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Buenos Aires, Argentina: “Arte e Sabotagem” Jornada de apoio a presxs – 25/08

Arte e Sabotagem – 1ª edição – Jornada de apoio a presxs

Edição especial – pelo nosso irmão Santiago Maldonado, companheiro Lechuga presente!

25/08 – sábado – a partir das 14h

“Kaasa La Gomera” – Barracas,
(cruzamento das ruas Quinquela Martin e Hornos)
Buenos Aires

em espanhol l inglês

[Argentina] PODEMOS AINDA SER PIORES – Considerações e reflexões um mês após o desaparecimento de Santiago Maldonado

PODEMOS AINDA SER PIORES
Considerações e reflexões um mês após o desaparecimento de Santiago Maldonado

A 1 de Agosto, na Estrada Nacional nº 40, integrantes da Pu Lof em resistência de Cushamen e solidárixs fazem uma barricada, cortando o trânsito em repúdio com o processo que enfrenta Lonko Facundo Jones Huala, em solidariedade com este (pela segunda vez). Minutos depois chegariam camiões e camionetas com cerca de trinta gendarmes armados com espingardas de caça. Os peñis (Mapuches) começam a lançar pedras em resposta à presença das bastardas forças da ordem. A Gendarmeria avança aos tiros, queimando os precários casebres e pertences dxs habitantes da Lof, fazendo-os retroceder, atravessando um rio. Entre elxs encontra-se Santiago Maldonado (“El lechuga” ou “el brujo”) que fica para trás. Aqui, alguns habitantes da Lof observam que a Gendarmeria apanha Santiago e ainda outrxs afirmam que se ouvem os gendarmes  a dizer que “tinham um”.

Após isto começam a circular imagens e testemunhos sobre o facto de Santiago não aparecer e de como o tinha levado numa camioneta “unimog”. As autoridades mantêm silêncio acerca disto.

Na sexta-feira, 4 de Agosto, várias individualidades anarquistas, assim como solidárixs entram na casa da província de Chubut reivindicando a aparição de Santiago. O lugar foi propício à destruição. Computadores, quadros, janelas, decorações tudo foi destruído com raiva. No lugar deixam-se pintadas e panfletos alusivos à repressão em Cushamen.

Na segunda-feira 7 de Agosto convoca-se – através de várias organizações, grupos e família – uma manifestação na Plaza de Congreso, a qual acabou por ser muito numerosa, entre elxs encontrando-se muitxs companheirxs. Com raiva, não só por causa do que aconteceu, mas também por causa dos aparelhos dos politicos que, no período anterior às eleições, distribuíram a sua cédula da Frente de Esquerda. Naquele mesmo dia, após o final do ato.  a Rua Entre Ríos foi cortada, atirando-se pedras, à paulada e com petardos contra a infantaria, dois polícias da cidade e um guarda do congresso nacional que se encontrava no bairro. Duas motos da bófia seriam incendiadas ainda. A seguir dispersou-se, sem nenhum detido ou ferido da nossa parte.

Na sexta-feira, 11 de Agosto, são coordenados em diferentes partes do país (Bolsón, Bariloche, Rosario, Buenos Aires) diversas marchas e eventos. Na capital, as marchas são organizados por grupos DH (incluindo uma fração das mães da Plaza de Mayo), familiares e amigos do lechuga, além de organizações de esquerda que pedem uma concentração “pacífica” na Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada. Sendo uma concentração multitudinária, um dos irmãos do lechu lê uma carta dele, deixando clara a sua posição anti-bófia e anarquista.

Uma das coisas que nos causa muita raiva foi a utilização, por parte de partidos políticos, da imagem e da história do meio do nosso parceiro – PO, MST, MA Convergencia Socialista, partidos kirchneristas, ONGs, sindicatos (A CGT tem histórias bastante obscenas nos tempos peronistas, envolvendo grupos AAA e parapolícia) – para juntar (no meio da campanha eleitoral) mais alguns pontitos; O sequestro do lechuga NÃO É CAMPANHA POLÍTICA. Oportunistas que nunca deixaram de defender a propriedade privada, a gendarmeria e até mesmo os governos que diariamente os reprimem e mergulham na miséria; porque eles próprios querem alcançar esse poder e exercer essa mesma autoridade. Com eles e com as suas respostas conciliadoras não temos absolutamente nada a ver.

Na quinta-feira a 17, é convocada uma marcha em Cordova Capital, onde se podia ver uma grande multidão a pedir o aparecimento de Santiago com vida. A polícia implantou um grande aparelho para evitar distúrbios. Nessa mesma noite, de madrugada, anónimxs deixam um dispositivo rudimentar que  incendeia as portas de entrada do Corpo de Suboficiais da Gendarmeria Nacional de Córdoba. Não houve reivindicação. Dias depois, em uma marcha nacional contra os casos de gatilho fácil por parte da polícia, há confrontos e destruições em todo o centro de Cordova Capital. Posteriormente seriam invadidos diversos locais anarquistas, plataformistas e políticos (incluindo um refeitório), além de casas para mães que tiveram xs filhxs assassinadxs pela polícia. De lá só foram levados cartazes, faixas e folhetos que falariam sobre o caso de Santiago (mais o leite do refeitório). Algumas pessoas foram detidas, mas seriam libertadas algumas horas depois.

