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Salsburgo, Áustria: Ataques à BIG, Hypo e ao Departamento de Finanças


Na noite de domingo para segunda-feira a BIG (Empresa imobiliária federal) foi atacada com fogo e tinta. São responsáveis pela construção da prisão em Puch.

Atacamos o Hypobank com tinta. É um símbolo da política de corrupção e especulação do ÖVP e FPÖ.
Quebrámos os vidros das janelas do Departamento de Estado das Finanças e atacámos com bombas  de mau cheiro, porque estamos a atacar o estado.

Em Salzburgo, em 16 de setembro – porque o governo austríaco está a preparar uma reunião de Cimeira da UE, alguns dias depois. para implementar práticas mais restritivas de vigilância e controle, especialmente contra migrantes.

Não nos importamos com a manifestação contra a Cimeira, onde xs participantes serão filmadxs, vigiadxs e criminalizadxs. Não jogamos pelas regras dos governantes.

em inglês l alemão

[Brasil] Mês pela Terra e contra o Capital: Autonomia, Combate, Resistência

Mês pela Terra e contra o Capital: Autonomia, Combate, Resistência

Respondendo ao chamado pelo mês pela terra e contra o capital, aconteceu, em junho na Okupa Viúva Negra em Novo Hamburgo (RS) uma atividade onde compartilhamos alguns exemplos de luta pela terra e contra o capital na região.

Os exemplos foram focados sobretudo em relatos das lutas dos povos originários cuja relação com a terra se opõe diretamente aos projetos desenvolvimentistas que buscam aniquilar qualquer outra forma de vida ou relação com a terra que não seja a da propriedade e/ou da produção.

Mencionou-se às retomadas dos Guarani Mbya que há um par de semana atrás retomaram, de forma autônoma, uma das suas terras ancestrais, conhecida como “Fazenda do Arado Velho”, situada no bairro Belém Velho, na beira do lago Guaíba, onde chegaram de barco e montaram seu acampamento. Também a retomada Guarani Mbya de Makiné que existe há um ano. Como qualquer confrontação direta com os poderosos, donos do capital, do Estado e da terra é propensa à repressão, os Guarani sofreram ameaças por parte de seguranças privados do local que estava reservado à construção de condomínios de luxo, projeto que está sendo barrado pela retomada dos Guarani! Também mencionamos o caso das retomadas autônomas Kaingang pela região do Alto Uruguai, região, hoje, cercada pelo agronegócio. Em Vicente Dutra, em uma terra retomada que aconteceu em julho de 2016, os Kaingang plantaram 4000 pés de araucárias buscando fortalecer sua autonomia.

Lembramos também da legitimidade do uso da violência, seja para defender a Terra dos exploradores, seja para atacar os inimigos e vários lutadores encontram-se hoje nas cadeias por lutar contra o agronegócio. Três Kaingang seguem presos desde 2016 em Sananduva sendo acusados pela FARSUL de incêndio e formação de quadrilha. Seja ou não uma montagem por parte dos grandes proprietários rurais ligados com a polícia, reafirmamos nossa solidariedade com os presos e perseguidos.

Além dos exemplos locais, falamos também da situação do Machi Celestino Cordova, Mapuche preso na penitenciária de Temuco (Chile) há 5 anos, cumprindo uma pena de 18 anos. Além de evidenciar a perseguição dos Mapuche, exemplo claro da continuidade do estado etnocida chileno, ressaltamos sua luta radicalmente anti-estatal como exemplo feroz de luta pela terra e contra o capital. Conscientes das diferenças históricas entre as diversas regiões da América Latina, sabemos que a luta pela terra e contra o capital se compõe de diversas expressões e estratégias inscritas contextos diferentes, e a troca de experiências só poderá nutrir ainda mais nossas lutas.

Como anarquistas, nos fraternizamos com essas lutas sem procurar que elas cumpram com nossas expectativas antiespecistas ou antipatriarcais, para dar uns exemplos. Não procuramos neles, novos “militantes” anarquistas nem queremos nos apropriar de lutas que não nos pertencem, porém manifestamos, e sempre o faremos, nossa solidariedade mais que em palavras, a quem está disposto a entregar sua vida numa luta contra a hegemonia do capital e a onipresença do estado.

A luta pela terra e contra o capital não se limita aos exemplos que mencionamos acima. As portas do ataque contra os inimigos da terra, aqui e agora, estão sempre abertas para a imaginação dos rebeldes. São infinitas as formas de lutar, desde retomadas de terra, a ocupações de Zonas a Defender, à destruição material de símbolos e expressões da devastação da terra. Enquanto tenhamos claro que a luta que levamos a cabo se fortalece na expansão da nossa solidariedade com xs que lutam contra inimigxs comuns sabendo respeitar nossas próprias diferenças, seguiremos abrindo os caminhos da luta multiforme que potencializa a destruição das relações de poder, do capital e do Estado.

Para terminar, mandamos um salve a todxs xs que, enfrentando as adversidades e as consequências de uma vida em combate, seguem dando guerra ao estado e o capital, lutando por um mundo em que a terra não seja vista nem como propriedade, nem como simples meio de produção.

Celestino Cordova na rua já!
Liberdade a Leonir Franco preso em Sananduva por lutar pela terra!
em pdf para descarregar aqui

[Espanha] Nenhum Estado nos fará livres – Contra o Nacionalismo

CONTRA O ESTADO E O CAPITAL O ÚNICO CAMINHO É A LUTA – A LUTA ESTÁ NAS RUAS – NEM NAÇÕES NEM FRONTEIRAS (A)

Cartazes, panfleto e volantes contra o nacionalismo – em todas as suas expressões – foram distribuídos por todo o Estado espanhol, a partir de 18 de Outubro de 2017. Na cidade de Madrid ficaram disponíveis, a maior parte deles, no Local Anarquista Motín.

No panfleto distribuído podia ler-se:

NENHUM ESTADO NOS FARÁ LIVRES

Nenhum Estado, espanhol ou catalão, nos dará qualquer tipo de liberdade. Isto porque a razão de ser de qualquer Estado é submeter xs exploradxs e garantir os privilégios das classes dirigentes. O Estado regulamenta a exploração mediante a Lei e assegura que xs oprimidxs nunca se levantarão contra uma ordem que os explora, humilha, expulsa, entristece, rouba e assassina, por todo o planeta.

Nenhuma polícia, Mossos, Guarda Civil ou Nacional nos protegerá. Pelo contrário, são a força de choque do Estado que protege a propriedade privada e que se encarrega de reprimir e perseguir todxs aquelxs que não se ajoelham e decidem lutar contra o seu podre mundo. Não há uma boa polícia ou má polícia, todos os corpos repressivos obedecem a uma lógica muito específica: manter a ordem. Não esqueçamos o desempenho de qualquer das forças policiais em greves gerais, manifestações, invasões em bairros, controlos racistas, vigilância de prisões, despejos e desokupações, e inclusive como força de ocupação estrangeira (lembre-se do número de corpos repressivos implantados em missões internacionais). Obedecem e servem aos seus mestres.

A Democracia, as instituições parlamentares e xs políticxs não cuidam dos nossos interesses mas, apenas, dos seus próprios interesses. Ninguém, para além de nós próprixs deveria velar pelos nossos interesses. Escolher xs nossxs amos, votar, submeter-nos a maiorias e / ou minorias, atuar nos quadros democráticos …torna-nos cúmplices da nossa própria dominação e instaura em nós o espírito de delegação em profissionais. Colocamos as nossas vidas nas suas mãos. Confiar em políticxs que só procuram (como todxs elxs, aliás) rentabilizar as nossas lutas e sentimentos – enquanto nos submetem ou aspiram a submeter-nos – faz com que nos convertamos numa massa servil disposta a se mobilizar ou desmobilizar, segundo os seus interesses eleitorais e lutas pelo poder.

Nenhum nacionalismo ou bandeira deveriam nos representar. Como oprimidxs e exploradxs, deveríamos entender que temos mais em comum com qualquer outrx exploradx ou oprimidx do que com um empresário ou político nascido no mesmo lugar que nós. Nacionalismo e patriotismo são ferramentas do Poder com as quais se infectam e manipulam os oprimidos, fazendo-os dançar ao ritmo dos opressores para se vincularem com os inimigos da nossa classe e seus projetos e necessidades, em constante mudança. O carinho à terra em que vivemos ou à nossa língua são-nos arrebatados para justificar a criação de novos estados. Impedindo, assim, que a cultura seja algo vivo, em constante evolução e livre desenvolvimento entre indivíduos e comunidade. O Estado é a morte de todo o desenvolvimento livre, construindo fronteiras e semeando as sementes do racismo e da xenofobia.

Sob o capitalismo, Estado ou qualquer forma de autoridade nunca seremos livres. Construamos um mundo novo sobre as ruínas da sociedade autoritária e estatal. Construamos e lutemos pela anarquia, como combate constante contra toda a forma de opressão e exploração, em solidariedade e apoio mútuo com xs nossxs iguais, venham donde venham.

NEM NAÇÕES NEM FRONTEIRAS!

em espanhol via ContraMadriz

Espanha: Ataques simultâneos em solidariedade com xs represaliadxs após o G20


Estive em Hamburgo e recordei-me de ti.

Quando arderam as tuas sucursais.

Quando estalaram as suas montras.

Quando se formaram as barricadas.

Quando tomámos a cidade.

Todavia, ainda me recordei de ti quando regressamos aos restos das nossas cidades inertes e cinzentas, onde reinas, porque estás por todo o lado. Recordamos-nos de tudo o que te poderíamos fazer a qualquer momento e em qualquer lugar, enquanto Hamburgo ardia.

