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[Prisões chilenas] Comunicado do compa Juan Aliste Vega a partir do Hospital Prisional

Através dos trâmites desenvolvidos e da insistência com que têm vindo a ser feitos há já 4 meses, dentro e fora dos limites físicos da prisão, conseguiu-se por fim a minha transferência do Prisão de Alta Segurança para o Hospital Prisional, a 19 de Julho, de modo a que me pudessem fazer um electrocardiograma e vários exames com rigor.

No dia seguinte, 20 de Julho, de manhã, fui novamente transferido até ao INCA, Instituto de Neurocirurgia, no meio de um considerável operativo prisional/policial, para que por fim me fosse feita uma angiografia – exame esse com que se pretende obter uma imagem mais detalhada da área cerebral onde mantenho a malformação cerebral produzida pelas agressões sofridas anteriormente. Vale a pena assinalar que este exame é uma peça chave e imprescindível para a extração cirúrgica iminente a que devo submeter-me. No final o exame realizou-se sem problema algum, através de um correcto e digno trato por parte da equipa médica em questão.

Uma vez concluído aquele procedimento, fui transferido de ambulância até ao hospital prisional, donde me terão de dar alta para voltar ao CAS nas próximas horas. Os procedimentos médicos só pretendem aclarar e dar conta da minha situação atual. São vários os passos que lhes deveriam dar continuidade, tanto ou mais complexos que estes, até que se realize a operação cerebral qualificada como urgente desde Março – apesar de todos os entraves e obstáculos que envolvem ser um refém do Estado, estar sob a custódia da mais férrea polícia do território – possuidores de uma lógica de vingança e  crueldade, além de submergidos no repulsivo tecido burocrático.

Estas palavras, longe de qualquer sentimento de vítima ou de lástima, encontram-se caregadas de vitalidade revolucionária, insurreta e subversiva. É no contexto do constante exercício da solidariedade revolucionária, levada a cabo há já alguns anos pelxs prisioneirxs subversivxs, que se torna imprescindível comunicar os recentes passos dados nesta nova batalha. Não foi a primeira e sem dúvida não será a última vez que como reféns do Estado a devamos enfrentar.

Pretendia aproveitar esta comunicação para abraçar as diversas iniciativas que foram erguidas em Santiago, Concepción, Valdivia, Temuco e noutros territórios tal como aqueles gestos internacionalistas que sabem cruzar fronteiras na Argentina, Uruguai, Brasil e Espanha…Gestos e atividades – a partir das quais se pratica uma solidariedade que constrói e reforça as nossas redes subversivas – o mais vital dos oxigénios, para percorrer caminhos até à libertação total a partir do confinamento.

Aqui continuamos firmes, sem vacilar, orgulhosos de poder contar com esta formosa cumplicidade rebelde que percorre territórios, expande-se, multiplica-se e permite enfrentar tudo o que apareça.

Enquanto existir miséria…Haverá rebelião!

Juan Aliste Vega
Prisioneiro Subversivo
Hospital Prisional

Julho 2018.

espanhol

Santiago, Chile: 1º Comunicado público da “Rede Anti-Prisional Solidária com Juan e Marcelo”

A “R.A.S” foi apresentada no decorrer da atividade “Rap Solidário” a 14/07/2018.

O que é a prisão?

Prisão é uma estrutura material através da qual se pretendem inibir os atos de qualquer pessoa que transgrida as condutas impostas pelo Estado. Assim, o castigo, a imposição e disciplina socialmente aceite constituem o regime em que xs cativxs têm que viver, procurando-se dessa forma anular as suas ações, ideias e convições. Estes atos podem constituir delitos e, tal como os que desafiam a ordem, serem de ordem política revolucionária é com estes que de novo tomamos posição – seja apoiando ou solidarizando-nos com aquelxs companheirxs que hoje se encontram presxs por terem levado para a frente ações subversivas em prole de uma ideia política de libertação. A entrega destxs companheirxs faz com que queiramos apoiá-lxs de forma real, concretamente porque são nossxs afins.

Nós, companheirxs autónomxs e anarquistas temos vindo a realizar iniciativas e projetos libertários, há já há algum tempo – partindo de diferentes espaços e contextos – procurando com isso gerar um corte com a ordem, as normas e tudo o que pretenda impor o Capital e o Estado. É sob este prisma que diversas pessoas convergiram, presentemente, para de forma coletiva levantarem a “Rede Anti-prisional Solidária com Juan e Marcelo”.

Quem são Juan e Marcelo?

Juan Aliste Vega e Marcelo Villarroel Sepúlveda são prisioneiros subversivos, bautónomos e libertários que atualmente se encontram na prisão de alta segurança de Santiago, Chile, a partir de Julho de 2010 (Juan) e desde Dezembro de 2009 (Marcelo).

É desde muito jovens que estes companheiros têm participado em casos de luta revolucionária – primeiro em plena ditadura militar e posteriormente a ela também – desenvolvendo práticas ofensivas contra o Capital e o Estado. Ataques que foram tanto a estruturas materiais como a sujeitos que formavam parte do aparelho estatal. A época exigia posicionamentos e determinação, assim o entenderam eles, procurando alcançar isso através do ingresso no Mapu-Lautaro, um dos diversos grupos político-militares que existiram nesse período.

O seu desafio à ordem estabelecida levou-os a serem presos em 1991 e 1992, respectivamente. A prisão foi uma circunstância – nem desejada nem procurada pela opção de vida que escolheram – tal como disse um deles numa antiga entrevista; durante mais de uma década tiveram de viver a enfrentar o confinamento, a repressão do carcereiro e as lógicas próprias daquela instituição lúgubre.

De novo em liberdade e, em anos seguintes, uma nova situação causa impacto na opinião pública, polícia, política estatal e Estado. 18 de Outubro de 2007. Um assalto bancário, em pleno centro da capital de Santiago, a entidade é um Banco Security. Os assaltantes conseguem o dinheiro, fogem em diferentes direções, dois deles dão de caras com dois motoristas da polícia, há troca de disparos e um é abatido, é o policía Luís Moyano. O ter defendido os interesses do Capital lhe custou um grande preço, a morte.

Assim se desenrolaram os factos e a caçada iria ser desencadeada: Juan, Marcelo, Carlos Gutiérrez Quiduleo* e Freddy Fuentevilla Saa** são expostos na televisão e sinalizados como os assaltantes e assassinos do polícia. Os companheiros decidem passar à clandestinidade, quebrando um deles um benefício intra-penitenciário ao qual tinha acedido em 2003***.

A 15 de Março de 2008, Marcelo e Freddy são detidos em San Martin de los Andes, território argentino. Acusados de posse ilegal de armas de guerra, foram condenados depois a 3 anos e 6 meses. Ao atingirem metade da sentença, em 16 de Dezembro de 2009, são expulsos para o Chile e levados para a prisão de alta segurança. Juan, por seu lado, é detido a 10 de Julho de 2010 no terminal de autocarros de Retiro, Buenos Aires, território argentino. E ele é imediatamente expulso para o nosso país e levado também para a prisão de alta segurança.

