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[Vigo, Galiza] XORNADAS ANTIRREPRESIVAS: A HISTORIA DA “COPEL”


recebido a 16/10/18
Como cada outono, a CNT-Vigo organiza unhas xornadas antirrepresivas co obxeto de concienciar e visibilizar o aumento da criminalización das loitas sindicais e sociais, a represión do estado e o continuo empeoramento do trato e situación das persoas presas nos cárceres.

Esta situación non é un problema excepcional ou puntual, senon que se trata dunha circunstancia que ven para quedarse grazas a creación por parte do sistema da sensación de medo como instrumento para a dominación, “chivos espiatorios” como o suposto aumento e a desprotección da xente fronte a criminalidade ou o medo a inmigración, entre outras razóns. Todo esta situación vese reflectida polo avance desmesurado da extrema dereita e o fascismo en Europa, o incremento das sancións e o troco destas a tipos penais, que antes como moito so chegaban a meras sancións económicas.

Este ano centramos estas xornadas na Coordinadora de Presos En Lucha (COPEL), un histórico movemento de presas e presos que loitaron pola liberdade e uns dereitos básicos nas cadeas na transición a democracia. Este evento desenvolverase nas seguintes datas:

VENRES día 19 de Outubro ás 19:00 h., proxección e debate do documental “COPEL: Unha historia de rebeldía e dignidade”, no local da CNT de Vigo, na R/Príncipe nº 22, 1º andar, local 34.

VENRES día 26 de Outubro ás 19:00h., palestra-debate a cargo de José Manuel Botana, membro da COPEL, no local da CNT de Vigo, na R/ Príncipe nº 22, 1º andar, local 34.

A CNT-Vigo está na obriga de analizar a realidade e explicar as causas deste sistema. Por esta razón, facemos un chamamento co obxeto de que difundades a organización deste evento que consideramos de gran interese e vixencia.

CNT-Vigo

em castelhano

[Madrid] Ataques a ATM no âmbito da Semana Internacional em Solidariedade com xs Presxs Anarquistas

Durante a Semana Internacional em Solidariedade com xs Prexs Anarquistas foram sabotados mais de uma dezena de ATM em diversos bairros de Madrid. As ferramentas para este tipo de sabotagem são simples e fáceis de encontrar: martelos e sprays.

Entendemos a solidariedade como a continuidade da luta que conduziu xs nossxs companheirxs às prisões do Estado. A solidariedade anarquista é muito mais do que uma mera palavra escrita ou de que uma atividade de assistência a presxs. Esta solidariedade materializa-se no ataque às estruturas do capitalismo e do Estado e procura aprofundar-se no conflito, através da ação direta.
Abaixo os muros das prisões. Viva a anarquia.

Pelxs companheirxs atingidxs pela Operação Scripta Manent!

Pelxs companheirxs represaliadxs após a Cimeira do G20 em Hamburgo!

Pelos anarquistas indonésios processadxs após o 1º de Maio!

Pela Lisa e todxs xs anarquistas presxs!

Anarquistas

Madrid, Espanha: Queima de multibanco em solidariedade com Lisa

Queima de caixa multibanco em solidariedade com a companheira anarquista condenada na Alemanha por expropriar um banco

Fez dois anos a 13 de abril que detiveram Lisa, durante uma operação policial coordenada pela polícia da Catalunha (mossos d’esquadra) e pela polícia alemã. Desde então, a companheira tem-se encontrado presa em diversos presídios espanhóis e alemães (onde se encontra agora). Recentemente a companheira foi condenada por um tribunal alemão a 7 anos de prisão (acusada ​​de expropriar uma surcursal bancária em Aachen, Alemanha).

Na madrugada de 11 de Abril deitamos fogo a um ATM Bankia em Vallekas (Madrid) – na rua Carlos Martin Alvarez – assim como se realizaram pintadas em solidariedade com a companheira.

O ataque é justificado por si só: os bancos são um dos principais motores da sociedade do Estado e do capitalismo. Investimentos em prisões, centros juvenis ou indústrias de armas; concessão de crédito a empresas e estados; desalojar e especular com a habitação, cumplicidade com os processos de gentrificação entre muitas outras responsabilidades nas engrenagens do capitalismo, dão uma boa prova disso …. O sistema bancário – em toda a sua estrutura –  sempre foi um dos  maiores inimigos dos exploradxs e, portanto, dxs anarquistas, como o provam bem as expropriações e sabotagens que sempre têm acompanhado a luta anarquista ao longo de toda a sua história.

Confrontando o submisso panorama esquerdista (que atinge os meios libertários) – que se juntam aos protestos acriticamente controlados, cívicos e cidadãos , que clamam pela liberdade de polícias e políticos corruptos, em plena catarse do nacionalismo cidadão e entre tantxs outrxs que nadam na auto-complacência da vitimização, nas redes sociais – muitxs de nós não renunciam ao ataque.

Que sirva este pequeno sinal de solidariedade, como expressão de carinho e alento para Lisa e para o resto dxs companheirxs anarquistas represaliadxs pelo Estado, em Itália, Grécia, França, Alemanha, Turquia, Chile, México, Rússia e em todo o mundo.

Solidariedade é ataque!
Força para Lisa!
Viva a anarquia!

Anarquistas

em espanhol

[Madrid] Antonio Morillo permanecerá sempre na nossa memória anarquista

Morillo, a Luta continua CNT-AIT

Antonio Morillo, um anarco-sindicalista ligado à seção de limpezas do Metro de Madrid, morreu em casa antes de completar 40 anos, deixando para trás uma filha de 4 anos e o amor da sua vida.

Gostaríamos de lembrar este companheiro que foi sempre firme e combativo na luta contra os patrões. “Não pode haver paz social até que a emancipação das trabalhadoras e dos trabalhadores seja alcançada”

Ele permanecerá sempre na nossa memória anarquista.

