Arquivo de etiquetas: Javier Recabarren

Santiago do Chile: Sai o nº 26 do boletim “La Bomba”

Distintos contextos agitam o começo do ano no território chileno, destacando-se os ataques no território central e sul no âmbito da visita papal – cuja ênfase se encontra na polémica dos bastardos do clero e as denúncias de abusos destes – bem como a tão ansiada visita à “zona vermelha do conflito mapuche” por parte do Papa.

Mais de 10 mil milhões de pesos são disponibilizados para tornar a visita possível, a imprensa gere o seu respectivo espetáculo e os lacaixs preparam a festa. Assim, a zona centro e sul também reage à visita, recebendo o bastardo com múltiplos ataques contra igrejas, enquanto a polícia se encontra em alerta e a imprensa mostra as ameaças deixadas nos diversos atentados.

Contudo, os ataques contra instituições eclesiásticas de laias diferentes são uma constante, tanto na história recente como na distante. A título de exemplo, até Outubro de 2017 foram 27 as igrejas incendiadas na Araucanía, entre elas algumas católicas e evangélicas, e os ataques registados na última década – oriundos de uma práxis anti-autoritária / anárquica – foram múltiplos, tal como na história anarquista desde os inícios do século XX.

Existiram razões de sobra para isso. A implantação violenta do catolicismo na América Latina deixou os seus resíduos até à atualidade – dito doutro modo, a opinião da igreja ainda continua a ser respeitada nos estados laicos, espargindo o seu poder, sem interrogações, assimilando e transformando todos os resíduos culturais e sociais que existissem até à sua chegada, para aumentar o seu império. No caso da igreja evangélica, e no seu pranto eterno por ser relegada, encontramos a sua missão mais ambiciosa na intervenção dos espaços “excluídos” da sociedade lá nas cidades, semeando o arrependimento e a culpa tal como a homofobia e o “entorpecimento mental”. Sendo esta uma opinião superficial e breve, seria possível esgrimir milhares de outras razões.

Ao exposto anteriormente, junta-se o espaço da violência política e das ruas, que pode ser amplo, diversificado e se manifestar em múltiplas oportunidades. Diversos grupos e individualidades confluem sob diferentes circunstâncias, tal como o que aconteceu em reacções espontâneas ou vontades enraizadas, transbordando a passividade, tendo como factor comum a subversão factor comum a subversão nas ruas.

Durante este período, uma semana de agitação foi realizada em memória de um pequeno subversivo que tombou. Um espaço é dedicado a Javier Recabarren – desta vez para comemorar os três anos passados sobre a morte desse companheiro anarquista – cuja vida transcorreu entre a amplitude da insurreição nas ruas,fazendo eco dos seus pensamentos e convicções.

No contexto desta nova chamada à sua memória, resgatamos as diversas ações desenvolvidas e que deixaram reflectidas nesses lugares as ideias que motivaram e acompanharam a vida e luta do companheiro. Luta que além disso continua presente, continuando a expandir-se aqui e agora e seguramente para sempre, apesar das lamentáveis perdas de valiosxs companheirxs.

As ações que se agruparam nesta ocasião, tal como o ocorrido em edições anteriores, mostram como se concentram motivações e convocatórias heterogéneas numa mesma escala temporal, dando luzes da presença subversiva/insurrecional/anti-autoritária no território dominado pelo Estado chileno. Esperamos, também, que as expressões dos distintos grupos sejam de utilidade para estimular a discussão e retro-alimentação, impulsionando novas iniciativas.

Editorxs do Boletim “La Bomba”.
Março 2018, Chile.

Clica aqui para ler/descarregar a publicação.

em espanhol

Santiago, Chile: Faixa em memória do companheiro Javier Recabarren

Javier Recabarren presente na Juventude Combatente – 29 de Março e todos os dias…para as ruas! (A)

29.03.2018. Durante o “Dia do Jovem Combatente” fizemos uma faixa em memória do anarquista Javier Recabarren que morreu há já três anos, atropelado por um autocarro da Transantiago.

O modo de ação do compa, em relação aos combates de rua e chamadas anti-especismo ou anti-cárcere – em suma, a sua participação na ampla luta anti-autoritária – continua presente na nossa memória. Ele era um companheiro, um irmão afim que trazemos para a rua, por meio deste gesto mínimo de propaganda, de algum lugar em Santiago.

em espanhol l inglês

Santiago, Chile: Agitação nas ruas por Norma, Jhonny, Lambros, Javier e um 29 de Março combativo

A 20 de Março, saímos às ruas para realizar uma ação de informação (colocando cartazes) pelxs nossxs companheirxs que faleceram em diversas circunstâncias no Chile e Grécia, antecedendo um novo 29 de Março, Dia do Jovem Combatente:

– Norma Vergara, guerrilheira urbana falecida a 26/03/1993. Assassinada pela DIPOLCAR. Está presente na luta contra o capital e o estado.

– Jhonny Cariqueo, jovem rebelde e anárquico falecido a 31/03/2008. Assassinado pela bófia da 26ª esquadra da polícia de Pudahuel. Nem esquecido nem perdoado.

