Arquivo da Categoria: Cartazes

[Santiago do Chile] Assassinam na prisão o companheiro Kevin Garrido – semana de agitação em sua memória de 5 a 12/11

SEMANA DE AGITAÇÃO E PROPAGANDA EM MEMÓRIA DE KEVIN GARRIDO

Na manhã de 2 de novembro de 2018 foi assassinado, no interior da prisão concessionada Santiago 1, o companheiro Kevin Garrido. A primeira informação fala de uma possível luta, no entanto qualquer morte no interior das prisões constitui um assassinato cúmplice com as engrenagens carcerárias e as estatais.

DE 5 A 12 DE NOVEMBRO

PELA DESTRUIÇÃO DE TODAS AS PRISÕES

KEVIN GARRIDO PRESENTE!!!

N.T. O companheiro Kevin Garrido Fernández tinha sido acusado do ataque `à bomba frustrado contra as 12° comissariado da polícia (29/10/2015) e do atentado explosivo contra a Escola da Gendarmeria (19/11/2015) em Santiago. Além de posse de pólvora negra e arma branca.  Após 3 anos em prisão preventiva, a 5 de setembro (2018) foi condenado a um total de 17 anos de prisão. Encontra-se na Prisão Santiago 1 em Santiago, no momento do seu assassinato, no dia 1 de novembro.

FOGO E EXPLOSÕES EM TODAS AS PRISÕES!

[Brasil] 9ª edição da Feira Anarquista de São Paulo com nova data (18/11)

Os organizadores da 9ª edição da Feira Anarquista de São Paulo anunciaram nova data do evento, que agora ocorrerá em 18 de novembro, domingo.

Os coletivos Ativismo ABC, Biblioteca Terra Livre, CCS e Nelca organizam a IX Feira Anarquista de São Paulo, dando continuidade ao já tradicional encontro anual de anarquistas e simpatizantes do mundo inteiro.

Na edição deste ano, assim como nas anteriores, acontecerá mostra editorial e venda de livros, jornais, revistas, fanzines e outros materiais libertários. A Feira de São Paulo pretende reunir editoras libertárias do país e do exterior.

Paralelamente à mostra editorial haverá palestras e debates, assim como diversas atividades culturais, como exposições, poesias, apresentações teatrais, musicais e outras atividades.

Todas e todos estão convidados!

Organização: Ativismo ABC | Biblioteca Terra Livre | Centro de Cultura Social | Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri

Data: Domingo – 18 de novembro de 2018

Horário: das 10h às 20h

Local: Espaço Cultural Tendal da Lapa | Rua Constança, 72 – Lapa, São Paulo (SP) | Próximo à estação de trem e terminal de ônibus Lapa

Entrada Gratuita

Blog: feiranarquistasp.wordpress.com

S. Paulo, Brasil: Semanas de agitação anti eleitoral

recebido a 24/10/18

SEMANAS DE AGITAÇÃO ANTI ELEITORAL

Dias antes das eleições se aproximarem, deu-se informalmente em São Paulo algumas iniciativas de difusão de ideias ácratas a respeito do não-voto. São três afiches espalhados pela cidade: “CUSPA AQUI”, contra o representante do fascismo Jair Bolsonaro, “NEM ESQUERDA, NEM DIREITA”(1), contra as instituições e “A DEMOCRACIA É APENAS UMA CONTINUAÇÃO DA DITADURA”, contra as formas de governo vigentes. A partir deste breve relato sobre as colagens e pixações, faz-se uma exposição mais além das palavras de ordem referidas.

O segundo turno se aproxima. No entanto, não há dúvidas de que o resultado não será determinado pela votação. Isto é, o fascismo vêm se expandindo desde muito tempo(2). O verdadeiro campo de batalha não está delimitado nas urnas, mas sim no campo delimitado por linhas imaginárias chamadas de fronteiras nacionais. O nacionalismo e o patriotismo sempre estiveram por aí. A bandeira do Estado de São Paulo, por exemplo, é ostentada em cada prédio público, ao lado da bandeira do Brasil, enquanto algumas datas marcadas no calendário rememoram episódios fundamentais para a ploriferação do autoritarismo.

A construção dessa fantasia não deveria incomodar igual? Existe liberdade dentro de um território controlado por um Estado? Não se trata exatamente do genocídio de pessoas marginalizadas e da produção de dissidências, a edificação das instituições?

A narrativa dos governos quaisquer que sejam sempre aponta um inimigo interno. Está pressuposto. Não haveria sequer possibilidade de nomear diretores para os presídios se não houvesse gente para ser presa. É disso que se trata tanto a democracia quanto a ditadura: uma necessidade constante de eliminar a vida. Desde que nascemos, uma realidade nos é imposta e devemos aceitá-la ou senão enfrentar as consequências mais cruéis para xs que recusamos ou subvertemos as regras do jogo(4).

