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[CCF/FAI-FRI] Projeto Nemesis: uma proposta aberta

«Quem fala de guerra, deve ter um plano…»

A autoridade mais insidiosa é a que mantém a promessa de globalidade. É por isso que passamos de uma monarquia para uma democracia e não para a liberdade. A palavra “segurança” é a mais apreciada pela democracia. Quanto mais ouvimos falar sobre “segurança” mais as nossas vidas e a nossa liberdade recuam. Mas, sobretudo, o poder e a democracia contemporâneos empurraram a sociedade  para compromissos e para se submeter quase voluntariamente. A democracia agita-se como uma fábrica transparente que produz relações sociais. Os indivíduos submetem-se à ideologia governamental, às normas sociais e aos comportamentos disciplinados, considerando que o que vivemos hoje (a tirania económica, a chantagem da escravidão assalariada, na ditadura do espectáculo, a segurança tecnológica) é uma inevitável e natural ordem do mundo.

Portanto, mesmo na presença de uma autoridade omnipresente, chefes, funcionários, gerentes e proprietários sempre existirão. Hoje, a visibilidade de quem está no poder é particularmente clara. Políticos, líderes empresariais, proprietários, armadores, editores, jornalistas, juízes e a bófia são as pessoas no poder. O projeto Nemesis visa atacar essas pessoas. Esta é a nossa oportunidade de jogar para que o medo mude de campo. Em vez de se atacar os símbolos impessoais da justiça, acreditamos que é muito importante traduzir os nossos ataques no ambiente pessoal dos nossos inimigos: casas, escritórios, locais de socialização e veículos. Sabemos que para o poder, “ninguém é insubstituível”, mas também sabemos que um golpe em particular a um deles seria o medo instilado em cem outros. Criamos um legado de medo para as pessoas de sua espécie assim como para as susceptíveis de as substituir. Este é o contrapeso mínimo que podemos trazer o equilíbrio do terror em que o inimigo tem todo o controlo. Equilibrando o terror causado pelos assassinatos de trabalhadores pelos seus patrões, os disparos acidentais pela bófia, os milhares de anos de prisão proferidas pelos juízes, as mentiras de jornalistas, as leis e ordens de políticos. Em todos estes casos, o inimigo tem um nome e um endereço.

Ao atacá-los mostra-se que as pessoas como autoridade podem ser vencidas – ao mesmo tempo que, em vez de confinar a insurreição anarquista a conflitos ocasionais com a bófia – podemos fazer da revolução uma componente permanente das nossas vidas. Descobrindo aqueles que se escondem atrás de ordens e decisões que governam nossas vidas, estudando os seus movimentos e rotas e organizando as nossas próprias células ofensivas que responderão aos desafios da autoridade. Não antecipamos um curto-circuito social que conduzirá a mobilizações de massas, mas tornamos-nos os aceleradores da história através de nossas ações, criando o dicotomia ” com a autoridade ou com a liberdade”. Criamos espaços e eras onde a história é escrita pela nossa própria mão e não  percorrendo-a passivamente. O guerrilheiro urbano anarquista é uma forma de olhar a vida directamente nos olhos, de modo a que se forme um autêntico “nós” coletivo. É a construção de um processo anarquista de libertação com coragem, coerência e determinação. As nossas ações não são avaliadas apenas em função dos golpes infligidos ao inimigo, mas também em relação à possibilidade de mudar as nossas próprias vidas.

O projeto Nemesis é uma proposta internacional de se criar uma lista com os nomes de pessoas do poder com o objetivo de as atacar lá, onde se sintam em segurança, nos bastidores … nas suas próprias casas. A explosão da bomba em Atenas, na casa da procuradora distrital do M.P. Georgia Tsatani, foi o primeiro ataque, o primeiro ato do projeto Nemesis. Compartilhamos este projecto com todas as células do FAI-FRI e todos os anarquistas de ação, por todo o mundo, querendo iniciar um diálogo sobre a difusão da luta anarquista. E nós sabemos que o melhor diálogo para a avaliação de uma acção não pode ser outra coisa senão uma nova ação…

Através do projeto Nemesis saudamos todos xs nossxs companheirxs cativxs nas celas da democracia em todo o mundo e que não estão mais ao nosso lado. É especialmente dedicado aos membros do CCF  Olga Economidou, George Polydoros, Gerasimos Tsakalos, Christos Tsakalos, à nossa companheira anarquista Angeliki Spyropoulou e aos companheiros italianos da FAI, Alfredo Cospito e Nicola Gai.

A todxs aquelxs que não enterraram o machado de guerra…

Conspiração de Células de Fogo / FAI-FRI

Voltaremos em breve.

em  francês

[Projeto Nemesis, 1º acto] CCF reivindica ataque à bomba contra casa da procuradora M.P. Georgia Tsatani (Atenas – 10/2016)

ccfwolvesPROJETO NEMESIS
PRIMEIRO ATO

Reivindicamos a responsabilidade pelo ataque [12 de Outubro de 2016] à casa da procuradora distrital do Ministério Público, Georgia Tsatani, situada na rua Ippokratous, ao lado do departamento de polícia de Exarhia, no centro de Atenas.

