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[Londres] Chamada para uma manifestação unitária contra a extrema-direita (13 Out)


Grande mobilização de militantes antifascistas em Londres. 13 de Outubro.

Uma coligação de grupos, incluindo os Antifascistas de Londres, convocou uma manifestação contra a extrema-direita da Aliança Rapazes Futebol Democrático (DFLA). A extrema direita já provou a si própria ser uma ameaça ressurgente, mobilizando 20.000 numa forte manifestação no centro de Londres, em Junho deste ano, atacando sindicalistas, negros e outras minorias étnicas e também livrarias de esquerda. Deixados sem controle certamente que repetirão esses ataques ultrajantes.

Os antifascistas começaram a unir-se de modo a combaterem essa nova ameaça. Em Julho, um bloco militante de cerca de 500 antifascistas concentrou-se para se opor a uma manifestação #FreeTommy. Procure maneiras de se envolver na construção de um movimento antifascista em massa nas próximas semanas.

Se estiver em Londres, fixe a data e participe na manifestação. Se estiver fora de Londres, considere organizar transporte para xs amigxs e companheirxs. Conheça o ponto de encontro a ser anunciado.

Contato: LDNANTIFASCISTS@RISEUP.NET
Defende Londres da violência fascista!

em inglês

Yogyakarta, Indonésia: Repressão anti-anarquista após Marcha contra o Feudalismo (1º de Maio)

– Ontem, 44 dxs nossxs companheirxs foram presxs, acusadxs de destruição de propriedade, provocação e confrontos com a polícia. A equipa jurídica noturna tentou vê-los, mas ainda não o poude fazer pois foram isoladxs (02.05.18)
– Um dxs assessorxs jurídicos foi preso e espancado.
– Até agora xs nossxs 12 companheirxs ainda estão presxs e a polícia continua a caça às bruxas (03.05.18)

Solidariedade internacional – por todos os meios necessários – com xs companheirxs detidxs!

Mais informações

https://agitasi.noblogs.org/

Atualização (recebida a 03.05.18)

COMUNICADO

Embora este seja um comunicado exclusivo em relação a Yogyakarta ou à Indonésia em geral, apelamos à pressão internacional e solidariedade contra este sistema feudal podre que ainda existe neste século!

Saudações ao amado povo de Yogyakarta, aqueles que vilipendiam a nossa manifestação (intencionalmente destinada a censurar a instituição de Kraton, em Yogyakarta).

Acreditem-nos quando dizemos que já sabíamos – mesmo antes de termos realizado a manifestação – que haveria uma antipatia do público em relação à nossa demonstração. É muito compreensível.  O Feudalismo cria essa crença de que os reis e a realeza são seres meio divinos; a sua autoridade é sagrada e auto-justificada. Somene tornou-se um governante num sistema feudal por ter nascido na família certa: a família real. Todo o território feudal é propriedade do rei e da família real, as pessoas são apenas ocupantes que podem ser despejados a qualquer momento por vontade do rei. O sistema é perpetuado por essa crença irracional relativa ao domínio feudal, entre outras coisas. Em Yogyakarta, o feudalismo é o que faz Yogyakarta “especial”. Politicamente, esse status especial significa que Yogyakarta não é governada por um governador eleito tal como outras províncias na Indonésia.
Em vez disso, a região é governada por um governador que também é um Sultão. Socioculturalmente, esse status especial tem outro significado; isto dá uma falsa sensação de orgulho ao povo de Yogyakarta. Yogyakarta é especial porque é governado por um sultão, as pessoas orgulham-se disto.
Como é que ser governado através de um poder não verificado pode ser alguma coisa de que se possa orgulhar? O que há de tão orgulhoso assim em ser-se subordinado de outro ser humano, unicamente porque aquele nasceu na família real?
A nossa manifestação não foi feita para atrair simpatia. Se atrair simpatia fosse o nosso objetivo, não teríamos feito uma demonstração que perturbasse a reprodução de valores sociais como a que fizemos. Não, a nossa demonstração não se destinava a isso. Não somos um partido político, uma organização “esquerdista”, uma ONG, ou os proponentes do incumbente governante ou das suas oposições que precisassem do apoio das pessoas e da sua simpatia.

NÓS TAMBÉM NÃO FAZEMOS PARTE DO PMII; FAIZI ZAIN E SEUS COMPARSAS QUE ESPERARAM POR UM MOTIM PARA ELEVAR A SUA AGENDA DE DEITAR ABAIXO JOKOWI PARA BENEFÍCIO DOS SEUS MESTRES POLÍTICOS!
ELES SÃO CORRETORES DE PODER! NÓS NÃO SOMOS!

A nossa manifestação foi feita para perturbar a circulação do capital em Yogyakarta. Intencionalmente queremos criar uma situação não propícia ao investimento de capital, seja nacional ou estrangeiro – que intensificará o desenvolvimento e a gentrificação, retirando estes ao ambiente e às pessoas da classe baixa em Yogyakarta qualquer direito.

Nós tínhamos já conjecturado que o público ficaria enfurecido pelo nosso vandalismo e apelos provocativos.

