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Setúbal, Portugal: 18º Aniversário da COSA!

18 anos de okupação, resistência, criatividade, luta, autonomia, solidariedade, confronto, apoio-mútuo, liberdade

Numa altura em que se avizinham grandes transformações em Setúbal, continuamos a resistir e a lutar. A lógica do sistema dominante é cada vez mais forte e querem domesticar tudo e todes. Nunca vamos esquecer os pilares que sustentam a COSA e as nossas vidas. Vem celebrar o prazer de confrontar o que nos oprime! Suspeitamos que em breve o processo contra a COSA vai voltar a andar e precisamos de toda a solidariedade e apoio possível.

Programa:

Sexta 12
14h – Kafeta
17h – Pinturas, pintadas, salpicos e afins
20h – Jantar Bela Vida  (cada um trás algo pa comer)
22h – Convívio  (som, conversas, jogos, canções, etc)

Sábado 13
16h – Mostra de faixas pela COSA
17h – Oficina de construção de marionetas e fantoches, seguida de uma pequena peça
20h – Jantarada Brava
21.30h – Quizz!!! Uma oportunidade de brilhar entre os teus amigues!!
23h – Concertos – Enmasse + Desmarques + Catapulta + Sharp Knives

Domingo 14
15h – Oficina de Fermentados – Vamos fazer chucrute!  (tragam frascos grandes, couve branca ou coração, raízes e sal marinho)
17h – Piknik ao sabor do vento  (trás algo para contribuir)
17.30h – Oficina de Shiatsu (tragam uma esteira ou pequeno colchão, toalha ou lenço e roupa confortável)
20.30h – Sessão de pankecas!
21.30h – Cinema

Aparece sem medos, trás companhia e mantém a chama acesa
Rua Latino Coelho Nº 2  –  Setúbal

COSA É VIDA  *  ESTADO É MORTE
          STOP DESPEJO DA COSA
                        1 DESPEJO = 1000 OKUPAÇÕES

Setúbal, Portugal: Solidariedade com a C.O.S.A. (1-3 Junho)

Casa Okupada de Setúbal Autogestionada (C.O.S.A) a resistir à 17 anos!

2 de Junho (16h) – Concentração Solidariedade com a C.O.S.A.!

Passado 1 ano da última audiência prévia voltamos a juntar companheires, amigues e todas que estão solidárias com a COSA, para continuar a resistir. Vamos passar uns dias em grande descobrindo novas e reforçando velhas afinidades. Vão haver actividades, belo pitéu, acções, exercício, música e tudo mais que desejarmos. Aparece sem medos e divulga!

Mantendo a chama acesa!!!

Saúde & Anarquia

COSA – R. Latino Coelho nº2, Setúbal

Setúbal, Portugal: Convite a todxs para uma semana de (des)construção à Maxadada!

recebido a 01.05.18

Jornadas de trabalho colectivo* 7-14 Maio

Convidamos todxs para uma semana de (des)construção à Maxadada! Para melhorar o espaço precisamos de dar uns toques nas vedaçõess, esgoto, telhados, forno e horta. E também estamxs abertxs a propostas para construir coisas novas – será forno solar, casa na árvore, filtro para as águas residuais ou algo diferente?

Sempre precisamos de mais materiais de construção: tijolos, cimento, barrotes, parafusos, buchas, dobradiças, fechaduras, tintas, lonas, pincéis, rolos, materiais de isolamento, arame farpado, redes etc. Da nossa parte podes contar com sítio para dormir, comida vegan e suminhos.

Aparece e traz as tuas ideias, vontade e amigxs!