A ditadura militar transformou-se numa democracia ao final dos anos oitenta, sem deixar de lado a guerra contínua instalada nos cantos deste território específico. Ao contrário, este conflito se revigora a cada ciclo desde a colonização. Isso se dá fundamentalmente através da generalização do medo. Não é muito curioso que a mídia corporativa estampe as manchetes das agressões antes ignoradas e, consequentemente, normalizadas, inclusive, pela própria população e demais que se calavam diante dos fatos? Qual a finalidade disto, senão espalhar medo entre as pessoas para enfim mante-las disciplinadas nos seus empregos, escolas etc?

Para quê outra coisa servem os regimes desde aquele período, senão para controlar de maneira violenta – e nunca suficiente, pois a repressão é a resposta principal de qualquer governo, invariavelmente, para aquilo que lhe é estranho – todos esses conflitos pela vida livre? Mais uma vez se apresenta, em forma de “crise”, uma fase para renovar as formas de poder, na medida em que o atrito sempre presente das difusas resistências deteriora a dominação. Porém…

A GUERRA PELA LIBERDADE NÃO CESSARÁ!

NEM DITADURA, NEM DEMOCRACIA!

NEM ESQUERDA, NEM DIREITA!

PELO CAOS E ANARQUIA!

Anarquistas.

1 Em 2011 antifascistas e anarquistas ocupamos o vão do MASP para barrar uma primeira manifestação de apoio a Jair Bolsonaro animada por nazistas da região de São Paulo. Na época, muitas pessoas se isentaram de tomar sua posição porque julgavam ser “apenas um confronto entre subculturas”:

2 Este é um afiche replicado aqui em São Paulo. Originalmente, o mesmo apareceu pela primeira vez nas ruas de Porto Alegre. Um salve para xs cumplices da luta informal!

CCL na Feira Anarquista do Livro 2018: 26, 27 e 28 de Outubro em Lisboa

recebido a 25/10/18

Nos dias 26, 27 e 28 de Outubro, o CCL vai estar presente na Feira Anarquista do Livro em Lisboa. Vão ser três dias dedicados às edições, ideias e movimentos libertários com bancas, debates, concertos e oficinas.

Logo no primeiro dia, pelas 21.30, terá lugar uma apresentação sobre o Centro de Cultura Libertária e a sua situação actual.

Consulta aqui o programa completo: https://feiraanarquistadolivro.net/programa.php

[Brasil] Sai a Crónica Subversiva 2

Número 2 da Crônica Subversiva
(com separata sobre Santiago Maldonado e o número 5 da revista da CNA Kataklisma)

Depois de uma operação anti anarquista em Porto Alegre, a condenação dos 23 no Rio de Janeiro e antes da festa eleitoral daqueles que tentam governar e devastar tudo, aparece o segundo número da Crônica Subversiva.

Como cada publicação antiautoritária que surge em diferentes tempos e lugares, a Crônica Subversiva procura ser um canal de expansão de idéias que não estão, nem estarão nunca, contidas nos meios de comunicação.

Também é uma publicação com uma visão particular da vida, da autonomia, e da procura da anarquia e da revolta, que parte daquele instinto, inquebrantável e sincero, de sermos indômitos. Essa a sensação que faz as pessoas sair nas ruas, se arriscar, agir, e fazer algo na anarquia, a que procuramos espalhar com estas letras.

Primavera 2018

Clica aqui para baixar e imprimir (no link vem um arquivo com o corpo da Revista  e outro ainda com a separata)

[Vigo, Galiza] XORNADAS ANTIRREPRESIVAS: A HISTORIA DA “COPEL”


recebido a 16/10/18
Como cada outono, a CNT-Vigo organiza unhas xornadas antirrepresivas co obxeto de concienciar e visibilizar o aumento da criminalización das loitas sindicais e sociais, a represión do estado e o continuo empeoramento do trato e situación das persoas presas nos cárceres.

Esta situación non é un problema excepcional ou puntual, senon que se trata dunha circunstancia que ven para quedarse grazas a creación por parte do sistema da sensación de medo como instrumento para a dominación, “chivos espiatorios” como o suposto aumento e a desprotección da xente fronte a criminalidade ou o medo a inmigración, entre outras razóns. Todo esta situación vese reflectida polo avance desmesurado da extrema dereita e o fascismo en Europa, o incremento das sancións e o troco destas a tipos penais, que antes como moito so chegaban a meras sancións económicas.

Este ano centramos estas xornadas na Coordinadora de Presos En Lucha (COPEL), un histórico movemento de presas e presos que loitaron pola liberdade e uns dereitos básicos nas cadeas na transición a democracia. Este evento desenvolverase nas seguintes datas:

VENRES día 19 de Outubro ás 19:00 h., proxección e debate do documental “COPEL: Unha historia de rebeldía e dignidade”, no local da CNT de Vigo, na R/Príncipe nº 22, 1º andar, local 34.

VENRES día 26 de Outubro ás 19:00h., palestra-debate a cargo de José Manuel Botana, membro da COPEL, no local da CNT de Vigo, na R/ Príncipe nº 22, 1º andar, local 34.

A CNT-Vigo está na obriga de analizar a realidade e explicar as causas deste sistema. Por esta razón, facemos un chamamento co obxeto de que difundades a organización deste evento que consideramos de gran interese e vixencia.

CNT-Vigo

em castelhano

Setúbal, Portugal: 18º Aniversário da COSA!