Sabíamos que G. Tsatani tinha uma escolta policial e era um alvo bem guardado mas isso não nos impediu de realizar o ataque.

Optámos por uma ação simbólica – único propósito era apenas causar danos materiais – mas a Conspiração das Células de Fogo não se limitará a isso no futuro…

Existem duas ordens de razão para se ter escolhido em particular esta procuradora distrital.

A primeira prende-se com o facto de G. Tsatani ser um membro da rede para-judicial cujo actividade passa por colocar fora de vista os ficheiros que incidem nos interesses da máfia empresarial e de políticos (com o fim de tirar proveito disso, obviamente). É pois a vanguarda judicial dos seus mestres.

O ponto alto da sua maculada carreira é o caso Vgenopoulos, tendo G. Tsatani encerrado o caso, ajudando-o a ser descartado de uma condenação certa. A  venalidade que teve com o empresário Vgenopoulos foi bombeada até si através de invisível conta para-judicial. Estas imperceptíveis cortesias de homens de negócios podem até construir as moradias dos magistrados, em troca da sua “justiça”.

Outra amostra do estilo de escrita desta procuradora distrital, mantida diligentemente em segredo pelos medias, é o caso Meimarakis, relacionado com o equipamento e os subornos de Vagelis Meimarakis, sendo a única a assumir o arquivo do caso – o ex-ministro da defesa nacional volta nessa altura, tendo ela feito questão de se “esquecer” de enviar para o parlamento os ficheiros – claramente com vista à sua cobertura. Em troca desta conciliação dá-se a colocação da filha e do marido de Tsatani como candidatos a ministros da Nova Democracia na presidência Meimarakis.

Georgia Tsatani esteve envolvida no caso Vatopedi, deixando bem claro e uma vez mais a mafiosa cooperação Igreja -Justiça, bem como em muitos outros famosos casos nos quais se “iria cortar” a fim de esconder e proteger os interesses de autoridade.

A segunda ordem de razões para se escolher como alvo de ataque a procuradora distrital Georgia Tsatsani prende-se com a sua participação na sujeição judicial dxs parentes dxs nossxs companheirxs.

A obsessão de vingança dos juízes contra as famílias dxs nossxs companheirxs foi uma escolha que todos os juízes envolvidos serão convidados a pagar e com grande custo. Temos recordações e acima de tudo paciência, persistência e diligência …

Dedicamos esta ação aos/à membrxs detidxs da C.C.F, Gerasimos Tsakalos, Christos Tsakalos, Giorgos Polydoros e Olga Economidou.

Enviamos a nossa solidariedade à companheira anarquista Angeliki Spyropoulou, bem como a todxs xs presxs políticxs irredutíveis que se encontram nas celas da democracia grega e também para os companheiros italianos Alfredo Cospito, Nicola Gai e anarquistas perseguidxs em Itália no âmbito da operação “Scripta Manent” ” contra a F.A.I.

Em breve seguirá a versão completa desta proclamação, bem como a nossa proposta para o projecto “Nemesis”.

Voltaremos…

Conspiração de Células de Fogo / F.A.I.

em inglês / grego, italiano, alemão

[Atenas] Declaração de Athena Tsakalou ao tribunal durante o julgamento do caso tentativa de evasão da CCF

Abaixo encontra-se a declaração de Athena Tsakalou (mãe dos prisioneiros anarquistas da CCF Christos Tsakalos e Gerasimos Tsakalos) – lida no tribunal da prisão de Korydallos pelo seu advogado de defesa no final de Junho de 2016  no decorrer do julgamento do caso tentativa de evasão da CCF.
tree_prisonNunca optei pelo silêncio, tenho-me expressado até em múltiplas ocasiões já que é comum cada um /a interpretar o silêncio como lhe convém. Preferia ter sido eu a fazer esta declaração pessoal. E digo pessoal, porque não pertenço a lugar algum; só pertenço a mim própria.

Chega a uma altura em que, quando se olha para trás na nossa vida nos apercebemos que os anos que se avizinham no futuro são bem menos do que os que já se viveram; isto é, se tudo correr bem.  Para ser sincera, é uma sensação estranha mas intensa a que me faz interrogar-me. Não da maneira simples com muitas vezes pensamos sobre isso, mas no essencial, de uma maneira mais profunda.

Não gosto de dizer: para onde é que este mundo caminha? É algo que nós – as pessoas com uma idade mais avançada – muitas vezes fazemos, mas tal frase esconde algum tipo de inocência que me recuso a aceitar. Prefiro perguntar a mim própria: como é que estás a percorrer este mundo?

E a verdade é que tudo o que desejo é circular entre as pessoas de uma forma que seja consoladora. É muito importante ser capaz de consolar as pessoas, especialmente a sua própria gente; para ser capaz de lhes dizer quando estão a passar por momentos difíceis: Eu estou de pé por ti; sempre ficarei contigo. Nada mais. Este é o meu único desejo e sentir-me-ei feliz sempre que o for capaz de fazer.

Assim, quando Angeliki me bateu à porta da casa, foi isso exatamente o que eu fiz. E foi para mim um grande prazer ter condições para lhe oferecer refúgio, mesmo que por muito pouco tempo. Da forma como o mundo está, o único lugar em que eu quero viver é no desafio.

