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Prisões espanholas: Atualização sobre Juankar Santana Martín

prison(1)Recebido a 16 de Outubro

Novo castigo para o companheiro. Além dos 3 meses de proibição das visitas e dos dois dias de isolamento total que já sofreu, agora querem juntar-lhe mais 38 dias de isolamento, na cela. Notificaram-no nesse sentido, há um mês, embora a notícia só lhe tenha chegado há uns dias.

Os factos

A 15 de Agosto, o prisioneiro Juankar tinha uma visita marcada com a sua companheira, um vis-à-vis, programado meses antes; nesse dia, notificam-no que o  vis-à-vis não se podia fazer. Ao protesto que se segue, devido a essa arbitrariedade, respondem-lhe que, devido à sua companheira ter vindo de tão longe (Itália), “concedem-lhe” uma visita através de um vidro. A arrogância e o sem razão dos guardiões faz com que os ânimos se exaltem – Juankar não está disposto a sofrer mais um dos incontáveis adiamentos do seu direito à visita, grita que tem esse direito e pede o seu cumprimento. Como resposta, levam-no à força e enfiam-no dois dias no isolamento para, a seguir, o transferirem a uma ala mais conflituosa.

Chega-lhe, mais tarde, o aviso da proibição das visitas – pelo que se tinha passado antes e, agora, por esta última vingança da parte dos carcereiros – faziam isso a um/a detidx, a quem queriam submeter, e depois anulavam-no, mas não o conseguem. É por acaso um privilégio pedir que se respeitem as suas próprias normas?

Algumas palavras do companheiro – 15.09.2015

(….) Entregaram-me esta manhã uma proposta da secção disciplinar pelo sucedido no passado dia 15.08.2015, aparte dos dois dias de Isolamento Provisional- não contentes em restringirem todas as minhas comunicações durante três meses (…) no final propõem-me 38 dias de Isolamento em cela, por 2 faltas muito graves (Agredir/Ameaçar/Coagir pessoas e Resistência activa/Grave incumprimento de ordens) e mais 2 faltas graves (Caluniar/Injuriar/Insultar/Faltar ao respeito e inutilizar dependências – tudo isto pelos mesmos factos…

Imputam-lhe acusações que compreendem quase todo o corolário do código penal: faltam as acusações de torturas e abuso de poder – estas sim, parecem ser um património exclusivo das autoridades, neste caso prisionais.

É por tudo isso que fazemos esta denúncia pública, para protestar pelas condições em que mantêm o companheiro. Nenhum companheiro está só e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que nem Juankar nem nenhum/a outrx companheirx  mais passe pelo que ele está padecendo.

Contra o seu mundo de cárceres, cadeias e jugos.

Não descansaremos até vermos livre o nosso companheiro Juankar!

A solidariedade é a nossa arma!

Anarquistas contra todas as jaulas!

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