18 anos de okupação, resistência, criatividade, luta, autonomia, solidariedade, confronto, apoio-mútuo, liberdade

Numa altura em que se avizinham grandes transformações em Setúbal, continuamos a resistir e a lutar. A lógica do sistema dominante é cada vez mais forte e querem domesticar tudo e todes. Nunca vamos esquecer os pilares que sustentam a COSA e as nossas vidas. Vem celebrar o prazer de confrontar o que nos oprime! Suspeitamos que em breve o processo contra a COSA vai voltar a andar e precisamos de toda a solidariedade e apoio possível.

Programa:

Sexta 12
14h – Kafeta
17h – Pinturas, pintadas, salpicos e afins
20h – Jantar Bela Vida  (cada um trás algo pa comer)
22h – Convívio  (som, conversas, jogos, canções, etc)

Sábado 13
16h – Mostra de faixas pela COSA
17h – Oficina de construção de marionetas e fantoches, seguida de uma pequena peça
20h – Jantarada Brava
21.30h – Quizz!!! Uma oportunidade de brilhar entre os teus amigues!!
23h – Concertos – Enmasse + Desmarques + Catapulta + Sharp Knives

Domingo 14
15h – Oficina de Fermentados – Vamos fazer chucrute!  (tragam frascos grandes, couve branca ou coração, raízes e sal marinho)
17h – Piknik ao sabor do vento  (trás algo para contribuir)
17.30h – Oficina de Shiatsu (tragam uma esteira ou pequeno colchão, toalha ou lenço e roupa confortável)
20.30h – Sessão de pankecas!
21.30h – Cinema

Aparece sem medos, trás companhia e mantém a chama acesa
Rua Latino Coelho Nº 2  –  Setúbal

COSA É VIDA  *  ESTADO É MORTE
          STOP DESPEJO DA COSA
                        1 DESPEJO = 1000 OKUPAÇÕES

Porto Alegre, Brasil: Balanço dos Encontros “SEM DEUSES SEM MESTRES”

Aconteceu em Porto Alegre!

SEM DEUSES SEM MESTRES.
História, Memória e Atualidade do Anarquismo

Alguns anarquistas convidaram a quatro encontros, entre 1 e 22 de setembro, para trocar idéias sobre história e atualidade do anarquismo, na okupação Pandorga.

No primeiro encontro, no meio da persistente chuva, 25 pessoas chegaram para a atividade,  juntos gritamos e aplaudimos o forte trovão que ressonou no inicio da projeção do capitulo 1 do documentário Sem deuses Sem mestres: 1840-1906: A Paixão pela Destruição.

As formas em que nos posicionamos em relação ao entorno, enquanto anarquistas, abriu o debate para lembrar que o anarquismo surge, e se repensa, a partir das inquietudes por responder à opressão social, econômica, política, moral, etc.. Desde a interação social, com preocupações sobre como abordar alguns temas no nosso cotidiano, até a necessidade de expandir nossas idéias na procura de afins, ressaltou nossa  impossibilidade de permanecer apáticos frente à dominação. Seja uma pessoa tirana, seja o conflito pela terra dos povos não civilizados, seja a luta contra a exploração daqueles que estão obrigados a trabalhar, seja a tirania democrática ou monárquica, ou algum evento que evidencia à dominação, ficou claro que a procura pela liberdade é ainda a grande propulsora dos anarquistas.

Conversamos e percebemos que a pesar de não procurar nenhuma uniformidade,  é importante falar de alguns “princípios” anarquistas, elementos que nos permitissem nos identificar e posicionar como tais. Para uns trata-se da procura pela vida livre e o rechaço à todo aquilo que atente contra ela, para outros trata-se da destruição do estado e do capitalismo, alguns manifestaram a necessidade de “militar” para se sentir anarquistas, entanto que outros questionaram o anarquismo como estilo de vida e de liberação só individual.  Longe de dar uma resposta, o debate evidenciou a diversidade das motivações e os porquês das proximidades com o anarquismo, mas sobretudo, insistimos em que ser anarquista vai muito além de simplesmente adotar esse nome, se tratando duma posição não autoritária, duma intolerância com o governo, o Estado, a autoridade, duma vontade por disseminar sementes de liberdade e da possibilidade, concreta, de não nos sentir oprimidos por ninguém, nem oprimir ser nenhum.

Outro dos pontos que debatemos, nesse primeiro encontro, foi o poder, a partir da referencia ao empoderamento e outras “formas” de poder. Alguns manifestaram uma aproximação ao termo poder a partir das noções de poder popular e empoderamento, alguns outros rechaçaram a idéia de poder, resgatando a herança anarquista que nunca propus o poder como fim nem como meio, esclarecendo que este tipo de propostas provêm da aproximação das propostas esquerdistas, sobretudo a partir dos anos 60.