– Lambros Foundas, guerrilheiro urbano grego falecido a 10/03/2010. Morto durante um tiroteio com a bófia. Está presente na luta revolucionária.

– Javier Recabarren, joven rebelde e anárquico falecido a 18/03/2015. Está presente na luta contra o capital e o estado.

– 29 de Março, Dia do Jovem Combatente, todas e todos para as ruas, a propagar a memória, a resistência e a subversão. Às barricadas!

Santiago, Chile: Panfletos em memória do companheiro anarquista Javier Recabarren

Uma vida curta em revolta vale muito mais do que cem anos de submissão. Javier Recabarren presente!

 18/03/2018. Pegamos neste pequeno panfleto, em memória do companheiro Javier, começamos a lançá-lo pelos ares nas ruas da podre cidade de Santiago. Um gesto mínimo de memória pela sua revoltosa vida, da qual somos afins.

* * *
Javier Recabarren, rebelde anarquista de 11 anos de idade, falece ao ser atropelado por um autocarro da locomoção coletiva em Santiago de Chile a 18/03/2015.

Nós, seus/as companheirxs, continuaremos a segui-lo, recordando-o nas lutas cotidianas pela libertação total – libertação animal, humana e da terra. Em cada encapuçadx, em cada barricada incendiária, em cada ataque à polícia, em suma em qualquer transbordo anticapitalista, estará presente.

Javier Recabarren Presente!
Juventude Combatente, Insurreição Permanente!

em espanhol

Santiago, Chile: Ação em memória de Javier Recabarren

No âmbito da semana em memória de Javier Recabarren, saímos à rua na quarta-feira, 14 de Março, para propagar um pouco o ruído insurgente contra a exploração animal; assim, reivindicamos a deflagração de uma bomba de ruído em Santiago, colocada em frente a um açougue.

Não temos dúvidas algumas dos horrores pelos quais os animais passam antes de chegarem a esses lugares, perante a complacência da grande maioria da sociedade. Mesmo assim, não permanecemos indiferentes e continuamos a propagação do anti-especismo por várias maneiras – para que mais cúmplices se juntem à luta e cresça o número daquelxs  que lutem contra tudo o que cheira a dominação – exploração.

Javier Recabarren, afim à anarquia, antiespecista e combatente encapuçado, continuas mais que presente na memória e nos passos insurretos.

Frente de Libertação Animal

em espanhol

Santiago, Chile: Sabotagem a produtos de carne em memória de Javier Recabarren

Porque ninguém está esquecido: Javier Recabarren presente

O Bando Anónimo da sabotagem aqui se encontra a responder à convocatória em memória do jovem combativo Javier Recabarren. Entramos em ação, começando por nos introduzir em três supermercados na Estação Central a 12.03. Destruímos embalagens de carnes de animais mortos com a ajuda de pregos de estofadores.

Para xs membrxs em ação, pela libertação total, é muito importante continuar a alimentar com fogo o fogo da memória, tal como o companheiro fazia nas ruas confrontando a bófia. Nesta ocasião, como foi mencionado no primeiro parágrafo, queríamos contribuir para esta convocatória usando a sabotagem em pequena escala contra produtos de carne distribuídos em diferentes cadeias de supermercados. Em breve as formas de ação contra esses negócios serão outras e variadas.

Sabemos que esses produtos ao serem rasgados, perfurados e abertos se decompõem com o passar das horas; também temos conhecimento de que se um cliente descobre o produto de carne danificado isso não será comprado e será descartado pela empresa, o que provocará uma perda económica.

Sem dúvida que é difícil ver como é o termo dos nossos irmãos animais, é difícil ver como essas grandes empresas continuam a beneficiar com a sua morte. Mas isso é a realidade. Sózinhxs, continuaremos, por menor que seja o dano contra a exploração e os negócios que realizamos, continuaremos.

Que se multipliquem as sabotagens pela libertação total!
Irmão e companheiro Javier Recabarren presente!
Nem um passo atrás perante os matadouros e as empresas de carne!

Bando Anónimo pela Sabotagem
Frente de Libertação Animal / Frente de Libertação da Terra

em espanhol

Portugal: Salvé Javier Recabarren, anarquista!

[memória negra e insurreta] Salvé Javier Recabarren, anarquista!

Percorria as ruas de Santiago do Chile com a convicção plena do que sentia, contra a polícia terrorista, contra uma sociedade que maltrata e tortura os animais e os seres humanos. A sua profunda revolta contra as grades das gaiolas e das prisões vinha directamente do seu coração. Selvagem e livre, percorreu como um cometa brilhante de amor e rebeldia a sua tão curta vida de anarquista. O companheiro Javier Recabarren morre atropelado por uma máquina assassina na mesma rua onde tantas vezes lutou (18 de Março de 2015). Indomável, corria-lhe nas veias essa sabedoria acrata, num jovem corpo de 11 anos de idade!

Salvé Javier! Honra à tua memória.
Vives em nós, vivemos contigo ao nosso lado. Com a memória negra e insurreta de todxs que se perfilam e nos animam, como tu Javier Recabarren!