*Para saber mais sobre “Trabalho” sugerimos a leitura de:

Paul Lafargue – “O direito à Preguiça”.
Bob Black – “A Abolição do Trabalho”.

https://adamaxada.wordpress.com/
À da Maxada – Setúbal

em inglês / alemão

 

Setúbal, Portugal: Sábados de pizzas na À da Maxada

recebido a 31-01-18

Olá a todxs!!!
Como tem sido habitual na da maxada temos vindo a fazer os domingos do forno,por variadas razões decidimos mudar para os sábados…a ideia continua a mesma, o convívio,a partilha e desfrutar deste belo forno da À da Maxada…
Queremos acender o forno todos os sábados e fazer pizzas e toda a comida que possa ficar mais saborosa ao cozinhá-la neste belo forno a lenha, se tens interesse em fazer a tua própria comida num forno a lenha esta é a oportunidade ideal,vai funcionar por contribuição livre, precisamos de bastante lenha, farinha, levedura de padeiro e ingredientes para pizzas, temos preferência que os donativos sejam feitos nesta base em vez de donativos monetários.
Abraços Maxadenses!!!
Apareçam e divulguem

Setúbal, Portugal: O Covil festeja 110º Aniversário do Regicídio na 5ª Feira, 1 de Fevereiro

recebido a 29.01.18

Mataram o Rei! Viva a Anarquia!
O Covil festeja o 110º aniversário quinta-feira, 1 de Fevereiro
15h-Kafeta
19h- Surpresa Regicida
20h -Janta Buíça
21h – Estruturas do Poder na monarquia e república

Convidamos todos a virem celebrar o assassinato do rei que pôs fim ao regime absoluto da monarquia

C.O.S.A Rua Latino Coelho nº2 Setúbal

Setúbal, Portugal: A C.O.S.A. resiste! (programação do Covil)

Quinta-feira dia 7 Dezembro na C.O.S.A.

O Covil apresenta o filme “Beasts of no Nation”

Sinapse:

Separado da família durante a guerra civil, um garoto é obrigado a lutar ao lado de mercenários e se tornar um menino-soldado de guerrilha.

Abrimos o Covil (infospot) às 15:00 com kafeta

Jantar às 20:00 e o filme às 21:30

Casa Okupada de Setúbal Autogestionada
Rua Latino Coelho nº 2 -Setúbal

Setúbal, Portugal: Relatos de violência policial num domingo de pizzas na A da Maxada

Na tarde de domingo de pizzas na A da maxada dia 19 de Novembro, lá por volta das 18:30 apareceram cinco carros e uma carrinha da polícia. Nós estávamos a fazer e a comer pizza como noutro Domingo qualquer, quando um companheiro nos diz que estava alguém estranho no portão, a apontar a lanterna e a dizer que era polícia. Nesse mesmo momento vimos cair um calhau vindo do lado da rua que por nossa sorte não atingiu ninguém (o calhau tinha uma dimensão de quase 20cm). Neste momento reparámos que a polícia já estava na porta de cima. Percebemos que estavam muito agressivos e perguntamos porque é que estavam ali e o que é que se passava. Eles só diziam “abre a porta, abre a porta” e logo de seguida decidiram entrar ao pontapé, partiram a fechadura e a porta abriu violentamente batendo na cara de um companheiro abrindo-lhe um lenho na testa. Mais companheir@s protegeram a porta barricando-a, telefonámos rapidamente para o advogado a dizer o que se estava a passar.

Subimos o muro da casa para falar com a polícia cara a cara, vimos um grande aparato policial, muitos com escudo e cassetetes na mão e bastante enraivecidos. O oficial superior presente disse-nos que a casa era okupada, logo não é nossa e por isso eles tinham mais direito para estar cá dentro do que nós, ao qual lhe respondemos,”nós vivemos aqui”, sem nunca reivindicar a propriedade como nossa. Perguntamos se era preciso agir com essa violência toda, e porque estavam ali? O polícia respondeu que tinha havido uma queixa de um vizinho por causa do barulho e que o mesmo também lhes tinha dito que era uma casa ocupada por um grupo de jovens. Disseram-nos que tentaram abrir a porta à força porque se aperceberam que estávamos a trancar a porta.

