Arquivo de etiquetas: Marcelo Villarroel

Santiago, Chile: Sabotagem à linha férrea do metro 4A

Na madrugada do dia 20 de Novembro procedeu-se à sabotagem – com material de betão contundente – das zonas férreas da linha 4A do metro de Santiago, à altura da estação metro La Granja[1]. Não podíamos permitir que – no dia seguinte à festividade democrática da eleição – as coisas seguissem o seu curso normal. É que a nós não nos basta chamar a não votar, decidimos posicionarmos-nos contra o Estado e as suas lógicas de controlo e dominação sobre as nossas vidas. Estamos contra o estado, uma das máximas expressões do exercício de autoridade, que tortura e reprime; estamos contra a sua democracia com ilusões de mudança social – oferecidas pelos poderosos e assumidas pela cidadania.

A nossa opção, neste e em todos os processos eleitorais, é a subversão permanente que assinala que uma vida livre se cria na destruição da ordem autoritária e na necessária violência contra os opressores e as suas estruturas de poder.

Com esta ação de sabotagem ampliamos e fazemos chegar a saudação e a cumplicidade solidária a todxs aquelxs que desta vereda confrontam o poder e os seus defensores.

Aos/às nossxs companheirxs sequestradxs nas prisões da democracia: Nataly, Juan e Enrique – que nesta semana será onde o estado e as suas autoridades farão sentir todo o seu castigo. A Marcelo Villarroel, Juan Aliste, Freddy Fuentevilla, Joaquín García, Natalia Collao, Sol Vergara.

Solidariedade com xs companheirxs encarceradxs no âmbito da Operação Scripta Manent, aos/às nossxs irmãos/irmã  da Conspiração das Células de Fogo e ao companheiro anárquico Konstantinos Yagtzoglou, axs/às companheirxs perseguidxs pelo estado brasileiro na Operação Erebo.

Contra o estado e a sua democracia.
A nossa única eleição é a violência organizada pela libertação total.

Banda de sabotagem Santiago “Brujo” Maldonado

[1] “Alta afluência de passageiros na Linha 4A do Metro provoca problemas de frequência”. Bio Bio Chile, 20 de Novembro de 2017.

en espanhol

Prisões chilenas: Acerca da situação jurídica do nosso companheiro Marcelo Villaroel – Solidariedade revolucionária como resposta à vingança do Estado!

Acerca da situação jurídica do nosso companheiro Marcelo Villarroel… ou de como a vingança do estado se perpetua em silêncio

Em Setembro passado, foi notificada na 4ª Procuradoria Militar de Santiago a resposta negativa à petição feita para prescrição das sentenças, solicitação essa realizada pelo nosso companheiro Marcelo, há vários meses.

Imediatamente, Marcelo apelou dessa recusa, ficando a resolução do recurso nas mãos do Tribunal Marcial, reafirmando este a recusa, nos primeiros dias de Outubro.

Estas condenações correspondem a causas originadas por ações enquadradas na antiga militância no Mapu-lautaro, organização na qual o nosso compa foi ativo desde muito jovem e da qual foi expulso por “desvios anarquistas”, quando já se encontrava na prisão, em 1995.

Marcelo purgou ininterruptamente 11 anos, dois meses e quinze dias – de 13 de Outubro de 1992 até 28 de Dezembro de 2003 – ficando depois, em prisão noturna, até Março de 2005, altura em que lhe é concedida a chamada “liberdade condicional”, que o obriga a assinar semanalmente até cumprir 20 anos de controle penitenciário.

Marcelo é indiciado como participante no assalto ao Bank Segurity, aos primeiros dias de Novembro de 2007, assim como outros compas –  expropriação essa na qual morreu um polícia e que causou uma resposta do Estado sem precedentes. Marcelo decide passar à clandestinidade e, em Fevereiro de 2008, na sua ausência a “liberdade condicional” é-lhe revogada.

É detido na Argentina em Março de 2008 e, em Setembro de 2014, é condenado a 14 anos efetivos por 2 assaltos bancários.

Foram, entretanto, reactualizadas as penas relativas às causas antigas (emanadas da sempre sinistra “Justiça Militar” ), ficando da seguinte maneira:

– Associação ilícita terrorista: 10 anos e 1 dia.

– Danos a um veículo fiscal, com lesões graves a carabineiros (bófia): 3 anos + 541 dias.