Venceremos!!! (A)

em espanhol l francês l inglês

em pdf aqui

Chile: Semana de Agitação pela memória de Javier Recabarren (11-18 Março)

A rotina apela à conservação de hábitos nefastos – cujo papel é a manutenção de uma vida fugaz – onde o fluxo constante de tarefas implica o esquecimento que enraíza  a vida actual.

A conservação da memória de todxs aquelxs que viveram resistindo ao esquecimento – lutando ao seu modo, de mão dada com as suas convicções e a atitude de incendiar a perspicácia que abre as portas do questionamento e à energia de ir a contra-corrente – é e será sempre parte do caminho de quem valoriza os passos dxs companheirxs que não estando já ao nosso lado continuam a acompanhar as nossas ideias e ações.

Desta forma e com base nas ideias anteriores, voltamos a convidar todxs a juntarem-se com  gestos concretos a uma nova semana de agitação em recordação do anarquista Javier Recabarren, passados que são 3 anos da sua morte.

Nota: Para saber mais sobre o companheiro, incentivamos a leitura de duas publicações (compilações) que realizamos no âmbito de duas chamadas antigas em sua memória: I e II.

em espanhol  l alemão

[Chile] Publicação pela memória insurreta e rebelde de Javier Recabarren

Brevemente será publicada, na sua tradução para português, em Contra Info
Múltiplas podem ser as formas como se recorda um/a companheiro/a, amigo/a,  irmão/irmã, cada qual de forma especial, através das recordações deles/as, das suas palavras ou afinidades com eles/as. São dos pequenos detalhes que surgem os contributos à luta e se constrói a memória daqueles/as que não deixaremos escapar do nosso caminho, resgatando a força posta por eles/as na construção da autonomia, a mesma que nos move, experiência compartilhada que em algum momento nos tornou cúmplices e que continuamos a propagar…

Agora é momento para se propagar um gesto carinhoso em recordação de um compa cujo recordação nos faz estremecer de emoção, tal como já foi feito através de um panfleto ou do reconfortante som de um vidro estilhaçado por uma pedra, devolvendo ao capital uma partícula da nossa raiva pelo compa que nos arrebatou no decorrer da sua rotina, da sua envolvente sociedade do esquecimento e escravatura. Uma contribuição mínima, um sensível gesto, mas também o reconhecimento da afinidade que sentimos, ao recordar os seus passos.

Javier Recabarren está cravado na nossa memória e acompanha-nos na nossa rota, as emaranhadas sendas da libertação total. Nelas não reconhecemos vícios, sejam pela pouca idade ou por falta de “maturidade”, já que a afinidade que nos une, o arrojo que nos incentiva e as convicções são as que dia a dia contribuem para a nossa construção.
Anónimo/a

Ps: Agradecendo profundamente aos/às compas que na semana de agitação responderam à chamada por Javier, aqui deixamos à sua disposição esta publicação – recopilando palavras e ações de um ponto de vista anárquico – no contexto da iniciativa que foi publicamente lançada em Março de 2017.

Clica aqui para ler/descarregar a publicação (espanhol)

Atenas: Faixa em memória de Javier Recabarren

CADA DIA NASCE UM JOVEM COMBATENTE,  JAVIER RECABARREN PRESENTE!

Faixa colocada na Okupa Themistokleous 58, em Exarchia, em memória do menino amotinado Javier Recabarren. Javier perdeu a vida aos 11 anos, em Santiago do Chile, após ter sido atropelado por um autocarro da Transantiago a 18 de Março de 2015. Através deste pequeno gesto (ainda que com algum atraso), juntamos-nos aos/às compas no Chile que realizaram várias ações no âmbito da semana de agitação em memória de Javier ( 11-18/3/2017).

CADA DIA NASCE UM JOVEM COMBATENTE
JAVIER RECABARREN PRESENTE!

Chaoten

em espanhol

Chile: O urso polar Taco e o companheiro Javier Recabarren (memória)

Recordando o urso polar Taco e o corte de estrada, realizado pela sua liberdade, em que o companheiro Javier Recabarren participou (26/12/2014)

O urso polar Taco nasceu a 10 de Dezembro do ano de 1996, na Holanda; foi enviado para o Cárcere – Zoológico Metropolitano de Santiago, dois anos depois. Durante os anos de 2014 e 2015 foram realizadas inúmeras instâncias exigindo a sua libertação. O compa Javier Recabarren tomaria parte nelas ativamente, confecionando faixas e participando nas marchas, convocadas abertamente, assim como nas concentrações.

