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México, Oaxaca: Atentado explosivo contra Banco Santander

QUE A MEMÓRIA HISTÓRICA SEPULTE AQUELXS QUE CONDENEM A PASSAGEM À OFENSIVA CONTRA A AUTORIDADE!

Após vários meses de preparação – com vista a se direcionar os objetivos – decidimos começar a atacar cada um desses miseráveis símbolos e figuras que representam o poder e a autoridade. E que melhor instante seria do que ao recordar o compa insurreto Mauricio Morales – nove anos passados da sua morte – ao fazer a guerra que desde sempre tem estado declarada por todos xs indivíduxs que num ato de violência e amor se negam a aceitar o condicionamento que qualquer tipo de dominação impõe. Todxs aquelxs que em conspiração informal dão rédea solta aos seus mais puros desejos de agitação e guerra, não pedindo direitos nem justiça, apenas objetivando a libertação total.

Assim, na madrugada de 25 de Maio, colocámos um dispositivo explosivo numa sucursal bancária Santander, na cidade de Oaxaca, causando danos aquela.

POR CADA COMPANHEIRO CAÍDO!
POR CADA COMPANHEIRO PRESO!
POR CADA COMPANHEIRO FUGITIVO E PERSEGUIDO POR CADA ATAQUE FRONTAL E SEM MEDIAÇÃO!
PELA LIBERTAÇÃO TOTAL!
GUERRA AO ESTADO!

Brigada de Ação Informal Bruno Filippi

em espanhol

México: Fernando Bárcenas por fim livre!

Fernando Bárcenas saíu da prisão a 11 de Junho de 2018, pelas 21h. Uma vez cá fora queimou o uniforme prisional que foi obrigado a usar durante 4 anos e meio.

Preso a 13 de Dezembro de 2013, durante os protestos contra o aumento das tarifas do metro, o companheiro foi acusado de ter incendiado a árvore de Natal da Coca-Cola; desde então encontrava-se na prisão norte conhecida como ReNo, na cidade do México.

Em dezembro de 2014 foi condenado a 5 anos e 9 meses de prisão por ofensas de ataques à paz pública e à associação criminosa. Pouco depois de sua detenção, Fernando trabalhou em numerosos projetos: oficinas de redação, difusão e informação – fanzines e o jornal independente de combate à prisão “El Canero”, que significa “Aquele que está na cadeia”- um media livre, produzido por prisioneirxs, por trás das grades de várias cadeias, na capital mexicana e noutros lugares.

Para Fernando, “El Canero” é um projeto que quer explicar a realidade vivida nas prisões e relacioná-la a um contexto social mais amplo, no qual somos todxs prisioneirxs em diferentes níveis. Este jornal ajuda a espalhar a luta anti-prisão, tecendo uma ligação de comunicação entre xs prisioneirxs e o mundo exterior”. Para ele é “demonstrar que a luta é conduzida independentemente do local e com os meios disponíveis, sem esperar que todas as condições sejam cumpridas”.

Assim, o primeiro Canero foi lançado em junho de 2014 e até ao momento foram já escritos cinco números, o conteúdo tem evoluído. Este jornal é o produto de inúmeras reuniões de prisioneirxs, intercâmbios e reflexões, ações conjuntas, greves de fome … No seu caminho, Canero vê o nascimento de organizações informais de prisioneirxs em  resistência, ações coordenadas – ele liberta denunciando a besta da prisão, a autoridade e confinamento dentro e fora dos muros.

Em novembro de 2017, Fernando lança uma nova ideia: criar uma biblioteca independente gerida pelxs próprixs prisioneirxs, e após vários meses de trabalho e construção, a biblioteca foi inaugurada a 28 de abril de 2018 com o nome de Xosé Tarrio González *; a biblioteca continua a crescer até hoje contando já com muitos documentos, entre livros, revistas e folhetos … a biblioteca continua a sua rota, hoje.

Durante todos esses anos, Fernando também incentivou e iniciou a organização de prisioneirxs na resistência; primeiro, incentiva a formação do CCPR (Coordenação de Combate dxs Prisioneirxs em Resistência), mais tarde participou na coordenação de greves de fome com outrxs prisioneirxs anarquistas (da Cidade do México). Depois disso, o compa lança e encoraja a formação do C.I.P.RE (coordenação informal de prisioneiros em resistência) como uma forma de organização e espaço para todxs aquelxs que foram apanhadxs e torturadxs pela maquinaria de prisão. O CIPRE, sendo uma organização informal, dissolveu-se e hoje está a desaparecer sem deixar nenhuma experiência organizacional, por trás dele. O compa lança por fim uma nova proposta – dando origem ao coletivo de prisioneiros CIMARRON, que se refere ao significado de “fugir, fugir” da propriedade de um mestre.

Um abraço apertado Fernando, companheiro!
Finalmente nas ruas.

Até à liberdade total!

N.T: *Xosé Tarrío González nasceu em 1968 em La Coruña. Aos onze anos, foi trancado num colégio interno e, em seguida, foi posto num reformatório para acabar em 17 anos de prisão, onde contraiu SIDA. Na prisão propagou o anarquismo e a rebelião, liderando inúmeras tentativas de fuga, praticando a verdadeira solidariedade entre xs prisioneirxs, combatendo resolutamente os guardas da prisão e a prisão; todas essas atitudes levam à sua humilhação, isolamento, sendo torturado inúmeras vezes. Em 2004 a sua saúde volta a deteriorar-se de novo, devido à sua doença e. a 2 de janeiro de 2005, morre vítima da prisão e da sociedade que a apoia. Xosé foi prisioneiro em regime FIES especial e autor do livro “Huye, hombre, huye” [Foge, homem, foge].

em francês l italiano

[Prisões mexicanas] Carta do companheiro Fernando Bárcenas

A todxs xs companheirxs rebeldes

Escrevo a todxs aquelxs que constroem os caminhos da sua autonomia, recordando que dentro destes muros tentamos arrebatar o nosso tempo vital à engrenagem, gerando momentos de lucidez num mundo asfixiante…é, pois, assim que durante estes anos têm sucessivamente surgido propostas de resistência – desde combates isolados em zonas esquecidas, gritos que se perdem na obscuridade, até momentos coletivos de organização informal, no cotiadiano da vida em regime aberto, ou seja, na população geral, onde há quase três anos surgiu a ideia de criar um espaço distinto, onde os presos possam gritar que já basta de tanta aniquilação.

Sabemos que o sistema penitenciário está desenhado para a submissão dos nossos corpos e das nossas mentes à estrutura do comércio, e por isso não lhes vamos pedir que mudem, sabemos que o dinheiro é a linguagem dos poderosos e, por isso mesmo, não temos petições, agora queremos auto-gestionar a nossa vida dentro destes muros – sabendo-se que o que procuram os seus programas de readaptação social é tão só criar seres submissos, arrependidos, com culpa e que, portanto, aceitam o trabalho escravo às mãos dos funcionários da prisão.