Saúde e Raiva

Fonte: A edição nº8 de “Amotinadxs”, de Abril, (folha de informação mensal do Local Anarquista Motín, de Madrid), recebida em 9.4.2018.

em alemão l inglês

[Madrid] Projeção do documentário “Montagem: Caso Bombas” no Local Anarquista Motín – 3 de Abril

Terça-feira, 3 de Abril, às 19h30, como sempre na primeira terça-feira de cada mês: PROJEÇÃO

Desta vez vamos projetar o documentário “Montagem: Caso Bombas” com pipocas e jantar.

Muitos estados e governos, amparados na impunidade concedida pelo exercício do poder, recorreram às montagens como arma política para desacreditar, invalidar e aprisionar os seus detratores. Mas o que é uma montagem política e policial? Como é feita? Quem as faz? Estas questões são abordadas neste documentário, desenvolvido coletivamente pelo Canal Barrial 3 do Bairro Yungay, tendo como pano de fundo e principal referência a montagem denominada “Caso Bombas”, articulada contra o mundo anarquista e as casas okupadas no Chile da “transição para a democracia”.

Como vir cá ter?

Calle Matilde Hernández, 47 <M> Oporto o Vista Alegre, Madrid (Espanha)

localanarquistamotin

em espanhol

Madrid, Espanha: Sai a publicação anarquista “Infâmia”

Na época da Antiga Roma, a infâmia era a degradação da honra civil. O afetado por ela deve ter levado a cabo um ato desonroso ou vil para acto contínuo ser desacreditado por um censor, que lhe outorgava a categoria de infame. Dessa forma o afetado não podia aceder a cargos públicos ou votar nas eleições, o que limitava as suas faculdades sociais e jurídicas.

A lei romana reconhecida dois tipos de infâmia de acordo com as suas causas. A infâmia iurs é uma consequência de uma fraude ou alguma ação dolosa. A infâmia facti era decretada quando a pessoa desenvolvia um ato contrário à ordem pública, moral ou de bons costumes.

É com este tipo de infâmia que nos sentimos identificadxs, aquela que orgulhosamente reivindicamos, pois que tarefa, ação ou estratégia claramente anarquista não se enquadra na definição de “um ato contrário à ordem pública, à moral ou aos bons costumes”?

Se a sua ordem pública se baseia no exercício de uma violência (explícita e simbólica) para nos forçar a agir contra os nossos interesses e a favor dos benefícios dos assassinos e exploradores, rebelamos-nos contra ela e declaramos-nos infames. Se a sua moral a única coisa que defende é a propriedade privada (o conceito sob o qual a pilhagem da vasta maioria dxs despojadxs e oprimidxs é realizada através da acumulação dos meios de subsistência em algumas poucas mãos privilegiadas), rebelamos-nos contra isso e declaramos-nos infames. Se os seus bons costumes nos amarram à hierarquia social, convertendo-nos em seres humanos de segunda classe, rebelamos-nos contra ela e declaramos-nos infames.

Por isso nasce esta publicação. Para estender a chama da infâmia e da desobediência. Para lutar pela anarquia.

Para ler mais e descarregar clica aqui.

em espanhol

[Galiza] Anarconcerto solidário com a Editorial Abordaxe! em Compostela a 6 Abril


O vindeiro venres 6 de Abril desde a Editorial Anarquista Abordaxe! celebramos a chegada da primavera cun anarconcerto como unha das diversas actividades que estamos realizando co fin de recadar cartos para afrontar o novo proxecto editorial. Nesta xornada musical contaremos con TAIGA DUKHA (crust desde Vigo), KALI A.K.A. LA NEGRA (rap desde Lugo) e VERBENA VELUTINA (punk desde Compostela). E para rematar esta festa primaveral contaremos cunha FOLIADA ABERTA. Os concertos terán lugar no CSA DO SAR (rúa Curros Enríquez nº28) a partir das 19:30h.

ACUDE E DIFUNDE!!!

en alemán

Espanha: II Punhalada no nacionalismo. Recompilação de textos anarquistas

[Fanzine] II Punhalada no nacionalismo

Já se encontra disponível a segunda parte desta coleção recompilatória de textos anarquistas contra o nacionalismo. Neste segundo número, podem ser encontrados os seguintes textos:

Cartas contra o patriotismo dos burgueses

Patriotismo, uma ameaça para a liberdade
Perplexidades intempestivas

Nenhum Estado nos tornará livres

Comunicado anarquista para os que apoiam o Congresso Nacional Indígena

Destrói as barreiras

Pode ser descarregado aqui o pdf  – ou ser encontrado em distribuidoras, locais e centros sociais de diversos pontos do Estado Espanhol. O seu preço de venda ao público é de 2 euros, sendo 1,5 euros o preço de venda a distribuidoras. Para realizar pedidos (ou mandar propostas de textos para futuros números) escrever para o seguinte mail: grupotension@inventati.org

Introdução

Existe no Poder uma firme vontade de incentivar a exaltação do nacionalismo, aproveitando-se da confusão. Poderia parecer sem intenção a existência de uma multitude de definições, argumentos que se contradizem ou as interpretações que rodeiam conceitos como nação, pátria, independência, auto-determinação ou povo, mas não é.

É gerada assim uma estranha nebulosa onde um líder liberal e direitista se torna uma represália política, como representante de uma comunidade nacional, que sob a legitimidade democrática foi dotado de uma República como concretização desse projeto de nação. E aqueles que recentemente cercaram a mais alta instituição daquela nova república, o Parlamento, como alarido contra um governo autónomo que comandou as medidas neoliberais, com a velha desculpa da crise, agora aclamam e vitoriam os seus líderes. Do outro lado da mesma moeda encontramos-nos com os – na aparência – inofensivos trapos que ondeiam em edifícios públicos,mobilizam paixões e massas e dão pé e espaço ao fascismo, que se encontra como Pedro por sua casa num contexto de tensão nacionalista.

