELHO – Lisboa (gerido por um nazi e local de encontros da NOS).

– Defensive fight system na Moita. (com a “Defensive Fight System” – na prática de Kung Do Te – Grupo Desportivo e Popular de Chão Duro na Moita). Representada pelo seu Director Paulo Cegonho (membro de extrema-direita, assumido), o ginásio tem protocolo com a NOS.

-Bar Cave ( Cave Rock Bar) – de um membro da “Oifensiva”, banda nazi – frequentado por hammerskins e publicitado (antes da sua abertura) por várias páginas de extrema direita e elementos de extrema direita como o “nosso novo bar”.

-Hellxis (do dono da antiga Portugal Ultra, de parafernália nazi, e ex-membro (ou amigo, ou o raio que quiserem) do MAN.

– Editorial Contra Corrente [editora de livros de extrema direita, vende on-line, nas apresentações dos livros e em duas lojas de alfarrabistas (negócio direto e não “alfarrabismo”, uma em Lisboa, outra no Porto -“Cedofeita”)]

– Barbearia Lvsitana (barbearia de um nazi “conhecido”)

– Club 38 portugal (hammerskinhouse e organizadora de eventos nazis)

– Artur Miguel tattoos (loja de tatuagens de nazis, irá participar no seu concerto de Dezembro)

– Saintshopestreettattoo loja de tatuagens de (e para) nazis

– Lisboa Nossa (organizadora de eventos nazis)

– Jornal O Diabo (jornal de extrema-direita)

Mygon, loja 15156 josé pais (cabeleireiros de homens de Nuno Pais, membro da NOS)

Organizações políticas:

– Escudo Identitário (extrema-direita dissidente do PNR, tem hammerskins)

– Movimento Social Nacionalista (o nome não precisa de “apresentações”)

– Ideal Identitário (organização nacionalista)

– Associação Portugueses Primeiro.

Organizações “não” políticas:

– Motus Veritis – Movimento Verde (associação “ecológica” de extrema-direita)

– Mal Portugal (movimento anti- taurino constituído por nazis)

– Movimento Luz Branca (“solidariedade social”, para “brancos”)

Grupos nas redes sociais:

Verdade contra o sistema 

A indignação e revolta;

Reconquista Portugal;

Gargúlas de Portugal;

Portugal sem islamismo.

Partidos:

– PNR (Partido Nacional Renovador)
– NOS (Nova Ordem Social – tentativa de futuro partido, do mafioso Mário  Machado, página fechada de momento)

Outros locais e páginas:

– Portugal é de todos (nome e tópicos enganosos, parece ser uma página do “povo” e contra a corrupção, mas é uma página salazarista)

– A casa – combate cultural (mais uma página nacionalista)

– Mocidade Portuguesa da Divisão de Lisboa (“convívio” on-line de ex- membros orgulhosos da Mocidade Portuguesa – movimento fascista da 2ª República, Estado Novo, Ditadura fascista)

– LusitanOi (banda nazi)

– Legião Lusitana (banda hammerskin)

– Clann Portugal (Clann, página nacional socialista)

– Posição nacionalista (página de “opinião”)

[SUSPEITAS]

IRA – intervenção e resgate animal (grupo com um elemento nazi confirmado, Marco Fresco – nazi que espalha no meio sxe e hardcore que pertence ao ira e que a organização tem mais além dele  e “seguranças privados”, resta saber se o mesmo mente).

Alex barbershop 16  (barbearia a necessitar de confirmação, se alguém souber algo, mas é desde logo evidente a preferência especial dos nazis por ela).

Berlim: Solidariedade com presxs anarquistas na Rússia – “Somos todxs terroristas”

A partir da rua Rigaer enviamos sinais de solidariedade e raiva a anarquistas presxs na Rússia, respondendo à chamada pelos Dias de Solidariedade Internacional com Prisioneirxs Políticxs Anarquistas na Federação Russa, feita a partir daquele território.

Nos últimos tempos soubemos das prisões de antifascistas e anarquistas na Rússia. Já antes, nos meses de Outubro e Novembro de 2017, na cidade de Penza, seis pessoas tinham sido presas e brutalmente torturadas pelo serviço secreto federal FSB. Já em 2018, em Janeiro, na cidade de São Petersburgo, seguiu-se uma segunda onda de prisões, primeiro com duas pessoas que foram sequestradas pelo  FSB num dia e a serem somente registadas oficialmente em prisão preventiva no dia seguinte. A ofensiva dos serviços secretos, liderada pelo regime de Putin, foi acompanhada por invasões policiais em casas particulares, em diferentes cidades do país. Para ter motivo para a repressão, o FSB engendrou a existência de um grupo terrorista anarquista, chamado “Net”- supostamente a planear uma série de ataques nas eleições presidenciais de Março de 2018 bem como na Copa do Mundo, em Junho / Julho de 2018 na Rússia, levando à insurreição armada – supostamente também a existir em diversas cidades da Rússia e Bielorrússia. Não há provas da existência real do grupo. As únicas evidências utilizadas são as declarações dxs presxs, que o FSB extorquiu dxs prisioneirxs usando tortura e sob ameaça de novos atos de tortura. Em Penza, o grupo foi forjado a partir das declarações da primeira pessoa detida.  A ligação entre xs “membros” do grupo está a ser “constituída” a partir dos jogos Airsoft jogadxs em conjunto. Com excepção da primeira pessoa, que foi libertada no começo do ano e posta em prisão domiciliária, todxs xs outrxs encontram-se ainda em prisão preventiva.

As experiências de intimidação e de violência física, a que xs prisioneirxs em prisão preventiva foram submetidxs, revelam a crueldade do aparelho estatal. Enquanto a democracia na Alemanha ainda está a tentar velar a brutalidade do poder estatal, as novidades da Rússia revelam que os cães de guarda do sistema – o miserável lixo do executivo – só são capazes de manter a autoridade através da ameaça e implementação da violência física.

A repressão pretende desencorajar-nos, derrotar os movimentos e estender-nos ao comprido individualmente ou até o sistema nos destruir. É tudo menos fácil não se sentir impotente, incapaz de se opor à sua massividade. Mas, se ouvimos as mensagens de raiva e de luta anarquista vindas exatamente desses lugares, as suas linhas e imagens encorajam-nos. Mostram-nos que em todos os lugares, onde haja um coração humano a bater ao ritmo da rebelião, momentos de resistência ocorrerão provavelmente. Não importando quão feroz a repressão possa ser, haverá sempre gente que não se renderá, que lutará pelas suas ideias. A ressonância da solidariedade é a nossa arma.

Dxs prisioneirxs do G20 em Hamburgo aos/às prisioneirxs em Penza ou de São Petersburgo até Berlim – quanto mais forte for a sua repressão, mais furiosa e apaixonada a nossa resistência.

Info sobre a situação atual: avtonom.org  e  abc-belarus

em inglês via Rigaer 94 l alemão

Nijmegen, Holanda: Info-sessão sobre Peike, um dos presos do G20 em Hamburgo


Sábado / 17 de Fevereiro / 15:30

Troca de impressões sobre o caso de Peike, de Amsterdão, actualmente em julgamento em Hamburgo por suposta participação nos tumultos do G20, no verão passado.

Foi condenado a 2 anos e 7 meses de prisão, mas no dia 9 de Fevereiro corre o seu apelo no tribunal de última instância. No dia 16 de Fevereiro será a segunda sessão do julgamento, depois disso uma quantidade desconhecida de dias ainda está agendada até ao veredicto. Para mais informações sobre o caso: freepeike.noblogs.org

O café Zwarte Uilestá aberto como de costume a partir das 12:00, com lanches e livraria anarquista. Encontramos-nos lá, então!
De Klinker, Van broeckhuysenstraat 46, Nijmegen

em inglês

[Prisões turcas] O companheiro Sevket Aslan em greve de fome há mais de 80 dias

SEVKET ASLAN FORÇA!

10.02.18: O anarquista Şevket Aslan, que está preso na prisão tipo T (1) de İzmir, em Aliağa Şakran, encontra-se no 81º dia de greve de fome que ele descreve como uma “greve de fome sem fim e irreversível” até que as suas pretensões sejam atendidas. Şevket tinha já começado outra greve de fome com as mesmas reivindicações no dia 19 de Julho do ano passado e que terminou no seu 53º dia. Como essas reivindicações não foram atendidas, iniciou uma nova greve de fome. A pretensão principal de Şevket é a de que seja reconhecido pelas autoridades da prisão como preso anarquista e ser transferido para outra unidade ou prisão que tenha prisioneiros anarquistas. Se isso não for possível quer ser transferido para uma cela individual.

Şevket está atualmente alojado com outro prisioneiro no que os prisioneiros descrevem como um “caixão” – uma cela projectada para um prisioneiro que contém um beliche. Pouco espaço há para se moverem dentro da cela.

A LISTA COMPLETA DAS DEMANDAS DE SEVKET ASLAN É A SEGUINTE:

1– Ser reconhecido pelas autoridades da prisão como preso anarquista e ser transferido para outra unidade ou prisão que tenha prisioneiros anarquistas. Se isso não for possível quer ser transferido para uma cela individual.

2- Ser capaz de receber livros que não sejam proibidos.

3- Que a prisão pare de “perder” as suas queixas por escrito, apelos e pedidos que envia para instituições oficiais e que lhe dado os números de saída (números de rastreio) respectivos.

4- Terminarem com a regra de remoção de sapatos, exceto para visitas abertas e razões de saúde.

5– Um fim para a situação dos prisioneiros terem de suportar períodos de tempo excessivamente longos enquanto esperam para ver a administração da prisão.

6- Que a prisão lhe permita pintar e também receber materiais de pintura a óleo e ter acesso à oficina de pintura.