A polícia perguntou porque não abríamos a porta, ao qual respondemos que não somos obrigados a abrir a porta sem que houvesse um mandato para entrar e que podíamos falar sem sair para fora da casa, explicamos também que a nossa desconfiança vinha na sequência do calhau atirado por eles e da agressividade até então demonstrada, ao qual a policia argumentou que eram “a policia”, que não tinham atirado nenhum calhau e que não devíamos ter medo deles porque se quisessem ter entrado já o teriam feito.

A conversa continuou durante uns vinte minutos com a polícia sempre a referir que a casa não era nossa e que não tinham atirado nenhum calhau, ao qual nós respondemos “esta é a casa onde vivemos”, que sabemos não haver queixa alguma do proprietário e que não nos diga que acabamos de ter uma alucinação colectiva porque todxs vimos o calhau de grandes dimensões cair cá dentro.

Quando eles se retiraram, falamos entre nós e deduzimos que esse calhau era um acto de provocação. Cai-nos um calhau e passado uns segundos eles já estão a pontapear a porta muito violentos. O plano deles deve ter sido de nos provocar à espera que houvesse uma retaliação da nossa parte para terem um a razão válida para entrar á força pela A da Maxada adentro feitos uns cowboys. Como já é comum nas suas acções abusivas de poder.

Receberam ou não receberam essa queixa de um vizinho não se sabe, sabemos sim que eram 6:30 da tarde, que não nos disseram quem tinha sido o autor da queixa e agregando ainda ao facto de até então termos uma boa relação com todos os vizinhos da nossa rua sem que estes tenham alguma vez demonstrado algum acto de descontentamento face a qualquer actividade feita na A da Maxada, especialmente depois de termos apagado o incêndio ombro a ombro com eles este verão.

Após termos sido obrigados a observar uma peça de teatro de péssima qualidade e de muita saliva gasta “a policia” lá se convenceu/apercebeu que pouco mais podia argumentar retiraram-se a realçar o facto de termos sido avisados que não podíamos fazer mais barulho e que se o fizéssemos seríamos tirados da A da Maxada à força…

Assim que se retiraram fomos ajudar um@ companheir@ a mudar o pneu do carro porque tinha sido esvaziado/furado. O pára-brisas traseiro e um espelho retrovisor da mesma viatura foram partidos, pelos vistos como a mostra de vingança/frustração por não terem conseguido entrar na A da Maxada.

Setúbal, Portugal: COSA e À DA MACHADA em solidariedade com A TRAVÊSSA Okupada no Porto

A Solidariedade atravêssa tudo

Força aí companheires, queremos desde já expressar a nossa solidariedade com as vossas ambições. Estamos juntes. É com esta e outras iniciativas que se ultrapassam barreiras/obstáculos da vida quotidiana. Ao criar algo de raíz feito por nós, sem as estruturas do poder dominantes, vivemos um processo que nos garante outra dinâmica político-social. Encorajamos todes que queiram continuar e desafiamos todes a experimentar estas aventuras subversivas de modo a recuperarmos as nossas vidas.

1 Despejo = 1000 Okupações!!!

Nota de Contra Info:
Na manhã do dia 16 de Outubro, o espaço ocupado A Travêssa dos Campos foi alvo de uma acção repressiva por parte da autoridade policial. Chegaram por volta das 7h30 com grande aparato de meios e agentes e preparados para uma entrada rápida e violenta no edifício. Após o arrombamento das portas foi dada a ordem – todos para o chão, caralho! Juntaram todas as pessoas numa sala, duas delas algemadas, e revistaram cada uma delas e os seus pertences. Para além disso, fotografaram e filmaram a operação e toda a gente que resistia no edifício. Ao todo foram 21 pessoas, mais uma cadela levada para o canil. Na esquadra, toda a gente foi identificada e novamente revistada. A todos os envolvidos foi aplicado um termo de identidade e residência e passada uma constituição de arguido sem referência a qualquer crime.

