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Brasil: Faixa em um viaduto de Porto Alegre

Foto recibida junto com o texto e as notas em português e espanhol a 16/11/2018:

Na guerra social nenhum guerreirx está só. Faixa em um viaduto de Porto Alegre em cumplicidade com:
Anahí * Hugo * Nicolas * Kevin * Misha. Ke viva a anarkia.

– Segue em curso a guerra …
– Mas que guerra? Rapaz!
– Ora essa guerra latente e cotidiana, velada e explícita dos estados, suas leis, empresas, seus tribunais e forças repressivas, telejornais, mineradoras, agronegócios, proprietários, seu modo de vida imposto, toda sua rede de dominação.

Sempre houveram, sempre haverão aqueles que não baixam a cabeça e respondem frente a guerra que é imposta com toda energia, amor pela liberdade e inflamado ódio contra quem a toma de nós.

Mikhail Vasilievich Zhlobitsky, Misha, respondeu aos ataques das forças repressivas russas, a FSB (Serviço Federal de Segurança), inimiga por natureza dos anarquistas. Que ataques? Com a celebração da copa do mundo o estado russo botou em marcha uma tormenta repressiva contra anarquistas e antifascistas, prendendo, torturando inúmeros anarquistas de distintas regiões da Rússia. A FSB forjou a existência de uma organização terrorista anarquista fantasma obrigando anarquistas a assumir participação através de espancamentos e simulações de execução. Diante de uma tormenta que não passou com a copa do mundo e sua farra, Misha, foi visitar a sede da FSB em Arkhangelsk, norte da Rússia, no dia 31 de outubro, acompanhado de um artefato explosivo com acionamento imediato. No saguão de entrada se despediu da vida ferindo junto três agentes da FSB.

Kevin Garrido foi assassinado dentro da penitenciária Santiago 1, no dia 2 de novembro. Segundo a Gendarmeria (policia militar chilena) foi esfaqueado por outros presos. Kevin foi um sujeito indômito, hostil a dominação, foi perseguido pela polícia, acusado de responder a guerra imposta com guerra, foi preso, fugiu, foi recapturado, julgado, condenado, e em cativeiro, novamente, é assassinado sob custódia do estado chileno, ainda no seu funeral a policia apareceu para tentar agredir quem lhe dava uma última despedida.

Anahí Esperanza Salcedo não esqueceu que há 119 anos Ramón Falcón, chefe da policia argentina, organizou uma chacina contra um protesto do 1° de maio em 1909 em Buenos Aires, fato pelo qual foi morto por Simón Radowitzky, com 17 anos, jogou uma bomba na carruagem onde o tirano estava. Antes de ontem, 14 de novembro de 2018, perto das 17 horas, Anahí levou um explosivo até a monumental tumba desse tirano, para que a memória do assassino não fique na paz do sistema. Mas, o artefato detonou antes do tempo, e ela está ferida, hospitalizada e detida.

Hugo Alberto Rodriguez estava junto com Anahí na tumba de Falcón, naquela tarde. Com a coragem e o afeto daqueles que arriscam a vida e a liberdade agredindo o que agride, permaneceu com ela depois da detonação, ainda com as previsíveis conseqüências de ser detido.

Marcos Nicolás Viola foi detido, também no 14 de novembro de 2018, já pela noite, após ter jogado uma mochila com um artefato explosivo na casa do Juiz Claudio Bonadio. Esta “autoridade” é a encarregada do processo contra os 33 detidos pelos protestos no Congresso contra as reformas da previdência, em dezembro de 2017. Entre os detidos, estavam Pablo Giusto [1] e Diego Parodi [2], os quais receberam companhia e comida de Marcos Nicolás, quando estiveram seqüestrados. Marcos Nicolás, indignou-se contra aquele que, assinando um papel, engaiola a vida das pessoas que não se calam diante das agressões democráticas e reformistas.

– Segue em curso a guerra …
E existem aqueles que respondem à guerra com guerra!

No território controlado pelo estado argentino, os presidentes e líderes econômicos vão se reunir para tomar decisões sobre o mundo. Há quem diga que os dois ataques explosivos tem relação com o G20, reunião macabra que orientará as linhas da dominação, que ostenta segurança e consumismo, mas que saberá, também,  que pelo menos existem uns loucos que não permaneceram indiferentes à dominação e atacaram.

Que a fera não consiga quebrar a gaiola, que não consiga deter o carro, que morra no combate, ou que não ataque conforme às idéias dos “especialistas”, não pode desvalorizar o instinto fundamental de rosnar – não! e bater contra tudo o que oprime. A apatia frente esta guerra em curso é um caminho quase seguro à submissão. Quando a morte, a tortura, os abusos, não provoquem nada nos corações, saberemos que esses corações estão mortos. Quando os ataques contra a grande máquina da dominação não provoquem pelo menos um sorriso em nossos próximos, saberemos que estão perdendo a cumplicidade da rebeldia. Não manter-se conformado é um sinal saudável de disposição de defender a vida contra a dominação, seus tentáculos, valores, conceitos e imposições… E estamos tão vivos!!!!

É certo que “Na guerra social nenhum guerreirx está só”, nós inimigos de toda autoridade, amantes da liberdade, brotamos de toda terra, não obedecemos as fronteiras criadas pelas guerras dos estados, suas leis, empresas …  estamos tão vivos que não podemos fazer outra coisa que nos dispor a mandar um aceno para todos os que mostram uma genuína hostilidade contra a dominação.

[1] No protesto contra as reformas da previdência, que teve como característica principal a chuva de pedras contra os agentes da ordem, ele foi identificado, detido e acusado de ter jogado pedras contra os policiais, e de ter jogado uma bicicleta e mostrado uma faca quando o identificaram para detê-lo. Foi solto no 28 de março do 2018.

[2] No mesmo protestos, ele foi identificado, detido e acusado de ter jogado uma bomba molotov contra um policial e obstaculizado a sessão do Congresso, ficou seqüestrado até  setembro de 2018.

Buenos Aires, Argentina: “Arte e Sabotagem” Jornada de apoio a presxs – 25/08

Arte e Sabotagem – 1ª edição – Jornada de apoio a presxs

Edição especial – pelo nosso irmão Santiago Maldonado, companheiro Lechuga presente!

25/08 – sábado – a partir das 14h

“Kaasa La Gomera” – Barracas,
(cruzamento das ruas Quinquela Martin e Hornos)
Buenos Aires

em espanhol l inglês

Porto Alegre, Brasil: Por Santiago Maldonado, nossas ações e corações!

recebido a 07.08.18

Por Santiago Maldonado, nossas ações e corações!
Quem morre lutando vive em cada companheirx!

Santiago Maldonado, companheiro anarquista, foi desaparecido em 1 de agosto de 2017. Se encontrava na comunidade Mapuche Pu Lof, em Chubut, no sul da Argentina quando tropas repressivas foram mandadas até a comunidade para desalojar os Mapuche que tinham retomado seu território ancestral, “propriedade” do empresário Luciano Benetton. O Estado argentino escondeu Santiago durante mais de 6 meses até que seu corpo foi “achado” no rio Chubut em outubro.