Foi assim que surgiu, por fim, a ideia de fundar uma biblioteca alternativa, no auditório do reclusório norte. Mas, para que cresça este projeto de autonomia e que se permita se permita o seu funcionamento, necessitamos do seu apoio e solidariedade – pois no interior da prisão somos reprimidos de modo mais eficaz – sendo isto uma chamada à todxs aquelxs que se sabem em guerra, necessitamos de vocês, só convosco podemos lograr ter a força para enfrentar a lógica putrefata do sistema…

Não nos deixem sós na construção de mais um espaço para a autonomia, a nossa luta não é menos importante, nós também somos escravos, filhos de uma guerra, somos pobres, chamados de delinquentes e por isso nos marginalizam, mas junto a vós demonstraremos que somos capazes de viver a liberdade aqui e agora, ainda que estejamos entre muros de pedra…

É por isso que pedimos apoio para manter este projecto, a biblioteca autónoma no reclusório norte.

Com amor e força para todxs
Fernando Bárcenas
(10/10/17)

Mail: cna.mex@gmail.com

Aguascalientes, México: Motim poético pelxs presxs anarquistas

Evento anticarcerário

No cartaz pode ser lido:

Motim poético pelxs presxs anarquistas
– Oficina anticarcerária
– Cartas prófugas
– Deformance
– Slam Poético
– Situação dxs presxs
– Rifa Solidária
-EVENTO LIVRE DE DROGAS E ÁLCOOL
SÁBADO 9 de SETEMBRO 17:00, LA ALAMEDA
AGUASCALIENTES, MÉXICO

[Cartaz] Por uma mobilização anárquica contra as drogas e seus facilitadores

O cartaz seguinte foi realizado com dois propósitos: por um lado pretende-se ampliar uma crítica anti-autoritária de modo a agir-se em conformidade, por outro lado deseja-se provocar tensão contra quem venda e facilite o uso de estupefacientes, tanto legais como ilegais – já que consideramos ser necessário o aprofundamento tanto de críticas como de auto-críticas contra o uso e a compra de drogas, dentro dos meios anárquicos.
O seu objectivo não é evitar a conflitualidade contra o poder e respectivos aparelhos de vigilância, antes sim reconhecer – como fazendo parte dele – todas as personalidades que geram ganância ao capital, por meio da venda destas substâncias sejam elas legais ou ilegais; alguns de nós consideram que tanto a luta a travar contra o narcotráfico como a luta insurrecional anárquica se fundem – já que é o próprio Estado a facilitar a mobilidade dessas substâncias.

Insurreição Anárquica contra as drogas do capital e do Estado!

Morte a toda a autoridade e aos seus polícias drogados!

No cartaz pode ler-se:

CONTRA O CAPITAL, ESTADO, DROGAS, NARCOTRÁFICO E TODA A AUTORIDADE

As drogas legais e ilegais têm sido sucessivamente empregues como método de desmantelamento da ação direta contra o poder – e seus aparelhos repressivos e de vigilância – a nível internacional. Tal aconteceu com a Frente da Libertação da Terra, os Panteras Negras e alguns grupos de ação direta nos anos 60 nos EUA.  Tal como o que afetou a maioria do movimento anárquico e anarcopunk no México. Ou seja, a facilidade em obter estupefacientes em lugares supostamente okupados ou libertados, e a abundância daqueles, converteu em fósseis alguns indivíduos – sendo apenas os patches e a música que ouvem o que os diferencia do cidadão drogado vulgar. É pois por este e outros motivos ainda que se insta à reflexão e ao auto-questionamento da função das drogas nos meios anti-autoritários – para que a crítica não se limite a considerarem-na uma absurda tendência de modas – e que incentive à ação contra quem as produza, venda ou facilite.

A partir do México, Chile e da Grécia, insurreição anárquica contra as drogas do capital e do estado

em espanhol

Prisões mexicanas: O compa Fernando Bárcenas sai do isolamento (26/07)

Segundo a atualização da CNA México, a 26 de Julho o compa foi transferido à área da população prisional, graças à pressão e mobilização de indivíduos e coletivos solidários. Segue-se a carta pública de Fernando com data de 25 de Julho:

Queridxs amigxs,

Escrevo-lhes para informar um pouco sobre a minha situação actual. Logo a seguir a ser conduzido ao módulo de máxima segurança onde me encontro por agora, esperando a reavaliação do conselho técnico inter-disciplinar para determinar a minha futura localização. Anteriormente me localizaram nesta área, argumentando com a minha segurança, ainda que na realidade se trate da segurança da instituição.

Agradeço os gestos de solidariedade dxs companheirxs que fizeram coisas para pôr fim à segregação que me foi imposta por não me submeter ao fim dos sonhos de liberdade  e por continuar com os projetos que até agora continuam de pé – tais como a biblioteca alternativa que companheirxs continuam a levantar no auditório da população geral e o periódico de combate anti-carcerário El Canero, o qual foi descoberto pelos carcereiros na revista aos meus pertences.

Queria mencionar a propósito que, ao ser conduzido de volta ao módulo (MMS), advertiram-me que me podiam matar tanto pelo que digo e que se detivera a edição do periódico – o qual desde logo não agradou nada ao pessoal da segurança.  Além disso, segue em processo a petição de benefício penitenciário que sob direito próprio tinha interposto, para reduzir a pena em prisão e poder extingui-la em “liberdade” – devo dizer aqui que não reconheço as ferramentas legais do estado, no entanto a minha situação tornou-se complicada aqui dentro e encontra-se em risco a minha integridade, por isso procuro alguma via para reaver a minha tranquilidade.

Por isso faço uma chamada a todxs xs companheirxs afins e solidárixs para pressionar por esta resolução, o que é da máxima importância para a minha segurança.

Também desejava fazer uma chamada para não se deixar as coisas de lado, a não atuar só quando algo de grave acontece, não devemos baixar a guarda, devemos permanecer sempre alerta pois na prisão o tempo corre de maneira diferente. A vida de um/a presx não se conta pelos anos, mas por horas, minutos, segundos…

Este é um grito aberto à reflexão sobre a solidariedade revolucionária que nestes dias está a fazer muita falta.

A continuidade desta guerra declarada contra todxs e cada um/a de nós deve passar por se assumir que a prisão está em toda a parte, que podemos assumir o risco de viver e sentir – ou perder, no decorrer diário de dias sem vida, sem liberdade e sem sentido. E por isso continuaremos em guerra, até que todxs sejamos livres.

