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[prisões espanholas] Comunicado de Mónica Caballero e Francisco Solar (entretanto expulsos para o Chile a 7/03)

Recebido a 10 de Março de 2017

Estas palavras (2/02) chegam-nos com o atraso próprio das comunicações restritivas nos centros de extermínio espanhóis. A 7 de Março de 2017, xs companheirxs conseguiram, finalmente,  ser expulsos para o Chile – depois de verem ser reduzida a sua pena de prisão, em Dezembro de 2016, a 4 anos e meio de prisão – onde foram recebidos com um grande despique jornalístico e ameaças repressivas. Hoje, por fim, Mónica e Francisco voltaram a pisar as ruas com a dignidade intacta.

*Afinidade e solidariedade contra o vitimismo e a autoridade*

Na luta para romper com o estabelecido, buscamos e criamos formas de nos relacionarmos que sejam contrárias à imposição e autoridade. Formas de nos fazer sentir cómodos para nos desenvolvermos autonomamente quando propomos e realizamos iniciativas de confronto diário. Assim, entendemos que a afinidade representa a maneira mais adequada de nos relacionarmos entre anarquistas, não sendo essa fruto de palavras de ordem vazias, repetidos até à exaustão, mas sim o resultado de práticas e visões compartilhadas que ajudam a gerar laços perduráveis de companheirismo e fraternidade que ultrapassam a simples amizade.

A confiança e carinho que subsiste do fato de se sentir e saber que se compartilham ideias em rebelião permanente são o sustento e a força da afinidade que se reforça e desenvolve, no conjunto de práticas anti-autoritárias. Essas ideias, por sua vez, são inseparáveis da nossa opção de vida, opção que reforça o pensamos e reafirma o que fazemos. É através destas relações que crescemos individualmente, ao ter a possibilidade inegável de actuar sem restrições, o que vai impedir a génese de comportamentos burocráticos e autoritários, cortando pela raiz qualquer tentativa de concentração de poder.

Os críticos a esta tomada de posição notam que, desta forma, é impossível incidir na “realidade social” e que se converte o anarquismo numa espécie de gueto. Nós respondemos que não entendemos o anarquismo como um partido político que se serve de todas as estratégias para engrossar quantitativamente as suas fileiras, a fim de alcançar certa hegemonia. Pensamos que os meios devem, necessariamente, ser coerentes com os fins, pelo que resulta contraditório pretender a libertação total com base nos meios que a coagem. O anarquismo é para nós, especialmente, uma tensão onde a iniciativa individual desempenha um papel central, não uma realização.

Nesta experiência de confinamento que agora chega ao fim, vivemos o nascimento, fortalecimento e consolidação de relações de afinidade. Os nossxs companheirxs deram conteúdo à palavra solidariedade, enchendo-nos de força e orgulho. Superando dificuldades, que têm sido muitas e variadas, foi possível tomar em conjunto posições e iniciativas, a partir das quais temos aprendido muito. A vontade e a determinação dxs nossxs companheirxs, embora soe repetitivo, destruiu muros, grades e quilómetros de distância, eliminou qualquer trama do poder destinada ao isolamento e à incomunicação. Tentamos, e acreditamos que foi conseguido estabelecer um ligação distante e contrária a condutas assistencialistas, onde x presx seja vistx como “uma pobre vítima do sistema, objeto de atrozes injustiças”. Partindo do princípio de que, como anarquistas, nos encontramos num confronto permanente com o poder e que isso tem as suas consequências, tornou possível implementar uma solidariedade ativa e combativa, com uma linha discursiva clara e inequívoca. A ideia – força “nem culpados nem inocentes, simplesmente anarquistas” refletiu e reflete o nosso posicionamento perante a prisão e a repressão, tanto para aquelxs que estão dentro como para com xs solidárixs e represaliadxs que se encontram fora. Representa uma forma de viver e estar na prisão ligada à intransigência, o que abre inumeráveis caminhos de ação para xs
companheirxs que trilham as ruas, caminhos que tentam destruir o poder por não entrar nas suas categorias e serem contrários à sua lógica predadora.

*Quando os golpes recebidos representam uma oportunidade*

A onda de repressão, consubstanciada nas operações Pandora e Piñata, representou o mais duro golpe recebido po anarquismo neste território desde os anos 80. Ele claramente tentou eliminar um sector do movimento anarquista pela via rápida que se refere ao assédio, perseguição e prisão. Claramente a magnitude do ataque estatal teve as suas consequências, como não poderia ser de outra forma. Foram muitas as iniciativas que se viram desfeitas, espaços que foram literalmente saqueados pela fúria repressora e o temor a se verem envolvidxs nas fantasias paranóicas do poder, gerando um certo imobilismo que pouco a pouco começa a ser superado.

No entanto, na nossa opinião, por grosseira e inconsistente que nestes casos tenha sido provado ser a teoria da polícia, este golpe representa uma oportunidade para destacar as debilidades do estado – que usa as suas estratégias clássicas de confinamento e intimidação para tentar reduzir e eliminar todxs aquelxs que não consegue domesticar. Junto com isso, acreditamos que estas operações estão intimamente relacionadas com o auge de movimentos de cidadãos e sua incorporação nas instituições; aquelxs que se recusam a jogar o jogo democrático aguarda-os a prisão. Portanto, ao se abordar o que significaram estes golpes e realizar a solidariedade, pensamos que é essencial entender que os movimentos de cidadãos transformados em partidos políticos – ao optarem pela via institucional – não representam em nenhum caso um aliado, antes constituem mais uma das engrenagem do poder com a qual não temos nada a ver.