Assumindo que ao longo de todos os tempos as pessoas têm tido a intenção de viver,  senão uma vida de felicidade pelo menos uma vida alegre, a sua história até à data mostra que falharam. Os livros de história, sejam os mais comuns, aqueles que se inspeccionam, ou os mais secretos, os que são difíceis de encontrar, mostram que as pessoas falharam. Pode ser até que as condições de sobrevivência ou os padrões de vida tenham ficado melhor – embora “melhor” seja relativo, não é este o caso em algumas partes da Terra – mas a dor, o horror das guerras, da fome e da opressão continuam a aumentar.

É claro que há uma diferença; uma diferença de pesadelo. Hoje em dia a morte já não é causada apenas pelo combate corpo-a-corpo nos campos de batalha – onde a partir de uma distância determinada e com uma arma de fogo, és capaz de ver o corpo em queda e ouvir o grito de dor- e independentemente do quão desumanizado te tornaste esta visão e som das folhas deixa uma marca peculiar dentro de você a qual a qualquer momento pode fazer com que rejeite a guerra. Nos campos de batalha de hoje – encontramos-nos na era das bombas espertas – cada um é capaz de manter ‘a sua inocência’, premindo o botão que traz a morte em massa; essa é a diferença.

Há já algum tempo, ao longo dos últimos 18-24 meses, mais de 10.000 crianças refugiadas que estavam a viajar desacompanhados desapareceram na Europa. Teme-se que muitos deles temham sido vítimas de exploração por parte de redes de crime organizado …

As 62 pessoas mais ricas do mundo têm tanta riqueza quanto a que tem metade da população do planeta …

Os produtos da terra são o suficiente para alimentar toda a sua população, mas milhões de pessoas, milhões de crianças continuam a morrer de fome.morrem de fome.

Alguns poucos, como sejam estas 62 pessoas mais ricas do mundo, podem argumentar: ‘Todas essas coisas sobre uma vida alegre nada mais são que uma armadilha para que muitos sejam atraídos para ela, porque todo o negócio com o mundo é um jogo, um jogo de morte. Não é só o dinheiro que importa; além disso, temos muito disso; o que realmente importa é a capacidade de usar o nosso poder para jogar jogos com o mundo inteiro; de conduzir milhares de pessoas para a morte, subitamente; de assustar populações inteiras com guerras, fome e doenças, quando estivermos entendiados; até porque isso também depende de nós, causar doenças, graças aos cientistas. Em certo sentido, somos uma espécie de deuses; e os deuses são sempre todo-poderosos. ”

E tudo isso é verdade, mas também é verdade que não há deuses sem crentes. Os deuses não podem viver apenas por si mesmos; querem os seus fiéis para estes tranquilamente caminharem à volta dos seus jardins, prontos para executar as suas ordens – todas as suas ordens, mesmo que isso signifique matar-se um ao outro. No entanto, há sempre aqueles cujo sangue neles residiu, através da primeira rebelião de Eva e Adão.

E é sobre o tempo que diremos: depois de tanto sangue humano regar o solo da terra a cada dia, depois de tudo isso lamento encher-me do ar da terra, se não houver mudança de rumo para a espécie humana, se a mente humana não for atravessada por um relâmpago nalgum momento, para que possamos ver tudo de forma diferente … então seria realmente uma decisão corajosa se as pessoas, por fim, dissessem: ‘se ao longo de tantos séculos temos sido incapazes de encontrar a alegria podemos muito bem admitir que como espécie não somos capazes de algo assim; podemos muito bem admitir a nossa incapacidade e deixá-la calmamente; vamos ser o último dos seres humanos; admitamos que apenas as árvores merecem a vida, a continuidade, a eternidade pois estão livres do instinto da guerra, do horror ‘.

Ultimamente tudo o que quero fazer é plantar árvores. E alguém pode-se lembrar de me perguntar: mas é este desejo verdadeiramente o seu desejo mais profundo? Não, eu ainda não o tenho completamente realizado; ainda estou determinada pela capacidade de ver tanto quanto os meus olhos podem ver, de forma a manter a minha mente fora das coisas, tirando prazer das pequenas alegrias; mas quando abro o olho da minha mente a um nível mundial geral, olhando para tudo e todos e vejo quão pequena é a quota de alegria na vida das pessoas, repito mais uma vez: se o sonho não entra a vida das pessoas, se não há nenhuma mudança de rumo para a espécie humana, apenas as árvores merecem continuidade, vida, eternidade.

Athena Tsakalou

em inglês

Prisões de Korydallos, Atenas: Resumo das sentenças relativas ao recurso interposto no julgamento por tentativa de evasão da CCF

HammerHand A 8 de Julho de 2016, o tribunal da prisão de Korydallos – presidido pela juíza especial Asimina Yfanti – condenou todxs xs membros da organização revolucionária anarquista Conspiração das Células de Fogo, acusadxs de terem colocado um dispositivo explosivo na seção de finanças de Korydallos; do envio de um pacote-bomba para a esquadra de polícia em Itea (em retaliação pelo assassinato do preso Ilir Kareli às mãos dos guardas prisionais); do envio de uma carta-bomba para a casa de Dimitris Mokkas (juiz especial do tribunal de apelação contra o terrorismo); de terem planeado uma fuga armada da  prisão de Korydallos (apelidada de “projeto Gorgopotamos”); de posse de armas de fogo, explosivos e lança chamas anti-tanque com o objetivo de “perturbar a vida social, económica e política do país”. Em relação às acusações aqui contidas, também foram consideradxs culpadxs de “direcção de uma organização terrorista” e incitação (“instigação moral”) a quatro tentativas de homicídio.

