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Santiago, Chile: 1º Comunicado público da “Rede Anti-Prisional Solidária com Juan e Marcelo”

A “R.A.S” foi apresentada no decorrer da atividade “Rap Solidário” a 14/07/2018.

O que é a prisão?

Prisão é uma estrutura material através da qual se pretendem inibir os atos de qualquer pessoa que transgrida as condutas impostas pelo Estado. Assim, o castigo, a imposição e disciplina socialmente aceite constituem o regime em que xs cativxs têm que viver, procurando-se dessa forma anular as suas ações, ideias e convições. Estes atos podem constituir delitos e, tal como os que desafiam a ordem, serem de ordem política revolucionária é com estes que de novo tomamos posição – seja apoiando ou solidarizando-nos com aquelxs companheirxs que hoje se encontram presxs por terem levado para a frente ações subversivas em prole de uma ideia política de libertação. A entrega destxs companheirxs faz com que queiramos apoiá-lxs de forma real, concretamente porque são nossxs afins.

Nós, companheirxs autónomxs e anarquistas temos vindo a realizar iniciativas e projetos libertários, há já há algum tempo – partindo de diferentes espaços e contextos – procurando com isso gerar um corte com a ordem, as normas e tudo o que pretenda impor o Capital e o Estado. É sob este prisma que diversas pessoas convergiram, presentemente, para de forma coletiva levantarem a “Rede Anti-prisional Solidária com Juan e Marcelo”.

Quem são Juan e Marcelo?

Juan Aliste Vega e Marcelo Villarroel Sepúlveda são prisioneiros subversivos, bautónomos e libertários que atualmente se encontram na prisão de alta segurança de Santiago, Chile, a partir de Julho de 2010 (Juan) e desde Dezembro de 2009 (Marcelo).

É desde muito jovens que estes companheiros têm participado em casos de luta revolucionária – primeiro em plena ditadura militar e posteriormente a ela também – desenvolvendo práticas ofensivas contra o Capital e o Estado. Ataques que foram tanto a estruturas materiais como a sujeitos que formavam parte do aparelho estatal. A época exigia posicionamentos e determinação, assim o entenderam eles, procurando alcançar isso através do ingresso no Mapu-Lautaro, um dos diversos grupos político-militares que existiram nesse período.

O seu desafio à ordem estabelecida levou-os a serem presos em 1991 e 1992, respectivamente. A prisão foi uma circunstância – nem desejada nem procurada pela opção de vida que escolheram – tal como disse um deles numa antiga entrevista; durante mais de uma década tiveram de viver a enfrentar o confinamento, a repressão do carcereiro e as lógicas próprias daquela instituição lúgubre.

De novo em liberdade e, em anos seguintes, uma nova situação causa impacto na opinião pública, polícia, política estatal e Estado. 18 de Outubro de 2007. Um assalto bancário, em pleno centro da capital de Santiago, a entidade é um Banco Security. Os assaltantes conseguem o dinheiro, fogem em diferentes direções, dois deles dão de caras com dois motoristas da polícia, há troca de disparos e um é abatido, é o policía Luís Moyano. O ter defendido os interesses do Capital lhe custou um grande preço, a morte.

Assim se desenrolaram os factos e a caçada iria ser desencadeada: Juan, Marcelo, Carlos Gutiérrez Quiduleo* e Freddy Fuentevilla Saa** são expostos na televisão e sinalizados como os assaltantes e assassinos do polícia. Os companheiros decidem passar à clandestinidade, quebrando um deles um benefício intra-penitenciário ao qual tinha acedido em 2003***.

A 15 de Março de 2008, Marcelo e Freddy são detidos em San Martin de los Andes, território argentino. Acusados de posse ilegal de armas de guerra, foram condenados depois a 3 anos e 6 meses. Ao atingirem metade da sentença, em 16 de Dezembro de 2009, são expulsos para o Chile e levados para a prisão de alta segurança. Juan, por seu lado, é detido a 10 de Julho de 2010 no terminal de autocarros de Retiro, Buenos Aires, território argentino. E ele é imediatamente expulso para o nosso país e levado também para a prisão de alta segurança.

Em Santiago do Chile – após 4 anos de longa prisão preventiva em Julho de 2014 – realizou-se o julgamento que os condenou, respetivamente, a 42 anos (Juan), 14 anos (Marcelo), 15 anos (Freddy) de prisão. No decorrer do processo chamado “Caso Security” e /ou “Caso Moyano”.

Entretanto mais de uma década se passou desde aqueles acontecimentos no centro da capital de Santiago – tal como o que tudo o que tiveram eles de afrontar depois, assim como o assédio às suas famílias e círculos próximos. A clandestinidade, os espancamentos, as detenções, as difamações, a exposição à opinião pública, a prisão, as transferências para diversas unidades, as condenações. Todo um processo acompanhado também pela mão solidária de companheirxs anónimxs, grupos, coletivos, organizações políticas, através de apoio material e simbólico – onde se desenrolaram diversas atividades, apontamentos de imprensa, fóruns, palestras, espetáculos musicais, concentrações, agitação nas ruas por meio de propaganda, cartazes, publicações, difusão on-line  e, de maneira ilegal, uma ampla multiformidade de ações subversivas no Chile e diversos outros lugares do mundo.

O que é que iremos desenvolver, enquanto “Rede Solidária”?

Apoio e solidariedade (numa de suas múltiplas formas) é o que desejamos desenvolver e projectar – entendido de forma prática, que serão públicos e sistemáticos – o essencial para nós será agitar e difundir a situação dos companheiros mencionados, através de cartazes, propaganda e atividades, gestos concretos que visam “construir uma ponte” a partir da prisão, entre eles e aqueles que se encontram “fora dos muros”.

Este tipo de instâncias abertas – ocupando as ruas, espaços diversos, meios electrónicos, associando -nos com outros grupos e individualidades, etc – são importantes, pois permitem dar a conhecer a situação dos companheiros, as suas ideias e práticas políticas, que existem e resistem apesar de muitas adversidades. Outro fator importante é que permite que mais pessoas indaguem e se interessem por estas perspetivas anti-prisionais – uma luta mais entre tantas outras contra o Capital e o Estado. Pretendemos agitar e difundir para criar e juntar, para potenciar a teoria e a prática, porque quando existe na consciência uma ideia radical claramente algo tem de ser feito.