25 Julho 2017

Fernando Bárcenas

em francês

Cidade do México: Ataque explosivo contra a Conferência do Episcopado Mexicano

Recebido a 26 de Julho

A 25 de Julho de 2017 colocamos um dispositivo explosivo – à base de dinamite, gás lp e butano – na Conferência do Episcopado Mexicano, situada na Calçada dos Mistérios 26, Tepeyac Insurgentes, CDMX.

Nem DEUS nem AMO!
Por cada tortura e assassinato em nome do seu Deus!Na tensão anárquica insurrecional!

Pelo Comando Feminista Informal de Ação Antiautoritária,

Coatlicue

em grego

México: O companheiro Abraham Cortés sai em liberdade!

Hoje [26 de Julho] à tarde recebemos uma chamada telefónica do companheiro Abraham Cortés na qual nos anunciou que depois de mais de três anos de confinamento, finalmente pisou as ruas, mediante o trâmite de liberdade antecipada.

Estamos muito contentes por transmitir esta notícia, pois Abraham foi um preso insubmisso durante todo o seu tempo na prisão, um companheiro que sempre manteve uma postura de combate perante o confinamento.

Ainda restam companheirxs atrás dos muros das prisões….a luta continua até que todxs sejamos livres.

Cruz Negra Anarquista México

[Prisões mexicanas] Nova atualização da situação do anarquista Fernando Bárcenas

Resumo recebido a 25 de Julho

Como se tem vindo a informar por diversos meios desde 13 de Julho, o companheiro Fernando Bárcenas, preso no reclusório norte, encontra-se encerrado permanentemente numa cela da zona de isolamento – onde é mantido pela instituição desde Setembro de 2016; este encerramento ocorreu sob o pretexto de que Fernando se defendeu das agressões de um preso afim à administração carcerária. Por fim, após uma semana nesta situação, a 19 de Julho Fernando foi levado para uma área de máxima segurança e portanto de maior segregação, onde para além disso foi ameaçado pelo pessoal da custódia pela seu labor no jornal El Canero, ali mesmo lhe sendo revistada a correspondência e documentos pessoais; nesta nova zona mantêm o companheiro em encerramento total. No entanto, durante estes dias, Fernando também recebeu mostras de solidariedade, de gente que de diversas latitudes o reconhecem como companheiro e que repudiam não só as represálias contra Fernando por sustentar os seus projetos ainda que em condições de encerramento mas também o castigo que o aparelho carcerário representa.

As diversas iniciativas realizadas em solidariedade com Fernando Bárcenas ajudaram a amortizar as agressões contra si, esperando-se que nos próximos dias seja posto fora de toda a área de isolamento. No entanto isto não é suficiente, queremos a liberdade do nosso companheiro, pelo que apelamos a seguir atentamente o que sucede com ele mas, principalmente a exercer pressão sobre o governo da cidade do México no sentido de Fernando ser libertado.

México: Atualização da situação do preso anarquista Fernando Bárcenas

“SOLIDARIEDADE COM FERNANDO BÁRCENAS – NÃO ESTÁS  SÓZINHO” Faixa de solidariedade com o compa Fernando Bárcenas – Bloomington, Indiana (EUA) – Fev/2016.

Em Julho foi feita uma Chamada à solidariedade com o compa Fernando Bárcenas.

Desde sexta-feira, 14 de Julho, Fernando Bárcenas foi colocado em isolamento total na sua cela por ordem da instituição. Entretanto o assédio e a violência exercida contra ele por outros presos a soldo da administração penitenciária tem vindo a aumentar.

O compa enviou uma carta pública a 16 de Julho de 2017 sobre as condições de isolamento em que se encontrava, das agressões de que tem sido alvo por parte de reclusos a soldo da administração e do perigo que isso representa para a sua integridade física e emocional.

A mãe de Fernando Bárcenas Castillo enviou a 17 de Julho as seguintes informações:

“Até hoje, as autoridades prisionais mantêm Fernando na mesma área do seu agressor, apesar dos pedidos para mudança, solicitados repetidamente. Ele ainda apresenta traços de contusões e de mordedura na mão, sem ter recebido atenção médica e está em total isolamento,por ordem da instituição, Isto representa um risco para a sua integridade física.”

Hoje, 19 de Julho, a CNA México emitiu um comunicado no qual se refere ao papel dos grupos de máfia que operam no interior da prisão e que exercem um forte controlo para que nada perturbe a tranquilidade da prisão – sem protestos que serão maus para o seu negócio – e por outro lado esclarece os esforços do Fernando e de outros compas para estabelecer com outros presos um processo de construção de comunidade onde se compartilha problemas e necessidades e em que juntos, cooperando, os conseguem resolver, sem necessidade da autoridade.

Para lhe escrever – o compa encontra-se atualmente na zona 7 do CDUDT – Centro de diagnóstico, classificação e determinação de tratamento:

Fernando Bárcenas
Reclusorio Preventivo Varonil Norte
Calle Jaime Nuno no. 155, Colonia Guadalupe Chalma,
Cuautepec Barrio Bajo, C.P. 07210, Gustavo A. Madero,
Ciudad de México.

Chamamos para se estar atentx à situação do Fernando. Exigimos à Prisão Norte a sua imediata transferência à zona da população prisional em geral.

Se tocam a um/a tocam a todxs!

Liberdade para todxs!

[Prisões mexicanas] Carta pública do compa Fernando Bárcenas (16/7/2017)


CARTA PÚBLICA DO COMPANHEIRO FERNANDO BÁRCENAS

16 de Julho de 2017, a partir do Reclusorio Norte (Prisão Norte da Cidade do México)

Primeiro quero começar por sublinhar que a minha situação nos últimos meses tem vindo a tornar-se cada vez mais complicada – mais concretamente desde que fui condenado à zona 7 do C.O.C. da prisão (Centro de Observação e Classificação) – como castigo e repressão das ações de protesto e organização que tenho vindo a levar a cabo na prisão, juntamente com outros companheiros.

Desde esse momento, 28 de Setembro de 2016, tenho-me encontrado imerso numa dinâmica de vida asfixiante numa zona de castigo onde crescem os conflitos – após 9 meses de segregação por motivos de segurança institucional, devido às minhas ideias e à minha forma de ser e actuar – identificando isso como uma forma de violência da instituição contra mim, pois ao não ser possível me agredirem frontalmente através do seu pessoal, agora utilizam os presos para me intimidar e me agredir, uma táctica muito comum na prisão; esta situação já provocou vários confrontos na área onde me encontro, pelo que faço responsável a instituição e os encarregados de a administrar por qualquer coisa que suceda à minha integridade física e psicológica visto serem os responsáveis de me manterem nesta situação.