Durante a leitura da sentença houve uma forte presença de companheirxs em solidariedade com xs anarquistas e individualidadxs dignxs co-acusadxs no processo para o caso da evasão da CCF. Houve também forte presença policial (incluíndo um esquadrão anti-motim).

Membrxs da CCF:

Xs dez prisioneirxs anarquistas da CCF Gerasimos Tsakalos, Christos Tsakalos, Giorgos Polidoros, Olga Ekonomidou, Theofilos Mavropoulos, Panagiotis Argirou, Giorgos Nikolopoulos, Michalis Nikolopoulos, Damiano Bolano, Haris Hadjimihelakis foram condenadxs a 115 anos de prisão cada um/a.

Companheira Angeliki Spyropoulou:

A prisioneira anarquista Angeliki Spyropoulou foi condenada a 28 anos de prisão.

Familiares de membros da CCF:

Athena Tsakalou (a mãe dos membros da CCF Gerasimos Tsakalos e Christos Tsakalos) e Evi Statiri (companheira sentimental de Gerasimos Tsakalos) não foram consideradas culpadas por uma opinião de maioria (veredicto não unânime).

No entanto Christos Polidoros (irmão do membro da CCF Giorgos Polidoros) foi condenado por “pertença à organização terrorista Conspiração das Células de Fogo” tendo recebido uma condenação a seis anos de prisão condicional.

Outras condenações & um par de absolvições

Christos Rodopoulos (apelidado de “Iasonas” pelas autoridades), o qual negou todas as acusações, foi condenado a 75 anos de prisão.

Quatro outros acusados foram sentenciados por suposta participação na organização e condenados a 27-28 anos de prisão cada.

Fabio Dusko foi condenado a 8 anos de prisão.

Quatro outros acusados foram absolvidos da participação na organização, mas receberam uma pena suspensa de 6 anos,

Dois outros réus foram considerados culpados de delitos leves.

em inglês l alemão l italiano

La Paz, Bolívia: Panfletos em solidariedade com xs presxs anarquistas em Espanha e Grécia

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PANFLETOS EM SOLIDARIEDADE COM XS COMPANHEIRXS MÓNICA E FRANCISCO, ANGGELIKI SPYROPOULO, CCF E PRÓXIMXS

“As palavras são cómodas, a ação não o é”
Desde que nascemos que nos impõem o respeito, mas: O que é o respeito? Obedecer aos paradigmas autoritários que a sociedade nos impõe? A obediência é por acaso o respeito?

O respeito imposto levou-nos a ficar atolados a tal nível que nos converteram numa sociedade em que  somos inúteis indivíduos dependentes dalguma das autoridades que nos restringem, limitando-nos a obedecer sem qualquer tipo de análise pessoal – é por isso que vemos milhares de pessoas ajoelhadas perante indivíduos que, por usarem uma batina, uniforme, etc., acreditam que são superiores a nós, porque a sua batina torna um serviço sagrado por causa do “nosso” Senhor, ou por usarem sotaina são venerados pelo seu grau de autoridade e assim reprimem, abusam e assassinam.  O respeito à autoridade é o nosso inimigo, seremos toda a vida inrespeitosxs – já que NÃO vamos respeitar cada raiz da dominação implantada – temos a opção que sempre quiseram extinguir, a opção da desobediência. Não esperem que tenhamos respeito às igrejas, à bófia ou ao Estado. Nunca respeitaremos a dominação.

Quando hesitamos em atacar é porque no nosso pensamento surge a repressão e o que ela arrasta consigo, perseguições que não são brincadeira e a privação da “liberdade”; o desafio de um/a anarquista sempre foi e sempre será  o enfrentar este desapiedado sistema fazendo o impossível para não cair na trampa; um colossal militarismo aproxima-se a passos gigantes, não ficaremos para trás embora não escolhêssemos seguir os seus mecanismos, a luta anarquista amplia-se dia e noite, dia e noite  iremos em frente para muito mais. A crítica sempre estará na apresentação e não na comodidade.

Ao longo de séculos, a Inquisição mantém a vigência em vigor, subtilmente tem-se “humanizado”, ou seja, mostrar-se mais “piedosa” e respeitar os “direitos” das pessoas, aprisionando aquelxs que quebram esse respeito e autoridade que tem o poder para dominar as mentes dos crentes; nesse sentido, aquelxs que decidem atacar os seus símbolos e estruturas continuam a ser perseguidxs, castigadxs, não há diferença entre os períodos de suplício e a atualidade.  Xs companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar foram sentenciadxs a 12 anos de prisão nas masmoprras espanholas, a solidariedade deve ser permanente. Colámos alguns cartazes no Centro Cultural da Espanha, porque esta cultura de garantir conforto ao sistema opressor é mais um dos símbolos da alienação social.