PERANTE A INDIFERENÇA MASSIVA: RESISTÊNCIA ANTI-PRISIONAL ATIVA!
LIBERDADE PARA JUAN, MARCELO E TODXS XS PRESXS DA GUERRA SOCIAL!
ENQUANTO EXISTA MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!

Rede Anti-Prisional Solidária com Juan e Marcelo.
rsanticarcelaria@riseup.net
Julho de 2018
Santiago de Chile

Notas:
* Carlos Gutiérrez Quiduleo, Weychafe [Lutador em idioma Mapuche] Libertário. A história subversiva do companheiro remonta aos anos 80, quando fazia parte da guerrilha urbana do Movimento Juvenil Lautaro (MJL). Foi detido em Janeiro de 1995, acusado de Associação Terrorista Ilícita, sendo libertado sob fiança em Outubro de 1998.  A seguir foi preso em meados de 2003, acusado de assaltar um Banco Santander em Ñuñoa, Santiago. Foi libertado sob fiança em meados de 2005 sendo sentenciado à prisão em 2006, para essa causa, em 5 anos e 1 dia. Mais tarde é acusado de participar no assalto ao Banco Security em Santiago Centro. Foi preso em 28 de Novembro de 2013 em Angol, na região de La Araucanía pela equipa do PDI, após 6 anos de clandestinidade, sendo rapidamente transferido para a seção de segurança máxima dentro da prisão de alta segurança em Santiago. Conseguiu sair da prisão em 10/09/2015.

** Freddy Fuentevilla Saa (Subversivo Autónomo). A história subversiva do companheiro remonta aos anos 90, quando fazia parte da guerrilha urbana do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR).
Depois de ser sinalizado como participante no assalto ao Banco Security no centro de Santiago, passa à clandestinidade, é preso em território argentino, depois expulso para o Chile e condenado (fatos descritos no texto).  Conseguiu sair da prisão em 18/06/2018.

*** Marcelo Villarroel Sepúlveda (Libertário Subversivo). É o companheiro que quebra o benefício intra-penitenciário  ao qual acedeu em 28 de Dezembro de 2003. A sentença que caiu sobre ele é até 26 de Fevereiro de 2056.
Fazendo um breve resumo das sentenças podemos discriminá-las da seguinte forma: Associação Terrorista Ilícita, 10 anos e 1 dia pela sua participação na guerrilha urbana Mapu-Lautaro. Danos a veículos fiscais com ferimentos graves aos carabineiros, 3 anos e 541 dias, por ataques armados a viaturas policiais nas comunas de Cerro Navia e Conchalí. Co-autor de homicídio qualificado terrorista, 15 anos e 1 dia, para o confronto armado com a escolta do intendente Luis Pareto, onde morreram 3 detetives na comuna de Las Condes. Roubo com intimidação (lei 18.314), 10 anos e 1 dia, para expropriação de um banco do Estado e a um camião de frangos, que foram distribuídos numa cidade na comuna de Renca. Por último, um ataque explosivo contra a casa do embaixador espanhol, 8 anos e 1 dia, durante a comemoração dos 500 anos do massacre dos povos ancestrais neste território. Todas estas ações foram concretizadas em Santiago do Chile.

em espanhol

[São Paulo, Bra$il] Roda de conversa em solidariedade com Marcelo Villarroel Sepúlveda

recebido a 18.07.18

Na próxima segunda-feira, 23 de julho, acontecerá um encontro em solidariedade ao preso libertário Marcelo Villarroel Sepúlveda, que se encontra encarcerado no presídio de segurança máxima de Santiago, território controlado pelo estado chileno, juntamente a Juan Aliste Vega.

Durante o encontro haverá leitura e escrita de cartas, atualizações sobre o “caso security” que se prolonga desde 2007 e uma conversa informal.

O encontro acontecerá no “espaço tia Estela”, situado na okupa do viaduto no Brás, em São Paulo.

Para enviar qualquer mensagem, sugestões ou contribuições escreva para: atentadoautonomo@espiv.net

“Enquanto houver miséria haverá rebelião”

Prisões chilenas: Carta do companheiro Marcelo Villarroel Sepúlveda respeitante ao caso de Santiago Maldonado

LUTA CONSTANTE CONTRA TODAS AS JAULAS, A AMNÉSIA E A PASSIVIDADE COBARDE!!!

Estas palavras nascem e tornam-se necessárias quando é preciso abraçar todxs aquelxs que se entregam desmedidamente ao buscado encontro da Libertação Total.

Pela ampliação da Revolta, pela ineludível confrontação com o poder, pela disseminação das práticas autónomas de negação da dominação e tudo o que a torna possível.

Enquanto escrevo, o Ódio e a Raiva guiam-me… Enquanto cada um segue a sua vida há um queridx compa que nos falta…

SANTIAGO MALDONADO, o Lechu, o Brujo, desapareceu.
E não posso guardar silêncio nem evitar a sua física ausência.

Desde a altura em que experienciamos a prisão na região dominada pelo Estado da Argentina que os nossos passos se cruzaram. Nós encarceradxs na província de Newken e Santiago agitando na cidade de La Plata, junto a um universo de ativxs companheirxs, solidárixs e cúmplices.

Mais de nove anos depois do momento em que os nossos passos se cruzaram no contínuo caminho da irmandade, caminho esse que nos situa no mesmo lado da trincheira.

Porque tem de ser dito claramente: Estamos em Guerra contra a opressão e a miséria!!!
Contra todas as polícias, Estados, pátrias e xs cobardes que acomodam os seus discursos e vidas para torná-las inofensivas e integradas.

Não há que esquecer nunca que aquelxs de nós que decidiram passar à ofensiva também assumiram o risco permanente. Não somos vítimas passivas das circunstâncias nem merxs espectadorxs.