A destruição de um posto policial e a chamada para “assassinar o sultão!” irritaram enormemente o povo de Yogyakarta. A raiva está ausente quando a polícia repetidamente, com violência, se encontra na linha de frente dos conflitos entre os interesses das pessoas e dos governantes, do lado do governantes, é claro, como o de Temon, Kulonprogo, onde há um processo em curso de apropriação de terras pelo Sultão – através da legitimação do Sultan Ground / Pakualaman Ground, um sistema de propriedade fundiária feudal, em nome da expansão do capital da indústria do turismo. A raiva também está ausente quando os habitantes dos kampungs urbanos (assentamentos informais, favelas) têm que lidar com a escassez de água, causada pelo uso da água subterrânea por hotéis e apartamentos, cuja construção está a ser intensificada sob a bênção do sultão, é claro.

Esse apelo para “assassinar o sultão!” que irritou algumas pessoas em Yogyakarta – tendo nós escrito ou não esse apelo ou sendo o apelo literal ou simbólico – teve a sua própria importância na ruidosa contestação à autoridade do Sultão em Yogyakarta, aparentemente sagrada e inquestionável; um poder sem mecanismo de controle porque é protegido pela “fé” em relação à autoridade auto-justificada do sultão. Esta “Fé” é responsável pela privação dos direitos das pessoas. Mais cedo ou mais tarde, xs que estão a ler isto, provavelmente serão excluídxs pelo “desenvolvimento” em Yogyakarta também. Um “desenvolvimento” para os interesses do sultão e dos seus comparsas; corporações locais e nacionais; investidores nacionais ou estrangeiros.

Sim, o sultão é um dos principais orquestradores de muitos problemas em Yogyakarta; despejo, apropriação de terras, gentrificação e desenvolvimento que excluem e retiram direitos às pessoas de classe média e baixa. O Sultão e a sua família real, e também os seus comparsas, são os que dominam todos os aspectos económicos em Yogyakarta.

Yogyakarta é uma das províncias mais desiguais, em termos económicos, na Indonésia. O desenvolvimento em Yogyakarta não é realizado para os interesses do povo, mas para os interesses da classe dominante: os capitalistas e feudais. Em Yogyakarta, os dois sistemas preversos estão a ter um caso, esmagando as pessoas; aqueles que não são membros da realeza e são da classe média e baixa.

Mães, vocês não estão cansadas de ter de visitar xs vossxs filhxs nas prisões,duas vezes por semana, aquelxs  que provavelmente tiveram que roubar ou roubar pessoas apenas para sobreviver?

E a razão pela qual elxs estão nessas prisões superpovoadas em Yogyarta é a pobreza profundamente enraizada que prevalece em Yogyakarta. Acha que o Sultão se preocupa com isso?

E então, vamos continuar a nos enganar, pensando nas novidades, e que tudo está bem? Ou ainda, que é “especial”? Não temos interesse em ser admiradxs. Nós não somos um partido político que precise dos votos das pessoas nas eleições.

Somos apenas pessoas que estão doentes. Cansadas de tudo o que está a acontecer à nossa volta e de como as pessoas são embaladas por essa falsa consciência, dizendo-lhes que está tudo bem.

Estamos a apelar às pessoas da classe média e baixa, intelectuais, artistas, académicxs, aquelxs que afirmam ser liberais e moderadxs, e outrxs que escolhem ser “neutrxs”. Lembra-se do evento histórico que deu origem ao conceito de estado-nação moderno? O período que dá pelo nome de período das luzes, onde os reis, rainhas e a realeza foram guilhotinadxs na Praça de la Révolution. Não criou ele o que se chama de democracia? Não queremos repetir ou glorificar a história. A democracia que vocês defendem, mantêm e vendem não está a levar a outro lugar senão à pobreza, degradação ecológica e retirada de direitos.

Nós somos xs libertárixs.
Nós somos o que vocês chamam de anarquistas. Sonhamos um mundo onde as pessoas cooperam umas com as outras, trabalham juntas, governem a si mesmxs, de forma horizontal, sem governantes, sem realeza, sem contrato político, social ou dos capitalistas. Queremos uma vida na sua forma mais verdadeira, onde os desejos naturais do ser humano estão em sintonia com a natureza; uma vida sem classes, racial, étnica, religiosa e outras falsas divisões.

Somos o que vocês chamam de utopistas.

Queremos uma sociedade livre sem opressores. Queremos uma sociedade onde as pessoas possam ter crenças, orientações sexuais ou qualquer coisa sem temer a perseguição.
Total liberdade!

Anarquistas

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Finlândia: Acções de solidariedade com anarquistas e antifascistas da Rússia em Fevereiro e Março

recebido a 04.04.18

Concerto de apoio em Helsínquia a 4.03.2018.  Faixa onde se pode ler em finlandês “Liberdade para antifascistas na Rússia”.

A seguir um resumo das recentes acções de apoio a compas reprimidxs na Rússia:

No dia 4 de Fevereiro, a Cruz Negra Anarquista de Helsínquia organizou o “Amazing Vegan Sunday Soli Lunch” [Incrível, Domingo Comida Vegan Solidária] em Lymy. O evento foi um sucesso. Em Tampere, um concerto solidário foi organizado no dia 2 de Março.
Participaram quatro bandas e vendeu-se comida vegan. Varis Tampere, que organizou o evento e ainda a TAL (União Anarquista de Tampere) vendendo t-shirts e livros sobre anti-fascismo. Também em Helsínquia, Varis organizou um concerto solidário no dia 4 de Março com duas bandas de hardcore, um sorteio, hambúrgers de tofú e informação sobre a situação na Rússia. Os fundos recolhidos foram enviados para a Rússia para serem usados nas despesas de defesa e noutras formas de apoio aos/às anti-fascistas e anarquistas reprimidxs em S.Petersburgo, Penza,Tšeljabinsk e noutros locais da Rússia.