– Co-autoria de homicídio qualificado como terrorista: 15 anos e 1 dia.

– Roubo com intimidação, lei 18.314: 10 anos e 1 dia.

– Atentado explosivo contra embaixada da Espanha: 8 anos.

No total, essas condenações antigas totalizam 46 anos, estabelecendo como data de término o mês de Fevereiro de 2056.

Há uma série de irregularidades nos cálculos e, embora a questão legal nunca tenha sido nem virá a ser o nosso ponto de concentração único, acreditamos que se torna urgente e necessário enfrentar essa situação que, à luz de qualquer ponto de vista, representa uma clara vingança contra um companheiro que mantém em alta as suas convicções subversivas – de corte autónomo e libertário – nunca tendo abandonado o confronto direto pela libertação total, nem nunca renunciado à sua história de combate, deixando-a como mercadoria para livros ou galardões para traficantes de histórias – prestadas onde se refugiam centenas de renegadxs que perambulam por diferentes espaços de índole pseudo-radical.

A nossa chamada é para se deixar tanto a verborreia como os falsos gestos de solidariedade – para que se enfrente esta e cada uma das vinganças que provêm do Estado, como política constante contra todxs aquelxs que não renegam os seus vínculos e convicções.

É hora de agir, de tornar realidade aquilo de nenhum compa estar sózinho na orisão.

PELA DESTRUIÇÃO DE TODAS AS PRISÕES!!!
ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA, HAVERÁ REBELIÃO!!!

Pessoas próximas a Marcelo
Santiago-Valparaíso
Outubro de 2017

[Santiago, Chile] Crónica da VII Convenção de Tatuagens e Arte Corporal SOLIDARIEDADE À FLOR DA PELE

Foi sob um belo céu nublado que nos reunimos para dar vida à VII Convenção de Tatuagens e arte corporal Solidariedade à Flor da Pele, com o objectivo não só de contribuir economicamente para apoio aos/às nossxs companheirxs na prisão, mas também abrir um ponto de encontro anti-prisões.

Bem cedo recebemos rondas policiais, assediando tatuadorxs, companheirxs e até vizinhxs, mas sem conseguir impedir o desenvolvimento da atividade. Desde o início ficou claro que o engenho e a vontade das mãos solidárias conseguem tornear os diferentes obstáculos que se vão gerando – demonstrando, assim, que quando a convicção anárquica é o que nos guia, sempre se conseguem ultrapassar as dificuldades.

Agradecemos a presença e o compromisso de todxs xs tatuadorxs, das companheiras responsáveis pelas suspensões e/ou piercing e daquelxs que nos acompanharam com danças, pinturas e oficinas  e que, com a melhor das disposições, contribuíram para o desenvolvimento e difusão da atividade. A todxs xs que não puderam comparecer, esperamos contar com vocês para a próxima conve…

Leram-se as mensagens  de alguns/mas companheirxs na prisão – deixando escapar ideias/sentires para longe dos corredores prisionais, ajudando a diluir o dentro/fora. Durante o dia foi sempre sendo atualizada a informação sobre os diferentes processos de repressão e combate no Wallmapu, procurando nutrir as diversas correntes envolvidas no conflito.

À Flor da Pele tem a marca da presença de todxs aquelxs que – apesar de já não estarem mais connosco de modo físico – vivem na memória dos corações negros, assim Barry Horne, Sebastián Oversluij e Mauricio Morales, acompanharam-nos sempre. Os caminhos da luta sempre acabam por se cruzar, mas há circunstâncias em que não se conseguem encontrar … esta jornada é dedicada à memória de Santiago Maldonado.

Porque uma jaula é sempre uma jaula…
Até destruir o último bastião da sociedade carcerária.
Solidariedade à Flor da Pele.
Solidárixs afins pela Anarquia/Coletivo Sacco e Vanzetti.

* * *

MENSAGENS DE COMPANHEIRXS PRESXS

*JOAQUÍN GARCÍA*

Acabo de me inteirar desta iniciativa de solidariedade. Agradeço enormemente todas as mostras de carinho que me acompanham nestes momentos. Cada gesto, cada palavra adquire um significado muito maior no encerro prisional; quebrar a rotina, aqui, passa a ser o mais importante de tudo. Espero que tudo se realize da forma mais agradável e serena que seja possível e que a solidariedade seja vivida à flor da pele.
Envio-lhes muitos abraços, saudações e carinhos.
Joaquín García
Secção de Máxima Segurança/Prisão de Alta Segurança.
4 de Novembro de 2017.