Tal como aconteceu com Santiago que em completa coerência com o seu sentir anárquico foi feito desaparecer a 1 de Agosto pela Gendarmeria (força intermédia entre a Polícia e o exército) enquanto se solidarizava ativamente com a luta Mapuche em Cushamen, província de Chubut, ao sul da Argentina e próxima da fronteira com o Chile.

Já passou um mês e o Lechuga não aparece. E ainda que Santiago esteja entre todxs xs de nós que não esquecemos nem abandonamos a luta diária a sua presença física faz-nos falta.

Trazê-lo-emos de volta devolvendo golpe por golpe, multiplicando os seus gestos e actos em todo o planeta, contra xs miseráveis responsáveis de que hoje não o possamos abraçar.

Aqui da prisão, hoje a minha chamada é para se aprofundar o ataque contra a amnésia e o medo. Porque quem diz crer na Anarquia deve entrar em ação em concordância com a dita convicção.

Centenas de prisioneirxs revolucionárixs em todo o mundo, unidxs por convicções similares, somos a expressão viva de uma luta sem pátrias nem fronteiras que busca a destruição total de todas as cadeias, jaulas e cárceres nas quais vivem grande parte da população do planeta.

São tempos de combate, não podemos ocultar o evidente.

O fogo rebelde e ancestral vai incinerando as máquinas do capital depredador, o sangue insurreto dxs nossxs caídxs acompanha os nossos rituais de guerra, as nossas silenciosas conspirações buscam a única justiça possível: A Vingança faz-se urgente e necessária.

POR SANTIAGO E TODXS XS NOSSXS CAÍDXS: NEM UM MINUTO DE SILÊNCIO E TODA UMA VIDA DE COMBATE!!!

SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE INTERNACIONAL PELA DEMOLIÇÂO DE TODAS AS PRISÔES!!!

ATÉ À DESTRUIÇÃO DO ÙLTIMO BASTIÃO DA SOCIEDADE CARCERÁRIA!!!

ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda
Prisioneiro Libertário
Prisão de Alta Segurança
Stgo. Chile
30 Agosto 2017.

em espanhol l inglês

Chile: Compilado de textos do companheiro preso Marcelo Villarroel Sepúlveda


•   Palavras iniciais

“Não sou cidadão, não creio na democracia, não acredito no Estado, não creio em nenhuma das regulações impostas para se poder viver livres”.
– Palavras do compa, no final do julgamento pelo “caso security”. Junho de 2014.

Esta nova edição, tem o objectivo de multiplicar algumas palavras de resistência  – emitidas a partir da prisão de alta segurança neste território – do libertário Marcelo Villarroel Sepúlveda.

O compa Marcelo é um preso subversivo – atualmente a cumprir uma condenação de catorze anos pela expropriação de dois bancos, numa das quais foi abatido um polícia. Este caso mediático foi nomeado “caso security”. Além disso, cumpre uma condenação anterior, à volta de quarenta anos, por várias ações guerrilheiras – quando no passado combateu a ditadura militar e posterior transição à democracia, formando parte do então grupo armado Mapu-Láutaro.

Sem dúvida que a história de guerra do companheiro é digna de ser resgatada – já que aqui se manifesta uma clara experiência na base de valores, ideias e práticas contra esta sociedade indolente e a autoridade em todas as suas expressões, o poder político, o capitalismo, o Estado no seu conjunto. Sendo o amor, a solidariedade, o apoio mútuo e a ação direta, entre outros, os cimentos primordiais de uma práxis subversiva autónoma e libertária que resiste e continua, contra ventos e marés.

Para finalizar, desafiamos todas as mentes conscientes a tomar uma posição protagonista na solidariedade com xs companheirxs na prisão. Retro-alimentamos-nos entre afins, difundamos os seus textos, conheçamos as suas experiências de vida, recordações de combate, acertos e erros – já que estes são uma contribuição mais no conflito e luta contra tudo o que cheire a capital, poder e autoridade.

Ps: Esta 1ª publicação é a continuidade do antigo projecto editorial do Colectivo Luta Revolucionária (finalizado em Dezembro de 2016); hoje voltamos a sacar novos exemplares através da Feira Anarquista Lambros Foundas.

Xs editores.
Maio, Santiago 2017.

•   Breve cronologia

14 de Abril de 1973: Nasce o compa, em Santiago do Chile.

Novembro de 1987: É detido aos 14 anos, a seguir a uma propaganda armada do Mapu-Láutaro num liceu. Foi libertado 1 semana depois e esteve com liberdade vigiada até Outubro de 1989, momento em que voltou à prisão, por ações subversivas. Esteve 9 meses recolhido, sendo nessa altura o preso com menor idade do continente, segundo informações do Comité Internacional da Cruz Vermelha.

13 de Outubro de 1992: É detido quando tinha 19 anos, num operativo da inteligência policial realizado em Lo Prado – o compa opôs-se via confronto armado junto a dois compas mais, um deles faleceu algum tempo depois. Marcelo recebeu 3 balas e foi transferido, ferido, à Brigada de Homicídios de Investigações, onde foi torturado com electricidade e sofrendo vários golpes durante 15 dias.

Dezembro de 2003: O compa acede a benefícios intra-penitenciários, saindo da prisão. A condenação era até ao ano 2043 – acusado de ataque à embaixada de Espanha – por associação ilícita, expropriações, repartições de alimento em povoados, confronto armado com a escolta do intendente Luis Pareto e ataques armados a furgões policiais, em Cerro Navia e Conchalí.

18 de Outubro de 2007: É expropriado o Banco Security em Santiago Centro, durante a retirada os assaltantes abatem o polícia Luís Moyano. Depois destes factos, a imprensa e a polícia apontam-no como um dos assaltantes; o compa decide passar à clandestinidade. Desta maneira quebra o benefício intra-penitenciário.

15 de Março de 2008: O compa é detido, em San Martín de Los Andes, Argentina. Sendo acusado de porte de armas de guerra foi condenado a 3 anos e 6 meses de prisão. Quando já tinha cumprido metade da pena, é expulso a 16 de Dezembro de 2009  e é levado para a Prisão de Alta Segurança, em Santiago do Chile.