Fernando Bárcenas

Desde sexta-feira, 14 de Julho que Fernando Bárcenas se encontra em encerramento total na sua cela, por ordem da instituição, enquanto o assédio e a violência contra ele por parte de alguns reclusos afins à administração tem vindo a aumentar, pelo que é feita uma chamada urgente para se exigir que seja retirado da zona de castigo – pelo risco iminente que representa para a sua vida, bem como para que o companheiro sinta a nossa solidariedade de várias maneiras. Por favor difundir esta informação.

Aqui estão os dados da prisão (morada, telefones e nome do director) para quem deseje ligar, mandar faxes ou visitar o centro:

Reclusorio Preventivo Varonil Norte: Calle Jaime Nuno no. 155, Colonia Guadalupe Chalma, Cuautepec  Barrio Bajo, C.P. 07210, Gustavo A. Madero, Ciudad de México, Teléfonos: 5306 4540 / 5306 2540. Director: Enrique Serrano Flores

Nota dxs tradutorxs:
Fernando Bárcenas Castillo é um jovem anarquista [estudante e músico, trabalhador de uma fábrica de móveis] de 21 anos – com 18 anos de idade quando foi detido a 13 de Dezembro de 2013, na sequência dos protestos contra o aumento do preço dos bilhetes de metro na Cidade do México. Desde então em prisão preventiva, acusado de queimar a árvore de Natal da empresa Coca-Cola. Encontra-se novamente numa zona de segregação, desde Setembro de 2016, como resposta da instituição prisional à sua última greve de fome. Foi condenado a 5 anos e nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa de cerca de 35,550 pesos (€ 1755) em Junho de 2017.

em espanhol l francês

Prisões mexicanas: Solidariedade com o compa anarquista Fernando Bárcenas!


ALERTA. DENÚNCIA PÚBLICA PELO ISOLAMENTO IMPOSTO A FERNANDO BÁRCENAS

Fernando é um companheiro anarquista, preso no reclusório norte da cidade do México desde 2013 e que se tem mantido ativo dentro da prisão em diversos projetos. Grande parte da sua vida dentro dos muros tem sido mantida em regime de isolamento. A partir da sua última greve de fome, juntamente com três companheiros mais, Miguel Peralta, Abraham Cortés e Luis Fernando Sotelo – como parte de uma jornada de luta empreendida a partir de diversos centros de reclusão, em Setembro de 2016 – foi transferido a uma área de isolamento no reclusório e nesta condição foi mantido mais nove meses como forma de castigo por ser rebelde e ser um companheiro que continua a contribuir com propostas e açõesa na luta pela liberdade total.

A zona onde Fernando se encontra está permeada de conflitos e tensão constantes – próprias do isolamento mas que se agravam no seu caso, pois o assédio sobre ele é constante – tudo isso gerou danos na saúde do nosso companheiro, pondo em risco crescente a sua integridade física e emocional; a situação terá piorado nas últimas semanas, pelo que esta chamada urgente é tanto para exigir o fim imediato do isolamento de Fernando Bárcenas como para exteriorizar a nossa solidariedade até ele; pedimos também para estarem atentxs e dar difusão a esta informação e o se vá gerar nos próximos dias.

Queremos Fernando Bárcenas em liberdade!

Até que todxs sejamos livres
Julho, 2017

Reclusório Preventivo Varonil Norte: Calle Jaime Nuno no. 155, Colonia Guadalupe Chalma,  Cuautepec Barrio Bajo, C.P. 07210, Gustavo A. Madero, Ciudad de México, Teléfonos: 5306 4540 / 5306 2540

em espanhol 

Oaxaca, México: Reivindicação de ataque explosivo contra caixa de Banorte

Comunicado recebido a 13/07/2017 juntamente com as fotos:
Negamos-nos a deixar que a tranquilidade domine, optaremos por subverter a paz social, decidimos-nos pela confrontação.
Não esperaremos por conjunturas, provocaremos conflitos e devolveremos os agressões, assumimos a guerra no dia a dia, nunca mais seremos escravxs. Continuarão a ressoar explosões, cada vez mais contundentes e diretas.
O que se passou esta noite foi apenas um teste, afiaremos melhor as facas.
Reivindicamos a colocação do dispositivo explosivo num caixa automático do Banorte, situado no centro da podre capital oaxaquenha..

Connosco não se negocia.
Nunca pediremos justiça, procuraremos vinganças!!
Complicidade com xs clandestinxs que uivam e mostram as presas.
Saudações a todxs xs compas que combatem dentro das jaulas!!

Viva a Anarquia!!!

em grego

Oaxaca, México: Atentado explosivo-incendiário como comemoração dos 8 anos da caída em ação de Mauricio Morales


Comunicado recebido junto com a foto a 22/05/2017:

Oaxaca Ingovernável: 8 anos após a caída do Punky Mauri, a ofensiva continua. Colocação de dispositivo explosivo-incendiário em concessionário de automóveis de luxo.

Os nossxs mortxs são abono e semente negra de confontação, nutrem a atualidade da revolta e permanecem vigentes em cada gesto que transborde a autoridade. Contagiar e propagar a força das suas lutas e ideias é indispensável para nutrir o nosso presente, para não esquecer e potenciar uma prática permanente de insurreição.

A dominação, como ideologia e práxis do poder, devasta a vida em todos os seus âmbitos. A miséria do quotidiano não nos deixa indiferentes. E ainda que a resignação seja a saída de muitxs e a passividade o seu refúgio mais seguro, cada ato de negação, de hostilidade, de desobediência ao imposto, nos demonstra que continuam a existir pessoas vivas.

O nosso afazer diário, a nossa forma de nos relacionarmos, as nossas paixões e a nossa razão emanam de cada um/a de nós, da nossa individualidade. Ainda que apostemos pela construção de prazeres compartilhados e estejamos desejosxs de outros seres, a responsabilidade dos nossos atos é de cada um/a de nós.

Coletiva ou individualmente continuaremos a praticar o ataque. Optamos por subverter a normalidade de uma sociedade funesta que assume a sua progressiva auto-destruição.

Perante a apatia, o silêncio das massas, movimentos sociais que atraiçoam e negoceiam o sangue dos mortos. Perante a destruição e o despojo da região e a condenação a uma realidade de não-vida: luta nas ruas, fogo e transgressão da paz social.

Na madrugada do dia 22 de Maio de 2017, 8 anos depois da caída do punky Mauri, colocamos uns dispositivos explosivo incendiários numa concessionária de automóveis de luxo, inutilizando vários deles.

Viva a anarquia!