O nacionalismo sempre lá esteve, está sempre lá. É por isso que é tão simples acordar em certos indivíduos, especialmente nos explorados, o sentimento de identidade, porque já anteriormente existiu um processo de reprodução social e naturalização do nacionalismo nos media, no sistema educacional, no desporto, nas tradições … unindo tudo isso às mentiras propagadas pelos políticos e jornalistas que nos asseguram que o nacionalismo, ou bem que era uma coisa do passado ou bem que era uma causa das periferias globais, apenas seguida por alguns fanáticos e extremistas.

Tudo isso afirmado sob a firme vigilância do padrão nacional. A nebulosa.

É importante apontar direta e claramente se quisermos descobrir o monstro que se camufla sob identidades nacionais: ao estado e ao capitalismo, os ricos e poderosos que jogam a velha carta nacionalista. Que sirva esta segunda facada no nacionalismo, na forma de diversos textos anarquistas, como uma ferramenta para atacar o calcanhar de Aquiles da besta.

Morte às nações e que viva a anarquia.

contramadriz

Lisboa, Portugal: Crónica da concentração realizada junto à embaixada de Espanha a 13 de Março de 2018


recebido a 15.03.18

[Concentração contra a Repressão no Estado Espanhol realizada a 13 de Março de 2018, Lisboa]

No dia 13 de Março concentraram-se junto à Embaixada de Espanha, em Lisboa, cerca de 3 dezenas de pessoas em protesto contra a repressão que se tem feito sentir no Estado Espanhol e em solidariedade com todas as pessoas presas e perseguidas por exercerem o seu direito à liberdade de expressão. A faixa afixada de frente para a Embaixada ostentava a frase “Contra a vossa repressão, contra a vossa democracia, somos ingovernáveis”. Um megafone fez soar música combativa e palavras de ordem anti-autoritárias, e distribuíram-se flyers informativos com o texto que se segue:

Contra a repressão, solidariedade e insurreição!

Nas últimas semanas o Estado Espanhol voltou a evidenciar o seu carácter fundamentalmente repressor e fascista, tendo diversos músicos sido condenados a penas de prisão e multas, por insultos à monarquia e exaltação do terrorismo, outras pessoas acusadas e sentenciadas porfrases escritas em algumas redes sociais e a censura de uma exposição sobre presxs políticxs na maior feira de arte de Madrid.

Desde a aprovação da Ley Mordaza em 2013, o Estado Espanhol tem vivido um estado de excepção não-declarado, onde a mera expressão de opinião crítica ao regime tem como consequência graves penas, tendo assim o intuito de estender um clima de medo numa sociedade onde os movimentos sociais e a organização de base têm experimentado uma forte adesão nos últimos anos. Foi até criada uma rede por parte da Polícia Nacional Espanhola chamada “Stop Radicalismos”, renovada recentemente, que incentiva a denúncia aleatória de qualquer pessoa por motivos ideológicos ao melhor estilo de um regime totalitário.

Desde a instauração da  democracia este estado de excepção era já uma situação quotidiana em regiões como o País Basco onde, devido ao contexto de conflito histórico, a transição democrática nunca escondeu a continuação de um projeto de Estado centralizado, imperialista e fortemente repressivo.

Esta tendência de aumento e normalização da repressão não é exclusiva ao Estado Espanhol, sendo que em França o estado de emergência justificado pelos atentados de 2015 tornou-se permanente com a nova lei antiterrorista do governo de Macron.

A perseguição que habitualmente era aplicada a grupos minoritários de dissidência política, tais como anarquistas, independentistas, ou qualquer outro tipo de militante ou ativista social, generaliza-se como algo quotidiano que afeta todos e todas e aqueles e aquelas que se atrevem a tornar público um pensamento que põe em causa as bases do sistema capitalista, denuncia as suas estruturas opressivas e se arrisca a propôr novas formas de organização social.

Estas situações demonstram que esta democracia (que enche a boca a tantos defensores da liberdade de expressão) e ditadura são as duas face de uma mesma moeda, que se alternam de maneira a perpetuar um sistema de domínio, o capitalismo, cujo único objectivo é a reprodução de si mesmo.

Contra toda a vossa polícia, os vossos juízes, os vossos media, seremos sempre ingovernáveis!

[Espanha] “I Punhalada no nacionalismo” – fanzine

Já está disponível a 1ª parte desta colecção de recompilação de textos anarquistas contra o nacionalismo. No primeiro número podem encontrar textos sobre os seguintes temas:

– A pátria

– O nacionalismo como religião política

– Multi-culturalismo, capitalismo e nacionalismo

– Espaço, território e cultura

– Nação e nacionalismo: o atractivo manjar envenenado

– Estratos de “O persistente atractivo do nacionalismo” de Fredy Perlman

– Diferenças entre nacionalismo e anarquismo

– Catalunha no contexto do movimento populista

– Algumas considerações sobre a situação actual na Catalunha e a actuação dxs anarquistas

– Sobre a tríade, pátria, independência e estado

Podem descarregar aqui o PDF ou encontrarem-no nas distribuidoras, locais anarquistas e centros sociais de diversos pontos de Espanha. O preço de venda ao público é de 2 euros, sendo 1,5 euros o preço de venda a distribuidoras. Para realizar pedidos (ou enviar propostas de textos para futuros números) escrever para o seguinte mail: grupotension@inventati.org

Deixamos aqui a introdução

Um vez mais voltou a passar por aqui. Nesta altura nem faz sentido qualquer surpresa. Vivemos um processo de repressão, exploração e miséria material em crescendo. E novamente a burguesia conseguiu canalizar toda a raiva que isso poderia vir a gerar. Voltaram a adiantar-se. Após o 15M, conseguiram resgatar um antigo canto de sereia, apto para revoltosos e acomodados, com capacidade para seduzir tanto a mais aguerrida das militantes revolucionárias como o casposo mais reaccionário que possas imaginar.

