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Para contribuir com traduções, edições-correções e/ou materiais originais para publicação tais como atualizações a partir das ruas, reportagens de ações, comunicados de reivindicação, textos dxs companheirxs presxs ou perseguidxs, chamadas, brochuras, artigos de opinião, etc.: contrainfo(at)espiv.net

Comunicado da Rede de Apoio de Buenos Aires

Nunca esquecemos xs nossxs companheirxs presxs. Não mistificamos mas também não ficamos indiferentes à sua vida quotidiana. A solidariedade não é, como foi demonstrado já em diversas ocasiões, uma palavra bonita ou um slogan mas sim uma prática inseparável da nossa luta. Poderá até ser expressa de diversas formas e existirão até momentos em que o seu contorno é mais definido em força e continuidade.

Dada a situação delicada (judicial e de reclusão) vivida pelos companheiros Juan Aliste Vega, Marcelo Villarroel Sepúlveda e Freddy Fuentevilla Saa – sequestrados presentemente nas prisões do Estado chileno – diferentes individualidades de Buenos Aires decidiram formar uma nova Rede de Apoio para atualizar e difundir a sua situação, esperando contribuir para que rapidamente fiquem em liberdade.

Como já mencionado anteriormente, num comunicado durante a campanha para a sua náo expulsão da região argentina, para nós a terminologia legalista (culpado / inocente) não é válida já que se trata de uma linguagem que nos é estranha, não pretendemos, no passado nem mesmo agora, esvaziar de conteúdo ideias e práticas perigosas para o Estado, nem deixámos de achar que enquanto houver miséria fala a rebelião; devido a isso, simplesmente, nos irmãnámos com aqueles que de um modo ou de outro questionam e confrontam o sistema de autoridade em que vivemos, oferecendo-lhes a nossa solidariedade, entendida como uma extensão e agudização da sua própria luta, nossa também.

Incitamos todxs xs companherxs a formar novas redes de apoio e/ou a solidarizarem-se do modo que lhes pareça melhor para agudizar a luta pela liberdade de Marcelo, Freddy e Juan.

Uma breve descrição da situação
Em Outubro de 2007, é assaltado em Santiago do Chile uma sucursal do Banco Security tendo resultado morto durante o fato um servo da burguesia (polícia). A partir desse momento, desencadeou-se uma campanha político / jurídico / mediática / policial que pretende criminalizar pessoas específicas com um impacto notável na luta contra o capitalismo, seja durante a ditadura de Pinochet, seja na chamada transição para a democracia.

Mais recentemente, a 13 de Dezembro desse ano, foi preso o companheiro Axel Osorio, condenado a 3 anos e um dia na prisão, felizmente hoje novamente em liberdade. Obviamente, a “caça às bruxas” não parou por aqui e, assim, a 15 Março de 2008, na província de Neuquén, são detidas por diferentes forças policiais os companheiros Freddy Fuentevilla e Marcelo Villarroel, com uma terceira pessoa a ser expulsa algum tempo depois do Chile, acusada de “ajudante”.

Freddy (ex militante do MIR) e Marcelo (ex-militante do Mapu Lautaro, atualmente um companheiro anarquista) são submetidos a espancamentos e interrogatórios sucessivos pelas polícias chilenas e argentinas, até que finalmente são transferidos para a Unidad n º 11, uma prisão de segurança máxima com uma longa história de torturas por parte dos seus carcereiros e funcionários e julgados, ambos, por posse de uma arma de guerra.

A partir desse momento começa uma corrida frenética, por parte do Estado do Chile, para garantir a expulsão imediata dos dois rebeldes e levá-los perante um tribunal militar, a par das redes que se vão formando em Buenos Aires, Neuquén, La Plata, Valparaíso, Santiago, divulgando o caso dos companheiros e espalhando a petição do seu asilo político na Argentina.

