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Quantxs amigxs o pacifismo compulsivo do Facebook tem?

No dia 25 de Maio, da tarde até o anoitecer, aproximadamente 40.000 de todos os tipos de neo-gregxs encheram a praça Syntagma para validar do pior jeito o memorandum Troika, as medidas de austeridade e o privilégio exclusivo do Estado de uso da violência.

O encontro necrófilo pequeno-burguês teve lugar a apenas duas semanas depois do ataque do Estado contra as manifestações de 11 de Maio, com um recorde de centenas de cabeças sangrando e a hospitalização de Yannis Kafkas, em coma, e apenas poucos dias depois da escalada fascista sem precedentes de violência racial e canibalismo social, um pouco longe de Syntagma – no outro, degradado centro de Atenas: com repetidos ataques de policiais e fascistas contra casas, lojas de imigrantes e squats (okupas) anarquistas, com fascistas devotados abusando do brutal assassinato de Manolis Kantaris enquanto grupos neonazi lançam pogroms ferindo centenas de imigrantes e, fatalmente esfaqueando o bangladeshiano Alim Abdul Manan.

O encontro pacífico de Syntagma aconteceu mais ou menos ao mesmo tempo em que compas se encontravam na praça Victoria para resistir ativamente contra o terror do Estado, a segregação racial e as escórias da coluna nacional.De acordo com os padrões do patético movimento Democracia Real Ya dxs reformistas espanhóis e da “geração à rasca” dos portugueses pacifistas, mais um encontro apolítico chamado pelo facebook, em frente ao Kynovoulio grego [traduzido como “casa dos cães”, trocadilho com Koinovoulio, parlamento] dessa vez. A presença simbólica de policiais em frente ao “Monumento ao soldado desconhecido” não deveria nos enganar. Não era somente a polícia anti-distúrbios que defendia os símbolos do poder mas principalmente o grande número de “cidadãxs indignadxs” que declararam fidelidade aos patrões e ao Estado.

O pacifismo compulsivo de um pseudo-movimento de resistência foi, é, e será somente mais uma versão da violência do Estado. Xs proponentes do sistema parlamentar, onde quer que estejam, propõe pacifismo esperando manipular a multidão e canalizar a fúria das pessoas em trilhas reformistas do sistema já existente ao invés da sua derrubada. Afinal, o perfil do manifestante democrático pacifista é o que querem também o Estado e o Capital.

Estes primeiro encontros na praça Syntagma em Atenas, assim como em outros pontos centrais em outras cidades gregas, tem dado um voto não oficial de confiança a um sistema que tem suas fundações podres. Nós vemos em um nível europeu tais movimentos funcionando como uma válvula de escape contra a guerra social e de classes. O que o cassetete de um policial ou a faca de um fascista não podem alcançar é levado a cabo pela propaganda reformista de facebookers apolíticxs.

O movimento antagonista e dissidentes radicais deveriam revelar a natureza reacionária e contra-revolucionária destas cópias falsas das revoltas do mundo árabe. Uma das fundamentais características do capitalismo é seu poder de absorver e transformar as vozes que o desafiam. Dessignificando palavras como fúria, revolta e revolução o sistema e seus/uas partidárixs esperam conduzir o movimento de libertação social e divergi-los em trajetórias indolores a elxs mesmxs.

Os avisos dados pelxs Madrileños axs acampadxs de Syntagma tipo “não causem distúrbios” tiveram ressonância em muitas pessoas. A imprensa do sistema mundo a fora reproduz, investe e adorna os argumentos pacifistas e os vende como a única perspectiva esperançosa.

Enquanto não avançamos em direção ao confisco dos meios de produção, a abolição da propriedade, a rebelião multiracial e a construção de estruturas de apoio mútuo e de auto-organização mas, ao invés, rendermos nossas bandeiras e entregarmos nossas armas à Sytagma [palavra que também significa Constituição] ou qualquer outro lugar, cantando e ouvindo o hino nacional; enquanto estivermos em um humor alegre com violões e músicas quando deveríamos estar segurando pedras, nós continuaremos a ser escravxs dxs nossxs patrõxs.

Para nos referirmos à três (das mais nauseantes) minutas da assim chamada “Primeira Assembléia Aberta da Democracia Real Agora na Praça Syntagma”, de acordo com o website oficial do movimento:

– A juventude vem com alma, fé, pacificamente, não como em dezembro de 2008. Todxs a madurecemos.

– Outro dia a extrema-direita estava espancando e esfaqueando imigrantes, imigrantes dos países que foram os pioneiros e ensinaram tudo de insurrecional que tem acontecido no mundo nos últimos meses.

– Depois de Velos [motim anti-ditatorial marinho de 1973] e da Politécnica [levante estudantil de 1973], este é o primeiro ato de democracia direta e levantamento da moral na Grécia.

traduzido para o português pelo FogoGrego

 

Quántas amizades tem o pacifismo compulsivo no Facebook?