Seu assassinato não foi um “acidente” nem um “abuso policial”! Seu assassinato foi ordenado pelo Estado Argentino que defendia à empresa Benetton e isso é o claro exemplo do corporativismo estatal-empresarial no qual nossas vidas sempre valerão muito menos que seus benefícios. Mas, os poderosos erraram e xs anarquistas de todas as terras se revoltaram indignados e insurretos!

A um ano da sua morte em combate, não pedimos “justiça”, nem “reparação” pelo seu assassinato. Se assim fosse, estaríamos validando o trabalho dos seus carrascos. Somos anarquistas e não demandamos nada. Não há justiça possível que venha dos nossos inimigos, dos mesmos que nos matam. Estaremos satisfeitos quando a dominação e o poder se derrubem e suas ruinas afoguem os que os perpetuam… e isso, está nas nossas mãos, não nas de terceiros…

Por Santiago, pela terra e pela liberdade, façamos da sua memória um chamado eterno a lutar!

Para imprimir, em pdf, clica aqui

Chile: Por um Dezembro Negro!

Com o anárquico Sebastián Oversluij na memória, a quatro anos de sua morte em combate no Chile, em meio de uma tentativa de expropriação bancária em Dezembro de 2013.

Com o coração inchado recordando o companheiro anarquista Alexandros Grigoropoulos, a sete anos de ser assassinado em Exarchia, Grécia, pelas balas da polícia em 2008.

Por um Dezembro Negro!

Enquanto o totalitarismo democrático e civilizado avança expandindo seus
mecanismos de controle e vigilância, devastando territórios naturais, atacando espaços liberados e implementando a caça de insurgentes em todo o mundo, impondo castigos, prisão e longas condenações contra xs inimigxs da dominação.

Enquanto na Itália nossxs companheirxs lançam blasfêmias contra os juízes e reafirmam suas convicções anárquicas no meio do julgamento pela operação repressiva Scripta Manent.

Enquanto milhares de presxs em luta se mobilizam na Grécia depois de tentativas do poder em asfixiar xs presxs com um novo código prisional.

Enquanto no Chile o poder tenta dar seu golpe de vingança exigindo longas condenações no julgamento contra xs anarquistas Juan Flores, Nataly Casanova e Enrique Durán.

Enquanto na Argentina ainda se sente a raiva e a dor pelo assassinato do companheiro Santiago Maldonado, e a polícia assassina o guerreiro mapuche Rafael Nahuel enquanto o governo militariza seus territórios começando os preparativos do próximo encontro da cúpula do G20.

Enquanto no Brasil a inteligência policial tenta frear a luta anárquica através da Operação Erebo, acusando companheirxs, espaços e bibliotecas anarquistas de estar por trás das belas explosões incendiárias que nos últimos anos se propagaram de maneira intencional contra sedes de partidos políticos, quartéis policiais e diversas estruturas de poder.

Enquanto tudo isso acontece, em diversos pontos do globo as vontades anárquicas exploram respostas práticas e ofensivas à agressão constante que representa a própria existência do poder e da autoridade.

Da dignidade dxs presxs em luta nas prisões da Bulgária aos incêndios de automóveis na França e as chamadas à ação na Chéquia. Da Bielorrússia à Austrália, do México à Bélgica e Alemanha. Da Bolívia ao Reino Unido, Finlândia, Rússia, Indonésia, Espanha e todo o mundo, os desejos de liberdade expressam, gritam, conspiram e agem sem chefes nem hierarquias, abrindo caminho para a anarquia aqui e agora.

É por isso que dezembro continua sendo um convite à comunicação insurgente com o calor selvagem da ação ofensiva contra o poder.

Por todxs nossxs companheirxs presxs e perseguidxs. Por todxs xs que se levantam e agem contra a dominação atacando suas estruturas e representantes.

Que a solidariedade com nossxs companheirxs se torne ação. Que a memória de Sebastián Oversluij e Alexandros Grigoropoulos inflame barricadas e alimente incêndios e explosões contra o poder e seus defensores. Que o inimigo sinta o cerco da revolta em cada bairro, em cada cela, em cada esquina.

Por um Dezembro Negro, tente viver a anarquia!!

em espanhol

Argentina: Morte aos Estados assassinos, Santiago presente!

ESTADO/ TERRORISTA E ASSASSINO/ SANTIAGO PRESENTE!

AGORA JÁ FAZES PARTE DA TERRA QUE TANTO AMAVAS

Tristes são as horas que estamos a viver. Ontem, 20 de Outubro, Sérgio Maldonado confirmou o que tanto temíamos. O corpo plantado pela Gendarmeria no rio Chubut é o companheiro Santiago Maldonado.

A gendarmeria é responsável. O Estado é responsável. Porque foram eles que o levaram do território rebelde de Cushamen, a 1 de Agosto.

Santiago Maldonado já não é um desaparecido, agora é um assassinado. Mas não podemos nos esquecer nunca do mais importante. Santiago Maldonado foi morto por lutar, por ser solidário, por enfrentar a Gendarmeria ao lado dos weichafes (guerreiros) do MAP, o Movimento Mapuche Autónomo do Puel Mapu, exigindo a liberdade de Facundo Jones Huala.

Santiago Maldonado foi morto pela propriedade privada. Não satisfeitos com o terem-lo feito desaparecer e matado, quiseram e e continuam a distorcer a sua figura. E até muitxs dos que dizem honrar a sua memória, também.

Há que tê-lo sempre nos nossos corações como um lutador – alguém que tentou, ao lado de outrxs, mudar esta sociedade de merda onde a mercadoria prevalece sobre a vida.

A nossa melhor homenagem será continuar a lutar, continuar a desafiar o Estado e o Capital como ele o fazia. Santiago Maldonado esse que pelejou nas barricadas de Chiloé defendendo o mar. Santiago Maldonado esse que lutou pela imensa terra do sul.

Cada vez que sopre o forte vento da Patagónia, ele lá estará. De cada vez que os rebeldes do mundo tentarem tomar o céu por assalto, ele lá estará.

Descansa companheiro, o mar, a terra e as florestas pelas quais deste a vida estão à tua espera, para te abrigar.

em espanhol l inglês

Viña del Mar, Valparaíso: Corte de estrada no Canal Chacao [13/09/2017]

Tanto Democracia como Ditadura assassinam, reprimem e fazem desaparecer a todxs aquelxs que se levantam em pé de luta e resistência contra o avanço da devastação capitalista, nos mais diversos sítios do planeta. Hoje, faz um ano em que assassinaram Macarena Valdes, às mãos de assassinos a soldo da empresa RP Global – a propósito de enfrentar a instalação de uma central no terreno Tranguil – tal como também se cumprem 12 anos do desaparecimento de Jose Huanante, às mãos da bastarda polícia na região de Puerto Montt. E já passado mais de um mês do desaparecimento de Santiago Maldonado, às mãos do Estado Argentino, por se solidarizar com a luta da resistência Mapuche, a nossa resposta é clara:

NÃO DAREMOS A OUTRA FACE PERANTE A VIOLÊNCIA QUOTIDIANA QUE XS NOSSXS COMPANHEIRXS DE LUTA SOFREM, ERGUEMOS-NOS E QUEBRAMOS A PASSIVIDADE DA ROTINA CIDADÃ COMO UM GESTO DE MEMÓRIA E AÇÃO SOLIDÁRIA COM TODAS AS LUTAS QUE SE LEVANTAM EM RESISTÊNCIA E OFENSIVA PELA LIBERTAÇÃO DA TERRA E PELA DEFESA DOS TERRITÓRIOS:

SOLIDARIEDADE COM XS PRESXS POLÍTICOS MAPUCHES DO CASO IGLESIAS QUE JÁ SE ENCONTRAM HÁ MAIS DE 90 DIAS EM GREVE DE FOME, AOS/ÀS IMPUTADXS DO CASO LUCHSINGER-MACKAY E COM TODXS XS PRESXS SUBVERSIVXS EXISTENTES POR TODO O MUNDO.