*Companheiro detido a 19 de Novembro de 2015 e acusado pelo atentado explosivo contra a 12ª Delegacia de San Miguel, passando a seguir à clandestinidade, numa mudança de medida cautelar, e voltando a ser detido, em Setembro de 2016, quando transportava um revólver e munições. Encontra-se em prisão preventiva.

*ENRIQUE GUZMÁN, NATALY CASANOVA E JUAN FLORES*

Estas palavras nascem e voam das celas da prisão de San Miguel, da unidade especial de alta segurança e da ex-penitenciária, para saudar aquela instância cúmplice que nos é dedicada pelxs compas que organizam e dão vida à Convenção de Tatuagens e Arte Corporal Solidariedade à Flor da Pele…

Através destas palavras – nascidas nestes centros de tortura – desejamos, de forma fraterna e cúmplice, saudar aquelxs que, à base da criatividade rebelde e subordinada, organizam e participam nesta iniciativa anti-prisões.. Iniciativa solidária com aquelxs que sentem no sabor amargo da prisão, dia a dia, a ira, a impotência e a indignação de não poderem materializar a guerra por se encontrarem rodeadxs de barras, câmaras e guardas…

Neste sentido, compartilhamos a mesma ira, impotência e indignação contra os bastardos que compõem e perpetuam esta sociedade –  a que cativa as nossas vidas e a dxs nossxs irmãos/ãs… é por isso que enviamos o nosso respeito e carinho fraternais a todas essas mentes conscientes que não dão espaço ao imobilismo e à indiferença…

Há aproximadamente 7 meses e meio que nos encontramos à mercê da polícia da prisão e de exames e transferências quotidianas até aos  tribunais do estado chileno, os que julgam a nossa necessidade de enfrentar o Domínio – o julgamento que discute o nosso suposto rol participativo nas bombas detonadas contra a estação de metro “Los Dominicos”, contra a 39, a 1ª delegacia de polícia em Santiago e  o subcentro da escola militar (fatos reivindicados pelxs compas da conspiração das células de fogo e da conspiração internacional de vingança) está em fase final, após o arsenal legal / fiscal e a entrada de mais de 150 testemunhas, 80 peritos, 230 documentos e 640 evidências periciais, nesta segunda-feira será discutido os dias livres (que não podem ser mais do que 4) para preparar as alegações de fecho.

Despedimos-nos, com um sinal cúmplice, dxs compas que se encontram nas prisões de Korydallos (Grécia), dos de Ferrara (Itália) e, para a imensidade de irmãos/ãs presxs e caídxs nesta guerra, despedimos-nos com o gostoso sabor do carinho solidário que nos manifestam uma vez mais!!!

Nataly Casanova (Prisão de San Miguel)
Enrique Guzmán (Segurança Máxima/Prisão de Segurança Máxima)
Juan Flores (Ex Penitenciária)

*MARCELO VILLARROEL*

Abraçando todxs e cada um dos gestos e atos de solidariedade com xs prisioneirxs da Guerra Social.

Da prisão da Alta Segurança de Santiago, uma vez mais, escapam estas letras carregadas de fraternidade insurrecta – para saudar e abraçar cada um/a dxs companheirxs que tornam possível que esta iniciativa se realize na sua 7ª versão, mantendo-a com vida há vários anos já , com a finalidade concreta de se solidarizar com aquelxs que vivem a prisão como resultado irrenunciável de uma opção de luta subversiva contra o Estado, o Capital e toda a Autoridade.

Resgato a vontade e a insistência de ir gerando redes de cumplicidade que permitam quebrar, no quotidiano, os muros e jaulas que nos encerram.

Em tempos em que os valores – que nos têm motivado para a nossa ação de combate direto – são relativizados por quem nunca arriscou nada, é altamente resgatável promover a sensação de comunidade que nos irmana, independentemente do lugar onde nos encontremos – porque está enraizado no desejo e na necessidade incontível de sermos livres, para além das dificuldades próprias de um caminho onde muitxs irmãos/ãs perderam a vida, enquanto outrxs resistem atrás das grades.