Do mesmo modo, recordamos-nos de todo o sofrimento e raiva que geras. Do modo como atinges a quem te afronta. Nunca mais nos vamos esquecer das pessoas que são espancadas pela vossa bófia, que vivem encerradas numa cela ou que morrem por escolher o caminho do confronto. E é em seu nome que tomou forma esta ação.

Na noite de 4 para 5 de Outubro, foram atacadas com martelos as caixas ATM de dezenas de sucursais bancárias em diversos locais de Madrid: Lavapiés, Bilbao-Alonso Martínez, Tetuán-Castellana, Carabanchel, Vallekas, Coslada, Barrio del Pilar e La Elipa. Deixaram-se lá autocolantes a dizer: “Em Madrid como em Hamburgo. Que se espalhe a revolta”, “Solidariedade ativa com as 388 pessoas detidas e as 32 presas após a Cimeira do G20 em Hamburgo”, “Morte ao Capitalismo e morte à polícia. Depois do G20, a luta continua”.

Porque centenas de pessoas foram brutalmente feridas e detidas nos dias da Cimeira, porque 32 delas ainda continuam na prisão, porque ainda há menos de um mês sofreram um assalto policial em Hamburgo. Porque queremos acabar com o Capitalismo, com as suas empresas e bancos, com as suas cimeiras financeiras, carros oficiais, banquetes, escoltas. Com tudo o que nos escraviza e destrói. Em Hamburgo, em Madrid e em toda a parte.

Viva a Anarquia.

em espanhol

[Cartaz] Por uma mobilização anárquica contra as drogas e seus facilitadores

O cartaz seguinte foi realizado com dois propósitos: por um lado pretende-se ampliar uma crítica anti-autoritária de modo a agir-se em conformidade, por outro lado deseja-se provocar tensão contra quem venda e facilite o uso de estupefacientes, tanto legais como ilegais – já que consideramos ser necessário o aprofundamento tanto de críticas como de auto-críticas contra o uso e a compra de drogas, dentro dos meios anárquicos.
O seu objectivo não é evitar a conflitualidade contra o poder e respectivos aparelhos de vigilância, antes sim reconhecer – como fazendo parte dele – todas as personalidades que geram ganância ao capital, por meio da venda destas substâncias sejam elas legais ou ilegais; alguns de nós consideram que tanto a luta a travar contra o narcotráfico como a luta insurrecional anárquica se fundem – já que é o próprio Estado a facilitar a mobilidade dessas substâncias.

Insurreição Anárquica contra as drogas do capital e do Estado!

Morte a toda a autoridade e aos seus polícias drogados!

No cartaz pode ler-se:

CONTRA O CAPITAL, ESTADO, DROGAS, NARCOTRÁFICO E TODA A AUTORIDADE

As drogas legais e ilegais têm sido sucessivamente empregues como método de desmantelamento da ação direta contra o poder – e seus aparelhos repressivos e de vigilância – a nível internacional. Tal aconteceu com a Frente da Libertação da Terra, os Panteras Negras e alguns grupos de ação direta nos anos 60 nos EUA.  Tal como o que afetou a maioria do movimento anárquico e anarcopunk no México. Ou seja, a facilidade em obter estupefacientes em lugares supostamente okupados ou libertados, e a abundância daqueles, converteu em fósseis alguns indivíduos – sendo apenas os patches e a música que ouvem o que os diferencia do cidadão drogado vulgar. É pois por este e outros motivos ainda que se insta à reflexão e ao auto-questionamento da função das drogas nos meios anti-autoritários – para que a crítica não se limite a considerarem-na uma absurda tendência de modas – e que incentive à ação contra quem as produza, venda ou facilite.

A partir do México, Chile e da Grécia, insurreição anárquica contra as drogas do capital e do estado

em espanhol

Santiago, Chile: Reivindicação de ataque incendiário contra o SAG e a DGAC

Na noite de 30 de Junho – no âmbito do mês de agitação anárquica pela libertação da terra – decidimos organizar a nossa raiva e levar a cabo um ataque incendiário ao Serviço Agrícola Pecuário e à Direcção Geral de Aeronáutica Civil.

As motivações para levar a cabo esta ação directa são muitas e variadas; em primeiro lugar procuramos combatera modo de actuar especicista do SAG  –  já que propõe uma suposta salvação e preservação da natureza através da cdestrutiva intervenção da praga humana, pensando que esta espécie maldita tem autoridade para decidir como vive um animal, onde vive e por quanto tempo ele vive…nunca fomos nem seremos salvadores da terra, pelo contrário, hoje em dia somos os seus maiores destruidores. Para evitar este fatal destino existem dois caminhos – ou nos eliminamos como espécie ou fazemos o esforço de voltar às nossas origens, essas mesmas que temos esquecido graças ao falso progresso do capitalismo e do antropocentrismo.

Outro motivo para a nossa ação é a morte recente dos weichafes [lutadores mapuche] Patricio Gonzáles e Luis Marileo, que morreram a lutar em nome da terra, essa mesma que nos dá a vida e que nós apunhalamos pelas costas. Com esta ação queremos afirmar que o espírito guerreiro destes dois combatentes está mais presente que nunca, tanto nas lamas empapadas de raiva, amor e rebeldia que calcinam o sujo cimento como na natureza viva e indomável que resiste firmemente frente às garras do sujo capitalismo – para o qual a natureza não é mais do que um recurso.

A terceira motivação prende-se com o facto de nos encontrarmos nas vésperas do início de um novo processo de eleições – para de novo ser entregue de bandeja a nossa autonomia e a deixarmos sucumbir às decisões de um ser humano investido com o mito da autoridade – e não acreditamos na democracia, pois não existe um ser capaz de representar outro, não acreditamos nem nas eleições, nem em partidos nem na suja política, nem tampouco nos partidos políticos que tanto têm êxito entre os cidadãos – já que não se procura um melhor futuro para o mundo mas replicar atitudes que não fazem outra coisa  que fortalecer o pior cataclismo que a humanidade já viveu, o capital. Perante isto apelamos a NÃO SE VOTAR, mas sim a se organizar e a se fortalecer os laços de solidariedade e de afinidade, já que  relacionarmos-nos de forma horizontal e pelo simples desejo de o fazer é como uma comunidade surge.

EXIGIMOS A COMPLETA PARALIZAÇÃO DOS DIVERSOS PROJETOS QUE COMPÕEM A IIRSA JÁ QUE ESTES NADA MAIS FAZEM DO QUE CONTINUAR A ASSASSINAR A JÁ MUITO FERIDA NATUREZA, PARA ALÉM DE SE CONTINUAR A EXPANDIR O NOJENTO IMPERIALISMO

EXIGIMOS A LIBERDADE IMEDIATA DXS PRESXS POLÍTICXS MAPUCHES QUE COM FORÇA E CORAGEM LEVANTARAM UMA GREVE DE FOME, ALÉM DA LIBERDADE DE TODXS XS PRESXS EM COMBATE, JÁ QUE ENFRENTAR DE FORMA SUBVERSIVA ESTE SISTEMA NÃO É TERRORISMO, APENAS SOBREVIVÊNCIA

A todo o ser que leia este texto, fazemos uma chamada para que enfrente de forma direta os abusos e injustiças próprias do sistema neoliberal e do poder, esperando que esta pequena ação seja como una chispa que incendeie as mentes e os corações de todxs xs animais que acreditam na liberdade e num mundo novo.

LUIS MARILEO E PATRICIO GONZALES, SEMPRE PRESENTES EM TODA A AÇÃO COMBATIVA!

PELA LIBERTAÇÃO TOTAL DA TERRA, LEVANTAMOS-NOS EM PÉ DE GUERRA!

NESTE CONTEXTO A ÚNICA SAÍDA É LUTAR, NÃO TE SERVE DE NADA IR VOTAR!

ABAIXO TODAS AS JAULAS DESTA SOCIEDADE!

Kiev, Ucrânia: Carro de luxo incendiado pelo grupo anarquista “Vingança de Marusya Nikiforova” – FAI

Às 2 da manhã [16 de Julho de 2017] anarquistas incendiaram um luxuoso Range Rover Evoque de 3 portas da Land Rover. O carro estava no parque de estacionamento privado de um edifício residencial de 9 andares, na rua Olevskaya, nº 3 – B, na zona de Novobylici na cidade de Kiev. Como resultado da ignição o carro ficou completamente calcinado.

Assumimos a responsabilidade pelo fogo posto num carro caro nos arredores da cidade. Esta ação foi planeada e levada a cabo pois desprezamos esta próspera merda.
Percorrendo o distrito na área de Novobelichi encontra-se muitos sem abrigo e gente pobre, vivendo em prédios altos, degradados e que são baratos.  Os seus ganhos mensais ou pensões dão somente para se alimentarem e comprar as coisas básicas de sobrevivência. Com esses parcos rendimentos seria impossível economizar para comprar um carro de 10 mil dólares, ainda menos de forem 30 mil ou mais.

Mas, entre esta pobreza em massa distingue-se claramente a classe dos cidadãos indinheirados. Eles têm boas casas, rendimentos alto e chiques carros ligeiros de 3 portas. Para eles é nojento apanhar o metro e os autocarros da cidade colapsada não lhes são familiares. Orgulham-se da ostentação da riqueza e da sua suposta superioridade social. Não querem saber como vivem os seus vizinhos. Pensam que é a ordem natural das coisas e que sempre deveria ser assim.