Turku 18.3.2018
Turku 18.3.2018

No dia das eleições presidenciais na Rússia, houve manifestações em Turku e Helsínquia contra a tortura praticada pelo FSB e, mais genericamente, contra o regime de Putin. Em Turku, um grupo de anarquistas e antifascistas reuniu-se em frente do consulado russo ostentando uma faixa com o texto “Libertem xs anarquistas na Rússia! Fim à tortura pelo FSB!”. A faixa foi depois estendida sobre a auto-estrada. Em Helsínquia, cerca de 50 pessoas concentraram-se à porta da embaixada russa gritando palavras de ordem e mostrando faixas contra o FSB e Putin, e pela libertação dxs prisioneirxs anti-fascistas. As pessoas, ao ir votar, não puderam evitar reparar na manifestação organizada pelo grupo anarquista local A-ryhmä, pela CNA de Helsínquia e a Varis.

Manifestação na embaixada russa em Helsínquia a 18.3.2018.
FSB é o principal terrorista

Como balanço geral, chamou-se a atenção para a situação na Rússia nos últimos meses e as pessoas foram motivadas a agir em conjunto contra a repressão e pelos nossos objectivos comuns. Continuaremos a apoiar xs companheirxs na Rússia.

fonte:  varisverkosto.com

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Viena: Manifestação raivosa espontânea por Afrin a 24 de Março

recebido 28.03.18
Cerca das 22h reuniram-se cerca de 100 pessoas, em Viena, para uma manifestação espontânea, furiosa e selvagem que durou 30 minutos, no dia de solidariedade internacional com Afrin. A manifestação foi uma expressão da raiva e da ira contra a ocupação de Afrin pela NATO, pelo exército turco, pelos fascistas do ISIS e outros aliados. A faixa que seguia à frente dizia: `Fight4Afrin`(Luta por Afrin). Entoaram-se palavras de ordem pelas ruas, tais como: `Biji Berxwedane Efrine`(Longa vida à resistência de Efrin), `Ueberall Efrin, Ueberall Widerstand` (Afrin em todo o lado, resistência em todo o lado), `Solidaritaet heisst Widerstand, Kampf dem Faschismus in jedem Land` (Solidariedade significa resistência, lutar contra o fascismo em todo o lado), ou `Alerta, Alerta Antifascista`. Foi usada uma grande variedade de material pirotécnico.

A manifestação atraiu muita atenção e deixou as suas marcas no bairro, uma área conhecida por ter fascistas organizados e nacionalistas de diversas origens, não só austríacos mas também muitos grupos fascistas turcos. Durante a manifestação bloqueram-se várias ruas, e atacaram-se símbolos da repressão e do capitalismo – quebraram-se-se montras de lojas e vidros de carros da polícia. Xs manifestantes desapareceram antes da polícia chegar e tanto quanto se sabe nenhuma pessoa foi presa.

A manifestação teve lugar numa parte de Viena em que o MHP e o AKP são particularmente fortes entre os habitantes, detendo e apoiando uma grande parte da infra-estrutura. Por isso esta foi uma importante acção anti-fascista e mostrou que a  solidariedade activa é um passo poderoso para associar a luta local contra o fascismo na Áustria às lutas internacionais pela liberdade em Rojava e noutros lugares.

Resistir significa quebrar a apatia!
Testemunhar todos os dias a queda de companheiros na luta contra grupos fascistas islâmicos força-nos a agir e a manifestar a nossa solidariedade com os povos no norte da Síria.

Continuaremos a lutar juntxs contra o fascismo na Turquia, no norte da Síria e na Austria!
Afrin em todo o lado, Resistência em todo o lado!

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Lisboa, Portugal: Crónica da concentração realizada junto à embaixada de Espanha a 13 de Março de 2018


recebido a 15.03.18

[Concentração contra a Repressão no Estado Espanhol realizada a 13 de Março de 2018, Lisboa]

No dia 13 de Março concentraram-se junto à Embaixada de Espanha, em Lisboa, cerca de 3 dezenas de pessoas em protesto contra a repressão que se tem feito sentir no Estado Espanhol e em solidariedade com todas as pessoas presas e perseguidas por exercerem o seu direito à liberdade de expressão. A faixa afixada de frente para a Embaixada ostentava a frase “Contra a vossa repressão, contra a vossa democracia, somos ingovernáveis”. Um megafone fez soar música combativa e palavras de ordem anti-autoritárias, e distribuíram-se flyers informativos com o texto que se segue:

Contra a repressão, solidariedade e insurreição!

Nas últimas semanas o Estado Espanhol voltou a evidenciar o seu carácter fundamentalmente repressor e fascista, tendo diversos músicos sido condenados a penas de prisão e multas, por insultos à monarquia e exaltação do terrorismo, outras pessoas acusadas e sentenciadas porfrases escritas em algumas redes sociais e a censura de uma exposição sobre presxs políticxs na maior feira de arte de Madrid.