Portanto, cada grão de areia que aponta ao fortalecimento da ruptura do separatismo e da  indiferença – expandindo as práticas solidárias –  é um ataque direto à imobilidade e passividade com que o poder e os seus múltiplos dispositivos de controle vão semeando fragmentação, amnésia e medo,  com os quais devemos conviver quotidianamente pois são as práticas normalizadas no mundo cidadão e que tanto odiamos.

Os tempos são e continuarão a ser de luta direta contra o Estado, através da revolta permanente, e há que ter claro que continuará a haver feridxs, perseguidxs, prisioneirxs e mortxs de pensamento e ação anti-autoritárias – e não podemos imaginar transformações radicais sem a dor da perda, porque não há guerra asséptica – já que o Poder da dominação capitalista não perdoa nem esquece aquelxs que se rebelam.

Por estes dias se cumprem 10 anos desde que assumimos a clandestinidade como negação da legalidade juridica-policial do Estado. Há 10 anos, começou uma caça a 4 companheiros em que nos acusavam de participar numa série de expropriações bancárias e da morte de um polícia uniformizado, após o assalto ao Banco Security, fato ocorrido no centro de Santiago, em Outubro de 2007.

O Estado, através dos seus sequazes guardiões, desencadeou uma caça sem precedentes,assim como uma ofensiva sistemática em relação a diversos meios e espaços autónomos anticapitalistas da época, meios esses que expressavam uma posição de confrontação insurreta.

Desde esse momento, a permanente repressão do Poder sobre sectores subversivos autónomos e libertários tem-se mantido de forma ininterrupta, fortalecendo o seu aparelho político-jurídico-policial-penitenciário em função desta resistência-ofensiva – que cultiva práticas de ataque descentralizado e multiforme como expressão inequívoca da continuidade de luta de todxs aquelxs que crêm na destruição do mundo do Poder e dos miseráveis que o sustentam.

A 10 anos já do começo dessa caça, com orgulho pode-se dizer que não há arrependimento, nem esquecimento, nem abrando, nem renúncia do caminhar subversivo. A partir de uma posição em contínua tensão, nada está acabado.

Tudo continua!!!

Encorajando o encontro daquelxs que se encontram a trilhar o caminho da guerra social, daquelxs que alimentam a memória de combate de todxs xs que não perdem a bússola do conflito…

Abraçando todos xs presxs dignxs e xs irmãos/ãs que se expressam no ataque direto aos símbolos do Poder.

ABAIXO AS JAULAS!!!
ATÉ SE DESTRUIR O ÚLTIMO BASTIÃO DA SOCIEDADE CARCERÁRIA!!!
CAMINHANDO ORGULHOSXS PELA SENDA DA GUERRA SOCIAL, AVANÇAMOS FIRMES ATÉ À LIBERTAÇÃO!!!
ENQUANTO EXISTA MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda
Prisioneiro Libertário
K.A.S / Stgo, Chile.
Sábado 4 Nov. 2017.

em espanhol

Santiago, Chile: Veredito do julgamento contra os companheiros Freddy, Marcelo e Juan

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VEREDITO DO JULGAMENTO DOS COMPAS FREDDY, MARCELO E JUAN                                    Hoje, sexta-feira, 6 de Junho, às 14 horas, o tribunal decidirá sobre a vida dos nossos companheiros com penas que vão desde os 18 anos até à pena perpétua qualificada. As palavras “culpados” ou “inocentes” escutar-se-ão nas salas de audiência do sinistro centro de justiça, situado em Rondizzoni. Três miseráveis magistrados – marionetas dos desejos de vingança do poder e dos seus verdugos – serão quem dará o golpe contra os nossos compas. A chamada é para se assistir à audiência, acompanhar e nos solidarizarmos com Freddy, Marcel e Juan, com os seus familiares, amigxs e gente próxima, à espera do que o tribunal vá decidir. LIBERDADE PARA FREDDY, MARCELO, JUAN E CARLOS!

 Solidariedade e agiração revolucionária e insurreta com xs prisioneirxs da guerra social! 