No dia 26 de Dezembro de 2014, o compa e outrxs anónimxs tinham planeado uma pequena ação – para dar visibilidade à situação de cativeiro que Taco enfrentava – exigindo a sua liberdade.  Assim, o grupo dirigiu-se a uma artéria – na comuna da Estação Central – onde se estava a reunir muito material para o inevitável. Durante a noite atiraram ao formoso fogo todos os escombros que tinham escondido. Após a ação, um/uma anónimo/a, juntamente com Javier, dirigiram-se a um cibercafé para enviar um comunicado; E aí estava o compa, com 11 anos de idade, talvez – somente  talvez – a escrever a sua primeira reivindicação. Uma barricada rebelde e incendiária, pela liberdade do urso polar Taco. Um breve texto foi enviado ao blogue anárquico Contrainformate e dizia o seguinte:

Corte de estrada pelo urso polar Taco
Com o fim de dar voz à situação vivida pelo urso polar Taco – a sofrer no zoológico metropolitano de Santiago – exigimos a liberdade do urso polar.
O corte realizou-se na sexta-feira, 26 de Dezembro de 2014.

A última manifestação, a que Javier acudiria pela liberdade do urso polar Taco,  seria na sexta-feira, 13 de Março de 2015, sendo visto – fotografado na marcha – com uma faixa pela libertação animal. Passados cinco dias o nosso irmãozito cai morto, atropelado por uma maldita máquina do Transantiago e, um mês depois, a 17 de Abril, o urso polar Taco não suportaria mais o nojento cativeiro imposto pela prisão em que o mantinham e faleceria durante essa manhã, com a idade de 18 anos.

Fotografia da marcha pela liberdade do urso polar, no dia 13/03/2015.

em espanhol

Santiago, Chile: Reivindicação de sabotagem à linha férrea em Talagante

Sabotagem às máquinas. A defender a Terra.

Reivindicamos mais uma ação de sabotagem à linha ferroviária, na comuna de Talagante – no domingo, 19 de Março do presente ano – entorpecendo o normal funcionamento da maquinaria estatal; utilizamos pneus a arder no momento exacto em que o trem de carga se aproximava, sendo os nossos sentidos testemunha das luzes e buzinas que alertavam para a eminente passagem pelo fogo insurreto que levantámos.

Não é a primeira vez que realizamos esta ação, temos obstruído estas máquinas com rochas, pneus a arder, gás butano, troncos, escombros e mais pneus a arder… Nada nos deterá! Continuaremos  com este tipo de ações em mais comunas da nojenta cidade; Porquê? Porque somos anarquistas! Inimigxs do Capital e do Estado, dos seus miseráveis guardiões, de toda a asquerosa máquina dxs poderosxs.

Através destas chamas enviamos as nossas saudações aos/às companheirxs da Okupa Themistokleous 58, estamos junto a vós em cada passo que dêem, do Chile à Grécia, toda a nossa cumplicidade.

Também fazemos nossa a chamada à memória insurreta de Javier Recabarren – 2 anos depois da sua morte, atropelado por um mini-autocarro – o jovem ácrata e antiespecista vive em cada expressão de luta nas ruas.

Finalizamos deixando claro que esta ação é, também ela, uma mostra de solidariedade com os companheirxs subversivos, autónomos e libertários Marcelo Villarroel, Juan Aliste e Freddy Fuentevilla. E são forças para xs companheirxs Nataly Casanova, Juan Flores e Enrique Guzmán – antes da fase de inquirição no julgamento em que são acusadxs de várias detonações a símbolos do poder.

TUDO CONTINUA
SABOTAGEM ÀS MÁQUINAS
NA DEFESA DA TERRA

Frente de Libertação da Terra

em espanhol

Barcelona: Programa “Rádio Rebelião Animal” – 21 de Março de 2017


Conteúdo de “Rebelión Animal Radio”:

Entrevista a Aida (ativista, escritora, de Mallorca); Recordando Javier Recabarren; Nahuel sai da prisão, sobre a La Solidaria (Uruguai) e o seu desalojo; acerca da criação da plataforma especista; concentração em Camprodon, 26 de Março (caso Santuário Gaia); “carne” de frango de laboratório.

Música: Accidente, Bad Religion.

Para se escutar o áudio clica aqui, para visitar o blogue aqui.

Santiago, Chile: Crónica da homenagem ao companheiro Javier Recabarren, no 2º aniversário da sua morte

Fotografia de um panfleto distribuído na homenagem ao companheiro Javier Recabarren (18/3)

Na concretização de uma convocatória para uma homenagem ao companheiro Javier Recabarren, a mesma foi realizada a 18 de Março, no 2º aniversário da morte, no mesmo local onde uma máquina deste sistema acabou com a sua vida.

Pouco a pouco começaram-se a chegar ao local alguns/mas compas. A conversa dispersa-se até que, já ao entardecer, nos concentramos. Nascem algumas palavras, recordando o motivo pelo qual estávamos ali, levando à rua a memória daquele que muitxs chamavam “o chavalo menino” – esse pequeno revoltoso cujas ânsias de liberdade traçaram o seu percurso – assim como a nossa luta, que com ele compartilhamos e na qual nos encontramos, coincidimos e nos retro-alimentamos com ele.

Algumas palavras da sua mãe fazem-nos recordar a importância da memória, de cada palavra, da força e energia que se transmite em cada gesto em memória de Javier.