Damas e cavalheiros, permítam que lhes apresentemos o nacionalismo.

O nacionalismo é jovem. Sabemos que não o parece. Se olharmos para trás parece até que anda connosco desde o princípio dos tempos. De facto, é isso que os seus amigos mais próximos querem que acreditemos. No entretanto sabe-se que nasceu há pouco tempo ainda, no seio de uma família numerosa mas muito bem estruturada. Os seus amorosos progenitores são tanto o Estado como o Capitalismo que o decidiram engendrar quando a sua irmã, a burguesia, acedeu ao poder.

O nacionalismo é atraente. Tem um não sei quê que conquista, que agrada tanto aos próprios como a estranhos. A sua última grande façanha foi ter atraído a esquerda – que tradicionalmente tem apoiado o internacionalismo. A verdade é que – se nos pusermos a pensar bem – nunca se conformou com isso. Conseguiu até a proeza de ver certos sectores da chamada “esquerda radical” apoiarem coisas que até há pouco tempo custava a acreditar ser possível, como os mossos (bófia da Catalunha). Ou que vejamos anarquistas convocando para votar num referendo ou a defender a democracia.

O nacionalismo é oportunista. Chegado o momento, não hesitará a deixar de lado a todxs xs que conseguiu que o apoiassem. Todxs xs oprimidxs e  exploradxs que agora mesmo estão a encher a boca com a “independência do capitalismo e do estado. E que continuarão a sofrer se a Catalunha se tornar independente. Ou se a Espanha mantiver a sua sacrossanta unidade.

Uma vez dito tudo isto sobre o nacionalismo, demos-nos conta que não gostamos disso. Não só isso, mas que acabamos por compreender que é nosso inimigo e que temos que nos livrar dele. Nós o queremos morto e enterrado. Esperamos que este fanzine possa ser a primeira punhalada de muitas que o conduzam à morte.

Não queríamos terminar sem dedicar algumas palavras a Rodrigo Lanza, recentemente preso como consequência da morte de um neonazi em Zaragoza. Preso como resultado do aumento do nacionalismo do Estado espanhol, que não hesitou em utilizar o seu caso para apontar, reafirmar e reforçar o seu próprio nacionalismo frente ao catalão. Porque a luta contra o fascismo é sempre uma autodefesa, enviamos-te muita força e apoio, companheiro.

em espanhol

Córdova, Espanha: Faixa em solidariedade com xs compas de Porto Alegre (Brasil)

Quebrando a apatia. O fogo da revolta Arde. Solidariedade com xs insubmissxs de Porto Alegre

De Córdova até Porto Alegre – 1 de Dezembro

Que nada detenha o nosso passo firme, a nossa solidariedade combativa, as nossas piscadelas de olho cúmplices, a nossa afinidade sem fronteiras. Se a terra se move estaremos prontos para bailar nos escombros e preparados para os ataques inimigos.

Força e solidariedade com xs compas de Porto Alegre!!!

Umas gotas de caos.

em espanhol

[Espanha] Nenhum Estado nos fará livres – Contra o Nacionalismo

CONTRA O ESTADO E O CAPITAL O ÚNICO CAMINHO É A LUTA – A LUTA ESTÁ NAS RUAS – NEM NAÇÕES NEM FRONTEIRAS (A)

Cartazes, panfleto e volantes contra o nacionalismo – em todas as suas expressões – foram distribuídos por todo o Estado espanhol, a partir de 18 de Outubro de 2017. Na cidade de Madrid ficaram disponíveis, a maior parte deles, no Local Anarquista Motín.

No panfleto distribuído podia ler-se:

NENHUM ESTADO NOS FARÁ LIVRES

Nenhum Estado, espanhol ou catalão, nos dará qualquer tipo de liberdade. Isto porque a razão de ser de qualquer Estado é submeter xs exploradxs e garantir os privilégios das classes dirigentes. O Estado regulamenta a exploração mediante a Lei e assegura que xs oprimidxs nunca se levantarão contra uma ordem que os explora, humilha, expulsa, entristece, rouba e assassina, por todo o planeta.

Nenhuma polícia, Mossos, Guarda Civil ou Nacional nos protegerá. Pelo contrário, são a força de choque do Estado que protege a propriedade privada e que se encarrega de reprimir e perseguir todxs aquelxs que não se ajoelham e decidem lutar contra o seu podre mundo. Não há uma boa polícia ou má polícia, todos os corpos repressivos obedecem a uma lógica muito específica: manter a ordem. Não esqueçamos o desempenho de qualquer das forças policiais em greves gerais, manifestações, invasões em bairros, controlos racistas, vigilância de prisões, despejos e desokupações, e inclusive como força de ocupação estrangeira (lembre-se do número de corpos repressivos implantados em missões internacionais). Obedecem e servem aos seus mestres.

A Democracia, as instituições parlamentares e xs políticxs não cuidam dos nossos interesses mas, apenas, dos seus próprios interesses. Ninguém, para além de nós próprixs deveria velar pelos nossos interesses. Escolher xs nossxs amos, votar, submeter-nos a maiorias e / ou minorias, atuar nos quadros democráticos …torna-nos cúmplices da nossa própria dominação e instaura em nós o espírito de delegação em profissionais. Colocamos as nossas vidas nas suas mãos. Confiar em políticxs que só procuram (como todxs elxs, aliás) rentabilizar as nossas lutas e sentimentos – enquanto nos submetem ou aspiram a submeter-nos – faz com que nos convertamos numa massa servil disposta a se mobilizar ou desmobilizar, segundo os seus interesses eleitorais e lutas pelo poder.