Mediante as operações Pandora e Piñata, como tem sido dito repetidamente, tentaram-se atacar algumas ideias e práticas que se lhe opõem radicalmente. Prova  disso é que nenhum dxs nossxs companheirxs imputadxs foi acusado de ações concretas. O que se pretende punir é um modo de vida, uma opção de luta para combater o estabelecido e uma atividade anti-autoritária permanente, que em menor ou maior grau, influenciou vários espaços e entornos. O continuar a transitar por caminhos de ruptura constitui, só por si, uma pequena vitória ao demonstrar que, ainda que o Estado nos mostre a sua pior cara, não nos dobra. Assim, acreditamos que a solidariedade com os represaliadxs deva ser transgressora e ofensiva, longe de discursos pessimistas e de vitimização. Usar toda a nossa criatividade, limitada apenas pelos nossos princípios anárquicos, é crucial na atividade de solidariedade e para que saiamos fortalecidxs desta experiência. Na guerra contra a dominação toda a ação é necessária.

Finalmente queremos enviar todo nosso carinho e força aos e às nossxs companheirxs na Alemanha, acusadxs de roubo a uma sucursal bancária e que durante estes últimos meses têm enfrentado um duro julgamento. Pensamos nelxs a cada momento – e o orgulho e a alegria que demonstram são também os nossos ao ter a possibilidade de sermos vossxs companheirxs.

Hoje e sempre mão aberta ao/à companheirx e punho cerrado ao inimigo

Mónica Caballero S.
Francisco Solar D.
Prisão Villabona – Asturias
2 de Fevereiro de 2017.

Santiago, Chile: Ataque com bomba de ruído contra igreja evangélica

Antecedendo a extradição dxs anarquistas Mónica Caballero e Francisco Solar das prisões espanholas para território chileno, saímos pela noite de 21 de Fevereiro de 2017 , com a intenção de demonstrar um sinal mínimo de solidariedade com elxs. Este sinal o manifestamos através duma bomba de ruído contra uma asquerosa e repudiável igreja evangélica. Esta instituição cúmplice do Estado/Capital, inimiga de da liberdade, encarrega-se de estabelecer e propagar a opressão patriarcal, a heteronormatividade e a autoridade, por isso a hostilidade está justificada e deve ir aumentando de tom.

LIBERDADE AOS/ÀS PRESXS ANARQUISTAS ENCERRADXS NAS PRISÕES DO CAPITAL E FOGO À IGREJA E À MISERÁVEL AUTORIDADE

Círculo Vandálico Sebastián Oversluij

Espanha: Reduzida a 4 anos e meio a sentença de Francisco Solar e Mónica Caballero

No dia 19 de Outubro teve lugar a sessão de análise do recurso referente à pena de 12 anos a que condenavam os anarquistas Francisco Solar e Mónica Caballero pela explosão na Basílica del Pilar, em Outubro de 2013.  O argumento da defesa baseava-se em vários pontos, destacando-se os seguintes:

· Falta de imparcialidade do tribunal que os julgou.
· Falta de provas categóricas.
· Abater a figura penal de “danos terroristas”, ao não resultar afectados bens artísticos, nem culturais ou históricos.
· Mudar a acusação de “lesões terroristas”, já que em todo caso deveria considerar-se como uma “falta”.
· Desproporcionalidade das condenações que foram atribuídas em primeira instância.

Hoje, a 16 de Dezembro de 2016, foi tornada pública a resolução do Tribunal Supremo, na qual se reduz a sentença dxs nossxs companheirxs a 4 anos e meio de prisão para cada, além de 143.317 euros na qualidade de indemnização pelos danos causados. Tendo em conta que já cumpriram três anos de prisão, restar-lhes-iam cumprir um ano e meio nas jaulas do estado. Mas há a possibilidade de serem expulsos para território chileno, visto serem estrangeiros, ficando em liberdade antes de cumprirem a pena, visto esta ser inferior a 6 anos.

A nossa alegria é imensa mas não completa pois já passaram três longos anos nas garras do inimigo sem os podermos abraçar. Até ao momento de os vermos de novo em liberdade e depois disso também continuaremos  a lutar contra o confinamento, o Estado e a dominação, já que o amor a nossxs companheirxs é tão grande como o ódio a quem xs encerra.

Morte ao Estado e Viva a Anarquia!
Queremos-los livres! A todxs!

Atualização em grego l inglês l italiano l alemão

Prisões espanholas: Atualização – Mónica Caballero e Francisco Solar

cartel-direcciones-moni-y-panchoCartaz com as direções atuais dxs companheirxs presxs Mónica (transferida a Villabona) e Francisco.

No cartaz pode ser lido:

Não podemos entender, criticar e por conseguinte atacar o cárcere se o considerarmos como um ente isolado em si mesmo, desligado do mundo, da realidade e de nós. Se o vermos como uma fortaleza, esta permanecerá inexpugnável“.

PARA ESCREVER AO/À COMPANHEIRXS ANARQUISTAS NA PRISÃO

Mónica Caballero Sepúlveda
Francisco Solar Dominguez

C.P Villabona
Finca Tabladiello s/n
33422. Villabona Llanera. Asturias. España – Espanha

info em efectopandora.wordpress.com

No dia 19 de Outubro de 2016 realizou-se, no tribunal supremo, a sessão para o recurso das sentenças emitidas contra Mónica Caballero e Francisco Solar – pelo caso do petardo na seita da basílica del Pilar de Saragoça, tendo sido condenadxs, na altura, a 12 anos de prisão.

La Paz, Bolívia: Panfletos em solidariedade com xs presxs anarquistas em Espanha e Grécia

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PANFLETOS EM SOLIDARIEDADE COM XS COMPANHEIRXS MÓNICA E FRANCISCO, ANGGELIKI SPYROPOULO, CCF E PRÓXIMXS

“As palavras são cómodas, a ação não o é”
Desde que nascemos que nos impõem o respeito, mas: O que é o respeito? Obedecer aos paradigmas autoritários que a sociedade nos impõe? A obediência é por acaso o respeito?

O respeito imposto levou-nos a ficar atolados a tal nível que nos converteram numa sociedade em que  somos inúteis indivíduos dependentes dalguma das autoridades que nos restringem, limitando-nos a obedecer sem qualquer tipo de análise pessoal – é por isso que vemos milhares de pessoas ajoelhadas perante indivíduos que, por usarem uma batina, uniforme, etc., acreditam que são superiores a nós, porque a sua batina torna um serviço sagrado por causa do “nosso” Senhor, ou por usarem sotaina são venerados pelo seu grau de autoridade e assim reprimem, abusam e assassinam.  O respeito à autoridade é o nosso inimigo, seremos toda a vida inrespeitosxs – já que NÃO vamos respeitar cada raiz da dominação implantada – temos a opção que sempre quiseram extinguir, a opção da desobediência. Não esperem que tenhamos respeito às igrejas, à bófia ou ao Estado. Nunca respeitaremos a dominação.