A ética anarquista continua enquanto o conflito continuar e dói quando atingimos o inimigo, valorizamos xs nossxs companheirxs, amamos as suas atitudes e a sua coragem. E não estamos aqui para avaliar nem para julgar os seus “erros”, o sistema já o faz.

O que cada ser vivente aspira é à liberdade, o instinto de sobrevivência leva-nos a escapar de qualquer intenção de submetimento, sendo por isso a intenção de fuga dxs companheirxs da CCF na Grécia o procedimento segundo os termos da liberdade dxs que não se deixam submeter e continuam a lutar dentro das prisões.

O chicote do Poder estende-se a familiares e entorno daquelxs que lutam e decidem não deixar sós os seus entes queridos; nesse sentido, o Poder desconhece afeto, solidariedade e cumplicidade. A nossa ímpia alma estará sempre livre, as nossas blasfémias serão a cuspidela a qualquer símbolo de dominação, a autoridade não representa para nós nenhum símbolo de respeito.

A cumplicidade é a arma, é fogo, aos nossos irmãos e irmãs enviamos-lhes firmeza e força, abraços do coração e beijos, que haja saída por todo o lado, que o vento sopre forte e que se converta a situação.

Aos/às traidorxs bastardxs, lacaixs do sistema, a sua hora chegará. E o nosso dia chegará também…

Saudações aos/às guerreirxs, nem culpadxs nem inocentes, a partir destas terras longínquas dominadas pelo Estado boliviano.

Uma saudação ao/à companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar.

Saudações aos companheirxs da CCF e a Anggeliki Spyropoulo, um abraço aos seus familiares e amigxs perseguidxs, Athena, Evi estamos com vocês.

Vândalos nómadas selvagens

Porto Alegre: Pixos em solidariedade com a galera de Conspiração de Células de Fogo

Recebido em 1 de março de 2016:

Pixos em solidariedade com a galera de Conspiração de Células de Fogo

Uma tentativa de fuga é uma grande provocação. Que é mais natural, para quem ama apaixonadamente a liberdade, que tentar escapar de uma jaula? Este instinto de sobrevivência fortalece laços de afinidade e solidariedade com xs compas irredutíveis de CCF e nos torna ainda mais afins com sua entranhável convicção que a prisão não é, e nunca será um freio á guerrilha anarquista…

Acreditamos que neste julgamento, não só são xs compas da CCF os que vão enfrentar a máquina legal de encarceramento. Nosso salve para Evi Statiri, Christos Polydoros, Athena Tsakalou e Spyros Mandylas por afrontar com dignidade as consequências de se solidarizar com xs compas. Estes são laços que fortalecem não só os companheirxs mas que dão um destelho no meio da merda da colaboração da sociedade com a polícia.

Esperando que estas palavras possam cruzar oceanos e grades. Queremos mandar-lhes um salve nesta temporada de juízo. Particularmente por ser mais um momento em que não aceitam as regras do circo judicial, rejeitando estas, como feras que não se deixam domesticar para ser parte do show. Que mais coerente para um anarquista que se negar em colaborar e cair nas armadilhas jurídicas do estado?

Caminhando, de cabeça erguida rumo a anarquia com dignidade e rebeldia… Saibam que cada passo que vocês dão são um fortalecimento e um entranhável impulso para seguir lutando…

Salve Aggeliki Spyropoulou e CCF

Atenas: Julgamento do caso intenção de fuga das CCF marcado para 15 de fevereiro de 2016

3quivers15 de fevereiro: Data do julgamento para o plano de fuga da Conspiração das Células de Fogo – Perseguições contra parentes de presxs políticxs

O julgamento dxs companheirxs da Conspiração de Células de Fogo, referente ao plano de fuga das prisões de Korydallos, foi marcado para dia 15 de fevereiro. Um total de 28 pessoas são acusadas neste julgamento. Xs companheirxs da Conspiração de Células de Fogo assumiram a responsabilidade do plano de fuga desde o início defendendo que a sua opção era um meio para continuar a luta anarquista.

Entretanto, a máfia judicial tem vindo a experimentar contra elxs uma chantagem insidiosa e vingativa – na sequência destes factos – além de usarem acusações as mais pesadas possíveis contra várixs dxs acusadxs (cuja relação com xs membrxs da Conspiração de Células de Fogo se limita unicamente a contatos amistosos) e contra quem prepararam já novas guilhotinas.

O inquisidor Eftichis Nikopoulos (juíz especial de apelação contra o terrorismo) e os conselhos judiciais que o seguiram também apresentaram acusações para levar a julgamento xs familiares dxs presxs políticxs: Athena Tsakalou (a mãe de Gerasimos Tsakalos e Christos Tsakalos, membros da CCF), Evi Statiri (companheira sentimental de Gerasimos), e Christos Polidoros (o irmão de Giorgos Polidoros, membro da CCF), sob a acusação de “pertença à organização terrorista Conspiração de Células de Fogo”!!!

Athena Tsakalou e Evi Statiri foram originalmente detidas em Março de 2015 e conseguiram sair logo em seguida do cativeiro.