em alemão

Setúbal, Portugal: 17 Aniversário da C.O.S.A. de 13 a 15 de Outubro de 2017


17 Aniversário da C.O.S.A.

De 13 a 15 de Outubro de 2017

Sexta dia 13

18hExposição: RAIZ CONSISTENTE, REBELDIA PRA SEMPRE!
Queremos Apresentar Alguns dos Momentos que Preenchem a Vida da C.O.S.A. e Manter o Espírito Rebelde em que ela Cresceu: Exposição com Posters, comunicados, imagens, vídeos e podcast.

20hPitéu Coseiro para deliciar a resistência

22hSessão de A.T.I.T.U.D.E. (Atira tua ideia um desafio efervescente)
Grita o que te vai na alma!

Sábado dia 14

16hOficinas de Resistência
Do stencil às dicas caseiras.

18h – Conversa: Informação
Ferramenta de ataque ou ferramenta de controlo?

20h – patuscada à la COSA

22h – Concertos
Duarte Vicios (tributo a eskorbuto)
TRADIÇÃO (PunkRap Obscuro)
SUKATA (Punk Ferrugento Setúbal)
Scúru Fitchádu (Quando u Punk Cruza o Funana Almada)

Domingo dia 15

15h – Acção de Rua
Distribuição de flyers, Faixas da COSA, outros.

17h – Picnic na Serra
Traz a tua merenda e terás uma tarde estupenda.

Portugal: Todes a Setúbal nos Dias de Atividades em Solidariedade com a C.O.S.A

Recebido a 25 de Junho

Continuaremos a resistir e a manifestar as nossas ideias, nenhum tribunal vai decidir as nossas vidas. Somos nós que decidimos, através de acções, solidariedade e intimidade, o percurso do nosso destino.

Quinta 29
15h Covil Aberto

Sexta 30
20h Conversa na Disgraça:
O que se passa com a
COSA?(Lisboa)

Sábado 1
17h Workshops de Resistência
Comida, Performance
e Música na Á da Maxada pela noite

Domingo 2
17h Concentração Solidária com a C.O.S.A.
20h Petiscada de Rua na
COSA
Seguida de Conversa e
convívio

Mais info em breve

C.O.S.A. Rua Latino Coelho nº2 Setúbal

em alemão

Setúbal, Portugal: Acção de solidariedade com a COSA à porta do tribunal – 2/06


Como convocado, pelas 09:00 da manhã de sexta-feira, dia 2 de Junho, um grupo grande de pessoas concentrou-se à porta do Tribunal de Setúbal. Acompanhados de um vasto pequeno-almoço, estendemos as faixas que levámos connosco e começámos a distribuir panfletos com o texto “Porque temos de parar o despejo da COSA” enquanto esperávamos pelo início da sessão. Alguns companheires vestiam t-shirts que diziam “Somos Todes COSA”.

Pelas 09:30, quando já se contavam mais de 50 pessoas lá fora e começou a música e os Ritmos de Resistência, os advogados, companheiras notificadas e um grupo de 8 pessoas entraram para assistir à audiência o que provocou o primeiro “confronto” com o tribunal: a juíza anunciara que a sessão seria à porta fechada e só os “envolvidos” podiam assistir, pelo que as restantes companheiras foram impedidas de passar da entrada do tribunal.

As companheiras notificadas ao entrar na sala de audiências foram revistadas pela polícia e obrigadas a desligar os telefones, não como uma atitude regular de segurança, mas sim como uma óbvia atitude discriminatória: porque SÓ elas foram alvo destas medidas.

Mal a audiência começa, o nosso advogado levanta objecção a estas medidas da juíza, nomeadamente a proibição de público na sala, ao que a juíza responde que “nunca na minha vida fiz uma audiência prévia com assistência”. Confrontada com o facto de na anterior audiência deste caso (igualmente “prévia”) terem estado 3 pessoas a assistir, esta respondeu que “não se lembrava”, o que os restantes participantes estranhamente corroboraram (advogado dos “proprietários”, procuradora do ministério público e secretária).