Quando hesitamos em atacar é porque no nosso pensamento surge a repressão e o que ela arrasta consigo, perseguições que não são brincadeira e a privação da “liberdade”; o desafio de um/a anarquista sempre foi e sempre será  o enfrentar este desapiedado sistema fazendo o impossível para não cair na trampa; um colossal militarismo aproxima-se a passos gigantes, não ficaremos para trás embora não escolhêssemos seguir os seus mecanismos, a luta anarquista amplia-se dia e noite, dia e noite  iremos em frente para muito mais. A crítica sempre estará na apresentação e não na comodidade.

Ao longo de séculos, a Inquisição mantém a vigência em vigor, subtilmente tem-se “humanizado”, ou seja, mostrar-se mais “piedosa” e respeitar os “direitos” das pessoas, aprisionando aquelxs que quebram esse respeito e autoridade que tem o poder para dominar as mentes dos crentes; nesse sentido, aquelxs que decidem atacar os seus símbolos e estruturas continuam a ser perseguidxs, castigadxs, não há diferença entre os períodos de suplício e a atualidade.  Xs companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar foram sentenciadxs a 12 anos de prisão nas masmoprras espanholas, a solidariedade deve ser permanente. Colámos alguns cartazes no Centro Cultural da Espanha, porque esta cultura de garantir conforto ao sistema opressor é mais um dos símbolos da alienação social.

A ética anarquista continua enquanto o conflito continuar e dói quando atingimos o inimigo, valorizamos xs nossxs companheirxs, amamos as suas atitudes e a sua coragem. E não estamos aqui para avaliar nem para julgar os seus “erros”, o sistema já o faz.

O que cada ser vivente aspira é à liberdade, o instinto de sobrevivência leva-nos a escapar de qualquer intenção de submetimento, sendo por isso a intenção de fuga dxs companheirxs da CCF na Grécia o procedimento segundo os termos da liberdade dxs que não se deixam submeter e continuam a lutar dentro das prisões.

O chicote do Poder estende-se a familiares e entorno daquelxs que lutam e decidem não deixar sós os seus entes queridos; nesse sentido, o Poder desconhece afeto, solidariedade e cumplicidade. A nossa ímpia alma estará sempre livre, as nossas blasfémias serão a cuspidela a qualquer símbolo de dominação, a autoridade não representa para nós nenhum símbolo de respeito.

A cumplicidade é a arma, é fogo, aos nossos irmãos e irmãs enviamos-lhes firmeza e força, abraços do coração e beijos, que haja saída por todo o lado, que o vento sopre forte e que se converta a situação.

Aos/às traidorxs bastardxs, lacaixs do sistema, a sua hora chegará. E o nosso dia chegará também…

Saudações aos/às guerreirxs, nem culpadxs nem inocentes, a partir destas terras longínquas dominadas pelo Estado boliviano.

Uma saudação ao/à companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar.

Saudações aos companheirxs da CCF e a Anggeliki Spyropoulo, um abraço aos seus familiares e amigxs perseguidxs, Athena, Evi estamos com vocês.

Vândalos nómadas selvagens

Toulouse, França: “Estávamos fartos” – Delegacia da polícia atacada com cocktails Molotov

molotov
Na madrugada de terça-feira, 26 de Abril, atacamos uma delegacia de polícia com cocktails Molotov.

Não nos iludamos por mais tempo. Estávamos fartos.
Fartos que nos impinjam que “as coisas serão melhor amanhã.”
Fartos de esperar pelo movimento social.
Fartos dos “até à próxima semana” monótonos e tristes.
Fartos do espectáculo da contestação onde o medo invade o estômago e a renúncia a cabeça.
Fartos de procurar na Internet “lá onde expluda” ou de se masturbar perante os confrontos gravados e publicados no YouTube.
Fartos de fazer 600 kilómetros para um distúrbio.
Parece-se com um novo desporto. O pior. Uma nova profissão.
Amotinadorxs profesionais dos movimentos sociais.
É impressionante no CV militante.
Fartos de virar os caixotes do lixo ou de pôr uma carrada de lixo na estrada e conseguir que sermos gaseadxs passe por uma vitória.
Fartos de pretender ser felizes quando nada acontece.
Fartos de fingir que estamos de acordo.
Fartos de fingir que nos importamos com a ley de El-Khomri.
Não temos esperado pelos indignados 2.0 para passar as noites de pé.
Há que dizer o que se passa.
Estamos impacientes.
Não entendemos porque é que devemos agendar uma consulta ao Poder para o desafiar, cercados por cada vez mais uniformes e de bófia-pacifistas.

Isto foi feito por prazer.
Foi feito para assinalar uma ruptura.
Porque estamos agoniados e felizes ao mesmo tempo.
Não queremos estar mais ali, onde contam que estejamos.

Gostaríamos de enviar um duplo abraço combativo.
Primeiro para Mónica e Francisco, em Espanha.
A seguir para xs companheirxs de Bruxelas a sofrer também a repressão por acusações de terrorismo.
A nossa solidariedade é o ataque, o nosso crime a liberdade.