Athena foi posta em liberdade um mês depois da sua detenção, na sequência da greve de fome dxs membrxs da Conspiração de Células de Fogo e da companheira anarquista Angeliki Spyropoulou. Seis meses mais tarde Evi saía também da prisão, após a greve de fome empreendida por ela e pelo seu companheiro sentimental Gerasimos Tsakalos.

Durante as duas greves de fome foi desenvolvido um movimento multifacetado contra o golpe judicial o qual expressou a sua solidariedade através de concentrações, faixas, ocupações de edifícios, actos de sabotagem e ataques incendiários…

No entanto, após a libertação de Athena e Evi, o movimento de solidariedade obteve somente meia vitória.

Os juízes-carrascos “concederam-lhes” uma liberdade aleijada. Athena foi exilada na ilha de Salamina e Evi só pode se mover num raio de um kilómetro de casa, através de uma “liberdade distância – metro”.

Simultaneamente, foi-lhes proíbida qualquer comunicação com xs seus/suas parentes, isolando-as deste modo atrás de grades invisíveis…

Observa-se também que a estratégia do poder para isolar xs presxs políticxs tem vindo a ser ampliada – como no caso da recente proibição de visitas ao companheiro Nikos Maziotis, membro da Luta Revolucionária [um compa seu amigo foi recentemente proíbido de o visitar na prisão].

De forma similar, a máfia judicial continua a sua alquimia contra familiares de presxs políticxs, tendo detido María Theofilou* [companheira sentimental de Giorgos Petrakakos, assim como a irmã do preso anarquista Tasos Theofilou].

A 15 de fevereiro o poder voltará a erigir as suas guilhotinas contra xs familiares de presxs políticxs.

Agora as suas intenções ficaram muitíssimo claras. De acordo com o dossier de acusação, com mais de 10.000 páginas, decidiram chamar somente 20 testemunhas para suporte (metade das quais são agentes da polícia antiterrorista), com o propósito de aceleramento do processo; parece que as condenações já foram emitidas…

15 de Fevereiro marca o início de uma nova aposta para as pessoas em luta, xs que renegam o Poder, gente em solidariedade…A nossa aposta é anular os planos vingativos do Poder, ficar lado a lado com xs companheirxs, e continuar o que começámos…de modo a se subverter o golpe judicial e enfrentar a perseguição dxs familiares dxs presxs políticxs.

Desde logo porque este julgamento prefigura perseguições futuras. O que está a ser testado hoje, contra parentes de presxs políticxs, amanhã será testado contra amigxs, pessoas em solidariedade, gente em luta …

Por esta razão e todas as razões deste mundo, estamos a preparar-nos uma vez mais para nos aventurarmos em novas batalhas contra as leis da bófia, juízes e sacerdotes do Poder.

A nossa aljava contém muitas flechas, tais como a memória recente dos gestos contra as perseguições fascistas de parentes dxs presxs políticxs e também as marcas frescas das ações para um Dezembro Negro – as que se desviaram dos caminhos silenciosos da paz social.

Perante os desafios colocados pelo Estado e máfia judicial desafiamos à ação insurrecional. Com o julgamento a 15 de Fevereiro como ponto de encontro – para a oposição à perseguição dxs familiares – vamos tornar este Ano Novo (a começar pelo nosso próprio reinício) com chamadas internacionais, assembleias, contra-informação, manifestações, ocupações, actos de sabotagem, ataques, para a derrubada completa do existente. Sem um só momento desperdiçado.

“A pedra, o ferro, a madeira quebram…contudo é impossível quebrar um ser humano determinado pela sua consciência”.

Solidariedade com xs companheirxs da Conspiração de Células de Fogo e a anarquista Angeliki Spyropoulou

Contra a perseguição dxs familiares dxs presxs políticxs
(Christos Polidoros, Athena Tsakalou, Evi Statiri)

em grego | inglês

* Em 21 de janeiro de 2016 María Theofilou saiu da prisão Koridallos sob condições restritivas (5000 euros de fiança, a obrigação de se apresentar duas vezes por mês na esquadra de polícia mais próxima).

Argentina: Sabotagem a comboio em Buenos Aires

Tudo nas cidades está desenhado para promover e perpetuar o constante fluxo de mercadoria, humana e da outra. Milhões de pesos são investidos em remodelações de estações de comboios e inaugurações de outras, em construção e manutenção de estradas, em mecanismos tecnológicos de controlo e repressão, em recursos para xs servxs armadxs ao serviço do poder.

Foi pensando nisto que no dia de hoje procuramos, nem que seja por um instante, perturbar o normal funcionamento das engrenagens que sustêm a estrutura da dominação, atacando o trecho que une as vias de Floresta com Villa Luro através de um dispositivo incendiário/explosivo.

Não entraremos no jogo de que com estas acções prejudicamos só xs trabalhadorxs. O importante foi hoje ser quebrada a normalidade asfixiante aprovada pela imensa maioria da sociedade policial.

Em solidariedade directa e cumplicidade com xs nossxs irmãos/ãs da Conspiração das Células de Fogo que se encontram em greve de fome nas prisões gregas desde 2 de Março passado, exigindo a libertação imediata dos seus próximos!

É urgente agir pois o estado dxs nossxs companheirxs é grave, prova suficiente é que 6 delxs se encontram no hospital.

