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Santiago, Chile: Crónica da homenagem ao companheiro Javier Recabarren, no 2º aniversário da sua morte

Fotografia de um panfleto distribuído na homenagem ao companheiro Javier Recabarren (18/3)

Na concretização de uma convocatória para uma homenagem ao companheiro Javier Recabarren, a mesma foi realizada a 18 de Março, no 2º aniversário da morte, no mesmo local onde uma máquina deste sistema acabou com a sua vida.

Pouco a pouco começaram-se a chegar ao local alguns/mas compas. A conversa dispersa-se até que, já ao entardecer, nos concentramos. Nascem algumas palavras, recordando o motivo pelo qual estávamos ali, levando à rua a memória daquele que muitxs chamavam “o chavalo menino” – esse pequeno revoltoso cujas ânsias de liberdade traçaram o seu percurso – assim como a nossa luta, que com ele compartilhamos e na qual nos encontramos, coincidimos e nos retro-alimentamos com ele.

Algumas palavras da sua mãe fazem-nos recordar a importância da memória, de cada palavra, da força e energia que se transmite em cada gesto em memória de Javier.

Alguém lê as palavras que Marcelo Villarroel Sepúlveda (compa preso pelo Caso Security) escreveu, um ano depois da morte de Javier, emocionando alguns e algumas, depois prolongam-se as palavras, entre as quais se compartilham alguns momentos, recordações e reflexões – a propósito de algumas circunstâncias através das quais cruzamos caminho com o compa – e onde foram compartilhadas ideias que no atual contexto tomam vida, ideias sobre a solidariedade e internacionalismo que não podemos ignorar.

No final foi lido um relato, uma breve história que algum compa quis compartilhar- em que Javier escapa à patrulha da bófia, recordação que provoca sorrisos, pois muitxs ainda terão presentes a sua recordação nas lutas nas ruas, na forma insolente que nos transmite um pouco mais de vida neste mundo de escravxs.

A jornada realizou-se entre risadas, palavras emocionadas, reflexões, gritos e propaganda anti-autoritária, fazendo com que a memória de Javier tome as ruas –   pois esse lugar não voltará a ser um trajeto mais da normalidade do trânsito, antes sendo uma necessidade perante o esquecimento da sociedade e a homogeinização que este companheirito sempre combateu.

“Porque quando a liberdade, o amor e a anarquia acompanham cada batimento dos corações, a anarquia não morre na boca, prevale nas mãos ativas”.
– Mauricio Morales, Punky Maury.

Javier Recabarren: Presente!
Juventude Combatente: Insurreição Permanente!

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