Até já.

em inglês l espanhol

Espanha: Sabotagens a caixas eletrónicos em Barcelona

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Às primeiras horas do dia 31 de Março foram sabotados dois caixas automáticos, um de banco Santander na Avenida Mare de Deu de Monserrat, no bairro La Salut e outro da Caixa Catalunya na rua Concepcion Arenal, na zona de La Sagrera. Os écrans foram destruídos a golpe de martelo – o facto de se usar um pequeno martelo quebra-vidros como os que existem dentro dos autocarros e comboios, também chamados martelos de segurança, permite sabotar vários caixas de forma discreta, rápida e silenciosa, já que um só golpe é suficiente para destruir o écran. Em lugar de destruir os escaparates de um só banco, com todo o ruído que isso constitui, optou-se por destruir o maior número possível de caixas eletrónicos. Devido à quantidade de transeuntes que havia pelas ruas, apesar de ser de noite e durante a semana, não se puderam destruir mais écrans de caixas, tal como estava previsto. Esta ação realizou-se no mesmo dia em que se deu a conhecer a sentença de 12 anos de prisão a Monica Caballero e Francisco Solar, sendo esta ação um gesto mínimo de solidariedade e cumplicidade com elxs e com o resto dxs companheirxs presxs e represaliadxs. Que os ataques contra o Poder se reproduzam por todo o lado.
Anarquistas pela revolta permanente

Uruguai: Ataque com nafta e cocktails molotov ao local dos sub-oficiais da força aérea

1-12-1Há algum tempo que o Estado uruguaio tem vindo a mostrar de forma “subtil” as suas medidas de força contra todxs aquelxs que se rebelam contra o regime, tentando minar a vontade de não se ficar trancadx nas nossas casas e sair em busca do mundo que queremos.

Tal arrogância e soberba não pode ser passada por alto a todxs aquelxs que são sensíveis e não são indiferentes ao abuso e ao terrorismo do poder.

Diante da ameaça e ultraje do dia 28 de Março de 2016, no Laboratório do Grupo de Investigação em Arqueologia Forense da Faculdade de Humanidades e Ciências – donde se roubaram documentos respeitantes aos desaparecidos na ditadura de 73-85 – na madrugada de 4ª feira, 6 de Abril, atacamos com nafta e cocktails molotov o local do “centro de sub-oficiais da Força Aérea”.

Só existe uma saída para este círculo de violência autoritária e ela é o conflito nas ruas.

Também fazemos chegar o nosso abraço cúmplice ao/à compas Mónica e Francisco,

Que nenhum/a rebelde fique caladx!
Ao inimigo, combate-se-lo nas ruas!
Morte ao Estado e viva a anarquia!

Heras negras

Atenas: Solidariedade com Mónica Caballero e Francisco Solar

Após termos recebido a notícia da sentença dxs nossxs companheirxs – condenadxs a permanecer encerradxs durante 12 anos nos centros de extermínio do Estado espanhol – quisemos fazer-lhes chegar daqui, de Atenas, toda a nossa força e calor para continuarem a afrontar este processo com a mesma integridade e raiva a que nos têm habituado. Por isso, hoje, 3 de Abril, colocámos uma faixa em solidariedade com elxs, na praça de Exarchia, assim como um mural de papel, contíguo à Politécnica.

"A anarquia arde nos nossos corações, dentro e fora dos muros. Que a solidariedade amplie o incêndio. Liberdade para Mónica e Francisco. Liberdade para xs anarquistas presxs."
“A anarquia arde nos nossos corações, dentro e fora dos muros. Que a solidariedade amplie o incêndio. Liberdade para Mónica e Francisco. Liberdade para xs anarquistas presxs.”
“Liberdade presxs anarquistas. Fogo a todas as jaulas.”
“Liberdade presxs anarquistas. Fogo a todas as jaulas.”

A prisão não é o fim seja do que for e a nossa luta continuará a arder – dentro e fora das suas prisões. A cada golpe do inimigo a solidariedade amplia o incêndio dessa luta. Os golpes terão a devida resposta, chegará o nosso dia …

Mão estendida ao/à companheirx, punho cerrado contra o inimigo. Uma saudação cúmplice a todxs xs nossxs companheirxs presxs.

Morte ao Estado e viva a anarquia!

em espanhol l grego

Lisboa, Portugal: Breve relato duma semana de solidariedade com Mónica e Francisco

A 24 de Março de 2016 realizou-se em Lisboa, cerca das 17h 30, junto ao Consulado Geral de Espanha, uma concentração de protesto pelo julgamento fantoche dos anarquistas Mónica Caballero e Francisco Solar. Presentes cerca de duas dezenas de anti-autoritárixs e anarquistas, tendo sido distribuído um comunicado e um folheto à população, entoadas algumas palavras de ordem “Nem culpadxs nem inocentes”, “A liberdade é o crime que perseguem”, “A liberdade está nos nossos corações, fogo em todas as prisões”, “Julgamento fantoche, terrorismo de estado em Espanha”.

Cerca de três horas depois lançaram-se flyers noutra zona de Lisboa, situação que se repetiu por vários dias, em várias praças de Lisboa, até ao dia 30 de Março.

No total, várias centenas de flyers, comunicados e folhetos foram distribuídos  à população e deixados em vários locais de cultura anarquista ou anti-autoritária.

Uma faixa foi deixada no centro de Lisboa, numa zona turística, exigindo a liberdade imediata dxs compas Mónica e Francisco, em português, espanhol, grego, alemão, italiano, francês e inglês.

Espanha: Condenadxs a 12 anos de prisão xs compas Mónica e Francisco

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Pintada nas proximidades da Basílica del Pilar, em Zaragoça

Hoje, 30 de Março de 2016, xs advogadxs dxs anarquistas Mónica Caballero e Francisco Solar foram notificadxs da sentença da Audiência Nacional, no que se refere ao julgamento realizado nos dias 7, 8 e 9 de Março, em Madrid. Assim, foram condenadxs ambxs a 5 anos de prisão pelas acusações de “lesões”, a que acrescentaram 7 anos por “danos com finalidade terrorista”, o que corresponde a um total de 12 anos de prisão para cada; foram absolvidxs das acusações de “pertença a organização terrorista e conspiração” contra o Mosteiro de Montserrat.

A condenação dxs nossxs companheirxs desafia-nos a ampliar a luta e a solidariedade, defendendo os nossos vínculos e ideias, negando-nos a que o seu mundo se reduza aos quatro muros que xs mantêm encerradxs.

Força ao/à companheirxs encarceradxs, sempre presentes nas nossas lutas e no nosso quotidiano.