Alguém lê as palavras que Marcelo Villarroel Sepúlveda (compa preso pelo Caso Security) escreveu, um ano depois da morte de Javier, emocionando alguns e algumas, depois prolongam-se as palavras, entre as quais se compartilham alguns momentos, recordações e reflexões – a propósito de algumas circunstâncias através das quais cruzamos caminho com o compa – e onde foram compartilhadas ideias que no atual contexto tomam vida, ideias sobre a solidariedade e internacionalismo que não podemos ignorar.

No final foi lido um relato, uma breve história que algum compa quis compartilhar- em que Javier escapa à patrulha da bófia, recordação que provoca sorrisos, pois muitxs ainda terão presentes a sua recordação nas lutas nas ruas, na forma insolente que nos transmite um pouco mais de vida neste mundo de escravxs.

A jornada realizou-se entre risadas, palavras emocionadas, reflexões, gritos e propaganda anti-autoritária, fazendo com que a memória de Javier tome as ruas –   pois esse lugar não voltará a ser um trajeto mais da normalidade do trânsito, antes sendo uma necessidade perante o esquecimento da sociedade e a homogeinização que este companheirito sempre combateu.

“Porque quando a liberdade, o amor e a anarquia acompanham cada batimento dos corações, a anarquia não morre na boca, prevale nas mãos ativas”.
– Mauricio Morales, Punky Maury.

Javier Recabarren: Presente!
Juventude Combatente: Insurreição Permanente!

Chile: Semana de Agitação à memória de Javier Recabarren – 11 a 18 de Março de 2017

Com todo o amor subversivo ao pequeno e lindo menino rebelde Javier Rekabarren… Vegano/Anarko/Anti-jaulas, imensamente consciente dos seus incontíveis desejos de liberdade… levamos-te nos nossos indómitos corações, pequeno irmão!!!”.
Marcelo Villarroel, Prisioneiro Libertário. 05/11/2015.

A memória, uma arma na guerra contra o Poder.

Assumidxs até à morte como inimigxs do Estado, assumidxs até às últimas consequências como inimigxs do poder e toda a representação de autoridade.

Lançamos uma vez mais uma chamada aberta de agitação e propaganda passados que são 2 anos da morte do companheiro anarquista Javier Recabarren – falecido a 18 de Março de 2015 após ser atropelado por um autocarro da transantiago, em Santiago, Chile.

A nossa intenção é clara, preservar a memória de um companheiro que, com 11 anos de idade, apenas, começava já a cimentar o seu caminho na luta anti-especista e anti-autoritária, através da propaganda cimentava aquele. Frequentando actividades, feiras do livro e manifestações; e sem duvidar em momento algum passou à ação, armando barricadas, atacando a bófia, encapuchando-se, para animar ao transbordamento, a partir do anonimato.
Aquelas ações de Javier, estão aí à mão, todxs podem lê-las e conhecê-las, todxs podem sentir-se afins de forma a levar à prática um gesto à sua memória insurreta.

O companheiro propagava a práxis pela libertação animal e anarquia e uma maldita máquina deste sistema una maldita máquina deste sistema levou-lhe a vida, cortando-lhe a experiência de continuar a conhecer novos caminhos, novas ideias e ações, de conhecer novos acertos e erros, de sentir alegrias e fracassos, de continuar a contribuir da forma que entendesse para a luta militante que tanto o apaixonava. No fim de contas, continuar com a sua vida rebelde.

A nossa chamada, a segunda, é mais um gesto mínimo de contribuição para a luta contra o poder, desta vez, materializa-se a memória de um companheiro para gerar a agitação sempre necessário e propaganda das nossas ideias e práticas, o que acreditamos deve ser uma importante ferramenta para o uso no dia a dia.

A chamada é uma iniciativa anti-autoritária, na qual se reflectem os nossos valores e práticas entre cúmplices. Onde a horizontalidade rompe qualquer instância vertical. Onde a solidariedade se torna ação concreta para a luta multiforme. Onde o apoio mútuo se torna essencial entre afins. Onde a ilegalidade não tranza com o estatal. Onde a ação e a propaganda das ideias anarquistas e insurrecionais, através das ruas da asquerosa cidade, quebra qualquer gueto político.

Assim, hoje como ontem, podemos vencer qualquer barreira linguística, bandeiras e fronteiras para convidar a esta instância xs rebeldes, revolucionárixs e anarquistas que se encontrem em qualquer lugar do mundo – para que respondam da forma que considerarem necessária esta chamada de sábado 11 a 18 de Março. Recordem que a imaginação não tem limites.

Com a memória intacta e com o coração palpitando de emoção.

Com Javier Recabarren presente!
Juventude Combatente: Insurreição Permanente!

Uma saudação de liberdade ao companheiro Kostas Pappas e à companheira Herminia Concha, que em situações similares morreram há alguns anos na Grécia e no Chile, respectivamente. Na nossa memória permanecem.