N.T:
(1) As prisões tipo T são as prisões mais degradadas da Turquia pois foram implantadas nos grandes centros populacionais em prisões muito antigas, com capacidade para dez vezes menos presos (dados de 2008). Neste momento a situação deve ser desesperada, depois da última grande vaga de detenções políticas às ordens de Erdogan.

em inglês via Insurrection News

[Federação Russa] Solidariedade Internacional com anarquistas russxs reprimidxs (5-12 Fev)

Ações de solidariedade com xs anarquistas presxs e compas antifa na Rússia – frente à Embaixada Russa, em Praga, República Checa, e no Consulado de Gdansk, Polónia (08/02)

Chamada para uma campanha de solidariedade internacional com os anarquistas russos reprimidos

Em Outubro de 2017, em Penza, seis anarquistas e antifascistas foram presos por agentes do Serviço Federal de Segurança com a acusação de terem criado um grupo terrorista. Começou também, nessa altura, o período de assaltos policiais a casas de anarquistas e antifascistas, em toda a Rússia. Os objetos de atenção do Serviço de Segurança eram pessoas diferentes de cidades absolutamente diferentes. Por fim, uma nova onda de detenções foi lançada em Janeiro de 2018. Um antifascista, Victor Filinkov, foi sequestrado pelo Serviço de Segurança em São Petersburgo. Os oficiais do Serviço de Segurança Federal torturaram-no na floresta, fora da cidade. Disseram a Victor para admitir a sua participação no mítico grupo anarco-terrorista. Incapaz de suportar a tortura que lhe infligiam, Filinkov foi obrigado a incriminar-se e agora permanece em isolamento temporário. O advogado de Filinkov afirma que nunca tinha visto nenhum dano tão grave em vestígios de tortura durante a sua prática de luta contra as agressões policiais.

Há outro antifascista que reivindicou a sua tortura (São Petersburgo). Ilya Kapustin também foi ameaçado por oficiais do FSS, mas recusou-se a incriminar-se e depois disso foi libertado sob fiança. Não houve provas de que o grupo anarco-terrorista existisse na vida real, apenas as confissões obtidas sob ameaças e tortura.
No entanto, a polícia está a fazer tudo para forçar as pessoas a confirmar a existência de uma organização terrorista mítica chamada “Net”, surgida das informações falsas do FSS. Os oficiais afirmam que esta organização tem muitas células em cada cidade. Isso significa que a situação que ocorreu em São Petersburgo será observada noutras cidades russas muito em breve.

Obviamente, tudo o que está a acontecer agora é uma tentativa para varrer o movimento anarquista, antes das eleições para presidente, em 2018. Nos últimos anos, tem-se verificado um crescendo da atividade do movimento anarquista, após as repressões de 2012. Essas repressões só podem ser para intimidar pessoas e esmagar o movimento anarquista.

Neste caso é necessário mostrar~lhes que não temos medo e que não podemos ser destruídos pela sua força. Caso contrário as repressões serão usadas sempre que o movimento anarquista chamar a atenção do FSS. Devemos mostrar-lhes que quanto mais fortes forem as suas repressões mais furiosa será a nossa resistência. Agora, o importante é apoiar xs prisioneirxs, impedir a continuação da “caça às bruxas” e dar uma publicidade internacional a estes acontecimentos.

Os dias de 5 a 12 de Fevereiro são dias de solidariedade com xs anarquistas russxs reprimidos.

Torna-se necessário organizar diferentes ações de rua, noites de solidariedade, distribuir informações nos meios de comunicação e na Internet. Faça tudo o que possa pôr em ação e implementar. A única arma com que podemos combater a face do terror do estado é a unidade e a solidariedade entre nós. Sem essas duas coisas seremos esmagadxs por este monstro, um/a por um/a.

Estamos prontos para fornecer o espaço para a publicação de ações de solidariedade, basta enviá-las para media_ns@riseup.net .

O endereço para as suas cartas de solidariedade é:
VIKTOR SERGEEVICH FILINKOV,
UL. SHPALERNAYA, D. 25,
G. SANKT-PETERBURG,
191123, FEDERAÇÃO RUSSA
(Somente cartas em papel)

Captação de fundos: Paypal
abc-msk@riseup.net (Atenção! Enviar com a etiqueta “205”)

em inglês l alemão

[Espanha] “I Punhalada no nacionalismo” – fanzine

Já está disponível a 1ª parte desta colecção de recompilação de textos anarquistas contra o nacionalismo. No primeiro número podem encontrar textos sobre os seguintes temas:

– A pátria

– O nacionalismo como religião política

– Multi-culturalismo, capitalismo e nacionalismo

– Espaço, território e cultura

– Nação e nacionalismo: o atractivo manjar envenenado

– Estratos de “O persistente atractivo do nacionalismo” de Fredy Perlman

– Diferenças entre nacionalismo e anarquismo

– Catalunha no contexto do movimento populista

– Algumas considerações sobre a situação actual na Catalunha e a actuação dxs anarquistas

– Sobre a tríade, pátria, independência e estado

Podem descarregar aqui o PDF ou encontrarem-no nas distribuidoras, locais anarquistas e centros sociais de diversos pontos de Espanha. O preço de venda ao público é de 2 euros, sendo 1,5 euros o preço de venda a distribuidoras. Para realizar pedidos (ou enviar propostas de textos para futuros números) escrever para o seguinte mail: grupotension@inventati.org

Deixamos aqui a introdução

Um vez mais voltou a passar por aqui. Nesta altura nem faz sentido qualquer surpresa. Vivemos um processo de repressão, exploração e miséria material em crescendo. E novamente a burguesia conseguiu canalizar toda a raiva que isso poderia vir a gerar. Voltaram a adiantar-se. Após o 15M, conseguiram resgatar um antigo canto de sereia, apto para revoltosos e acomodados, com capacidade para seduzir tanto a mais aguerrida das militantes revolucionárias como o casposo mais reaccionário que possas imaginar.

Damas e cavalheiros, permítam que lhes apresentemos o nacionalismo.

O nacionalismo é jovem. Sabemos que não o parece. Se olharmos para trás parece até que anda connosco desde o princípio dos tempos. De facto, é isso que os seus amigos mais próximos querem que acreditemos. No entretanto sabe-se que nasceu há pouco tempo ainda, no seio de uma família numerosa mas muito bem estruturada. Os seus amorosos progenitores são tanto o Estado como o Capitalismo que o decidiram engendrar quando a sua irmã, a burguesia, acedeu ao poder.

O nacionalismo é atraente. Tem um não sei quê que conquista, que agrada tanto aos próprios como a estranhos. A sua última grande façanha foi ter atraído a esquerda – que tradicionalmente tem apoiado o internacionalismo. A verdade é que – se nos pusermos a pensar bem – nunca se conformou com isso. Conseguiu até a proeza de ver certos sectores da chamada “esquerda radical” apoiarem coisas que até há pouco tempo custava a acreditar ser possível, como os mossos (bófia da Catalunha). Ou que vejamos anarquistas convocando para votar num referendo ou a defender a democracia.

O nacionalismo é oportunista. Chegado o momento, não hesitará a deixar de lado a todxs xs que conseguiu que o apoiassem. Todxs xs oprimidxs e  exploradxs que agora mesmo estão a encher a boca com a “independência do capitalismo e do estado. E que continuarão a sofrer se a Catalunha se tornar independente. Ou se a Espanha mantiver a sua sacrossanta unidade.

Uma vez dito tudo isto sobre o nacionalismo, demos-nos conta que não gostamos disso. Não só isso, mas que acabamos por compreender que é nosso inimigo e que temos que nos livrar dele. Nós o queremos morto e enterrado. Esperamos que este fanzine possa ser a primeira punhalada de muitas que o conduzam à morte.

Não queríamos terminar sem dedicar algumas palavras a Rodrigo Lanza, recentemente preso como consequência da morte de um neonazi em Zaragoza. Preso como resultado do aumento do nacionalismo do Estado espanhol, que não hesitou em utilizar o seu caso para apontar, reafirmar e reforçar o seu próprio nacionalismo frente ao catalão. Porque a luta contra o fascismo é sempre uma autodefesa, enviamos-te muita força e apoio, companheiro.

em espanhol

Bélgica: Chamada Internacional por solidariedade contra a proibição de okupação

recebido a 08.02.18

Fim de semana de ação
23-24-25 de fevereiro contra a nova proibição de okupação na Bélgica!

No Verão de 2017 foi votada uma nova lei na Bélgica, tornando a okupação ilegal. No Outono a lei entrou em ação. Gostaríamos de fazer uma chamada para um fim de semana internacional, em solidariedade contra a nova lei.

Porque os espaços autónomos estão em perigo em todo o mundo, porque nunca pararemos de reivindicar os nossos espaços.

Fevereiro – dias 23 – 24- 25  2018
Cria alguns problemas e diverte-te
Okupantes da Bélgica

em inglês l alemão

Victória, Austrália: Solidariedade com xs companheirxs presxs da ocupação da floresta de Hambach

Solidariedade de chamada Victória, na Austrália, com xs companheirxs presxs da okupação da floresta de Hambach, na Alemanha. A 22 de Janeiro, a bófia assaltou três casas e estruturas de barricadas na floresta e meteu 9 pessoas sob custódia. Tirámos esta foto como uma pequena contribuição para o dia internacional de solidariedade com os Hambi 9, a 3 de Fevereiro.

LIBERDADE PARA XS HAMBI 9

A ocupação de anos é um local incrível e inspirador de resistência contra a expansão contínua da maior mina de carvão da Europa. Faz parte de uma luta global contra a destruição ecológica provocada pelo capitalismo.

Liberdade para xs eco-defensorxs da terra em toda a parte!

em inglês via Hambachforest

[Alemanha] Acerca da onda de repressão em conexão com a resistência contra a Cimeira do G20 em Hamburgo

Protestos espontâneos contra a repressão nas ruas de muitas cidades alemãs, após os assaltos policiais no princípio de Dezembro de 2017 ( em kiel, cerca de 70 pessoas participaram nos protestos)

G20-Repressão
Prisioneirxs * Condições na prisão * Julgamentos * Publicações de vídeos e fotos * Assaltos policiais a residências

A Cimeira do G20 e os dias eufóricos nas ruas do Schanzenviertel foram moldados pela enorme raiva e motivação para atacar, das quais não estávamos à espera desde Heiligendamm e Frankfurt.