Na quinta-feira 24, a agrupamento grupo H.I.J.O.S e outros esquerdistas convocam uma manifestação e marcham na Plaza San Martín, na cidade de La Plata. Há muita gente e até mesmo um bloco negro de anarquistas. Durante a marcha ocorrem alguns danos nas ruas centrais da cidade. A marcha terminará o seu percurso na mesma praça de onde saíu. Em frente, através de uma rua, o Senado de Buenos Aires. Perante o olhar atónito de alguns cidadãos indignados, a rua é cortada, destrói-se um caminhão bem quotizado no mercado e o Senado é atacado com pedras e um par de molotovs, conseguindo algum dano e queimando um pouco a fachada do próprio Senado … Algumas horas depois duas pessoas deixam dois bidões repletos de nafta que fazem arder dois carros no estacionamento do Senado. Ninguém reivindicou o ataque. Dias depois, despedem o chefe da polícia secreta de Buenos Aires.

Em algumas dessas concentrações e marchas, bem como nas ruas ou universidades e especialmente nas redes sociais, observamos que uma grande parte da opinião pública se tornou empática e  ficou “sensibilizada” com o que se passou com Santiago (e uma pequena parte apoia alguns fatos de violência). É verdade que na Argentina, quando se fala de pessoas desaparecidas, se evocam as ditaduras militares e as várias recordações que foram registadas nas memórias da sensibilidade social. O que a grande maioria dos políticos tentam enterrar é que é a continuação dos aparelhos repressivos e as semelhanças que possuem tanto os governos ditatoriais quanto os governos democráticos. Repressão, tortura e desaparecimentos forçados nunca se foram de vez…

Acreditamos que é necessária a expansão do conflito. Desde um primeiro momento, companheirxs e pessoas solidárias manifestaram-se de forma criativa em diferentes partes do mundo. Em primeiro lugar, Uruguai, Chile, Bolívia e Peru, depois Estados Unidos, Espanha, Índia, França, Síria, Colômbia, México e muitíssimos outros cantos deste planeta gasto. Tudo isso difundiu não só o que aconteceu com o lechuga, mas também que a solidariedade é internacionalista e não tem mais nenhumas fronteiras do que os limites que a nós mesmxs nos colocamos.

A imprensa aponta, o estado dispara Continuar a ler[Argentina] PODEMOS AINDA SER PIORES – Considerações e reflexões um mês após o desaparecimento de Santiago Maldonado

Buenos Aires, Argentina: Ação direta contra a desaparição de Santiago Andrés – Atualização da situação

Aproximadamente às 10h da manhã de hoje (sexta-feira, 4/08/2017), a quase quatro dias do desaparecimento do companheiro Santiago Maldonado “lechuga”, destruímos a casa da província de Chubut, na putrefata capital do Estado chamado Argentina.

Embora abundem as razões, a raiva começa a transbordar e a transbordar-nos, já lá vão mais de 72 horas e um companheiro não aparece, enquanto Facundo Jones Huala continua em greve de fome.

Estendemos a nossa solidariedade ao povo mapuche e expandimos a nossa raiva contra todos os estados, o capital, a autoridade e todos os seus cúmplices.

Até que apareça o lechuga e até que o caos os sucumba!

Anárquicas individualidades expansivas do caos
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[Panfleto] APARIÇÃO DE SANTIAGO MALDONADO COM VIDA, JÁ!

Há já várias horas que não temos a certeza do paradeiro de uma pessoa. Mas não de uma pessoa qualquer, trata-se de uma pessoa solidária, companheira, anti-autoritária. O que sabemos, sim, é que uma vez mais as miseráveis forças da Gendarmeria [Força de Segurança de natureza militar] actuaram em conformidade com a rdem normativa democrática que em nada fica atrás das “temidas” ditaduras.

Uma vez mais o Lof em Resistência [famílias mapuche agrupadas num território libertado] em Cushamen, Chubut, foi invadido. E cada vez mais se acrescenta a perseguição e a domesticação do povo mapuche (que continua em luta para se recuperar como povo). Diversos assaltos, acosso policial e perseguição a várias comunidades mapuches – como o caso da prisão e pedido de extradição de Facundo Jones Huala, em cumplicidade mútua dos estados argentino e chileno – fazem ressurgir a raiva naquelxs que não querem ser mandadxs nem obedecidxs.

Nesta última repressão (a 1 de Agosto) entre uma chuva de balas, corridas e detenções- xs que tinham sido detidxs já foram libertadxs) – desaparece o “lechuga”. Conhecido companheiro do meio anárquico e anti-autoritário que se encontrava de forma solidária a apoiar e a resistir no Lof.

Há já várias horas que não sabemos ao certo do “lechuga” e a paciência começa a estalar, qual cristal que sofre o impacto das pedras da rebelião. Há já várias horas que não sabemos do paradeiro de um companheiro, mas o que sabemos, sim, é que não se respeita a yuta [bófia], que as suas leis  não nos atemorizam e que a combustão de alguns elementos acende e aviva o fogo.

Fogo que realça as nossas paixões contra a sua domesticada podridão.

¡Amulepetayinweican!
[A luta continua!]

Compilação informativa da desaparição de Santiago Andrés Maldonado (recebida a 5 de Agosto):

– Santiago desapareceu a 1/8, durante a brutal repressão levada a cabo pela gendarmeria na lof em resistência do departamento cushamen. Onde participaram os esquadrões 34, 35, 36, Ramos Mejía e Rawson, os quais abriram uma caçada humana, disparando sem parar.