Em Santiago do Chile – após 4 anos de longa prisão preventiva em Julho de 2014 – realizou-se o julgamento que os condenou, respetivamente, a 42 anos (Juan), 14 anos (Marcelo), 15 anos (Freddy) de prisão. No decorrer do processo chamado “Caso Security” e /ou “Caso Moyano”.

Entretanto mais de uma década se passou desde aqueles acontecimentos no centro da capital de Santiago – tal como o que tudo o que tiveram eles de afrontar depois, assim como o assédio às suas famílias e círculos próximos. A clandestinidade, os espancamentos, as detenções, as difamações, a exposição à opinião pública, a prisão, as transferências para diversas unidades, as condenações. Todo um processo acompanhado também pela mão solidária de companheirxs anónimxs, grupos, coletivos, organizações políticas, através de apoio material e simbólico – onde se desenrolaram diversas atividades, apontamentos de imprensa, fóruns, palestras, espetáculos musicais, concentrações, agitação nas ruas por meio de propaganda, cartazes, publicações, difusão on-line  e, de maneira ilegal, uma ampla multiformidade de ações subversivas no Chile e diversos outros lugares do mundo.

O que é que iremos desenvolver, enquanto “Rede Solidária”?

Apoio e solidariedade (numa de suas múltiplas formas) é o que desejamos desenvolver e projectar – entendido de forma prática, que serão públicos e sistemáticos – o essencial para nós será agitar e difundir a situação dos companheiros mencionados, através de cartazes, propaganda e atividades, gestos concretos que visam “construir uma ponte” a partir da prisão, entre eles e aqueles que se encontram “fora dos muros”.

Este tipo de instâncias abertas – ocupando as ruas, espaços diversos, meios electrónicos, associando -nos com outros grupos e individualidades, etc – são importantes, pois permitem dar a conhecer a situação dos companheiros, as suas ideias e práticas políticas, que existem e resistem apesar de muitas adversidades. Outro fator importante é que permite que mais pessoas indaguem e se interessem por estas perspetivas anti-prisionais – uma luta mais entre tantas outras contra o Capital e o Estado. Pretendemos agitar e difundir para criar e juntar, para potenciar a teoria e a prática, porque quando existe na consciência uma ideia radical claramente algo tem de ser feito.

PERANTE A INDIFERENÇA MASSIVA: RESISTÊNCIA ANTI-PRISIONAL ATIVA!
LIBERDADE PARA JUAN, MARCELO E TODXS XS PRESXS DA GUERRA SOCIAL!
ENQUANTO EXISTA MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!

Rede Anti-Prisional Solidária com Juan e Marcelo.
rsanticarcelaria@riseup.net
Julho de 2018
Santiago de Chile

Notas:
* Carlos Gutiérrez Quiduleo, Weychafe [Lutador em idioma Mapuche] Libertário. A história subversiva do companheiro remonta aos anos 80, quando fazia parte da guerrilha urbana do Movimento Juvenil Lautaro (MJL). Foi detido em Janeiro de 1995, acusado de Associação Terrorista Ilícita, sendo libertado sob fiança em Outubro de 1998.  A seguir foi preso em meados de 2003, acusado de assaltar um Banco Santander em Ñuñoa, Santiago. Foi libertado sob fiança em meados de 2005 sendo sentenciado à prisão em 2006, para essa causa, em 5 anos e 1 dia. Mais tarde é acusado de participar no assalto ao Banco Security em Santiago Centro. Foi preso em 28 de Novembro de 2013 em Angol, na região de La Araucanía pela equipa do PDI, após 6 anos de clandestinidade, sendo rapidamente transferido para a seção de segurança máxima dentro da prisão de alta segurança em Santiago. Conseguiu sair da prisão em 10/09/2015.

** Freddy Fuentevilla Saa (Subversivo Autónomo). A história subversiva do companheiro remonta aos anos 90, quando fazia parte da guerrilha urbana do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR).
Depois de ser sinalizado como participante no assalto ao Banco Security no centro de Santiago, passa à clandestinidade, é preso em território argentino, depois expulso para o Chile e condenado (fatos descritos no texto).  Conseguiu sair da prisão em 18/06/2018.

*** Marcelo Villarroel Sepúlveda (Libertário Subversivo). É o companheiro que quebra o benefício intra-penitenciário  ao qual acedeu em 28 de Dezembro de 2003. A sentença que caiu sobre ele é até 26 de Fevereiro de 2056.
Fazendo um breve resumo das sentenças podemos discriminá-las da seguinte forma: Associação Terrorista Ilícita, 10 anos e 1 dia pela sua participação na guerrilha urbana Mapu-Lautaro. Danos a veículos fiscais com ferimentos graves aos carabineiros, 3 anos e 541 dias, por ataques armados a viaturas policiais nas comunas de Cerro Navia e Conchalí. Co-autor de homicídio qualificado terrorista, 15 anos e 1 dia, para o confronto armado com a escolta do intendente Luis Pareto, onde morreram 3 detetives na comuna de Las Condes. Roubo com intimidação (lei 18.314), 10 anos e 1 dia, para expropriação de um banco do Estado e a um camião de frangos, que foram distribuídos numa cidade na comuna de Renca. Por último, um ataque explosivo contra a casa do embaixador espanhol, 8 anos e 1 dia, durante a comemoração dos 500 anos do massacre dos povos ancestrais neste território. Todas estas ações foram concretizadas em Santiago do Chile.

em espanhol

[Santiago, Chile] Lançamento do livro: Louis Lingg. Já o devem saber pelos estrondos

Lançamento do livro: Louis Lingg. Já o devem saber pelos estrondos. Memória insurreta: Origens do 1º de Maio e a vida de um dos seus protagonistas

Em que dia? 5º feira, 5 de Abril 2018
A que horas? 19:00
Onde? Avenida Brasil 658, Santiago Centro*Vídeos
*Lançamento-conversa
*Venda de rifas e comida em solidariedade com Juan Aliste Vega e a sua situação médica.

Louis foi um anarquista alemão que, após imigrar para os Estados Unidos, participa em diversas lutas, greves e círculos de ação anarquista. É detido após os acontecimentos do 4 de Maio de 1886, na Praça Haymarket, sendo processado por conspiração e morte de vários polícias. Por fim é condenado à forca, juntamente  com mais quatro anarquistas.A 10 de Novembro, um dia antes da data da sua execução, Louis decide suicidar-se mediante explosivos, no interior da sua cela. Em homenagem aos quatro anarquistas mortos pelo Estado e em memória da grande repressão que se seguiu às mobilizações por uma jornada laboral de oito horas é que se comemora até aos nossos dias o primeiro de Maio como o “Dia internacional dxs trabalhadorxs”.