Julho de 2014: Após 4 anos de prisão preventiva, em diversos sectores da Prisão de Alta Segurança, após um longo julgamento, Marcelo é por fim condenado a 14 anos de prisão, pela expropriação de 2 bancos e para além disso deverá cumprir a condenação anterior, até ao ano 2043, pelas diversas acções, descritas anteriormente.

Clica aqui para leres/descarregares a publicação.

[Prisões Chilenas] Comunicado do prisioneiro subversivo Marcelo Villarroel na comemoração dos 10 anos de existência da Sello Autónomo

SAÚDANDO OS 10 ANOS DA SELLO AUTONÓMO E A SUA PERMANENTE E INKONDICIONAL SOLIDARIEDADE KOM XS PRESXS DA GUERRA SOCIAL

Parece que foi ontem que uma nova iniciativa irmã de difusão de ideias libertárias abraçada aos sons da músika komeçou a kaminhar kom a insistência e vontade de expressar muitíssimo mais ke um espetákulo merkantil para a vanglória pessoal de alguns e algumas.

Desde esse momento que as diversas iniciativas solidárias, a distribuição kontínua de kriações autónomas, as atividades de ruído antikapital e antikarcerárias komo kontribuição para a konstrução de kultura para a guerra social, se mantiveram sem parar, há já quase uma dékada.

Numa realidade onde xs mercenárixs da músika se multiplikam e “xs artistas” também, krendo-se lendas, a kontribuição konstante da Sello Autónomo, através da prátika simples do esforço desinteressado, torna-se kúmplice e indiskutivelmente kompanheira.

São muitas as iniciativas que rekordo, nítidas na memória, no entanto o passeio realizado à Argentina em solidariedade kom a nossa situação, enquanto estávamos prisioneirxs em Newken em 2009, representa para mim o momento onde se kristaliza o kompromisso real da músika komo grito de guerra que alimenta a Resistência Subversiva aos dias hostis na prisão.

Saúdo kom todo o karinho fraterno estes 10 anos de existência e certamente kada gesto kúmplice, kada projecto que permitirá manter no ar o laço fraterno de kontinuar a apoiar a luta kontra tudo o que nos oprime e reprime.

Kontinuando a usar a música komo instrumento de difusão das ideias anti-autoritárias, saúde e longa vida â Sello Autonómo e a todxs xs que tornam possível a sua existência.

Até destruir o último bastião da sociedade karcerária!!!!
Enquanto existir miséria haverá rebelião!!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda

Prisioneiro Libertário
Prisão de Alta Segurança
1 de Abril, 2017
Santiago, Chile

em espanhol l alemão

Santiago, Chile: Reivindicação de sabotagem à linha férrea em Talagante

Sabotagem às máquinas. A defender a Terra.

Reivindicamos mais uma ação de sabotagem à linha ferroviária, na comuna de Talagante – no domingo, 19 de Março do presente ano – entorpecendo o normal funcionamento da maquinaria estatal; utilizamos pneus a arder no momento exacto em que o trem de carga se aproximava, sendo os nossos sentidos testemunha das luzes e buzinas que alertavam para a eminente passagem pelo fogo insurreto que levantámos.

Não é a primeira vez que realizamos esta ação, temos obstruído estas máquinas com rochas, pneus a arder, gás butano, troncos, escombros e mais pneus a arder… Nada nos deterá! Continuaremos  com este tipo de ações em mais comunas da nojenta cidade; Porquê? Porque somos anarquistas! Inimigxs do Capital e do Estado, dos seus miseráveis guardiões, de toda a asquerosa máquina dxs poderosxs.

Através destas chamas enviamos as nossas saudações aos/às companheirxs da Okupa Themistokleous 58, estamos junto a vós em cada passo que dêem, do Chile à Grécia, toda a nossa cumplicidade.

Também fazemos nossa a chamada à memória insurreta de Javier Recabarren – 2 anos depois da sua morte, atropelado por um mini-autocarro – o jovem ácrata e antiespecista vive em cada expressão de luta nas ruas.

Finalizamos deixando claro que esta ação é, também ela, uma mostra de solidariedade com os companheirxs subversivos, autónomos e libertários Marcelo Villarroel, Juan Aliste e Freddy Fuentevilla. E são forças para xs companheirxs Nataly Casanova, Juan Flores e Enrique Guzmán – antes da fase de inquirição no julgamento em que são acusadxs de várias detonações a símbolos do poder.

TUDO CONTINUA
SABOTAGEM ÀS MÁQUINAS
NA DEFESA DA TERRA

Frente de Libertação da Terra

em espanhol

Santiago, Chile: Crónica da homenagem ao companheiro Javier Recabarren, no 2º aniversário da sua morte

Fotografia de um panfleto distribuído na homenagem ao companheiro Javier Recabarren (18/3)

Na concretização de uma convocatória para uma homenagem ao companheiro Javier Recabarren, a mesma foi realizada a 18 de Março, no 2º aniversário da morte, no mesmo local onde uma máquina deste sistema acabou com a sua vida.

Pouco a pouco começaram-se a chegar ao local alguns/mas compas. A conversa dispersa-se até que, já ao entardecer, nos concentramos. Nascem algumas palavras, recordando o motivo pelo qual estávamos ali, levando à rua a memória daquele que muitxs chamavam “o chavalo menino” – esse pequeno revoltoso cujas ânsias de liberdade traçaram o seu percurso – assim como a nossa luta, que com ele compartilhamos e na qual nos encontramos, coincidimos e nos retro-alimentamos com ele.

Algumas palavras da sua mãe fazem-nos recordar a importância da memória, de cada palavra, da força e energia que se transmite em cada gesto em memória de Javier.