CLAUDIA LOPEZ, MACARENA VALDES E TODXS XS CAÍDXS, SEMPRE PRESENTES!

em espanhol

[Argentina] PODEMOS AINDA SER PIORES – Considerações e reflexões um mês após o desaparecimento de Santiago Maldonado

PODEMOS AINDA SER PIORES
Considerações e reflexões um mês após o desaparecimento de Santiago Maldonado

A 1 de Agosto, na Estrada Nacional nº 40, integrantes da Pu Lof em resistência de Cushamen e solidárixs fazem uma barricada, cortando o trânsito em repúdio com o processo que enfrenta Lonko Facundo Jones Huala, em solidariedade com este (pela segunda vez). Minutos depois chegariam camiões e camionetas com cerca de trinta gendarmes armados com espingardas de caça. Os peñis (Mapuches) começam a lançar pedras em resposta à presença das bastardas forças da ordem. A Gendarmeria avança aos tiros, queimando os precários casebres e pertences dxs habitantes da Lof, fazendo-os retroceder, atravessando um rio. Entre elxs encontra-se Santiago Maldonado (“El lechuga” ou “el brujo”) que fica para trás. Aqui, alguns habitantes da Lof observam que a Gendarmeria apanha Santiago e ainda outrxs afirmam que se ouvem os gendarmes  a dizer que “tinham um”.

Após isto começam a circular imagens e testemunhos sobre o facto de Santiago não aparecer e de como o tinha levado numa camioneta “unimog”. As autoridades mantêm silêncio acerca disto.

Na sexta-feira, 4 de Agosto, várias individualidades anarquistas, assim como solidárixs entram na casa da província de Chubut reivindicando a aparição de Santiago. O lugar foi propício à destruição. Computadores, quadros, janelas, decorações tudo foi destruído com raiva. No lugar deixam-se pintadas e panfletos alusivos à repressão em Cushamen.

Na segunda-feira 7 de Agosto convoca-se – através de várias organizações, grupos e família – uma manifestação na Plaza de Congreso, a qual acabou por ser muito numerosa, entre elxs encontrando-se muitxs companheirxs. Com raiva, não só por causa do que aconteceu, mas também por causa dos aparelhos dos politicos que, no período anterior às eleições, distribuíram a sua cédula da Frente de Esquerda. Naquele mesmo dia, após o final do ato.  a Rua Entre Ríos foi cortada, atirando-se pedras, à paulada e com petardos contra a infantaria, dois polícias da cidade e um guarda do congresso nacional que se encontrava no bairro. Duas motos da bófia seriam incendiadas ainda. A seguir dispersou-se, sem nenhum detido ou ferido da nossa parte.

Na sexta-feira, 11 de Agosto, são coordenados em diferentes partes do país (Bolsón, Bariloche, Rosario, Buenos Aires) diversas marchas e eventos. Na capital, as marchas são organizados por grupos DH (incluindo uma fração das mães da Plaza de Mayo), familiares e amigos do lechuga, além de organizações de esquerda que pedem uma concentração “pacífica” na Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada. Sendo uma concentração multitudinária, um dos irmãos do lechu lê uma carta dele, deixando clara a sua posição anti-bófia e anarquista.

Uma das coisas que nos causa muita raiva foi a utilização, por parte de partidos políticos, da imagem e da história do meio do nosso parceiro – PO, MST, MA Convergencia Socialista, partidos kirchneristas, ONGs, sindicatos (A CGT tem histórias bastante obscenas nos tempos peronistas, envolvendo grupos AAA e parapolícia) – para juntar (no meio da campanha eleitoral) mais alguns pontitos; O sequestro do lechuga NÃO É CAMPANHA POLÍTICA. Oportunistas que nunca deixaram de defender a propriedade privada, a gendarmeria e até mesmo os governos que diariamente os reprimem e mergulham na miséria; porque eles próprios querem alcançar esse poder e exercer essa mesma autoridade. Com eles e com as suas respostas conciliadoras não temos absolutamente nada a ver.

Na quinta-feira a 17, é convocada uma marcha em Cordova Capital, onde se podia ver uma grande multidão a pedir o aparecimento de Santiago com vida. A polícia implantou um grande aparelho para evitar distúrbios. Nessa mesma noite, de madrugada, anónimxs deixam um dispositivo rudimentar que  incendeia as portas de entrada do Corpo de Suboficiais da Gendarmeria Nacional de Córdoba. Não houve reivindicação. Dias depois, em uma marcha nacional contra os casos de gatilho fácil por parte da polícia, há confrontos e destruições em todo o centro de Cordova Capital. Posteriormente seriam invadidos diversos locais anarquistas, plataformistas e políticos (incluindo um refeitório), além de casas para mães que tiveram xs filhxs assassinadxs pela polícia. De lá só foram levados cartazes, faixas e folhetos que falariam sobre o caso de Santiago (mais o leite do refeitório). Algumas pessoas foram detidas, mas seriam libertadas algumas horas depois.

Na quinta-feira 24, a agrupamento grupo H.I.J.O.S e outros esquerdistas convocam uma manifestação e marcham na Plaza San Martín, na cidade de La Plata. Há muita gente e até mesmo um bloco negro de anarquistas. Durante a marcha ocorrem alguns danos nas ruas centrais da cidade. A marcha terminará o seu percurso na mesma praça de onde saíu. Em frente, através de uma rua, o Senado de Buenos Aires. Perante o olhar atónito de alguns cidadãos indignados, a rua é cortada, destrói-se um caminhão bem quotizado no mercado e o Senado é atacado com pedras e um par de molotovs, conseguindo algum dano e queimando um pouco a fachada do próprio Senado … Algumas horas depois duas pessoas deixam dois bidões repletos de nafta que fazem arder dois carros no estacionamento do Senado. Ninguém reivindicou o ataque. Dias depois, despedem o chefe da polícia secreta de Buenos Aires.

Em algumas dessas concentrações e marchas, bem como nas ruas ou universidades e especialmente nas redes sociais, observamos que uma grande parte da opinião pública se tornou empática e  ficou “sensibilizada” com o que se passou com Santiago (e uma pequena parte apoia alguns fatos de violência). É verdade que na Argentina, quando se fala de pessoas desaparecidas, se evocam as ditaduras militares e as várias recordações que foram registadas nas memórias da sensibilidade social. O que a grande maioria dos políticos tentam enterrar é que é a continuação dos aparelhos repressivos e as semelhanças que possuem tanto os governos ditatoriais quanto os governos democráticos. Repressão, tortura e desaparecimentos forçados nunca se foram de vez…

Acreditamos que é necessária a expansão do conflito. Desde um primeiro momento, companheirxs e pessoas solidárias manifestaram-se de forma criativa em diferentes partes do mundo. Em primeiro lugar, Uruguai, Chile, Bolívia e Peru, depois Estados Unidos, Espanha, Índia, França, Síria, Colômbia, México e muitíssimos outros cantos deste planeta gasto. Tudo isso difundiu não só o que aconteceu com o lechuga, mas também que a solidariedade é internacionalista e não tem mais nenhumas fronteiras do que os limites que a nós mesmxs nos colocamos.

