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Setúbal, Portugal: Crónica do 1º Maio

Cerca de 120 pessoas participaram na manifestação anti-autoritária e anti-capitalista, na cidade de Setúbal. Este foi o quarto ano consecutivo em que companheiros de várias tendências libertárias marcharam nas ruas de Setúbal, a fim de reivindicar o 1º de Maio e promover a luta contra o Estado/Capital.

Em 2011, os companheiros resistiram activamente à detenção de um manifestante, o que desencadeou uma ação repressiva. Bandidos fardados enlouqueceram e começaram a atirar nas pessoas, com balas de borracha, após o final da manif. Os polícias também usaram as suas armas de fogo e dispararam balas para o ar. As pessoas continuaram a resistir, mesmo após o tiroteio da polícia.

A manifestação de 2012 foi focada na demonstração de que os anarquistas não têm medo de avançar e reivindicar as suas opiniões em público, independentemente da repressão policial. Foi também a primeira vez que os nazis do PNR fizeram uma chamada para uma manifestação na cidade. É por isso que a auto-defesa era uma questão prioritária naquele ano. Os companheiros estavam prontos para a luta, bem equipados com capacetes, bastões-bandeiras e escudos improvisados, bem como muitos manifestantes chegavam de outras cidades portuguesas para participarem de demonstração, a fim de se solidarizar com o meio anarquista em Setúbal.

Este ano, as coisas eram um pouco diferentes. O espírito combativo estava definitivamente presente, mas a organização de grupos de auto-defesa estava sem dúvida em falta. Cerca de 25 companheiros levavam paus-bandeiras, de modo que não era suficiente força para defender a marcha de protesto, no caso dos polícias atacarem, ou para se ir ao ataque em primer lugar contra os porcos e os símbolos do poder.

Recorde-se que em 16 de Março 2013 Rúben Marques foi assassinado pela polícia na vizinhança da Bela Vista, em Setúbal, depois de uma perseguição de moto em violação à regulação do trânsito. Os polícias que dispararam no jovem de dezoito anos de idade com balas de borracha disem que ele não estava a usar capacete. Os confrontos eclodiram após este assassinato policial.

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