Individualidades Anárquicas Informais
FAI-FRI

México: Jornadas Anti-autoritárias em Tijuana

No cartaz pode ler-se:

Jornadas Anti-autoritárias em Tijuana

Temas das conversas:

Segurança Informática
Colaboração da Oaks Roots Collective e outrxs convidadxs

Autonomia como uma das estratégias
Cop watch L.A

Anti-autoritarismo e espontaniedade
Oaks Roots Collective, CSO Mauricio Morales e outrxs

Intervenção de companheirxs presxs no Chile
* Caso Security e de outrxs companheirxs dessa zona

Esta actividade surgiu pela necessidade de se continuar a propaganda, reformulando e analisando a luta  Anti-Autoritária –  assim como para se conhecer as diversas perspectivas de luta contra a autoridade – montando estas atividades em conjunto com outrxs companheirxs e afinidades de qualquer parte do mundo, pois para nós a expressão “Sem Fronteiras Nem Bandeiras” não é uma palavra de ordem vazia, pelo contrário, é uma forma de accionar a luta contra o poder.

Da mesma forma, deixamos em aberto a opção de alguns/mas companheirxs enviarem contribuições para estas próximas Jornadas Anti-autoritárias, seja por escrito ou outro meio, se assim o entenderem – o correio de mail onde poderão serão recebidos é: memoria.combativa@riseup.net  –  da mesma maneira poderão ser enviadas informações sobre a localização da actividade pelo e-mail.

Por um Maio Negro!
Procura que viva a Anarquia!
Contra Toda a Autoridade!

em alemão

México: Ataque à bomba contra sucursal bancária em solidariedade com xs compas acusadxs de assalto em Aachen

Respondendo à chamada internacional de ações em solidariedade com xs companheirxs acusadxs de assalto a banco em Aachen, Alemanha, colocámos um dispositivo explosivo com cerca de um quilo de pólvora negra – às 2:30 da madrugada de 20 de Abril – numa sucursal do citibanamex, situada sobre o eixo 10.

Repetimos a ação realizada pelxs companheirxs da Célula Incendiária Gatos/as Noturnos/as e Bruxos/as Malvados/as, há cerca de dois meses. Pelos vistos tinham recontruído a sua sucursal após o ataque dxs compas, decidimos pois ajudá-los a redecorá-la.

Será necessário explicar porque é que atacámos um banco? Estas merdas deixam a gente sem casa, dão financiamento a empresas da guerra, a empresas que destroem o meio ambiente, a exploradores enquanto milhões vivem reféns das dívidas e das suas falsas promessas…

São eles os terroristas, usam o medo com avisos de pagamento, de dívida,  ameaçam despejar-te ou deixar-te sem nada. E mesmo assim ainda se atrevem a dizer que nós é que somos xs delinquentxs, xs desalmadxs, xs asssassinxs…

À polícia: Bom trabalho esse, defendendo os interesses dos vossos donos, continuem assim…

Aos banqueiros: Por enquanto são as vossas sucursais, em breve serão os vossos lares.

Aos/às companheirxs insurretxs, em especial aos/às acusadxs de Aachen: mandamos-vos uma saudação e um abraço, continuemos a resistir, continuemos a  causar mossa.

Nenhum retrocesso indigno!
Fogo e pólvora ao assassino explorador!

Célula Insurreta Poucxs Mas Loucxs
F.A.I./F.R.I.

em grego

México: Atentado explosivo contra a petroleira EXXON, em solidariedade com xs anarquistas do caso Aachen

Comunicado recebido juntamente com as fotos a 17/04/2017

Depois da meia noite…

Atendendo à chamada de ação em solidariedade com xs anarquistas do caso Aachen – a 16 de Abril de 2017, aproximadamente à 1:30 horas – colocámos um dispositivo explosivo que detonou nas instalações da petroleira EXXON, na Cidade do México, situada na via norte 59, colónia Industrial Vallejo.

EXXON é uma corporação petroleira e química com sede no Texas, EUA, que conforma em si mesma um historial criminal completo – assassina, genocida e ecocida. O seu larguíssimo currículo de devastação não tem poupado no derramamento de sangre, morte, tortura e exploração, onde quer que cheguem os seus tentáculos. E a seguir, quando se calam os gritos dos massacres que provoca, cava ela mesma as tumbas das suas vítimas – fazendo exatamente o mesmo do que faz com as mesmas máquinas – quando suga o suor da terra e dos seres humanos.

Mas agora foi a vez dela. Toma aí a nossa oferta de ódio e raiva! … porque nada é intocável. Porque não nos intimida o pesado silêncio que impuseste – com base no me do e com violência – sobre os teus crimes, nem tampouco nos intimida a estreia do teu secretário de Estado…

Estás a festejar agora os teus três contratos de licenciamento de gigantescos blocos de hidrocarbonetos no leito marinho do Golfo do México? Nós festejaremos a sabotagem! Que cresça a ira! Não há ações pequenas! Viva o ataque frontal e o caos!

I. E continua a dar…

Por aqui vive-se um clima de angústia pela difusão do medo perante o facto de “o novo governo Trumpista «tinha começado» um pacote de medidas agressivas, racistas, violentas contra «o povo mexicano». Ah! Co-me-ça-do? Como se alguma vez tivesse existido a situação contrária! Há muito, mas muito tempo, que o que temos cá é um sistema de domínio colonial dos grandes mercadores e dos donos financeiros e militares do que chamam América do Norte às nossas costas!

Mas a manipulação mais importante  – a que está na base desta nova versão de difusão de temor- é o retorno ideológico aos nacionalismos que se encontra no seio das necessidades de reconfiguração atual do capital. Uma verdadeira representação teatral camaleónica fascista!

Mas a que chamam de ‘o povo do México’? Se o que há aqui é um prisma de diferentes faces brigando por território e poder, oprimindo-se entre si, em constante luta! Tiremos-lhes de uma vez o véu dos fetiches nacionais! A crença na nação só perpetua o racismo! Tiremos-lhes a cadeia idealógica da crença no “povo”! A crença no “povo” só limita o livre desenvolvimento e autoafirmação da vontade humana! Não são mais que fantasmas a cegar-nos!

Já não acreditamos em fantasmas …olhamos para os seres humanos reais e para os seus apetites.

II. Sobre o muro chamado estados criminosos

Vão colocar um muro? Agora é apresentado como uma novidade a tragédia da construção de um muro entre México e EUA. Mas se há tanto tempo que esse muro foi posto! Fisicamente numa terça parte da fronteira, mas historicamente pelas vias das intervenções militares, políticas e económicas que assassinam os migrantes na sua passagem pelo México, através de ambas as fronteiras, tanto a norte como a sul. Tudo isso em conjunto com os hipócritas funcionários do Estado mexicano. E aos olhos de todos…

E que o despojo sistemático que provocou um deslocamento forçado das populações? Aquele que o patrão exportador extrativo impõe na América Latina, para benefício das grandes corporações internacionais e de 1% da classe parasitária no poder (que administram violentamente os estados latinoamericanos mediante as leis e grupos paramilitares)? Esse deslocamento das populações despojadas de tudo em busca dos meios necessários para sobreviver? Mas que a cada passo só encontram racismo, violência, escravatura, morte?
Milhares de desaparecidos. Onde estão?

