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Vale de Susa, Itália: Terrorismo de estado não trava NO TAV

A França e a Itália firmaram, em 2001, um acordo para a construção de uma linha de trem de alta velocidade (TAV) entre Lyon, na França, e Turim, no norte da Itália- considerada estratégica para a rede européia- que vai diminuir a duração da viagem, de sete horas, como é hoje, para quatro. O custo do projeto está estimado em 15 bilhões de euros, sendo uma parte financiada pela União Européia.

Porém, os habitantes do Val de Susa (norte da Itália), que receiam a destruição do meio ambiente, contestam fortemente o projeto. Muitos manifestantes e opositores à linha de alta velocidade alegam razões ambientais e de saúde para se oporem à realização deste projeto.

Há vinte anos que a luta no Vale do Susa tem sido um exemplo e uma inspiração, ao impedir a construção da linha de comboioTGV, um projecto megalómano que promove a destruição do vale em beneficio de grandes empresas ligadas à máfia italiana.

A 27 de Fevereiro de 2012, em Val de Susa, iniciaram-se os trabalhos de despejo e demolição da Baita Clarea (uma das barricadas/acampamentos anti-TAV/TGV que se encontram no caminho das obras), juntamente com o transporte de material para o local. A expulsão acontece dois dias depois de uma manifestação que juntou setenta mil pessoas no Vale do Susa. Um dia que acabou com a polícia a espancar os manifestantes que, na estação de comboios de Turim, procuravam regressar a casa.

Um companheiro, Luca Abbà, resistente NO TAV, por volta das 8h30, subiu a um poste de electricidade para tentar atrasar a operação industrial-militar. Um bófia tentou fazê-lo descer, manobra absolutamente assassina, sem rede ou qualquer outro instrumento de protecção. Luca recusou-se a descer e subiu um pouco mais, pressionado pelo polícia, apanhando uma violenta descarga eléctrica que o projectou varios metros. A responsabilidade das forças da ordem é inquestionável.

Luca foi transportado de helicóptero para o hospital de Turim, após quase uma hora do “acidente” provocado pela polícia, e os trabalhos de despejo e demolição continuaram. Encontra-se neste momento em coma induzido, após ter sofrido varias fracturas e queimaduras em todo seu corpo. A pesar da grave situação, os médicos dizem que não está em perigo de vida.

Por detrás do polícia que subiu ao poste está toda uma instituição que defende a todo o custo o existente; a prevalência da morte sobre a vida, do lucro sobre a solidariedade, da lei sobre o indivíduo. O polícia que subiu foi o filho da puta do momento, nem mais nem menos do que os que ficaram em baixo a afastar os companheiros do Luca ou a expulsar os resistentes para naquele lugar colocarem as máquinas.

A resposta da população não se fez esperar: centenas de pessoas estão desde 27 de Fevereiro,de manhã, a bloquear a auto-estrada e estradas nacionais que atravessam o Vale do Susa, e grandes manifestações de solidariedade tiveram entretanto lugar por muitas cidades de Itália.

O objectivo é manter as ocupações, re-ocupar a “Baita Clarea” e pôr um fim aos trabalhos de construção.

Colaboração de compas
fontes: informa-azione.info / radioblackout.org

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