A onda de repressão que se seguiu à Cimeira – na realidade já tinha começado antes com a implementação do novo §114ff e do policiamento preventivo – alcançou o seu clímax com a publicação de dezenas de fotos, pela comissão especial “Soko Schwarzer Block” em 18 de Dezembro de 2017.

Onda de repressão esta que permaneceu bastante despercebida de companheirxs noutros países, xs que lutaram connosco nas ruas e xs que euforicamente seguiram os tumultos nos media. Disseram-nos que não receberam nenhuma informação sobre xs prisioneirxs, xs condenadxs e sobre a mania de perseguição pelo Estado.

Parte I: Prisioneirxs

A situação em Dezembro de 2017
A bófia implementou um Soko (1) forte de 40 homens que pesquisaram na Internet fotos e vídeos a fim de criminalizar os ativistas. Cerca de 200 polícias estão atualmente sentados na frente dos seus computadores – com a assistência de softwares de detecção de rosto especiais – a fazer a maior parte do trabalho de investigação. Mesmo quando você se tenta lembrar não existe nada de que se esconder ou tem a certeza de que sempre se mudou num beco escuro: A solidariedade não se inicia apenas quando a repressão xs atinge a si e amigos.
O estado, incluindo os media, a bófia e cidadãos ativos, está claramente a tentar redefinir os tumultos. Conseguimos gerir e dominar o discurso destes dias durante a cimeira, mas devemos reconhecer isso perante frases brutais, denúncias e agitação pública, estando a ser cilindrados a uma posição de simplesmente reagir: Manifestações do dia X, comícios na prisão e algumas janelas quebradas aqui e ali.
Prisioneiros e julgamentos
Após os três dias de distúrbios em Hamburgo, 51 pessoas tinham sido levadas sob custódia. Em última análise, 28 permaneceram no JVA (prisões) de Billwerder, Hanhöfersand e Holstenglacis até aos julgamentos. Sendo principalmente não alemães, xs prisioneirxs vieram da Holanda, França, Suíça, Áustria, Espanha, Itália, Polónia, Hungria e Rússia. Além disso, várias centenas de pessoas tiveram que ficar na GeSa (custódia) por um curto período de tempo e tiveram que fornecer as  impressões digitais e fotografias.
Xs restantes prisioneirxs do G20 são acusadxs de vários crimes, o que em muitos casos não justificaria a custódia de longo prazo. As acusações vão de violar a lei de reunião em espaços públicos e violar a paz, a resistência e assalto contra graduados. A última situação pode, depois que as leis foram apertadas no ano passado, ser punida até três meses de prisão, em casos graves até seis meses.

Atualmente, inícios de Janeiro de 2018, 7 pessoas ainda estão presas em Hamburgo. Além disso, muitxs companheirxs estão a apelar das suas sentenças. Por exemplo, Peike, que foi condenado a 2 anos e 7 meses de prisão, no primeiro julgamento do G20.

As condições na „Gesa“ (prisão de curta duração / provisória) e „U-Haft“(detenção enquanto aguardam julgamento)
Mais de 100 advogados trabalharam em turnos de 24 horas na GeSa em Hamburgo – Harburgo. Foram atendidas 250 pessoas durante a cimeira. Várixs prisioneirxs disseram que lhes foram negadxs artigos básicos de higiene, mesmo que pedissem repetidamente. Num caso, o pedido de uma jovem mulher foi recebido com a declaração: “Os manifestantes não recebem períodos”. Noutro caso, uma jovem disse que precisava inserir um tampão na frente da bófia. Estava a arder nas celas, havia até oito prisioneirxs em cada cela, em vez de cinco, apesar de nem todas estarem ocupadas. Tiveram direito a duas fatias de pão em 24 horas, o acesso à  casa de banho foi muito restrito. Há alguns colchões, sem cobertores. Com chutos contra as portas das celas, xs prisioneirxs foram mantidxs acordadxs. Algumas celas tinham luz constante, enquanto outras não tinham nenhuma. Uma mulher ferida, levada para o GeSana sexta-feira (7 de Julho) com suspeita de fratura de nariz, não recebeu comida durante 15 horas. A sua lesão não foi sujeita a raios X. Só foi vista por um juiz 40 horas depois da prisão e que a libertou às 11 horas do mesmo dia. Aos/às prisioneirxs sob custódia só é permitido visitantes sob permissão do juiz. Estas visitas foram rigorosamente vigiadas (carta da mãe de Fabio a seu filho, a partir de 7 de Agosto de 2017). Além disso, era impossível enviar pacotes com roupa limpa aos/às prisioneirxs durante várias semanas. A continuação da custódia foi justificada com “defender a lei”.

Fugir ou ocultar provas, que geralmente é o motivo para a imposição da custódia, não desempenhou nenhum papel. Portanto, a própria custódia apresenta-se como medida preventiva. Um passaporte não-alemão, fortalece a acusação – de ser um inimigo potencial da sociedade – levando a uma custódia maior e frases mais duras. Além disso, muitxs prisioneirxs libertadxs receberam cartas, pedindo-lhes uma análise voluntária de DNA.

Parte II: Julgamentos e sentenças

Em geral, pode-se dizer que se tornou bastante óbvio através de todos os julgamentos que não importava qual pessoa estava na frente do juiz e não importava quais eram as acusações – cada um/a delxs foi consideradx culpadx pelos tumultos, especialmente aquelxs da sexta-feira à noite e finalmente condenado por elxs. Este tipo de participação em massa durante as lutas de rua e ataques contra a bófia deve ser prevenida no futuro. O medo dos defensores da fome de poder tornou-se claro nos argumentos politicamente motivados, nos quais tentaram pintar os ativistas como criminosxs isoladxs, sem qualquer identidade política. Uma técnica utilizada em todo o mundo. Para entender a indignação sobre as frases e suas justificativas, é importante explicar como a polícia alemã está regularmente a tentar obter frases com o uso de “Tatbeobachter” (Tabos), traduzido vagamente como testemunhas de crime, bem como cenas de vídeo isoladas. As detenções, especialmente durante as manifestações, são muitas vezes baseadas em alegadas observações de “Tabos”. No passado, as suas declarações geralmente não aguardavam o interrogatório no tribunal, de modo que poucas pessoas (excluindo especialmente xs ativistas curdxs), foram colocadas em liberdade condicional, mas raramente receberam tempo de prisão.

Outra questão pode ser colocada a partir da chamada esquerda alemã: Na década de 80, uma campanha desperta vinda da cena alemã da esquerda: “Anna e Arthur calam-se”. Uma campanha, baseada no direito de recusar quaisquer  declarações. De acordo com este direito, qualquer pessoa pres ou em julgamento pode recusar qualquer declaração em frente da políci ou do juiz, excepto para afirmar os detalhes no passaporte. Compreendendo este direito como uma arma – como forma de proteger estruturas ou outras pessoas – mas também como um ato de resistência – no sentido de retirar a si próprio a possibilidade de qualquer diálogo com o estado, triste isso não ser um dado adquirido nunca mais. Uma decisão de fazer uma afirmação em tribunal, ou não, é muitas vezes  individual ou posta na mesa como estratégia dos advogados.

As estratégias do advogado muitas vezes se concentraram em chegar a negociações, que podem ser descritas como um entendimento entre o juiz e procurador e o advogado da defesa – o que geralmente força a defesa a aceitar certos pontos trazidos pelo juiz em troca de uma sentença mais suave e confissões, o que sob certas circunstâncias pode ser justificado. Embora existissem negociações e confissões entre os prisioneiros, que poderiam ser justificadas dadas as circunstâncias como uma escolha válida, esta situação foi até prisioneirxs a pedir desculpas aos juízes e polícias, bem como ao banco HASPA e Budnikowsky (loja). Um exemplo: Um rapaz de Hamburgo de 28 anos leu a sua confissão em voz alta. Ele disse que não sabia o que o possuía naquela noite. Fora simplesmente a sua curiosidade o que o levou ao Schanze, depois de ver fotos dos tumultos na TV. À chegada, a multidão varreu-o ao comprido. “Se eu pudesse voltar no tempo simplesmente ficaria em casa naquela noite e assistia a tudo na TV.” disse na terça-feira. Estava realmente a caminho de Barmbeck naquela noite, onde ele conhece gente, quando aconteceu coincidir com os tumultos em Pferdemarkt, onde ele foi atacado com spray de pimenta, o que o deixou com raiva. Além disso, tomou cocaína naquela noite também. O veredicto: 3 anos de prisão.

Fabio trata-se de uma clara excepção – escreveu uma declaração política, que leu no tribunal. Isso não é apenas sinal de bravura e conhecimento político, também é um passo importante para todos lutarmos contra a repressão, não sermos torpes perante o perigo e lutarmos contra a criminalização das nossas lutas.

Existem vários exemplos de julgamentos do G20, no final do artigo. Até hoje, os julgamentos de Konstantin, Christian e Fabio ainda estão em andamento e as suas documentações podem ser encontrados na página “United we stand”. Alguns também estão em inglês. Manter as invasões e a publicação recente de fotos em mente, mais provas provavelmente estarão em breve a surgir.

Parte III: Primeiros assaltos antes da Cimeira

Durante a tarde de 1 de Julho, os apartamentos de dois camaradas foram procurados pela polícia. Até onde sabemos,  as incursões foram realizadas devido à “prevenção de perigo”. Durante as invasões, chaves USB, computadores, 3 telefones celulares privados e as roupas foram confiscadas. Uma das pessoas afetadas foi acusada de planear crimes no contexto da Cimeira do G20. Vigilâncias foram notaaos nos dias que antecederam os assaltos policiais. A segunda pessoa foi  libertada na mesma noite.