No segundo encontro, assistimos o capitulo 2 do documentário Sem deuses Sem mestres, 1907 – 1921: Terra e Liberdade. Ainda que com menos gente, e tendo acalmado, em parte, a sede do primeiro encontro, debatemos sobre dois pontos amplos: a educação libertária, e o tema da terra. Este último, infelizmente, não teve um retorno muito acalorado no debate, porém, cabe salientar que se remarcou a importância da terra para qualquer projeção de vida livre. Já o tema da educação libertaria, foi mais abordado, e a partir dessas reflexões também se apontou para a necessidade de espalhar as idéias, e de ter caminhos para transmitir práticas e princípios.

No terceiro encontro, assistimos o terceiro episódio do documentário, 1922 – 1945, Em memória do derrotado, que aborda dois episódios importantes: o assassinato de Sacco e Vanzetti nos Estados Unidos e a Revolução Espanhola, ambos como experiências frustrantes tomando em conta seus resultados finais. No debate insistiu-se em que depois dessa experiência, os anarquistas ainda vibram e agem, nos inconformado com o título do capítulo. Alguns dos assistentes ficaram impressionados com a real possibilidade de uma vida autogestionada, como foram os primórdios das cidades liberadas pelas colunas anarquistas na Catalunha. Falou-se bastante dos impasses e dos ataques dos comunistas dentro da Revolução Espanhola, e consequentemente, lembramos que e União Soviética não só não ajudou os combatentes, sob uma mínima proposta em comum da luta contra o fascismo, mas que até sabotou essa luta.

No último encontro, proposto para estabelecer uma ponte entre o ultimo episódio do documentário e os espaços e tempos mais imediatos, nos sentamos numa roda, numa tarde agradavelmente quente, para conversar sobre nossa memória em relação ao anarquismo. Um companheiro anarquista, recuperando a importância da voz e a escuta,  compartilhou conmosco episódios, caminhadas, anedotas e experiências da ampla e insistente história dos antiautoritários na região. Desde a lembrança da Colônia Cecília, fomos ouvindo sobre como os anarquistas espalharam-se por vários estados e, junto com mais outros expulsos de terras distantes, e companheiros que brotaram nestas matas, se juntaram em espaços, colônias rurais, sindicatos e o afã de criar publicações, sabedores de que assim, conseguiam chegar até outros corações rebeldes e que para muitos compas esse era o mais apreciado contato com outros anarquistas da região e do mundo. Assim, fomos mergulhando na história dos compas e da imprensa anarquistas na região.

Ouvimos também  sobre os embates contra os rebeldes: as leis de expulsão dos indesejáveis, o confinamento de presos em Clevelândia, os embates que chegaram do populismo da Era Vargas, durante a qual os sindicatos foram incorporados ao Estado, perdendo sua autonomia. Neste período, também se vivenciou uma forte repressão contra anarquistas e dissidentes de todo tipo, o qual provocou uma considerável descida na agitação ácrata.

Mas os anarquistas são teimosos, aqui e agora, e fomos teimosos também nos contextos mais duros. Assim, ouvimos sobre a permanência de centros de cultura, sobre jornais que resistiram, ainda que trocando de nome, sobre editoriais e até estudos fotográficos que se mantiveram pelo menos durante uma parte do período ditatorial, sobre os estudantes do MEL, nesta difícil etapa, marcada, aliás, por uma clara distancia dos grupos da esquerda.

Transitamos também pelo retorno à democracia, momento em que aparece o jornal anarquista, o Inimigo do Rei, assim como os anarkopunks e as tendências mais organizacionais do anarquismo que, esta vez, e sob a influencia de organizações de terras vizinhas, começam a tender pontes com o esquerdismo. Esta proximidade, muda a linguagem ácrata na região até a atualidade com suas respectivas consequências.

Finalmente, e ainda que muito sucintamente, abordamos o tema dos confrontos nas ruas que foram se criando e cultivando há mais tempo do que o 2013 como uma das faces atuais que nos movem para as ruas e para um desrespeito à materialidade da dominação, fator que cultiva uma proposta de conflito e não passividade diante das múltiplas formas de opressão.

Em todos os encontros, a riqueza da historia do anarquismo, nos levou da mão por reflexões, inquietações e sensações muito abrangentes, dentre as quais sobressaiu uma inquietude sobre as várias formas de procurar a anarquia, não como uma preocupação ou problema a ser resolvido, mas como um cenário que  paradoxalmente nos afirma nas procuras particulares e nas formas de vivenciar anarquia.

A inquietação diante da dominação, ascendeu a chispa para debater, em cada encontro, sobre o fato de que todas as ações dos anarquistas, seja em ação individual, coletiva, de reivindicação, de manifestação coletiva, ou de arremetida violenta, são fruto dum contexto; resposta e proposta diante de alguma situação frente à qual poucos podemos ficar indiferentes.  E ainda que  nos posicionando num combate permanente e histórico contra as máquinas do predomínio, na procura pela liberação total sentimos também a necessidade da vida livre a cada passo, assim, debatemos também sobre as possibilidades de vida em autonomia, sempre como uma facada ao encurralamento da vida imposta pela “sociedade normalizada”. Consequentemente, entendemos as ações anarquistas como aquelas repelem o que agride, e neste simples gesto, elas combatem há séculos, o sistema de dominação, não respeitando jamais as agressões legitimas da violência dos que mandam.