Ps: Esperamos que possam enviar as iniciativas às páginas de contra-informação, assim como que também as possam enviar ao seguinte mail: semanadeagitación02[arroba]riseup.net

Fotografía da marcha anti-especista pelo respeito e pela liberdade dos animais em Madrid a 5 de Novembro de 2016 Javier Recabarren presente em cada indomável coração – lutando te recordaremos – Até que todos sejamos livres”

espanhol l alemão l italiano

Santiago do Chile: Relato do protesto animalista contra McDonald’s de 18/10/2014 em memória do compa Javier Recabarren

Fotografía do McDonald’s atacado durante o protesto de dia 18/10/2014.
Fotografía do McDonald’s atacado durante o protesto de dia 18/10/2014.

Relato pela memória anti-autoritaria do companheiro Javier Recabarren – protesto animalista contra o McDonald’s da Praça Itália no dia 18/10/2014

No dia 18 de Outubro de 2014, a partir das 14:00h, realizou-se um protesto animalista contra o McDonald’s, da Praça Italia até à rua Los Héroes.

Tranquilamente desfilávamos, um pequeno bloco de Punks e Anarquistas – ao qual se sumou a vontade de participar naquele protesto – gerando uma revolta espontânea destrutiva contra a indústria de comida plástica e da morte de animais. À chegada, a multidão (junto ao bloqueio) à esquina da ruas Santa Rosa com Alameda (lugar onde se situa um McDonald’s) começou aos gritos – dxs animalistas e dxs escravxs assalariadxs daquele lugar, xs quais terminaram a trabalhar sob as cortinas metálicas, baixando as persianas de segurança. Nesse mesmo instante uns/umas quantxs jovens encapuçadxs y otrxs com a cara descoberta (entre elxs o compa Javier Recabarren) começaram a dar-lhes pontapés, bordoadas e com o que apanharam a jeito a atirarem contra as cortinas metálicas, chegando ao ponto de conseguir dobrar uma cortina de aço e provocar na superfície um buraco para entrar. Ação impedida pela bófia que chegou naquele momento, provocando a dispersão dxs compas entre a multidão.

A bófia, à medida que o seu número aumentava e quando o seu número já era significativo, começou uma caçada aos encapuçados e foi nesse momento que agarraram o Javier, entre dois bófias – entre várixs tenta-se resgatá-lo mas a bófia frustrou essa tentativa a golpes de cassetete, resultando feridxs várixs compas. Esta ação gerou maior ódio, entre xs encapuçadxs, para com a nojenta bófia pelo que nos abalançámos a ir contra o posto de controle da polícia (onde estava Javier) e sobre o micro, onde eles mantinham detidxs alguns/mas compas. Nesse momento a bófia já não conseguia controlar a revolta e desesperava-se; e é nesse momento que Javier abre a porta do carro dxs bófias e se baixa a correr, conseguindo iludi-los, deixando assim xs bastardxs humilhadxs.

Javier correu para a multidão, perdendo-se nela (a que cobardemente avançava sem prestar ajuda ao que sucedia atrás, típico) enquanto xs compas do pequeno bloco e que se mantinham sem ser detidxs estavam já dispersxs.  Em termos pessoais, notei que a bófia andava à procura desesperadamente de alguém entre os manifestantes; nesse momento acercou-se de mim Javier e um compa Punk. Javier disse-me: “hermanx, escapei da patrulha dos pacos”, ao  dizer aquelas palavras, o compa soltava uma risada. A seguir, disse-me: “…Andam-me a seguir, andam à minha procura, ainda me apanham”. Ao notar que andavam a seguir o compa disse-lhe: “Compa, ponha-se ao meu lado. Assim caminhámos com o Javier entre a multidão e porque era pequeno o compa conseguiu dissimular-se entre a minha roupa e a multidão. A bófia não conseguiu deitar-lhe a mão.

O Javier ria-se muito, ao contar-me como foi fácil escapar da bófia, os quais eram tótós porque deixaram entreaberta a porta do carro, mas como andavam a procurá-lo estava um pouco apressado. Passado um bocado, chegámos a uma praçazinha movimentada e notámos que o seu companheiro punk estava à sua espera pelo que pude ver-me livre dxs pacos, também.

O sorriso satisfeito de Javier Recabarren ao escapar da detenção resulta ser uma boa recordação subversiva e de revolta contra toda a forma de poder e autoridade.

JAVIER RECABARREN, PRESENTE!!!
…Na recordação viva e na ação pela libertação total!!!

*Javier Recabarren, de 11 anos de idade, companheiro anarquista, vegan e acérrimo defensor da luta pela libertação animal, tombou no dia 18 de Março de 2015, após ser atropelado por um autocarro da via transantiago, na confluência das ruas Radal e Alameda. Em Santiago do Chile. Para conhecer melhor a sua vida, deixamos aqui a Publicação à memória rebelde e insurreta de Javier Recabarren”. Fanzine que inclui uma compilação de palavras e ações, em resposta a uma chamada no final do ano da sua morte.

Atenas, 8/03: Ação em solidariedade com Mónica e Francisco junto à embaixada de Espanha

Na terça-feira à noite, 8 de Março de 2016, concentramos-nos – com faixas, flyers e sprays – junto à Embaixada de Espanha em Atenas (na rua Dionysiou Areopagitou, no distrito de Makrygianni) numa demonstração simbólica de solidariedade com xs companheirxs cativxs Mónica Caballero e Francisco Solar que se encontram a ser julgadxs em Madrid.