Alguém lê as palavras que Marcelo Villarroel Sepúlveda (compa preso pelo Caso Security) escreveu, um ano depois da morte de Javier, emocionando alguns e algumas, depois prolongam-se as palavras, entre as quais se compartilham alguns momentos, recordações e reflexões – a propósito de algumas circunstâncias através das quais cruzamos caminho com o compa – e onde foram compartilhadas ideias que no atual contexto tomam vida, ideias sobre a solidariedade e internacionalismo que não podemos ignorar.

No final foi lido um relato, uma breve história que algum compa quis compartilhar- em que Javier escapa à patrulha da bófia, recordação que provoca sorrisos, pois muitxs ainda terão presentes a sua recordação nas lutas nas ruas, na forma insolente que nos transmite um pouco mais de vida neste mundo de escravxs.

A jornada realizou-se entre risadas, palavras emocionadas, reflexões, gritos e propaganda anti-autoritária, fazendo com que a memória de Javier tome as ruas –   pois esse lugar não voltará a ser um trajeto mais da normalidade do trânsito, antes sendo uma necessidade perante o esquecimento da sociedade e a homogeinização que este companheirito sempre combateu.

“Porque quando a liberdade, o amor e a anarquia acompanham cada batimento dos corações, a anarquia não morre na boca, prevale nas mãos ativas”.
– Mauricio Morales, Punky Maury.

Javier Recabarren: Presente!
Juventude Combatente: Insurreição Permanente!

[Prisões Chilenas] Palavras do companheiro Marcelo Villarroel Sepúlveda

No marco da jornada anárquika kontra a IIRSA, algumas palavras do compa preso Marcelo Villarroel

SAÚDANDO AS INICIATIVAS DE RESISTÊNCIA ATIVA FRENTE À DEVASTAÇÃO DA TERRA.
CHAMANDO À KONSCIÊNCIA E AÇÃO SUBVERSIVA KONTRA A EXPLORAÇÃO DO PLANETA PELA DOMINAÇÃO KAPITALISTA MUNDIAL

A terra chora, a vida klama, os burgueses gozam e nós, onde?

Talvez consigamos rekonhecer esta altura como uma das mais komplexas, altura onde as diferentes formas de vida enfrentam um momento krucial para a sua sobrevivência.

Os duros dados da sua ciência e da sua akademia isso indicam, assim komo o indica a palavra ancestral de povoados e komunidades ke se relacionaram de forma harmoniosa kom tudo o que nos rodeia.

Uma vez mais é a visão de progresso ocidental kapitalista que se adjudica a responsabilidade de destruir tudo por onde passa com a finalidade de encher as suas arcas e bolsos das suas vidas de ostentação, para aprofundar o kontrolo do komplexo militar industrial que (de)sangra e kontrola grande parte do planeta.

Assim foi kom os grandes impérios através dos séculos, massacraram tudo por onde passaram.

Subjugando, submetendo, explorando, eskravizando… impondo kredos, fronteiras, bandeiras e repartindo o mundo.

Hoje, nos territórios que habitamos, enfrentamos a Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul americana I.I.R.S.A. que sob o eufemismo de “forúm de diálogo […] que visa promover o desenvolvimento da infraestrutura sob uma visão regional, na mira da integração física dos países da América do Sul “ há mais de 10 anos, que tem vindo a modificar e impaktar directamente sob as nossas vidas, sem que consigamos dimensionar o que isso signifika.

Das selvas aos oceanos, kordilheiras, boskes, desertos e patagónia… gás, petróleo, minerais… todos os chamados “rekursos naturais” ao serviço das grandes multinacionais que deskansam nos 12 países fantoche que integram o dito projecto em kurso.

O domínio reorganiza-se e afina os seus mecanismos de controlo e expansão. O fluxo de mercadoria e ganância dos lucros a isso obrigam.

Assim mesmo, as Resistências multiplicam-se ainda que não kom a beligerância e contundência que gostaríamos, mas estão vivas e em koneção com o grito ancestral que nos guia em direcção à Libertação Total.

Na prisão mantemos sempre a mirada atenta nas dignas prátikas de Resistência Ofensiva kontra o kapital.

Saudamos kom toda a fraternidade insurrekta todxs xs irmãs e irmãos, kompanheirxs e afins de diferentes latitudes, xs que são capazes de dar passos de hostilidade manifesta a todas e cada uma das expressões do Estado-Kárcel-Kapital.

Abraçando a kada kompa dignx atrás das grades… Sem esquecer a recente golpaça a Sol, a brutalidade yanakona dos carcereiros na kolina 2… o julgamento de Juan, Nataly e Enrique… a condenação no “caso PDI” … a Joaquín… Sempre kon Fráncisko, Monika e kom todxs xs que não se acomodam nem se arrependem.

PELA MULTIPLIKAÇÃO DA AÇÃO AUTÓNOMA ANTIKAPITALISTA!!

PELA EXPANSÃO DA RESISTÊNCIA OFENSIVA KONTRA O PODER!!

SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE INTERNACIONAL PELA DEMOLIÇÃO DAS PRISÕES!!

ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda
Prisioneiro Libertário
Prisão de Alta Segurança
Santiago/Chile
12 de Fevereiro de 2017.

Kom Severino e Paulino sempre na memória.

Santiago: Reivindicação de dispositivo simulado em Villa Militar Oeste

No dispositivo foi escrito: “Sebastián Oversluij Presente”. Junto a um A, símbolo anarquista.

“A grande cidade apresenta, além disso, uma elevada concentração de objectivos de ataque (…) Alguns/mas combatentes, por poucxs que sejam, podem pôr em xeque, até, grandes contingentes de forças inimigas, através de acções apropriadas – a guerrilha deve deixar bem claro que os seus ataques se dirigem, por princípio, contra todas as instituições do inimigo de classe, todos os postos de administração e de polícia, o ponto nevrálgico dos centros diretivos, mas também os altos funcionários dessas instituições, juízes, directores, etc.; deixar muito claro que a guerra vai ser levada até aos bairros residenciais desses senhores (…) Utiliza a surpresa como arma e que seja ela que determine o tempo e lugar das operações.”

O moderno estado capitalista e a estratégia da luta armada / RAF.

