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Galiza: Crónica da marcha à prisão de Teixeiro e da posterior manifestação na Corunha

No passado sábado, 17 de Dezembro, cerca de oitenta solidárixs enfrentámos o frio natalício para participar na tradicional Marcha à Cadeia de Teixeiro que, como todos os anos desde há cerca de uma dúzia deles, celebramos contra ventos e marés (ou melhor, contra multas e picoletxs) no sábado anterior ao Natal.

Embora, para sermos sincerxs, desta vez não foi uma “marcha”, pois preferimos nos concentrar em frente à porta da cadeia para evitar que carcereiros e picoletxs ( bófia das multas) tivessem a tentação de furar as rodas dos nossos carros, como já tinha sucedido há duas marchas, de modo que desta vez os veículos ficaram estacionados na Cuneta, a salvo, dentro do nosso campo visual.

Desta vez o protesto foi oportunamente comunicado à subdelegação do governo nos prazos correspondentes. Pese a reticência natural dos organizadores, a intenção passava por diminuir o risco de variados tipos de  multas para todos os participantes, como já sucedera nos dois anos anteriores assumindo os e as convocantes as possíveis sanções.

Os gritos solidários para com xs que sofreram represálias do sistema e contra a instituição carcerária e os seus infames defensores fizeram-se ouvir do outro lado dos muros, respondidos pelxs presxs , quando disso souberam, confinados atrás das desumanas barras.

Se pontualmente às 16 h começou o protesto, às 18h um pequeno balão aerostático fez as vezes de despedida para cxs involuntarixs habitantes do presídio. Num abrir e fechar de olhos apanhámos os carros para chegar a tempo à outra convocatória anti-repressiva do dia: a  manifestação convocada para as 20h, no obelisco da Corunha.

Entre as identificações e a pressão constante das forças anti-motim, cem por cento voltadas para amolar os solidárixs, a manifestação partiu cedo (seriam apenas 20h30) de seu ponto de convocatória, pela central rua real corunhesa. Lá se repartiram “octavillas” entre os numerosxs usurárixs de tão assinalado centro de consumo da cidade.

A manifestação acabou em seguida frente ao concelho herculino, tendo como único incidente assinalável os momentos de tensão resultantes de uns “secretas” obrigarem  um participante a apagar uma foto que lhes tinham tirado, com o consequente âmago de carga policial.

A intenção com a manif corunhesa passava por chamar a atenção da cidadania em relação à campanha contra as torturas e maus-tratos nas prisões que se está a desenvolver-se em cadeias de toda a Espanha. Na campanha participam mais de 60 presxs, alguns deles nas prisões galegas, por meio de recusa da comida da prisão e “chapeos” periódicos e envios de instâncias (mais informações neste mesmo blog sobre a campanha, tanto dentro como fora, aqui, aqui e aqui.

C.R.

fonte: abordaxe revista

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