A imprensa aponta, o estado dispara Continuar a ler[Argentina] PODEMOS AINDA SER PIORES – Considerações e reflexões um mês após o desaparecimento de Santiago Maldonado

[Argentina] Destruamos a Sargentina!

Sede central da GEOF (grupo especial de operações anti-terroristas) da Argentina.

Destruamos a Sargentina!!!

Estas “palavras” não são (só) isso: passámos à “fase” da @ção DIRETA e mentem porque têm medo de nós… Nem tudo o que se passa se vê nos ‘diários’ do sistema! Nem nos nossos tampouco! E está a acontecer tudo muito rápido compitas. Vertigem revolucionária a sacudir o coração: era o que queríamos e o que temos por fim. Sim, teve o custo de um companheiro; mas é a lava que os irá sepultar. Que não se dê o corpo ao manifesto de forma tonta – bem o advertem xs lindxs cúmplices de Portugal – sejamos inteli.gentes: nem “anarquismo de biblio.tecas”, nem uma punkitude “insurrecional” auto-destrutiva, estamos de acordo? Não inventámos nada. Somos da mesma fibra que conhecemos no “Lechu”, escutem aí bem tod@s que, agora, o reivindicam como “próprio”. É tal e qual como disse um@ d@s noss@s: ANARQUISTA! Inimigo do estado, do capital e da fodida “paz social” destas pessoas que agora (..um raio “ayahuasqueiro” os parta) andam por aí a choramingar, fazendo politi.Kaka com os nossos ideais. Não somos “infiltrad@s…”, como @s cúmplices do Espectáculo cacarejam cada vez que na revolta anárquica arde a paixão. Assim:

– A 31 de Agosto, um dia antes de se cumprir um mês sem Lechu, ardeu o edifício do GEOF, eheh… O Grupo Especial da Operação Federal “anti-terrorista”, em pleno bairro burguês de Palermo… em pleno centro de Buenos Aires – os mass-merda ocultaram esse facto; tal como o fizeram com muitas das ofensivas que nunca lhes passou pela cabeça que poderiam atingir os seus centros de “poder”.

– Após a manifestação no El Bolson [1 de Setembro], a merda da gendarmeria quase que foi incendiada com molotovs (eram “infiltrad@s” também..?).

– Em La Plata, queimámos uma parte do senado, seguido de um atentado, no ‘Ministério’ da ‘Segurança…’, com um gendarme ferido e carros queimados, sem detid@s.

– Após a manifestação em Buenos Aires – com um saldo de 31 detid@s que nem sequer estavam nas barricadas da Av. de Mayo – os mass-merda voltaram a dizer que a “calma” estava a regressar mas… cerca de vinte encapuçad@s colaram-se à casa rosada (sede do governo) com molotovs, e… estiveram a ponto de deitar fogo à sua sede imunda.

– Foi destroçada a sede da gendarmeria, a pouca distância, numa ação coordenada, arriscada e muito valente.

Mas não podemos deixar de mencionar as invasões policiais de Cordoba! A bófia entrou em vários locais libertários (circula a info nas redes), na capital dessa província e levaram bombos e faixas…
O periódico fascista La Nacion acaba de ‘apontar’ contra a exFLA (a Federação Libertária Sargentina…) que foi convertida em Ateneu Anarquista; estejamos alerta… Se tocam num@ tocam a tod@s e nem o avanço da sua repressão impedirá que tornemos reais os seus piores pesadelos.

Agradecemos a Contra Info pelo seu trabalho assim como a tod@s que (por toda a parte), apoiam a nossa luta de morte contra toda a autoridade.

M@K (i) M.Anarquico.Kosmico.informal

SANTIAGO PRESENTE SEMPRE, GUERRA AO ESTADO ASSASSINO.
SEMPRE IRREDUTÍVEIS. DESTRUAMOS O SEU SISTEMA!!!
E QUE O MEDO SE DISSOLVA: ANARQUIA, ANARQUIA AGORA

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Prisões chilenas: Carta do companheiro Marcelo Villarroel Sepúlveda respeitante ao caso de Santiago Maldonado

LUTA CONSTANTE CONTRA TODAS AS JAULAS, A AMNÉSIA E A PASSIVIDADE COBARDE!!!

Estas palavras nascem e tornam-se necessárias quando é preciso abraçar todxs aquelxs que se entregam desmedidamente ao buscado encontro da Libertação Total.

Pela ampliação da Revolta, pela ineludível confrontação com o poder, pela disseminação das práticas autónomas de negação da dominação e tudo o que a torna possível.

Enquanto escrevo, o Ódio e a Raiva guiam-me… Enquanto cada um segue a sua vida há um queridx compa que nos falta…

SANTIAGO MALDONADO, o Lechu, o Brujo, desapareceu.
E não posso guardar silêncio nem evitar a sua física ausência.

Desde a altura em que experienciamos a prisão na região dominada pelo Estado da Argentina que os nossos passos se cruzaram. Nós encarceradxs na província de Newken e Santiago agitando na cidade de La Plata, junto a um universo de ativxs companheirxs, solidárixs e cúmplices.

Mais de nove anos depois do momento em que os nossos passos se cruzaram no contínuo caminho da irmandade, caminho esse que nos situa no mesmo lado da trincheira.

Porque tem de ser dito claramente: Estamos em Guerra contra a opressão e a miséria!!!
Contra todas as polícias, Estados, pátrias e xs cobardes que acomodam os seus discursos e vidas para torná-las inofensivas e integradas.

Não há que esquecer nunca que aquelxs de nós que decidiram passar à ofensiva também assumiram o risco permanente. Não somos vítimas passivas das circunstâncias nem merxs espectadorxs.

Tal como aconteceu com Santiago que em completa coerência com o seu sentir anárquico foi feito desaparecer a 1 de Agosto pela Gendarmeria (força intermédia entre a Polícia e o exército) enquanto se solidarizava ativamente com a luta Mapuche em Cushamen, província de Chubut, ao sul da Argentina e próxima da fronteira com o Chile.

Já passou um mês e o Lechuga não aparece. E ainda que Santiago esteja entre todxs xs de nós que não esquecemos nem abandonamos a luta diária a sua presença física faz-nos falta.

Trazê-lo-emos de volta devolvendo golpe por golpe, multiplicando os seus gestos e actos em todo o planeta, contra xs miseráveis responsáveis de que hoje não o possamos abraçar.

Aqui da prisão, hoje a minha chamada é para se aprofundar o ataque contra a amnésia e o medo. Porque quem diz crer na Anarquia deve entrar em ação em concordância com a dita convicção.