Neste livro resgatamos a história de Louis Lingg, um dos anarquistas (protagonista deste processo) que tem sido mais esquecido.

“Repito que sou inimigo da “ordem” atual e repito também que, com todas as minhas forças e enquanto me restar um alento, a vou combater (…) digo-lhes: Desprezo-os!; desprezo a sua ordem, as suas leis, a sua força, a sua autoridade! Enforquem-me!
–Louis Lingg-

***Ficha técnica do livro***
Título: Louis Lingg. Já o devem saber pelos estrondos. Memória insurreta: Origens do 1º de Maio e a vida de um dos seus protagonistas.
Autor: Colecciones Memoria Negra
Editorial: Colecciones Memoria Negra
Preço: $4.000
Páginas: 198 com Ilustrações.

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* Companheirxs de Bibliotecas e editoras: Para as editoras que queiram distribuir este livro, assim como para as bibliotecas às quais podemos doar algum exemplar contatem-se particularmente – antes de assistirem – para  se coordenar entregas durante a atividade.

*Companheirxs prisioneirxs da Guerra Social: As visitas e íntimxs de cada companheirx na prisão que nos escrevam e avisem-nos para coordenar a entrega de uma cópia do livro para xs compas encarceradxs e efetivamente esta chegue às mãos do/a compa.

Colecciones memoria negra
www.coleccionesmemorianegra.wordpress.com
coleccionesmemorianegra@gmail.com

[Chile] Urgente: Sobre a situação de saúde do companheiro Juan Aliste Vega

SOBRE A SITUAÇÂO URGENTE EM RELAÇÃO À SAÚDE DO NOSSO KOMPANHEIRO, O PRESO SUBVERSIVO AUTÓNOMO JUAN ALISTE VEGA.

FAZENDO UM FERVENTE APELO À SOLIDARIEDADE.

Queremos compartilhar o relato a seguir, o qual contém, no essencial, os detalhes do seu atual estado de saúde:

“No dia 16 de dezembro de 2017, de forma fortuita tive uma convulsão, colapsando-me no chão com perda de consciência e como resultado fui encaminhado ao Hospital Penitenciário, onde exames de sangue, urina e coração foram realizados. Nesse mesmo dia, a ordem médica é dada para ser tratado por um neurologista especialista num hospital ou clínica externos.

Após quase 80 dias, fui atendido no Hospital San Borja Arriarán, a 6 de março 2018, por um neurologista o qual. em vez de ordenar os exames de electro-encéfalograma, electrocardiograma  e scanner cerebral, concluiu com o diagnóstico de Epilepsia Secundária, gerada por malformação artério venosa, produto de golpes recebidos, sin poder precisar a antiguidade destes. Indicou um tratamento primário de um anti-convulsivo chamado Levetirasetam e, em conjunto, a um neuroradiólogo e neurocirurgião definiram a forma de realizar uma intervenção intra-vascular como primeiro passo para evitar o crescimento desta malformação para a seguir intervir, com micro-neurocirurgia, na zona do lado direito do cérebro onde está localizada a malformação artériovenosa.

Os prazos para estas intervenções são estimados entre 1 e 2 meses, isto porque são indicados como urgentes pelo alto risco à minha vida e saúde, ainda mais nas condições de refém do estado em que estou há 8 anos.

No momento, tenho absoluta proibição de praticar desportos e qualquer movimento súbito que gere risco de bater na cabeça. Tenho que manter o descanso, embora seja evidente que, nas circunstâncias do confinamento, isso é impossível.

É uma luta contra o tempo”.

* * *

Hoje confrontamos-nos com um combate pela vida e saúde do  nosso compa. As sequelas de uma vida em guerra são evidentes.Os diversos períodos em que esteve na prisão – de 1991-2001, 2002-2003, 2010 – até ao presente, vão deixando marcas indeléveis no corpo  de Juan que hoje as tem num momento crucial para o qual, inevitavelmente, necessitamos da solidaridad concreta de todxs aquelxs que, de qualquer parte do mundo, podem contribuir nesta “URGENTE CAMPANHA PELA VIDA E SAÚDE DE JUAN ALISTE”.

São momentos que exigem a disposição e entrega sincera de todxs aquelxs que transitam pelo mesmo caminho de luta pela Libertação Total que o nosso irmão.

Fazemos um fervente apelo a fazer-se presente. Resolver os altíssimos custos das operações que se devem realizar é a nossa urgência imediata,  pois os prazos são apertados e não há tempo a perder. No mesmo sentido fazemos um apelo a se multiplicar as instâncias multiformes e nsurretas de apoio e solidariedade, de forma autónoma com o companheiro, a permanecer atentos à sua situação e aos possíveis obstáculos que se avizinhem. Cada um/a pode contribuir com o que seja necessário mas sem dúvida alguma de estar, sem desculpas nem ambiguidades: Pela vida do nosso irmão.

PELA VIDA E SAÚDE DE JUAN: FRATERNIDADE, CUMPLICIDADE, SOLIDARIEDADE!!!!

*Familares, amigxs e companheirxs de Freddy, Marcelo e Juan.

Deixamos aqui as indicações para fazer contribuições em dinheiro:
Depósito bancário em dólares:
Conta corrente 013-01-00747-3
Banco BICE, Marianela Leontina Salinas Aravena, RUT 8.719.216-4. Com o Código swift: BICE CL RM.
Código SBIF: 028
(Cada transferência tem uma cobrança de 30 U$, resguardar os baucher de envío e mandar imagem ao correio: c.verdugo.sa@gmail.com )
Para facer envio de dinheiro por Western Union escrever ao correio c.verdugo.sa@gmail.com, para receber os dados de ccmo e a quem transferir. Este tipo de transação tem um custo que é proporcional à quantia enviada.
Qualquer outra dúvida consultar o correio em questão.

em espanhol

Santiago, Chile: Reivindicação de sabotagem à linha férrea em Talagante

Sabotagem às máquinas. A defender a Terra.

Reivindicamos mais uma ação de sabotagem à linha ferroviária, na comuna de Talagante – no domingo, 19 de Março do presente ano – entorpecendo o normal funcionamento da maquinaria estatal; utilizamos pneus a arder no momento exacto em que o trem de carga se aproximava, sendo os nossos sentidos testemunha das luzes e buzinas que alertavam para a eminente passagem pelo fogo insurreto que levantámos.

Não é a primeira vez que realizamos esta ação, temos obstruído estas máquinas com rochas, pneus a arder, gás butano, troncos, escombros e mais pneus a arder… Nada nos deterá! Continuaremos  com este tipo de ações em mais comunas da nojenta cidade; Porquê? Porque somos anarquistas! Inimigxs do Capital e do Estado, dos seus miseráveis guardiões, de toda a asquerosa máquina dxs poderosxs.

