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México: Atentado explosivo contra a petroleira EXXON, em solidariedade com xs anarquistas do caso Aachen

Comunicado recebido juntamente com as fotos a 17/04/2017

Depois da meia noite…

Atendendo à chamada de ação em solidariedade com xs anarquistas do caso Aachen – a 16 de Abril de 2017, aproximadamente à 1:30 horas – colocámos um dispositivo explosivo que detonou nas instalações da petroleira EXXON, na Cidade do México, situada na via norte 59, colónia Industrial Vallejo.

EXXON é uma corporação petroleira e química com sede no Texas, EUA, que conforma em si mesma um historial criminal completo – assassina, genocida e ecocida. O seu larguíssimo currículo de devastação não tem poupado no derramamento de sangre, morte, tortura e exploração, onde quer que cheguem os seus tentáculos. E a seguir, quando se calam os gritos dos massacres que provoca, cava ela mesma as tumbas das suas vítimas – fazendo exatamente o mesmo do que faz com as mesmas máquinas – quando suga o suor da terra e dos seres humanos.

Mas agora foi a vez dela. Toma aí a nossa oferta de ódio e raiva! … porque nada é intocável. Porque não nos intimida o pesado silêncio que impuseste – com base no me do e com violência – sobre os teus crimes, nem tampouco nos intimida a estreia do teu secretário de Estado…

Estás a festejar agora os teus três contratos de licenciamento de gigantescos blocos de hidrocarbonetos no leito marinho do Golfo do México? Nós festejaremos a sabotagem! Que cresça a ira! Não há ações pequenas! Viva o ataque frontal e o caos!

I. E continua a dar…

Por aqui vive-se um clima de angústia pela difusão do medo perante o facto de “o novo governo Trumpista «tinha começado» um pacote de medidas agressivas, racistas, violentas contra «o povo mexicano». Ah! Co-me-ça-do? Como se alguma vez tivesse existido a situação contrária! Há muito, mas muito tempo, que o que temos cá é um sistema de domínio colonial dos grandes mercadores e dos donos financeiros e militares do que chamam América do Norte às nossas costas!

Mas a manipulação mais importante  – a que está na base desta nova versão de difusão de temor- é o retorno ideológico aos nacionalismos que se encontra no seio das necessidades de reconfiguração atual do capital. Uma verdadeira representação teatral camaleónica fascista!

Mas a que chamam de ‘o povo do México’? Se o que há aqui é um prisma de diferentes faces brigando por território e poder, oprimindo-se entre si, em constante luta! Tiremos-lhes de uma vez o véu dos fetiches nacionais! A crença na nação só perpetua o racismo! Tiremos-lhes a cadeia idealógica da crença no “povo”! A crença no “povo” só limita o livre desenvolvimento e autoafirmação da vontade humana! Não são mais que fantasmas a cegar-nos!

Já não acreditamos em fantasmas …olhamos para os seres humanos reais e para os seus apetites.

II. Sobre o muro chamado estados criminosos

Vão colocar um muro? Agora é apresentado como uma novidade a tragédia da construção de um muro entre México e EUA. Mas se há tanto tempo que esse muro foi posto! Fisicamente numa terça parte da fronteira, mas historicamente pelas vias das intervenções militares, políticas e económicas que assassinam os migrantes na sua passagem pelo México, através de ambas as fronteiras, tanto a norte como a sul. Tudo isso em conjunto com os hipócritas funcionários do Estado mexicano. E aos olhos de todos…

E que o despojo sistemático que provocou um deslocamento forçado das populações? Aquele que o patrão exportador extrativo impõe na América Latina, para benefício das grandes corporações internacionais e de 1% da classe parasitária no poder (que administram violentamente os estados latinoamericanos mediante as leis e grupos paramilitares)? Esse deslocamento das populações despojadas de tudo em busca dos meios necessários para sobreviver? Mas que a cada passo só encontram racismo, violência, escravatura, morte?
Milhares de desaparecidos. Onde estão?

E que existirão deportações em massa? Obama  bateu recordes de deportações também! Pensamos que a constante ameaça de deportação tem o efeito de manter o clima de medo necessário para se aceitar um recrudescimento da exploração, para manutenção da taxa de acumulação de capital. De modo que pensamos que esta política da deportação não passa de uma estratégia mais para a intensificação da fase de sobre-exploração laboral e de destruição da natureza de um lado e outro da fronteira. Destruamos os muros! Destruamos as mercadorias! Destruamos o trabalho!

Solidariedade com xs anarquistas do caso Aachen! Força companheirxs!
Solidariedade com xs companheirxs sequestradxs em Koridallos e com a companheira Pola Roupa! Força companheira!

Pela célula de difusão do Comando Feminista Informal de Ação Anti-autoritária
(COFIAA)

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