Centenas de prisioneirxs revolucionárixs em todo o mundo, unidxs por convicções similares, somos a expressão viva de uma luta sem pátrias nem fronteiras que busca a destruição total de todas as cadeias, jaulas e cárceres nas quais vivem grande parte da população do planeta.

São tempos de combate, não podemos ocultar o evidente.

O fogo rebelde e ancestral vai incinerando as máquinas do capital depredador, o sangue insurreto dxs nossxs caídxs acompanha os nossos rituais de guerra, as nossas silenciosas conspirações buscam a única justiça possível: A Vingança faz-se urgente e necessária.

POR SANTIAGO E TODXS XS NOSSXS CAÍDXS: NEM UM MINUTO DE SILÊNCIO E TODA UMA VIDA DE COMBATE!!!

SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE INTERNACIONAL PELA DEMOLIÇÂO DE TODAS AS PRISÔES!!!

ATÉ À DESTRUIÇÃO DO ÙLTIMO BASTIÃO DA SOCIEDADE CARCERÁRIA!!!

ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda
Prisioneiro Libertário
Prisão de Alta Segurança
Stgo. Chile
30 Agosto 2017.

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Corunha, Galiza: Contra-informação nas ruas, um mês depois do desaparecimento de Santiago Maldonado

Passado um mês do desaparecimento do companheiro Santiago Maldonado, difundimos a informação nas ruas, no noroeste da península Ibérica: na Corunha, cidade portuária, da qual partiram centenas de barcos com imigrantes para a América Latina. Cidade onde é praticamente nula a informação que a este lado do Atlântico chega, através dos meios de informação hegemónicos. Também não estávamos à espera de outra coisa.

A Europa colonizadora nunca deixou de o ser – embora pouco ou nada se fale aqui da devastação que as multinacionais europeias e os seus aliados, os Estados, estão a levar a cabo na América do Sul: oculta-se isso, atrás das máscara das ONGs e da mais hipócrita e paternalista das caridades.

Antes que os serviços de limpeza da cidade silenciem de novo as paredes, algo ficará dito sobre o que se passou a 1 de Agosto – nesse dia a Gendarmeria da Argentina sequestrou Santiago, “El Lechu”, na Lof de Resistência Cushamen – e também sobre a repressão e a expropriação constante que sofrem o povo e a Comunidade Mapuche.

Em apoio à situação que enfrentam xs companheirxs em toda a Argentina, e que se expande, rejeitando as fronteiras; em solidariedade com a luta do povo mapuche, para além de qualquer território delimitado pelo estado. Pelo companheiro “Lechuga” e todxs xs que lutam contra a dominação.

em espanhol l alemão

A responder à chamada pela agitação por Santiago Maldonado!

A 1/9 já se terá passado um mês da data de desaparição forçada do nosso compa Santiago Maldonado. Claramente foi detido, sequestrado e feito desaparecer pela gendarmeria. O estado e a sua força repressiva são obviamente responsáveis. A partir de 1/9 responderemos à chamada extensiva de um mês de agitação e ação através da insurreição pela revolta e o caos.

Fogo revólver e bombazos até que nos devolvam Santiago

Célula nihilista pela revolta expansiva

S. Paulo, Brasil: “Atropelo” no pixo dos fascistas… pixo por lechuga…

Recebido a 21 de Agosto

Na manhã de segunda-feira, dia 21/08, começamos cedo nossa agitação exigindo aparição com vida do kompa Santiago Maldonado “Lechuga” –  por semanas ouvimos falar que os fascistas do bairro escreveram merda nos muros da zona leste da cidade… encontramos o recado deles e adicionamos algumas palavras à essa frase para compor nossa própria mensagem.

Como lembraram xs kompas que transitam pelo sul, do estado argentino ou de qualquer outro estado não esperamos nada, nossa mensagem é um grito de rebelião que faremos ecoar até ensurdecer as autoridades.

O militarismo levou o anarquista Santiago Maldonado tal como levou muita gente para prisões e cemitérios clandestinos até que caíssem no limbo do esquecimento. Morte ao militarismo, vida à Lechuga. enquanto estivermos respirando vamos lembrar de você, kompa…

“Morte ao militarismo já! aparição com vida de Santiago Maldonado”.
“Lechuga, vivo o queremos!”

anarquistas

Bolívia: Por Santiago Maldonado

Cushamen, Província de Chubut

A partir de algum lugar da Bolívia,
12/08/17

A 1 de Agosto de 2017 a Gendarmeria da Argentina reprimiu a Comunidade Mapuche Pu Lof em Resistência, no departamento de Cushamen, Província de Chubut do Território dominado pelo estado argentino – a qual pertence ao povo mapuche, que continua, tal como tantos outros povos de todo o mundo, a lutar por conservar o seu território avassalado há mais de 5 séculos, antes pela colónia, agora pelos estados.

Desde esse dia que Santiago Maldonado (lechuga) se encontra desaparecido, desde esse dia que a nossa impotência pela distância cresce dia a dia, a nossa raiva, o nosso ódio a cada bastião autoritário perpetuado pelos estados é infinito – desde esse dia que muitxs de nós têm um nó na garganta ao desconhecer o seu paradeiro, desde esse dia (que como muitos outros dias da nossa vida é cinzento) que vamos afiando as nossas vidas, vamos conspirando, vamos nos encontrando, onde quer que estejamos, e vamos também enviando o nosso pequeno grande grão de areia, o nosso gesto solidário e os nossos desejos mais formosos, a nossa força e raiva. até todxs vocês.

A 27 de Junho de 2017, o Lonko Facundo Jones Hualaé foi detido, após ter participado na cerimónia do Wiñoy tripantu. Transferido para Bariloche, logo a seguir passa para a unidade penal número 14 de Esquel. Facundo encontra-se em greve de fome desde 31 de Julho, sequestrado pelo Estado Argentino e reclamado pelo Estado Chileno – ambos os estados encontram-se em constante colaboração no que toca a combater não só a luta do povo mapuche como também cada foco de rebelião e de ataque, veja-se o caso dxs companheirxs Freddy, Marcelo e Juan, em 2008.

Puna Jujeña

Hipócritamente, a 1 de Agosto, o presidente argentino encontrava-se em Jujuy, realizando asquerosamente a cerimónia da pachamama, espectáculo circense e um insulto ao povo kolla, o qual luta contra as empresas mineiras que avançam em puna jujeña [terras altas na cordilheira dos Andes, a norte]. Festejando o dia da pachamama [a terra como símbolo de fecundidade] num entorno onde o cimento cada vez avança mais, onde ser vendedor ambulante é um delito, onde um formoso rio será transformado num parque frio.

Mas não culpamos só o governo de turno, já que para nós todo o estado é terrorista!!!

Todo o estado é terrorista, seja este de esquerda ou direita, qualquer estado quer a destruição da natureza selvagem, todos eles adoram o progresso.

E porque tampouco esquecemos!!!

A Julio Lopez, a Luciano Arruga, Pablo Moreno, Luciano Gonzalesi e a tantxs outrxs desaparecidxs, torturadxs e assassinadxs em delegacias de polícia e prisões, vilas, campos, aldeias remotas etc… muitxs delxs anónimxs, caídos nas mãos do estado argentino nas últimas décadas.