Através destas chamas enviamos as nossas saudações aos/às companheirxs da Okupa Themistokleous 58, estamos junto a vós em cada passo que dêem, do Chile à Grécia, toda a nossa cumplicidade.

Também fazemos nossa a chamada à memória insurreta de Javier Recabarren – 2 anos depois da sua morte, atropelado por um mini-autocarro – o jovem ácrata e antiespecista vive em cada expressão de luta nas ruas.

Finalizamos deixando claro que esta ação é, também ela, uma mostra de solidariedade com os companheirxs subversivos, autónomos e libertários Marcelo Villarroel, Juan Aliste e Freddy Fuentevilla. E são forças para xs companheirxs Nataly Casanova, Juan Flores e Enrique Guzmán – antes da fase de inquirição no julgamento em que são acusadxs de várias detonações a símbolos do poder.

TUDO CONTINUA
SABOTAGEM ÀS MÁQUINAS
NA DEFESA DA TERRA

Frente de Libertação da Terra

em espanhol

Santiago: Reivindicação de dispositivo simulado em Villa Militar Oeste

No dispositivo foi escrito: “Sebastián Oversluij Presente”. Junto a um A, símbolo anarquista.

“A grande cidade apresenta, além disso, uma elevada concentração de objectivos de ataque (…) Alguns/mas combatentes, por poucxs que sejam, podem pôr em xeque, até, grandes contingentes de forças inimigas, através de acções apropriadas – a guerrilha deve deixar bem claro que os seus ataques se dirigem, por princípio, contra todas as instituições do inimigo de classe, todos os postos de administração e de polícia, o ponto nevrálgico dos centros diretivos, mas também os altos funcionários dessas instituições, juízes, directores, etc.; deixar muito claro que a guerra vai ser levada até aos bairros residenciais desses senhores (…) Utiliza a surpresa como arma e que seja ela que determine o tempo e lugar das operações.”

O moderno estado capitalista e a estratégia da luta armada / RAF.

As ideias e práticas antagónicas ao capital e ao estado têm sido a dor de cabeça da ordem burguesa – desde que se entranharam há séculos atrás, com toda a sua pujança, em território chileno – gerando diversas reacções, levadas a cabo pelos aparelhos armados do estado, fosse em ditadura ou democracia.

Durante os anos 60 salientou-se a VOP (Vanguarda Organizada do Povo), enquanto nos anos 70 esse lugar é ocupado por diversos grupos armados marxistas, a finalidade era sempre combater o poder estabelecido nessa época. Enquanto que a VOP o fazia nos tempos de Allende, o MIR (Movimento de Esquerda Revolucionária), FPMR (Frente Patriótica Manuel Rodríguez) e Mapu Lautauro (Movimento de Ação Popular Unitária) combatiam contra a ditadura militar de direita, fazendo-se parte da guerra contra a dominação, contra o Estado.

Durante a transição democrática estas organizações acabam por sentir o golpe ofensivo do Estado, desmembrando-se em seguida, ainda que parte dos seus/suas combatentes decida não desistir.

Durante os anos 90, e dada a reduzida expressão anti-capitalista, ressurgem novas correntes de autonomia e horizontalidade, fazendo-se estas notar na expressão política – principalmente em manifestações e violência nas ruas. Do anonimato à sabotagem com cargas explosivas a diversos alvos do capital e do Estado, aquelas começam a ressoar e, na década seguinte, esta forma de agir coloca a anarquia debaixo da mira atenta da polícia de investigação criminal.

A expressão viva desta nova etapa do anti-capitalismo começa a cimentar, a pulso em território chileno, a nova subversão, autónoma e libertária.

Nas mentes dos agentes do poder não cabe a possibilidade de que. no meio da democracia, existam indíviduxs dispostxs a fragilizar e interromper a paz social e a circulação capitalista. Os bombazos, a luta nas ruas, as extensas jornadas de protesto acompanhadas de fortes ataques à polícia, sabotagens, o fogo destruidor e a propaganda das ideias insurretas, de forma multiforme, começam a tomar parte da nova prática difusa e descentralizada, sem liderança nem dirigentes da expressão anti-capitalista – a práxis da luta anarquista insurreccional.

Com o passar do tempo o Estado começa a reestruturar-se, armando-se até aos dentes, fazendo a sua vigilância constante e sistemática, introduzindo o seu discurso na sociedade com o amparo da sua fiel amiga de sempre: a imprensa. Por isso mesmo as manipulações fazem da prisão o castigo efectivo, para xs que saem da norma imposta, o aniquilamento físico e mental debaixo de toneladas de betão e sim, é possível, o assassinato, sendo esta a forma máxima de castigo para xs subversivxs.

Sob estas tácticas do estado, a luta subversiva é catalogada como delinquência. Para todxs xs os que fazem dela a sua vida vida isto não tem relevância alguma, porque a reivindicação e o orgulho revolucionário contradirão sempre as suas “verdades”. No entanto, devemos entender que este qualificativo tem como objectivo a prevalência dos interesses dxs poderosxs. Aí radica a aposta do ataque insurreccional – golpear e atingir o poder – até que não possam controlar a sua asquerosa ordem.

Desta forma, e sob o prisma das ideias e acontecimentos expostos, voltámos a gerar uma corrente de acções, as que não pararam e que em seguida descreveremos. Hoje, tornámos parte do nosso projecto o seguinte: envio de balas ao pároco da Igreja dos Sacramentinos, em Março; os roubos em universidades, para fins políticos, em Julho; a colocação de um dispositivo incendiário num autocarro da transantiago (sem passageirxs) em Agosto. Todas estas acções reivindicadas pela Brigada da Morte, Bando Ilegalista Sebastián O. Seguel e o Núcleo de Ataque Herminia Concha, afins à FAI/FRI, que agora formam parte dos Núcleos Antagónicos da Nova Guerrilha Urbana.

No dia 2 de Dezembro, abandonámos um artefacto simulado no interior da Villa Militar Oeste, localizada na Av. Pajaritos, Estação Central, Santiago, Chile. (1)

O nosso dispositivo era composto por um extintor com cabos ligados a um telemóvel, o qual simulava um detonador à distância. Avisamos desde já, a não colocação de um engenho explosivo real foi por decisão política. Porque se bem que neste lugar vivam seres que merecem morrer, dia e noite passam trabalhadores que não são os nossos objectivos.

Dessa mesma perspectiva, utilizámos essa simulação no Mall Plaza Alameda e num autocarro da transantiago (com passageirxs) em Dezembro de 2015. Ao contrário do que se passou com o engenho explosivo que colocámos no Centro de Reinserção da Guarda- Prisional, em Fevereiro deste ano, composto por 1 kilo de ANFO, colocado estrategicamente junto a um reservatório de gás.