Invasões policiais do dia 8 de Julho
Após a Cimeira do G20 a polícia de Hamburgo invadiu o centro internacional B5 em St. Paul, às 10:45 da manhã – a polícia de choque invadiu o centro e atacou as pessoas que estavam presentes na altura. Sem esclarecer o motivo as pessoas foram algemadas e os quartos no centro além de dois apartamentos privados adjacentes foram pesquisados. Também a adega, o B-movie adjacente e a FoodCoop foram saqueados. Alegadamente, a polícia suspeitava da existência de cocktails Molotov no centro, uma completa difamação.

Incursões relativas à pilhagem
A polícia de Hamburgo invadiu 14 residências, logo após a Cimeira, em Hamburgo e Schleswig-Holstein. A razão alegada foi a pilhagem da Apple Store durante os tumultos da noite de sexta-feira. Vários telefones celulares foram localizados e os proprietários foram acusados de ocultação de bens roubados. Também foi pesquisada uma loja de telemóveis, onde alegadamente vários dos telefones celulares “possuídos ilegalmente” eram vendidos.
Linksunten.indymedia.org banido
No dia 25 de Agosto, Bundesinnenminister (Ministro do Interior) Thomas de Maiziere, proibiu a plataforma online “linksunten.indymedia.org” com base nas leis da sociedade. Para a esquerda alemã e a cena radical de esquerda, Linksunten foi a plataforma onde todas as chamadas para ação, notícias políticas diárias e   informações para ataques foram publicadas. Era tão importante para a extrema-esquerda como era aparentemente para as bófia, serviço de informações e media já que obviamente foi visto como uma fonte confiável e sistema de alerta precoce para distúrbios pendentes. A Linksunten, desde 2009 a funcionar – como rede aberta de media para ativistas de esquerda – foi declarada um crime por Maziere. Isso levou a várias incursões em Baden- Würtemberg, que felizmente não deixou ninguém preso. Atualmente, o BKA está à procura da localização dos servidores que estavam a ser usados pela plataforma. São esperados mais ataques. O tempo que vai demorar é pura especulação. É possível que o Ministério do Interior queira polir a sua imagem, depois dos comunicados de imprensa semanais sobre a violência policial maciça contra os manifestantes anti-Cimeira.

Parte IV: Invasões a nível nacional em 5 de Dezembro de 2017, investigação „Rondenbarg“

Ao início da manhã de 5 de Dezembro de 2017, mais de 600 polícias invadiram 23 casas particulares e 2 centros sociais na Renânia do Norte-Vestefália, na Baixa Saxónia, no Baden-Wurttemberg, em Hamburgo, em Berlim, no Hesse, na Saxónia – Anhalt e na Renânia-Pfalz. De acordo com as declarações policiais, principalmente laptops, telemóveis e USB (varas) mas também várias armas legais foram confirmados. Nenhum/a dxs ativistas afetadxs foi presx. Todos os assaltos policiais estavam relacionados com os eventos ocorridos no primeiro dia da Cimeira. Cerca de 200 companheirxs estavam a caminho do centro da cidade, no início do dia 7 de Julho, quando encontraram polícia de choque em Rondenbard, após o que a manifestação foi destruída, deixando muitxs feridxs. Várias dezenas de pessoas foram presas no local, os seus dados registados e Fabio tomou assento na prisão desde então. Quase todas as pessoas cujas residências foram invadidas estavam no grupo que foi preso a partir desse dia.

Estão a ser acusadxs de violações severas da ordem pública, tentativa de agressão física e resistência. Desde então, esse grupo particular de pessoas presas representava a maioria dxs presos em geral e a polícia não foi capaz de prender muitos militantes organizadxs pelo que com a ajuda dos meios de comunicação, tentaram pintar um quadro do “grupo Rondenbarg” como extremamente violento e provavelmente responsável por toda a destruição e ações diretas durante a Cimeira. Também os assaltos podem ser conetados com essa tentativa, o “sucesso” dessas invasões, foi apresentado pela polícia durante uma conferência de imprensa em 5 de Dezembro.

Vemos claramente os assaltos policiais como um espetáculo público bem como uma tentativa de descoberta das supostas estruturas organizacionais por trás das ações, em vez de reunir provas sobre alegados participantes individuais. Não confirmado pelos lados oficiais, mas publicado em vários comunicados de imprensa, a polícia estava principalmente à procura de evidências sobre estruturas que preparassem ações militantes e as tornassem possível em Hamburgo. Especialmente à volta da área de Elbchaussee, a polícia alegadamente descobriu recipientes com material de máscara, fogos de artifício e roupas que a polícia interpretou como evidência para a teoria de que os grupos locais organizaram a logística para a ação dessxs companheirxs internacionais. Embora a polícia suspeite principalmente dxs companheirxs internacionais para colocarem mais de 20 carros em chamas no Elbchaussee, durante 7 de Julho.

Parte V:  Os “cliques” da polícia de Hamburgo”

Durante a noite de 8 de Julho, a polícia de Hamburgo estabeleceu um portal on-line para dicas e pistas. Eles apelaram à multidão curiosa, para fazer upload de qualquer imagem ou material de vídeo dos próprios smartphones e câmaras. Apenas 12 horas depois, comemoravam o fato de já terem recebido mais de 1000 arquivos. Com este apelo à denúncia e traição, a polícia provocou um percurso on-line. O Soko “Black Block”, está a trabalhar em 12 terabytes de arquivos de imagem. No total, 163 polícias estão a trabalhar em 3340 casos. Na segunda-feira, 8 de Dezembro, a polícia de Hamburgo publicou 104 fotos de 104 supostos criminosxs e 5 vídeos sobre “Elbchaussee”, “Manif G20 Not Welcome” , “pilhagem”, “ataques com garrafas e pedras” e “Rondenbarg”(aqui  pode encontrar um link anónimo para as fotos ) . Além disso, várias imagens chegaram aos media da Alemanha. A polícia de Hamburgo anunciou: “Haverá mais cliques [fotos tiradas nas esquadras da polícia, após detenção], porque temos muitos materiais, que ainda não foram avaliados”.

Cinco Julgamentos do G20

O primeiro julgamento foi realizado contra Peike, da Holanda. Está a ser acusado de ter atirado duas garrafas à polícia de Berlim no Schanze, no dia 6 de Julho. As únicas duas testemunhas, polícias de Berlim, sofreram grandes perdas de memória e ambos descreveram uma pessoa que atirava garrafas, que não se parecia com o réu. O ministério público justificou a sua perseguição através tempo de prisão, atribuíndo a Peike a responsabilidade pela “guerra civil como circunstância” na noite de sexta-feira (onde Peike já estava sob custódia!). O juiz Johann Krieten, conotado com a linha dura da direita, proclamou no seu julgamento como se segue: “A polícia não é um jogo justo para a sociedade divertida, eles não são um jogo justo para criminosxs orientadxs para a ação”. Ele convocou os tumultos na noite de sexta-feira, o turismo de motim com o objetivo de caçar polícias e esmagar as janelas do banco HASPA. A severa punição era necessária, devido a razões de “prevenção da violência”. O porco proclamou a sentença de dois anos e sete meses. Peike está a apelar contra este julgamento.

No 2º julgamento: o réu foi detido e procurado no sábado, 8 de Julho, perto da estação de comboios de Dammtor. Ele insinuou estar no caminho para a manifestação  “G20 Not Welcome”. Na sua mochila, encontraram spray de pimenta, óculos de mergulho e pequenos bolas de ativação de fogo. Está a ser acusado de violar a “lei do ajuntamento social” e as leis contra o transporte de armas e explosivos. Mais uma vez, o julgamento terminou com um castigo severo  obsceno de 6 nos quais estão 2 são anos de liberdade condicional. O procurador Elsner aproveitou o momento para proclamar a sua propaganda pessoal: “Os ataques à policiais com garrafas e pedras aumentaram dramaticamente durante a manifestação. O réu deveria estar a escrever uma carta de agradecimento aos polícias que o prenderam, se ele tivesse atirado qualquer coisa durante a manifestação, iria para a cadeia por um longo tempo”.

3º exemplo. O ministério público acusou o réu, de 21 anos, de ter atirado seis garrafas na direção da polícia durante a manifestação no Fishmarket, além de resistir à sua detenção. Depois do juiz explicou o direito de recusar uma declaração, o advogado explicou extensivamente o argumento do arguido. Nos últimos dois meses, passados na cadeia, ele aprendeu muito sobre a solidão. Ele nunca quis pôr a si mesmo ou a sua família numa situação como esta. Estava agora ciente de sua estupidez. Os polícias também são humanos. O juiz condenou o réu a 1 ano e 5 meses em dois anos de liberdade condicional, bem como a uma multa de 500 euros, que deve ser doada para as viúvas e órfãos da polícia.

4º exemplo: As acusações: agressão criminal com uma arma perigosa (garrafa de vidro), bem como resistência contra a polícia. O arguido confessou as acusações e lamentou as suas ações. Concordou com uma amostragem de DNA, que ocorreu numa pausa durante a audiência. O TABO Hachmann supostamente seguiu o réu depois dele supostamente ter atirado a garrafa e viu-o, tirando a máscara num pequeno quiosque e a mudar as roupas na próxima esquina da rua. Veredito: 1 ano em 3 anos de liberdade condicional. O réu, questionou o monopólio do estado e não viu o humano em uniforme durante as suas ações. A polícia merecia respeito e honra pelo seu compromisso e não deveria ser alvo.