E que existirão deportações em massa? Obama  bateu recordes de deportações também! Pensamos que a constante ameaça de deportação tem o efeito de manter o clima de medo necessário para se aceitar um recrudescimento da exploração, para manutenção da taxa de acumulação de capital. De modo que pensamos que esta política da deportação não passa de uma estratégia mais para a intensificação da fase de sobre-exploração laboral e de destruição da natureza de um lado e outro da fronteira. Destruamos os muros! Destruamos as mercadorias! Destruamos o trabalho!

Solidariedade com xs anarquistas do caso Aachen! Força companheirxs!
Solidariedade com xs companheirxs sequestradxs em Koridallos e com a companheira Pola Roupa! Força companheira!

Pela célula de difusão do Comando Feminista Informal de Ação Anti-autoritária
(COFIAA)

Cidade do México: Ataque explosivo-incendiário em solidariedade com as presas de Aachen

Razões para lutar temos de sobra. Por termos considerado a necessidade de agirmos directamente contra o Capital, cada vez mais encontramos mais motivos para continuar a lutar. Há algumas semanas, por exemplo, algumas companheiras foram acusadas de roubo em Aachen, Alemanha – e entendendo o respectivo processo burocrático da “justiça legítima” da burguesia, privaram-nas de liberdade. Não devemos esquecer o quanto já foi mencionado nestes espaços de difusão, que a expropriação é uma ação justa, direta e parte da história de todo o movimento revolucionário. Enfatizando a palavra de ordem: “Que crime é expropriar ou incendiar um banco, em comparação com fundá-lo?”

A raiva e fúria tornaram-nos mais fortes. Não nos podemos mais dar ao luxo de permanecer na passividade e no conforto condicional que nos aprisiona numa “realidade” imposta por um grupo de assassinos.

Na madrugada de 2 de Fevereiro do ano em curso, concentrámos a nossa discordância dentro de um bidão com 8 litros de material altamente inflamável, em combinação com material explosivo e um detonador dos mais simples. Colocamos-lo precisamente no meio de dois caixas automáticos, na sucursal de banco CitiBanamex situada na rua Eje, 10 esquina com a rua Xocoyoacán – causando a danificação total a ambos os caixas e respetivos billetes, agora calcinados. A sucursal ao que parece permanecerá encerrada algumas semanas.

O Citigroup é a maior representação do asqueroso imperialismo. Os bancos, os santuários do Capital. E nós, a consequência do seu asqueroso sistema. Cada dia mais conscientes e afins à luta pela liberdade.

Desta forma, solidarizamos-nos com as companheiras presas na Alemanha. Assim como com os companheiros [presos no México] Luis Fernando Sotelo e Fernando Bársenas.

Nem culpadxs, nem inocentes!
Liberdade para xs Presxs em guerra!
Que ardam os muros das prisões!

Contra o Estado, o Capital e toda a forma de autoridade.

F.A.I. F.R.I.
Célula Incendiária Gatxs Noturnxs e Bruxxs Malvadxs.

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México: Ataque incendiário contra gasolineira no Estado do México

No dia de hoje [5 de Janeiro de 2017] atacámos con bombas incendiárias e cocktails molotov a gasolineia situada na Av. Canl Prados em Tultitlán, Estado do México, causando um incêndio nas bombas de gasolina, o qual não pudemos ficar a apreciar nem a calcular os danos causados.

Quais os motivos? A vingança pelos nossxs companheirxs, detidxs pelas forças do Estado por protestar contra o chamado “mega gasolinaço” – que mata de fome o nosso povo em benefício dos ricos e poderosos. Mas este não foi o nosso único motivo, queremos também denunciar e atacar o progresso, desenvolvimento e a totalidade do projecto civilizacional que estropia e destrói a mãe terra.

Até à destruição de todos os muros das prisões!
Que arda o que tenha de arder!
Defesa da mãe terra por todos os meios necessários!

Atentamente: Célula de Ação Informal “Punky Maury” –FAI/IRF

Oaxaca, México: Ataques explosivos contra Banco Santander e Prodecon em memória do companheiro Sebastián Oversluij

No dia 11 de Dezembro de 2013, foi abatido a tiros por um guarda de segurança o companheiro anárquico Sebastián Oversluij, no momento em que tentavam assaltar uma sucursal bancária no Chile.

Hoje, 11 de Dezembro de 2016, decidimos atacar com dispositivos explosivos uma sucursal bancária Santander e a procuradoria de defesa do contribuinte (pertencente à secretaria da fazenda) em Oaxaca.

Recordando este acontecimento de há 3 anos, não fazendo dele um mártir nem vitimizando a sua morte mas sim pela reivindicação destes e de todos os actos ilegalistas e clandestinos que já surgiram, surgem e surgirão nesta guerra.

Sublinhamos que a (B.A.I.B.F.) não tem nada a ver com esta onda de pseudo-anarquistas de esquerda que estão à mercê e defendem interesses de organizações sociais e sindicais, já que optamos pela afinidade individual antagónica e informal e pela destruição total desta sociedade-prisão e de todas as suas estruturas.

Assumimos a nossa cumplicidade com todxs xs companheirxs em fuga e com xs que conspiram e atacam a partir da clandestinidade, por isso mesmo é que esta ação é também um abraço fraterno a todxs xs presxs que se encontrem nas instituições prisionais de todos os fodidos estados.

Brigada de ação informal Bruno Filippi

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México: Presos libertários abandonam greve de fome e continuam os jejuns

barbwireEnviado a 20/10 pela CNA México

Nota Prévia: Dia 15 da greve de fome de presos libertários.

Os presos libertários Fernando Bárcenas, Luis Fernando Sotelo, Abraham Cortés e o ativista Jesse Montaño decidiram suspender a sua greve de fome – o estado de saúde de alguns deles inspirava cuidados – tendo continuado a jornada colectiva de luta, a partir da prisão, com jejuns indefinidos.

Reproduzimos aqui o texto assinado por Fernando Bárcenas:

Da pele para dentro mandamos nós!

Aos/às compas rebeldes:

Antes de mais, queria saudar todxs aquelxs que se mantiveram solidárixs e
cúmplices nesta contenda.

As jornadas de luta não podem continuar a ser temporais ou dirigidas por vanguardas revolucionárias. Não tem sentido querer unificar todas as forças rebeldes numa só estrutura uniforme, a menos que o objectivo seja o fascismo.

Em vez disso se a nossa perspectiva de luta for a mais ampla – reconhecendo ainda que não somos o centro do universo mas sim parte dele – temos muito mais possibilidades de alargar as nossas propostas e ideias.