– Sabe-se que Santiago Andrés Maldonado foi detido por efetivos da gendarmeria, durante essa brutal situação.

– Foi realizada uma busca exaustiva pelas delegacias circundantes à área, yendo todas negado a ingressão dele.

– Familiares, organizações de direitos humanos e companheirxs compañeros apresentaram habeas corpus, nos tribunais de Bariloche, Bolsón, Esquel. Como também em todo o país. Foi realizada uma ampla difusão por parte de um organismo de direitos humanos.

– Acosso por parte da gendarmeria ao irmão de Santiago, Sergio Maldonado, na altura em que este se acercou da lof à procura de mais informações sobre a situação em que foi detido e desaparecido o seu irmão;  novo acosso quando Sergio chegava à cidade de Esquel, por parte de efetivos da gendarmeria.

– Manifestações em toda a comarca andina, Neuquen, Cordoba, Buenos Aires e Uruguai, exigindo-se a imediata aparição do companheiro Santiago Andres Maldonado.

– Está-se a realizar uma conferência de imprensa por parte de membros da CPM (comissão pela memória). Na sede da Federação Judicial Argentina, rua Rincón 74 na cidade de Buenos Aires. Estará presente o presidente da CPM, Víctor Mendibil e outros integrantes do organismo, junto ao irmão do jovem desaparecido, amigos, familiares e companheiros. Acompanharão, também, o CELS e outros organismos de direitos humanos e organizações sociais que nas últimas horas se juntaram à exigência de aparição com vida.

Para além de que Santiago Andres Maldonado é um companheiro anarquista que decidiu se solidarizar de maneira ativa com a digna luta do povo mapuche e acudir indo à lof em resistência, quando soube da brutal repressão que estava a suceder a 1 de Agosto.

Santiago, aliás o bruxo, está desaparecido por se solidarizar e por lutar!!!!!!

O ESTADO E O CAPITAL, ATRAVÉS DO SEU APARELHO REPRESSIVO, SÃO OS CULPADOS DA DESAPARIÇÃO DO NOSSO COMPANHEIRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!

em espanhol

Buenos Aires, Argentina: Ataque incendiário contra igreja

Comunicado recebido a 20 de julho

Na madrugada de 11 de Julho deixamos uma “oferenda”incendiária à porta de uma igreja situada no cruzamento da rua Dorrego com a Av. Corrientes.

Levamos a cabo esta ação tendo em conta a proximidade da nojenta festa da pátria do dia 9 de Julho e a recente detenção de Facundo Jones Huala.

Não mais do que um pequeno gesto de solidariedade frente à crescente repressão e ao avanço tecnológico dos Estados, neste caso o chileno e o argentino.

Liberdade para Facundo Jones Huala!

Pela defesa da Terra!

Anarquistas contra toda a autoridade

N.T. Facundo Jones Huala é um lutador mapuche, perseguido pelo estado chileno, que se encontrava na Argentina, preso presentemente.

Buenos Aires, Argentina: Todo o confinamento é tortura, toda a prisão é opressão, toda a luta é um desejo de liberdade!

Solidariedade e ação direta com xs presxs em greve da fome – Abaixo as suas leis!

Contra todas as leis, contra a reforma da lei 24660!

No dia 5 de Maio, realizou-se um corte de estrada nas proximidades das instalações do serviço penitenciário federal (no cruzamento das Lavalle e Corrientes, Once). Além disso foi feita uma concentração com faixas junto à penal de Devoto (a 12 de Maio) apoiando xs presxs que fizeram uma greve de fome contra a reforma da lei 24660, um projecto que pretende endurecer as penas, limitando as saídas transitórias e a liberdade condicional, exigindo todo o cumprimento da pena sem nenhum tipo de benefício. Para agravar isto ainda se junta a construção de novas penais à volta da Argentina e a transferência das prisões para fora das cidades.

Em dezenas de unidades prisionais de diferentes âmbitos (provinciais, federais e de Buenos Aires) iniciou-se uma greve de fome, paragem de actividades e batucadas dentro das prisões do país contra a realidade prisional, pondo em risco a única coisa que possuem, o seu próprio corpo.

O Estado e os seus verdugos, aliando-se a um bombardeio mediático sobre a insegurança e à mesma sociedade que o alimenta, permitem aos juízes continuar a sentenciar ANOS E ANOS DE CONFINAMENTO, acrescentando a isso tudo o que de igual modo lá sucede: conglomeração, sobrepopulação, isolamento, verdugos, solicitações, castigos, violação e morte. Coisa quotidiana dentro das prisões da democracia.

Solidarizamos-nos con xs presxs em luta, para lá das diferenças, apoiamos sempre aquelxs que não se vendem e que decidem tomar a vida nas mãos.

Todo o confinamento é tortura, toda a prisão é opressão, toda a luta é um desejo de liberdade.

Buenos Aires, Argentina: Solidariedade com xs companheirxs Juan Flores, Nataly Casanova e Enrique Guzmán

 

Juan, Nataly e Enrique
SOLIDARIEDADE E AÇÃO DIRETA –
TERRORISTA É O ESTADO
PRESXS ANARQUISTAS NO CHILE! (A)
FOGO À PRISÃO (A)

Corte de estrada junto ao consulado do Chile [1 de Maio de 2017], em solidariedade com xs compas Juan Flores, Nataly Casanova e Enrique Guzmán, acusadxs de colocação de dispositivos explosivos em diferentes pontos de Santiago. Juan, Nataly e Enrique enfrentam, firmes, um julgamento em que se procura condenar a prisão perpétua o primeiro [Juan Flores], a 20 anos de prisão a segunda [Nataly Casanova] e o último [Enrique Guzmán] a 10 anos de prisão.