Nas faixas pode ser lido: “Todas as leis são terrorismo – liberdade para Mónica e Francisco”; e: “Uma vida de combate – Presos em liberdade já – Liberdade para os nossos corpos – Madrid, 8-9-10/3/16. As paredes do edifício da embaixada foram etiquetadas com: LIBERTAD A MÓNICA Y FRANCISCO (liberdade a Mónica e Francisco) . Entre os slogans gritou-se (principalmente em espanhol) “Mateo Morral: Presente” – bem como “Javier Recabarren: Presente”, tendo em vista a semana de ações no Chile em memória do compa de 11 anos de idade.spanishembassy1spanishembassy2-768x576spanishembassy3

Uma vida de combate - Liberdade para xs presxs - 8, 9, 10/03/ 2016
Uma vida de combate – Liberdade para xs presxs – 8, 9, 10/03/ 2016

spanishembassy5-768x576spanishembassy6-768x608

Liberdade para Mónica e Francisco
Liberdade para Mónica e Francisco
 "Contra a repressão a ação multiforme e a solidariedade internacionalista! Madrid, 8, 9, 10 de Março de 2016: Julgamento contra xs prisioneirxs anarquistas Francisco Solar e Mónica Caballero // Enquanto existir miséria, haverá rebelião! // Liberdade para xs anarquistas Mónica Caballero e Francisco solares, reféns do Estado espanhol // Nenhuma lei-terror nos poderá deter - Libertação dos que estão em celas de prisão/ gaiolas".
“Contra a repressão a ação multiforme e a solidariedade internacionalista! Madrid, 8, 9, 10 de Março de 2016: Julgamento contra xs prisioneirxs anarquistas Francisco Solar e Mónica Caballero // Enquanto existir miséria, haverá rebelião! // Liberdade para xs anarquistas Mónica Caballero e Francisco solares, reféns do Estado espanhol // Nenhuma lei-terror nos poderá deter – Libertação dos que estão em celas de prisão/ gaiolas”.

Além disso, o seguinte texto foi distribuído em grego e em inglês

| Por ocasião do 8 de Março deste ano…

O 8 de Março é amplamente conhecido entre nós como o dia das mulheres, internacionalmente estabelecido como tal no início do século 20.

A mesma data pode-nos lembrar a execução do primeiro-ministro espanhol Eduardo Dato, em 1921, por tiros de anarquistas catalães em Madrid.

De volta a Madrid, no ano de 2016:

O 8 de Março marca o início do julgamento contra dois anarquistas do Chile, Mónica Caballero e Francisco Solar, que estão actualmente detidxs nas prisões do Estado espanhol.

Recuando no tempo, no Chile:

Em Agosto de 2010, na sequência de invasões policiais em espaços okupados e casas de Santiago e Valparaíso, Mónica e Francisco encontravam-se entre xs companheirxs capturadxs sob a lei anti-terrorismo, no chamado “caso bombas”. Ambos estiveram detidxs mais de 9 meses. Então, juntamente com outrxs co-acusadxs, enfrentaram um dos julgamentos mais longos, mantendo intactas as suas convicções.

Provavelmente vale a pena mencionar que anteriormente, em Dezembro de 2009, a polícia chilena invadiu espaços okupados para “evitar” um ataque anarquista contra o processo eleitoral da altura.

Uma das casas invadidas foi a okupa A Crota, onde também estava a viver Monica Caballero no momento. Durante o julgamento do “caso bombas” a acusação mostrou “achados” desse assalto, tais como cartazes contra a Igreja, tentando ligar Monica à  colocação de um dispositivo incendiário numa igreja católica em Santiago.

“Cada vez que me sento no banco dos réus sinto-me suja por fazer parte deste processo democrático; Não tenho nada a provar a qualquer juiz; a única opinião que para mim importa é a dos meus cúmplices do crime da luta pela liberdade e anarquia; querem-me encarcerar por não beijar a cruz do arrependimento, por não me curvar…”
| palavras de Mónica em Novembro de 2011

O julgamento sensacional do “caso bombas” terminou eventualmente num fiasco e, em Junho de 2012, todxs xs perseguidxs foram absolvidxs de todas as acusações.

Cerca de um ano e meio depois, do outro lado do Oceano Atlântico, Mónica e Francisco foram novamente capturadxs – desta vez em Barcelona. Em Novembro de 2013, foram detidxs ao abrigo da lei anti-terrorismo por ações contra a instituição eclesiástica em Espanha.

Desde o primeiro momento da sua detenção, a escória dos media contribuiu grandemente para a propaganda anti-anarquista da bófia e juízes, enquanto se tornava claro que os mecanismos repressivos espanhóis e chilenos estavam em boa cooperação.

Desde o primeiro momento da sua detenção, xs dois companheirxs tornaram a sua postura claríssima: nem inocentes nem culpadxs.

