Duplo ataque fascista em Rethymno e Larissa no Domingo, 24 de Outubro

Domingo de madrugada, cerca da uma da manhã, um foco de incêndio teve início numa área anexa da Universidade de Rethymno (Creta) que é usada em auto-gestão como espaço residencial. Tudo leva a crer que o incêndio foi provocado por escumalha neo-nazi já que foram encontrados materiais inflamáveis dentro do espaço bem como vários slogans fascistas tinham sido escritos no exterior.

A Universidade de Rethymno encontra-se ocupada por estudantes, que contestam uma reunião de reitores a ter lugar assim como a reforma da educação que se aproxima. Embora as pinturas fascistas não indiquem um grupo neo-nazi específico, tudo aponta ao O.N.R. (organização nacionalista de Rethymno), que conta com um largo historial de ataques a companheiros, imigrantes e jovens, e que conta com uma forte presença na cidade de Rethymno (bem como cobertura por parte da polícia, que conta com este grupo para uma resposta reaccionária ao movimento anarquista e/ou de extrema esquerda). Na terça-feira, 26 de Outubro, foi organizada uma manifestação anti-fascista que teve lugar na cidade de Rethymno. Cerca de 250 pessoas participaram na marcha que atravessou o centro da cidade em protesto contra o ataque fascista.

Ainda na mesma noite de domingo, na cidade de Larissa, momentos antes da meia noite, deu-se um ataque fascista a uma loja propriedade de imigrantes. Quatro pessoas armadas com blackjacks (bastões de ataque) e garrafas partidas atacaram os dois empregados que se encontravam na loja, levando os seus telemóveis e dinheiro da caixa. O empregado que se encontrava na caixa foi levado para o hospital, enquanto que um dos atacantes foi imobilizado pelos imigrantes e entregue às autoridades. Cerca de 20 companheiros deslocaram-se à loja após o ataque, onde falaram com os imigrantes, tendo posteriormente organizado uma manifestação de repulsa junto da esquadra onde o atacante se encontrava. Na semana anterior ao ataque a loja já tinha sofrido outro ataque, com vidros e luzes partidas, bem como pinturas fascistas e dos “Xrysh Avgh” (Madrugada Dourada, organização nazi bastante activa na Grécia). O atacante que foi preso era um menor de 17 anos.

Não há dúvida que neste momento importante de guerra social em curso na Grécia, há uma tentativa por parte de grupos neo-nazis de influenciar parte da sociedade grega, canalizando as suas frustrações e aparecendo como força a ter em conta na luta social. Contra esta ameaça, locais e imigrantes, temos de nos organizar de todas as formas possíveis e devolvê-los às suas tocas.