Bem … Nós, por sua vez, também não nos preocupamos com essas pessoas ricas. Vamos queimar-lhes os bens e, se possível, expropriá-los. Não têm nada humano e entendemos isso perfeitamente.

A revolução em 2014 não trouxe mudanças fundamentais. Hoje, o presidente do país é o “oligarca do chocolate” Poroshenko. Trata-se do último bastardo demagógico, tal como o foi o Yanukovych derrubado. As autoridades ainda utilizam estratagemas para enganar as pessoas, ligando os problemas da guerra com os separatistas. E, ao mesmo tempo, em algumas áreas da capital há meses que não há água quente. Claro que este modo de vida não é familiar ao presidente tal como aos ministros e deputados.

Os/as anarquistas têm muito trabalho a fazer. À nossa frente, esperando-nos, uma luta perigosa e intransigente. Portanto: obter armas, resistir. O revolução social surgirá!

Aproveitando a oportunidade, expressamos calorosas palavras de solidariedade com xs companheirxs que recentemente incendiaram uma concessionária Porsche, em Hamburgo, queimaram uma carrinha diplomática e, no geral, tentaram pôr de pé o inferno durante a Cimeira do G20.

[Também algumas palavras sobre esse fogo posto]

O guarda do estacionamento acabou por se revelar uma pessoa comum. Em vez de ter dado um vigilância vigilante aos carros caros de cidadãos corruptos, tomou uma posição horizontal, ligou o laptop – simplesmente descansou.

O nosso louvor a tais guardas.

Para enviar este carro para o inferno, precisávamos apenas de 1,5 litros de uma mistura combustível (napalm). Foi despejado entre a tampa do motor e o pára-brisa. A mistura foi incendiada com um rifle de caça”.

No site oficial do “Serviço de Estado da Ucrânia para Emergências de situações em Kiev ” está escrito que a chamada chegou às 2:01, mas o fogo só se apagou às 2:50.

Grupo anarquista “A vingança de Marusya Nikiforova” / FAI

N.T. Marusya Nikiforova é o nome popular de Maria Nikiforova (1885–1919) – Guerrilheira anarquista ucraniana (Exército Insurrecional Revolucionário da Ucrânia).

Letra da canção no vídeo:

Tudo o que explode, tudo o que queima,
Para nós no nosso caso vai ajudar.
Há tantas boas razões,
O mundo dos ricos para perturbar.

Um, mundo dividido em classes é impossível!
Dois, mundo dividido em classes!
Três, mundo dividido em classes!

Tudo o que roubaram de nós
não é possível recuperar sem luta.
Este é um dos motivos sérios,
Bater na burguesia!

via insurrectionnews

[Brasil] Conheça seus inimigxs: Contra a Monsanto e tudo o que a faz possível

Rio Grande do Sul, 8 de Julho de 2017

O agro-negócio implica todos os processos que englobam a produção, processamento e comercialização de bens de origem agrícola e pecuário. É uma indústria que vai da produção de matéria prima até aos produtos manufacturados na gôndola do supermercado, englobando também os diferentes processos de transporte e distribuição assim como o referente ao pessoal associado à produção e às instituições públicas e privadas encarregadas de fomentar este processo.

Em nosso território (Rio Grande do Sul) é talvez o negócio mais importante e empresas como AGROESTE e AGROCERES estão na lista das principais empresas exportadoras. E neste entorno é onde capitaneiam empresas e holdings transnacionais como MONSANTO ¹, NIDERA², SYNGENTA³, CARGILL4  e  BAYER 5 . Entretanto sua presença aqui não seria possível sem o serviço de fatores locais como AGROESTE 6 , AGROCERES 7 , MONSOY 8 , DEKALB 9 ,   ROUNDUP 10  e  SEMINIS 11 entre outros que importam armazenam e distribuem seus produtos em todo o território. Empresas de maquinaria industrial como JOHN DEERE 12 , MARISPAN 13 e LS TRACTOR14 também se encarregam de importar maquinaria  – pulverizadores ou fertilizadores  – fundamentais para estes processos. Estes burgueses do campo – latifundiários donos de milhares de hectares, que plantam com monocultivos contaminantes – se reúnem em instituições para defender seus interesses como a FARSUL15 e FEPAGRO 16.

Uma vez mais, toda a devastação e extração realizada não seria possível se não fosse pela já habitual cumplicidade do estado através da FRENTE PARLAMENTAR DA AGROPECUÁRIA 17 e do MINISTÉRIO do DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO 18:

1- Rua Padre Chagas, 415, sala 302,304, Porto Alegre – RS; 
2- Rua Dona Laura, 320, Rio Branco, Porto Alegre –RS;
3- Rua Ernesto da Fontoura,1479,São Geraldo, Porto Alegre-RS; 
4- Rua dos Andradas,1121, Edifício Rua da Praia, Centro, Porto Alegre-RS;
5- Avenida São Pedro,1605, São Geraldo, Porto Alegre-RS; 
6- Rua Jorge Malchow , 421, Piratini, Panambi-RS;
7- Tritec (Lajeado), Rodovia BR386, km 344, 3500, Lajeado-RS;
8- Avenida das Nações Unidas, 1291, Torre Norte,  7° andar, São Paulo-SP;
9- Rua Paulo J. Schlabitz, 130, Montanha, Lajeado-RS;
10- Rua Marquês de Olinda, 89, Três Vendas, Pelotas-RS;
11-  Agropiá, Rua Frederico Michaelsen, 129, Centro, Nova Petróplis-RS;
12- Plantare, Est Mauricio Cardoso, 3425, Bairro Olaria, Montenegro-RS;
13- Reis Tratores, Est Mauricio Cardoso, 2303, Bairro Olaria, Montenegro-RS;
14- Rua Vereador Klaus Lennertz, 2130, Palmital, Garuva-SC;
15- Praça Prof. Saint Pastous, 125, Cidade Baixa, Porto Alegre-RS;
16- Rua Gonçalves Dias, 570, Bairro Menino Deus, Porto Alegre-RS;
17- SHIS QL10 Conjunto 8, Casa 6, Lago Azul, Brasilia-DF; 18- Avenida Loureiro da Silva, 515, sala 312, Centro Porto Alegre-RS;
“PRATICAR A DISSIDÊNCIA E A RAIVA ATRAVÉS DA AÇÃO DIRETA INSURRECIONAL. É FÁCIL, DIVERTIDO, PERTINENTE E NECESSÁRIO.“

Em pdf,  clica aqui

em alemão

Hamburgo: Atentado incendiário à frota de veículos da “Deutsche See”

A respeito do atentado incendiário realizado – a 28 de Abril de 2017 – no parque de estacionamento da frota da “Deutsche See”, em Hamburgo.

– Atacar o G20 significa atacar também quem beneficia da destruição da fauna marítima a nível mundial

– Em Hamburgo diz-se “Tschüß zur Deutschen See” [Tchau ao Mar Alemão]

“O nosso peixe é incluído no welcome to Europe, mas nós…tchh, é preferível ficarmos ao largo”
(declaração de um pescador senegalês)

Já nos anos 80 a Europa apostava na pescaria dos fundos marítimos dos mares do Sul, as fábricas flutuantes de pescado pouco ou nada deixavam aos pescadores locais. Nas costas da África Oriental, por exemplo na Somália, muitos dos pescadores deixados sem peixe pelas frotas europeias mudaram de trabalho e tornaram-se piratas.

Em 2012, um quarto da pesca europeia foi capturada em águas internacionais mas nos territórios de países da África Ocidental – como a Guiné, Mauritânia e Senegal – após o governo senegalês retirar temporariamente as licenças aos arrastões da UE mudaram o seu pavilhão ou criaram joint ventures [empreendimentos conjuntos]. Um grande número de refugiadxs do Senegal trabalham agora nas plantações em Almería (Espanha), na colheita tomates – para supermercados nos quais está disponível, nos seus congeladores, peixe vindo do seu mar.

Várias centenas de milhões de pessoas dependem do peixe como alimento. O estudo do WWF “Sobrepesca e desnutrição” é o prognóstico de que num futuro próximo cerca de um milhão de pessoas – no Senegal e Indonésia – não poderão contar com o peixe como alimento de base.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas, apenas 13% do montante global de peixe é grande o suficiente para ser capaz de até mesmo se regenerar. A causa da estagnação dos lucros da pesca marítima não se devem às restrições mais severas dos anos 90 mas sim ao esvaziamento dos oceanos.

A aquicultura convencional difere pouco da reprodução de animais intensiva, como por exemplo o praticado na produção de fábrica de aves. As colónias intensivas de produção de camarão – veja-se o caso da costas da Tailândia ou do Vietnam – destruíram os habitats em áreas ribeirinhas de florestas de mangue.

A Deutsche See, com sede central na Bremerhafen, é a líder nacional da indústria do processamento de pescado. Apenas 20% do peixe consumido na Alemanha provém do Mar do Norte ou do Báltico. Quanto ao restante peixe esse é levado pela empresa doutros mares do mundo; a Bremerhafen gere a “indústria de pescado mais moderna” da Europa. 60.000 toneladas de peixes são “processadas” anualmente, com um volume de negócios de 400 milhões de euros. O peixe custa caro. Os índices – como o do Oslo Sefood Index – apresentam um novo record. De 20 locais, os caminhões frigorífico Bremerhafen são enviados até à Baviera, de modo a satisfazer o desejo ilimitado dos alemães por peixe fresco.