5º exemplo: Fabio foi libertado da prisão juvenil em troca de uma fiança de 10000 euros. O julgamento ainda está em andamento. As acusações: Violação grave da paz no caso de “Rondenbarg”. Segue-se um trecho da declaração de Fabio durante o julgamento: “Antes de mais quero dizer que as senhoras e senhores da política, inspectores da polícia e ministério público provavelmente acreditam que podem dificultar a dissidência nas ruas se prenderem e trancarem um grupo de jovens. Provavelmente acreditam que a prisão é suficiente para conter as vozes rebeldes que surgem em todos os lugares. Provavelmente acreditam que a repressão irá parar a nossa sede de liberdade. A nossa vontade de criar um mundo melhor. Eu tomei a minha decisão e não estou com medo se ela, injustamente, terá um preço que eu tenho que pagar. No entanto, há algo que quero dizer-vos, acreditem em mim ou não: Não gosto de violência. Mas tenho ideais e decidi lutar por eles.

Esclarecimentos

“Tatbeobachter * innen / TABOS” (Observador/a do crime)

Os TABOS estão vestidos de manifestantes, às vezes ficariam vestidos, às vezes com um copo de cerveja na mão, às vezes ficariam mascarados. Correm lado a lado connosco nas manifestações e podem ser difíceis de detectar. Assinalam crimes alegados, sem intervir. Mais tarde são chamados como testemunha perante o tribunal. TABOS são polícias de uma determinada unidade. Pelo contrário, há polícias vestidos de civis, os chamados PMS. Esses polícias civis costumam mover-se em grupos maiores, obviamente, ao lado das fileiras de polícia, transportam fones de ouvido e armas e transmitem informações sobre ativistas bem conhecidos ao BFE (unidade, responsável por prisões e evidências.

Aperto das leis:
Desde 30 de Maio de 2017, o parágrafo 113 está agora dividido em §113, que inclui atos de resistência e §114, que escalam assalto. O recém-estruturado §114 inclui o assalto contra oficiais (policiais, paramédicos) como elemento próprio de um crime. Um assalto pode ser qualquer tipo de ato contra o corpo de um oficial, por exemplo, quando você tenta se libertar do controle de um policial durante uma prisão. A sentença mínima aqui seria uma pena de prisão de três meses. Além disso, simplesmente carregar uma arma ou uma ferramenta perigosa, pode ser definido como um ato severo de resistência ou agressão, independente de suas intenções com essa ferramenta. Também pode ser condenado se xs companheirxs transportarem tal ferramenta (como uma garrafa de vidro ou outro instrumento afiado).

(1) SOKO é uma abreviatura do termo “Sonderkommission” (Comissão Especial de Polícia – que significa equipa de investigação especial) em alemão.

A sociedade falhou, quando aprisiona aqueles que a questionam!

Fogo e chamas para a repressão!

Com este slogan, a campanha: “United we stand” deu o mote para os dias de ação – de 28.1. até 4.2.2018.

em alemão l inglês

[Brasil] Mês de ofensiva anárquica contra a Operação Erebo

AGITAÇÃO ANTI AUTORITÁRIA PELA OFENSIVA ANÁRQUICA CONTRA A OPERAÇÃO EREBO

Solidariedade insubmissa a todxs xs anarquistas perseguidxs na região sul do território dominado pelo estado brasileiro.

Fazemos um chamado para ação extensiva aos meses de fevereiro e março em resposta à “operação erebo”.

No ano de 2017, a polícia civil de Porto Alegre iniciou a chamada “operação erebo” para perseguir anarquistas e espaços libertários. Está claro que o estado quer derrubar cada um que faça das suas ideias uma autêntica ameaça.

Nenhuma agressão ficará sem resposta. Perante isso, apelamos para respostas imediatas que venham de todos os cantos visando o inimigo. Não ficaremos na defensiva covarde, aguardando o próximo movimento jurídico policial nos atingir.

Que a ideia se difunda e se espalhe como o fogo da revolta incontida por todos os territórios dominados. Que as palavras de rebelião soprem junto ao vento pelo mundo.

Sejamos criativxs.

COMUNICAÇÃO É ARMA!
PELA SOLIDARIEDADE APÁTRIDA!
PREVALECERÁ A LIBERDADE !

Somos o que somos e nisso não vamos retroceder: somos anarquistas, amamos a liberdade e sim, desprezamos a todos os valores e instituições que compõem essa máquina de guerra chamada capitalismo, civilização”.

em espanhol l inglês l alemão

[Portugal]”Descolonização do Imaginário Tecnológico”- vídeo da performance apresentada na Disgraça, em Lisboa

“Vivemos num estado artificial de consciência e queremos destruir a prisão que aliena a nossa existência natural”.

A Hipótese Biogeoquímica apresentou, no espaço anti-autoritário Disgraça nos finais de Novembro de 2017, integrada na atividade do Tattoo Circus Lixboa – Tinta de Solidariedade para Prisioneirxs, a performance “Descolonização do Imaginário Tecnológico”

em inglês l alemão

Setúbal, Portugal: Sábados de pizzas na À da Maxada

recebido a 31-01-18

Olá a todxs!!!
Como tem sido habitual na da maxada temos vindo a fazer os domingos do forno,por variadas razões decidimos mudar para os sábados…a ideia continua a mesma, o convívio,a partilha e desfrutar deste belo forno da À da Maxada…
Queremos acender o forno todos os sábados e fazer pizzas e toda a comida que possa ficar mais saborosa ao cozinhá-la neste belo forno a lenha, se tens interesse em fazer a tua própria comida num forno a lenha esta é a oportunidade ideal,vai funcionar por contribuição livre, precisamos de bastante lenha, farinha, levedura de padeiro e ingredientes para pizzas, temos preferência que os donativos sejam feitos nesta base em vez de donativos monetários.
Abraços Maxadenses!!!
Apareçam e divulguem

Setúbal, Portugal: O Covil festeja 110º Aniversário do Regicídio na 5ª Feira, 1 de Fevereiro

recebido a 29.01.18

Mataram o Rei! Viva a Anarquia!
O Covil festeja o 110º aniversário quinta-feira, 1 de Fevereiro
15h-Kafeta
19h- Surpresa Regicida
20h -Janta Buíça
21h – Estruturas do Poder na monarquia e república

Convidamos todos a virem celebrar o assassinato do rei que pôs fim ao regime absoluto da monarquia

C.O.S.A Rua Latino Coelho nº2 Setúbal

Santiago, Chile: Atentado incendiário contra imobiliária

Entre uma formosa obscuridade lunar, de noite negra, sob a lua nova e um incandescente céu estrelado (madrugada de 18 de Janeiro), estendemos as asas e com a sua envergadura cobrimos de sombra este asqueroso mundo. Planeamos irritadxs, visibilizámos  o objetivo e aguardamos com cautela, lançando-nos então furiosamente numa discussão contra um ramo de vendas imobiliárias para logo de seguida inaugurar outra edificação podre (departamentos) denominada “ALTUM”, da empresa “INMOBILIARIA ACONCAGUA” – para amontoar ao abrigar um grupo de cidadãos escravos – apenas a alguns quarteirões de uma maldita esquadra de polícia, atacando o nariz POLÍCIA BASTARDA!

Conhecidos pela sua devastadora expansão civilizadora, impulsam  cidades onde não as há fortalecendo-as onde já existem e ousando sepultar a imensidade e diversidade do indomável e indomesticável – quando dizemos “ousam” é porque vocês, horda de bastardos dominadores, com as vossas infra-estruturas não são NADA. Conspiramos para que desapareçam, pois nem conseguem nem conseguirão submeter a imensidade do selvagem e aquelxs que continuam em guerra contra a máquina civilizadora do poder. Ao mesmo tempo, criam o sentimento e fingem a práxis do ataque, materializando o nosso caótico ato de guerra com a instalação de um dispositivo incendiário / explosivo nesta sala de vendas, conseguindo ativá-lo – logo a seguir ao atraso programado – para dar origem ao fogo. Avivando-se este começa a queimar parte  da fachada, do chão e do tecto. Já no caminho de saída da zona, conseguimos ouvir ainda as sirenes que mobilizavam caminhões de  bombeiros e um contingente policial – que, para sorte do inimigo,  conseguiram controla o fogo ardente, propagado com propósito e intenção destrutiva, a que ansiávamos alcançar.

O nosso objectivo e data, a propósito, não foi aleatório. Aconcagua Real Estate é uma empresa do Grupo SalfaCorp, que desenvolve, administraa e vende projectos imobiliários no pikun mapu, especificamente em Pudahuel, san miguel, las vizcachas, puente alto, colina, Huechuraba, Padre hurtado, La cisterna, Cerrillos e Maipú. Por sua vez, o SALFACORP é o maior grupo empresarial do sector de construção no Chile, civilizadores e antropocêntricos contemporâneos que se vangloriam em parágrafos bombásticos que explicitamente falam de “uma liderança indiscutível que cultivaram durante os seus quase 90 anos de história”.

“A empresa alcançou esta posição graças ao seu sólido modelo de negócios – estruturado para crescer de forma planificada e ordenada – baseado em unidades de negócios independentes entre si e diversificadas, que incluem especialidades replicáveis em outros mercados, como pode ser visto na expansão internacional que se levou a cabo.
90 anos destruindo a Terra em função do progresso humanóide, construindo portos, pontes, cidades, edifícios e mega-projectos variados. Assim, esses projetos e negócios de extração produzem fortunas com o sangue da terra, que são sempre avaliados pela sociedade antropocêntrica, patriarcal e especista – perpetuando a sua ânsia de progresso até ao ponto de se orgulhar de habitar as cidades – prisões,  mantendo assim, também, a identidade cidanóide que nos repugna e enoja.  Assim, sabemos que não são só simples e complexos projectos os que destroem a natureza, pois estes são o claro reflexo e materialização da ideia do mundo civilizado – que o poder e os seus cúmplices procuram expandir – sendo esta afinal a moderna ideia colonizadora à qual declaramos a nossa guerra, ao poder e à civilização.

Detestamos a vinda do papa, o que simboliza e representa; invasão, massacres de nativxs, despojo, evangelização, domesticação, AUTORIDADE, IERARQUIAS, CONTROLO, DOMINAÇÃO.  Por isso realizamos a ação na conjuntura da visita desta indesejável máxima autoridade clerical, juntando-nos assim às ações que, a partir da sua informalidade e autonomia, se ergueram em diversos pontos do território Pikunche e Wallmapu.