Solidariedade com Angeliki e com xs restantes grevistas!

Força aos/às companheirxs do Chile neste novo aniversário do Dia do Jovem Combatente. Estendamos as revoltas por todo o lado!

Concretizemos as vinganças dxs nossxs mortxs, presxs e torturadxs por combater o putrefacto Estado da Argentina .…

Circulo de Fogo

Nota de Contra Info: Xs membros presxs da CCF e Angeliki Spyropoulou finalizaram a sua greve de fome

Atenas: A anarquista presa Angeliki Spyropoulou finalizou a sua greve de fome

Através de um comunicado emitido no dia 4 de Abril de 2015 desde as prisões femininas de Koridallos, a prisioneira anarquista Angeliki Spyropoulou anunciou o fim da sua greve de fome considerando que a exigência da libertação das duas familiares dos membros da CCF estava prestes a ser cumprida:

Após 32 dias, e considerando que a mãe dos compas Christos e Gerasimos Tsakalos assim como a companheira de Gerasimos se encontram prestes a serem libertadas, eu também ponho fim à greve de fome. Nesta batalha que temos dado, a força que tomamos a partir do movimento multiforme de solidariedade que foi criado fora dos muros, tem sido inestimável.

FORÇA E RECUPERAÇÃO RÁPIDA PARA ANGELIKI SPYROPOULOU

Prisões gregas: Relatório médico sobre xs presxs da CCF e Angeliki Spyropoul (13/3/2015)

Recordamos que xs 10 membros presxs da CCF e Angeliki Spyropoulou estão em greve de fome desde o dia 2 de Março de 2015. De acordo com o relatório médico de 13 de Março, assinado pelos médicos Spyros Sakkas e Olga Kosmopoulou:

A 12/3, Theofilos Mavropoulos, de 24 anos de idade, tinha perdido 6,8 quilos, correspondente a 6,76% do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar baixo nível de açúcar no sangue.

A 12/3, Giorgos Nikolopoulos, de 28 anos de idade, tinha perdido 6,5 quilos, correspondente a 7,06% do seu peso corporal no início da greve.

A 12/3, Damiano Bolano, de 28 anos de idade, tinha perdido 8,6 quilos, correspondente a 9,51% do seu peso corporal no início da greve.

A 12/2, Michalis Nikolopoulos, de 27 anos de idade, tinha perdido 6,2 kilos, que correspondem a 7,89 % do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar bradicardia.

A 12/3, Panagiotis Argirou, de 26 anos de idade, que no passado havia enfrentado sérios problemas de saúde pelo que toma medicamentos, tinha perdido 6,2 quilos, correspondente a 8,58% do seu peso corporal no início do greve, além de apresentar baixo nível de açúcar no sangue.

Os anarquistas Theofilos Mavropoulos, Giorgos Nikolopoulos, Damiano Bolano, Michalis Nikolopoulos e Panagiotis Argirou encontram-se nas prisões para homens de Koridallos, onde existe uma enfermaria básica, mas sem assistência durante todo o dia.

Por outro lado, os anarquistas Haris Hatjimichelakis, Christos Tsakalos, Giorgos Polidoros e Gerasimos Tsakalos encontram-se numa ala especial nas celas subterrâneas das prisões femininas de Koridallos, onde não existe enfermaria e as condições são péssimas. Em concreto:

A 9/3, Haris Hadjimichelakis, de 26 anos de idade, tinha perdido 6,4 quilos, correspondentes a 7,56% do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar baixo nível de açúcar no sangue.

A 9/3, Christos Tsakalos, de 35 anos de idade, tinha perdido 5,8 quilos, o que corresponde a 6,83% do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar baixo nível de açúcar no sangue.

A 9/3, Giorgos Polidoros, de 32 anos de idade, tinha perdido 4,6 quilos, correspondente a 6,13% do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar baixo nível de açúcar no sangue.

As anarquistas Olga Ekonomidou e Angeliki Spyropoulou encontram-se nas prisões para mulheres de Koridallos, donde existe uma enfermaria básica, mas sem assistência médica durante todo o dia.

A 11/3, Olga Ekonomidou, de 35 anos de idade, tinha perdido 4,5 quilos, correspondente a 8,65% do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar hipotensão ortostática.

A 11/3, Angeliki Spyropoulou, de 22 anos de idade, tinha perdido 4,4 kilos, que correspondem a 7.58 % do seu peso corporal no início da greve, para além de apresentar hipotensão arterial ortostática e taquicardia (140 batimentos por minuto) ao levantar-se.

em espanhol

Atenas: Atualizações sobre as detenções relacionadas com o plano frustrado de fuga da CCF

A 5 de Março de 2015 as autoridades judiciais ordenaram a prisão preventiva para Angeliki Spyropoulou (detida a 2 de Março, atualmente em greve de fome) e de Christos Rodopoulos (de 39 anos, detido a 28 de Fevereiro), ambos implicadxs no plano frustrado de fuga da CCF. Angeliki foi transferida para as prisões femininas de Koridallos, enquanto Christos foi transferido para as prisões de Domokos.