Nesse sentido a greve de fome que começámos – eu e mais 3 compas, nas penitenciárias norte e sul – tem como objectivo reafirmar esta postura de pôr em causa e a autodeterminação ; de negação.
Uma maneira de dizer: “- Da pele para dentro somos nós que mandamos!!!

Assim, decidimos que a partir do hoje 5ª feira, 13 de Outubro, vamos abandonar a greve de fome – devido ao deteriorar da saúde de alguns dos compas, pois tinham participado já em outras greves de fome, correndo a sua saúde graves riscos de situações irreversíveis.

No entanto, decidimos continuar em jejum todos os dias até às 2 da tarde, indefinidamente, de forma a manter a denúncia e o ato de solidariedade e ampliar a revolta – sabemos já que se encontra em todos os lugares e a todas as horas e lugares.

Assim, continuaremos a enfrentar o inimigo com atos que possam ser detonantes, a partir da rejeição e do conflito permanente … e quotidiano.

Para que todos os nossos dias nesta vasta prisão chamada Terra se convertam
em jornadas informais e permanentes de guerra contra o poder, pela sua definitiva e total destruição.

Fernando Barcenas

México: Actualização sobre a jornada de luta na prisão (8º dia)

greek-prison
Enviado a 5/10 pela CNA México:

A 28 de Setembro iniciou-se uma jornada de luta e resistência na prisão, coordenada a partir de vários centros de reclusão. Esta jornada que inclui greve de fome, jejum e desobediência prisional tem como objetivo o protesto contra a sentença de 33 anos e 5 meses que foi ditada recentemente a Luis Fernando Sotelo, assim como a solidariedade com a greve nacional de presxs que desde 9 de Setembro se está a desenrolar em várias prisões nos EUA. É um grito de guerra que surge das entranhas da besta penitenciária, convidando-nos a ampliar a revolta, a atacar não só os muros do sistema prisional mas também a sociedade prisional no seu conjunto.

Fernando Bárcenas e Abraham Cortés foram segregados do resto da população do resto da população do Reclusório Norte. Luis Fernando Sotelo tem sido asssediado pelo pessoal do Reclusório Sul e pessoal da  Comissão de Direitos Humanos da Cidade do México para que quebre a greve de fome. Os três têm perdido peso e apresentam sinais de cansaço, tonturas ligeiras, dores e cólicas.

Miguel Peralta permaneceu em jejum de 28 de Setembro a 2 de Outubro na prisão penal de Cuicatlán, em Oaxaca, tendo também sido constantemente pressionado pelos internos para que coma.

A luta coordenada no interior da prisão mantém-se firme e forte, combatendo diretamente o sistema prisional.

Solidariedade com a greve de fome de Fernando, Abraham e Luis Fernando!

Solidariedade com Miguel Peralta!

Liberdade a todxs!

em espanhol l grego

Prisões mexicanas: Iniciaram uma jornada de luta anti-prisional os compas Luis Fernando Sotelo, Fernando Bárcenas e Abraham Cortés (greve de fome indefinida) e Miguel Peralta (jejuns)

freedom-solidarity-political-prisonersComunicado enviado a 9/09/2016 pela CNA México:

Nota prévia: Desde hoje, 28 de Setembro de 2016, os companheiros Fernando Bárcenas e Abraham Cortes, presos no Reclusório Norte, Luis Fernando Sotelo, preso no Reclusório Sul na Cidade do México  México e Miguel Peralta, preso na prisão penal de Cuicatlán, em Oaxaca, iniciaram uma jornada de luta anti-prisional.

Os três compas presos na Cidade do México declararam-se em greve de fome, enquanto que Miguel realizará jejuns.

A seguir reproduzimos o comunicado assinado por Fernando Bárcenas e Abraham Cortés.

28 de Setembro

Aos/às companheirxs rebeldes
Aos povos e comunidades em pé de guerra
Aos/às escravxs emancipadxs
A quem se identificar com esta forma de sentir e palavras …

Pela libertação total declaramos-nos hoje em greve de fome indefinida – como um ato de auto-determinaçãp, de incitamento à revolta generalizada. Porque simplesmente não podemos continuar a assistir dia após dia ao genocídio das nossas comunidades e povos.

Existe uma realidade oculta nesta sociedade; a democracia é um golpe de Estado que pelas falhas não introduz tanques mas sim câmaras de televisão e microfones de jornalistas, a democracia governa com o poder da sua propaganda – por isso sustentamos que o poder usa a técnica e a ciência para que aquela não seja entendida como opressão – o capitalismo é o chefe e a democracia é o seu porta-voz de imprensa.

E é mesmo por essa razão que não nos dirigimos aos media nem tampouco às classes dominantes, antes sim aos/às nossxs companheirxs do imenso presídio chamado Terra que, tal como nós, também são filhos da guerra por terem nascido deserdados.

Mas atenção, estas palavras não têm a intenção de instrumentalizar as suas forças rebeldes nem tampouco unificá-las sob uma bandeira qualquer; antes para permitir a abertura de um laço de comunicação, um espaço de sintonia das lutas e de tudo quanto emerge da contestação e atos de auto-determinação por toda a parte …

Em nosso entender e segundo a nossa perspetiva, onde há autoridade existe a prisão e é por isso que a prisão é muito mais do que a simples estrutura física que se nos impõe sob a imagem de muros e arame farpado. A prisão, em nosso entender, é constituída pela sociedade inteira enquanto que as prisões físicas são somente uma expressão concreta do isolamento social que sustenta e legitima o poder.

A urbanização (para se dar um exemplo) é a representação em si do aprisionamento massivo semelhante à fortificação do espaço urbano, acompanhado do extermínio das classes populares mais marginalizadas e que se apresenta hoje em dia como parte integral da última fase geo-histórica do capitalismo tecno-industrial. (Último esforço de restruturação nesta etapa de crise, na qual a única maneira de sustentar o domínio será através da guerra)

Já não pudemos continuar a acreditar nas suas mentiras porque de facto o seu “mundo maravilhoso” não existe à nossa volta; chamam-nos delinquentes assim como chamaram selvagens aos antigos povoadores da América, justificando assim o seu genocídio; o que acontece diariamente nos nossos bairros é uma guerra colonial que procura apaziguar o fervor revolucionário da nossa gente, utilizando tácticas tão sujas como a inundação de drogas e armas com o consequente resultado de levar mais tropas de ocupação aos nossos bairros e comunidades. Tudo isto se conecta diretamente com o aumento da pobreza e carência de educação e saúde nas comunidades e bairros mais marginalizados. Dando como resultado a subida no índice de criminalidade, o que justifica a repressão pelo aparelho político-militar do Estado; a prisão  converte-se então num monumento da matança, sendo o caixote do lixo social para onde se atira o que não agrade/moleste ao sistema capitalista…

Contudo, atualmente, existem 226 mil presos no pais e apesar das prisões estarem superlotadas a taxa de criminalidade não baixa, muito pelo contrário, aumenta ou mantém-se estável. Portanto, o problema não está nas 226 mil pessoas presas, antes sim na sociedade tecno-industrial que necessita justificar a matança.