Aqui poderá ler-se os resumos (espanhol) das audiências e aqui o comunicado do Grupo Anticarcerário Vuelo de Justicia sobre o recente assédio às famílias dos compas.

 espanhol

Estado espanhol: Faixa em solidariedade com Mónica e Francisco

Na semana de solidariedade con xs anarquistas Mónica Caballero e Francisco Solar, colocámos uma faixa em solidariedade com xs compas na estrada N.1 na altura de Altsasu (Nafarroa); com esta faixa queremos expressar a nossa solidariedade e proximidade com xs presxs anarquistas e a partir daqui aquí mandar-lhes um forte abraço. Ânimo e força compas.

Na faixa pode ler-se: Liberdade Mónica e Francisco, Anarkia Bidea Da [em basco: a anarquia é o caminho).

Na faixa não havia sítio para saudar outrxs prisioneirxs, pelo que a partir daqui mandamos un fuorte abraço aos companheiros:

Gabriel Pombo Da Silva; Marco Camenisch; Alfredo Cospito; Nicola Gai; Sergio Maria Stefani; José Miguel Sánchez; Marcelo Villarroel Sepúlveda; Freddy Fuentevilla Saa; Juan Aliste Vega; Hans Niemeyer Salinas; Carlos Gutiérrez Quiduleo; Mario González. Solidariedade axs prisioneirxs anarquistas da Grécia, Itália, México e de todo o mundo.

Agur eta ohore [em basco: adeus e honra], companheiro Sebastián Oversluij.

Anarquistas

Atenas: Intervenção solidária com prisioneirxs da guerra anarquista em todo o mundo

Liberdade a Mónica Caballero e Francisco Solar (presxs em Espanha)
Solidariedade com Marcelo Villarroel, Freddy Fuentevilla, Juan Aliste Vega, acusados no Caso Security (presos no Chile)
Solidariedade com os anarquistas Alfredo Cospito e Nicola Gai (presos em Itália)
Força ao compa José Miguel Sánchez Jiménez, em greve da fome desde 27 de Novembro (preso no Chile)

Atualização: O companheiro José Miguel Sánchez Jiménez está bem de saúde, encontrando-se atualmente na 9ª secção da prisão “Ex-Penitenciáría” em Santiago do Chile tendo suspendido a sua greve da fome.

Liberdade a Mónica Caballero e Francisco Solar; solidariedade com Valeria Giacomoni, Gerardo Formoso e Rocío Yune, acusadxs pelos ataques do Comando Insurreccional Mateo Morral (Espanha)
Liberdade ao nosso irmão Gabriel Pombo Da Silva (preso em Espanha)
Liberdade aos irmãos e a irmã presxs da Conspiração das Células do Fogo
Solidariedade com xs presxs da FLA/FLT
Liberdade ao anarquista vegano Walter Bond (preso nos EUA)
Liberdade a Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis, acusados pelo Projeto Fénix. 10, 100, 1000 núcleos da FAI-FRI. Liberdade aos compas da CCF (presxs na Grécia)
Liberdade para todos os prisioneiros da FLA/FLT

Sexta-feira, 29 de Novembro, durante a noite, no centro de Atenas, um grupo de compas anarquistas realizou uma intervenção solidária com xs anarquistas presxs em todo o mundo. Várias palavras de ordem foram pintadas, assim como se lançaram folhetos sobre casos recentes e ainda se colocaram auto-colantes relacionados com os casos dos compas acusadxs pelo Projeto Fénix. Continuar a lerAtenas: Intervenção solidária com prisioneirxs da guerra anarquista em todo o mundo

Prisões chilenas: Cinco presos políticos em greve de fome, como mostra de solidariedade com Mónica Caballero e Francisco Solar

COMUNICADO PÚBLICO DE INÍCIO DE GREVE DA FOME:

A todas e todos os que lutam pela libertação total.
Às consciências anticarcerárias.
A todas e todos os rebeldes e insurretos do mundo enteiro.

No marco do chamamento feito desde Barcelona para uma jornada de solidariedade Internacional com xs nossxs companheirxs encarcerados hoje em Espanha, Francisco Solar Domínguez em Navalcarnero e Mónica Caballero Sepúlveda em Estremera, a realizar-se entre 16 e 22 de Dezembro, os prisioneiros subversivos, libertários, autónomos e mapuche, Marcelo Villarroel Sepúlveda, Freddy Fuentevilla Saa, Juan Aliste Vega e Hans Niemeyer Salinas situados nos diferentes módulos da Prisão de Alta Segurança e Carlos Gutiérrez Quiduleo na secção de Máxima Segurança, todos na Unidade Especial de Alta Segurança de Santiago de Chile, comunicamos:

1. Damos início a uma Greve da Fome líquida como expressão concreta de solidariedade direta com xs nossxs irmãxs, amigos e companheiros “Cariñoso” e “Mona”, acusados pelo fascista Estado Espanhol de pertencer ao Comando Insurrecioionalista Mateo Morral, quem se havia reivindicado da autoría da acção direta contra a Basílica del Pilar em Zaragoza, da falida detonação na Catedral da Almudena em Madrid, para além de serem acusados de conspirar para atentar contra a Basílika de Monserrat em Barcelona.