T.I.P.N.I.S

E daqui, neste território dominado pelo estado Boliviano – o qual acaba de aprovar uma lei que retira a intangibilidade [que não pode ser adulterado] ao T.I.P.N.I.S. (Território indígena Parque Nacional Isiboro Secure). Com esta retirada, pretende-se construir uma estrada, que partirá em duas partes uma reserva natural – neste estado indígena que idolatra a civilização que planeia a construção de uma represa hidroeléctrica na sua Amazónia, que planeia a construção de uma central nuclear nas terras altas, que planeia construir uma petroleira em Boquerón, que saqueia, desfloresta, maltrata, contamina a natureza selvagem – saíremos às ruas para deixar a nossa mensagem em apoio.

PELA DESTRUIÇÃO DA SOCIEDADE CARCERÁRIA!!
APARIÇÃO COM VIDA DE SANTIAGO MALDONADO
LIBERDADE A FACUNDO JONES HUALA
LIBERDADE AOS/ÀS COMPANHEIRXS SEQUESTRADXS PELOS ESTADOS

FORÇA À LUTA MAPUCHE
FORÇA A CADA ATAQUE ANTI-CIVILIZAÇÃO, EM DEFESA DA TERRA
FORÇA E ÂNIMO PARA CADA AÇÃO REIVINDICADORA
NATUREZA LIVRE E SELVAGEM!
VIVA A ANARQUIA!

em espanhol

[Portugal] Luta multiforme contra a tirania global, nem um palmo ao avanço do terrorismo de estado

[semana de solidariedade internacional com presos/as anarquistas –
23 a 30 de agosto 2017]

Recebido a 24 de agosto

Luta multiforme contra a tirania global, nem um palmo ao avanço do terrorismo de estado

Na Argentina, Chile, Uruguai, Perú, Brasil, México, Bolívia, Paraguai, Grécia, Turquia, Síria, Estados Unidos, Venezuela, Alemanha, Polónia, Rússia, Índia ou China  –  tal como em Portugal ou noutra qualquer parte do mundo – a ordem é para atacar por todos os meios quem resista, perseguindo implacavelmente todos os/as lutadores/as, aprisionando-os/as, torturando-os/as, matando-os/as, se preciso for. Os cães do poder são pagos para isso, as leis são feitas para proteger todos os crimes de terrorismo de estado, todos os crimes do capitalismo. O capitalismo, de todos os matizes, alimenta-se destas situações enquanto as populações se mantêm inertes, aterrorizadas ou adormecidas, ignorando a que ponto a sua inação reforça todo o fascismo que se tenta instalar por todo o lado.

Somos contra todas as fronteiras, contra todas as formas de poder, de subordinação, contra todas as formas de capitalismo. Poderíamos apelar à solidariedade em particular com o companheiro Santiago Maldonado feito desaparecer pela polícia, na Argentina, quando se solidarizava com a digna luta do povo Mapuche – ou com todos/as os/as outros/as anarquistas que lutam diariamente em todo o mundo pela destruição deste sistema, pela liberdade, arriscando a sua vida, dentro e fora das prisões – mas consideramos que a única forma de defender a sua liberdade e a sua vida é todos/as cuidarmos da nossa liberdade e da nossa vida. Essa é a memória que deve prevalecer.

Luta multiforme contra a tirania global, nem um palmo ao avanço do terrorismo de estado.

A paixão pela liberdade é mais forte do que todas as prisões!

Alguns e algumas anarquistas

24 de agosto de 2017

em pdf aqui

em espanhol, inglês, alemão

Panaji, Índia: Colagem de cartazes solidários com Santiago Maldonado

Recebido a 17 de Agosto, traduzido para português por Contra Info Em Panaji, capital de Goa, foram colocados 25 cartazes em solidariedade com Santiago Maldonado, junto de lojas da Benneton.

As reivindicações de propriedade desta empresa italiana são o motivo que levou ao ataque da polícia militarizada [gendarmeria da Argentina] à comunidade mapuche em resistência – ataque esse onde usavam balas de borracha e também chumbos de caça. As pessoas foram brutalmente espancadas e os seus pertences queimados. Alguns e algumas foram forçados a fugir através de um rio para salvar as suas vidas. Muitxs se tornaram testemunhas oculares de algumas pessoas estarem a ser levadas em camiões – entre estes Santiago Maldonado, ferido.

Desde aquele dia, ninguém mais soube dele.

O texto que se pode ler nos cartazes, com base em informação disponibilizada em Contra Info, está disponível em pdf aqui.

em alemão  l espanhol l inglês

S. Paulo: Solidariedade apátrida – Pela aparição com vida de Santiago Maldonado


recebido a 13 de agosto de 2017

Solidariedade apátrida desde o território dominado pelo estado brasileiro. Respondemos ao chamado de solidariedade com o anarquista Santiago Maldonado, desaparecido há mais de dez dias.

Na noite de 12/08 penduramos uma faixa num movimentado viaduto, localizado no centro da cidade de São Paulo.Lechuga, como é chamado, foi raptado pelas gendarmeria no começo do mês de agosto. Lechuga é companheiro do meio anárquico e apoiava a vivência no território em toma por mapuches.Ele está desaparecido desde a invasão e repressão ao território mapuche na província de Chubut, em Cushamen, dia 1/08/2017. A última vez que ele foi visto, estava nas garras da gendarmeria após sofrer brutal violência. Mais uma vez, a repressão contra a luta mapuche faz suas vítimas. Enquanto isso a greve de fome de Facundo Jones Huala continua…

O estado argentino é culpado. Os esquadrões 34, 35 e 36 da polícia militarizada [gendarmeria] são responsáveis pela chuva de balas na comunidade mapuche e sequestro do nosso companheiro.

O estado brasileiro é conivente pois aqui fazem o mesmo. Todo apoio à toma da sede da FEPAGRO, terra retomada pelos guaraní myaba em Maquiné.

“AMULEPETAYINWEICAN”!
A LUTA CONTINUA!

SOMOS APÁTRIDAS E INGOVERNÁVEIS E ESTAMOS EM QUALQUER LUGAR!!!

EXIGIMOS APARIÇÃO COM VIDA DE LECHUGA JÁ!!!

SEGUIREMOS CONSPIRANDO!!!

 em alemão

Chile: Faixa pela aparição com vida do companheiro Santiago Maldonado

Aparição com vida de Santiago Maldonado – feito desaparecer pela polícia, na Argentina a 1 de Agosto.

09-08-2017. O companheiro anarquista Santiago Maldonado desapareceu a 1 de Agosto após uma invasão da polícia da Argentina a uma comunidade mapuche em resistência – onde se encontrava em solidariedade. Do outro lado da cordilheira, enviamos um pequeno gesto de apoio aquelxs que lutam pela aparição de Santiago, as mossas consciências estão aí junto a todxs vós.

De algum lugar do território chileno
Biblioteca Anti-autoritária Libertad
Inverno, 2017

em inglês l alemão

Buenos Aires, Argentina: Ação direta contra a desaparição de Santiago Andrés – Atualização da situação

Aproximadamente às 10h da manhã de hoje (sexta-feira, 4/08/2017), a quase quatro dias do desaparecimento do companheiro Santiago Maldonado “lechuga”, destruímos a casa da província de Chubut, na putrefata capital do Estado chamado Argentina.