O estado é que é terrorista!

A SOLIDARIEDADE TORNA-NOS FORTES, A LUTA FAZ-NOS LIVRES.

Argentina: Pintadas anárquicas nalguma parte de Buenos Aires

NÃO À IIRSA (A)
NÃO À EXPLORAÇÃO

REBELIÃO CONTRA A IIRSA

Debaixo de cimento…
(Pela semana de agitação e propaganda anárquica contra a I.I.R.S.A)

A luta não é só no campo, florestas, rios, montanhas, montes, selva ou mares. Apesar de não o reconhecermos a luta directa pela terra, mais efectiva, está aí. Mas a nossa luta não é limitada.

A expansão da exploração e o extrativismo – a devastação da Terra – tem uma origem e uma base que o impulsiona. Uma base de cimento cinzento e monótono. E uma origem conquistadora e dominadora.

As cidades-contentores sepultam a vida, qual cemitério que o espera. Uma vez que debaixo do cimento se encontra a terra. Terra que será fertilizada com os defensores e promotores da devastação quando eles estiverem enterrados para depois se colher a rebeldia.

O que o inimigo chama de natureza trata-se de nós, segundo o nosso ponto de vista. Porque não nos afastamos nem queremos separar-nos daquilo que somos. Defendemos-lo, defendemos-nos e atacamos como e com o que quer que seja, mesmo que pouco ou não muito.

Com carinho e rebeldia para aquelxs que lutam diretamente, cara a cara – pela Terra e pela Vida contra o Capitalismo e a Civilização alienante – onde quer que seja. Hoje, nesta selva de betão, as paredes, que um dia ruirão, hoje, pelo menos, dizem:

NÃO À I.I.R.S.A
NÃO À EXPLORAÇÃO

em espanhol

Buenos Aires, Argentina: Incendiado carro de um fantoche do poder

A todos xs companheirxs que dão batalha nesta guerra contra a autoridade do estado, do capital e à sociedade, em todo o lado.

Sigamos o nosso caminho, que é único e o melhor que podemos fazer perante a imundice de vida que nos apresenta as pessoas que nos marginalizam e se marginalizam também, quer dizer, que formam a margem que separam as pessoas que têm algo que perder das que não o têm.

Na terça- feira, 14/02/2017, à 1 da madrugada, incendiámos o luxuoso carro de um fantoche do poder do poder, na via Echeverria 5400, Villa Urquiza, Buenos Aires.

Liberdade ou Morte

em espanhol l grego

Buenos Aires: Ataque a uma camioneta da Presidência da Nação Argentina

carro-em-chamas-1024x679Em resposta à repressão exercida  pela DIGOS (Divisão de Investigações Gerais e Operações Especiais) – através da operação “Scripta Manent” sobre xs companheirxs anarquistas que habitam a região dominada pelo estado italiano – incendiámos uma camioneta da Presidência da Nação Argentina no dia 25/9/16 cerca da uma da manhã da manhã, na zona do cruzamento das ruas Marcos Paz e Pedro Lozano em Villa Devoto, Buenos Aires.

Anna, Marco, Sandrone, Daniele, Danilo e Valentina vocês não estão sós, deste lado dos muros continuaremos a atacar a autoridade e a incendiar as cidades de todo o mundo.

Liberdade ou morte (Federação Anarquista Informal)

em inglês, grego, italiano

Argentina: Sabotagem no clube hípico e de pólo em Buenos Aires

exploracao_animal_corridasRecebido a 9/10/2016:

Poucos lugares terão a dominação mais visível como naqueles onde se usam os valos para equitação, montar ou para qualquer outro  fim – pegam num animal nascido para ser livre, submetem-no ao controlo humano para ser humilhado, manejado e despojado da sua independência, perdendo toda a sua vida, os seus interesses, agora um/a humano/a é dono/a dele.

O clube hípico e de pólo de Buenos Aires é um claro exemplo disto, utilizam cavalos nos seus desprezáveis jogos, por isso decidimos incomodá-los um pouco pelo que numa noite fomos visitar esse lugar levando um pouco de fogo para aquecer o ambiente e queimar dois reboques daqueles com os quais transportam os cavalos – além de um martelo para pregar a nossa ira nesse lugar pelo caminho e partir o maior número possível de vidraças.

Desta vez queimamos os reboques e quebramos vidros valiosos, na próxima vez o que será? esperamos que esta visita lhes tenha custado cara e que percebam que pode vir a ser ainda mais.

Através desta ação recordamos a esses cavalos que é com ira e tristeza que os vemos nesse confinamento, carregando-nos de energia para continuarmos a destruí-lo.

Buenos Aires: Ataque incendiário a dois autocarros coletivos em Salta e Finochietto

coletivo incendiadoContra o aumento do transporte e dos serviços, Contra o Estado ontem, hoje e sempre

No dia 11 de Abril às 4 da manhã incendiamos 2 autocarros coletivos da carreira 67, localizados em Salta e Finochietto.

Não nos deixemos ficar indefesxs, não nos resignemos a aceitar passivamente esta “merda” de vida cada vez mais superficial, monótona e sem alegria, respondamos de forma prática e reprodutível à violência quotidiana do poder.