Houve então a necessidade por parte do nosso advogado de aludir a José Saramago e o seu “Ensaio sobre a cegueira”, livro que se tornou uma referência recorrente no resto da sessão.

Enquanto isso, lá fora o protesto crescia, com muita gente a participar, curiosos que paravam para perguntar, carros que buzinavam em solidariedade e um som ensurdecedor de tambores, pandeiretas, copos, panelas e trompete que ecoavam tanto pela baixa da cidade como dentro do tribunal, incluindo na sala de audiência.

Contrariamente ao que tinha ficado combinado na última audiência, os proprietários nunca chegaram a entrar em contacto connosco para uma possível negociação, e perante a pergunta da juíza e do nosso advogado a razão apresentada foi a de que afinal “não havia interesse numa proposta”.

Deu-se então lugar às partes para apresentarem as suas “alegações finais”. O nosso advogado apresentou então uma longa lista de falhas e erros processuais, pediu requerimentos para anotar a discriminação de que as várias companheiras e solidários foram alvo, e conseguiu que uma juíza já determinada há meses a proferir sentença e ordem de despejo tivesse que fazer um intervalo de vinte minutos para se decidir. Como esperado, a juíza não aceitou os argumentos para levar o caso a julgamento e ditou a sentença que já tinha há muito redigida: as rés (nós) devemos restituir o imóvel aos (agora provados) legítimos proprietários. Decisão sobre a qual vamos apresentar recurso.

Resumindo: Mais de 16 anos depois de um grupo incontável de pessoas terem ocupado, limpo, cuidado e recuperado uma casa no Bairro Salgado que, caso contrário, por esta altura seria uma ruína, e mais importante ainda terem construído, animado, agitado e mantido um centro social pleno de actividades culturais, sociais, políticas, boémias e educativas sem qualquer tipo de apoios estatais, municipais ou institucionais; depois de termos apenas dependid de uma rede de indivíduos e colectivos autónomos que criam alternativas de auto-suficiência e liberdade; fomos chamados a uma casa de Injustiça por uns “proprietários” que nunca deram a cara por nenhuma das suas 19 propriedades que deixaram ao abandono durante mais de duas décadas. Proprietários esses que, mesmo sabendo que queríamos abrir negociação, nunca se dignaram a falar connosco; através de um processo recheado de preconceitos e ideias estigmatizantes, onde nem sequer tivemos palavra nem direito a um julgamento, fomos condenadas a abandonar a Cosa.

No entanto, provámos uma vez mais que é na rua que as nossas palavras se fazem sentir, que conseguimos ter diálogos com curiosos e solidários e que colectivamente conseguimos gritar mais alto e levar as nossas ideias mais longe. Foram três horas de protesto sonoro constante, que não deixaram indiferentes centenas e centenas de pessoas numa zona que concentra o tribunal, segurança social, centro de saúde e outras instituições. Um protesto matinal (e extremamente pontual!) para o qual contribuíram muitas dezenas de pessoas, e que é mais um passo que damos juntos na resistência pela defesa, não só de uma casa, mas de uma ideia que nunca nenhum tribunal poderá despejar!

E agora?
Que se espalhe a palavra, que se espalhem as ideias e as acções….
O centro social mantém-se aberto às quintas-feiras e…todes a Setúbal no *Domingo 2 de Julho*, para uma concentração contra o despejo…
Porque isto ainda agora começou…

A COSA FICA!

Portugal: Concentração Solidariedade com a C.O.S.A.!!! Stop despejo da C.O.S.A.!

O tic tac da especulação paira sobre as nossas cabeças, mas o nosso coração bate com outros ritmos.