Com esta mobilização procuramos atingir o medo e a indiferença reinante, romper os muros de todo o tipo e num gesto de irmandade indestrutível assinalar claramente que o nosso sangue-coração e ossos hoje estão em Madrid junto a elxs, e nos dói o seu isolamento, embora entendamos que é  parte da vingança estatal permanente contra todos os que procuramos a destruição total da sociedade de classes Continuar a lerPrisões chilenas: Cinco presos políticos em greve de fome, como mostra de solidariedade com Mónica Caballero e Francisco Solar

Comunicado da Rede de Apoio de Buenos Aires

Nunca esquecemos xs nossxs companheirxs presxs. Não mistificamos mas também não ficamos indiferentes à sua vida quotidiana. A solidariedade não é, como foi demonstrado já em diversas ocasiões, uma palavra bonita ou um slogan mas sim uma prática inseparável da nossa luta. Poderá até ser expressa de diversas formas e existirão até momentos em que o seu contorno é mais definido em força e continuidade.

Dada a situação delicada (judicial e de reclusão) vivida pelos companheiros Juan Aliste Vega, Marcelo Villarroel Sepúlveda e Freddy Fuentevilla Saa – sequestrados presentemente nas prisões do Estado chileno – diferentes individualidades de Buenos Aires decidiram formar uma nova Rede de Apoio para atualizar e difundir a sua situação, esperando contribuir para que rapidamente fiquem em liberdade.

Como já mencionado anteriormente, num comunicado durante a campanha para a sua náo expulsão da região argentina, para nós a terminologia legalista (culpado / inocente) não é válida já que se trata de uma linguagem que nos é estranha, não pretendemos, no passado nem mesmo agora, esvaziar de conteúdo ideias e práticas perigosas para o Estado, nem deixámos de achar que enquanto houver miséria fala a rebelião; devido a isso, simplesmente, nos irmãnámos com aqueles que de um modo ou de outro questionam e confrontam o sistema de autoridade em que vivemos, oferecendo-lhes a nossa solidariedade, entendida como uma extensão e agudização da sua própria luta, nossa também.

Incitamos todxs xs companherxs a formar novas redes de apoio e/ou a solidarizarem-se do modo que lhes pareça melhor para agudizar a luta pela liberdade de Marcelo, Freddy e Juan.

Uma breve descrição da situação
Em Outubro de 2007, é assaltado em Santiago do Chile uma sucursal do Banco Security tendo resultado morto durante o fato um servo da burguesia (polícia). A partir desse momento, desencadeou-se uma campanha político / jurídico / mediática / policial que pretende criminalizar pessoas específicas com um impacto notável na luta contra o capitalismo, seja durante a ditadura de Pinochet, seja na chamada transição para a democracia.

Mais recentemente, a 13 de Dezembro desse ano, foi preso o companheiro Axel Osorio, condenado a 3 anos e um dia na prisão, felizmente hoje novamente em liberdade. Obviamente, a “caça às bruxas” não parou por aqui e, assim, a 15 Março de 2008, na província de Neuquén, são detidas por diferentes forças policiais os companheiros Freddy Fuentevilla e Marcelo Villarroel, com uma terceira pessoa a ser expulsa algum tempo depois do Chile, acusada de “ajudante”.

Freddy (ex militante do MIR) e Marcelo (ex-militante do Mapu Lautaro, atualmente um companheiro anarquista) são submetidos a espancamentos e interrogatórios sucessivos pelas polícias chilenas e argentinas, até que finalmente são transferidos para a Unidad n º 11, uma prisão de segurança máxima com uma longa história de torturas por parte dos seus carcereiros e funcionários e julgados, ambos, por posse de uma arma de guerra.