Por outro lado, apesar das constantes tentativas de subjugação por parte dos carcereiros e juízes, Freddy e Marcelo fazem ouvir as suas vozes e pensamentos através de comunicados, de cartas e de telefonemas, gerando o apoio do outro lado do muro, do que resultou inúmeras atividades jornadas de apoio,corte de estradas e de linhas de comboio, manifestações e eventos públicos, concertos, debates, palestras, ações diretas de todos os tipos, que se intensificarão ainda mais quando, a 17 Novembro de 2008, decidem iniciar uma greve de fome, terminada a 9 de janeiro de 2009, obtendo algumas melhorias básicas nas condições prisionais, já que até esse momento mantinham isolados Freddy e Marcelo 23 horas por dia, sem luz solar ou contato com outros presos.

Não podemos deixar de mencionar que a solidariedade desenvolvida em torno dos companheiros, activou a esperada repressão do Estado, caso da prisão da companheira Andrea Urzua Cid a 18 de Setembro de 2008, acusada de tentar fazer entrar explosivos na prisão de Neuquén na sequência de um alegado plano de fuga e libertada 48 dias depois, ainda que tenha sido detida de novo, no super-mediático “caso bombas”, em prisão domiciliar no Chile. Tampouco esquecemos as constantes ameaças e espancamentos, por vezes, a que foram submetidxs companheirxs de diversas regiões durante as visitas â prisão.

Finalmente, a 15 de Dezembro de 2009, o estado argentino, através do ministro do Interior, Florencio Randazzo, e com a cumplicidade da presidente Cristina Kirchner e de Michelle Bachelet, assinou o tratado para a expulsão de Marcelo e Freddy, sendo estes expulsos do território argentino, para o Chile…

Outro companheiro detido
A 9 de Julho de 2010, na estação de autocarros do Retiro, foi detido o companheiro, Juan Aliste Vega, em fuga desde Outubro de 2007, também acusado de participar no assalto ao Banco Security. A detenção é mostrada, durante dias, em diversos meios de comunicação, como a realização de uma operação conjunta entre as polícias da Argentina e Chile, fazendo-nos pensar novamente num re-lançamento da Operação Condor, e John é enviado para a cadeia No.1 de Ezeiza.

Foram organizadas imediatamente atividades como graffiti, folhetos, bloqueios de estradas e difusão por vários meios, mas desta vez o governo argentino não quer problemas e decide rapidamente para se livrar de Juan, expulso em 22 de Julho, mas não antes de ter sido torturado pelo serviço penitenciário federal (agentes penitenciários), o esquadrão anti-terrorista da polícia federal da Argentina, e membros da polícia de investigação no Chile, que tem sido encontrada na Argentina em busca de companheiros que optam por não ocorrerem aos tribunais do inimigo…

A situação dos companheiros no presente
Actualmente Marcelo, Freddy e Juan estão numa prisão de alta segurança em Santiago do Chile, aguardando julgamento, que se estima começar, em Novembro, com algumas audiências. Enquanto a media mostra imagens da viúva do policial morto pedindo “vingança” pela sua  “perda” e do Presidente Piñera para baixo todos incitam à condenação social destes três lutadores, sabemos que eles se encontram fortes e com a moral alta, orgulhosos das suas sus decisões e de terem-nas levado a cabo.
Recentemente soubemos que, tal como Marcelo, Freddy e Juan também sofreram punições,  atitudes dos miseráveis que atacam o que eles não entendem e estão assustados.

Seguimos atentos e mais uma vez convidamos xs companheirxs para se solidarizarem com Freddy, Marcelo e Juan.

Enquanto houver miséria, REVOLTA!
SÓ A LUTA NOS TORNA LIVRES!
LIBERDADE PARA FREDDY FUENTEVILLA,
MARCELO VILLARROEL, JUAN ALISTE!

Pela destruição de todas as prisões, PELA LIBERDADE!

Rede de Apoio de Buenos Aires

 freddymarcelojuan.noblogs.org

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