Não há um “adentro” nem um “afora”, só inimigxs contra o Estado e a autoridade.

Morte ao Estado e viva a Anarquia!

em espanhol

Hamburgo: Igrejas profanadas em solidariedade com Mónica Caballero e Francisco Solar

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Às primeiras horas de 20 de Março de 2016, pessoas desconhecidas profanaram três igrejas em Hamburgo com um extintor de incêndio preenchido com tinta, funda e pedras. Além desse vandalismo, slogans tais como “Nenhum Deus – Nenhum Estado – Nenhum patriarcado”, “Solidariedade com Mónica e Francisco” e A circulados do foram foram pintados com spray. Folhetos foram lançados nas ruas, onde se podia ler: “A religião significa a opressão! Contra qualquer dominação! Solidariedade com Mónica Caballero e Francisco Solar, anarquistas prisioneirxs em Espanha “.

em inglês

Lisboa: Força e liberdade para Mónica e Francisco e todxs xs lutadorxs perseguidxs ou prisioneirxs

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A LIBERDADE É O CRIME QUE PERSEGUEM

Nem culpadxs nem inocentes: simplesmente anarquistas

Força e liberdade para Mónica e Francisco e todxs xs prisioneirxs e lutadorxs perseguidxs!

Até que a última jaula esteja vazia..

Morte ao Estado e viva a Anarquia!

Hoje ,24 Março, 17h30
Concentração solidária com Mónica Caballero e Francisco Solar
Frente ao Consulado Geral de Espanha
R. Salitre, 3, Lisboa

Besançon, França: Solidariedade com Mónica e Francisco

Abaixo a ordem moral!
Abaixo a ordem moral!
Solidariedade com Mónica e Francisco
Solidariedade com Mónica e Francisco

Durante o fim de semana de 5 e 6 de Março de 2016, a Igreja da Madeleine em Besancon, localizada no bairro Battant, foi etiquetada em solidariedade com xs anarquistas Mónica e Francisco, que se encontram nas mãos do Estado espanhol e que já passaram demasiados anos longos atrás das grades.

Força e coragem para xs companheirxs!

em inglês

Astúrias: Sabotagem em comboios espanhóis, em solidariedade com Mónica e Francisco

saboNo passado 11 de Março cortamos os contrapesos da catenária da linha Avilés/Xixón em ambas as direções. Os cortes foram feitos à altura da cidade de Villabona, localidade onde mantêm sequestradxs xs nossxs compas Monica e Francisco. Estes cortes produzem uma queda de tensão na linha, forçando a parar a passagem de comboios, causando atrasos graves e perdas económicas. A acção tem como objetivo enviar um abraço caloroso revolucionário ao/à nossxs compas, devido ao julgamento/farsa organizado pelo Estado espanhol.

Também se realizaram pintadas solidárias nos dois sinalizadores do centro penitenciário que indicam o lugar onde os mantêm sequestradxs.

Amor à liberdade e ódio a quem de nós a tira

Algumas individualidades anarquistas

em inglês

Atenas, 8/03: Ação em solidariedade com Mónica e Francisco junto à embaixada de Espanha

Na terça-feira à noite, 8 de Março de 2016, concentramos-nos – com faixas, flyers e sprays – junto à Embaixada de Espanha em Atenas (na rua Dionysiou Areopagitou, no distrito de Makrygianni) numa demonstração simbólica de solidariedade com xs companheirxs cativxs Mónica Caballero e Francisco Solar que se encontram a ser julgadxs em Madrid.

Nas faixas pode ser lido: “Todas as leis são terrorismo – liberdade para Mónica e Francisco”; e: “Uma vida de combate – Presos em liberdade já – Liberdade para os nossos corpos – Madrid, 8-9-10/3/16. As paredes do edifício da embaixada foram etiquetadas com: LIBERTAD A MÓNICA Y FRANCISCO (liberdade a Mónica e Francisco) . Entre os slogans gritou-se (principalmente em espanhol) “Mateo Morral: Presente” – bem como “Javier Recabarren: Presente”, tendo em vista a semana de ações no Chile em memória do compa de 11 anos de idade.spanishembassy1spanishembassy2-768x576spanishembassy3

Uma vida de combate - Liberdade para xs presxs - 8, 9, 10/03/ 2016
Uma vida de combate – Liberdade para xs presxs – 8, 9, 10/03/ 2016

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Liberdade para Mónica e Francisco
Liberdade para Mónica e Francisco
 "Contra a repressão a ação multiforme e a solidariedade internacionalista! Madrid, 8, 9, 10 de Março de 2016: Julgamento contra xs prisioneirxs anarquistas Francisco Solar e Mónica Caballero // Enquanto existir miséria, haverá rebelião! // Liberdade para xs anarquistas Mónica Caballero e Francisco solares, reféns do Estado espanhol // Nenhuma lei-terror nos poderá deter - Libertação dos que estão em celas de prisão/ gaiolas".
“Contra a repressão a ação multiforme e a solidariedade internacionalista! Madrid, 8, 9, 10 de Março de 2016: Julgamento contra xs prisioneirxs anarquistas Francisco Solar e Mónica Caballero // Enquanto existir miséria, haverá rebelião! // Liberdade para xs anarquistas Mónica Caballero e Francisco solares, reféns do Estado espanhol // Nenhuma lei-terror nos poderá deter – Libertação dos que estão em celas de prisão/ gaiolas”.

Além disso, o seguinte texto foi distribuído em grego e em inglês

| Por ocasião do 8 de Março deste ano…

O 8 de Março é amplamente conhecido entre nós como o dia das mulheres, internacionalmente estabelecido como tal no início do século 20.

A mesma data pode-nos lembrar a execução do primeiro-ministro espanhol Eduardo Dato, em 1921, por tiros de anarquistas catalães em Madrid.

De volta a Madrid, no ano de 2016:

O 8 de Março marca o início do julgamento contra dois anarquistas do Chile, Mónica Caballero e Francisco Solar, que estão actualmente detidxs nas prisões do Estado espanhol.