Desde a aprovação da Ley Mordaza em 2013, o Estado Espanhol tem vivido um estado de excepção não-declarado, onde a mera expressão de opinião crítica ao regime tem como consequência graves penas, tendo assim o intuito de estender um clima de medo numa sociedade onde os movimentos sociais e a organização de base têm experimentado uma forte adesão nos últimos anos. Foi até criada uma rede por parte da Polícia Nacional Espanhola chamada “Stop Radicalismos”, renovada recentemente, que incentiva a denúncia aleatória de qualquer pessoa por motivos ideológicos ao melhor estilo de um regime totalitário.

Desde a instauração da  democracia este estado de excepção era já uma situação quotidiana em regiões como o País Basco onde, devido ao contexto de conflito histórico, a transição democrática nunca escondeu a continuação de um projeto de Estado centralizado, imperialista e fortemente repressivo.

Esta tendência de aumento e normalização da repressão não é exclusiva ao Estado Espanhol, sendo que em França o estado de emergência justificado pelos atentados de 2015 tornou-se permanente com a nova lei antiterrorista do governo de Macron.

A perseguição que habitualmente era aplicada a grupos minoritários de dissidência política, tais como anarquistas, independentistas, ou qualquer outro tipo de militante ou ativista social, generaliza-se como algo quotidiano que afeta todos e todas e aqueles e aquelas que se atrevem a tornar público um pensamento que põe em causa as bases do sistema capitalista, denuncia as suas estruturas opressivas e se arrisca a propôr novas formas de organização social.

Estas situações demonstram que esta democracia (que enche a boca a tantos defensores da liberdade de expressão) e ditadura são as duas face de uma mesma moeda, que se alternam de maneira a perpetuar um sistema de domínio, o capitalismo, cujo único objectivo é a reprodução de si mesmo.

Contra toda a vossa polícia, os vossos juízes, os vossos media, seremos sempre ingovernáveis!

Tessalónica, Grécia: Vídeo de mobilização para a manifestação antifascista pan-balcânica a 10 de Março de 2018

Rebuild Libertatia! [Reconstruir Libertatia!]
O video compila um graffiti solidário e faixas pela okupa Libertatia que foi queimada pelos fascistas no dia 21 de janeiro de 2018 – um projeto do Coletivo para o comunismo libertário em Tessalónica (membro da Organização Política Anarquista / Federação de Coletivos).

Inclui também propaganda antifascista recente, sendo espalhado para contrariar a histeria do nacionalismo em curso à volta da “questão macedónia”.

em inglês l alemão

Atenas, Grécia: Semana Internacional de Ação Antiespecista – Vídeo da manifestação de 4 Novembro

Vídeo da manifestação que foi chamada pela Iniciativa Anarquista para a Libertação Total de Animais & Terra e que ocorreu em Atenas, em 04.11.17, no contexto da Semana Internacional de Ação Antiespecista.

em grego l inglês

Amsterdão: Manifestação espontânea em solidariedade com xs presxs do G20

Contra prisões, bancos, o Estado e o mundo que precisa deles

Ontem (30-9-2017) ocorreu uma manifestação espontânea em Amsterdão, em solidariedade com xs companheirxs que estão momentaneamente na prisão, após os protestos do G20 em Hamburgo (Alemanha) em Julho. Após a concentração, uma manifestação espontânea foi realizada, do centro da cidade de Amsterdão para Spuiplein

Cerca de 100 pessoas tomaram parte num ato em solidariedade com xs prisioneirxs do G20. Houve discursos e música. Após a concentração, cerca de 50 pessoas realizaram uma manifestação sem aviso prévio, do centro de Amsterdão para Spuiplein.

Liberdade para todxs xs prisioneirxs do G20! Liberdade para Peike!

em inglês

[lembrete] Dias de ação internacional contra o G20, Hamburgo 2017

Dias de ação internacional contra o G20, Hamburgo 2017

Bem-vindxs ao inferno
Resistência ao vivo – Junte-se ao bloco negro
06 de Julho * manif anticapitalista
07 de Julho * bloqueios § ação de ancoragem –
08 de Julho * manif massiva
https: // g20tohell.blackblogs.org

Manifestação anti-capitalista internacional contra a Cimeira dos G20

G20: Bem vindos ao inferno

Quinta-feira, 6 de Julho de 2017, às 16:00,
Mercado do Peixe do bairro St. Pauli, Hamburgo

Quando os chefes de governo dos 20 países mais poderosos do mundo chegarem no dia 6 de Julho – com os meios de comunicação mundiais reunidos à espera de notícias da zona de crise, à volta dos salões de exposições de Hamburgo – já estaremos nas ruas.

Estamos a mobilizar-nos internacionalmente para que se transforme Hamburgo num local e ponto de exclamação da resistência contra as antigas e novas autoridades do capitalismo.

Uma manifestação na véspera da Cimeira do G20 expressará protesto e resistência, crítica radical e prática contra o patriarcal e capitalista estado das coisas. Estamos a resistir à prioridade discursiva das recepções e das conversas informais durante os dias a seguir.

O G20 está a criar um estado de emergência temporário e reverso político disso apoia cada uma das coisas contra as quais estamos a lutar. A polícia e os militares estão presentes nos telhados de Hamburgo durante a Cimeira e encontram-se a perpetuar regimes capitalistas, em todo o mundo. Tanto os modelos capitalistas neoliberais como os ditos proteccionistas fazem parte, similarmente, da exploração global, da compartimentação e empobrecimento.