Em Hamburgo, a poucos metros do “Deutsche See”, situa-se o restaurante do porto de pesca onde os ministros das Relações Exteriores da Rússia e norte-americanos jantaram, durante a cimeira da OSCE – na cimeira do G20 servirão aqui os delegados.

– Escarrar na sopa de peixe do G20
– nenhum muro à volta da Europa, refugees welcome

Fonte: Linksunten

em italiano

[lembrete] Dias de ação internacional contra o G20, Hamburgo 2017

Dias de ação internacional contra o G20, Hamburgo 2017

Bem-vindxs ao inferno
Resistência ao vivo – Junte-se ao bloco negro
06 de Julho * manif anticapitalista
07 de Julho * bloqueios § ação de ancoragem –
08 de Julho * manif massiva
https: // g20tohell.blackblogs.org

Manifestação anti-capitalista internacional contra a Cimeira dos G20

G20: Bem vindos ao inferno

Quinta-feira, 6 de Julho de 2017, às 16:00,
Mercado do Peixe do bairro St. Pauli, Hamburgo

Quando os chefes de governo dos 20 países mais poderosos do mundo chegarem no dia 6 de Julho – com os meios de comunicação mundiais reunidos à espera de notícias da zona de crise, à volta dos salões de exposições de Hamburgo – já estaremos nas ruas.

Estamos a mobilizar-nos internacionalmente para que se transforme Hamburgo num local e ponto de exclamação da resistência contra as antigas e novas autoridades do capitalismo.

Uma manifestação na véspera da Cimeira do G20 expressará protesto e resistência, crítica radical e prática contra o patriarcal e capitalista estado das coisas. Estamos a resistir à prioridade discursiva das recepções e das conversas informais durante os dias a seguir.

O G20 está a criar um estado de emergência temporário e reverso político disso apoia cada uma das coisas contra as quais estamos a lutar. A polícia e os militares estão presentes nos telhados de Hamburgo durante a Cimeira e encontram-se a perpetuar regimes capitalistas, em todo o mundo. Tanto os modelos capitalistas neoliberais como os ditos proteccionistas fazem parte, similarmente, da exploração global, da compartimentação e empobrecimento.

Se essa violência cínica vai ser óbvia ou, pelo contrário, superada por grandes recepções e belas fotos também isso estará em jogo durante os dias quentes de Hamburgo.

Estamos a opor-nos à Cimeira, bem como a qualquer esforço para incluir a crítica política e resistência como uma parte da instrumentalização da Cimeira enquanto instituição democrática. Cimeiras como o G20 e instituições como o FMI, a OMC ou o Banco Mundial serem instrumentos de paz, direitos humanos ou de políticas climáticas é uma das grandes mentiras e ilusões dos poderes, sejam quais forem.

Quando as peças da política global estiverem selecionadas, após a Cimeira de 9 de Julho, o capitalismo e a exploração ainda existirão. No fim do dia serão as declarações finais e resumos voltados para o sucesso dos corpos políticos reunidos e público. Crises e guerras fazem parte do sistema capitalista, da mesma forma o protesto e escândalos são parte da orquestração da Cimeira. Cabe-nos abrir uma nova página e novas perspectivas de resistência.

O triunfo aparentemente incontestável do capitalismo deixou um rastro de devastação. A guerra é predominante não só como conflito militar mas também nas mentes de mais e mais pessoas. Uma multidão racista está a se mobilizar na Alemanha, em toda a Europa e em todo o mundo. Ideias raciais e nacionalistas estão a ser aceitáveis novamente. Entre outros, populistas de direita e os fascistas conseguiram uma viragem do discurso da sociedade para a direita.

Estão a ser feitos apelos a Estados fortes e fronteiras fechadas, com mais e mais força. Guerras por procuração para esferas de interesses – instrumentos de ordem mundial criados no século anterior e naquele antes disso – aparecem mais do que nunca com vista a serem meios legítimos para atingir fins políticos. Estamos num momento de crescente nacionalismo e ódio voltado para as minorias. Pogroms contra refugiados e outros grupos populacionais além da maioria. Ataques contra homossexuais e pessoas trans * ou inter * assim como a significância do fanatismo, tal como a da persuasão, estão a aumentar dramaticamente.

Migração e deslocações serão pontos focais da Cimeira e dos protestos também. Não se trata da liberdade de movimento para todos, nem mesmo corredores de deslocações seguros para evitar a morte em massa no Mediterrâneo a serem estabelecidos. Em vez disso, são as fronteiras e o fluxo de bens que estão a ser salvaguardados. Cinismo e promoções duvidosas prevalecem, enquanto a Cimeira está a tomar o seu curso.

A lógica do valor capitalista deverá expandir-se para os últimos recursos nas metrópoles, bem como na periferia das regiões rurais. No entanto, a penetração capitalista mundial também está a conectar o terreno da resistência. Por exemplo, a resistência contra projetos de mineração na Columbia está ligada a lutas político-urbanas contra a estação de moagem de carvão Moorburg, no porto de Hamburgo, que utiliza o carvão columbiano como recurso.

A devastação e a migração devido ao aquecimento global estão diretamente relacionadas à luta pelo direito de permanecer. As conexões de interesses de exploração capitalistas podem ser demonstradas, criticadas e confrontadas politicamente. A resistência ao G20 deve focar-se nessas interdependências à escala local e global e desenvolver relações mútuas e práticas de resistência.

Resistência em massa variável e imprevisível vai interromper os procedimentos tranquilos do desenrolar da Cimeira. Muitas pessoas vão se levantar contra esta encenação do poder – politicamente e na prática. Ao contrário da oposição civil, não vamos sugerir alternativas para manter o sistema capitalista vivo. Opor-nos-emos à opressão, exploração e exclusão de forma coletiva e com solidariedade.

Auto-organize-se, seja criativo e contribua vociferantemente, com raiva e poderosamente para a manifestação internacional anti-capitalista de 6 de Julho. Deixe essa manifestação ser uma primeira expressão de nossa resistência e do nosso antagonismo inconciliável às condições prevalecentes e ao espetáculo da Cimeira.

Em frente com a revolução social!

Começaremos no dia 6 de Julho, às 16:00, com uma ótima reunião de abertura. Contribuições culturais, musicais e políticas serão realizadas. A partir das 19:00 a manifestação aproximar-se-á da zona vermelha e a concentração final será levada a um lançamento de pedras da localização da Cimeira, nas salas de exposições.

Não deixe o capitalismo deitá-lo abaixo – Resistência ao vivo!

Aliança autónoma e anticapitalista “G20 – bem vindo ao inferno!”

Quinta-feira, 6 de Julho de 2017, 16:00,  Mercado do peixe do bairro de St. Pauli, Hamburgo

em inglês

Brasil: Bombas de tinta no Tribunal de Justiça de Porto Alegre

Recebido a 15 de Junho de 2017

Bombas de tinta no Tribunal de Justiça de Porto Alegre pela sentença a 11 anos de prisão do Rafael Braga, único preso pelos protestos de 2013.Expandir o conflito é desbordar qualquer margem que ameace nos conter. Espalhar o conflito é enxergar o instinto anárquico de indocilidade e poder agir com ele, solidarizar por ele. No sábado de 6 de maio, poucos dias depois de que ficamos sabendo da absurda sentença, quando a noite caía, caminhamos em direção do Tribunal de Justiça de Porto Alegre e atiramos contra ele bombas de tinta.

No domingo pela manhã já tinham contratado alguém para fazer a faxina do lugar deixando ainda rastros do fato. Uma semana depois, no sábado de 13 de maio, fomos ate lá com a mesma vontade e decoramos a fachada de novo.

Pouco importa se é simbólico, se só uns quantos estavam trabalhando (de luzes ligadas) aquelas noites e tomaram um susto ao ouvir vidros se quebrando na porta. O que importa é que sua normalidade seja quebrada, que seus dias e suas noites não sejam calmas… que suas sentenças e trabalhos que roubam a vida do Rafael e outros como ele, não fiquem como a ordem normal da sociedade que faz séculos domina uns pelo progresso de outros poucos. Que a normalidade de uma sociedade baseada na opressão, racismo e o encerro seja quebrada. O que importa é que não se perda a decisão em ação de revidar e atacar o que nos ataca.

Porquê o Rafael?

Rafael Braga Vieira, catador de lixo e morador de rua, foi detido em 21 de junho de 2013 no contexto dos protestos históricos contra o aumento da passagem no Brasil. Acusação: porte de artefato incendiário ou explosivo. O que ele tinha nas mãos eram duas garrafas de plástico, uma de água sanitária e uma de pinho sol.

Várias pessoas foram detidas ao longo de 2013 por ter participado nesse mesmos protestos, e foram liberadas um tempo depois, alguns com uma vergonhosa atitude delatora (esperar o que num lugar onde a delação é premiada). Mas Rafael Braga não, ele não foi liberado. Ele foi sentenciado e condenado a 5 anos de seqüestro nas gaiolas do estado/capital-civilizador. A mensagem: A favela não pode protestar. Tudo bem com estudantes, ativistas, e militantes da esquerda, e sobretudo brancos, eles podem e até vão esperar em  casa seu “devido” processo, mas os negros, pobres e favelados atacar o sistema … não! E isso que Rafael apenas estava onde vivia, nas ruas.