Embora abundem as razões, a raiva começa a transbordar e a transbordar-nos, já lá vão mais de 72 horas e um companheiro não aparece, enquanto Facundo Jones Huala continua em greve de fome.

Estendemos a nossa solidariedade ao povo mapuche e expandimos a nossa raiva contra todos os estados, o capital, a autoridade e todos os seus cúmplices.

Até que apareça o lechuga e até que o caos os sucumba!

Anárquicas individualidades expansivas do caos
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[Panfleto] APARIÇÃO DE SANTIAGO MALDONADO COM VIDA, JÁ!

Há já várias horas que não temos a certeza do paradeiro de uma pessoa. Mas não de uma pessoa qualquer, trata-se de uma pessoa solidária, companheira, anti-autoritária. O que sabemos, sim, é que uma vez mais as miseráveis forças da Gendarmeria [Força de Segurança de natureza militar] actuaram em conformidade com a rdem normativa democrática que em nada fica atrás das “temidas” ditaduras.

Uma vez mais o Lof em Resistência [famílias mapuche agrupadas num território libertado] em Cushamen, Chubut, foi invadido. E cada vez mais se acrescenta a perseguição e a domesticação do povo mapuche (que continua em luta para se recuperar como povo). Diversos assaltos, acosso policial e perseguição a várias comunidades mapuches – como o caso da prisão e pedido de extradição de Facundo Jones Huala, em cumplicidade mútua dos estados argentino e chileno – fazem ressurgir a raiva naquelxs que não querem ser mandadxs nem obedecidxs.

Nesta última repressão (a 1 de Agosto) entre uma chuva de balas, corridas e detenções- xs que tinham sido detidxs já foram libertadxs) – desaparece o “lechuga”. Conhecido companheiro do meio anárquico e anti-autoritário que se encontrava de forma solidária a apoiar e a resistir no Lof.

Há já várias horas que não sabemos ao certo do “lechuga” e a paciência começa a estalar, qual cristal que sofre o impacto das pedras da rebelião. Há já várias horas que não sabemos do paradeiro de um companheiro, mas o que sabemos, sim, é que não se respeita a yuta [bófia], que as suas leis  não nos atemorizam e que a combustão de alguns elementos acende e aviva o fogo.

Fogo que realça as nossas paixões contra a sua domesticada podridão.

¡Amulepetayinweican!
[A luta continua!]

Compilação informativa da desaparição de Santiago Andrés Maldonado (recebida a 5 de Agosto):

– Santiago desapareceu a 1/8, durante a brutal repressão levada a cabo pela gendarmeria na lof em resistência do departamento cushamen. Onde participaram os esquadrões 34, 35, 36, Ramos Mejía e Rawson, os quais abriram uma caçada humana, disparando sem parar.

– Sabe-se que Santiago Andrés Maldonado foi detido por efetivos da gendarmeria, durante essa brutal situação.

– Foi realizada uma busca exaustiva pelas delegacias circundantes à área, yendo todas negado a ingressão dele.

– Familiares, organizações de direitos humanos e companheirxs compañeros apresentaram habeas corpus, nos tribunais de Bariloche, Bolsón, Esquel. Como também em todo o país. Foi realizada uma ampla difusão por parte de um organismo de direitos humanos.

– Acosso por parte da gendarmeria ao irmão de Santiago, Sergio Maldonado, na altura em que este se acercou da lof à procura de mais informações sobre a situação em que foi detido e desaparecido o seu irmão;  novo acosso quando Sergio chegava à cidade de Esquel, por parte de efetivos da gendarmeria.

– Manifestações em toda a comarca andina, Neuquen, Cordoba, Buenos Aires e Uruguai, exigindo-se a imediata aparição do companheiro Santiago Andres Maldonado.

– Está-se a realizar uma conferência de imprensa por parte de membros da CPM (comissão pela memória). Na sede da Federação Judicial Argentina, rua Rincón 74 na cidade de Buenos Aires. Estará presente o presidente da CPM, Víctor Mendibil e outros integrantes do organismo, junto ao irmão do jovem desaparecido, amigos, familiares e companheiros. Acompanharão, também, o CELS e outros organismos de direitos humanos e organizações sociais que nas últimas horas se juntaram à exigência de aparição com vida.

Para além de que Santiago Andres Maldonado é um companheiro anarquista que decidiu se solidarizar de maneira ativa com a digna luta do povo mapuche e acudir indo à lof em resistência, quando soube da brutal repressão que estava a suceder a 1 de Agosto.

Santiago, aliás o bruxo, está desaparecido por se solidarizar e por lutar!!!!!!

O ESTADO E O CAPITAL, ATRAVÉS DO SEU APARELHO REPRESSIVO, SÃO OS CULPADOS DA DESAPARIÇÃO DO NOSSO COMPANHEIRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!

em espanhol

Buenos Aires, Argentina: Ataque incendiário contra igreja

Comunicado recebido a 20 de julho

Na madrugada de 11 de Julho deixamos uma “oferenda”incendiária à porta de uma igreja situada no cruzamento da rua Dorrego com a Av. Corrientes.

Levamos a cabo esta ação tendo em conta a proximidade da nojenta festa da pátria do dia 9 de Julho e a recente detenção de Facundo Jones Huala.

Não mais do que um pequeno gesto de solidariedade frente à crescente repressão e ao avanço tecnológico dos Estados, neste caso o chileno e o argentino.

Liberdade para Facundo Jones Huala!

Pela defesa da Terra!

Anarquistas contra toda a autoridade

N.T. Facundo Jones Huala é um lutador mapuche, perseguido pelo estado chileno, que se encontrava na Argentina, preso presentemente.

Buenos Aires, Argentina: Todo o confinamento é tortura, toda a prisão é opressão, toda a luta é um desejo de liberdade!

Solidariedade e ação direta com xs presxs em greve da fome – Abaixo as suas leis!

Contra todas as leis, contra a reforma da lei 24660!

No dia 5 de Maio, realizou-se um corte de estrada nas proximidades das instalações do serviço penitenciário federal (no cruzamento das Lavalle e Corrientes, Once). Além disso foi feita uma concentração com faixas junto à penal de Devoto (a 12 de Maio) apoiando xs presxs que fizeram uma greve de fome contra a reforma da lei 24660, um projecto que pretende endurecer as penas, limitando as saídas transitórias e a liberdade condicional, exigindo todo o cumprimento da pena sem nenhum tipo de benefício. Para agravar isto ainda se junta a construção de novas penais à volta da Argentina e a transferência das prisões para fora das cidades.

Em dezenas de unidades prisionais de diferentes âmbitos (provinciais, federais e de Buenos Aires) iniciou-se uma greve de fome, paragem de actividades e batucadas dentro das prisões do país contra a realidade prisional, pondo em risco a única coisa que possuem, o seu próprio corpo.

O Estado e os seus verdugos, aliando-se a um bombardeio mediático sobre a insegurança e à mesma sociedade que o alimenta, permitem aos juízes continuar a sentenciar ANOS E ANOS DE CONFINAMENTO, acrescentando a isso tudo o que de igual modo lá sucede: conglomeração, sobrepopulação, isolamento, verdugos, solicitações, castigos, violação e morte. Coisa quotidiana dentro das prisões da democracia.

