Carta ao meu filho

drunkAndorinho
e pequeno hooligan
escrevo para ti estas linhas
do país do trabalho negro
a anos-luz
e o higrómetro
está no limite
tu és o futuro
e a juventude deste mundo
arregaça as mangas
põe as mãos na terra
abre um buraco
e enterra lá dentro
os resíduos humanos
herança
para o arqueólogo
do novo milénio
e lembra-te sempre
só os cobardes têm pátria
e nunca te esqueças
há que ser um cão negro
e um vagabundo.

Saudações nechayevistas neste natal também
O teu velho