Mónica e Francisco são cobradxs da colocação de um dispositivo explosivo numa catedral de Saragoça, em Outubro de 2013, bem como de conspiração para preparar um ataque que deveria ter lugar num mosteiro de Barcelona. São acusadxs de suposta participação no ‘Comando Insurrecional Mateo Morral’ (grupo que reivindicou a responsabilidade pela colocação de dois dispositivos: um numa catedral em Madrid e outro na igreja acima mencionada de Saragoça). De acordo com o dossier de acusação, ambxs também são processadxs por participação na FAI-FRI (Federação Anarquista Informal- Frente Revolucionária Internacional) e nos GAC (Grupos Anarquistas Coordenados), embora as reivindicações de responsabilidade pelo ‘Comando Mateo Morral’ não façam qualquer referência às siglas específicas.

Entendemos a solidariedade como constantemente colocando as nossas ideias anarquistas em prática, em todas as suas formas, fazendo com que o inimigo entenda que nada termina aqui, tudo continua na prisão ou nas ruas.
| palavras de Francisco & Mónica em Dezembro de 2013

O julgamento contra Francisco e Mónica ocorre em 8, 9 e 10 de Março de 2016, em Madrid, na Audiência Nacional, o mais alto órgão judicial que predominantemente dá seguimento a “casos de terrorismo”.

O ministério público já pediu uma sentença de 44 anos de prisão para cada companheirx, nomeadamente: 9 anos por associação numa organização terrorista, 18 anos por causar sérios danos com intenção terrorista, 12 anos por causar lesões e 5 anos por conspiração.

Este ano, a 8 de Março, data do início programado do processo contra Francisco e Mónica, enviamos um sinal de cumplicidade internacionalista aos dois companheirxs anarquistas que permanecem impenitentes nas masmorras espanholas.

A NOSSA LUTA CONTRA A IGREJA, ESTADO, CAPITAL, PRISÃO TEM MUITO MAIS FORÇA QUE AS VOSSAS LEIS DO TERRORISMO

Iniciativa anarcofeminista em solidariedade com Mónica & Francisco

em inglês l grego

Santiago: Panfletos pelos ares em memória de Javier Recabarren

javier-recabarren

O pequeno jovem combatente Javier Recabarren (11 anos) tombou há precisamente um ano, 18 de Março de 2015 – após ter sido atropelado por um autocarro do Transantiago.

A 15 de Março, no lugar onde tombou o companheiro anarquista Javier Recabarren, foram lançados dezenas de panfletos, com a intenção de o recordar e de o trazer à rua, nesta semana de agitação em sua memória. O lugar onde foi assassinado, era a rua na qual se desenvolvia, ora atacando no anonimato as forças da ordem, insultando-os, ou nas instâncias públicas, propagando ideias e práticas antagónicas a esta podre sociedade. É assim que o recordamos, um pequeno insurreto que contribuiu de múltiplas formas na luta contra a dominação e a libertação total.WP_20160315_007WP_20160315_009

em espanhol

Santiago: Barricadas incendiárias numa via a passos do aeroporto – Por um Dezembro Negro

Contra a exploração animal, humana e da terra - pela libertação total - Dezembro Negro
Contra a exploração animal, humana e da terra – pela libertação total – Dezembro Negro

liberar2liberar3A libertação de cada animal através da sabotagem das instalações de sofrimento, experimentação e morte; a libertação individual e coletiva de homens e mulheres antagónicxs a esta sociedade; a importância real da solidariedade e liberdade dxs companheirxs presxs nos cárceres do poder e a libertação da terra, acompanhada da ação contra a maquinaria que a assola diariamente. São estas as nossas ideias e práticas, com argumentos e contradições que nos fazem parte de um conjunto de sujeitos que lutam pela libertação total.

Como anárquicxs em conflito contra o domínio configurado num Estado/Capital/Civilização/Sociedade ligamos, num todo, a libertação animal, humana e da terra, respondendo assim com ação à chamada por um “Dezembro Negro” originada pelos companheiros na prisão, na Grécia.  Na noite de 27 de Dezembro avançámos até à ENEA, protegidxs ante qualquer incidente, nas redondezas do aeroporto de Santiago e com pneus cortámos a via/ percurso 68. Deixando vários panfletos reivindicativos.

Saudamos Juan Flores, Nataly Casanova, Claudio Valenzuela, Freddy Fuentevilla, Marcelo Villarroel e Juan Aliste, irmãos e irmãs que com as suas cartas alimentaram a convocatória internacional do “Dezembro Negro” em território chileno.

Não nos esquecemos dxs nossxs que tombaram… Sebastián oversluij, Javier recabarren e tantxs otrxs, os seus nomes são inspiração para continuar nesta guerra até que tuda caia!

CONTRA A EXPLORAÇÃO ANIMAL, HUMANA E DA TERRA!

JUVENTUDE COMBATENTE:  INSURREIÇÃO PERMANENTE!

PELA LIBERTAÇÃO TOTAL – DEZEMBRO NEGRO!

em espanhol