Solidarizamos-nos con xs presxs em luta, para lá das diferenças, apoiamos sempre aquelxs que não se vendem e que decidem tomar a vida nas mãos.

Todo o confinamento é tortura, toda a prisão é opressão, toda a luta é um desejo de liberdade.

Buenos Aires, Argentina: Solidariedade com xs companheirxs Juan Flores, Nataly Casanova e Enrique Guzmán

 

Juan, Nataly e Enrique
SOLIDARIEDADE E AÇÃO DIRETA –
TERRORISTA É O ESTADO
PRESXS ANARQUISTAS NO CHILE! (A)
FOGO À PRISÃO (A)

Corte de estrada junto ao consulado do Chile [1 de Maio de 2017], em solidariedade com xs compas Juan Flores, Nataly Casanova e Enrique Guzmán, acusadxs de colocação de dispositivos explosivos em diferentes pontos de Santiago. Juan, Nataly e Enrique enfrentam, firmes, um julgamento em que se procura condenar a prisão perpétua o primeiro [Juan Flores], a 20 anos de prisão a segunda [Nataly Casanova] e o último [Enrique Guzmán] a 10 anos de prisão.

O estado é que é terrorista!

A SOLIDARIEDADE TORNA-NOS FORTES, A LUTA FAZ-NOS LIVRES.

Neuquén, Argentina: Não ao trabalho

Nota prévia: Aqui vão algumas palavras à volta dos despedimentos ocorridos acerca de um mês na cidade de Neuquén, Rio Negro, Argentina. Palavras que canalizam a crítica, a reflexão e a ação em relação à situação dxs trabalhadorxs têxteis demitidxs em Neuquén. E em solidariedade com as pessoas que lutam por querer viver em liberdade (18 de Fevereiro)

Eu NÃO apoio as trabalhadoras têxteis de Neuquén

É através da escravidão assalariada que se obtém um maior dominação nos nossos tempos. Todo o trabalho é escravidão; pelo facto de ser o eixo da produção constitui também uma das ferramentas mais alienantes da dominação. Eu não apoio nem incentivo o trabalho. E que se saiba o trabalho é qualquer labor forçado. Não há vida na vontade de trabalhar, mas sim servidão e alienação. E a minha decisão não é a de ter uma vida de escravidão, mas sim de liberdade.

O patriarcado não é coisa da actualidade, paremos para analisar as nossas relações e veja-se a dominação de uma pessoa “segundo o género”, trata-se de uma tensão da liberdade até se atingir um equilíbrio nas relações humanas. Embora eu discorde e seja dissidente da divisão domesticada em que fazemos de ‘homem’ ou ‘mulher’ (ou dos géneros em si) – não sendo esta mais do que outra forma de dominação e controlo normalizado – perpetuando os valores hostis  da civilização, não é minha intenção apoiar um trabalho que é atribuído ao género feminino, em geral e historicamente.

A poluição gerada pelas fábricas, neste caso a têxtil, é potencialmente prejudicial. Nas fábricas de têxteis os produtos químicos utilizados, tanto nos tecidos de tingimento, ou nas estampagens, lavados ou postos nos cabides – e as águas residuais que geram – são uma nocividade, tanto a nível pessoal como ambiental. Directa ou indirectamente a utilização de corantes, compostos e solventes, causa contaminação nas fábricas têxteis ou em qualquer tipo de fábrica, não sendo minha a vontade de alimentar tal poluição.

Como apoiar a reinserção laboral? Porque é que deveria apoiar um trabalho que alimenta a dominação? Onde reside a liberdade se apoiamos as fábricas que matam a Terra?

Podem-me responder que o trabalho é tudo o que já sabemos e insistir que sem trabalho não há dinheiro e que,  ainda que saibamos que o dinheiro é a razão da miséria,  é isso que nos possibilita não morrer de fome ou não morrer de frio. Sim, é verdade!  Mas assim acabo por ser cúmplice da exploração e das suas misérias ao pedir a reincorporação no trabalho, não ?

A solidariedade não se destina a fazer política, muito menos a fazer proselitismo. A solidariedade é acima de tudo um desejo da vontade de cada um/a. A minha intenção é transformar esse desejo numa qualidade da liberdade. A minha solidariedade nasce da minha vontade; vontade de criar um mundo novo, um mundo livre. A minha solidariedade baseia-se num apoio incondicional à vida e não à exploração.

Em todo o caso algumas ideias vagas podem ser o compartilhar alimentos, oferecer a cada uma das pessoas despedidas ferramentas para se auto-abastecer, como seja o caso de alguma horta comunitária ou não. Alimentos há em todo o lado, basta ir aos mercados de verduras e apanhar aquilo que se deita fora ou se pensa que não será possível comerciar. Falar-lhes de que há outras formas de viver para além do trabalho assalariado numa fábrica, falar e vislumbrar essas formas de viver. Impulsionar a raiva que gera esta forma despojada de entender a vida e que seja potenciada e se amplifique na ação solidária. Que a solidariedade desperte. Que se inquiete em cada um/a  para a despertar e que não fique limitada, porque não é coisa fácil, não é “assim mais não”. Que a cerquemos, que se arrisque, que se force, como se costuma dizer: se a jogue.

A liberdade é assassinada dia a dia e de alguma maneira sou cúmplice;  não quero alimentar essa cumplicidade ao apoiar o trabalho, o patriarcado ou a contaminação.

Quero ser solidário.

Eu NÃO apoio as trabalhadoras texteis de Neuquén.

Eu apoio as pessoas despedidas da fábrica ‘Neuquén Textil SRL’.

em espanhol

Argentina: Pintadas anárquicas nalguma parte de Buenos Aires

NÃO À IIRSA (A)
NÃO À EXPLORAÇÃO

REBELIÃO CONTRA A IIRSA

Debaixo de cimento…
(Pela semana de agitação e propaganda anárquica contra a I.I.R.S.A)

A luta não é só no campo, florestas, rios, montanhas, montes, selva ou mares. Apesar de não o reconhecermos a luta directa pela terra, mais efectiva, está aí. Mas a nossa luta não é limitada.

A expansão da exploração e o extrativismo – a devastação da Terra – tem uma origem e uma base que o impulsiona. Uma base de cimento cinzento e monótono. E uma origem conquistadora e dominadora.

As cidades-contentores sepultam a vida, qual cemitério que o espera. Uma vez que debaixo do cimento se encontra a terra. Terra que será fertilizada com os defensores e promotores da devastação quando eles estiverem enterrados para depois se colher a rebeldia.

O que o inimigo chama de natureza trata-se de nós, segundo o nosso ponto de vista. Porque não nos afastamos nem queremos separar-nos daquilo que somos. Defendemos-lo, defendemos-nos e atacamos como e com o que quer que seja, mesmo que pouco ou não muito.

Com carinho e rebeldia para aquelxs que lutam diretamente, cara a cara – pela Terra e pela Vida contra o Capitalismo e a Civilização alienante – onde quer que seja. Hoje, nesta selva de betão, as paredes, que um dia ruirão, hoje, pelo menos, dizem:

NÃO À I.I.R.S.A
NÃO À EXPLORAÇÃO

em espanhol