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[Portugal] Meios e fins distintos e sem inimigos em comum

recebido a 18/09/17

A propósito das guerrilhas no Curdistão e da sua propaganda assim como em relação aos apelos de uma luta antifascista em comum entre esquerdistas e anarquistas, é necessário ter clara a distinção entre xs anarquistas e as esquerdas:

Nós somos libertárixs, eles autoritários;
Nós somos anti-estatais, eles a favor do Estado (evidentemente, o deles);
Nós lutamos pela liberdade, eles pela ditadura (do proletariado, dizem para disfarçar isso, mas ditadura, no fundo).

Na América Latina em particular mas também noutras partes do mundo, por vezes há companheirxs que olham para eles como se estivessem no mesmo caminho que nós, o que parece aberrante, dado que tanto os nossos meios como os nossos fins são completamente distintos.

A história revela que em todas as situações, em todos os diferentes locais em que anarquistas e marxistas se uniram, os segundos acabaram por assassinar pelas costas ou trair xs primeirxs.

Alguns/mas pensam que é melhor deixar tudo isso de lado, esquecer os fatos e lutar “contra o inimigo comum”, mas isto é um grave equívoco: não temos inimigos em comum. Nós somos inimigxs acérrimos de todo o tipo de Estado, eles só são inimigos deste Estado, não da instituição do Estado como tal.

Portanto, na revolução vemo-nos a nós do lado do povo e a eles do outro lado da barricada, defendendo a reconstituição do Estado, mas desta vez nas suas mãos.

Anarquistas

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