Agora, regressando à madrugada do 2 de Dezembro: esta acção de hostilidade, num local onde vivem os militares e polícias, está destinada a desmoralizar o inimigo histórico dxs revolucionárixs. Inimigo a combater com todas as nossas forças e armas. Daqui, da nossa posição, avisamos-vos poderosos: hoje foi uma simulação, mas temos todas as armas e explosivos de que precisamos e não hesitaremos em utilizá-los, no dia, hora e local que decidamos para vos atingir.

Desde já advertimos: militares nojentxs, caminhem com cuidado: María Riquelme (Bloco 4 dpto 12), Iván Pinto (Bloco 11 dpto 24), Luis Orellana (Bloco 11 dpto 1123), Oscar Moya (Bloco 11 dpto 1124), Sergio Martínez (bloco 11, dpto 1142). A vossa paz e tranquilidade terminou. Hoje, foram escolhidxs aleatoriamente, qualquer um ou uma podia estar ali, com cuidado mas estamos a xs observar.

Para finalizar, é imprescendível enviar uma saudação combativa e um sinal de cumplicidade aos/às companheirxs da Conspiração das Células de Fogo (na prisão e cá fora) na Grécia. Com esta acção desejamos contribuir mesmo que humildemente à iniciativa do Projecto Nemesis. Esperando que essa proposta ressoe em cada revolucionárix e se materialize em acções concretas, por todo o mundo.

Tão pouco esquecemos xs nossxs irmãos/irmãs na prisão. Marcelo Villaroel, Freddy Fuentevilla, Juan Aliste, quando passam já 9 anos da emissão da ordem de busca e captura contra eles. Não esquecemos como o já extinto torturador Alejandro Bernales dava a mensagem entre linhas, através da imprensa. “ Caminham com a morte”. Não esquecemos também o extenso processo jurídico que tiveram que enfrentar por uma acção iniciada pela justiça militar, que com o decorrer do tempo, foi transferida para a justiça civil a cargo do fiscal militar Roberto Reveco. Transferência onde não existiu grande mudança, predominando o desejo das condenações do poder. Ainda assim, os nossos irmãos mantiveram-se firmes e irredutíveis, dignos e indómitos. A vocês, a nossa solidariedade.

Também desejamos enviar uma saudação internacionalista às mulheres guerrilheiras autónomas que dão vida à Revolução, em Rojava, no Médio Oriente. Mulheres que levam à prática ideias antagónicas ao capital, estado e patriarcado, no meio de um conflito bélico contra sacanas, polícias e militares opostos à liberdade e à autonomia.

Por último recordamos o nosso irmão e companheiro Sebastián Oversluij Seguel, a 3 anos da sua morte, duramte uma tentativa de assalto bancário, a 11 de Dezembro de 2013, na comuna de Pudahuel, Santiago, Chile. Morto às mãos do vigilante William Vera, militar com um currículo extenso, assassino a soldo do capital, com experiência em conflitos bélicos no estrangeiro.

Por tudo isto e muito mais: Atacar o corpo Militar!
A hostilidade está plenamente justificada!
Guerra ao inimigo, no seu território!
Tudo continua… Voltaremos!

Coluna Insurreccional “Ira e Complot” – FAI/FRI
Núcleos Antagónicos da Nova Guerrilha Urbana

(1) “Bomba simulada, na proximidade do metro Pajaritos, mobilizou Carabineros”. Bio Bio Chile, 2 de Dezembro 2016.

em espanhol

[Itália] Exposição e discussão em Rovereto e Bérgamo com um/a companheiro/a sobre o Caso Security e a repressão nas prisões chilenas

cs

NÃO ESQUECER  NEM PERDOAR

Em solidariedade e apoio a todos os companheiros cativos do caso Security, desprezando o controle do poder sob a forma de inquisição democrática.

Ao lado dos corações que persistem sem rendição, após anos de convicções e muros de betão nunca vacilaram na sua luta contra o Poder e as suas estruturas.

Projeção do vídeo:
*Contra a sociedade carcerária nem um minuto de silêncio*
Liberdade para todxs, Liberdade imediata! Chile 2016

Sexta-feira, 23 de Setembro
20h Jantar
21h Forum/Discussão
Laboratorio Anarchicho, LA ZONA
via bonomelli 9 Bergamo
lab.lazona@gmail.com

Sábado, 24 de Setembro
A partir das 17 hrs. no
Circolo CABANA
via campagnole 22 Rovereto

em italiano l espanhol

Valparaíso, Chile: Luta nas ruas em solidariedade com Freddy, Marcelo e Juan

caosQuarta-feira, 29 de Junho / 2016.

Confrontos com a bastarda e imunda polícia de verde na universidade de Playa Ancha na V região, Valparaíso, $hile.

Durante a luta nas ruas foram lançados panfletos em solidariedade com os companheiros subversivos Freddy Fuentevilla Saa, Marcelo Villarroel Sepúlveda e Juan Aliste Vega, condenados no mediático “caso security”, um caso orquestrado pela inquisição democrática após várias expropriações bancárias, uma delas onde se deu a morte do lacaio da bófia Moyano, tendo-se salvo do chumbo mais outro, em 2007.

Nas ruas saúda-se com luta, agitação e propaganda a vida combatente  dos companheiros do passado, presente e futuro subversivo e libertário. Hoje, os nossos companheiros mantêm-se de pé e resistem ferozmente às condenações do aparelho estatal na Prisão de Alta Segurança de Santiago, $hile.

LIBERDADE IMEDIATA PARA FREDDY, MARCELO E JUAN!!!
Solidariedade ativa com os companheiros
ENQUANTO EXISTA MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!!

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Atenas: Faixa solidária com os presos do Caso Security (Chile)

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Enquanto existir miséria haverá rebelião – Força a Marcelo Villarroel, Juan Aliste e Freddy Fuentevilla, presos subversivos no Chile – Dezembro Negro.

caso-security1 Durante a tarde de 21/12 colocamos nas grades da Politécnica, na rua Patision, uma faixa em solidariedade com os compas Marcelo Villarroel, Juan Aliste e Freddy Fuentevilla – que se encontram encerrados nas prisões chilenas a cumprir longas condenações pelo caso security. Um sinal de cumplicidade com todxs xs compas que resistem de cabeça erguida ao confinamento.

Por um Dezembro Negro e uma vida de combate!

em espanhol

Chile: Propaganda solidária com Juan Aliste, Freddy Fuentevilla e Marcelo Villarroel

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Após 8 anos de iniciada a caçada... transbordando os contextos, sempre inimigos do estado. Orgulhosos de estar em guerra. Liberdade para Juan, Freddy e Marcelo!!!
Após 8 anos de iniciada a caçada…
transbordando os contextos, sempre inimigos do estado. Orgulhosos de estar em guerra.
Liberdade para Juan, Freddy e Marcelo!!!

