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Iruñea, Navarra: Solidariedade internacional – Junho negro/ekainak beltza

 Na noite de 2 para 3 de Junho fomos ao consulado italiano em Iruñea (Rua Taconera, 2 – frente à Delegacia Central da Polícia nacional) e pintamos-lhe a fachada com 5 kg de tinta. Este gesto solidário é dedicado aos companheiros e companheiras anarquistas prisioneirxs do estado italiano.

Solidarizamos-nos com o anarquista sardo Davide Delogu que recentemente tentou a fuga da prisão de Brugoli (1 de Maio).

Pelxs anarquistas presxs nas prisões de Ferrara, Alessandria, Uta, Rebibbia, etc.

Solidariedade aos companheiros e companheiras detidxs e perseguidxs em Turim.

Solidariedade aos/às anarquistas visadxs pelas operações Scripta Manent e Shadowv.

A próxima visita será com dinamite

Junho negro/ekainak beltza

N.T. Iruñea (em basco, Iruñea) também conhecida por Pamplona, é capital da província e comunidade foral (autónoma) de Navarra, no estado espanhol.

[Itália] Para que Junho se torne perigoso

Chamada internacional de mobilização solidária com anarquistas presxs naquela região (em pdf também)

Escrito a partir das reflexões do encontro “De cabeça erguida”

PARA QUE JUNHO SE TORNE PERIGOSO

A repressão do Estado é parte fundamental deste sistema de domínio, sendo simultaneamente a mais abjeta das suas expressões; não surpreende, portanto, que todxs xs que não fossem passíveis de recuperação pelo sistema de poder – as individualidades anárquicas, revolucionárias e rebeldes – tenham sido os seus alvos, em particular e historicamente.

A ação direta foi a resposta encontrada por essas individualidades à repressão sobre elas exercida – seja ela física, psicológica, moral, social ou económica, desencadeada por todos os componentes do poder democrático a que se junta a brutal e indiscriminada violência das suas mãos armadas e da judiciária.

Essa ação direta – sempre dirigida aos responsáveis ​​pela repressão – é realizada tanto pela destruição criativa e libertadora dos locais de domínio como pela sabotagem das suas infraestruturas, para pôr fim, ou pelo menos dificultar, as causas da exploração e opressão de humanos sobre outros – animais humanos ou não humanos – e sobre a terra. Na ótica da libertação total, assistir passivamente à reprodução do domínio é ser cúmplice – é precisamente por isso que continuam de cabeça erguida em rebeldia.

Já como consequência disso, o poder coloca todas as suas estratégias em ação, continuando com os julgamentos e processos contra companheirxs seja pelas suas ações, conflitualidade ou escritos. No próximo mês haverá o julgamento de cassação relativo à chamada operação “Shadow” [Sombra], na qual um certo número de companheirxs são acusadxs, entre outras coisas, de instigação para se cometer um crime, no decorrer da publicação da revista KNO3[1].

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