Se essa violência cínica vai ser óbvia ou, pelo contrário, superada por grandes recepções e belas fotos também isso estará em jogo durante os dias quentes de Hamburgo.

Estamos a opor-nos à Cimeira, bem como a qualquer esforço para incluir a crítica política e resistência como uma parte da instrumentalização da Cimeira enquanto instituição democrática. Cimeiras como o G20 e instituições como o FMI, a OMC ou o Banco Mundial serem instrumentos de paz, direitos humanos ou de políticas climáticas é uma das grandes mentiras e ilusões dos poderes, sejam quais forem.

Quando as peças da política global estiverem selecionadas, após a Cimeira de 9 de Julho, o capitalismo e a exploração ainda existirão. No fim do dia serão as declarações finais e resumos voltados para o sucesso dos corpos políticos reunidos e público. Crises e guerras fazem parte do sistema capitalista, da mesma forma o protesto e escândalos são parte da orquestração da Cimeira. Cabe-nos abrir uma nova página e novas perspectivas de resistência.

O triunfo aparentemente incontestável do capitalismo deixou um rastro de devastação. A guerra é predominante não só como conflito militar mas também nas mentes de mais e mais pessoas. Uma multidão racista está a se mobilizar na Alemanha, em toda a Europa e em todo o mundo. Ideias raciais e nacionalistas estão a ser aceitáveis novamente. Entre outros, populistas de direita e os fascistas conseguiram uma viragem do discurso da sociedade para a direita.

Estão a ser feitos apelos a Estados fortes e fronteiras fechadas, com mais e mais força. Guerras por procuração para esferas de interesses – instrumentos de ordem mundial criados no século anterior e naquele antes disso – aparecem mais do que nunca com vista a serem meios legítimos para atingir fins políticos. Estamos num momento de crescente nacionalismo e ódio voltado para as minorias. Pogroms contra refugiados e outros grupos populacionais além da maioria. Ataques contra homossexuais e pessoas trans * ou inter * assim como a significância do fanatismo, tal como a da persuasão, estão a aumentar dramaticamente.

Migração e deslocações serão pontos focais da Cimeira e dos protestos também. Não se trata da liberdade de movimento para todos, nem mesmo corredores de deslocações seguros para evitar a morte em massa no Mediterrâneo a serem estabelecidos. Em vez disso, são as fronteiras e o fluxo de bens que estão a ser salvaguardados. Cinismo e promoções duvidosas prevalecem, enquanto a Cimeira está a tomar o seu curso.

A lógica do valor capitalista deverá expandir-se para os últimos recursos nas metrópoles, bem como na periferia das regiões rurais. No entanto, a penetração capitalista mundial também está a conectar o terreno da resistência. Por exemplo, a resistência contra projetos de mineração na Columbia está ligada a lutas político-urbanas contra a estação de moagem de carvão Moorburg, no porto de Hamburgo, que utiliza o carvão columbiano como recurso.

A devastação e a migração devido ao aquecimento global estão diretamente relacionadas à luta pelo direito de permanecer. As conexões de interesses de exploração capitalistas podem ser demonstradas, criticadas e confrontadas politicamente. A resistência ao G20 deve focar-se nessas interdependências à escala local e global e desenvolver relações mútuas e práticas de resistência.

Resistência em massa variável e imprevisível vai interromper os procedimentos tranquilos do desenrolar da Cimeira. Muitas pessoas vão se levantar contra esta encenação do poder – politicamente e na prática. Ao contrário da oposição civil, não vamos sugerir alternativas para manter o sistema capitalista vivo. Opor-nos-emos à opressão, exploração e exclusão de forma coletiva e com solidariedade.

Auto-organize-se, seja criativo e contribua vociferantemente, com raiva e poderosamente para a manifestação internacional anti-capitalista de 6 de Julho. Deixe essa manifestação ser uma primeira expressão de nossa resistência e do nosso antagonismo inconciliável às condições prevalecentes e ao espetáculo da Cimeira.

Em frente com a revolução social!

Começaremos no dia 6 de Julho, às 16:00, com uma ótima reunião de abertura. Contribuições culturais, musicais e políticas serão realizadas. A partir das 19:00 a manifestação aproximar-se-á da zona vermelha e a concentração final será levada a um lançamento de pedras da localização da Cimeira, nas salas de exposições.

Não deixe o capitalismo deitá-lo abaixo – Resistência ao vivo!

Aliança autónoma e anticapitalista “G20 – bem vindo ao inferno!”

Quinta-feira, 6 de Julho de 2017, 16:00,  Mercado do peixe do bairro de St. Pauli, Hamburgo

em inglês

Atenas: Presença na marcha antifascista de 18 de Fevereiro em Aspropyrgos

Morte aos racistas (A)
Alerta Antipatriota /A)
Acabar com os patriotas

Em 18 de Fevereiro de 2017, um grupo internacional de compas organizado pela Okupa Themistokleous 58, participou na manifestação antifascista de Aspropyrgos, realizada por iniciativa do grupo anarquista Non Serviam para marcar mais um ataque assassino contra um imigrante do Paquistão, no início de Fevereiro. Nas faixas em urdu e grego podia ser lido: “Morte aos racistas (A)“, e durante o percurso escreveram-se nas paredes as palavras de ordem,”Alerta Antipatriota” e “Acabar com os patriotas“, voaram folhetos e gritou-se nas ruas conservadoras desta cidade que nenhum ataque por motivos racistas / fascistas irá ficar sem resposta .