Como aprendizagem só nos resta decidir aqui e agora o ataque, potenciando e afinando as formas e materiais com que os atacar e sermos mais eficazes na finalidade destrutiva, nutrindo-nos da praxis insurrecional e guerrilheira tanto do passado como do presente. Desta vez eles conseguiram fazer o seu trabalho, apagando o kutral indomável, mas continuaremos em pé de guerra contra TODA A FORMA DE DOMINAÇÃO! “HOKA HEY”

Saudamos com o coração transbordante de alegria Tamara sol e a sua tentativa de fuga, abraçando as suas convicções na prática, cada ato virando uma guerra contra esta maquinaria. Uma piscadela de cumplicidade aos/às dignxs companheirxs em guerra e sequestradxs nas prisões do poder do mundo inteiro!

Aos/às presxs políticxs mapuche e à sua resistência inquebrável no wallmapu com o exercício diário del kimun ancestral e coerente ataque às estruturas que devastam o território.

RESISTÊNCIA, NEWEN(1) E LIBERDADE AO MACHI CELESTINO CORDOVA – atualmente sequestrado na prisão de Temuco – que iniciou a sua GREVE DE FOME LÍQUIDA a 13 de Janeiro do presente ano EXIGINDO A URGENTE SAÍDA DO SEU REWE (2) E A RENOVAÇÂO DESTE.

Desta vez na warria (3), fazemos-nos presente com esta ação, apoiando também a greve do machi celestino, solidarizando-nos assim a partir da confrontação com o poder, da guerra  e da espiritualidade autónoma, fazendo-nos parte do conflito, encontrando-nos nas semelhanças e diferenças, mas caminhando com a intenção visível de não retroceder perante a colonização civilizadora.

Com a MEMÓRIA sempre viva, ativa e perigosa, avançamos junto aos/às nossxs guerreirxs mortxs, que nos velam junto o nosso espírito de combate. PELAO ANGRY, PUNKY MAURI, CLAUDIA LOPEZ, MATIAS CATRILEO, ALEX LEMUN E A TODXS XS COMPAS QUE VIVERAM EM CONFLITO E QUE NÃO CEDERAM NEM UM  MILÍMETRO FRENTE AO INIMIGO, PRESENTES AGORA E SEMPRE!

A MACARENA VALDES ASSASSINADA POR DEFENDER A MAPU DOS COLONOS AUSTRÍACOS DA EMPRESA RP GLOBAL E DO SEU NEGÓCIO EXTRATIVISTA, QUE NÃO HESITARAM EM MATÁ-LA E SIMULAR UM SUICÍDIO. NADA MAIS QUE UMA VINGANÇA DA LAGMIEN M. VALDESS.

A STGO MALDONADO, COMPA ANARQUISTA ASSASSINADO PELA GENDARMERIA NO OUTRO LADO DA CORDILHEIRA. UM ABRAÇO ONDE TE ENCONTRARES E ATAQUE DIRETO AOS LACAIOS QUE TE ARREBATARAM A VIDA.

FOGO ÀS PRISÕES E AOS SEUS CARCEREIROS, ÓDIO ETERNO A TODXS XS CORPOS POLICIAIS EM QUALQUER DAS SUAS EXPRESSÕES.

DESPREZO AOS/ÀS YANACONAS (4) QUE DE JOELHOS SE INCLINARAM PERANTE O PAPA!
SELVAGENS EM VEZ DE CIVILIZADXS, AQUI E AGORA PELA LIBERTAÇÃO TOTAL!
FOGO E SABOTAGEM À I.I.R.S.A!
CONTRA O PODER DA IGREJA E A MORAL CRISTÃ, BLASFEMOS EM VEZ DE DEVOTOS. NEM O PAPA NEM NENHUM MISERÁVEL EVANGELIZADOR SERÁ BEMVINDO!
CÁ ENCONTRAMOS-NOS EM GUERRA CONTRA TODA A AUTORIDADE!

Estampido Iconoclasta pelo Selvagem

N.T:
(1) Newen são as forças celestes.

(2) Todas as grandes cerimónias religiosas Mapuche se realizam ao pé do REWE, sendo este a árvore cósmica, símbolo da profissão do MACHI, também conhecido como KEMUKEMU; simboliza a árvore sagrada onde os espíritos invocados pousam. Este altar consiste num tronco de árvore com cerca de 3 metros de altura, cuja extremidade superior é esculpida em forma de cabeça humana, com ou sem chapéu; a frente tem a forma de uma escada de 4 a 7 degraus, aqueles que representam os quadrantes do seu cosmos “.

(3) Waria é cidade (em língua Mapuche)

(4) “Yanacona” é um termo depreciativo de origem Mapuche, para aqueles  que realizam ações consideradas contrárias aos interesses do seu povo,  como por exemplo, declarar contra xs comuneirxs e activistas mapuches nos julgamentos que o Estado chileno realiza contra elxs. É usado como sinónimo de traidor.

(5)”Hoka Hey” é uma exclamação em Sioux, semelhante às expressões: “Vamos nisso!”ou “Vamos entrar em ação!”

em espanhol

[França] : Surge uma nova publicação – Avis de tempêtes

Acaba de sair uma nova publicação: Avis de tempêtes [Tormentas à vista] boletim anarquista para a guerra social.

Para ler, imprimir e distribuir à sua volta este pequeno boletim (em formato A5, tem 12 páginas) – pode ser encontrado um novo número a 15 de cada mês, bem como os anteriores, no blog: avisdetempetes.noblogs.org.

“Recomeçar, sempre. Esta é a sorte (que pode parecer um pouco trágica) de todxs aquelxs que se encontram em guerra contra este mundo de horrores infinitos. Ao longo do caminho alguns e algumas tombam, outros e outras não resistem às sirenes que apelam à resignação e a entrar nos eixos, a virar completamente a casaca. Outrxs, aquelxs que persistem em lutar entre altos e baixos, têm de encontrar sempre a força e determinação para recomeçar.

No entanto, vendo bem, a tragédia não é começar de novo, começar do zero, mas sim desistir e trair-se. A consciência, sempre individual, pode transformar-se num pesado fardo e ser cruel quando a traímos sem dispôr de quantidade suficiente de anestésicos.

Porque este mundo não se esquece delxs e destila-os até. Uma pequena carreira alternativa à sua própria custa, domingos para se ir maravilhar num parque natural, um projecto humanitário ou cultural, de facto drogas, francamente mais duras: telas de todos os tipos, realidades e sociabilidades virtuais, embrutecimento total.

Não, uma tal sorte assusta-nos muito mais do que todo o sofrimento, que todas as penas relacionadas com a falha na destruição da autoridade …

Clica aqui para descarregares o boletim nº 1

em francês

Floresta de Hambach, Alemanha: Despejo de barricada e do ‘Hambi 9’

9 ativistas encontram-se em prisão preventiva, após serem detidxs durante o despejo de uma barricada na Floresta ocupada de Hambach, na Alemanha.
Xs ativistas são acusadxs de “obstruir o trabalho da polícia”, durante a expulsão da barricada na segunda-feira, 22 de Janeiro.

Ao chegar de manhã, bem cedo, a bófia deu de caras com xs ativistas que ocupam a infraestrutura de bloqueio, incluindo 2 tripés, 3 monopods, um skypod e um túnel de 3 metros de profundidade.

O abate da floresta de Hambach foi oficialmente interrompido no início desta temporada, numa decisão judicial – adiando o corte até 1 de Outubro de 2018 – no entanto o risco de despejo da ocupação é tão grande como sempre.

A ‘Hambi 9’ adoraria receber correio! Informações exactas, incluindo endereços e idiomas, podem ser encontradas no blog da ABC Rhineland. [CNA]

Atualização
Chamada para um dia de ação pela resistência na floresta de Hambach, em toda a Alemanha, a 3 de Fevereiro de 2018.

em inglês l alemão

Anarquistas radicais na BUR 2008-2017 [vídeo]

Um pequeno vídeo sobre vários ataques realizados por anarquistas na Bielorrússia, Ucrânia e Rússia (BUR) de 2008 a 2017. Por ataques, queremos dizer destruição ou danos à propriedade do inimigo – edifícios, instalações, carros, equipamentos de construção, objetos, etc.

A resistência militante anarquista continua!

inglês

Tessalónica, Grécia: Declaração do coletivo Libertatia após o ataque fascista

Domingo, 21 de Janeiro, às 13h30, pouco antes das manifestações nacionalistas da Macedónia, os grupos fascistas que participaram lançaram uma série de ataques em espaços ocupados. Eles atacaram primeiro a escola livre “Social” e depois de terem sido repelidos com sucesso aproximaram-se da nossa ocupação, causando danos à fachada e à cerca. Os danos foram reparados pelos membros da nossa okupa que optaram por participa na manifestação anti-nacionalista em Kamara, mais tarde.

Cerca de duas horas depois, um grupo de 60-70 fascistas atacou novamente a nossa ocupação com molotovs e bombas de fumo, causando um incêndio no edifício. Naquele momento, não havia ninguém lá dentro, pois estavam na concentração de Kamara. Durante o ataque estave presente a polícia MAT que não interveio e ofereceu proteção aos fascistas, enquanto um caminhão estava estacionado não muito longe da polícia. O bairro reagiu veemente, gritando contra os fascistas, que reagiram por sua vez com insultos e lançamentos de fumo. Quando os fascistas tentaram retornar à Escola “Social”, a polícia manteve a mesma atitude: ofereceram cobertura aos fascistas ee isolaram os companheiros lá dentro.