Recuando no tempo, no Chile:

Em Agosto de 2010, na sequência de invasões policiais em espaços okupados e casas de Santiago e Valparaíso, Mónica e Francisco encontravam-se entre xs companheirxs capturadxs sob a lei anti-terrorismo, no chamado “caso bombas”. Ambos estiveram detidxs mais de 9 meses. Então, juntamente com outrxs co-acusadxs, enfrentaram um dos julgamentos mais longos, mantendo intactas as suas convicções.

Provavelmente vale a pena mencionar que anteriormente, em Dezembro de 2009, a polícia chilena invadiu espaços okupados para “evitar” um ataque anarquista contra o processo eleitoral da altura.

Uma das casas invadidas foi a okupa A Crota, onde também estava a viver Monica Caballero no momento. Durante o julgamento do “caso bombas” a acusação mostrou “achados” desse assalto, tais como cartazes contra a Igreja, tentando ligar Monica à  colocação de um dispositivo incendiário numa igreja católica em Santiago.

“Cada vez que me sento no banco dos réus sinto-me suja por fazer parte deste processo democrático; Não tenho nada a provar a qualquer juiz; a única opinião que para mim importa é a dos meus cúmplices do crime da luta pela liberdade e anarquia; querem-me encarcerar por não beijar a cruz do arrependimento, por não me curvar…”
| palavras de Mónica em Novembro de 2011

O julgamento sensacional do “caso bombas” terminou eventualmente num fiasco e, em Junho de 2012, todxs xs perseguidxs foram absolvidxs de todas as acusações.

Cerca de um ano e meio depois, do outro lado do Oceano Atlântico, Mónica e Francisco foram novamente capturadxs – desta vez em Barcelona. Em Novembro de 2013, foram detidxs ao abrigo da lei anti-terrorismo por ações contra a instituição eclesiástica em Espanha.

Desde o primeiro momento da sua detenção, a escória dos media contribuiu grandemente para a propaganda anti-anarquista da bófia e juízes, enquanto se tornava claro que os mecanismos repressivos espanhóis e chilenos estavam em boa cooperação.

Desde o primeiro momento da sua detenção, xs dois companheirxs tornaram a sua postura claríssima: nem inocentes nem culpadxs.

Mónica e Francisco são cobradxs da colocação de um dispositivo explosivo numa catedral de Saragoça, em Outubro de 2013, bem como de conspiração para preparar um ataque que deveria ter lugar num mosteiro de Barcelona. São acusadxs de suposta participação no ‘Comando Insurrecional Mateo Morral’ (grupo que reivindicou a responsabilidade pela colocação de dois dispositivos: um numa catedral em Madrid e outro na igreja acima mencionada de Saragoça). De acordo com o dossier de acusação, ambxs também são processadxs por participação na FAI-FRI (Federação Anarquista Informal- Frente Revolucionária Internacional) e nos GAC (Grupos Anarquistas Coordenados), embora as reivindicações de responsabilidade pelo ‘Comando Mateo Morral’ não façam qualquer referência às siglas específicas.

Entendemos a solidariedade como constantemente colocando as nossas ideias anarquistas em prática, em todas as suas formas, fazendo com que o inimigo entenda que nada termina aqui, tudo continua na prisão ou nas ruas.
| palavras de Francisco & Mónica em Dezembro de 2013

O julgamento contra Francisco e Mónica ocorre em 8, 9 e 10 de Março de 2016, em Madrid, na Audiência Nacional, o mais alto órgão judicial que predominantemente dá seguimento a “casos de terrorismo”.

O ministério público já pediu uma sentença de 44 anos de prisão para cada companheirx, nomeadamente: 9 anos por associação numa organização terrorista, 18 anos por causar sérios danos com intenção terrorista, 12 anos por causar lesões e 5 anos por conspiração.

Este ano, a 8 de Março, data do início programado do processo contra Francisco e Mónica, enviamos um sinal de cumplicidade internacionalista aos dois companheirxs anarquistas que permanecem impenitentes nas masmorras espanholas.

A NOSSA LUTA CONTRA A IGREJA, ESTADO, CAPITAL, PRISÃO TEM MUITO MAIS FORÇA QUE AS VOSSAS LEIS DO TERRORISMO

Iniciativa anarcofeminista em solidariedade com Mónica & Francisco

em inglês l grego

Lisboa, Portugal: Concentração no Consulado Geral de Espanha por Mónica e Francisco – 24/03

monica e francisco 1

NEM CULPADXS NEM INOCENTES
5ª feira 24 de Março 17: 30
Consulado Geral de Espanha
R. Salitre 3, Lisboa

Para o Estado, terroristas são aquelxs que põem em perigo os seus interesses. Fartxs desta realidade de medo, corrupção, abusos policiais, manipulação mediática, alguns/mas decidem não se resignar e lutar. Por isso são perseguidxs.

CONCENTRAÇÃO DE REPÚDIO PELO JULGAMENTO FANTOCHE DXS ANARQUISTAS MÓNICA CABALLERO E FRANCISCO SOLAR

SOLIDARIEDADE COM XS ANARQUISTAS DETIDXS

ABAIXO OS MUROS DE TODAS AS PRISÕES

solidárixs

Brasília / São Paulo: Envio de pintos de borracha a representantes do estado espanhol e da igreja no Brasil

Recebido em 19 de março de 2016, junto com as imagens:

“Uma vez que a sociedade destruiu qualquer possível aventura, a única aventura possível é destruir a sociedade.”

“Existe uma sabedoria oculta e mal compreendida no macaco que joga merda nas pessoas.”

Em resposta ao julgamento de Mônica e Francisco sequestrados pelo estado Espanhol sob a acusação de terem atentado contra uma igreja… mandamos dois pacotes para representantes do estado espanhol no brasil e da igreja universal. No primeiro, deixamos um pinto de borracha recheado de merda junto com esta carta:

Carta enviada ao diretor e assuntos políticos da embaixada de Espanha em Brasil

Este presente vai por Mônica Caballero e Francisco Solar, sequestrados nas suas jaulas.