Nenhum nacionalismo ou bandeira deveriam nos representar. Como oprimidxs e exploradxs, deveríamos entender que temos mais em comum com qualquer outrx exploradx ou oprimidx do que com um empresário ou político nascido no mesmo lugar que nós. Nacionalismo e patriotismo são ferramentas do Poder com as quais se infectam e manipulam os oprimidos, fazendo-os dançar ao ritmo dos opressores para se vincularem com os inimigos da nossa classe e seus projetos e necessidades, em constante mudança. O carinho à terra em que vivemos ou à nossa língua são-nos arrebatados para justificar a criação de novos estados. Impedindo, assim, que a cultura seja algo vivo, em constante evolução e livre desenvolvimento entre indivíduos e comunidade. O Estado é a morte de todo o desenvolvimento livre, construindo fronteiras e semeando as sementes do racismo e da xenofobia.

Sob o capitalismo, Estado ou qualquer forma de autoridade nunca seremos livres. Construamos um mundo novo sobre as ruínas da sociedade autoritária e estatal. Construamos e lutemos pela anarquia, como combate constante contra toda a forma de opressão e exploração, em solidariedade e apoio mútuo com xs nossxs iguais, venham donde venham.

NEM NAÇÕES NEM FRONTEIRAS!

em espanhol via ContraMadriz

Madrid: Nem Nações, Nem Estado, Nem Capitalismo

Esta é a nossa independência; Nem nações, nem Estado, nem capitalismo.

[Sabotagem ao Baixa Bank em Vallekas e um apelo]

Na madrugada de 12 de Outubro – noite anterior à festa colonialista e militarista preferida pelo nacionalismo espanhol – foi destroçada uma caixa ATM do Caixa Bank, no bairro de Vallekas tal como realizada uma pintada na qual se podia ler: “Esta é a nossa independência: nem nações, nem Estado, nem capitalismo”.

A mensagem é simples, enquanto os nacionalismos catalão e espanhol são reativados e se cobrem com a bandeira da democracia, alguns/mas decidimos agir e atacar aquilo que realmente nos oprime, explora e rouba a nossa independência. Estamos cansadxs de esperar, cansadxs de contemplar como a Democracia, o Estado e os corpos repressivos dos dois lados se vêm cheios de legitimidade, através dos nacionalismos.

Atacamos aquilo que nos oprime: fronteiras, nações, bancos, patrões, fascistas, estado, capitalismo, patriarcado… através deste pequeno gesto, fazemos uma chamada para que se ampliem os ataques contra o capitalismo, estados e os seus interesses. Não vamos esperar por nenhum processo para continuar a lutar pela anarquia, a única forma de independência que reconhecemos.

Nem nações, nem Estado, nem capitalismo!
Pela Anarquia!

Alguns/mas anarquistas contra o patriotismo

via contramadriz

Espanha: Ataques simultâneos em solidariedade com xs represaliadxs após o G20


Estive em Hamburgo e recordei-me de ti.

Quando arderam as tuas sucursais.

Quando estalaram as suas montras.

Quando se formaram as barricadas.

Quando tomámos a cidade.

Todavia, ainda me recordei de ti quando regressamos aos restos das nossas cidades inertes e cinzentas, onde reinas, porque estás por todo o lado. Recordamos-nos de tudo o que te poderíamos fazer a qualquer momento e em qualquer lugar, enquanto Hamburgo ardia.

Do mesmo modo, recordamos-nos de todo o sofrimento e raiva que geras. Do modo como atinges a quem te afronta. Nunca mais nos vamos esquecer das pessoas que são espancadas pela vossa bófia, que vivem encerradas numa cela ou que morrem por escolher o caminho do confronto. E é em seu nome que tomou forma esta ação.

Na noite de 4 para 5 de Outubro, foram atacadas com martelos as caixas ATM de dezenas de sucursais bancárias em diversos locais de Madrid: Lavapiés, Bilbao-Alonso Martínez, Tetuán-Castellana, Carabanchel, Vallekas, Coslada, Barrio del Pilar e La Elipa. Deixaram-se lá autocolantes a dizer: “Em Madrid como em Hamburgo. Que se espalhe a revolta”, “Solidariedade ativa com as 388 pessoas detidas e as 32 presas após a Cimeira do G20 em Hamburgo”, “Morte ao Capitalismo e morte à polícia. Depois do G20, a luta continua”.

Porque centenas de pessoas foram brutalmente feridas e detidas nos dias da Cimeira, porque 32 delas ainda continuam na prisão, porque ainda há menos de um mês sofreram um assalto policial em Hamburgo. Porque queremos acabar com o Capitalismo, com as suas empresas e bancos, com as suas cimeiras financeiras, carros oficiais, banquetes, escoltas. Com tudo o que nos escraviza e destrói. Em Hamburgo, em Madrid e em toda a parte.

Viva a Anarquia.

em espanhol

Madrid, Espanha: Debate no Local Anarquista Motín acerca do referendo da Catalunha

UMA PERSPETIVA ANARQUISTA SOBRE O REFERENDO DA CATALUNHA /DEBATE

Quinta-feira, 28 de Setembro, às 19:00

Os nacionalismos catalão e espanhol encontram-se em pé de guerra. Mais uma vez. Entre ambos as tensões estão a atingir um pico: o referendo para o próximo 1-0 que foi convocado pelas forças independentistas provocou já uma onda de repressão institucional e, pouco a pouco, nas ruas da Catalunha o policiamento do espaço público atinge-se o limite.