Nem nativxs nem estrangeirxs
Apátridas insurgentes!

Okupa Themistokleous 58

Nem nativxs nem estrangeirxs
Apátridas insurgentes!
Nem nativxs nem estrangeirxs
Apátridas insurgentes!

em grego

Barcelona: Seja qual for a sentença, estaremos nas ruas (caso Aachen)

Seja pela rejeição de todas as opressões que nos tentam esmagar ou por acreditar muito nos maravilhosos mundos que temos no coração – chocando continuamente com a asfixiante realidade em que vivemos – decidimos lutar contra o Estado e toda a forma de poder.

E sabemos bem que a nossa luta continua sem descanso – e o inimigo também – mesmo que limitada às vezes.

Por isso nos aprisionam – nos tentam calar com a intenção de reduzir a nossa vontade – sendo natural que isso impulsione a rebeldia.

Por isso continuamos de cabeça erguida – condenação após condenação, operação repressiva após operação repressiva – retomando todas as forças possíveis e voltando a atacar, enchendo as ruas do nosso ódio por minutos eternos de liberdade vividos juntxs.

Com a firme convição das nossas ideias e das nossas práticas – das nossas vivências e da nossa solidariedade – seguiremos conspirando, procurando e encontrando maneiras de enfrentarmos o Estado e os seus múltiplos cúmplices.

SEJA QUAL FOR A SENTENÇA, ESTAREMOS NAS RUAS
No cartaz, em catalão, pode ler-se:

Se não liberdade para xs nossxs companheirxs que não haja tranquilidade para os nossos inimigos
Solidariedade rebelde com xs anarquistas aprisionadxs na Alemanha pelo caso de Aachen
MANIFESTAÇÃO no mesmo dia que sair a sentença, às 20 h, em Barcelona.
ESTEJAM ATENTXS À CONVOCATÓRIA
solidaritat.noblogs.org
em catalão e castelhano em  solidaritatrebel

Montevideu, Uruguai: Comunicado da assembleia aberta de ocupantes da La Solidaria

MÃO ESTENDIDA AOS/ÀS COMPAS – PUNHO CERRADO AOS/ÀS INIMIGXS

Perante patacoadas só desprezo… (o que os media nunca dirão)

A partir destas linhas queremos reivindicar certos factos ocorridos na manifestação em repúdio ao desalojo do local La Solidaria, manifestação por nós convocada e, no que se refere à concentração, organizada colectivamente, a partir da nossa assembleia.

Além da concentração acordamos também o posterior corte de estrada de 21 de Março, corte que seria feito no mesmo momento em que se impôs à população o decreto do governo de esquerda – permitindo desse modo a polícia reprimir os piquetes, sem ter sequer a ordem dum juiz.

Nestes últimos dias os media lançaram uma série de ataques de desinformação que inundaram tudo – das mentiras mais descaradas ao incitamento dos exércitos de “bons cidadãos”, para proteger a ordem estabelecida. A normalidade do poder, dizem eles, deve ser obedecida a todo o custo. Normal é ver como é repetida uma e outra vez a miséria diária da exploração e da obediência aos seus ditames. O paradigma da dominação justa e da servidão voluntária tem a sua expressão máxima na indignação de vários dos mercenários da imprensa.

Mas as ruas têm também as suas vozes, já que há vida (e em abundância) para além da propaganda do Capital. Um monte de mentiras estúpidas – como por exemplo a da horda que marcha, atacando indiscriminadamente as pessoas – não irão ser sustentadas por nenhum dxs nossxs vizinhxs, xs quais, por sua vez, têm mostrado inúmeras vezes a sua solidariedade com o projeto e suas lutas. A propaganda imbecil dos proxenetas bem pensantes da Ordem não é mais forte do que as relações que estabelecemos com xs ocupantes ou com xs desalojadxs do bairro e com xs quais se praticou o apoio mútuo, uma e outra vez.

A estranheza – daquelxs para xs quais só vale a violência quando vinda do Estado – não é mais forte que os laços de solidariedade, respeito e reciprocidade forjados ao longo dos anos – com xs vizinhos, pequenxs comerciantes de bairro e centenas de amigxs da casa. Aquelxs que viram xs seus ou suas filhxs ou amigxs fazerem desporto sem competição, nas classes de boxe, ou desenvolver a sua sensibilidade estética nas oficinas de expressão plástica, aprender língua de sinais e crescer sob relações de reciprocidade e de liberdade, não podem engolir a versão do Estado. Xs “vândalxs estúpidxs” são xs que defendem a devastação da terra e da água, xs “desmioladxs irresponsáveis” são xs defensorxs do clientelismo – como forma possível de relações sociais – não xs que lutam contra ela ser a única.

Aquelxs que, ao longo do tempo, aprenderam na La Solidaria a desenvolver a sua capacidade auto-instituinte da sociedade, a forjar acordos de forma responsável,  a consensuar – sem chefes ou poder político – só podem rir-se da história dxs defensorxs dessa normalidade. As centenas de vizinhxs e participantes que passaram nestes anos pela La Solidaria e pelas suas oficinas – ou a participar nas actividades ou coordenações – sabem que nela se potenciava a auto-organização da luta social, afastada e contrária a toda a forma de opressão ou poder.