Convidamos todas as que conheceram, viveram e sentem a COSA, assim como todos os que ainda não a conhecem a participar nestas semanas de contagem decrescente para a audiência.

*O calendário é o seguinte:*

25 de Maio– 15:00- Abrimos o “Covil”, com comida e info,  e faremos uma conversa /apresentação das acções até ao dia 2 de Junho
26 de Maio– 18:00- Músicas que nos enchem o coração de revolução, no centro social, e preparações para o jantar de dia 27
27 de Maio– 16:00 – Concentração, Protesto e Informação ás 16:00 no Largo da Misericórdia. Na COSA não se toca!!
– 20:00 – Música, Pitéu, Informação e o que mais vier! Na C.O.S.A.!
02 de Junho– 09:00 – Pequeno Almoço no tribunal! Tomamos um cafezinho e vamos-nos fazer ouvir: A C.O.S.A. é Nossa!

*TODAS A SETÚBAL!*
Contactem-nos se quiserem aportar mais ideias e contribuições.
Temos dormida para cerca de 200 pessoas: se quiserem alojamento para estes dias contactem-nos para organizar.

*Divulguem, protestem e façam-se sentir.*
*Juntos e Solidários vamos parar o despejo da C.O.S.A*!

Mais info c.o.s.a

 em alemão

Setúbal, Portugal: Stop despejo da C.O.S.A.


Um desejo antigo mas que se mantém bem vivo é  continuar a decidir  e a viver por nós próprios podendo assim desenhar um magnífico futuro.

Assim lançamos o apelo para uma concentração solidária com a C.O.S.A., esperando amobilização de todxs xs que estão dispostos a contrariar a ordem dominante. Em breve teremos mais informação.

C.O.S.A. Resiste!

Comunicado da C.O.S.A. em luta!

Pedimos desculpa àquelxs que já se questionaram sobre isso devido à nossa falta de comunicação.

Continuando do ponto que fizemos com o último comunicado, o processo judicial que visa o despejo da C.O.S.A. [Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada], e ao qual nós decidimos apresentar defesa, teve no dia 28 de Abril uma audiência prévia.

Para surpresa de todxs xs presentes na sala, a juíza entrou já com uma decisão tomada e considerou que depois de ter avaliado o caso justificava-se proferir ordem de despejo nesse momento. Devido a erros processuais da parte da juíza, o nosso advogado conseguiu cortar-lhe esse impulso, e marcar nova audiência para 02 de Junho, tendo também em conta que, pela primeira vez, proprietários e ocupas declararam possibilidade de um acordo. Acordo este para o qual esperamos uma primeira proposta da parte deles e que gera entre nós bastantes questões e discussões de pontos de vista. Entre todas as possibilidades discutidas, mantidas em colectivo, e que continuam em aberto, a única que recusamos é a de aceitarmos uma compensação para sairmos rapidamente e sem problemas.

Continuamos a sentir que a C.O.S.A. é nossa. E a consequência deste sentimento têm sido os últimos meses que se têm revivido na C.O.S.A. Entre os dias 13 e 17 de Fevereiro organizamos jornadas de trabalho no centro social. Durante 5 dias, amigas e amigos trabalharam e comeram incansavelmente e conseguiram alcançar mais do que o que tinham projectado, ficando ainda com um sentimento de felicidade visto terem sido também 5 dias de muito bom convívio e diversão. No dia 30 de Março inauguramos “O Covil”, uma infospot onde se encontra o Suporte Okupa e desde aí temos o centro social aberto todas as quintas-feiras, o que tem permitido novas afinidades e relembrar o porquê de algumas antigas.

Continuamos abertxs a propostas e cheixs de ideias para o futuro, que pode ser incerto, mas que tem de ser magnífico!