32-1024x768Passados 8 anos de iniciada a caçada…

Saudamos de forma iconoclasta os companheiros Juan Aliste, Freddy Fuentevilla e Marcelo Villarroel, cumpridos 8 anos do início da caçada jornalístico-policial-jurídica depois da morte do Cabo Luis Moyano – durante um confronto armado, após uma expropriação bancária.

Damos valor à postura dos companheiros, sempre ativos na agudização da Guerra Social, resgatamos o orgulho e a dignidade que tanto nas ruas como na prisão sabe marcar distâncias do inimigo… Nenhuma renúncia, nenhum passo atrás.

SOMOS AMOR EM GUERRA!!!
COM IRREDUTÍVEL SOLIDARIEDADE!!!
VIVA A ANARQUIA!!!

18 de Outubro de 2015.

espanhol

Santiago, Chile: Chamada a um Dezembro Negro em memória de Sebastián Oversluij

13215416Nesta 6ª feira, 28 de Novembro de 2014 decidimos atacar um autocarro do transporte público com a finalidade de chamar a um Dezembro Negro de ações e gestos solidários em memória do companheiro anarquista Sebastián Oversluij, assassinado durante uma expropriação bancária frustrada no dia 11 de Dezembro de 2013. Logo que o autocarro começou a arder, atirámos pirotecnia de forma a que a nossa raiva e rebeldia destilasse com mais força. Com esta ação também pretendemos solidarizar-nos com a companheira Tamara Sol Vergara que actualmente se encontra sequestrada nas mãos do poder. Esta é a forma que encontramos para dizer que nenhum dos nossos mortos e presos está esquecido, que a cada golpe do inimigo se multiplica a raiva expressando-se através de ações certeiras contra o poder.

Nos meios de comunicação burgueses esta ação vinculou-se ao início da Teletón. Na realidade a motivação claramente não foi essa, mas de qualquer modo mostramos o nosso repúdio aqueles que comercializam com a desgraça de outros. Este é o nosso contributo à conta oficial deste festa de hipocrisia. Além disso, sublinhamos que vivemos momentos de grande tensão, com três pessoas a serem presas pela sua suposta participação na colocação de um engenho explosivo no subcentro da Escola Militar. Embora seja nossa opinião que a ação foi pouco estratégica, é mais um retrocesso que uma contribuição, não deixamos de nos solidarizar com aqueles que provavelmente vivem os processos carcerários mais duros dos últimos tempos.

Como anti-autoritários acreditamos na destruição da sociedade carcerária e, devido a isso, recordamos Nataly, Juan e Guillermo, assim como Hans Niemeyer, Mónica Caballero, Francisco Solar, Juan Aliste Vega, Carlos Guitérrez Quiduleo, Marcelo Villarroel e Freddy Fuentevilla. Não esquecemos os dois weichafe que foram assassinados nos últimos tempos nos territórios do sul em conflito, José Quintriqueo e Victor Mendoza Collío. Memória e combate em seu nome. Também recordamos que  esta semana foram detidxs quatro jovens por porte de dispositivo incendiário e desordens na via pública; enviamos-lhes um afectuoso abraço de solidariedade e fogo fazendo por sua vez uma chamada a que tomem sempre todas as precauções e medidas de segurança no momento da ação, para evitar os golpes do inimigo.

Não é demais insistir no esclarecimento de que, para nós, o transporte público representa uma das formas que o Estado e o Capital emprega para que xs exploradxs e consumidxs deste sistema cheguem aos seus postos de alienante trabalho, de forma a cumprirem com as obrigações impostas por um sistema que procura abarcar as nossas vidas até ao último segundo. Queimar um autocarro é questionar de golpe a lógica da estrutura, é sabotar a circulação de mercadoria humana, interromper o objetivo totalizante da urbe. A nossa luta é pela vida, a liberdade e a terra, contra o conjunto de fantasias que o capital e o  espectáculo nos impuseram como forma de vida, contra o avanço do progresso que destroça tudo o que é belo e tudo o que é livre.

Chamamos a um Dezembro Negro

em memória do companheiro Sebastián Oversluij

Solidariedade com Tamara Sol Vergara

Hans Niemeyer, Mónica Caballero e Francisco Solar em liberdade!

Força ao companheiro Nikos Romanos

Um carinhoso abraço aos companheiros que atacaram a PDI

Mauricio Morales e Sebastián Oversluij presentes!!!

Santiago: Nada já terminou e ninguém está esquecido – caso Security

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Mais de quatro anos depois da sua detenção, finalmente foram processados ​​e condenados três companheiros, acusados de várias expropriações a bancos e do homicídio de um guardião do poder. Juan Aliste Vega foi condenado a 42 anos, Marcelo Villarroel a 14 e Freddy Fuentevilla a 15. Os três companheiros também foram membros de grupos armados que resistiram à ditadura, continuaram a resistir à mentira da democracia, tendo por isso, estado sob constante perseguição política, que visa silenciar as ideias dos que se rebelam irredutivelmente contra o poder. Também se vincula ao mesmo caso Carlos Gutiérrez Quiduleo, que está atualmente a aguardar julgamento.

É por causa desta situação que decidimos transformar as palavras em ação e fazer da solidariedade um gesto caloroso para aqueles que agora têm de enfrentar a prisão. Respondendo à chamada de agitação feita pelos companheiros, por volta das 23:30, na quarta-feira, 2 de Julho (o dia da leitura da sentença) realizamos um corte de estrada na Avenida General Velasquez perto do 21ª delegacia de polícia da Estación Central, lançamos panfletos e penduramos uma faixa materializando a nossa saudação aos nossos irmãos do Caso Security.

Além da solidariedade com os sequestrados pelo Estado procuramos contribuir para a disseminação das ações insurretas contra o poder e a proliferação de gestos anti-autoritários. Fazemos uma chamada aos diferentes grupos e indivíduxs para multiplicar os ataques nas suas diversas formas e para manter vivo o fogo anárquico da revolta.

Tampouco esquecemos xs outrxs irmaos e irmãs sequestradxs e assassinadxs pelo poder na luta contra o Estado e o Capital. Monica Caballero, Francisco Solar, Tamara Sol Vergara, Mauricio Hernández Norambuena e todxs xs presxs que resistem dignamente nas masmorras do capital.

Claudia López, Jhonny Cariqueo, Mauricio Morales, Zoe e Sebastian Oversluij presentes na memória combativa e na ação insurrecional.

Nada já terminou e ninguém está esquecido. Em guerra constante contra a dominação.