Faz anos que existe uma agitação anárquica pelo Rafael. Desde reuniões, almoços, atividades, feiras, um chamado internacional pelo Rafael em novembro de 2016 e outro em junho de 2017, até ataques contra partes do sistema carcerário: Queimaram caixas eletrônicos do Banco Santander em dezembro de 2013 sinalizando a solidariedade com Rafael Braga, em maio de 2014, os vândalos selvagens antiautoritários solidarizam também com ele, queimando o tribunal militar da união e viaturas da PM, e em setembro do 2016 alguns amigxs da revolta deixaram um artefato incendiário embaixo de uma viatura mandando um abraço ao Rafael.

Esta agitação mostra que para alem das “ideologias”, uma pessoa que cai nas gaiolas do inimigo e se mantém digna, não será esquecida, não ficará só, porque os laços construídos na luta, são firmes ainda quando trata-se de alguém que recebe os castigos como efeito colateral de nossas ações por ser parte dos reprimidos de sempre: negros pobres e favelados. daqueles que não tem cidadania nem direitos.

Pequena alegria sentimos ao saber de sua liberdade vigiada em 2015, mas, pouco duraria. Em janeiro de 2016 ele foi detido novamente, esta vez por tráfico de entorpecentes, unicamente com inimigos como testemunhas: “Neste sentido são valiosas as declarações prestadas pelos policiais militares Pablo Vinicius Cabral e Victor Hugo Lago, em seus respectivos depoimentos às fls. 195 e 220, que diligenciaram a prisão do réu RAFAEL BRAGA, declarações estas que foram corroboradas pelos testemunhos de seus colegas de farda Farley Alves de Figueiredo (fl. 247) e Fernando de Souza Pimentel (fl. 248).” Estrato da sentença contra Rafael Braga.

A mensagem de novo foi clara: ‘quanto mais vocês se mobilizarem para defender essas pessoas, mais dura será a nossa resposta’.

Com uma mão terna e a outra armada

Com uma mão terna, a solidariedade é um torrente de ações que procuram fazer a vida do seqüestrado menos dura na cadeia, são atos certeiros que quebram o isolamento mandando cartas, livros, comida, apoiando economicamente a ele e a sua família que se vê obrigada a ter que lidar com advogados, processos, as vezes até viagens para visitar alguém.

Mas, fazer menos pesada a cárcere não resolve nem questiona esta sociedade carcerária. Aqui não existe um só juiz, advogado ou agente penitenciário que não tenha sido parte do seqüestro de algum pobre, negro, favelado.  Não existe um só jornal que não nos ensine que isto é “normal” em todos eles a negritude e a pobreza são transmitidas como criminais. Então, aqui não existe negociação possível. Declaram-nos a guerra.  Policiais, leis e cárceres são parte da engrenagem da dominação. Desde o capitão do mato até o sistema judicial a opressão só tem mudado de nomes.

A civilização dominadora, berço do estado, o capitalismo e a moral dos que governam, chama a gritos um ataque, provoca, cuspe no rosto e esmaga no chão se caírmos, nos demandando reagir.

Por isso a nossa mão armada, a do confronto, do agito, do revide. Porque cada ataque contra eles está justificado por séculos de dominação, exploração e extermínio. Porque cada ato vandálico está justificado pela ostentação da mercadoria e da cultura dominante, aquela velha civilizada, bem penteada, ultra legalizada e moralista cultura do domínio que marginaliza a quem não é serviçal, que mata ou seqüestra a aqueles que não lambem a mão do patrão.

Porque a solidariedade é uma arma de combate que não só ajuda ao companheiro, mas responde a quem nele bate.

Para mandar a merda ao juiz seqüestrador: Ricardo Coronha Pinheiro

Mandando algo:

Ricardo Coronha Pinheiro
Tribunal de Justiça- Comarca da Capital
Cartório da 39ª Vara Criminal
Av. Erasmo Braga, 115 L II sala 812CEP: 20020- 903
Centro – Rio de Janeiro – RJ

Mandando um email:

cap39vcri@tjrj.jus.br
assessoriadeimprensa@tjrj.jus.br

Fazendo ligação ou mandando fax:
(0xx21) 3133-2000

Para doar qualquer valor à Família de Rafael Braga
-banco Caixa Econômica Federal
Agencia 4064
Conta Poupança 21304-9
Operação 013
Nome: Adiara de Oliveira Braga (mãe do Rafael)
CPF:  148 955  027  59

Pela Solidariedade combativa
Pelo Rafael
A cada ataque um contra-ataque!

[Poesia armada] O Poder do Chulé

De Profundis Profanum

Que ardam nas profundezas.
Que se façam banir na revolta:

Os Salvadores das Pátrias,
Os Sebastiões do Nevoeiro,
Os Sacripamtas da Treta,
As Fátimas da Miséria dos Pequeninos,
Os Futebóis do Chulé,
As Touradas da Inquisição,
Os Vampiros da Banca,
Os Pântanos do Poder.

O Salvador da Pátria,
nos pântanos do Poder,
D. Sebastião enevoado
Sacripantas do Chulé.

O Sebastião Conquistador,
Do Império Colonial,
De Nevoeiro e Vampiros,
à Miséria da Inquisição.

Sacripamtas da Treta,
Futebóis e Touradas,
Pela miséria da Banca,
Vampiros dos Pântanos.

Das Fátimas do Poder,
à Banca da Treta,
Inquisição de Vampiros,
Pântanos do Nevoeiro.

O Chulé do D.Sebastião
A Treta do Futebol,
A Inquisição dos Pântanos,
A Banca das Touradas.

O Poder do Nevoeiro,
A Treta das Pátrias,
A Pequenez da Miséria,
A Banca dos Vampiros.

A Banca dos Impérios,
O Pântano dos Salvadores,
A Pátria dos Pequeninos,
O Poder do Chulé!

Leipzig, Alemanha: O custo incendiário não é o fim do mundo e as pedras são mesmo grátis!

5 e 16 Março de 2017

Na noite de 4/5 de Março tínhamos incendiado duas escavadoras que deveriam ter construído um parque de estacionamento num antigo parque, na via Karl-Heine. Na noite de 16/17 de Março causamos um fogo de maiores dimensões num edifício para escritórios em construção, no porto de Lindau.

Temos ouvido muitas vezes que a gentrificação é um processo complicado praticamente fora do nosso alcance. Não entendemos isso como razão que ficar de fora – se houver – não importa o que fazemos de qualquer maneira – então fazemos o que nos trará maior diversão: a destruição de propriedade das pessoas que querem fazer uma fortuna com a valorização do bairro.

O capital tem sido verdadeiramente selvagem a gerir o mercado imobiliário em Leipzig e a festa está longe de terminar. Aproveite a oportunidade de participar, mesmo com o estrangulamento da sua bolsa: o custo incendiário não é o fim do mundo e as pedras são mesmo grátis!

O cerco da polícia à cidade neste fim de semana é péssimo, o estado policial não resulta saudável. Mesmo o aumento da vigilância não conseguiu evitar este e outros ataques a nazis, à bófia e à cidade impecável.

Saudações solidárias às pessoas afectadas pela repressão!

Abaixo o Estado – Atacar o G20!

via Linksunten em alemão l italiano

Buenos Aires, Argentina: Incendiado carro de um fantoche do poder

A todos xs companheirxs que dão batalha nesta guerra contra a autoridade do estado, do capital e à sociedade, em todo o lado.

Sigamos o nosso caminho, que é único e o melhor que podemos fazer perante a imundice de vida que nos apresenta as pessoas que nos marginalizam e se marginalizam também, quer dizer, que formam a margem que separam as pessoas que têm algo que perder das que não o têm.

Na terça- feira, 14/02/2017, à 1 da madrugada, incendiámos o luxuoso carro de um fantoche do poder do poder, na via Echeverria 5400, Villa Urquiza, Buenos Aires.

Liberdade ou Morte

em espanhol l grego

Portugal: ” Reflexão sobre esta merda toda, num 25 de Abril qualquer”

Comunicado recebido a 25 de Abril de 2017
[Reflexão sobre esta merda toda, num 25 de Abril qualquer]

Nem democracia nem ditadura! Nem esquerdas nem direitas ou centros, tampouco!
Em todo o mundo, na democracia só há é mais hipocrisia!

Hipocrisia, quando se utiliza a máscara mais fantástica de todas, a repressão legal.

Quando se financiam os bancos que financiam as empresas de armamento. O florescimento do negócio de armamento não só beneficia as empresas de armas mas também os bancos e as seguradoras. O financiamento dos bancos é feito com o nosso suor e sangue e destina-se ao ataque terrorista dos povos, em todo o mundo.

Quando, em nome do “povo” se cometem as maiores barbaridades, roubando-nos um a um todos os direitos, liberdades e garantias conquistados com sangue, suor e lágrimas mas também com as armas dos oprimidos e oprimidas.

Quando as “esquerdas” e as “direitas e centros” apenas nos pretendem ludibriar – apresentando de forma mais ou menos folclórica o seu dito patriotismo à causa da gerência das “crises” – num ataque final do capitalismo, no seu tão desejado regresso às trevas da escravatura mais diabólica, porque mascarada neste mundo do espectáculo.

Porque todos os seus poderes são militaristas, porque todos os seus rituais são uma lição subliminar de violência, instilação de medo e de subserviência! Trata-se da invenção mais perigosa de todas – apenas nos pretendem amansar – porque nos tolhem os movimentos e petrificam os cérebros.
 
Porque, em súmula, se trata da traição maior de todas, feita com o consentimento e com o selo das populações oprimidas, com o seu voto!

Recuperemos a memória, reflectindo sobre o passado e sobre o presente, aqui e agora. Tomemos as ruas da nossa revolta e conquistemos a auto-organização, a entre – ajuda e o apoio-mútuo. Sem partidos nem manipulações.