As ideias e práticas antagónicas ao capital e ao estado têm sido a dor de cabeça da ordem burguesa – desde que se entranharam há séculos atrás, com toda a sua pujança, em território chileno – gerando diversas reacções, levadas a cabo pelos aparelhos armados do estado, fosse em ditadura ou democracia.

Durante os anos 60 salientou-se a VOP (Vanguarda Organizada do Povo), enquanto nos anos 70 esse lugar é ocupado por diversos grupos armados marxistas, a finalidade era sempre combater o poder estabelecido nessa época. Enquanto que a VOP o fazia nos tempos de Allende, o MIR (Movimento de Esquerda Revolucionária), FPMR (Frente Patriótica Manuel Rodríguez) e Mapu Lautauro (Movimento de Ação Popular Unitária) combatiam contra a ditadura militar de direita, fazendo-se parte da guerra contra a dominação, contra o Estado.

Durante a transição democrática estas organizações acabam por sentir o golpe ofensivo do Estado, desmembrando-se em seguida, ainda que parte dos seus/suas combatentes decida não desistir.

Durante os anos 90, e dada a reduzida expressão anti-capitalista, ressurgem novas correntes de autonomia e horizontalidade, fazendo-se estas notar na expressão política – principalmente em manifestações e violência nas ruas. Do anonimato à sabotagem com cargas explosivas a diversos alvos do capital e do Estado, aquelas começam a ressoar e, na década seguinte, esta forma de agir coloca a anarquia debaixo da mira atenta da polícia de investigação criminal.

A expressão viva desta nova etapa do anti-capitalismo começa a cimentar, a pulso em território chileno, a nova subversão, autónoma e libertária.

Nas mentes dos agentes do poder não cabe a possibilidade de que. no meio da democracia, existam indíviduxs dispostxs a fragilizar e interromper a paz social e a circulação capitalista. Os bombazos, a luta nas ruas, as extensas jornadas de protesto acompanhadas de fortes ataques à polícia, sabotagens, o fogo destruidor e a propaganda das ideias insurretas, de forma multiforme, começam a tomar parte da nova prática difusa e descentralizada, sem liderança nem dirigentes da expressão anti-capitalista – a práxis da luta anarquista insurreccional.

Com o passar do tempo o Estado começa a reestruturar-se, armando-se até aos dentes, fazendo a sua vigilância constante e sistemática, introduzindo o seu discurso na sociedade com o amparo da sua fiel amiga de sempre: a imprensa. Por isso mesmo as manipulações fazem da prisão o castigo efectivo, para xs que saem da norma imposta, o aniquilamento físico e mental debaixo de toneladas de betão e sim, é possível, o assassinato, sendo esta a forma máxima de castigo para xs subversivxs.

Sob estas tácticas do estado, a luta subversiva é catalogada como delinquência. Para todxs xs os que fazem dela a sua vida vida isto não tem relevância alguma, porque a reivindicação e o orgulho revolucionário contradirão sempre as suas “verdades”. No entanto, devemos entender que este qualificativo tem como objectivo a prevalência dos interesses dxs poderosxs. Aí radica a aposta do ataque insurreccional – golpear e atingir o poder – até que não possam controlar a sua asquerosa ordem.

Desta forma, e sob o prisma das ideias e acontecimentos expostos, voltámos a gerar uma corrente de acções, as que não pararam e que em seguida descreveremos. Hoje, tornámos parte do nosso projecto o seguinte: envio de balas ao pároco da Igreja dos Sacramentinos, em Março; os roubos em universidades, para fins políticos, em Julho; a colocação de um dispositivo incendiário num autocarro da transantiago (sem passageirxs) em Agosto. Todas estas acções reivindicadas pela Brigada da Morte, Bando Ilegalista Sebastián O. Seguel e o Núcleo de Ataque Herminia Concha, afins à FAI/FRI, que agora formam parte dos Núcleos Antagónicos da Nova Guerrilha Urbana.

No dia 2 de Dezembro, abandonámos um artefacto simulado no interior da Villa Militar Oeste, localizada na Av. Pajaritos, Estação Central, Santiago, Chile. (1)

O nosso dispositivo era composto por um extintor com cabos ligados a um telemóvel, o qual simulava um detonador à distância. Avisamos desde já, a não colocação de um engenho explosivo real foi por decisão política. Porque se bem que neste lugar vivam seres que merecem morrer, dia e noite passam trabalhadores que não são os nossos objectivos.

Dessa mesma perspectiva, utilizámos essa simulação no Mall Plaza Alameda e num autocarro da transantiago (com passageirxs) em Dezembro de 2015. Ao contrário do que se passou com o engenho explosivo que colocámos no Centro de Reinserção da Guarda- Prisional, em Fevereiro deste ano, composto por 1 kilo de ANFO, colocado estrategicamente junto a um reservatório de gás.

Agora, regressando à madrugada do 2 de Dezembro: esta acção de hostilidade, num local onde vivem os militares e polícias, está destinada a desmoralizar o inimigo histórico dxs revolucionárixs. Inimigo a combater com todas as nossas forças e armas. Daqui, da nossa posição, avisamos-vos poderosos: hoje foi uma simulação, mas temos todas as armas e explosivos de que precisamos e não hesitaremos em utilizá-los, no dia, hora e local que decidamos para vos atingir.

Desde já advertimos: militares nojentxs, caminhem com cuidado: María Riquelme (Bloco 4 dpto 12), Iván Pinto (Bloco 11 dpto 24), Luis Orellana (Bloco 11 dpto 1123), Oscar Moya (Bloco 11 dpto 1124), Sergio Martínez (bloco 11, dpto 1142). A vossa paz e tranquilidade terminou. Hoje, foram escolhidxs aleatoriamente, qualquer um ou uma podia estar ali, com cuidado mas estamos a xs observar.

Para finalizar, é imprescendível enviar uma saudação combativa e um sinal de cumplicidade aos/às companheirxs da Conspiração das Células de Fogo (na prisão e cá fora) na Grécia. Com esta acção desejamos contribuir mesmo que humildemente à iniciativa do Projecto Nemesis. Esperando que essa proposta ressoe em cada revolucionárix e se materialize em acções concretas, por todo o mundo.