Em 25 de maio, desde a tarde até o mencer, perto de 40.000 neo-Gregos de toda caste enchirom a Praça Syntagma para legitimar da pior maneira o memorándum da Troika, as medidas de austeridade e o privilégio exclusivo da força por parte do Estado.

A reuniom necrofílica e pequeno-burguesa aconteceu justo duas semanas depois do feroz ataque do Estado contra a manifestaçom da greve do 11 de maio com um recorde de centos de cabeças sangrando e o manifestante Yannis Kafkas hospitalizado e em coma; e só uns dias depois da escalada de violência racista e canibalismo social sem precedentes um pouco mais longe de Syntagma – no outro centro, o degradado, de Atenas: com repetidos ataques policiais e fascistas contra casas e tendas de inmigrantes ou contra centros sociais okupados anarquistas, com adeptos do fascismo abusando do brutal assassinato de Manolis Kantaris entanto grupos neonazis levavam a cabo pogromos ferindo a centos de inmigrantes, e apunhalando até a morte ao bangladeshi Alim Abdul Manan.

A reuniom pacífica em Syntagma mantivo-se mais ou menos no mesmo tempo que algumhas companheiras juntavam-se na Praça Victória para ressistir activamente contra o terrorismo de Estado, a segregaçom racial e a frente nacional (conjunto de patriotas, fascistas, neonazis)

Em consonância com os princípios do patético movimento “Democracia Real Ya” dos reformistas espanhois e “Geração à rasca” dos pacifistas portugueses, um outro encontro apolítico mais foi convocado a través de Facebook, fronte ao Greek Kynovoulio esta vez (Kynovoulio, canceira, em troques de Koinovoulio, Parlamento: um jogo de palavras intraducível). A simbólica presência de polícias fronte ao monumento ao soldado desconhecido nom deveria enganar-nos. Nom eram só os antidisturbios quem defenderom os símbolos do Poder, foi principalmente o grande número de “cidadáns indignadas” quem declarou por todos os méios a sua lealdade aos patrons e ao Estado.

O pacifismo convulsivo dum pseudo-movimento de resistência foi, é e será umha versiom mais da violência do Estado. Os partidários do sistema parlamentário, onde queira que estejam, proponhem pacifismo com a esperança de manipular à multitude e canalizar a raiba do povo em vias reformistas do sistema existente em troques do seu derrocamento. Depois de todo, o perfil de manifestante demócrata pacífico é quanto o Estado e o Capital demandam também.

Estas particulares primeiras reunions na Praça Syntagma em Atenas, assim como em lugares céntricos doutras cidades gregas venhem a dar um voto nom oficial de confiança a um sistema podrido desde os seus cimentos. Vemos a nível europeio movimentos similares funcionando como válvulas de escape para relajar a guerra de castes social. O que a porra dum polícia e o coitelo dum fascista nom som quem de lograr, é acadado pola propaganda reformista dos apolíticos de Facebook.

O movimento antagonista e as disidentes radicais deveriam desvelar a natureza reacçonária e contra-revolucionária destas falsificaçons das revoltas no mundo arabe. Umha das características fundamentais do capitalismo é o seu poder para transformar e absorver as vozes de rebeldia. Quitando sinificado a palavras como raiba, revolta ou revoluçom, o sistema e os seus partidários esperam degradar o movimento de libertaçom social e desvia-lo a formas menos perjudiciais para eles.

Os conselhos dados polos madrilenhos aos acampados de Syntagma, como “nom fagades disturbios”, chegarom a muita gente. Os méios de comunicaçom globais do régime reproducem, invistem e adornam os argumentos dos pacifistas, e vendem-os como a única perspectiva “esperançadora”.
Entanto nom luitemos por tomar os méios de produçom, a aboliçom da propriedade, a rebeliom multirracial e o estabelecemento de estructuras de apoio mútuo e auto-organizaçom, e no seu lugar rindamos as nossas bandeiras e armas em Syntagma (também Constituiçom) ou em qualquer outro lugar escuitando e cantando o hino nacional; entanto permanezamos em ambentes festivos com guitarras e cançons empalagosas em troques de fazer acópio de pedras, seguiremos sendo escravas nas maos dos nossos amos.
Referência a tres dos (mais vomitivos) minutos da denominada “primeira assembleia aberta de Democracia Real Já na Praça Syntagma”, de acordo com a web oficial do movimento:

-A joventude sae à rua com espíritu, com esperança, pacíficamente, nom como em Dezembro de 2008; todos maduramos.

-O outro dia, os ultradireitistas estiverom golpizando e apunhalando aos inmigrantes, inmigrantes procedentes dos paises que promoverom e ensinharom todas as insurreçons do mundo nos recentes meses.

-Depois do motim do HNS Velos e do levantamento da Politécnica em 1973, este é o primeiro acto de democracia direita e reconstruçom moral na Grécia.

traduzido para o gallego pola revista abordaxe

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