La Paz, Bolívia: Panfletos em solidariedade com xs presxs anarquistas em Espanha e Grécia

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PANFLETOS EM SOLIDARIEDADE COM XS COMPANHEIRXS MÓNICA E FRANCISCO, ANGGELIKI SPYROPOULO, CCF E PRÓXIMXS

“As palavras são cómodas, a ação não o é”
Desde que nascemos que nos impõem o respeito, mas: O que é o respeito? Obedecer aos paradigmas autoritários que a sociedade nos impõe? A obediência é por acaso o respeito?

O respeito imposto levou-nos a ficar atolados a tal nível que nos converteram numa sociedade em que  somos inúteis indivíduos dependentes dalguma das autoridades que nos restringem, limitando-nos a obedecer sem qualquer tipo de análise pessoal – é por isso que vemos milhares de pessoas ajoelhadas perante indivíduos que, por usarem uma batina, uniforme, etc., acreditam que são superiores a nós, porque a sua batina torna um serviço sagrado por causa do “nosso” Senhor, ou por usarem sotaina são venerados pelo seu grau de autoridade e assim reprimem, abusam e assassinam.  O respeito à autoridade é o nosso inimigo, seremos toda a vida inrespeitosxs – já que NÃO vamos respeitar cada raiz da dominação implantada – temos a opção que sempre quiseram extinguir, a opção da desobediência. Não esperem que tenhamos respeito às igrejas, à bófia ou ao Estado. Nunca respeitaremos a dominação.

Quando hesitamos em atacar é porque no nosso pensamento surge a repressão e o que ela arrasta consigo, perseguições que não são brincadeira e a privação da “liberdade”; o desafio de um/a anarquista sempre foi e sempre será  o enfrentar este desapiedado sistema fazendo o impossível para não cair na trampa; um colossal militarismo aproxima-se a passos gigantes, não ficaremos para trás embora não escolhêssemos seguir os seus mecanismos, a luta anarquista amplia-se dia e noite, dia e noite  iremos em frente para muito mais. A crítica sempre estará na apresentação e não na comodidade.

Ao longo de séculos, a Inquisição mantém a vigência em vigor, subtilmente tem-se “humanizado”, ou seja, mostrar-se mais “piedosa” e respeitar os “direitos” das pessoas, aprisionando aquelxs que quebram esse respeito e autoridade que tem o poder para dominar as mentes dos crentes; nesse sentido, aquelxs que decidem atacar os seus símbolos e estruturas continuam a ser perseguidxs, castigadxs, não há diferença entre os períodos de suplício e a atualidade.  Xs companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar foram sentenciadxs a 12 anos de prisão nas masmoprras espanholas, a solidariedade deve ser permanente. Colámos alguns cartazes no Centro Cultural da Espanha, porque esta cultura de garantir conforto ao sistema opressor é mais um dos símbolos da alienação social.

A ética anarquista continua enquanto o conflito continuar e dói quando atingimos o inimigo, valorizamos xs nossxs companheirxs, amamos as suas atitudes e a sua coragem. E não estamos aqui para avaliar nem para julgar os seus “erros”, o sistema já o faz.

O que cada ser vivente aspira é à liberdade, o instinto de sobrevivência leva-nos a escapar de qualquer intenção de submetimento, sendo por isso a intenção de fuga dxs companheirxs da CCF na Grécia o procedimento segundo os termos da liberdade dxs que não se deixam submeter e continuam a lutar dentro das prisões.

O chicote do Poder estende-se a familiares e entorno daquelxs que lutam e decidem não deixar sós os seus entes queridos; nesse sentido, o Poder desconhece afeto, solidariedade e cumplicidade. A nossa ímpia alma estará sempre livre, as nossas blasfémias serão a cuspidela a qualquer símbolo de dominação, a autoridade não representa para nós nenhum símbolo de respeito.

A cumplicidade é a arma, é fogo, aos nossos irmãos e irmãs enviamos-lhes firmeza e força, abraços do coração e beijos, que haja saída por todo o lado, que o vento sopre forte e que se converta a situação.

Aos/às traidorxs bastardxs, lacaixs do sistema, a sua hora chegará. E o nosso dia chegará também…

Saudações aos/às guerreirxs, nem culpadxs nem inocentes, a partir destas terras longínquas dominadas pelo Estado boliviano.

Uma saudação ao/à companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar.

Saudações aos companheirxs da CCF e a Anggeliki Spyropoulo, um abraço aos seus familiares e amigxs perseguidxs, Athena, Evi estamos com vocês.

Vândalos nómadas selvagens