Encontremos cúmplices, experimentemos formas de ação coletivas, imaginativas, burlemos os controlos da polícia e das câmaras.

Contagiemos as nossas ideias!

Rompamos com a apatia no meio do aborrecimento, da alienação e do circo político-mediático nos quais nos encontramos submergidxs.

Viva a Anarquia!

em espanhol l grego

Buenos Aires: Projeções anárquicas, por um Dezembro Negro

copsPoderia fazer deste texto uma questão individual, desligando-me de qualquer movimento ou correntes ácratas e simultaneamente resguardar o meu ego dos eruditos da ação e dos que sacralizam o anarquismo, mas a verdadeira essência destas palavras encontra-se na necessidade de uma projeção, certamente não massiva, embora concreta, de levar às ruas a raiva caótica que sentimos.

Todxs estamos conscientes da nossa posição na estrutura social, da passividade pequeno burguesa até à radicalidade nihilista, podemos continuar a fazer análises sobre os métodos de controlo do capital e utilizá-los directamente como resposta para justificar a vitimização e a paz social, o limitarmos-nos a dizer que os indivíduxs que conformam a sociedade são na sua totalidade nossxs inimigxs, em ambos os casos a resposta em si mesma não faz mais do que nos confrontar com a nossa posição rebelde e desembaraçarmos-nos de qualquer ação que transcenda as nossas afinidades.

A partir destas palavras não se procura atacar nem as ações totalmente dedicadas à propagação, nem muito menos as individuais que pretendam atacar as estruturas do poder, mas sim, entendendo-me como parte de uma corrente mais ampla que a minha existência, tentar compreender e enfrentar o problema da falta de um posição anti-autoritária em guerra contra o poder, para além dos espaços auto-referenciais e das aparências virtuais.

A minha posição, basicamente, parte do fato de que, como movimento anarquista não constituímos uma força que possa ser uma ameaça real ao poder nas ruas, e eu posiciono-me em negação com a ideia geralizada de que o problema é puramente quantitativo.

Referirmos-nos à questão como meramente quantitativa isso significa negar, de antemão, a possibilidade de que um indivíduo haja, pelas suas próprias convicções, e possa ser realmente perigoso – e ao mesmo tempo continuar com a perspectiva social, na qual um sujeito revolucionário dotado da consciência emancipadora irá conceber a revolução quando se dêem certas condições.

Sabemos perfeitamente que existem inúmeras tendências anti-autoritárias, no território, e não creio que seja necessário um censo anárquico para determinar a nossa existência, mas quando a teorização se transforma numa representação nostálgica de lutas passadas ou na radicalidade estética, torna-se tristemente aborrecido o diálogo e, até mesmo, a nossa presença.

Cada um terá as suas razões, algumas mais do foro ideológico, e outras pessoais, o que é certo é que queremos a destruição de tudo o que nos oprime, mas não só em termos materiais, sabemos que as nossas projeções também procuram a ruptura do tecido social de dominação e nas ações que realizamos – mesmo aquelas em que concebemos a destruição de toda a sociedade, partem do seio das concepções sociais ou entre elas – atacamos na consciência de saber que existe um outro, em torno do qual procuramos que se confronte com o desejo rebelde; isto não significa que estamos em busca da sociedade, mas que estamos atravessados por um mundo simbólico do qual poderíamos assumir o comando, antes de ficarmos indiferentes perante o conflito e o espetáculo social.

Desta forma, eu não vou fazer um contraste entre o grupo de afinidade ou luta social, mas a transcendência de ambas as projeções, mesmo que para um fim ideal – chame-se revolução social ou por uma simples ideia de quebrar a paz social hoje, pelas nossas próprias convicções e fazer das nossas ideias uma ameaça que se expanda para além das nossas tarefas diárias.

Ora bem, creio que seria consequente concebê-lo. Por quê? em relação à nossa presença nos conflitos sociais, entendendo que, embora todxs gostaríamos de participar no caos em massa nas ruas, a distância para nos depararmos com esse panorama – não devido a fraqueza do nosso lado mas a um ambiente social pacificado por anos de assistencialismo democrático e à triste esquerda sempre amiga do poder – embora com exemplos de sobra de tensões sociais nos últimos anos em que não houve presença anti-autoritária generalizada – não é minha intenção entrar em uma autocrítica revisionista, mas para ver até ao presente próximo. Sabemos que os anos de bons maneiras governamentais e crescimento social estão a ir abaixo, o show progressista vai expôr massivamente a sua posição e a crise económica prejudicará  os mesmos de sempre, contra esta realidade vindoura será nossa responsabilidade impulsionar o conflito – com as nossas perspectivas tanto sociais como anti-sociais – ou continuar a justificar o nosso afastamento, procurando as contradições já conhecidas e que fazem parte de todos os movimentos.

Por um Dezembro Negro,

A prática da insurreição nas ruas

Morte ao estado e que viva a anarquia

Indivíduo anti-autoritário.

em espanhol

Argentina: Ataque a concessionária em Buenos Aires

tsitTentam-nos obrigar a uma existência submissa e cobarde em nome do progresso tecnológico, do controlo social e de uma maior inclusão no que se refere à pertença ao sistema. Mas nós não queremos nenhum progresso, atacamos o seu controlo e recusamos de maneira consciente a sua inclusão!

Escolhemos viver a vida por um fio, a do abismo e não pelos caminhos da turba mansa – a que se arrasta, mendigando ao Poder as próprias cadeias que os amarram.