Afins insurrectxs

Santiago, Chile: Veredito do julgamento contra os companheiros Freddy, Marcelo e Juan

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VEREDITO DO JULGAMENTO DOS COMPAS FREDDY, MARCELO E JUAN                                    Hoje, sexta-feira, 6 de Junho, às 14 horas, o tribunal decidirá sobre a vida dos nossos companheiros com penas que vão desde os 18 anos até à pena perpétua qualificada. As palavras “culpados” ou “inocentes” escutar-se-ão nas salas de audiência do sinistro centro de justiça, situado em Rondizzoni. Três miseráveis magistrados – marionetas dos desejos de vingança do poder e dos seus verdugos – serão quem dará o golpe contra os nossos compas. A chamada é para se assistir à audiência, acompanhar e nos solidarizarmos com Freddy, Marcel e Juan, com os seus familiares, amigxs e gente próxima, à espera do que o tribunal vá decidir. LIBERDADE PARA FREDDY, MARCELO, JUAN E CARLOS!

 Solidariedade e agiração revolucionária e insurreta com xs prisioneirxs da guerra social! 

Aqui poderá ler-se os resumos (espanhol) das audiências e aqui o comunicado do Grupo Anticarcerário Vuelo de Justicia sobre o recente assédio às famílias dos compas.

 espanhol

Estado espanhol: Faixa em solidariedade com Mónica e Francisco

Na semana de solidariedade con xs anarquistas Mónica Caballero e Francisco Solar, colocámos uma faixa em solidariedade com xs compas na estrada N.1 na altura de Altsasu (Nafarroa); com esta faixa queremos expressar a nossa solidariedade e proximidade com xs presxs anarquistas e a partir daqui aquí mandar-lhes um forte abraço. Ânimo e força compas.

Na faixa pode ler-se: Liberdade Mónica e Francisco, Anarkia Bidea Da [em basco: a anarquia é o caminho).

Na faixa não havia sítio para saudar outrxs prisioneirxs, pelo que a partir daqui mandamos un fuorte abraço aos companheiros:

Gabriel Pombo Da Silva; Marco Camenisch; Alfredo Cospito; Nicola Gai; Sergio Maria Stefani; José Miguel Sánchez; Marcelo Villarroel Sepúlveda; Freddy Fuentevilla Saa; Juan Aliste Vega; Hans Niemeyer Salinas; Carlos Gutiérrez Quiduleo; Mario González. Solidariedade axs prisioneirxs anarquistas da Grécia, Itália, México e de todo o mundo.

Agur eta ohore [em basco: adeus e honra], companheiro Sebastián Oversluij.

Anarquistas

Atenas: Intervenção solidária com prisioneirxs da guerra anarquista em todo o mundo

Liberdade a Mónica Caballero e Francisco Solar (presxs em Espanha)
Solidariedade com Marcelo Villarroel, Freddy Fuentevilla, Juan Aliste Vega, acusados no Caso Security (presos no Chile)
Solidariedade com os anarquistas Alfredo Cospito e Nicola Gai (presos em Itália)
Força ao compa José Miguel Sánchez Jiménez, em greve da fome desde 27 de Novembro (preso no Chile)

Atualização: O companheiro José Miguel Sánchez Jiménez está bem de saúde, encontrando-se atualmente na 9ª secção da prisão “Ex-Penitenciáría” em Santiago do Chile tendo suspendido a sua greve da fome.

Liberdade a Mónica Caballero e Francisco Solar; solidariedade com Valeria Giacomoni, Gerardo Formoso e Rocío Yune, acusadxs pelos ataques do Comando Insurreccional Mateo Morral (Espanha)
Liberdade ao nosso irmão Gabriel Pombo Da Silva (preso em Espanha)
Liberdade aos irmãos e a irmã presxs da Conspiração das Células do Fogo
Solidariedade com xs presxs da FLA/FLT
Liberdade ao anarquista vegano Walter Bond (preso nos EUA)
Liberdade a Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis, acusados pelo Projeto Fénix. 10, 100, 1000 núcleos da FAI-FRI. Liberdade aos compas da CCF (presxs na Grécia)
Liberdade para todos os prisioneiros da FLA/FLT

Sexta-feira, 29 de Novembro, durante a noite, no centro de Atenas, um grupo de compas anarquistas realizou uma intervenção solidária com xs anarquistas presxs em todo o mundo. Várias palavras de ordem foram pintadas, assim como se lançaram folhetos sobre casos recentes e ainda se colocaram auto-colantes relacionados com os casos dos compas acusadxs pelo Projeto Fénix. Continuar a lerAtenas: Intervenção solidária com prisioneirxs da guerra anarquista em todo o mundo

Prisões chilenas: Cinco presos políticos em greve de fome, como mostra de solidariedade com Mónica Caballero e Francisco Solar

COMUNICADO PÚBLICO DE INÍCIO DE GREVE DA FOME:

A todas e todos os que lutam pela libertação total.
Às consciências anticarcerárias.
A todas e todos os rebeldes e insurretos do mundo enteiro.

No marco do chamamento feito desde Barcelona para uma jornada de solidariedade Internacional com xs nossxs companheirxs encarcerados hoje em Espanha, Francisco Solar Domínguez em Navalcarnero e Mónica Caballero Sepúlveda em Estremera, a realizar-se entre 16 e 22 de Dezembro, os prisioneiros subversivos, libertários, autónomos e mapuche, Marcelo Villarroel Sepúlveda, Freddy Fuentevilla Saa, Juan Aliste Vega e Hans Niemeyer Salinas situados nos diferentes módulos da Prisão de Alta Segurança e Carlos Gutiérrez Quiduleo na secção de Máxima Segurança, todos na Unidade Especial de Alta Segurança de Santiago de Chile, comunicamos:

1. Damos início a uma Greve da Fome líquida como expressão concreta de solidariedade direta com xs nossxs irmãxs, amigos e companheiros “Cariñoso” e “Mona”, acusados pelo fascista Estado Espanhol de pertencer ao Comando Insurrecioionalista Mateo Morral, quem se havia reivindicado da autoría da acção direta contra a Basílica del Pilar em Zaragoza, da falida detonação na Catedral da Almudena em Madrid, para além de serem acusados de conspirar para atentar contra a Basílika de Monserrat em Barcelona.

Com esta mobilização procuramos atingir o medo e a indiferença reinante, romper os muros de todo o tipo e num gesto de irmandade indestrutível assinalar claramente que o nosso sangue-coração e ossos hoje estão em Madrid junto a elxs, e nos dói o seu isolamento, embora entendamos que é  parte da vingança estatal permanente contra todos os que procuramos a destruição total da sociedade de classes Continuar a lerPrisões chilenas: Cinco presos políticos em greve de fome, como mostra de solidariedade com Mónica Caballero e Francisco Solar

Comunicado da Rede de Apoio de Buenos Aires

Nunca esquecemos xs nossxs companheirxs presxs. Não mistificamos mas também não ficamos indiferentes à sua vida quotidiana. A solidariedade não é, como foi demonstrado já em diversas ocasiões, uma palavra bonita ou um slogan mas sim uma prática inseparável da nossa luta. Poderá até ser expressa de diversas formas e existirão até momentos em que o seu contorno é mais definido em força e continuidade.