Tão pouco esquecemos xs nossxs irmãos/irmãs na prisão. Marcelo Villaroel, Freddy Fuentevilla, Juan Aliste, quando passam já 9 anos da emissão da ordem de busca e captura contra eles. Não esquecemos como o já extinto torturador Alejandro Bernales dava a mensagem entre linhas, através da imprensa. “ Caminham com a morte”. Não esquecemos também o extenso processo jurídico que tiveram que enfrentar por uma acção iniciada pela justiça militar, que com o decorrer do tempo, foi transferida para a justiça civil a cargo do fiscal militar Roberto Reveco. Transferência onde não existiu grande mudança, predominando o desejo das condenações do poder. Ainda assim, os nossos irmãos mantiveram-se firmes e irredutíveis, dignos e indómitos. A vocês, a nossa solidariedade.

Também desejamos enviar uma saudação internacionalista às mulheres guerrilheiras autónomas que dão vida à Revolução, em Rojava, no Médio Oriente. Mulheres que levam à prática ideias antagónicas ao capital, estado e patriarcado, no meio de um conflito bélico contra sacanas, polícias e militares opostos à liberdade e à autonomia.

Por último recordamos o nosso irmão e companheiro Sebastián Oversluij Seguel, a 3 anos da sua morte, duramte uma tentativa de assalto bancário, a 11 de Dezembro de 2013, na comuna de Pudahuel, Santiago, Chile. Morto às mãos do vigilante William Vera, militar com um currículo extenso, assassino a soldo do capital, com experiência em conflitos bélicos no estrangeiro.

Por tudo isto e muito mais: Atacar o corpo Militar!
A hostilidade está plenamente justificada!
Guerra ao inimigo, no seu território!
Tudo continua… Voltaremos!

Coluna Insurreccional “Ira e Complot” – FAI/FRI
Núcleos Antagónicos da Nova Guerrilha Urbana

(1) “Bomba simulada, na proximidade do metro Pajaritos, mobilizou Carabineros”. Bio Bio Chile, 2 de Dezembro 2016.

em espanhol

[Itália] Exposição e discussão em Rovereto e Bérgamo com um/a companheiro/a sobre o Caso Security e a repressão nas prisões chilenas

cs

NÃO ESQUECER  NEM PERDOAR

Em solidariedade e apoio a todos os companheiros cativos do caso Security, desprezando o controle do poder sob a forma de inquisição democrática.

Ao lado dos corações que persistem sem rendição, após anos de convicções e muros de betão nunca vacilaram na sua luta contra o Poder e as suas estruturas.

Projeção do vídeo:
*Contra a sociedade carcerária nem um minuto de silêncio*
Liberdade para todxs, Liberdade imediata! Chile 2016

Sexta-feira, 23 de Setembro
20h Jantar
21h Forum/Discussão
Laboratorio Anarchicho, LA ZONA
via bonomelli 9 Bergamo
lab.lazona@gmail.com

Sábado, 24 de Setembro
A partir das 17 hrs. no
Circolo CABANA
via campagnole 22 Rovereto

em italiano l espanhol

Valparaíso, Chile: Luta nas ruas em solidariedade com Freddy, Marcelo e Juan

caosQuarta-feira, 29 de Junho / 2016.

Confrontos com a bastarda e imunda polícia de verde na universidade de Playa Ancha na V região, Valparaíso, $hile.

Durante a luta nas ruas foram lançados panfletos em solidariedade com os companheiros subversivos Freddy Fuentevilla Saa, Marcelo Villarroel Sepúlveda e Juan Aliste Vega, condenados no mediático “caso security”, um caso orquestrado pela inquisição democrática após várias expropriações bancárias, uma delas onde se deu a morte do lacaio da bófia Moyano, tendo-se salvo do chumbo mais outro, em 2007.

Nas ruas saúda-se com luta, agitação e propaganda a vida combatente  dos companheiros do passado, presente e futuro subversivo e libertário. Hoje, os nossos companheiros mantêm-se de pé e resistem ferozmente às condenações do aparelho estatal na Prisão de Alta Segurança de Santiago, $hile.

LIBERDADE IMEDIATA PARA FREDDY, MARCELO E JUAN!!!
Solidariedade ativa com os companheiros
ENQUANTO EXISTA MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!!

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Atenas: Faixa solidária com os presos do Caso Security (Chile)

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Enquanto existir miséria haverá rebelião – Força a Marcelo Villarroel, Juan Aliste e Freddy Fuentevilla, presos subversivos no Chile – Dezembro Negro.

caso-security1 Durante a tarde de 21/12 colocamos nas grades da Politécnica, na rua Patision, uma faixa em solidariedade com os compas Marcelo Villarroel, Juan Aliste e Freddy Fuentevilla – que se encontram encerrados nas prisões chilenas a cumprir longas condenações pelo caso security. Um sinal de cumplicidade com todxs xs compas que resistem de cabeça erguida ao confinamento.

Por um Dezembro Negro e uma vida de combate!

em espanhol

Chile: Propaganda solidária com Juan Aliste, Freddy Fuentevilla e Marcelo Villarroel

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Após 8 anos de iniciada a caçada... transbordando os contextos, sempre inimigos do estado. Orgulhosos de estar em guerra. Liberdade para Juan, Freddy e Marcelo!!!
Após 8 anos de iniciada a caçada…
transbordando os contextos, sempre inimigos do estado. Orgulhosos de estar em guerra.
Liberdade para Juan, Freddy e Marcelo!!!

32-1024x768Passados 8 anos de iniciada a caçada…

Saudamos de forma iconoclasta os companheiros Juan Aliste, Freddy Fuentevilla e Marcelo Villarroel, cumpridos 8 anos do início da caçada jornalístico-policial-jurídica depois da morte do Cabo Luis Moyano – durante um confronto armado, após uma expropriação bancária.

Damos valor à postura dos companheiros, sempre ativos na agudização da Guerra Social, resgatamos o orgulho e a dignidade que tanto nas ruas como na prisão sabe marcar distâncias do inimigo… Nenhuma renúncia, nenhum passo atrás.