As nossas motivações serão sempre, em primeira instância, a dignidade, a coerência entre o que dizemos e fazemos, esse gozo de nos comprovarmos coerentes com o que acreditamos. Também nos motiva a sede de vingança, uma vingança que sentimos que temos que cobrar desde crianças, quando nos encerraram nos seus centros de domesticação e a seguir, ao longo de toda a vida, encerradxs em fábricas, prisões, manicómios…bibliotecas “anarquistas”…

Desprezamos toda essa merda! Há outros caminhos, longe dessa porcaria monótona e anuladora do indivíduo!

Foi no decorrer deste percurso, principalmente solitário mas constante, que a 4 de Setembro passado colocámos um dispositivo incendiário numa concessionária de motos e quadriciclos – a situada na Avenida Entre Ríos, esquina com a Rondeau – embora lamentavelmente não tenha funcionado como esperávamos. Mas continuaremos, continuaremos sempre!

A nossa intenção é clara: fomentar e propagar o ataque a todos os símbolos (físicos e idealizados) que representam esse enredado difuso que constitui o inimigo.

Objetivos a atacar…abundam…depende da nossa vontade, da nossa decisão.

A gerar todo o caos possível frente à merda eleitoral que se avizinha e à competência dxs candidatxs para ver quem saca mais polícias nas ruas e quem vá gerir melhor a miséria.

Força a Sol Vergara, valente companheira encerrada nas prisões chilenas. Força a todxs xs demais companheirxs anarquistas, antiautoritárixs, nihilistas e subversivxs encerradxs pelo Estado no Chile, México, Grécia, Itália, Espanha…

Com xs nossxs mortxs na memória…

VIVA A INTERNACIONAL NEGRA!

Célula Nihilista do Ocaso de Fogo

em espanhol | grego

Buenos Aires: Ataque a círculo de suboficiais da Polícia Federal Argentina

sabotageComunicado recebido a 8 de Setembro

Na quinta-feira, 24 de Agosto, por volta das 2:00 colocámos um dispositivo explosivo de fabricação caseira – constituído por uma garrafa de plástico de meio litro recheada de pólvora negra, pavios detonadores e de iniciação, aderidos a um cigarro que serviu de retardador e tudo unido a dois camping gás (butano) – na entrada do circulo de suboficiais da polícía federal argentina, situada na Alberti, entre a Chile e a Mexico, no bairro de Balvanera, Buenos Aires. Embora as câmaras sigam xs nossos passos, contámos com bons /boas amigxs e determinação e imaginação criativas para evadir a segurança desta paz social.

Através deste gesto solidarizamos-nos com xs companheirxs anarquistas fugitivxs ou encarcerados em diversas partes do mundo. Que são exemplos de luta e convicção!

O Poder é todo aquele que exerce o monopólio da violência, a justificável juridicamente, não somente a policial (a económica, a mediática, a social, o discurso democrático).

Por isso mesmo ESTAMOS com xs amotinadxs, com xs fugitivxs, com xs chavalxs encerradxs nos centros penais e psiquiátricos da argentina (e do mundo inteiro) “comuns” e anónimxs que se rebelam, com xs “suicidadxs” assassinadxs pelo serviço penitenciário.

Memória e vindicação a SERGIO “URUBU” TERENZI, MAURICIO MORALES e SEBASTIAN OVERSLUIJ

Façamos prática da liberdade, enfrentemos a resignação. Exaltemos a vida!

Saudações e ânimos.

Alguns anarquistas e nihilistas

em espanhol | grego

Argentina: Camioneta de luxo incendiada em Buenos Aires

scrap

Recebido a 10 de Setembro

Reivindicamos o incêndio de uma camioneta de luxo, numa área afluente de Buenos Aires. O grandioso e destrutivo motor poluente de luxo agora é só sucata. Com este gesto recordamos Angry e saudamos Sol Vergara, Javi e as recém sequestradas pelo estado $hileno.

Conspiração Sebastián Oversluij

                                                                          em espanhol  grego  inglês

Argentina: Sabotagem a comboio em Buenos Aires

Tudo nas cidades está desenhado para promover e perpetuar o constante fluxo de mercadoria, humana e da outra. Milhões de pesos são investidos em remodelações de estações de comboios e inaugurações de outras, em construção e manutenção de estradas, em mecanismos tecnológicos de controlo e repressão, em recursos para xs servxs armadxs ao serviço do poder.

Foi pensando nisto que no dia de hoje procuramos, nem que seja por um instante, perturbar o normal funcionamento das engrenagens que sustêm a estrutura da dominação, atacando o trecho que une as vias de Floresta com Villa Luro através de um dispositivo incendiário/explosivo.

Não entraremos no jogo de que com estas acções prejudicamos só xs trabalhadorxs. O importante foi hoje ser quebrada a normalidade asfixiante aprovada pela imensa maioria da sociedade policial.

Em solidariedade directa e cumplicidade com xs nossxs irmãos/ãs da Conspiração das Células de Fogo que se encontram em greve de fome nas prisões gregas desde 2 de Março passado, exigindo a libertação imediata dos seus próximos!

É urgente agir pois o estado dxs nossxs companheirxs é grave, prova suficiente é que 6 delxs se encontram no hospital.

Solidariedade com Angeliki e com xs restantes grevistas!

Força aos/às companheirxs do Chile neste novo aniversário do Dia do Jovem Combatente. Estendamos as revoltas por todo o lado!