Por isso mesmo, sabemos que todxs elxs não se sentiram ou sentem atacadxs pelxs compas de La Solidaria. Sabem suficientemente bem que a nossa ética nos impede de atacar indiscriminadamente, danificar as suas casas ou querer atentar contra a sua segurança. Usar a violência – não como auto-defesa mas indiscriminadamente – encerrar em vez de ajudar, dar exemplo através do castigo, criar pautas de convivência baseadas no consumo e na dominação, são e serão os eixos do Capital e do Estado, não xs nossxs.

O repúdio ao desalojo – o nosso e o dxs vizinhxs e companheirxs – dignificou-nos e é parte essencial da nossa responsabilidade na vida. Somos conscientes quando, em todos os locais onde pararmos, fizermos algo para transformar a realidade. O repúdio ao desalojo não foi, nem é, uma luta contra o Estado por um grupo determinado – tal como ao governo ou a uma empresa qualquer. Foi, e é, parte de uma luta que não foi iniciada por nós – e da qual todos fazemos parte, gostemos ou não.

Enquanto a propaganda do poder é a da defesa das relações de benefício económico, competição permanente e respeito às leis de políticxs e outrxs empresárixs, nós promovemos a auto-organização não-hierárquica, o respeito pelas pessoas e não pelos dispositivos de dominação e exploração, a reciprocidade como motor social e a dignidade de confrontar-se com a ordem, sem oprimir ninguém, por sua vez. Confundir ou misturar isso com violência gratuita é maniqueísmo e arrogância. Querer obrigar-nos a obedecer – e a respeitar a dominação do capitalismo financeiro e a dxs seus e suas encobridorxs – é pura estupidez de fanfarrõesa costumadxs a mandar.

Solidarizamos-nos com as pessoas detidas, logo a seguir aos factos, assim como com todxs aquelxs que diariamente sofrem a mesma sorte, a mesma prisão, o mesmo despedimento, a mesma incerteza ou o mesmo deslocamento forçoso de local – e que sabemos albergarem as mesmas raivas e os mesmos sonhos de liberdade. Saudamos com o punho no ar a todxs xs que se solidarizaram connosco nos dias anteriores ao desalojo e nas últimas horas, compas do estrangeiro, do interior, vizinhxs e amigxs…
As casas passam…e a nossa luta é imparável!
Assembleia aberta de ocupantes da la Solidaria

em espanhol

Madrid: Fotos da manif em solidariedade com xs anarquistas acusadxs de assalto em Aachen

Que delito é roubar um banco quando comparado com fundá-lo?
Nem culpadxs nem inocentes!

Solidariedade rebelde
Presxs anarquistas para casa
Nem domesticadas nem amordaçadas

Liberdade imediata para as presas acusadas de expropriar bancos na Alemanha

A manif de sábado [21/1/2017],em Madrid – em solidariedade com as detidas acusadas de roubar bancos na Alemanha – terminou com dezenas de identificadxs, não havendo detidxs.

em espanhol, alemão

Santiago, Chile: Manifestação frente à embaixada dos EUA [20/01/2017]

Outro governo fascista do mesmo inimigo.Não apagarão as nossas lutas.
Em liberdade já!
9 dos MOVE, Herman Bell, Mumia Abu Jamal, Leonard Peltier.
Liberdade para todxs xs prisioneirxs políticxs.
As prisões são para queima.
Solid(A)ariedade
Viva a resistência indígena Lakota-Sioux contra a devastação da Terra e dos seres que a habitam.

Manifestação na embaixada dos EUA, em Santiago, realizada em resposta à chamada internacional contra a ascenção do presidente fascista Donald Trump e a continuidade do terrorismo global dos Estados Unidos.

Contra o terrorismo e genocídio provocado pelos EUA no nmundo inteiro.
Contra a brutalidade policial exercida sobre afro-americanxs, latinxs e pobres.
Contra o sistema carcerário de extermínio.

Liberdade aos/às presxs, destruição das prisões!
Luta e resistência contra o capital, o estado e o patriarcado!
A solidariedade faz-nos fortes, a luta faz-nos livres!​

em espanhol, alemão

Atenas: Crónica da manifestação em Exarchia (14/01)

RESISTÊNCIA – REVOLTA- LIBERDADE
Não esquecemos Shahzad Luqman – Esmaga os fascistas
(flyer da manif) “Alerta antipatriota / Não esquecemos Shahzad Luqman / A única linguagem que aprendi bem: lutar com raiva pela liberdade / Nem nativxs nem estrangeirxs; apátridas & rebeldes “

Na noite de sábado, 14 de Janeiro de 2017, cerca de cinquenta pessoas ocorreram à chamada da Okupa anarquista Themistokleous 58 – na comemoração de um ano do projeto – tendo participado na manifestação realizada pelas ruas de Exarchia,

A faixa à cabeça da manif dizia: “Resistência, Revolta, Liberdade” em inglês e persa, tendo outra faixa ficado depois afixada na Okupa, em memória de Shahzad Luqman – assassinado por nazis em Janeiro de 2013, em Ano Petralona – onde se podia ler: “Não esquecemos Shahzad Luqman – Esmaga os fascistas”.