Recordamos que Athena Tsakalou, mãe dos irmãos Tsakalos e a esposa de Gerasimos Tsakalos (detidas a 2 de Março) foram postas sob prisão preventiva a 3 de Março.

Por outro lado, a amiga de Athena Tsakalou e o amigo do irmão de Giorgos Polidoros (detidxs a 2 de Março) foram postos em liberdade.

em espanhol

Atenas: A anarquista Angeliki Spyropoulou declara-se em greve da fome

sanPor volta das 22:15 horas do dia 4 de Março fez-se saber que a anarquista Angeliki Spyropoulou está em greve de fome desde 2 de Março (dia da sua detenção). A companheira exige a libertação imediata de Athena Tsakalou, mãe dos irmãos Tsakalos, e da esposa de Gerasimos Tsakalos as quais foram postas sob prisão preventiva a 3/3/2015, absurdamente acusadas de participação na Conspiração de Células de Fogo.

espanhol

Grécia: Comunicado dxs membros presxs da CCF de anúncio de greve de fome

Mazas-Galerie-CellulaireA 2 de Março de 2015, foi detida Angeliki Spyropoulou – a qual estava a ser perseguida – acusada de participação na tentativa de fuga dxs membros presxs da Conspiração de Células de Fogo, das prisões de Korydallos. A polícia grega deteve também um amigo pessoal do irmão de Giorgos Polidoros, a mãe dos irmãos Tsakalos, uma amiga pessoal dela e a esposa de Gerasimos Tsakalos. Xs membros presxs da CCF declararam-se em greve de fome até à morte, nas prisões de Koridallos, com a exigência única de que não se ordene prisão preventiva para xs seus/suas familiares e para as pessoas do seu meio de amizades.

Comunicado do núcleo de membros presxs da CCF

Há dois meses foi descoberto o nosso plano de fuga das prisões de Koridallos, algo pelo qual assumimos completa responsabilidade e do qual fizemos a nossa autocrítica. Após isto, tem sido desenvolvida uma perseguição sem procedentes a fim de se construírem culpadxs. O objetivo desta caça são xs nossxs familiares e xs amigxs delxs. Há dois dias vimos como detiveram o amigo de infância do irmão de Giorgos Polydoros e a amiga chegada da mãe de Christos e Gerasimos Tsakalos. Começaram então a falar de membros “periféricos”, “mensageiros”, e “fundo revolucionário”. Porquê? Por uma mochila com roupa? Por algum dinheiro que provinha de contribuições e eventos solidários dirigido a nós? Ou pelos famosos “miras laser para armas”? A pessoa que levava a mochila nem sabia que continha uns lasers. Além disso, e isto é o mais importante, estes lasers não eram mais que brinquedos que se vendem na praça de Monastiraki por 2 euros cada um e que queríamos para criar confusão à hora do assalto. Porque é que os serviços antiterroristas não dizem isso e em vez disso os apresentam como armamento?

Hoje mesmo vimos como detiveram a mãe de Christos e Gerasimos Tsakalos e a esposa deste último, porque a Angeliki Spyropoulou foi encontrada na casa dos pais dos irmãos Tsakalos. Angeliki é uma companheira excepcional e com a qual nos irmana uma afinidade política sem limites. Os 2 compas tinham-lhe dito que fosse a sua casa, caso se encontrasse numa situação difícil. Porque nós não vendemos nem as nossas ideias, nem a nossa gente. Angeliki estava a ser procurada há bastante tempo e, há uns dias, foi a sua casa para pedir à mãe de ambos para a hospedar temporariamente. Que havia de fazer? Fechar-lhe a porta? Não é desse tipo de pessoas e conhece o valor da humanidade mostrada a uma pessoa perseguida. Na mesma casa também vive frequentemente a esposa de Gerasimos Tsakalos por relações familiares, por isso também se encontrava ali.

Toda a responsabilidade é exclusivamente nossa. Xs familiares e as suas relações de amizade próximas não têm absolutamente nada a ver com o caso nem com nada de que xs acusam. Quanto a Angeliki, estaremos a seu lado e sabe que terá todo o nosso apoio. Estará junto a nós com a cabeça erguida, neste difícil caminho que escolhemos.

Mas não vamos ficar de braços cruzados a ver como esquartejam xs nossxs familiares e amigxs. Os serviços antiterroristas ultrapassaram todos os limites. Xs seus/suas inimigxs somos nós e não xs nossxs familiares. Basta. Começamos uma greve de fome até à morte a 2 de Março para proteger xs nossxs familiares e xs seus/suas amigxs, para que não entrem na prisão. Toda a responsabilidade é nossa e só nós carregaremos com ela. Até ao final! Se xs mandarem para a prisão, preferimos escolher a morte. Isto significa responsabilidade e cada um toma as suas decisões…

Libertação imediata dxs familiares e dxs seus/suas amigxs, que não têm nenhuma relação com o caso.

Conspiração de Células de Fogo-Núcleo da prisão
2 de Março de 2015

Olga Ekonomidou
Michalis Nikolopoulos
Giorgos Nikolopoulos
Haris Hadjimihelakis
Gerasimos Tsakalos
Christos Tsakalos
Giorgos Polidoros
Panagiotis Argirou
Damiano Bolano
Theofilos Mavropoulos

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