Contato

Para contribuir com traduções, edições-correções e/ou materiais originais para publicação tais como atualizações a partir das ruas, reportagens de ações, comunicados de reivindicação, textos dxs companheirxs presxs ou perseguidxs, chamadas, brochuras, artigos de opinião, etc.: contrainfo(at)espiv.net

[Itália] 30/11 – Julgamento NO TAV: Chamada internacional para ações de solidariedade

arrive A luta contra a linha de alta velocidade TAV em Valle de Susa colocou a quem governa um problema muito maior que a mera construção da obra – pois o que estava em jogo era de uma envergadura bem diversa.

Quem quer que tenha decidido lutar – com a obstinação e capacidade necessárias para tal – acabou com os planos daqueles que desejavam construir aquela linha ferroviária. Está em cima da mesa a capacidade do Estado controlar um pedaço do território e uma população hostil a uma decisão imposta desde cima, que ameaça vales, montanhas e a vida de quem os habita.

Para fazer com que a ordem se restabelecesse – as pessoas encerradas em casa e o trabalho sem interrupções na obra – quem administra e gere dotou-se, com o passar do tempo, de vários dispositivos para o castigo, controlo e melhor prevenção. Assim militarizaram o vale, os tribunais acumularam expedientes contra “os malfeitores NO TAV” e no ministério público estudaram-se novas estratégias para desgastar quem lutava – desde as multas enormes até às condenações a penas de prisão exemplares.

A mais audaz das jogadas foi, sem sombra de dúvida, a acusação de terrorismo contra Chiara, Claudio, Mattia e Niccolò e, posteriormente, contra Francesco, Graziano e Lucio pela sabotagem às obras de Chiomonte, na noite de 13 de Maio de 2013.

Este paradigma acusatório, já derrotado no tribunal de cassação e no julgamento em primeira instância, provavelmente será novamente apresentado a julgamento em tribunal de apelação contra os quatro primeiros – Chiara, Claudio, Mattia e Niccolò –a 30 de Novembro. Para sustentar a validade das acusações, a seguir aos acusadores Rinaudo e Paladino, descerá à plateia o acusador geral Marcello Maddalena, quase a reformar-se.

A acusação baseia-se principalmente no artigo do código penal 270 bis que proclama, entre outras coisas, que é terrorista a ação que tente forçar, com factos, “os poderes públicos ou uma organização internacional a cumprir ou a abster-se de cumprir qualquer ato”.

Não é necessário sermos juristas para entender as implicações de um artigo de lei deste tipo: qualquer luta que decida superar os recintos da dissidência permitida e entorpecer na prática um projecto do Estado e os interesses particulares dos quais se compõe, agora fica sujeito não só a blindagens, cassetetes, escavadoras e denúncias ordinárias como também à ameaça destas normas antiterroristas.

Por este motivo a lógica acusatória da base dos julgamentos por “terrorismo” não ameaça unicamente a liberdade dos 7 processadxs e da luta NO TAV na sua totalidade, mas também a de todos aqueles que não têm intenção de renunciar à luta, tanto no Valle de Susa como em qualquer outra parte.

Como reagir? Seguramente não será regressando todxs a casa em boa ordem. Assim como as vedações se podem cortar, as blindagens podem-se quebrar, as máquinas podem-se ser sabotadas, também o dispositivo do “terrorismo” se pode atacar.

A solidariedade enorme que se desenvolveu no dia seguinte às detenções recorda-nos isto. Não foi uma simples reação em defesa dxs sete companheirxs antes sim um forte impulso, às vezes pró-ativo, capaz de não fazer perder a vontade de colocar varas entre as rodas aos responsáveis pela obra, cada um/a  com os seus próprios meios

Os trabalhos continuaram a ser perturbados na obra, a maquinaria das empresas continuou a ser sabotada com frequência, os principais financiadores e partidários da linha Turim-Lyon, como o Partido Democrático e as agências bancárias de Intesa-San Paolo, foram atacadas de diversas formas tal como a linha de alta velocidade em muitas das suas artérias foi alvo de bloqueios e contratempos, mostrando-nos, uma vez mais, a omnipresença das infra-estruturas e da sua vulnerabilidade.

O processo de apelação começa a 30 de Novembro e não durará mais de uma semana.

Durante este período, voltamos a apresentar a questão e a organizar a solidariedade com Chiara, Mattia, Claudio, Niccolò, assim como com Graziano, Francesco, Lucio, tanto no vale como na cidade. Demos vida a iniciativas, atividades benéficas, ações de informação e de agitação, cada um/a segundo as próprias possibilidades, cada um/a onde viva e lute.

Companheirxs e solidárixs com xs acusadxs

fonte: informa-azione

espanhol

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>