Foram encontros muito especiais, num momento em que valorizamos com maior afinco as decisões assumidas na hora de nos posicionar anarquistas. Estes encontros propiciaram, além do mais, nos juntar a falar do que acontece nosso entorno, de nos conhecer e até nos criticar para nos fortalecer, observando nossas palavras, nossas respostas diante de situações com as quais não concordamos, nossos interagires com os desconhecidos. Somado a isso tudo, nos encontros também trocamos idéias, sobre o quotidiano, desde a estranha posição de quem não está pensando em quem votar, mas qual vai ser a cor da chibata contra qual vamos combater, ou seja, desde o estranho olhar de quem se desapega das correntes e gaiolas e não as deseja pra ser nenhum, e isso, esse tipo de encontro, fez que alguns dos assistentes saíssem com pelo menos uma preocupação no rosto e outros, saíssemos sempre com um sorriso, sabendo que não somos tão poucos, e que temos tanta vontade como para seguir na vigência da procura pela anarquia.

Porto Alegre, primavera de 2018.

Cartaz A em pdf  l Cartaz B em pdf

Nota de Contra Info

Recentemente foi disponibilizado o documentário “Sem Deuses, Sem Mestres: História do Anarquismo”, dirigido por Tancrède Ramonet, legendado em português. O documentário realizado em três partes – de 52 minutos cada – busca retomar os principais acontecimentos dos últimos 150 anos de História Social, resgatando as origens e ações realizadas em nome do ideal político que tem lutado contra deuses e mestres. A partir de materiais de arquivo, além de vasta documentação, a série reconta a história do movimento anarquista internacional, de Paris a Nova Iorque, e de Tóquio a Buenos Aires.

Os episódios estão disponíveis online :

1840-1906 – A paixão por destruição:

1907-1921 – Terra e Liberdade:

1922-1945 – Em memória do derrotado:

E para download (via torrent) em melhor qualidade no link: https://goo.gl/d3B576

Para download via torrent sugerimos a utilização do software qbittorrent, disponível para download em https://www.qbittorrent.org/

Buenos Aires, Argentina: “Arte e Sabotagem” Jornada de apoio a presxs – 25/08

Arte e Sabotagem – 1ª edição – Jornada de apoio a presxs

Edição especial – pelo nosso irmão Santiago Maldonado, companheiro Lechuga presente!

25/08 – sábado – a partir das 14h

“Kaasa La Gomera” – Barracas,
(cruzamento das ruas Quinquela Martin e Hornos)
Buenos Aires

em espanhol l inglês

[Itália] Furor Manet

FUROR MANET
Setembro 2016, a Operação Scripta Manent, dirigida pelo procurador do Ministério Público de Turin Sparagna, leva à detenção de 8, entre companheiros e companheiras.

A principal acusação é a constituição de uma associação subversiva com fins terroristas. Junto com isso, a imputação inclui vários outros ataques, todos assinados pela FAI (Federação Anarquista Informal) e FAI / FRI (Federação Anarquista Informal / Frente Revolucionária Internacional). Até hoje, cinco companheiros e uma companheira permanecem na prisão, outra em prisão domiciliária, enquanto no bunker de Turim o julgamento segue a bom ritmo. Dezenas de polícias de múltiplas cidades vão alternando no cenário do tribunal, na presunção de reconstruir a história do movimento anarquista contemporâneo. O começo está sinalizado, como já vimos inúmeras vezes, na época do julgamento de Marini, durante os anos 90. Desde então, o aprofundamento obsessivo e incessante das nossas vidas leva os espiões profissionais a enumerar e distorcer até os detalhes mais ínfimos, até os mais insignificantes ou íntimos do dia a dia, das nossas vidas e relacionamentos. Uma representação patética, mecânica e determinista que nos deixa indiferentes.

É nas diferenças individuais e nos confrontos ásperos e por vezes carregados de tensões contrastantes que reside a história do movimento anarquista – a história de cada um ou uma de nós, com limites e contradições. A esta história pertencem as práticas revolucionárias, algumas das quais estão no banco dos réus em Turim.

Em tempos como este, mais do que nunca, apoiar métodos revolucionários significa lutar contra a repressão do Estado, cujo objetivo é sepultar os/as nossos/as companheiros/as debaixo de anos de prisão e aniquilar a história do movimento anarquista.

Nem um passo atrás, pela Anarquia.
Cassa antirep. Alpi Occidentali

Montevideu, Uruguai: Convite para a 7ª Feira do Livro Anarquista

7ª Feira do Livro Anarquista em Montevideu. Proximamente, em Setembro. Centro Social “Cordon Norte”, J. Requena 1758 FERIAANARQUISTAMVD.WORDPRESS.COM

A partir de Montevideu-Uruguai, convidamos todxs xs interessadxs a participarem na Sétima Feira do Livro Anarquista.

A máquina do capitalismo continua a sua colonização em cada esfera das nossas vidas, mercantilizando as relações e arrasando o eco-sistema. A civilização mantém-se enquadrada na sua rotina de produção e consumo – enquanto o desenvolvimento vai tornando os dispositivos de vigilância e repressão cada vez mais sofisticados – mantendo-se a mira sobre todxs xs que quebrem os códigos impostos e alterem a normalidade.

