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Lisboa, Portugal: Crónica do protesto anti-autoritário, solidário com as Ocupas de Grecia, NO TAV e ZAD

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por4No sábado, 26 de Janeiro, entre as 14h 30 e as 18h, foi levado a cabo em Lisboa, um protesto anti-autoritário contra o capitalismo, fascismo e repressão, de solidariedade com os compas na Grécia e em todo o mundo e pela defesa dos espaços libertados. Em particular, no seu comunicado, abordavam-se o ataque frontal do Estado grego contra o movimento anti-autoritário, a repressão política dos activistas contra o TAV (Itália) e da ZAD (Zona A Defender, contra o novo aeroporto dos arredores de Nantes), a repressão dos movimentos indígenas, as repressões violentas de manifestações massivas por toda a Europa (caso da greve geral 14N) e o ataque policial a estudantes do ensino básico com gás lacrimogéneo, dentro de uma escola em Braga (Portugal). Uma chamada à luta, sem fronteiras.

Cerca de 1000 comunicados foram distribuídos à população e na manifestação de cerca de 30 000 professores. O desfile, com bandeiras negras e faixas terminou no Largo Camões cerca das 17h, onde se mantiveram concentrados por mais de uma hora, com a presença de compas solidários de várias partes do país, com distribuição de comunicados e informação à população. Um bom prenúncio para um Fevereiro Negro.

Rebeldes e selvagens, nós damos-lhes a crise!
A solidariedade é a nossa maior arma!

Guerra à guerra dos poderosos

Fevereiro Negro: Campanha de solidariedade para com os espaços libertados e os/as companheiros/as anarquistas em todo o mundo

fevnoiApelamos para uma campanha mundial de acções directas de solidariedade com os espaços libertados do 2 a 12 de Fevereiro de 2013. Mas não queremos ficar por aí ao fim de um par de acções, trata-se de muito mais do que apenas uma reacção à repressão. Esta é uma chamada a todos/as os/as anarquistas e anti-autoritários/as para LUTAR AGORA em todo o mundo.

Embora tivesse sido a investida recente do Estado grego contra o espectro anarquista /anti-autoritário a faísca inicial que nos levou a escrever este apelo, múltiplos exemplos por todo o mundo nos mostram que a polícia e as autoridades municipais, juntamente com as mega corporações, estão a cooperar de forma excelente umas com as outras, atacando as estruturas solidárias e pacificando as sociedades a nível transnacional.

Durante as últimas semanas e nos meses mais recentes, nalgumas partes do mundo,onde as  pessoas sofrem os efeitos de um empobrecimento sistemático e de um plano alargado de gentrificação, o Estado /Capital  incrementaram os seus ataques aos movimentos radicais, incluindo a repressão contra determinadas formas de resistência, como sejam as ocupações de terras, projectos autónomos, ocupações de sedes corporativas ou greves. Portanto,é importante que também se conectem as nossas lutas a nível mundial e contra-ataquemos aqui e agora. Para ti, a faísca poderia ser agir em resposta aos ataques contra os espaços ocupados da tua zona. Actua nas ruas e deixa voar a imaginação de forma a difundir a mensagem da resistência activa.

Os nossos/as compas continuam a ser presos/as em todo o mundo. Muitos dos nossos espaços auto-geridos estão a ser assaltados ou desalojados, a nossa infraestrutura está sob assédio e os nossos meios de contra-informação ou são censurados ou lhes criam constantemente dificuldades. Sempre que expressamos as nossas ideias em público, lá estão os robocops uniformizados à espreita em cada esquina. Os aparelhos de vigilância seguem todos e cada um dos nossos passos enquanto o Estado conta com o apoio de hordas fascistas armadas… Mas a nossa luta existencial vai além da defesa de espaços sólidos.

Dessa forma, já está na hora de se dizer basta ao derrotismo permanente. A guerra social irrompe, independentemente de desocupações ou detenções. Não há fronteiras nos nossos corações. Por cada projecto destruído, outros dois deveriam surgir em qualquer parte do mundo. Por cada compa encarcerado/a, as nossas acções que tomem a palavra.

Desperta, participa, torna-te selvagem!
Guerra à guerra dos poderosos!

POR UM FEVEREIRO NEGRO