Portugal, 25 de Abril de 2017,
Alguns e algumas anarquistas

em pdf, clica aqui

Argentina: Chernobyl para todxs

nuclear 2Entre 17 e 21 de Novembro realizou-se, em Bariloche, a 16ª Conferência Internacional do Grupo Internacional de Reatores Experimentais. Esta organização, que se reúne anualmente, constitui a vanguarda científica internacional em torno do potencial do uso da fissão nuclear para geração de energia.

O interesse do Estado Argentino na utilização da energia nuclear para uso comercial não constitui nenhuma surpresa. Durante a visita de Putin, em Julho, Cristina Kirchner declarava «o nosso país é líder na geração de energia nuclear com fins pacíficos, somos líderes não só científicos mas também em matéria de não proliferação». É tranquilizador saber que vivemos sob o controle de umas Forças Armadas que agora só aspiram a comprar aviões caça e bombardeiros israelitas e não a se armar de forma nuclear.

Nos últimos dias juntou-se a isto uma declaração dos países do Movimento dos Não Alinhados: «O MNA sublinha o direito básico e inalienável de todos os países a   desenvolver, pesquisar, produzir e utilizar energia nuclear para fins pacíficos, sem discriminação alguma e em conformidade com os seus compromissos legais». Parece que nenhuma burguesia nacional quer ficar sem a possibilidade de ter o seu próprio Chernobyl. Nesta cruzada estão a incorporar prémios Nobel e ambientalistas que afirmam que a energia nuclear constitui um contributo  substancial para a luta contra o aquecimento global. Será por esta razão que há décadas que andamos a ser bombardeadxs com estas bugigangas ideológicas, com estes objetivos reformistas falsos?

Há pouco mais de um mês foi anunciado que a Central de Cisão Nuclear Nestor Kirchner–Atucha II chegou a 75% da sua potência máxima esperada  (525MW). Esta central – cuja construção esteve parada mais de 20 anos – recomeçou as suas obras em 2006 e, no princípio deste ano, a sua conclusão foi motivo de celebração nas figuras do governo e da burguesia industrial da região.

Nestes tempos sombrios – onde a ciência toma o lugar que já teve o catolicismo, com a razão na mão tal como a fé de seus antecessores – é saudável que façamos memória das nossas lutas de classe contra a alienação, a destruição do meio ambiente e a proliferação de tecnologias que claramente estão fora do controle humano e que contra nós se voltam.

Recordamos como, em 1984, xs proletárixs do País Basco conseguiram conter a construção da central nuclear de Lemoniz, a que se seguiram anos de lutas sociais generalizadas. Tampouco nos esquecemos do assassino Felipe González  e do seu Partido Socialista Obreiro Espanhol que, num truque político desprezível, assinou a moratória nuclear, tentando cavalgar os louros de uma luta social corajosa.

Para além disso na Alemanha, em 1986, centenas de manifestantes atacaram a bófia que vigiava o local de construção da central de Wackersdorf. Dois anos depois a construção foi abandonada.

Em Itália, anos de estratégia descentralizada de sabotagem sistemática ao programa nuclear do Estado viram os seus frutos quando, em 1990 – após a controvérsia que se seguiu a Chernobil (1986) – se encerrou a última das 4 centrais desse país. Cabe ressaltar que, hoje em dia, uma perspectiva de luta similar é levada a cabo por dezenas de grupos anarquistas e autónomos contra os TAV (Trem de Alta Velocidade).

Há cerca de três anos ocorria o desastre da estação Fukushima I, na região central do Japão, após um terramoto e subsequente tsunami. Até hoje a burguesia não conseguiu dar versões precisas da verdadeira magnitude do desastre. Nunca saberemos ao certo o número de mortos e feridos e a quantidade de matéria filtrada aos lençóis freáticos subterrâneos e ao Oceano Pacífico.

A única chance de acabarmos com este grande desastre é desarmar a burguesia, não as centrais e armas nucleares. Terminar com este reino horrível da ciência, tecnologia e da razão burguesa para construir uma relação íntegra da humanidade comunista com o seu meio ambiente, voltando a vincular-nos à vida e decidindo colectivamente, sem ingerência de mercados e moedas e como queremos que seja a nossa comida, o nosso habitat e a energia que precisamos.

fonte: la oveja negra

[Livro] Apresentação & Introdução de “Contra a Democracia”

Apresenta-se abaixo a tradução que fizemos da Apresentação & Introdução do livro “Contra la Democracia”. O livro tem 92 páginas e foi editado pelos Grupos Anarquistas Coordinados [G.A.C.: Grupos Anarquistas Coordenados]. Trata-se de uma análise da democracia – tanto a parlamentar como a alternativa – como expressão do sistema de domínio. Pode ser lido e descarregado o pdf aqui

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Contra a Democracia

Apresentação

A pilha de folhas encadernadas que tens entre as mãos é suposto ser uma pequena contribuição dos Grupos Anarquistas Coordenados [G.A.C.: Grupos Anarquistas Coordenados] no combate à democracia – a atual e mais generalizada forma de domínio político (como a principal articulação de Estado e a mais aperfeiçoada), de mentalidade autoritária, delegativa e submissa, além de quadro jurídico ideal para o desenvolvimento da economia capitalista, fonte de exploração e miséria.

Há já um par de anos que levamos a cabo uma campanha contra esta monstruosidade dominadora e domesticadora que é suposto ser a democracia, seja pelos motivos expostos ou perante a sua alarmante procura  por parte de muitos sectores  – que nos últimos tempos têm começado a protestar e a desobedecer cada vez mais por uma mais e melhor democracia –  procura essa que quase sempre leva acoplada uma fagocitose* das lutas reais e radicais.

Estes textos, todos eles de elaboração nossa, são parte dessa campanha. Esperamos contribuir através deles, de forma modesta que seja, à gigantesca tarefa que implica combater o Estado, o capitalismo e qualquer forma de Autoridade em prole do alcance de um mundo novo sem dominadores nem dominados, em prole da Anarquia.

Uma saudação rebelde e esperamos que possas aproveitar a nossa pequena contribuição.

Grupos Anarquistas Coordinados
Primavera de 2013

*fagocitose é um processo micro-fisiológico em que as células engolfam e ingerem partículas

Introdução

Atacar a democracia porquê?

A democracia é justificada por princípios que não é pelo facto de se repetirem mil vezes que se convertem em verdades – essa justificação está tão interiorizada que até mesmo os seus adversários acreditam em tais princípios. Tanto a ideia inculcada no pensamento da população, acerca da bondade deste regime, como a imobilidade dessa mesma população, situam-nos perante a impossibilidade de mudança: ninguém planta hoje outras formas de organização ou até mesmo outras formas de viver.

A nós, filhxs da democracia, disseram-nos que este é o melhor dos regimes, xs nossos pais e avós viveram sob um sistema onde a coerção e a repressão eram mais directas e agora, que suavizaram as formas, somos obrigadxs a aceitá-lo, desde o nascimento.  Porque é que vamos ser uma geração mais empobrecida do que a geração anterior, sem uma guerra sequer pelo meio? Porque o futuro irremediável imposto pelo seu sistema nos conduziu a esta situação. A associação livre em que se diz fundamentada não é tal, já que a partir do nascimento somos obrigadxs a pertencer a este regime, sem possibilidade de escolher uma outra forma de vida – não nos associamos livremente com instituições de ensino, uma vez que não é legal aprender de outra maneira, não nos associamos livremente ao trabalho porque não controlamos o que produzimos nem o horário é por consenso, nem temos capacidade para nos organizarmos com xs companheirxs.

O sufrágio universal – conceito que ao longo dos tempos tem vindo a ser cada vez mais popularizado e exaltado como vitória – é uma contradição em si próprio, sempre afirmaram que o voto é livre quando na realidade é uma eleição condicionada, visto a consciência não ser livre, está dependente da propaganda do regime imperante e da cultura defendida pelos grupos de poder. Também nega a liberdade, na medida em que se reduz a dizer sim ou não ou a qual o partido que nos vai governar, negando-se a desenvolver outras propostas de coexistência. E porque é que é o voto é anónimo? não há liberdade de expressão?

Numa democracia, abandonamos os nossos interesses, a satisfação das nossas necessidades e a organização das relações humanas e da vida nas mãos de outrxs. Presume-se que escolhemos aqueles que podem representar melhor os nossos interesses através do voto, mas aqui colide-se com a realidade: Os partidos políticos defendem os seus próprios interesses, de acordo com as normas estabelecidas por eles mesmos, procurando acumular cotas de poder político e económico, de forma a manter o seu domínio e influência sobre o resto da sociedade.

A crítica aos políticos é quase já universal, não existe confiança na sua justiça e a utilização desta é mais uma prova da incapacidade pessoal e colectiva de resolver os conflitos que apresenta, da sua incapacidade de convencer. As leis têm claramente intenções económicas, com o seu afã de cobrador- como é o caso das multas, a reforma laboral ou  a própria organização económica da sociedade – ao mesmo tempo que exercem um trabalho repressivo, um corte nas liberdades que alegadamente dizem defender (de associação, de imprensa, de reunião…) enquanto cada vez mais se amplia a ameaça de prisão (último código de circulação…).

Desta forma somos convertidxs de seres humanos em cidadãos/ãs (ou consumidorxs, ou usuárixs, ou clientes…segundo o âmbito da vida em que nos encontremos), impõem-nos direitos e obrigações de acordo com a dita denominação e, portanto, relegam-nos a uma mera mercadoria política.