Não acreditamos nas suas fronteiras, nem nas suas leis e muito menos na sua forma ede fazer o que chamam de “justiça”. Isso não faz sentido para quem não admite nenhuma autoridade. Porém, todos vocês aceitaram cargos burocráticos e responsabilidades que os vinculam diretamente com o encarceramento de companheiros nossos. Cada um dos funcionários da democracia é cúmplice do seu sistema carcerário e já chegou a hora da vendetta. Sabemos quem vocês são e onde encontrá-los.

Tirem suas garras sujas dos nossos companheiros…

No segundo, outro pinto de borracha recheio de merda incrustado numa sagrada bíblia junto com esta carta:

Carta enviada a Edir Macedo, bispo e fundador da Igreja Universal

Deus é uma farsa que inventam para justificar seus lucros…

Intentam justificar, jogando com a fé de pessoas alienadas, milhares de anos de catequização e evangelização, milhares de corpos mutilados. Andam nas favelas, nas terras indígenas e nas prisões procurando evangelizar inconformados e incivilizados, obrigando mulheres e crianças a conter seus corpos, proibindo, apagando, destruindo… Vocês pregam a submissão e a obediência…

São o berço da sociedade capitalista patriarcal. São os responsáveis da destruição de povos pagãos que acreditam na terra. Em nome de seu deus sentenciam a morte sabedorias ancestrais. Vocês São nossos inimigos.

Sabemos que sua única razão de existir e o dinheiro. Mercantilizam crenças de pessoas perdidas e desesperadas, desesperam pessoas, para expropriá-las fazendo-as acreditar que são miseráveis.. São imundícia fantasiada de luz. São os primeiros em não acreditar na sua própria farsa, “não é a toa que
o plural de fé é fezes”

Se hoje parasitas como vocês se dão bem é mais uma prova que “Deus” não existe.

Chegou o tempo dxs bruxxs amaldiçoarem vocês …

Voltaremos…

MALDAD (Movimento Autônomo Lúdico Dadaísta pela Anarquia e a Desordem)

Montreuil, Paris: Ataque, dedicado a Mónica e Francisco, contra um arquitecto da dominação

prison-imageNa noite de 8 para 9 de Março de 2016 ateámos fogo à fachada das instalações da empresa de arquitectura Archi 5 – com recipientes do lixo e produtos inflamáveis – na rua Voltaire, centro da cidade de Montreuil-sous-Bois (redondezas de Paris).

No seu website, a Archi 5 gaba-se de ter concebido – ou de estar em vias disso – a seguinte lista de projetos macabros, ao lado de outras construções insignificantes:

Os centros penitenciários de Bourg en Bresse, Draguignan, Mont de Marsan e Rennes, as cadeias de Condé-sur-Sarthe e Vendin le Veil, o Polo da Policia Juduciária de Cergy-Pontoise, o comissariado de Clichy-sous-Bois, o Tribunal de Grande Instância de Chartres e o Centro de Detenção da Polinésia Francesa em Tahiti.

Dedicamos esta ação a todxs aquelxs que lutam pela liberdade e contra toda a autoridade, em especial aos companheirxs anarquistas Mónica Caballero e Francisco Solar que se encontram nas garras do Estado espanhol e que, embora incorrendo em penas de prisão muito pesadas, não renegam uma palavra que seja do que pensam ou do que são.

Fogo às prisões.

Fogo aqueles que as constroem.

em inglês l italiano

Porto Alegre: Faixa para Mônica Caballero e Francisco Solar

Recebido em 11 de março de 2016:

Nossa solidariedade não fica quieta nestes dias. Duxs compas estão sendo julgadxs pelo Estado espanhol e xs anarquistas saímos nas ruas para mostrar que eles não estão sós.

Com muita força Monica e Francisco têm gritado morte ao estado e que viva a anarquia no julgamento. Para elxs nosso abraço terno, nossa cumplicidade e solidariedade.

Um abraço apertado também para xs perseguidxs das operações Pandora, Piñata e Ice que souberam tirar da repressão alentos solidários. Um carinho para Nahuel que desde novembro está encerradx nas jaulas do estado espanhol.

Contra a igreja o estado e suas leis, andamos juntxs semeando caos e anarquia

Que a solidariedade chegue até vocês.

Pela anarquia

Pela revolta

Porto Alegre: Ataque incendiário a sucursal do Banco Santander

Recebido em 11 de março de 2016:

Na noite do 9 de março, colocamos um artefato incendiário na sucursal do banco Santander na rua Ramiro Barcelos, incentivadxs a conspirar e dar o passo do ataque pela cumplicidade anarquista e solidária com quem, detrás das grades, aguentando dias e dias de encerramento, se mantém com a cabeça alta, orgulhosx das suas ideias e convicções.

Respondendo à chamada de solidariedade com xs compas Mônica Caballero e Francisco Solar, nos organizemos para que nossas ânsias de solidariedade se tornem em chamas e que cheguem até xs companheirxs que estão enfrentando um julgamento no qual arriscam 44 anos de prisão, acusadxs de terrorismo e particularmente de um atentado contra a Basílica “del Pilar” em Barcelona.

Sobram razões e motivos para atacar o Banco Santander, por exemplo, além de ser representantes do estado espanhol (que tem sequestrado axs nossxs companheirxs) neste território, porque eles foram administradores do dinheiro de Augusto Pinochet após a ditadura militar do Chile. No fim, estes fatos só são detalhes que incrementam nossa raiva… Qualquer instituição bancaria, por mais que tente disfarçar suas intenções genocidas em “projetos culturais” ou demais paradas pseudo-humanistas, representa todo um sistema que somente nos inspira nojo.

Sucursais do banco Santander foram atacadas já duas vezes nos últimos dias, em Santiago do Chile e em Buenos Aires, os dois ataques foram realizados em solidariedade com Mônica e Francisco. Esta coordenação silenciosa, instintiva e solidaria não só provoca um grande incomodo na vida normalizada em diferentes pontos no mundo, mas fortalece nossos laços que deixam claro que não existem fronteiras, que não precisamos cabeças nem estruturas verticais para atacar várias grades da mesma gaiola.