Saúde & Anarquia!

mais info em c.o.s.a

em alemão

Uruguai: Comunicado em solidariedade com a C.O.S.A, ameaçada de desalojo em Portugal

A C.O.S.A, num cartaz de Outubro de 2014, no seu 14º aniversário.
A C.O.S.A, num cartaz de Outubro de 2014, no seu 14º aniversário.

Do Uruguai a Portugal, da China à Normandia, a propriedade privada é a pedra angular do sistema. Do mesmo modo emprega todo o seu esforço em dar lições aquelxs que se empenham na profanação da sagrada propriedade.

Por estes lugares (Uruguai), mais de 24% da população é ocupante, e no entanto o Estado e o Capital continuam a reforçar a perseguição a estas práticas, sobretudo nas zonas destinadas às classes médias ou aos ricos. Mas a necessidade (e em alguns a convicção) levaram-nos a compreender que a propriedade jamais pode estar acima da vida, e não há Lei nem Prisão que possa evitar que as pessoas reconheçam que todxs precisamos de um lugar para habitar e desenvolver os nossos projetos de vida.

A nossa decisão de okupar espaços para nos desenvolvermos, individual e colectivamente, pôs-nos sob o olho da polícia e da justiça; alguns e algumas perderam as suas casas e/ou foram processadxs mas muitos de nós conseguimos resistir colectivamente aos desalojos, em grande medida graças à auto-organização e aos gestos solidários de uma infinidade de pessoas, nalguns casos totalmente desconhecidas mas irmãs na luta contra o Capital e o Estado.

A partir destas terras tão distantes queremos fazer chegar um abraço solidário aquelxs que resistem ao desalojo da C.O.S.A, em Portugal. Por falar em distância, o nosso gesto são mais que palavras é o facto de continuar okupando e propagando a luta pela destruição deste sistema e o pôr em prática nas nossas vidas quotidianas as experiências comunitárias horizontais e auto-gestionárias que ansiamos expandir.

Ao Estado e aos burgueses dizemos-lhes: tirem as vossas mãos dos nossos centros sociais!

Contra os desalojos, solidariedade e okupação!

Núcleo de Okupantes em Luta (Uruguai, América Latina)

em espanhol | grego

Atenas: Faixa em solidariedade com a C.O.S.A., ameaçada de desalojo em Portugal

Solidariedade com a okupa C.O.S.A., ameaçada de desalojo em Setúbal, Portugal – Força compas (A)

Durante a noite de terça-feira, 20 de Outubro, e como primeira resposta às más notícias da ameaça de desalojo da okupa C.O.S.A., em Setúbal, Portugal, colocamos uma faixa solidária nas grades da Politécnica (rua Patision), no centro de Atenas. Não esquecemos o apoio que xs companheirxs da C.O.S.A. nos demonstraram – na difusão de casos de presxs anarquistas na Grécia – nem esquecemos que um lugar comum das nossas lutas sem fronteiras é a abolição da estupidez que se chama propriedade.

Todo o nosso amor para xs irmãos/ãs que continuam a resistir em Setúbal. Mãos fora da infraestructura anarquista, em Portugal e por todo o mundo!

FOGO ÀS FRONTEIRAS
MORTE AO PODER

Iniciativa da rede tradutora de contra-informação Contra Info

Setúbal, Portugal: Crónica do 1º Maio

Cerca de 120 pessoas participaram na manifestação anti-autoritária e anti-capitalista, na cidade de Setúbal. Este foi o quarto ano consecutivo em que companheiros de várias tendências libertárias marcharam nas ruas de Setúbal, a fim de reivindicar o 1º de Maio e promover a luta contra o Estado/Capital.

Em 2011, os companheiros resistiram activamente à detenção de um manifestante, o que desencadeou uma ação repressiva. Bandidos fardados enlouqueceram e começaram a atirar nas pessoas, com balas de borracha, após o final da manif. Os polícias também usaram as suas armas de fogo e dispararam balas para o ar. As pessoas continuaram a resistir, mesmo após o tiroteio da polícia.