O fundamentalismo democrático não se impõe somente dentro dos territórios que domina, pois o capitalismo tem necessidade de se expandir para perdurar tentando chegar a todos os cantos do planeta, impondo a democracia  que é o melhor caldo de cultura para o seu desenvolvimento. Não hesita em empreender campanhas bélicas contra territórios onde o capitalismo não se encontre enraizado, diabolizando os seus costumes e cultura, com vista à aprovação pela população do país atacante. Impõe pela força um modelo de vida, tanto dentro como fora das suas fronteiras, enquanto vende uma falsa ideia de liberdade. Nunca antes houve tantos meios repressivos e de controlo social, ao alcance de qualquer regime.

As políticas são feitas com base nas necessidades do mercado, em democracia a nossa escolha através do voto tem como objectivo claro apoiar um tipo de medidas políticas que xs nossxs governantes têm de levar a cabo, sejam elxs de direita ou de esquerda.

No momento histórico em que nos encontramos xs dirigentes políticxs não têm interesses opostos – independentemente da sua especificidade – já que todxs têm de favorecer a estrutura do estado na qual o capitalismo se desenvolve, e aplicar políticas segundo as necessidades do mercado, em vez das necessidades das pessoas, e mais ainda, em muitas ocasiões os políticos são beneficiários directos, quando pertencem eles próprios à classe empresarial.

Temos sido todxs testemunhas silenciosas de como o governo injectou milhões de euros na banca, enquanto a maioria das pessoas não tem trabalho ou está a sofrer um despejo. Também estamos acostumadxs a ouvir como os esquemas de corrupção relacionam directamente economia e política.

Sem papas na língua, e com pouco receio de esconder a realidade à população, Emilio Botín afirma que: “a partir de determinados níveis a relação entre empresa e política é directa, muito mais do que se suspeita, uma chamada directa de telefone, de telemóvel para telemóvel, sem secretarias pelo meio”. A democracia não se baseia no interesse comum mas sim no favorecimento de interesses de empresa, na hora de legislar.

Pelo exposto concluímos que a democracia não é o governo do povo mas sim o baile de máscaras atrás do qual se esconde a ditadura do capital.

SE ACREDITARMOS QUE A DEMOCRACIA É LIBERDADE, NUNCA DEIXAREMOS DE SER ESCRAVXS

DESMASCAREMOS ESTA GRANDE MENTIRA!

CONSTRUAMOS A ANARQUIA!

inglês

Barcelona: Crónica da manifestação anticapitalista do 1º de Maio

barna-primero-de-mayo-2014Para o 1º de Maio foi convocada uma manifestação às 17:30, a seguir ao encontro libertário que se realizou no centro de Barcelona, de manhã. Chamava-se a formar o bloco libertário de manifestação anti-capitalista contra a escravidão assalariada e pela revolução social.

Lá se acolheram todxs xs que não se enquadram em manifestações dos partidos e nos sindicatos da maioria. Uma heterodoxia que roçava o ridículo quando a Frente Cívica da Catalunha intoxicava os manifestantes com canções do pós-guerra ou com o rock mais que batido de cantores de onda comunista. À parte desse sector cidadanista estavam os sindicatos esquerdistas minoritários habituais, grupúsculos estalinistas, blocos de movimentos de todo o tipo, etc. No meio de tudo isto, constituía-se um bloco negro com a maioria de encapuçadxs que entoaram palavras de ordem como “o povo unido trabalha sem partido”, “o povo organizado trabalha sem Estado”, “a democracia dura o que dura a obediência”, “somos anti-democráticxs”, “abaixo os muros das prisões”, entre outras.

Após um par de desvios da manifestação e perante uma polícia que protegia as entradas dos bairros mais turísticos e sinuosos – e onde na última manifestação em defesa dxs processadxs pelo assédio ao Parlamento se deram fortes distúrbios – começou-se a destruição de bancos, imobiliárias e mobiliário urbano. Tentou-se manter o mais longe possível todxs xs voyeurs ávidxs de imagens e vídeos que possam logo colocar na internet para comentar com xs seus amigxs, coisa que resultou impossível pelas caraterísticas da manif. Alguns ou algumas curiosxs ficaram sem câmara, perante as previsíveis críticas dxs que defendem a  liberdade de expressão liberal que ajuda o Estado a encarcerar companheirxs. Depois de se destroçar ou incendiar um ou outro banco ou contentor, chegadxs à Delegação do Governo, o manif dividiu-se. A partir do microfone da manifestação que os esquerdistas controlavam acusou-se xs encapuçadxs de “rebentar o ato unitário” e dava-se como desconvocado, após um cruzamento de palavras e gestos bastante eloquentes. O bloco negro continuou por uma avenida pouco propícia ao ataque e à defesa do grupo. Atacou-se outro banco e nesse momento deu-se início à carga policial que dispersou as centenas de companheirxs que ali se encontravam.

Pouco depois vários mídia assinalavam que se tinham efetuado 4 detenções. Xs companheirxs sofreram acusações mas abandonaram já as dependências policiais.

TODA A SOLIDARIEDADE AXS DETIDXS!!

GUERRA SOCIAL AO CAPITAL, DEFENSORXS E FALSXS CRÍTICXS!!

POR UM PRIMEIRO DE MAIO DE DISTÚRBIOS!!

POR UM PRIMEIRO DE MAIO TODOS OS DIAS!!

espanhol

Barcelona: Sabotagem ao Deutsche Bank

Solidariedade, união e ação. E que não te apanhem!

Em 17 de Janeiro, foram destroçados todos os vidros da agência central do Deutsche Bank, situada na avenida Passeig de Gràcia, em solidariedade com a luta dos residentes de Gamonal [bairro de Burgos, em guerra contra a construção de uma avenida na rua Vitoria] e em solidariedade com xs compas da okupa Rote Flora, em Hamburgo. Dias depois constatamos que a sua luta e determinação lhes deram uma pequena vitória: as obras da avenida em Gamonal estão canceladas, enquanto que, em Hamburgo, o plano urbanístico que queria destruir o centro social anticapitalista Rote Flora foi modificado, deixando-o livre de perigo. Através destes dois exemplos, observamos que a luta das classes populares pode dar os seus frutos, e esta ação foi o nosso pequeno grão de areia.

Solidariedade e ação anticapitalista.

Atenas: Reivindicação de ataque a empresa cobradora de dívidas

Estamos a passar por uma conjuntura na qual o Estado e o patronato  desencadearam un ataque totalitário contra xs pobres e xs oprimidxs – conduzindo-nos à miséria e condenando-nos à pobreza – o Poder  controla cada aspecto das nossas vidas.

Estamos a experimentar, na própria pele, a desmantelamento da saúde e da educação pública, os despedimentos e os cortes salariais, o saqueio dos impostos e a repressão militarizada. A esta espiral soma-se o desafio ao direito capitalista supostamente “sagrado” da propriedade da habitação. Mas quando o capitalismo fala de propriedade, refere-se à propriedade dos meios de produção, que devem estar nas mãos de uns poucos. Isto é, aquilo a que se referem quando classificam a habitação como investimento.

Uma engrenagem importante neste processo de acumulação de “habitações-investimentos”, nas mãos de uns poucos, são as empresas cobradoras de dívidas, quer sejam legais ou ilegais. Estas empresas chantageiam, aterrorizam e enviam ordens de pagamento, obrigando xs endividadxs a hipotecar as suas habitações. A seguir são os leilões… A maior empresa deste tipo pertence à família de Dimitris Sioufas, ex ministro e ex presidente do parlamento. Então, como podería faltar, neste lucrativo e parasitário negócio, o pessoal político do país?

Na terça-feira, 10 de Dezembro de 2013, à tarde, optámos por atacar a sede desta empresa, situada no número 7 da rua 25 de Março, na área de Tavros (Atenas). Para além do simbolismo político, o nosso ataque é também uma práxis de dignidade e solidariedade social e de classe. Um ato de resistência de e para todxs nós, xs que vivemos día a día a violência dxs patrões. Uma ação que faz parte da nossa luta total contra o Estado e o Capital.

Não esquecemos as milhares de pessoas que não aguentaram o peso da barbárie estatal e capitalista e que se suicidaram. Náo perdoamos a nenhum dxs que são cúmplices por este final..

Elevemos os nossos punhos com companheirismo por todxs xs que continuam a lutar pela Revolução Social, dentro e fora das celas da “democracia”.

Anarquistas

PS1: Foi uma decisão política nossa, a de não confrontarmos com xs trabalhadorxs. Entendemos as circunstâncias chantageosas que podem ter-lhes feito optar por este tipo de trabalho, mas não podemos fechar os olhos perante o papel que assumiram no ataque que sofre a nossa clase. O que merecem é o desprezo e o isolamento social.

PS2: A habitação, para nós, pertence a quem a habita e mantém, fora de qualquer conceito de propriedade. Deixamos claro que a única coisa que nos preocupa é que se salvem as habitações dxs pequenxs proprietárixs.

Setúbal, Portugal: Crónica do 1º Maio

Cerca de 120 pessoas participaram na manifestação anti-autoritária e anti-capitalista, na cidade de Setúbal. Este foi o quarto ano consecutivo em que companheiros de várias tendências libertárias marcharam nas ruas de Setúbal, a fim de reivindicar o 1º de Maio e promover a luta contra o Estado/Capital.