Junto com esta ação solidária para Mônica e Francisco, mandamos um gigante SALVE axs compas da Conspiração das Células de Fogo e seus familiares que também estão enfrentando mais um julgamento na sua contra. Sua firmeza nos inspira cada dia para caminhar procurando que o fogo ilumine a escuridão…

Abaixo os muros da prisão.

Solidariedade incendiaria com Mônica e Francisco

Pela proliferação dos grupos de ataques. A beleza está na cumplicidade solidaria.

Viva a anarkia!

Porto Alegre: Estêncil e cartazes em solidariedade com Mônica e Francisco

Recebido em 11 de março de 2016:
“Nos separam as distâncias, nos une o sentimento” – Cartazes em solidariedade com Mônica Caballero e Francisco Solar

Diante do julgamento que está se levando a cabo contra Francisco Solar e Mônica Caballero, várixs individualidades em distintas partes da cidade, saímos a impregnar as ruas com cartazes solidários com xs companheirxs.

texto do cartaz aqui

Chile: Solidariedade entre aquelxs de nós que odeiam e atacam o poder

chileA 13 de Novembro de 2013 – na sequência das operações repressivas coordenadas entre os estados chileno e espanhol – são detidxs xs companheirxs Monica Caballero e Francisco Solar, pela sua suposta responsabilidade no ataque incendiário contra a desprezível Basílica de El Pilar – que, como sabemos, representa a férrea aliança que a Igreja Católica tem mantido tanto com o fascismo como com o patriarcado e com outras nefastas expressões de dominação e extermínio.

Desde então, Mónica e Francisco têm sido mantidos sob custódia, submetidxs ao mais preverso dos regimes de isolamento que hoje existem: FIES (ou Arquivo Interno de Acompanhamento Especial), a mais restritiva em termos de visitas, chamadas ou outras possibilidades de fazer contacto com o mundo exterior.

Mais uma vez verificamos como o poder responde com perseguições, repressão e punição contra aquelxs que ameaçam a estabilidade da sua ordem. É desta forma que  o inquisidor e acobardado estado espanhol despejará – nos dias 8, 9 e 10 de Março (2016) – todo o seu arsenal jurídico, para tentar condenar xs companheirxs a 44 anos de prisão, cada um, acusando-xs de:

– Estragos terroristas, por detonação de dispositivo incendiário, na Basílica de El Pilar (Zaragoza): 18 anos
-Lesões auditivas causadas a uma suposta vítima: 12 anos
-Pertença a organização terrorista: 9 anos
-Conspiração para cometer outro delito de estragos, por suposta verificação na Basílica de Montserrat (Barcelona): 5 anos

Nós, como bruxas, insubmissas, insurretas e conspiradoras, solidarizamos-nos com aquelxs que, como tantxs ao longo da história, puseram o corpo e o espírito em guerra contra tudo o que xs quis controlar e avassalar. Hoje não é a fogueira, são as grandes condenações as que – em vão – tentam aniquilar a vontade de acabar com toda a autoridade.

Nestes dias de Julgamento inquisidor contra elxs – coincidente com a nossa chamada a agitar em torno do 8 de Março – queremos enviar uma especial saudação a Mónica…abraçar a sua coragem e a sua integridade, valorizar a sua persistência na luta, recordar com carinho o seu modo sincero e direto, dizer-lhe que não está só…

Toda a ação empreendida contra a companheira, terá a sua resposta!!!

Somos inimigas da civilização e de todas as suas estruturas criadas para a dominação e o controlo, tanto de humanos como de outras espécies animais, vegetais e da terra. Somos inimigas do Estado, da igreja e da família nuclear, instituições fundamentais para o funcionamento, reprodução e perpetuação da ordem heteropatriarcal e antropocentrista.

A nossa fúria vingadora enlaça-se com todo o espírito livre que tenha sido enjaulado ou domesticado…libertamos a nossa histeria para atacar tudo o que tenta submeter as nossas vidas assim como as de seres não humanos.

Conjurando contra toda, toda, toda autoridade!!! Fogo à civilização tecno-industrial, heteropatriarcal, antropocentrista, especista, racista e carcerária !!!

“Não descansaremos até ver destruídas todas as jaulas”
Mónica Caballero Presente

Algumas individualidades cheias de amor e raiva dispostas a atacar.

em espanhol

Santiago do Chile: Panfleto em solidariedade com Mónica Caballero e Francisco Solar

Mónica Caballero e Francisco Solar - Liberdade para xs anarquistas presxs no Estado Espanhol Destruição de todo o Poder, Estado, Igreja, Autoridade e Polícias... ~Morte às ovelhas cidadãs! - VIVER A ANARQUIA!
Mónica Caballero e Francisco Solar – Liberdade para xs anarquistas presxs no Estado Espanhol – Destruição de todo o Poder, Estado, Igreja, Autoridade e Polícias…Morte às ovelhas cidadãs! VIVER A ANARQUIA!

Hoje, quinta-feira, 10 de Março, fizemos um pequeno desenho/panfleto que lançámos nas ruas de Santiago e que deixamos em autocarros (microônibus) num gesto solidário com xs companheirxs Mónica e Francisco que, no Estado Espanhol,  enfrentam firmemente o aparelho jurídico que os quer condenar para toda a vida.

Força Mónica e Francisco!
Morte ao Estado e Viva a Anarquia!

em espanhol

Mónica Caballero e Francisco Solar a aguardar julgamento na prisão de Estremera, Madrid

1_moralNenhuma luta foi ganha apelando à moral do opressor

Xs companheirxs encontram-se atualmente na prisão de Estremera, em Madrid, à espera do julgamento, nos dias 8, 9 e 10 de Março.

Para lhes escrever:

Mónica Andrea Caballero Sepúlveda
Francisco Solar Dominguez

Centro Penitenciario Madrid VII
M.241. Km. 5750. Estremera. Madrid
28595 – Espanha

Até que todxs sejamos livres, solidariedade activa, combativa e internacionalista

em espanhol