Concretizemos as vinganças dxs nossxs mortxs, presxs e torturadxs por combater o putrefacto Estado da Argentina .…

Circulo de Fogo

Nota de Contra Info: Xs membros presxs da CCF e Angeliki Spyropoulou finalizaram a sua greve de fome

Buenos Aires: Colocada faixa em solidariedade com Tamara Sol Vergara

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A nossa beleza encontra-se na vingança. Liberdade imediata para Sol Vergara!

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Hoje, 2 de Fevereiro de 2015, colocou-se na parte da manhã uma faixa na ponte pedonal que se encontra sobre a Avenida Figueroa Alcorta, a metros da embaixada do Chile, em solidariedade com a companheira Tamara Sol Vergara que aguarda sentença nas prisões da dita região. Um pequeno gesto que pretende incentivar a solidariedade e transmitir força a Sol e aos/às seus/suas próximxs.

Argentina: Libertação de animais e incêndio num biotério em Buenos Aires

O progresso e a ciência, inimigos declarados da natureza e da liberdade – pois são manejados por quem possui o poder e que o querem manter custe o que custar – exercem, como parte fundamental do seu desenvolvimento, a separação humana do resto da natureza sendo uma dessas práticas o encarceramento e abuso dos animais.

Decidimos começar una campanha feroz contra a experimentação em animais, particularmente na universidade de La Plata – onde se faz experimentações em gatos, cobaias e outros animais.

Para isso foi necessário e táctico o fogo e a violência – nada comparável à que exercem contra os animais não humanos, aqueles que sequestram e com os quais fazem experiências.

Não vamos parar até que o fogo, a intimidação e o medo que sejam necessários sejam razão bastante para que não seja seguro e viável experimentar em animais.

Para dar substância a isto, nos primeiros dias de Janeiro juntámos a libertação da totalidade dos gatos, cobaias e ratinhos dos biotérios da universidade de La Plata ao posterior incêndio de forma total desses biotérios.

Este acto não ficará isolado, continuaremos até que se dêem conta de que todo o ato têm consequências, não nos deteremos até que se detenha a exploração.

Incentivamos a perseguir-se, intimidar-se e destruir-se estes e todos xs exploradorxs de animais.

Feliz ano novo exploradorxs!

Buenos Aires: Marcha à embaixada da Grécia pela vida de Nikos Romanos

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Solidariedade urgente com o compa em greve de fome, em risco de morte – 12h – Praça Housey – LIBERDADE PARA NIKOS ROMANOS

Amanhã, 9 de Dezembro, às 12 horas, marcharemos com bandeiras e faixas à embaixada da Grécia, em Buenos Aires, como expressão de solidariedade e exigir do Estado da Grécia que aceite a demanda do companheiro anarquista Nikos Romanos, há 30 dias em greve de fome, o qual, após sucessivos desmaios, se encontra em real perigo de morte. A chamada à solidariedade internacional é de carácter urgente, visto a sua vida estar em risco e, por sua vez, esta será uma manifestação em apoio a todxs xs lutadorxs da Grécia ao cumprir-se 6 años do assassinato do jovem Alexis Grigoropοulos.

Companheiro não estás só, o mundo mobiliza-se pela tua vida!

Anarquistas Solidários

Argentina: Feira do Livro e Difusão Anarquista de Buenos Aires – 6 a 7 de Dezembro

afiche-feria-color-724x1024Estamos a organizar outra Feira do Livro e Difusão Anarquista de Buenos Aires para 6 e 7 de Dezembro de 2014.

São várias as inquietações que nos impulsam: O que gera a necessidade deste encontro? Onde estamos parad(A)s? O que estamos a fazer é eficaz? Que entendemos por eficácia? De que recursos e oportunidades dispomos?

Os que aqui nos juntamos nesta ocasião são aqueles que acreditam que a feira poderá ser uma grande oportunidade para gerar uma forma de nos reunir a nível regional- de modo a ser feita uma análise e uma caracterização do contexto e da situação actual – que sirva para novos projectos e para potenciar a formação de vínculos, a articulação e o intercâmbio.

Convidamos tod(A)s (A)s feirantes, editoras, colectivos e individualidades que se dediquem à difusão das ideias acratas, seja em que formato for, a participar no evento: seja com uma banca, apresentações de livros ou a realizar actividades de algum tipo.

Com esse objetivo  procuramos actividades que sejam lúdicas e participativas, não só para sairmos da clássica estrutura de conversa-debate mas também para se darem prioridades dinâmicas que potenciem a apresentação e o intercâmbio da experiência directa d(A)s presentes como corpos em luta. Interessa-nos compartilhar experiências diretamente, envolvendo projectos, situações e problemáticas nas diversas regiões da província, do país e do mundo, nos pôrmos em dia com elas, trocar vivências, conhecimentos, fortalecer os vínculos existentes e gerar outros. Como anarquistas, não queremos somente expor a nossa realidade, queremos aprender com outras: Que problemáticas existem na tua região? Que propostas tens para as abordar? Que ideias foram postas em prática? Que pudeste aprender com elas?

Para conseguirmos estes objectivos dependemos do interesse e participação de tod(A)s. É por isso que estás mais que convidad(A) a participar da forma que mais te agradar.

Convidamos-te também para participar na organização e preparação da feira assm como te incentivamos a que difundas a actividade e que convides quem tenha intenções de compartilhar e participar. Qualquer ideia que te ocorra, para contribuir ao exposto ou à organização será bem vinda. Somos pouc(A)s mas queremos fazer muito.