Perante isto… Que pontos e nexos em comum terão todos os nacionalismos? Porque é que nas cartilhas de ambosbencaramos com duas burguesias com modelos de Estados diferentes? A língua, a cultura, a tradição são construções sociais e justificativas de uma série de interesses ou pelo contrário motivos autênticos pelos quais lutar? Que propomos nós enquanto anarquistas na defesa da liberdade individual e coletiva contra o imperialismo e todos os tipos de imposição cultural? O estado, a nação e o país são conceitos intrinsecamente vinculados? Será o referendo um novo passo na busca da legitimação da democracia? Por que a luta deve partir do direito de voto, contornando o facto do voto implicar que se delegue e se desactive a iniciativa revolucionária? Em que é que se diferenciam os independências de esquerdas e de direitas? Como poderemos intervir como anarquistas entre duas posturas se não nos convencem nenhuma delas? Que vai suceder se tomarmos posição nas ruas da Catalunha? Ficamos em casa? Procuramos gerar a ruptura total com políticos, defensores do Estado e democracia, enquanto apostamos pela total liberdade do indivíduo a desenvolver a cultura que mais estime? Que possibilidades e potencialidades a conjuntura actual  oferecerá a um processo revolucionário ou insurrecional?

Tudo isto e muito mais é o que pretendemos debater com todxs aquelxs que estejam interessadxs em tentar abordar o próximo referendo do 1-0 na Catalunha numa perspectiva anti-autoritária: Com vista a isso propomos como ponto de partida a leitura dos seguintes textos:

-“Toda a negação é determinação. Algumas ideias soltas sobre a independência na Catalunha”. Publicação Aversión nº6
-”A Cultura como forma de opressão: Contra o “anarco-independentismo”. Germinal Libertario. Suplemento nº4 sobre nacionalismo
-“Nação e nacionalismo: o atractivo do manjar envenenado”,
Contragolpes nº2.
-Extratos do livro “O persistente atrativo do nacionalismo”,
Fredy Perlman

Textos disponíveis em: //contramadriz.espivblogs.net/

Quinta-feira, 28 de Setembro, às 7:00 da tarde, no Local Anarquista Motín, Rua Matilde Hernández 47 (Metro Oporto/Vista Alegre) Madrid

Contacto: localanarquistamotin@riseup.net

Para mais informações: localanarquistamotin

cartaz em pdf aqui

em espanhol l alemão

Santander, Cantábria: Faixa em solidariedade com anarquistas presxs

ANARQUISTAS PRESXS PARA CASA

No contexto da semana internacional pelxs anarquistas presxs, realizamos [1 de Setembro] aqui em Santander, um pequeno gesto de solidariedade com todxs xs lutadorxs ácratas que se encontram presxs por todo o mundo. Com especial carinho para a compa Lisa, encarcerada en Köln (Alemanha), recentemente condenada a 7 anos e meio de prisão,por assalto en Acheen.

Via contramadriz

Atenas: Faixas de solidariedade internacionalista, em Exarchia

Na manhã desta terça-feira, 11 Julho de 2017, membros da Okupa Themistokleous 58, juntamente com compas afins, levantaram algumas faixas em solidariedade com três casos diferentes.

TEMOS AS CHAVES DE TODAS AS PORTAS, SOLIDARIEDADE COM A OKUPA KIKE MUR EM SARAGOÇA, ESPANHA..

A partir da varanda da 58 pendurou-se uma faixa em apoio à C.S.O Kike Mur, em Saragoça, Estado espanhol, que está ameaçada de despejo pelas autoridades locais. No edifício (uma antiga prisão), ocupado há 7 anos, há espaço para atividades e expressões de solidariedade anarquista, como foi o caso da faixa gigante no âmbito da campanha internacional do Fevereiro Negro, em Fevereiro de 2013.


SOLIDARIEDADE COM XS INSURRECTXS DO NO-G20.

Nas grades da antiga faculdade de Química foi colocada uma faixa para apoiar todxs aquelxs que enfrentaram as forças repressivas nas ruas de Hamburgo nos últimos dias, contra a Cimeira dos 20 Estados mais poderosos do planeta. Agora é o momento de difundir a necessidade de apoiar xs reféns da G20.

ASS(A)LTA OS BANCOS ! LIBERDADE PARA LISA, ANARQUISTA PRESA NA AL€MANHA.

Das janelas do edifício Gini, na Politécnica, pendurou-se uma faixa em solidariedade com Lisa, anarquista condenada a 7,5 anos de prisão por assalto a banco em 2014, em Aachen, na Alemanha.Que não se deixe nenhum/a presx nas mãos do Poder: ATAQUE AO ESTADO/CAPITAL E À DOMINAÇÃO!

Okupa Themistokleous 58
e compas afins

em grego l inglês l alemão l espanhol

Madrid: Dispositivo explosivo-incendiário em solidariedade com companheira condenada na Alemanha

Na noite de 7 de Junho colocou-se um dispositivo explosivo-incendiário numa sucursal do Bankia, situada na colónia Mirasierra de Madrid, perturbando a tranquilidade da classe média-alta que ali reside. Esta urbanização está povoada de chalés e equipada com vídeo-vigilância e patrulha de segurança privada, longe da miséria que cimenta o nível de vida dos seus habitantes.

Esta ação foi realizada depois de ser conhecida a sentença da nossa companheira, condenada por expropriações na Alemanha e à qual queremos enviar todo o calor do nosso incêndio. Enquadramos também a nossa ação na chamada contra a Cimeira do G20, em Hamburgo.

Também nesta noite explodiu a nossa raiva e revolta perante a impotência do quotidiano, como tentativa de sair da passividade e devolver alguma da violência em que vivemos. Fartxs da vida programada e da atividade política, também programada. Queremos abraçar, através deste acto, todxs xs que caíram na ação e lutar contra a morte, na qual a passividade nos mantém.