SOMOS AMOR EM GUERRA!!!
COM IRREDUTÍVEL SOLIDARIEDADE!!!
VIVA A ANARQUIA!!!

18 de Outubro de 2015.

espanhol

Santiago, Chile: Chamada a um Dezembro Negro em memória de Sebastián Oversluij

13215416Nesta 6ª feira, 28 de Novembro de 2014 decidimos atacar um autocarro do transporte público com a finalidade de chamar a um Dezembro Negro de ações e gestos solidários em memória do companheiro anarquista Sebastián Oversluij, assassinado durante uma expropriação bancária frustrada no dia 11 de Dezembro de 2013. Logo que o autocarro começou a arder, atirámos pirotecnia de forma a que a nossa raiva e rebeldia destilasse com mais força. Com esta ação também pretendemos solidarizar-nos com a companheira Tamara Sol Vergara que actualmente se encontra sequestrada nas mãos do poder. Esta é a forma que encontramos para dizer que nenhum dos nossos mortos e presos está esquecido, que a cada golpe do inimigo se multiplica a raiva expressando-se através de ações certeiras contra o poder.

Nos meios de comunicação burgueses esta ação vinculou-se ao início da Teletón. Na realidade a motivação claramente não foi essa, mas de qualquer modo mostramos o nosso repúdio aqueles que comercializam com a desgraça de outros. Este é o nosso contributo à conta oficial deste festa de hipocrisia. Além disso, sublinhamos que vivemos momentos de grande tensão, com três pessoas a serem presas pela sua suposta participação na colocação de um engenho explosivo no subcentro da Escola Militar. Embora seja nossa opinião que a ação foi pouco estratégica, é mais um retrocesso que uma contribuição, não deixamos de nos solidarizar com aqueles que provavelmente vivem os processos carcerários mais duros dos últimos tempos.

Como anti-autoritários acreditamos na destruição da sociedade carcerária e, devido a isso, recordamos Nataly, Juan e Guillermo, assim como Hans Niemeyer, Mónica Caballero, Francisco Solar, Juan Aliste Vega, Carlos Guitérrez Quiduleo, Marcelo Villarroel e Freddy Fuentevilla. Não esquecemos os dois weichafe que foram assassinados nos últimos tempos nos territórios do sul em conflito, José Quintriqueo e Victor Mendoza Collío. Memória e combate em seu nome. Também recordamos que  esta semana foram detidxs quatro jovens por porte de dispositivo incendiário e desordens na via pública; enviamos-lhes um afectuoso abraço de solidariedade e fogo fazendo por sua vez uma chamada a que tomem sempre todas as precauções e medidas de segurança no momento da ação, para evitar os golpes do inimigo.

Não é demais insistir no esclarecimento de que, para nós, o transporte público representa uma das formas que o Estado e o Capital emprega para que xs exploradxs e consumidxs deste sistema cheguem aos seus postos de alienante trabalho, de forma a cumprirem com as obrigações impostas por um sistema que procura abarcar as nossas vidas até ao último segundo. Queimar um autocarro é questionar de golpe a lógica da estrutura, é sabotar a circulação de mercadoria humana, interromper o objetivo totalizante da urbe. A nossa luta é pela vida, a liberdade e a terra, contra o conjunto de fantasias que o capital e o  espectáculo nos impuseram como forma de vida, contra o avanço do progresso que destroça tudo o que é belo e tudo o que é livre.

Chamamos a um Dezembro Negro

em memória do companheiro Sebastián Oversluij

Solidariedade com Tamara Sol Vergara

Hans Niemeyer, Mónica Caballero e Francisco Solar em liberdade!

Força ao companheiro Nikos Romanos

Um carinhoso abraço aos companheiros que atacaram a PDI

Mauricio Morales e Sebastián Oversluij presentes!!!

Santiago: Nada já terminou e ninguém está esquecido – caso Security

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Mais de quatro anos depois da sua detenção, finalmente foram processados ​​e condenados três companheiros, acusados de várias expropriações a bancos e do homicídio de um guardião do poder. Juan Aliste Vega foi condenado a 42 anos, Marcelo Villarroel a 14 e Freddy Fuentevilla a 15. Os três companheiros também foram membros de grupos armados que resistiram à ditadura, continuaram a resistir à mentira da democracia, tendo por isso, estado sob constante perseguição política, que visa silenciar as ideias dos que se rebelam irredutivelmente contra o poder. Também se vincula ao mesmo caso Carlos Gutiérrez Quiduleo, que está atualmente a aguardar julgamento.

É por causa desta situação que decidimos transformar as palavras em ação e fazer da solidariedade um gesto caloroso para aqueles que agora têm de enfrentar a prisão. Respondendo à chamada de agitação feita pelos companheiros, por volta das 23:30, na quarta-feira, 2 de Julho (o dia da leitura da sentença) realizamos um corte de estrada na Avenida General Velasquez perto do 21ª delegacia de polícia da Estación Central, lançamos panfletos e penduramos uma faixa materializando a nossa saudação aos nossos irmãos do Caso Security.

Além da solidariedade com os sequestrados pelo Estado procuramos contribuir para a disseminação das ações insurretas contra o poder e a proliferação de gestos anti-autoritários. Fazemos uma chamada aos diferentes grupos e indivíduxs para multiplicar os ataques nas suas diversas formas e para manter vivo o fogo anárquico da revolta.

Tampouco esquecemos xs outrxs irmaos e irmãs sequestradxs e assassinadxs pelo poder na luta contra o Estado e o Capital. Monica Caballero, Francisco Solar, Tamara Sol Vergara, Mauricio Hernández Norambuena e todxs xs presxs que resistem dignamente nas masmorras do capital.

Claudia López, Jhonny Cariqueo, Mauricio Morales, Zoe e Sebastian Oversluij presentes na memória combativa e na ação insurrecional.

Nada já terminou e ninguém está esquecido. Em guerra constante contra a dominação.

Afins insurrectxs