Vive-se tempos de sobre-informação, onde os meios de comunicação são cada vez mais eficientes na tarefa de formar verdades absolutas, construídas mediante relatos que propiciam o medo e a submissão dos que fazem o jogo ao domínio estatal. Aumenta a cegueira montada pelo show mediático do espectáculo, gerando um foco de atenção manipulado e aparado ao gosto dos poderosos. Isto assegura ainda mais dependência e adoração a instituições punitivas e repressivas, bem como se favorecem os antigos mecanismos do tipo militar e a “mão dura”, que são outro sintoma de decomposição social.

O planeta encontra-se na etapa do colapso ambiental, fruto dos métodos produtivos capitalistas que avassalam o meio envolvente, provocando nele uma sistemática decadência cuja consequência é o assassinato e empobrecimento da vida.

Enquanto a democracia oferece uma política tranquilizadora baseada no diálogo e na mediação, os governos da direita ou da esquerda oferecem diferentes formas de administrar a mesma miséria, deixando à rédea solta as macro-empresas exploradoras e as multinacionais. As soluções reformistas emanam de todo o lado e por toda a parte como comprimidos adormecedores, dando lugar ao rearranjo dum sistema que perpetua a sua hegemonia e trata de conseguir uma cobertura mais benevolente e aceitável.

Enquanto anarquistas e anti-autoritárixs, a nossa posição deve manter-se firme e sustentada. Se se deseja que sejamos protagonistas – gestantes da mudança debemos combsocial, encaminhando-nos para um mundo de solidariedade recíproca – onde cada individualidade conviva com o resto em total liberdade, deve-se então combater o monstro capitalista em todas as suas facetas e variantes. O confronto é inevitável  – sempre que mantenhamos intacta a convicção de transformação – mas devemos pensar estrategicamente. Traçar um imaginário prático revolucionário no presente é um desafio necessário e vital – visto que assumir a responsabilidade perante um mundo que se desarma aos bocados requer um compromisso incorruptível, onde não funcionam as meias tintas. Por isso convocamos à sétima feira do livro anarquista, para levar a cabo instâncias de reflexão e diálogo que alimentem a nossa capacidade de incidência no presente – já que agora é quando temos mais de nos exercitar para desenvolver uma força criadora que abra caminho a outra forma de vida.

Temos que repensar as formas dinâmicas de nos defendermos dos poderosos e dos seus fantoches, dos responsáveis da devastação. Já é hora de se ampliar e propagar a prática transformadora como potência de uma vida em liberdade – contraposta aos interesses dos políticos e empresários que procuram a nossa aprovação conformista.  A passividade instalada tem de ser substituída por uma atitude vivaz e rebelde, que contagie ao desejo de mudança, que infunda ânimo à reafirmação sobre as bases da auto-organização horizontal, enquanto modelo generalizado. Ainda temos muito que pensar e projetar nesta direção, porque baixar a guarda e a resignação não é nenhuma opção para xs amantes da liberdade.

em espanhol

[São Paulo, Bra$il] Roda de conversa em solidariedade com Marcelo Villarroel Sepúlveda

recebido a 18.07.18

Na próxima segunda-feira, 23 de julho, acontecerá um encontro em solidariedade ao preso libertário Marcelo Villarroel Sepúlveda, que se encontra encarcerado no presídio de segurança máxima de Santiago, território controlado pelo estado chileno, juntamente a Juan Aliste Vega.

Durante o encontro haverá leitura e escrita de cartas, atualizações sobre o “caso security” que se prolonga desde 2007 e uma conversa informal.

O encontro acontecerá no “espaço tia Estela”, situado na okupa do viaduto no Brás, em São Paulo.

Para enviar qualquer mensagem, sugestões ou contribuições escreva para: atentadoautonomo@espiv.net

“Enquanto houver miséria haverá rebelião”

S.Paulo, Brasil: Chamado para uma Feira de Materiais Independentes – 25/08

recebido a 18.07.18

CHAMADO PARA UMA FEIRA DE MATERIAIS INDEPENDENTES – ATIVIDADE DA
SEXTA SEMANA INTERNACIONAL PELXS ANARQUISTAS PRESXS

Em resposta ao chamado da “sexta semana internacional em solidariedade pelxs anarquistas presxs”, que acontecerá de 23 a 30 de agosto, haverá uma primeira feira de inverno de materiais independentes no dia 25 desse mês.

Este é um chamado aberto para quem quiser nos enviar propostas com o foco anti autoritário para somar na atividade. Além disso, é principalmente um convite para participar dessa iniciativa no “espaço Tia Estela”, situado de baixo do “viaduto alcântara machado” em São Paulo.
Toda contribuição para autogestão do espaço é bem-vinda.

A luta pela liberdade não acontece sem a luta contra as prisões. Estes espaços repugnantes estão cercados por muralhas, formas violentas de controle, dispositivos de segurança e vigilância constante. Sem uma estrutura como estas seria impossível algum Estado ou qualquer governo manter-se no poder. É necessário enxergar as cadeias não só como a principal ferramenta da dominação contra as pessoas subversivas que preferem a guerra à passividade das massas, mas também como laboratório do sistema e um dos principais meios para perpetuar a escravidão e o trabalho.