A prisão é uma empresa que legitima a guerra contra os pobres e que protege o extermínio e a sociedade baseada na acumulação capitalista.

E qual será o pretexto para fazer a intervenção encoberta? Que os bairros se encontram assolados pelo crime, assaltos, roubos, assassinatos e distúrbios, “as ruas não são seguras”, então as prefeituras e  concelhos municipais estão de acordo com os residentes que pedem “mais proteção”, sem se pôr a analisar o que está por trás desta guerra suja.

É claro que se trata de um facto, as vítimas da praga da droga são os responsáveis dos crimes que ocorrem nos bairros, é algo que não se pode negar. Mas antes de, em desespero, saltarmos a gritar e a pedir “mais proteção policial”, seria melhor recordarmos quem impôs a praga aos nossos bairros e comunidades. Será melhor recordarem quem beneficia em última instância com a adição das pessoas às drogas, será melhor recordarem que a polícia são tropas de ocupação enviadas às nossas comunidades pela classe dominante, não para proteger a vida da gente pobre mas sim para proteger os interesses e a propriedade privada dos capitalistas.

A polícia, os políticos e os grandes empresários estão encantados com o facto dos jovens proletários estarem a ser vítimas da praga – e isto por duas ordens de razão: a primeira é que o tráfico de drogas é uma empresa rentável economicamente e a segunda é por se darem conta de que enquanto puderem manter xs nossxs jovens nas esquinas “gerando” para uma dose, não terão de se preocupar por nos estarmosa libertar, numa efetiva luta de libertação.

A polícia não pode resolver  o problema porque é parte do problema, tampouco as instituições do sistema podem resolver os problemas sociais, económicos e políticos da população, porque são eles que os fabricam e se nutrem deles. A “guerra contra as drogas” não é outra coisa que uma doutrina de contra-revolução, encarregada de manter e reforçar a dominação, a exploração e o encarceramento das classes mais oprimidas do proletariado.

Somos os únicos capazes de erradicar a praga das nossas comunidades e por isso, em vez de colaborar com esta sociedade enferma e decadente, decidimos viver à margem dela – para construir um mundo com as nossas próprias mãos e isto passa, necessariamente,  pela organização revolucionária do povo.

Liberta um espaço, okupa, arma-te e cuida dos teus/tuas.

Quantos mais destes actos se manifestarem, decompostos e desordenados, sem nenhum centro, fazendo sim referência a milhares de centros, cada um deles auto-determinado, mais serão os irredutíveis a uma formalização e recuperação para o sistema tecnológico.

Vivemos numa era tecnológica, na qual o capitalismo se reestrutura – mediante aplicações tecnológicas ao sistema de controlo social – e tudo isto modificou o mundo de maneira substancial.

A realidade virtual das necessidades fictícias já se impôs e os interesses do proletariado foram rasgados em milhares de pedaços, perdem-se nos meandros da realidade virtual. A democracia é uma das realidades virtuais, tal como todas as outras.

Fica claro que um sistema deste tipo não pode ser defendido senão através da trans-normação, em polícias do sistema, das mesmas pessoas que vivem no território – nenhum aparelho repressivo seria capaz de garantir tal sistema.

E é por isso que o Estado/capital tecnológico/moderno só pode ser destruído no território mediante a ascensão generalizada da insurreição.

A resposta, pois, não se baseia em teorias, mas concretamente nas exigências e necessidades dos excluídos pelo sistema, os insubordinados, enfim, os linchamentos sociais que são o fruto natural da sociedade dividida em privilegiados por um lado e subjugados por outro.

A rebelião também é um facto natural que não foi descoberta nem pelxs anarquistas nem pelxs demais revolucionárixs.

Mas essa rebelião não é imediatamente reconduzida aos velhos programas e manuais “revolucionários” a rebelião dos nossos dias é descomposta, desordenada, um fim em si mesma.

Para nós, enquanto rebeldes sociais, a insurgência é uma recusa total às ideologias, por estas serem parte fundamental do sistema que nos oprime.

Providos deste método, baseado na prática da ação direta, na conflituosidade permanente e na auto-organização das lutas, sem a aceitação de moderadorxs, permanecem abertas grandes possibilidades de desemboque insurrecional.

Desta perspectiva fica claro que o anarquismo não é uma ideologia, antes uma forma concreta de se opôr ao existente pela sua definitiva e total destruição.

Somos pois pela revolta permanente, pela insurreição generalizada; única forma que impossibilita que se manifeste o poder centralizado.

Declaramos este grito de guerra, uma forma de defender a luta dos presos norte-americanos e da mesma forma solidarizamos-nos com os compas afro-americanos que, da mesma maneira que nós, vivem o genocídio da droga.

Solidariedade com os povos e comunidades rebeldes.
Solidariedade total com o nosso companheiro Luis Fernando Sotelo Zambrano.
Pela libertação total! Pela destruição da sociedade prisional!
Ao fim de três anos de encerramento de Abraham Cortés Ávila, 2 de Outubro de 2013.

Fernando Bárcenas.
Abraham Cortés Ávila.

México: Cartaz em solidariedade com xs compas presxs na Operação Scripta Manent (Itália)

Convidamos xs companheirxs a expressar a sua solidariedade da única maneira que acreditamos ser eficaz…”

Безымянный-4Solidariedade revolucionária com xs companheirxs anarquistas presxs na Operação Scripta Manent

Destrói tudo o que te destrói

Responder à repressão significa passar à ofensiva, só desse modo poderemos ajudar xs nosssxs companheirxs presxs

Pensilvânia, EUA: “Solidariedade com xs professorxs e residentes de Oaxaca! Mantenha-se vivo o fogo!”

DoylestownPennsylvaniaColocamos uma faixa sobre uma estrada à entrada de Doylestown, na Pensilvânia, onde se pode ler: “Solidariedade com xs professorxs e residentes de Oaxaca! Mantenha-se vivo o fogo!”

Hoje, 15 de Julho de 2016, cumprem-se dois meses desde que a Coordenadora Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE) iniciou uma paragem de trabalho a 15 de Maio. Xs professorxs e residentes de Oaxaca continuam a lutar contra a reforma educativa neoliberal implementada por Enrique Peña Nieto. Desde então a comunidade de Oaxaca viu-se confrontada com a repressão fatal do Estado e a discriminação.  Solidarizamos-nos com xs nossxs companheirxs que continuam a lutar nas barricadas. Estendemos o nosso amor e comemoração aos que perdemos. Onde quer que estejam estamos convosco.

it’s going down via philly anti-capitali