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Tessalónica, Grécia: Ataque com Molotov a escritórios do estalinista KKE

A partir da esquerda, comissário de defesa Voroshilov no primeiro passeio Molotov ao longo do grande projeto de trabalho escravo, o Canal Moscovo-Volga, com Stalin e o chefe da polícia secreta soviética (NKVD) Yezhov, que foi preso em 1939, executado, e, consequentemente, desaparecido da imagem.

A 3 de Maio de 2014, às 6:20 da manhã, lançamos um ataque com cocktails Molotov aos escritórios do KKE  (“Partido Comunista da Grécia”), situados na rua Socratous, no centro de Tessalónica, e que servem principalmente como gabinetes do eleitorado. O ataque específico foi descrito, por membros do KKE, como de algum cobarde.

Cobardes são xs que acreditam que um estado operário controlado por elxs, que gostam de chamar a si mesmxs de “liderança revolucionária”, vai eliminar a exploração dx humanx pelx humanx. Quando chamam a KNAT[i] para intervir e suprimir as lutas que eles não conseguem conduzir ou controlar (porque, infelizmente para eles, em algumas ocasiões, a massa deixa de ser uma massa) quem age cobardemente então?

Exemplos como o levantamento da Politécnica em 1973, a ocupação da Escola de Químicas de Atenas em 1979, a comemoração do levantamento da Politécnica em 1998, a revolta de Dezembro de 2008 ou a salvaguarda do edifício do parlamento em 2011[ii] demonstram não só o seu caráter divisório mas principalmente o medo de que descubram quão apodrecido está o que apoiam.

Para além destes fatos, na nossa vida cotidiana enfrentamos o seu sexismo, homofobia, o poder que eles tentam exercer na mente das crianças, o seu sindicalismo burocrático, até mesmo incidentes de violência em situações intrafamiliares, quando algumx familiar próximx ou afastadx não é afiliadx ao KKE, à ala jovem KNE, ao sindicato PAME, à organização estudantil MAS, ou a qualquer outra coisa que possam possuir.

Mesmo assim, insistem em que devemos votar neles. Para nós votar significa submissão. Abstenção das urnas e todos os dias e TODAS AS NOITES nas ruas;  e tenham cuidado, estalinistas.

E em relação ao termo “cobardes” como também em relação a muitos outros termos que ocasionalmente tentam fixar ao espaço anarquista, não se preocupe, chegará o momento em que vamos jogar fora as capuchas e, nesse momento, iremos ter como garantido de que deixem de existir, tão simples como isso.

KNAT = MAT
KKE = Kabrões Kanalhas Excerebrados[iii]

Pelo Caos e pela Anarquia!
_

Notas dxs tradutorxs: [i] ‘KNAT’ é um jogo de palavras muito difundido – vem da junção da sigla da juventude do KKE, a KNE, com a sigla da polícia antidistúrbios grega, a MAT. [ii] Informação relacionada, em inglês, aqui. [iii] Tradução improvisada de um jogo de palavras com as siglas do partido no comunicado original em grego, que significa “KKE = Partido de Miseráveis Imbecis”.

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