Uma batalha foi perdida porém, mesmo atrás das grades, a luta continua.
Dentro das cadeias estão, de maneira contida e continuada, os conflitos contra os aparatos jurídicos dos estados nação e toda a sociedade moralista que lhe dá suporte. Essa realidade prolonga a caminhada pela destruição da civilização, das máquinas predatórias do mundo cibernético e industrial, de todas as grades, muros e fronteiras que massacram a vida na terra.

Por essas e muito mais coisas, é necessário apoiar xs anarquistas presxs, não deixa-los sós e, com isso, voltar nosso olhar para as pedras pilares que dão corpo ao inimigo.

“Viver a anarquia comporta o risco de acabar no cárcere” – Marco, cárcere de Alexandria.

O cronograma completo estará disponível no dia 23 de Agosto.
Envie uma mensagem, envie uma contribuição!

Inverno Anárquico
invernoanarquico@riseup.net

em inglês

Setúbal, Portugal: Solidariedade com a C.O.S.A. (1-3 Junho)

Casa Okupada de Setúbal Autogestionada (C.O.S.A) a resistir à 17 anos!

2 de Junho (16h) – Concentração Solidariedade com a C.O.S.A.!

Passado 1 ano da última audiência prévia voltamos a juntar companheires, amigues e todas que estão solidárias com a COSA, para continuar a resistir. Vamos passar uns dias em grande descobrindo novas e reforçando velhas afinidades. Vão haver actividades, belo pitéu, acções, exercício, música e tudo mais que desejarmos. Aparece sem medos e divulga!

Mantendo a chama acesa!!!

Saúde & Anarquia

COSA – R. Latino Coelho nº2, Setúbal

La Paz, Bolívia (Biblioteca Flecha Negra): RECORDANDO O PUNKY MAURI

Atividade onde se projetará vídeos
Debate anti-carcerário
Conversa com as Edições Herejes acerca da reedição do livro “Punky Mauri, a ofensiva não te esquece”

Sábado 26 de maio às 18:00

Biblioteca anti-autoritária Flecha Negra
Rua 1, descendo até ao río Orkojawira, zona Villa Fátima

em espanhol

Porto, Portugal: Programa do 1º Encontro Anarquista do Livro – 4 a 6 de Maio

O Encontro Anarquista do Livro realiza-se nos dias 4, 5 e 6 de Maio de 2018, no Porto, e constitui um espaço de afirmação da dissidência, de intercâmbio de ideias, experiências e materiais, e de fortalecimento de redes de afinidade.

Programa completo:

Continuar a lerPorto, Portugal: Programa do 1º Encontro Anarquista do Livro – 4 a 6 de Maio

Brasil: Cartaz em solidariedade com xs que resistem à Operação Erebo

Ainda no contexto em que colar um cartaz pode ser muito mais complicado do que antes – com uma investigação que segue na procura dos tão desejadxs “culpadxs” – a indiferença é impossível diante das repressões.

A solidariedade tem sido a melhor propaganda anarquista e um impulso de ação ao longo dos vastos territórios em conflito. Umas vezes ampla e diversa, outras vezes em ato vingador em ação individual.

É um impulso que nos faz reagir diante dos golpes aos outrxs – ainda mais se chamarmos esses outrxs de companheirxs ou afins. Não como espírito humanitário, mas como resposta agressiva – como grunhido que nos reafirme na nossa decisão de antagonismo contra a dominação. Como abalo de coragem que nos permita escrever de cabeça erguida a nossa história.

Nem arrependidxs nem amedrontadxs, estamos onde sempre estivemos, contra toda a autoridade e em defesa da liberdade. Em solidariedade com xs nossxs companheirxs e mais convencidxs do que nunca.

Enquanto algum ou alguma dxs nossxs estiver a ser incomodadx, aparecerão os cantos de força e guerra – os que xs nossxs ancestrais não civilizadxs, indomáveis, bandidxs, marginais e anárquicxs nos têm ensinado – entoados forte (e graduados).

[Santiago, Chile] Lançamento do livro: Louis Lingg. Já o devem saber pelos estrondos

Lançamento do livro: Louis Lingg. Já o devem saber pelos estrondos. Memória insurreta: Origens do 1º de Maio e a vida de um dos seus protagonistas

Em que dia? 5º feira, 5 de Abril 2018
A que horas? 19:00
Onde? Avenida Brasil 658, Santiago Centro*Vídeos
*Lançamento-conversa
*Venda de rifas e comida em solidariedade com Juan Aliste Vega e a sua situação médica.

Louis foi um anarquista alemão que, após imigrar para os Estados Unidos, participa em diversas lutas, greves e círculos de ação anarquista. É detido após os acontecimentos do 4 de Maio de 1886, na Praça Haymarket, sendo processado por conspiração e morte de vários polícias. Por fim é condenado à forca, juntamente  com mais quatro anarquistas.A 10 de Novembro, um dia antes da data da sua execução, Louis decide suicidar-se mediante explosivos, no interior da sua cela. Em homenagem aos quatro anarquistas mortos pelo Estado e em memória da grande repressão que se seguiu às mobilizações por uma jornada laboral de oito horas é que se comemora até aos nossos dias o primeiro de Maio como o “Dia internacional dxs trabalhadorxs”.

