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Da necessidade de se reencontrar: Acampamento em Bure no Verão de 2015

campNós vimos das contra-cimeiras, dos campos de Acção Climática, das aldeias No Border; das lutas em Notre-Dame-des-Landes, Vale de Susa ou Sivens; das lutas antinuclear como em Valognes, Montabot ou Bure; das lutas sociais, feministas e antiautoritárias…

Estas lutas podem ser singulares mas nós somos numerosxs, xs que transportam os mesmos ideais horizontalmente estruturados e as reflexões para combater todas as formas de domínio. Nós também encontramos solo comum em modos de viver e agir. Por vezes estas lutas cruzam-se e reforçam-se umas às outras.

A lógica capitalista desenvolve o território, devasta os nossos ambientes, procurando reduzir as nossas vidas ao trabalho e ao consumo. Confrontadxs com isto, respondemos com as ocupações, os bloqueios, a sabotagem; práticas que visam nos autonomizarmos deste mundo.

Mas constatamos que isto não é o suficiente. Porque se, por um lado, ganhamos momentos de autonomia, por outro ainda estamos a perder terreno.

De forma a reforçar e aprofundar os nossos laços devemos criar momentos de encontro, confrontar as nossas práticas de combate e modos de organização, reflectir nos pontos de discórdia que agitam os nossos meios, longe dos horários impostos pelas cimeiras e outras farsas de união nacional.

Este Verão, vamos nos encontrar num acampamento autogerido em Bure, na Meuse (1), onde estão a construir à força um centro internacional para a eliminação de resíduos radioactivos… Queremos discutir as nossas estratégias, antes de encaramos juntxs os nossos métodos de acção colectiva, para ancorar a nossa resistência tanto em Bure como noutros lugares.

Além disso, a próxima grande cimeira climática global (o COP 21), a ser realizada em Paris, em Dezembro de 2015, será uma vez focalizar a indignação habitual. Não nos iremos divertir com esta fantochada. Em vez disso, alimentar-nos-emos das trajectórias já criadas, de Chiapas a Exarchia, de Ferguson a Villiers-le-Bel .

Nada temos a ver com “a internacional” das suas cimeiras; para nós, a superação das fronteiras é, em vez disso, construída pelas conexões tecidas entre os nossos mundos.

A nossa ira não é reversível. Está a organizar-se.

Vladimir, Martine & Co*
vmc[at]riseup.net

*Em homenagem ao nosso compa que nos livrou, de modo não intencional, do Chefe Executivo da Total sediada em França (2).

Notas da tradução:

(1) Meuse é uma parte da região de Lorraine, localizada aproximadamente a 50 milhas a oeste de Nancy, no nordeste da França.

(2) Graças à queda de um avião privado sobre um limpa-neves que ele estava a conduzir, no aeroporto internacional de Vnukovo em Moscovo, Rússia. Em resposta, as autoridades russas abriram uma investigação criminal contra o motorista, Vladimir M.

Fonte: Nantes Indymedia

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