Que a solidariedade entre ácratas não seja só uma palavra escrita! Pela anarquia!

Madrid, Espanha: Ataque incendiário contra a Polícia Nacional

Comunicado recebido a 1/6/2017:

Na noite de 24 para 25 de Março, após meses de preparação, entramos na Unidade de Cavalaria da Polícia Nacional em Madrid – pulando a cerca – e deixamos um dispositivo incendiário debaixo de um dos seus veículos.

Realizamos este ataque contra a Cimeira do G20 e dedicámo-lo a todxs xs anarquistas presxs.

em grego, inglês

Madrid, Espanha: I Encontro contra o sistema Tecno-Industrial e seu Mundo [26 a 28 de Maio]

Porquê  um “Encontro contra o Sistema Tecno-Industrial” (STI)?
Entendemos o Sistema Tecno-Industrial como uma organização social autoritária, com determinadas características como sejam: hierarquias, autoridade, centralidade, relações sociais mediatizadas pelo mercado e tecnologia, sociedade de massas, controlo social, alienação, imposição da técnica e da tecnologia, vida administrada e gerida, ideologia do progresso, falta de limites e um grande etc…

Tudo isso nos leva a uma vida artificial e totalmente colonizada, em todos os seus aspectos, onde tudo o que é vivo sobre o planeta sofre uma lenta agonia, sendo substituído a cada dia e a cada movimento por máquinas com algoritmos que já decidem e pensam por nós, deixando relegado o humano (ou pelo menos o que resta dele) a um segundo plano. Uma vida onde a programação e a ordem criaram um mundo morto (embora programem o nascimento de meninos e meninas ou outros animais de diferentes espécies) onde o quantitativo e os dados informatizaram a nossa vida, tornando-a virtual, onde já estão planificadas as nossas paixões e desejos (se assim nos quiserem, no melhor dos casos) onde o espontâneo é uma técnica da criação programada e não uma expressão de liberdade estranha ao eficaz e ao eficiente.

E todos os dias vemos como todas estas nocividades nos afectam e se acolhem em todos os aspectos das nossas vidas, ampliando as redes da dominação contra a nossa autonomia. Usamos as ferramentas com que nos brinda sem reflectir sobre as consequências e a hipocrisia deste facto. Vemos como à nossa volta a natureza morre e morremos também nós, a nossa capacidade de decidir, reflectir, sentir, capacidades trocadas pelas comodidades de telefones inteligentes que nos tornam um pouco mais submissos e submissas a cada dia que passa; que deterioram, através de cada novo desnecessário, o avanço da nossa capacidade de construir una vida afastada deste sistema.

Tudo isto ocorre num mundo inundado por nocividades e novas tecnologias que a cada dia que passa colocam outra anilha nas nossas cadeias de escravos e escravas, auto-mutilando-nos e criando extensões artificiais de nós mesmos. Um mundo de aterro que se afoga no seu próprio lixo tecnológico (como acontece já no sudeste da Ásia e em África), onde novas e velhas formas de dominação e do artificial (biotecnologia, nanotecnologia, biotecnologia sintética, robótica, inteligência artificial, reprodução artificial, agroquímica, etc…) se estendem a todos e a cada um dos pontos do planeta (seja terra, ar ou mar) e aos seus habitantes, criando um mundo cada vez mais autoritário e afastado do nosso ideal de liberdade.

Como anarquistas e inimigos e inimigas de toda a autoridade e nocividade,vimos por isto a necessidade de organizar este Encontro. A seguir apresentamos-vos o cartaz e a programação. Sem mais, esperamos ver-vxs.

Toda a informação em
contratodanocividad.noblogs.org
No cartaz pode ler-se:

I ENCONTRO ANARQUISTA CONTRA O SISTEMA TECNO-INDUSTRIAL E SEU MUNDO
wwwcontratodanocividad.noblogs.org

Sexta-feira 26, 19:00: Uma luta contra a nocividade. Exploração mineira a céu aberto. A cargo da Associação Cambalache.

Sábado 27, 12:00: Conversa-Passeio ” A nocividade na sociedade industrial capitalista” a cargo de Negre i Verd

Sábado 27, 17:00: A nova transgenia. A edição de genes, uma ferramenta de dominação cujo objetivo é o controlo da vida. Por Moai.

Sábado 27, 19:00: A criação de uma sociedade artificial e tecno-totalitária, através da convergência das diversas ciências. A cargo de Constantino Ragusa.

Domingo 28, 12:00: Solidariedade e Cumplicidade. à volta da tentativa de ataque à IBM. A cargo de Constantino Ragusa.

Domingo 28, 17:00: Internet e Novas Tecnologias. Ferramentas de Domínio. A cargo de Cul de Sac.

Domingo 28, 19:00: Debate: Estratégia e situação dxs anarquistas perante o sistema tecno-industrial. Pontos do debate na web.

Comida 100% vegetariana – Espaço para distribuidoras – Cartas a presxs – Exposição fotográfica

CONTRA TODA A DOMINAÇÃO, PELA LIBERTAÇÃO TOTAL
O encontro terá lugar nos dias 26, 27 e 28 de Maio no C.S.O. La Gatonera (Madrid)

C.S.O La Gatonera, c/ Valentin Laguno nº 32, Metro Oporto
encuentromadrid2017@riseup.net

Espanha: Ataque incendiário contra carro de segurança privada em Madrid

Na madrugada da passada 2ª feira, 27 de Março, um carro da Securitas Direct  morreu entre chamas, na zona da Cidade Universitária, em Madrid. Cinco litros de gasolina foram mais que suficientes para acabar com a sua vida. Após isto, só esperamos que o nosso calor chegue às companheiras sequestradas nas prisões do Estado Alemão – enchendo-as de força – e que muitos outros carros das forças repressivas, públicas ou privadas, tenham este mesmo destino.