A manifestação de 2012 foi focada na demonstração de que os anarquistas não têm medo de avançar e reivindicar as suas opiniões em público, independentemente da repressão policial. Foi também a primeira vez que os nazis do PNR fizeram uma chamada para uma manifestação na cidade. É por isso que a auto-defesa era uma questão prioritária naquele ano. Os companheiros estavam prontos para a luta, bem equipados com capacetes, bastões-bandeiras e escudos improvisados, bem como muitos manifestantes chegavam de outras cidades portuguesas para participarem de demonstração, a fim de se solidarizar com o meio anarquista em Setúbal.

Este ano, as coisas eram um pouco diferentes. O espírito combativo estava definitivamente presente, mas a organização de grupos de auto-defesa estava sem dúvida em falta. Cerca de 25 companheiros levavam paus-bandeiras, de modo que não era suficiente força para defender a marcha de protesto, no caso dos polícias atacarem, ou para se ir ao ataque em primer lugar contra os porcos e os símbolos do poder.

Recorde-se que em 16 de Março 2013 Rúben Marques foi assassinado pela polícia na vizinhança da Bela Vista, em Setúbal, depois de uma perseguição de moto em violação à regulação do trânsito. Os polícias que dispararam no jovem de dezoito anos de idade com balas de borracha disem que ele não estava a usar capacete. Os confrontos eclodiram após este assassinato policial.

Continuar a lerSetúbal, Portugal: Crónica do 1º Maio

Setúbal, Portugal: Comunicado/Chamada 1º Maio anticapitalista e anti-autoritário

O que queremos deste 1º de Maio:

Pelo quarto ano consecutivo lançamos uma chamada a uma mobilização anti-capitalista e anti-autoritária no 1º de Maio.  As razões pelas quais convocámos em 2010 são ainda válidas hoje: a necessidade que temos de recuperar este dia como um dia de combate, de homenagem aos caídos nesta Luta Social, de revolta contra a ditadura financeira, a exploração humana, a destruição da Terra e dos territórios; e contra a existência do Estado , qualquer que seja o seu regime, instrumento que será sempre o garante dos privilégios das desigualdades e injustiças, e nunca um “protector dos mais fracos e garante dos direitos iguais” como sonham os utópicos do “Estado Social”.

De conseguir comunicar estas ideias e partilhá-las em forma de frases, faixas, acções e panfletos distribuídos durante as manifestações; passámos também a ter que nos organizar para assegurar uma eficaz auto-defesa da manifestação como uma resposta inevitável face aos acontecimentos de 2011. Esse esforço no ano de 2012, necessário perante a ameaça de violência policial apoiada pela provocação dos fascistas em “celebrar” o 1 de Maio em Setúbal, acabou por minimizar em muito o sucesso dessa comunicação e partilha de informação desejada, ainda que tenhamos contado com a participação e solidariedade de um grande número de gente, o maior até então.

Assim que, por todos estes motivos e pela necessária reflexão que isso nos provoca, apelamos em 2013 para que de uma forma individual ou colectiva, os participantes deste 1º de Maio tragam em maior número possível os seus próprios materiais, de folhetos, faixas, bandeiras, palavras de ordem… para assim aumentarmos em quantidade e qualidade os momentos em que, sem compromissos com o poder e a autoridade, tomamos as ruas e nos encontramos com estranhos e conhecidos, construindo, entre todos, este dia.

Queremos proporcionar também no final da manifestação um momento com microfone aberto, música, troca de informação, e o que mais cada um quiser.

E pronto… também gostávamos de voltar para casa e dizer: “filho. o capitalismo acabou”, mas sabemos que isso vai muito para lá de manifestações, implicando a dedicação e empenho de uma luta a que os tempos que correm duplamente nos impedem de assumir mas nos obrigam a travar.

Contudo somos cada vez mais e com menos a perder.

Terra Livre

Setúbal 28 de Abril de 2013