Dada a situação delicada (judicial e de reclusão) vivida pelos companheiros Juan Aliste Vega, Marcelo Villarroel Sepúlveda e Freddy Fuentevilla Saa – sequestrados presentemente nas prisões do Estado chileno – diferentes individualidades de Buenos Aires decidiram formar uma nova Rede de Apoio para atualizar e difundir a sua situação, esperando contribuir para que rapidamente fiquem em liberdade.

Como já mencionado anteriormente, num comunicado durante a campanha para a sua náo expulsão da região argentina, para nós a terminologia legalista (culpado / inocente) não é válida já que se trata de uma linguagem que nos é estranha, não pretendemos, no passado nem mesmo agora, esvaziar de conteúdo ideias e práticas perigosas para o Estado, nem deixámos de achar que enquanto houver miséria fala a rebelião; devido a isso, simplesmente, nos irmãnámos com aqueles que de um modo ou de outro questionam e confrontam o sistema de autoridade em que vivemos, oferecendo-lhes a nossa solidariedade, entendida como uma extensão e agudização da sua própria luta, nossa também.

Incitamos todxs xs companherxs a formar novas redes de apoio e/ou a solidarizarem-se do modo que lhes pareça melhor para agudizar a luta pela liberdade de Marcelo, Freddy e Juan.

Uma breve descrição da situação
Em Outubro de 2007, é assaltado em Santiago do Chile uma sucursal do Banco Security tendo resultado morto durante o fato um servo da burguesia (polícia). A partir desse momento, desencadeou-se uma campanha político / jurídico / mediática / policial que pretende criminalizar pessoas específicas com um impacto notável na luta contra o capitalismo, seja durante a ditadura de Pinochet, seja na chamada transição para a democracia.

Mais recentemente, a 13 de Dezembro desse ano, foi preso o companheiro Axel Osorio, condenado a 3 anos e um dia na prisão, felizmente hoje novamente em liberdade. Obviamente, a “caça às bruxas” não parou por aqui e, assim, a 15 Março de 2008, na província de Neuquén, são detidas por diferentes forças policiais os companheiros Freddy Fuentevilla e Marcelo Villarroel, com uma terceira pessoa a ser expulsa algum tempo depois do Chile, acusada de “ajudante”.

Freddy (ex militante do MIR) e Marcelo (ex-militante do Mapu Lautaro, atualmente um companheiro anarquista) são submetidos a espancamentos e interrogatórios sucessivos pelas polícias chilenas e argentinas, até que finalmente são transferidos para a Unidad n º 11, uma prisão de segurança máxima com uma longa história de torturas por parte dos seus carcereiros e funcionários e julgados, ambos, por posse de uma arma de guerra.

A partir desse momento começa uma corrida frenética, por parte do Estado do Chile, para garantir a expulsão imediata dos dois rebeldes e levá-los perante um tribunal militar, a par das redes que se vão formando em Buenos Aires, Neuquén, La Plata, Valparaíso, Santiago, divulgando o caso dos companheiros e espalhando a petição do seu asilo político na Argentina.

Por outro lado, apesar das constantes tentativas de subjugação por parte dos carcereiros e juízes, Freddy e Marcelo fazem ouvir as suas vozes e pensamentos através de comunicados, de cartas e de telefonemas, gerando o apoio do outro lado do muro, do que resultou inúmeras atividades jornadas de apoio,corte de estradas e de linhas de comboio, manifestações e eventos públicos, concertos, debates, palestras, ações diretas de todos os tipos, que se intensificarão ainda mais quando, a 17 Novembro de 2008, decidem iniciar uma greve de fome, terminada a 9 de janeiro de 2009, obtendo algumas melhorias básicas nas condições prisionais, já que até esse momento mantinham isolados Freddy e Marcelo 23 horas por dia, sem luz solar ou contato com outros presos.

Não podemos deixar de mencionar que a solidariedade desenvolvida em torno dos companheiros, activou a esperada repressão do Estado, caso da prisão da companheira Andrea Urzua Cid a 18 de Setembro de 2008, acusada de tentar fazer entrar explosivos na prisão de Neuquén na sequência de um alegado plano de fuga e libertada 48 dias depois, ainda que tenha sido detida de novo, no super-mediático “caso bombas”, em prisão domiciliar no Chile. Tampouco esquecemos as constantes ameaças e espancamentos, por vezes, a que foram submetidxs companheirxs de diversas regiões durante as visitas â prisão.

Finalmente, a 15 de Dezembro de 2009, o estado argentino, através do ministro do Interior, Florencio Randazzo, e com a cumplicidade da presidente Cristina Kirchner e de Michelle Bachelet, assinou o tratado para a expulsão de Marcelo e Freddy, sendo estes expulsos do território argentino, para o Chile…

Outro companheiro detido
A 9 de Julho de 2010, na estação de autocarros do Retiro, foi detido o companheiro, Juan Aliste Vega, em fuga desde Outubro de 2007, também acusado de participar no assalto ao Banco Security. A detenção é mostrada, durante dias, em diversos meios de comunicação, como a realização de uma operação conjunta entre as polícias da Argentina e Chile, fazendo-nos pensar novamente num re-lançamento da Operação Condor, e John é enviado para a cadeia No.1 de Ezeiza.

Foram organizadas imediatamente atividades como graffiti, folhetos, bloqueios de estradas e difusão por vários meios, mas desta vez o governo argentino não quer problemas e decide rapidamente para se livrar de Juan, expulso em 22 de Julho, mas não antes de ter sido torturado pelo serviço penitenciário federal (agentes penitenciários), o esquadrão anti-terrorista da polícia federal da Argentina, e membros da polícia de investigação no Chile, que tem sido encontrada na Argentina em busca de companheiros que optam por não ocorrerem aos tribunais do inimigo…

A situação dos companheiros no presente
Actualmente Marcelo, Freddy e Juan estão numa prisão de alta segurança em Santiago do Chile, aguardando julgamento, que se estima começar, em Novembro, com algumas audiências. Enquanto a media mostra imagens da viúva do policial morto pedindo “vingança” pela sua  “perda” e do Presidente Piñera para baixo todos incitam à condenação social destes três lutadores, sabemos que eles se encontram fortes e com a moral alta, orgulhosos das suas sus decisões e de terem-nas levado a cabo.
Recentemente soubemos que, tal como Marcelo, Freddy e Juan também sofreram punições,  atitudes dos miseráveis que atacam o que eles não entendem e estão assustados.

Seguimos atentos e mais uma vez convidamos xs companheirxs para se solidarizarem com Freddy, Marcelo e Juan.

Enquanto houver miséria, REVOLTA!
SÓ A LUTA NOS TORNA LIVRES!
LIBERDADE PARA FREDDY FUENTEVILLA,
MARCELO VILLARROEL, JUAN ALISTE!

Pela destruição de todas as prisões, PELA LIBERDADE!

Rede de Apoio de Buenos Aires

 freddymarcelojuan.noblogs.org