Se queres uma banca para a feira, se tens propostas de actividades, se queres consultar os alojamentos entre os dias da feira ou para qualquer outra pergunta envia-nos um mail para se poder reservar um lugar e nos organizarmos entre tod(A)s: feriaanarquistabsas@riseup.net

Esperamos-l(A)s!

Saúde e Anarquia!

Mais informações aqui

Buenos Aires, Argentina: Jornada no âmbito da Semana Solidária com presxs anarquistas – 29/08

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Integrada na Semana Internacional de solidariedade com anarquistas presxs, de 23 a 30 Agosto de 2014, chamamos para um dia de relembramento histórico de companheirxs encarceradxs pelos Estados Argentino e Chileno.

Haverá projeções alusivas ao tema, conversas anticarcerárias, escrita de cartas a presxs anarquistas, petiscos vegan para compartilhar. Contribuição livre.

Até que todxs sejamos livres!

Buenos Aires: Pintadas contra o Mundial de futebol

Na noite de 29 para 30 de Maio, foram realizadas no centro da cidade de Buenos Aires uma série de pintadas com palavras de ordem contra o próximo mundial de futebol a ser realizado no Brasil (“Não vai ter Copa”, “Contra a miséria do mundial”, “Fogo ao mundial”, etc.) e em solidariedade com a companheira Sol Vergara, detida no Chile, acusada de disparar contra um guardia bancário.

Após pintarem a fachada da AFA (Associação de Futebol Argentina), xs companheirxs foram interceptadxs pela polícia federal e pela metropolitana, transferidxs à sede da polícia (3ªesquadra) e cerca das 14 horas aos calaboços, levadxs ao juíz depois onde foram soltxs – após terem-se negado a fazer declarações – acabando por, neste momento, se encontrarem processadxs por acusação de delito de “danos” à espera de novidades judiciais…

Se foi decidido compartilhar este gesto em particular e não outros, não foi para pedir nem a solidariedade nem a aprovação de ninguém, justamente só para comunicar – axs companheirxs que de forma polimórfica são ativadorxs, aqui ou em qualquer região – a existência  de compas que difundem e agitam contra este asqueroso torneio assim como convidá-lxs a juntarem-se à luta contra o mesmo.

É claro, com a intenção de enviar a nossa força axs que nas ruas do Brasil resistem e organizam-se contra a investida estatal que, com vista à organização deste evento milionário, desaloja, humilha, encarcela, tortura e assassina, sobretudo as pessoas dos bairros marginais.

Também a nossa força, sempre, axs companheirxs na prisão, não arrependidxs.

NÂO VAI TER COPA!

em espanhol

Buenos Aires, Argentina: Concentração solidária com os compas acusados no Caso Security, frente ao consulado chileno

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OLYMPUS DIGITAL CAMERANo âmbito da semana de agitação e solidariedade com os nossos companheiros sequestrados pelo poder, no chamado  “Caso Security” na região chilena, no dia anterior ao começo do absurdo circo judicial.

Alguns (como tantxs outrxs solidárixs) convocaram uma concentração no consulado da dita região, com a firme vontade de fazer sentir ao inimigo: “Que aqui estamos uma vez mais”. Dispostos e firmes a afrontar as consequências, no lado que escolhemos estar, como sempre junto axs nossxs companheirxs combatentes, estejam ou não sequestradxs pelo Estado/Capital. Acendendo a chama da ação direta, do fogo subversivo que souberam e sabem avivar  Juan, Freddy e Marcelo, como tantos outros e outras em tantas partes do vasto mundo, em todas as sociedades em que se imponham culturas de morte, submissão e exploração.

Porque enquanto exista miséria haverá rebelião!
A revolta é inevitável, forjemos a anarquia, até ao fim!

Buenos Aires, Argentina: Ataque incendiário a dois patrulheiros da Polícia Federal

Trabalhadores armados e preparados para matar, guardiães da orden e da lei, serventes dos poderosos, assassinos a saldo. É a Policia Federal Argentina. A guerra psicológica faz parte da guerra social com a qual nos confrontamos, contra toda a autoridade, mas não é a que escolhemos nem a que incentivamos, a nossa guerra é a física, a do ataque direto aos opressores e aos seus pertences. Não nos basta saber que o inimigo perceba que pode ser atacado, mas sim saber que através de um ataque o seja. E se o interesse também fosse psicológico, consideraríamos que o mesmo se nutre diretamente de uma realidade fisica que se concretiza por meio do ataque direto que já mencionámos.

No domingo de 24 de Novembro de 2013 entre a 1.30 e as 2 horas da manhã, atacámos com dispositivos incenciários dois carros patrulheiros da Policia Federal Argentina, um da delegacia 41 e outro da delegacia 27.

Força para o companheiro Ilya Romanov preso após ter ficado ferido com o seu próprio dispositivo explosivo, quando se dispunha a atacar a polícia na Rússia.

Solidariedade com xs companheirxs Francisco Soler e Mónica Caballero presxs pelo ataque com uma bomba na Basilica del Pilar em Espanha.

Uma saudação cúmplice plena de amor e anarquia para os companheiros Alfredo Cospito e Nicola Gai presos em Itália e orgulhosos membros do Núcleo Olga FAI/FRI.

Amigxs da Terra / Federação Anarquista Informal