Neste livro resgatamos a história de Louis Lingg, um dos anarquistas (protagonista deste processo) que tem sido mais esquecido.

“Repito que sou inimigo da “ordem” atual e repito também que, com todas as minhas forças e enquanto me restar um alento, a vou combater (…) digo-lhes: Desprezo-os!; desprezo a sua ordem, as suas leis, a sua força, a sua autoridade! Enforquem-me!
–Louis Lingg-

***Ficha técnica do livro***
Título: Louis Lingg. Já o devem saber pelos estrondos. Memória insurreta: Origens do 1º de Maio e a vida de um dos seus protagonistas.
Autor: Colecciones Memoria Negra
Editorial: Colecciones Memoria Negra
Preço: $4.000
Páginas: 198 com Ilustrações.

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* Companheirxs de Bibliotecas e editoras: Para as editoras que queiram distribuir este livro, assim como para as bibliotecas às quais podemos doar algum exemplar contatem-se particularmente – antes de assistirem – para  se coordenar entregas durante a atividade.

*Companheirxs prisioneirxs da Guerra Social: As visitas e íntimxs de cada companheirx na prisão que nos escrevam e avisem-nos para coordenar a entrega de uma cópia do livro para xs compas encarceradxs e efetivamente esta chegue às mãos do/a compa.

Colecciones memoria negra
www.coleccionesmemorianegra.wordpress.com
coleccionesmemorianegra@gmail.com

[Madrid] Projeção do documentário “Montagem: Caso Bombas” no Local Anarquista Motín – 3 de Abril

Terça-feira, 3 de Abril, às 19h30, como sempre na primeira terça-feira de cada mês: PROJEÇÃO

Desta vez vamos projetar o documentário “Montagem: Caso Bombas” com pipocas e jantar.

Muitos estados e governos, amparados na impunidade concedida pelo exercício do poder, recorreram às montagens como arma política para desacreditar, invalidar e aprisionar os seus detratores. Mas o que é uma montagem política e policial? Como é feita? Quem as faz? Estas questões são abordadas neste documentário, desenvolvido coletivamente pelo Canal Barrial 3 do Bairro Yungay, tendo como pano de fundo e principal referência a montagem denominada “Caso Bombas”, articulada contra o mundo anarquista e as casas okupadas no Chile da “transição para a democracia”.

Como vir cá ter?

Calle Matilde Hernández, 47 <M> Oporto o Vista Alegre, Madrid (Espanha)

localanarquistamotin

em espanhol

Chile: Cartazes em memória das companheiras Norma Vergara e Claudia López

Como gesto mínimo em sua memória, imprimimos cartazes em recordação das companheiras Norma Vergara e Claudia López

OS ANOS PASSAM E XS NOSSXS MORTOS EM GUERRA CONTINUAM A ACOMPANHAR-NOS

Norma Vergara é assassinada pelas balas da DIPOLCAR a 26 de Março de 1993. Tinha decidido combatrr os aparelhos repressivos do Estado e lutava na clandestinidade nas Forças Rebeldes e Populares Lautaro. Claudia López, ao lutar encapuçada, na povoação La Pincoya, é assassinada pelas balas policiais a 11 de Setembro de 1998.

Ambas foram assassinadas pelos defensores da autoridade, ainda que em diferentes dinâmicas de confrontação, ambas elegeram o confronto, romper com os seus contextos e os papéis secundários impostos socialmente às mulheres. Recordamos as companheiras, resgatando a sua decisão de combater, num confronto sem trégua contra o Estado, seus guardiões e seus falsos críticos.

Irmanamos-nos com esta vontade de guerra, que rompe moldes, estereótipos, que combate o apelo à resignação, que participa e gera acções contra a autoridade, o seu fogo não se apaga…

…em Março, passados 25 anos da morte de Norma Vergara…
…em Setembro passados 20 anos da morte de Claudia López…

SOB MÚLTIPLAS FORMAS, COMBATENDO O PODER,
TODXS PARA AS RUAS!!!

em espanhol

[Galiza] Anarconcerto solidário com a Editorial Abordaxe! em Compostela a 6 Abril


O vindeiro venres 6 de Abril desde a Editorial Anarquista Abordaxe! celebramos a chegada da primavera cun anarconcerto como unha das diversas actividades que estamos realizando co fin de recadar cartos para afrontar o novo proxecto editorial. Nesta xornada musical contaremos con TAIGA DUKHA (crust desde Vigo), KALI A.K.A. LA NEGRA (rap desde Lugo) e VERBENA VELUTINA (punk desde Compostela). E para rematar esta festa primaveral contaremos cunha FOLIADA ABERTA. Os concertos terán lugar no CSA DO SAR (rúa Curros Enríquez nº28) a partir das 19:30h.

ACUDE E DIFUNDE!!!

en alemán