A partir desse momento começa uma corrida frenética, por parte do Estado do Chile, para garantir a expulsão imediata dos dois rebeldes e levá-los perante um tribunal militar, a par das redes que se vão formando em Buenos Aires, Neuquén, La Plata, Valparaíso, Santiago, divulgando o caso dos companheiros e espalhando a petição do seu asilo político na Argentina.

Por outro lado, apesar das constantes tentativas de subjugação por parte dos carcereiros e juízes, Freddy e Marcelo fazem ouvir as suas vozes e pensamentos através de comunicados, de cartas e de telefonemas, gerando o apoio do outro lado do muro, do que resultou inúmeras atividades jornadas de apoio,corte de estradas e de linhas de comboio, manifestações e eventos públicos, concertos, debates, palestras, ações diretas de todos os tipos, que se intensificarão ainda mais quando, a 17 Novembro de 2008, decidem iniciar uma greve de fome, terminada a 9 de janeiro de 2009, obtendo algumas melhorias básicas nas condições prisionais, já que até esse momento mantinham isolados Freddy e Marcelo 23 horas por dia, sem luz solar ou contato com outros presos.

Não podemos deixar de mencionar que a solidariedade desenvolvida em torno dos companheiros, activou a esperada repressão do Estado, caso da prisão da companheira Andrea Urzua Cid a 18 de Setembro de 2008, acusada de tentar fazer entrar explosivos na prisão de Neuquén na sequência de um alegado plano de fuga e libertada 48 dias depois, ainda que tenha sido detida de novo, no super-mediático “caso bombas”, em prisão domiciliar no Chile. Tampouco esquecemos as constantes ameaças e espancamentos, por vezes, a que foram submetidxs companheirxs de diversas regiões durante as visitas â prisão.

Finalmente, a 15 de Dezembro de 2009, o estado argentino, através do ministro do Interior, Florencio Randazzo, e com a cumplicidade da presidente Cristina Kirchner e de Michelle Bachelet, assinou o tratado para a expulsão de Marcelo e Freddy, sendo estes expulsos do território argentino, para o Chile…

Outro companheiro detido
A 9 de Julho de 2010, na estação de autocarros do Retiro, foi detido o companheiro, Juan Aliste Vega, em fuga desde Outubro de 2007, também acusado de participar no assalto ao Banco Security. A detenção é mostrada, durante dias, em diversos meios de comunicação, como a realização de uma operação conjunta entre as polícias da Argentina e Chile, fazendo-nos pensar novamente num re-lançamento da Operação Condor, e John é enviado para a cadeia No.1 de Ezeiza.

Foram organizadas imediatamente atividades como graffiti, folhetos, bloqueios de estradas e difusão por vários meios, mas desta vez o governo argentino não quer problemas e decide rapidamente para se livrar de Juan, expulso em 22 de Julho, mas não antes de ter sido torturado pelo serviço penitenciário federal (agentes penitenciários), o esquadrão anti-terrorista da polícia federal da Argentina, e membros da polícia de investigação no Chile, que tem sido encontrada na Argentina em busca de companheiros que optam por não ocorrerem aos tribunais do inimigo…

A situação dos companheiros no presente
Actualmente Marcelo, Freddy e Juan estão numa prisão de alta segurança em Santiago do Chile, aguardando julgamento, que se estima começar, em Novembro, com algumas audiências. Enquanto a media mostra imagens da viúva do policial morto pedindo “vingança” pela sua  “perda” e do Presidente Piñera para baixo todos incitam à condenação social destes três lutadores, sabemos que eles se encontram fortes e com a moral alta, orgulhosos das suas sus decisões e de terem-nas levado a cabo.
Recentemente soubemos que, tal como Marcelo, Freddy e Juan também sofreram punições,  atitudes dos miseráveis que atacam o que eles não entendem e estão assustados.

Seguimos atentos e mais uma vez convidamos xs companheirxs para se solidarizarem com Freddy, Marcelo e Juan.

Enquanto houver miséria, REVOLTA!
SÓ A LUTA NOS TORNA LIVRES!
LIBERDADE PARA FREDDY FUENTEVILLA,
MARCELO VILLARROEL, JUAN ALISTE!

Pela destruição de todas as prisões, PELA LIBERDADE!

Rede de Apoio de Buenos Aires

 freddymarcelojuan.noblogs.org