Desprezamos tanto esta realidade como todas aquelas estruturas e pessoas que a protegem e queremos que isto só  seja um pequeno aquecimento e um aviso, um entre tantos outros que já sucederam e sucederão, para a Cimeira do G20 que se celebrará em Hamburgo, neste verão.

Morte ao estado e viva a anarquia.

Célula incendiária pelo colapso

em grego

Barcelona: Seja qual for a sentença, estaremos nas ruas (caso Aachen)

Seja pela rejeição de todas as opressões que nos tentam esmagar ou por acreditar muito nos maravilhosos mundos que temos no coração – chocando continuamente com a asfixiante realidade em que vivemos – decidimos lutar contra o Estado e toda a forma de poder.

E sabemos bem que a nossa luta continua sem descanso – e o inimigo também – mesmo que limitada às vezes.

Por isso nos aprisionam – nos tentam calar com a intenção de reduzir a nossa vontade – sendo natural que isso impulsione a rebeldia.

Por isso continuamos de cabeça erguida – condenação após condenação, operação repressiva após operação repressiva – retomando todas as forças possíveis e voltando a atacar, enchendo as ruas do nosso ódio por minutos eternos de liberdade vividos juntxs.

Com a firme convição das nossas ideias e das nossas práticas – das nossas vivências e da nossa solidariedade – seguiremos conspirando, procurando e encontrando maneiras de enfrentarmos o Estado e os seus múltiplos cúmplices.

SEJA QUAL FOR A SENTENÇA, ESTAREMOS NAS RUAS
No cartaz, em catalão, pode ler-se:

Se não liberdade para xs nossxs companheirxs que não haja tranquilidade para os nossos inimigos
Solidariedade rebelde com xs anarquistas aprisionadxs na Alemanha pelo caso de Aachen
MANIFESTAÇÃO no mesmo dia que sair a sentença, às 20 h, em Barcelona.
ESTEJAM ATENTXS À CONVOCATÓRIA
solidaritat.noblogs.org
em catalão e castelhano em  solidaritatrebel

Espanha: Faixa solidária com as companheiras presas na Alemanha


Anarkia elkartasuna

Em solidariedade com as companheiras que estão a ser submetidas a julgamento na Alemanha  e respondendo à chamada internacional em solidariedade com elas, colocamos duas faixas na estrada nacional n.1 entre Irun e Madrid, à altura de Altsasu (Nafarroa). Nas faixas pode ler-se: Às companheiras anarquistas em julgamento na Alemanha, Solidariedade e cumplicidade. Companheiras presas na Alemanha; Elkartasuna (solidariedade). Ekintza (ação).

Queremos recordar também o companheiro recentemente assassinado pelas Instituições Penitenciárias do estado, Jose Angel Serrano Benitez, pelo total  desinteresse e desleixo sanitário no seu confronto. Não esquecemos nem perdoamos.

Solidarizamos-nos, também, com xs companheirxs presxs que estão a lutar nos diversos  cárceres do estado, tanto com jejuns a cada mês, como com outros meios ao seu alcance, para não serem engulidxs na trituradora carcerária e fazerem frente aos abusos de poder dos carcereiros e da Instituição. Não estão sózinhxs.

Presoak kalera !!

Hator hator anarkistak, hator kalera !!

em espanhol

Barcelona: Programa “Rádio Rebelião Animal” – 21 de Março de 2017


Conteúdo de “Rebelión Animal Radio”:

Entrevista a Aida (ativista, escritora, de Mallorca); Recordando Javier Recabarren; Nahuel sai da prisão, sobre a La Solidaria (Uruguai) e o seu desalojo; acerca da criação da plataforma especista; concentração em Camprodon, 26 de Março (caso Santuário Gaia); “carne” de frango de laboratório.

Música: Accidente, Bad Religion.

Para se escutar o áudio clica aqui, para visitar o blogue aqui.

Espanha: Ações diretas em Madrid

Na passada noite de 16 de Março estávamos novamente cheios de raiva. Estamos cansadxs de palavras, de comodidade, de ler e falar, de ver como a repressão golpeia os nossos corpos e mentes.

Assim, nessa noite, decidimos agruparmos-nos entre afins e que essa raiva se unisse com a alegria de nos podermos encontrar e deixar fluir de forma espontânea esse momento. Para, de alguma forma, atacarmos e sabotarmos os símbolos que se encontravam a jeito.

Atacámos uma dezena de caixas automáticas de diferentes entidades bancárias, bloqueamos as fechaduras de estabelecimentos de beleza, companhias de telefone, talhos, lojas de animais e lugares de apostas desportivas – onde se utilizam alguns animais para entretimento humano, imobiliárias e a sede de um partido político. Também um Mercadona, supermercado que colabora com os nazis do Hogar Social, deixando que ponham os seus postos de recolhida de alimentos. Tudo isto acompanhado de pintadas que explicaram os porquês.

Parece-nos importante escrever estas palavras porque sabemos que o sistema tenta tapar aquilo que na noite se assinala e se suja. Também nos apetecia compartilhar essa divertida noite para que forneça um pouco de força e de motivação. Para que não seja só uma noite mas muitas, as noites que sintamos como nossas. Enquanto fazíamos isso, nas nossas cabeças e pensamentos estavam as companheiras de Aachen – aproveitando estas linhas, mandamos-lhes calor e força.

Contra o Estado, não esquecemos o hetero-patriarcado e todas as formas de autoridade.

As ruas e a noite também são nossas.
Viva a anarquia!

espanhol, grego