Deixe-se ficar isto bem claro: os ataques e o fogo não teriam sido possíveis sem a cobertura à marcha da Macedónia. Estavam aqui para isso e voltaram à marcha. Todos os grupos neo nazis pediram participação na marcha, mas não parece interessar a ninguém e foi-lhes concedida legitimidade social e espaço público para se expressar e agir. Estamos conscientes de que, em outras circunstâncias, tudo isso não teria sido possível, é por isso que cada um deve considerar a sua atitude em relação ao fascismo. Essas ações de grupos para-estatais fortalecem a repressão estatal contra aquelxs que lutam e resistem por um mundo melhor. Que todos avaliem quem beneficia do fogo a um edifício com mais de um século de história e que havia sido abandonado por décadas. Um edifício que, enquanto anarquistas, comunistas libertários e rebeldes, decidimos libertar e manter – por um lado devido às necessidades habitacionais de proletários, imigrantes e pessoas atingidas pelo Estado e pelo capitalismo e, por outro, com vista a criar um espaço para fermentação de políticas radicais e promover uma nova cultura libertária. Deve ficar claro que estes atos criminosos que poderia ter um fim trágico, se houvesse alguma vítima.

Esses ataques não nos impedirão de lutar contra o Estado, capital e fascismo. Nenhum ataque nos assustará nem vai dar fortuna a qualquer fascista, mas com nossa própria consciência e teimosia para uma sociedade de igualdade e liberdade, continuaremos a lutar tenazmente pelos nossos ideais.

OS ATAQUES DOS FASCISTAS NÃO FICARÃO SEM RESPOSTA
CONSTRUEMOS BARRICADAS CONTRA A AMEAÇA FASCISTA
RUMO À ANARQUIA E AO COMUNISMO LIBERTÁRIO
Coletivo Libertatia

via Barrikade.info em alemão / italiano

EUA: Torne-se ingovernável! – Uma vídeo-compilação em solidariedade com os réus 20J

recebido a 25.1.2018
Uma compilação de vídeos de atividades de rua anarquistas no ano passado, na chamada “América”.

 

Kiev, Ucrânia: Caminhada de passagem de ano “Marusya Nikiforova”

Saí de casa quando as luzes estavam a arder em todas as janelas. Senti que as ruas estavam à minha espera. Os táxis estão a passar, mas não tenho nada para pagar, e não preciso deles, ando sózinho…Eu vi a madrugada caminhar toda a noite até manhã. Na véspera de Ano Novo de 2017 a 2018, em vez de me sentar numa cela de concreto e beber, decidi fazer uma caminhada num dos bairros de Kiev. Realmente queria andar nessas horas pelas ruas e becos escuros. Queria expressar a minha raiva e desejo de vingança.Tirei para fora uma pistola e munições que estavam escondidas. Limpei muito bem para que não deixassem marcas biológicas nas balas e cartuchos. Coloquei 12 balas no carregador. Uma bala foi imediatamente enviada para a câmara, por isso me acalmei. Com a pega de segurança na arma coloquei-a num coldre que foi fixado de forma fiável no meu cinto. Sob o meu casaco comprido, o coldre não sobressai. Para poder chegar rapidamente à arma, não apertei o casaco. Mas gosto de andar, bem como viver livremente. Sou assim desde a infância.Na verdade, raramente carrego uma arma. É muito perigoso e arriscado. Exige uma responsabilidade séria. É difícil decidir isso com quem não tenha experiência em usá-la em condições reais, com quem, sem uma autorização de armas, não ultrapasse esta proibição e tenha medo de possíveis punições do estado. Também é difícil para aquelxs que têm uma sequência de casos criminais iniciados pela autoridade. Portanto, no fundo eu respeito as pessoas que, para sua própria defesa e para alcançar a liberdade, nunca se separam das armas. A única excepção é a polícia e outros servos dos regimes estatais.

… Estou a caminhar pelo bairro de Svyatoshinsky. Não vejo a bófia à volta. Sei que devem haver mais nas ruas esta noite e que os faróis intermitentes não estarão a funcionar em carros de patrulha. Entro num beco. Há muitos graffiti anarquistas nas paredes. Fico satisfeito por os nossos irmãos terem pintado aqui. Mas esse prazer interrompe a visão de carros caros entre os mais simples. Existe pobreza no país. O meu vizinho – um homem trabalhador que vive com a mulher e filha, esgadanhou-se para comprar um Opel por 5 mil dólares. Eu sei o quão difícil foi para ele. E esses bastardos viajam em roadsters, carros desportivos e jipes. Eles também os estacionam nas calçadas. Vêem que há muitas pessoas pobres à volta. Sabem que isso não é normal. Mas ainda enfatizam mais o seu luxo e superioridade social, dominando a desigualdade e a pobreza, que é anti-humana. Portanto, à vista dos carros burgueses tenho a primeira ideia – punir, incendiá-los e se o proprietário se esgotar terá então uma lição. Mas agora não há gasolina. Estarei sem ela esta noite.

A hora é 00:05. Das janelas dos blocos de apartamentos com painéis cinza saem gritos e saudações, nalgum lugar a música toca alto. Residentes do bairro, sentados nos apartamentos, bebem, divirtem-se e enfartam as barrigas com vários alimentos. Não se importam mas depois será difícil para os seus corpos. Afinal, é interessante para a engorda. Isso funciona como distração. Muitas pessoas vivem assim durante muito tempo.

De repente, alguém começa a lançar fogo de artifício. Olho à volta. Das entradas, pouco a pouco, saem os fãs da pirotecnia, lançam-se fogos de artifício. As ruas ganham vida, as explosões expulsam o silêncio.

Os alarmes de carro uivam. Ninguém reage a isso. No ar há fumo, o cheiro de pólvora queimada. Tudo isso me excita muito. Por um momento, lembrei-me das Maidan e das barricadas de 2014. A paixão por armas e explosivos assombra toda a minha vida. No jardim de infância gostei de fósforos e me apaixonei pelas fogueiras. E agora empunho uma arma. Mudo a patilha de segurança para o modo “fogo”. Seguro o gatilho. A bala está na câmara há muito tempo. Olho à volta. O pátio da moradia Nikolskaya Borshchagovka sussurra-me – venha. Eu entro na pista e aponto para um carro fora da estrada vazio, provavelmente de um proprietário rico. Bam-bam-bam! As orelhas estão a zumbir nos meus ouvidos. O carro está danificado pelo chumbo. Mas o alarme por algum motivo não funcionou. Retiro a arma do coldre. Corro pelo pátio da escola. Irrompo noutro quarteirão e circulo em torno dos pátios.

Colocando no caminho uma bala, para outro carro caro, deixei Borshchagovka. Uma hora depois encontro-me numa área residencial de Svyatoshino. Havia muita gente na rua naquele momento. A cem metros de mim, um grupo de indivíduos lançou fogos de artifício poderosos. As explosões são tão fortes que o tiro da pistola simplesmente se dissolve no barulho. Dei com o Hyundai Sonata. Queria matá-lo já, mas notei que um homem vinha a correr na minha direção. Estava a perseguir o seu cão, o qual aparentemente estava assustado com os fogos de artifício. Logo que o homem desapareceu do meu campo de visão, comecei a realizar os meus planos. Escondi-me atrás de um canto de um edifício alto. Eu olhei em volta. Bam-bam! Duas balas perfuraram a janela lateral. O alarme disparou. Estou feliz na minha alma, vou a correr para outro quarteirão. Um pequeno nevoeiro ajuda-me a me embrenhar mais depressa na selva de concreto. Ainda há mais 6 balas …

Depois disso, atirei em mais dois carros. Voltei para casa ao início da manhã. Bebi leite e fui para a cama.
A minha vingança mais uma vez recaíu nos carros de luxo; pela primeira vez, as balas de chumbo foram usadas em vez do fogo. Ataquei um modo de vida e objetos que enfatizam o fosso entre pobres e ricos. Fiz isso porque queria e poderia.

Os mortos retornam para se vingar!
Burgueses e bófia não podem dormir descansados!

Grupo anarquista “Revenge of Marusya Nikiforova” / FAI
01/01/2018

(traduzido do texto em russo em Anarquia Hoje)

em inglês

Chile: Em memória de Renzo Novatore

Renzo Novatore – Iconoclasta, anti-dogmático, individualista, nihilista e, acima de tudo, anarquista

“O mundo é uma igreja petulante, gananciosa e lodosa, onde todos têm um ídolo para adorar qual fetiche, altar ao qual se sacrifica.”
R. Novatore, “O reino dos fantasmas”

O companheiro Renzo Novatore, pseudónimo de Abele Rizieri Ferrari, nasceu a 12 de Maio de 1890 em Arcola, localidade italiana situada na província de La Spezia. Representativo do “anarquismo iconoclasta”, lutou com ideias e armas contra o poder até ser abatido a tiros pelos carabinieri, num tiroteio ocorrido a 29 de Novembro de 1922.

Hoje, ao se ler e analisar as ideias e ações de Renzo Novatore, pode-se interpretá-lo sob várias perspectivas – embora numa óptica anarco – nihilista se possa reconhecer a sua grande contribuição ao ter dado contundência a toda a trama de discursos e práticas iconoclastas, individualistas, nihilistas, anarquistas.

Entre essas contribuições encontra-se principalmente a crítica à sociedade (qualquer que seja) como lugar de origem dos vícios da humanidade. Para além disto, a interpretação que o companheiro realiza nos seus escritos sobre a vida, em si mesma – como algo que há que amar, no seu conjunto de contradições – a prioridade do eu perante tudo, não como mero exercício de egocentrismo ou desprezo mas, bem melhor, a construção do Ego, construção essa que se poderia explicar de forma simples, como a ideia que hoje conhecemos como o “ser tu mesmx”, o amor pela natureza, o prazer pela destruição, o despojo de todos os valores morais, e o prazer, sim, o mais puro prazer que nos leva a lançarmos-nos ao nada.

Porque a relação entre dependência e individualidade é direta, quanto mais dependente se é menos indivíduo se torna e vice-versa. Desta maneira, o último reduto da liberdade está em cada um/a de nós, para além e acima de qualquer maioria ou acordo.