Em 2011, os companheiros resistiram activamente à detenção de um manifestante, o que desencadeou uma ação repressiva. Bandidos fardados enlouqueceram e começaram a atirar nas pessoas, com balas de borracha, após o final da manif. Os polícias também usaram as suas armas de fogo e dispararam balas para o ar. As pessoas continuaram a resistir, mesmo após o tiroteio da polícia.

A manifestação de 2012 foi focada na demonstração de que os anarquistas não têm medo de avançar e reivindicar as suas opiniões em público, independentemente da repressão policial. Foi também a primeira vez que os nazis do PNR fizeram uma chamada para uma manifestação na cidade. É por isso que a auto-defesa era uma questão prioritária naquele ano. Os companheiros estavam prontos para a luta, bem equipados com capacetes, bastões-bandeiras e escudos improvisados, bem como muitos manifestantes chegavam de outras cidades portuguesas para participarem de demonstração, a fim de se solidarizar com o meio anarquista em Setúbal.

Este ano, as coisas eram um pouco diferentes. O espírito combativo estava definitivamente presente, mas a organização de grupos de auto-defesa estava sem dúvida em falta. Cerca de 25 companheiros levavam paus-bandeiras, de modo que não era suficiente força para defender a marcha de protesto, no caso dos polícias atacarem, ou para se ir ao ataque em primer lugar contra os porcos e os símbolos do poder.

Recorde-se que em 16 de Março 2013 Rúben Marques foi assassinado pela polícia na vizinhança da Bela Vista, em Setúbal, depois de uma perseguição de moto em violação à regulação do trânsito. Os polícias que dispararam no jovem de dezoito anos de idade com balas de borracha disem que ele não estava a usar capacete. Os confrontos eclodiram após este assassinato policial.

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Setúbal, Portugal: Comunicado/Chamada 1º Maio anticapitalista e anti-autoritário

O que queremos deste 1º de Maio:

Pelo quarto ano consecutivo lançamos uma chamada a uma mobilização anti-capitalista e anti-autoritária no 1º de Maio.  As razões pelas quais convocámos em 2010 são ainda válidas hoje: a necessidade que temos de recuperar este dia como um dia de combate, de homenagem aos caídos nesta Luta Social, de revolta contra a ditadura financeira, a exploração humana, a destruição da Terra e dos territórios; e contra a existência do Estado , qualquer que seja o seu regime, instrumento que será sempre o garante dos privilégios das desigualdades e injustiças, e nunca um “protector dos mais fracos e garante dos direitos iguais” como sonham os utópicos do “Estado Social”.

De conseguir comunicar estas ideias e partilhá-las em forma de frases, faixas, acções e panfletos distribuídos durante as manifestações; passámos também a ter que nos organizar para assegurar uma eficaz auto-defesa da manifestação como uma resposta inevitável face aos acontecimentos de 2011. Esse esforço no ano de 2012, necessário perante a ameaça de violência policial apoiada pela provocação dos fascistas em “celebrar” o 1 de Maio em Setúbal, acabou por minimizar em muito o sucesso dessa comunicação e partilha de informação desejada, ainda que tenhamos contado com a participação e solidariedade de um grande número de gente, o maior até então.

Assim que, por todos estes motivos e pela necessária reflexão que isso nos provoca, apelamos em 2013 para que de uma forma individual ou colectiva, os participantes deste 1º de Maio tragam em maior número possível os seus próprios materiais, de folhetos, faixas, bandeiras, palavras de ordem… para assim aumentarmos em quantidade e qualidade os momentos em que, sem compromissos com o poder e a autoridade, tomamos as ruas e nos encontramos com estranhos e conhecidos, construindo, entre todos, este dia.

Queremos proporcionar também no final da manifestação um momento com microfone aberto, música, troca de informação, e o que mais cada um quiser.

E pronto… também gostávamos de voltar para casa e dizer: “filho. o capitalismo acabou”, mas sabemos que isso vai muito para lá de manifestações, implicando a dedicação e empenho de uma luta a que os tempos que correm duplamente nos impedem de assumir mas nos obrigam a travar.

Contudo somos cada vez mais e com menos a perder.

Terra Livre

Setúbal 28 de Abril de 2013

Setúbal, Portugal: 1º de maio, auto-organização, combate, liberdade

1maio2013setúbalNão comemoramos a escravatura do trabalho. Trabalhamos para combater a escravatura.

1o de Maio é luta e auto-organização // Pela liberdade, pela autonomia

Comemorar o trabalho é hoje mentires-te a ti próprio. Ele é hoje escravatura declarada e como se não bastasse vem acompanhado de violentas baixas de salários, perdas de direitos e degradação fulminante das condições em que o fazemos. Embora seja cada vez mais comum assistirmos a protestos nas ruas em resposta a esta situação e a tantas outras, é também mais perigoso fazê-lo pois o Estado e as entidades patronais estão à espreita para te lançarem a mão mal abras a boca.

Os tempos que vivemos são incertos mas ao mesmo tempo ajudam-nos a ver as verdadeiras facetas do poder. A degradação de todos os aspectos da vida levam muitos ao desespero e daqui para a frente sabemos que as condições dessa mesma vida vão piorar. O Estado social, grande conquista do séc.XX, torna-se o grande falhanço do séc XXI. Os banqueiros, quais sanguessugas, levam a cabo um saque generalizado à sociedade. Os políticos, sujeitos a um descrédito total nas ruas continuam a inventar reformas, a pedir mais impostos. Os partidos e
os sindicatos, comprometidos com a sua profunda vontade de tornar os protestos sociais em marchas fúnebres esperneiam perante a facilidade com que o seu poder é posto em causa nas ruas. A história deste tempo pode ser imensa mas arriscamos um resumo: A democracia e o capitalismo, sonhos perdidos de uma revolução de canos entupidos, é hoje uma anedota que insiste em não admitir a falência do seu modelo económico, social e politico. Perante isto, e na eminência de uma falência generalizada, emerge o fascismo mascarado de economia
patente nas medidas da tróika, no aumento do controlo social, no armamento da policia, na perseguição a quem protesta ou na obrigação de mais horas de trabalho por menos dinheiro. O sistema quer, a todo o custo, manter-se activo e lixar-nos a vida.

Portanto, ansiamos por outra forma de viver. A grande chantagem a que todos estamos sujeitos (trabalhar ou morrer de fome) dá-nos mais razões para procurar formas de construir um mundo sem explorados nem exploradores. Queremos construí-lo com todos os que estiverem dispostos a lutar por uma vida digna, sem partidos a controlarem-nos a revolta e a vontade de ser livres. Estamos fartos das suas lenga-lengas que soam sempre a mentiras para que se morda mais uma vez o rabo da pescada.

Queremos trabalhar, mas não para levar o planeta à sua destruição, queremos trabalhar para livrar os nossos filhos da miséria crescente que está à nossa frente todos os dias! Queremos trabalhar para nós mesmos, para os nossos amigos, família, bairro, cidade.. e mais que isso para destruir o conceito de trabalho que nos impingem.

Hoje, mais que nunca, os tempos são frutíferos para muitas coisas diferentes. Atacar esta ordem e este sistema leva-nos a experimentar como viver sem eles. No 1o de Maio apelamos a uma mobilização pelas ruas de Setúbal em protesto não só contra a violência dos patrões mas contra a violência do Estado, da economia e das forças da autoridade que os defendem. Queremos lembrar-lhes que existe resistência. Propomos também uma assembleia popular com microfone aberto onde publicamente possam surgir propostas de luta e de acção.

Nova Iorque: Ataque ao Marathon Bank em solidariedade com companheiros na Grécia

Reivindicamos a responsabilidade pelo ataque de ontem à noite (15/1/2013) a uma sucursal do Marathon Bank em Brooklyn. Através dessa ação, enviamos uma mensagem de solidariedade revolucionária aos 166 companheiros/as que foram presos/as ou detidos/as nas últimas duas semanas em Atenas.

O Marathon Bank, que tem funcionado como filial do enorme Grupo Piraeus Bank, foi selecionado como objetivo tendo em conta que, em última análise, todos os vestígios do capital grego devem ser considerados cúmplices do terror branco que foi implantado pelo aparelho repressivo do Estado grego.

O ataque de ontem à noite procura mostrar que a solidariedade supera as arbitrárias (ainda que repressivas) fronteiras impostas pelos dirigentes deste mundo. Por esta razão, também dedicamos esta ação a Kerry Cunneen e aproveitamos a oportunidade para enviar saudações revolucionárias a este companheira em luta contra a inquisição moderna a ter lugar aqui, nos Estados Unidos.

Solidariedade é a nossa arma
e não conhece limites ou fronteiras.

Guerra contra a guerra do Estado!

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Salamina, Grécia: Ataque contra a sede do PASOK

stonesNa madrugada de sábado, 12 de Janeiro de 2013, atacámos com pedras a sede local do partido político PASOK (que participa no actual governo tripartido) na ilha de Salamina como mostra de solidariedade com os/as compas que foram detidos/as e acusados/as pelo regime ditatorial do PASOK-Nova Democracia-Esquerda Democrática.

Destroçámos as janelas e parte do letreiro, mas optámos por não incendiar o local, dado que havia casas de habitação no mesmo edifício.

O apodrecido regime repressivo do governo tri-partido e os neo-nazis para-estatais do Amanhecer Dourado deveriam ter em conta que, com a intensificação da repressão e opressão, só conseguem pôr-nos ainda mais coléricos.

Mãos fora das ocupas e dos centros sociais libertados!
Mãos fora dos/as nossos/as compas!

Haveis descrito garrafas vazias de cerveja como molotov.
Focos de ilegalidade são o parlamento, a sede da polícia e os bancos.

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