“Sob o falso esplendor da civilização democrática caíram quebrados em pedaços os mais altos valores espirituais. A força da vontade, a individualidade bárbara, a arte livre, o heroísmo, o génio, a poesia, foram objecto de burla, ridicularizados, caluniados. E não em nome do “eu” mas sim da “colectividade”. Não em nome do “único” mas da “sociedade”.
R. Novatore. “Até ao nada criador”

Estas são sem dúvida um conjunto de ideias que podemos reconhecer como grandes contribuições e influências ao caminho por onde alguns – sempre poucxs- transitamos.

Novatore não é só autor de diversos escritos teóricos e de agitação, também o é  de numerosas ações e expropriações na sua imparável luta contra toda a forma de autoridade. Assim, reconhecer Novatore como parte de uma história de luta na ofensiva contra o poder, é reconhecermos-nos como parte desta história. É fazer-nos participantes da guerra contra toda a autoridade e dominação, pela destruição de todos os valores morais e entender o indivíduo como parte fundamental do desenvolvimento das nossas vidas, como o início de todas as nossas negações e contradições.

Que o nada e o todo deixem de ser um jogo de palavras bonitas com os quais se enchem panfletos e palavras de ordem, pois tal como o panfleto e a palavra de ordem necessitam estar acompanhados da ação para serem coerentes, levemos as nossas ideias à prática.

De nada serve o nihilismo vazio e passivo, despedaça a tendência anárquica com as práticas nihilistas qual grande colisão de estrelas numa obscura noite que impulsiona caóticamente a conspiração.

Hoje, já são muitxs xs Bruno Filippi e Renzos Novatore que se arrojam ao tornar-se das tendências anti-sociais, do Chile à Grécia e por todos os recantos do mundo a guerra continua.

Até que todo o existente seja destruído.. pelo triunfo do eu e pela derrota do poder!
Renzo Novatore, presente!

N.T.
Abele Rizieri Ferrari (12 de maio de 1890 – 29 de novembro de 1922), mais conhecido por Renzo Novatore, foi um poeta da anarquia que viveu alguns dos anos mais turbulentos de uma Itália revolucionária e pré-fascista. Abele foi assassinado no mesmo ano em que Mussolini marchou sobre Roma (1922).
Em português, editado em 2013 pelos companheiros da Textos Subterrâneos, existe uma antologia de Abele Rizieri Ferrari: “Flores Silvestres”.

em espanhol

Bolívia: Oficinas de auto-defesa para todxs em Cochabamba e La Paz

Auto-defesa para todxs (oficina prática)

– Técnicas de defesa em pé e no chão, apresentar-se-á um manual para seguir passo a passo cada exercício.
– Condicionamento físico.
– Conversa anti-patriarcal sobre auto-defesa.

Datas:

La Paz, 20 de Janeiro, das 15h às 18h.
Plaza Villaroel, Extremo Norte, Villa Fátima

Cochabamba, 27 de Janeiro, das 15h às 18h
Cruzamento da Avenida Símon López e Calle M Ballivian, N 2215 Cruze Taquiña

Podes trazer os teus materiais, livros, fanzines, telas, etc.
Atividade livre de fumo, álcool, atitudes patriarcais e especicistas

em espanhol l alemão

Santiago, Chile: Ataque incendiário a autocarro da Transantiago

É sempre momento para atacar embora não sejamos indiferentes ao panorama actual… enquanto a sociedade se regozija, seduzida pela visita papal – expiando as suas culpas na ansiedade da espera – reivindicamos nós a aventura da ação directa.

A 10 de Janeiro, já noite, animados de autónomos desejos, deixamos um dispositivo incendiário – durante o percurso do I 01 do Transantiago – ativado nas proximidades  do cruzamento das ruas Franklin e San Francisco. No momento em que o fogo estava a expandir o chofer borrego acode e sufoca o fogo com um extintor, queimou-se só a parte detrás deste transporte símbolo das lógicas mercantis, que delega tempos e pulsos, adequando o quotidiano a um controlo social mais delimitado, dando as comodidades típicas de uma cultura alienante. Não obstante, a nossa ação despedaça estes tempos, estas comodidades, escolhendo, sem chefes e em horizontalidade, onde e quando fazer e desfazer as negras intenções de conflito permanente contra tudo o que se posiciona como autoridade.

Quer dizer que dando este ataque em tal hora e lugar,  para nós as nossas decisões e palavras são um vínculo com o que acreditamos ser o óptimo ao momento de ataque Já que há ritmos que se geram com segurança e, mais ainda, com uma vontade determinante de afilar as feridas aos nossos inimigos. Quanto aos materiais, horários e objectivos só nós é que os fixamos e avançam de acordo com o sentido de guerra… quando pretendermos que o dano-destruição sejam distintos assim o faremos e toda a planificação apontará nesse sentido.

Ninguém nos dirigirá, nunca. Vamos pelo ataque descentralizado, autónomo, livremente associado, anárquico e violento. Saudando xs nossxs companheirxs na prisão. Juan Flores condenado recentemente por ataque explosivo, sob a Lei Antiterrorista e Tamara Sol, com a sua tentativa de fuga – que demonstra como a ousadia é o melhor alimento.

Com todo um mundo por destruir, multiplicar a ação autónoma já!
A 10 anos da sua caída em guerra…

Grupo Autónomo Weichafe Matías Katrileo.

N.T. Foi em 2008, o cobarde ataque que assassinou Matias Catrileo Quezada, jovem estudante universitário comprometido com o processo de resistência mapuche contra as empresas florestais, mineiras, energéticas, assim como latifúndios e o militarismo.

em espanhol

Santiago, Chile: Dispositivo incendiário/explosivo contra santuário católico

Reivindicamos a instalação de um dispositivo incendiário/explosivo numa das entradas do santuário do Movimento Apostólico de Schoenstatt, situado na comuna de La Florida, ação realizada na noite de 15 de Janeiro, dia da chegada do Papa Francisco ao Chile.

Através desta ação reafirmamos o combate contra a autoridade da Igreja Católica, instituição cujos organismos e representantes exercem historicamente a repressão a repressão sobre os corpos, a imposição de papéis e de padrões de comportamento, a manipulação das mentes e o monopólio espiritual castrador dxs indivíduxs.

Cúmplice das matanças, perseguições e genocídios na historia mundial, a Igreja Católica e o seu Papado são um dos pilares do domínio civilizado e do colonialismo no território denominado “América Latina”.

O Movimento Apostólico de Schoenstatt, fundado na Alemanha en 1941 pelo sacerdote José Kentenich – que personalizou o movimento em 1949, no Chile – é se dúvida alguma um enclave de referência do conservadorismo da elite empresarial chilena.

É através da rede de escolas  do Movimento que os Padres de Schoenstatt educam mais de seis mil meninos e meninas no Chile  – utilizando uma matriz de valores repressores da liberdade sexual condenam o aborto e defendem a hegemonia da instituição-contrato do matrimónio heterosexual.

Ligados a este movimento encontramos uma série de personagens desprezíveis  tais como o sacerdote Raúl Hasbún, defensor moral e político da ditadura; o parlamentar José Antonio Kast, defensor da ditadura e dos torturadores, empresário e ex-candidato presidencial de tendência fascista; o empresário Agustín Edwards, dono do diário de direita “El Mercurio”, que rezava no Santuário de Schoenstatt quando um grupo guerrilheiro (FPMR) sequestrou o filho, a princípios dos anos 90; o empresário Felipe Matta Navarro, amigo pessoal do Presidente Piñera e ligado ao negócio das pensões das AFP; os sacerdotes Rodrigo Gajardo, reconhecido pedófilo e, por fim,  Francisco José Cox Huneeus, acusado de abuso sexual de menores, vivendo hoje recolhido num mosteiro.

Para além destes vínculos e de qualquer contexto ou justificação, sabemos que é sempre bom o momento para atacar a tranquilidade dos templos da moral e da autoridade.

Saudamos, através desta ação, o desafio lançado pelxs companheirxs da“Célula Santiago Maldonado”, que a partir de Itália propuseram que se reforçasse os ataques que atentem contra a paz dos representantes e cúmplices do domínio.

Saudamos cada célula e individualidade anárquica que continue a propagar o fogo da sublevação da liberdade.

CONTRA O PODER DA IGREJA E A MORAL CRISTÃ
SOMOS BLASFEMXS ANTES QUE DEVOTXS!
FRANCISCO, NÂO ÉS BENVINDO!
AQUI ESTAMOS EM GUERRA CONTRA TODA A AUTORIDADE

Célula Incendiária Anti-clerical “Hortensia Quinio”
Federação Anarquista Informal / Frente Revolucionária Internacional (FAI / FRI)

espanhol

Alemanha: Atualização sobre Lisa, anarquista que se encontra presa em Colónia

Liberdade para Lisa, liberdade para todos que estão atrás das grades!
Nada está esquecido, nada está perdoado!
Viena, CNA

Recusada a revisão da sentença

Em Dezembro de 2017 a BGH (Tribunal Federal de Justiça) recusou a revisão da sentença dada à nossa companheira Lisa. Assim, a sentença de 7 anos e meio torna-se definitiva. A determinação da compa é de ser extraditada a Espanha, o mais breve possível, para estar mais próxima do seu meio suporte. Por agora continua encarcerada na mesma prisão de Köln (Alemanha). E pode receber cartas.

Lisa, nº 2893/16/7
Justizvollzuganstanlt (JVA) Köln
Rochusstrasse 350
50827 Köln (Germany) – Alemanha

Por outro lado, soubemos que, no mesmo mês, o ministério público de Aachen retirou o recurso contra a absolvição da nossa companheira da Holanda, após quase um ano. Alegramos-nos muito por ela! (mais info em solidariteit.noblogs.org)

A solidariedade é a nossa melhor arma!

em espanhol, inglês, alemão