Durante a ação foram distribuídos folhetos, em grego e inglês. Foram lançados panfletos e foram entoadas muitas palavras de ordem em farsi (persa), árabe, inglês, francês e grego.

Agradecemos a todxs xs que participaram na manifestação em Exarchia. Também enviamos saudações de solidariedade a individualidades, grupos e comunidades dentro e fora de muros e fronteiras que continuam a lutar contra o Poder, por todos os meios disponíveis. Lembramos que no sábado à noite, 21 de Janeiro, teremos uma festa de solidariedade na 58, de modo a apoiar financeiramente o projeto. Os recursos irão cobrir as necessidades operacionais da Okupa, assim como as de ações futuras.

Okupa Themistokleous 58 Continuar a lerAtenas: Crónica da manifestação em Exarchia (14/01)

[Grécia] 21 de Janeiro de 2017: Jornada de Acção em solidariedade com a Luta Revolucionária

No cartaz pode ler-se:

“Sou uma revolucionária e nada tenho a desculpar-me.
Terroristas, criminosos, ladrões são aqueles que compõem a vida económica e política; as instituições e os governos que, por intermédio dos memorandos, travam o ataque mais violento e hediondo contra a base social em nome de uma “forma de sair da crise”. Terrorista, criminoso, ladrão é o Estado e o Capital; aqueles contra quem a minha luta com toda a minha alma se tem dirigido, na luta armada, na Luta Revolucionária; aqueles a quem a minha organização tem tido como alvo em todos estes anos da nossa atividade.

(…) Quando o sistema económico e político ataca a maioria social da maneira mais impiedosa possível, a luta armada pela revolução social é um dever e uma obrigação; porque é aí que a esperança reside, em nenhum outro lugar.
A única esperança para uma saída definitiva da crise sistémica que estamos a viver neste período histórico ou uma saída definitiva de cada crise. É a única esperança para derrubar o capitalismo, o sistema que dá origem a crises; a única esperança para derrubar o Estado e o Capital.

É a única esperança para um contra-ataque armado da base social contra um sistema que os esmaga.

É a única esperança para derrubar o Estado e o Capital; para a revolução social.

Por uma sociedade de igualdade económica e liberdade política para todos ”

“Eu sou uma anarquista, membra da organização revolucionária armada Luta Revolucionária. Os únicos terroristas são o Estado e o Capital.”


Manifestação em solidariedade com xs membrxs da Luta Revolucionária

Sábado, 21 de Janeiro de 2017, às 12:00 em Monastiraki (centro de Atenas)

SOLIDARIEDADE COM XS MEMBRXS DA LUTA REVOLUCIONÁRIA

NENHUM STATUS DE EXCEPÇÃO PARA PRESXS POLÍTICXS

LUTA CONTRA O ESTADO E O CAPITAL POR QUALQUER MEIO

– Assembleia de Solidariedade (Atenas)

Texto completo do texto em grego; inglês

Atenas: Um ano de funcionamento da Okupa Themistokleous 58

No dia 10 de Janeiro de 2017 a Okupa Themistokleous 58, situada no bairro de Exarchia, completou um ano de atividade. Nesse espaço de tempo, a nossa okupa levou a cabo uma série de iniciativas, no sentido da agudização da guerra social, e participou em inúmeras ações de apoio a projetos e indivíduxs atingidxs pela repressão de todo o tipo de Poder.

Projetámos e queremos dar continuação à solidariedade anarquista internacionalista entre xs rebeldes – considerando-se que esta possa ser uma relação recíproca que vise a construção de afinidades e cumplicidades contra o Estado, o Capital e a dominação – rompendo na prática com as falsas discriminações com base na origem, idioma, género, orientação sexual e historial religioso ou irreligioso de qualquer pessoa que pudesse estar associada de alguma forma ao nosso projeto.

Fizemos frente tanto ao patriotismo difuso como ao racismo (declarado ou encoberto) e recusamos-nos a discriminar com base no estatuto que é atribuído pelas autoridades a todxs aquelxs que migram (refugiadxs ou não). Temos procurado entrelaçar a luta contra o controle e a repressão da migração com uma crítica completa e prática do complexo de dominação – que divide e isola toda a tentativa libertadora, tentando desta forma debilitá-la e sufocá-la com mais facilidade.

Protegemos o carácter anti-institucional de nosso projeto por todos os meios ao nosso alcance, mantendo a okupa e as suas atividades livres da presença e influência das ONGs, mass merda ou de qualquer intermediário. Defendemos a nossa autonomia política sem alterar as características fundamentais de nossa comunidade combativa. Ao mesmo tempo, optamos por reunir-nos com outrxs nos caminhos dos confrontos multiraciais, cooperando quando e sempre que considerássemos que o respectivo quadro político e organizacional correspondia aos nossos objetivos.

A okupa Themistokleous 58 é tanto um projeto político anárquico quanto um espaço habitacional para pessoas com ou sem papéis. É um laboratório subversivo de teoria e práxis para além de espaço de coexistência entre indivíduxs que vivem e lutam juntxs, na base da auto-organização, igual participação, horizontalidade, apoio-mútuo e a ação direta. Hoje, após um ano de funcionamento do projeto, as experiências adquiridas durante o experimento da 58 (tanto positivas como negativas) constituem para nós um legado valioso para as próximas batalhas.

Convidamos todxs para se juntarem a nós no sábado, 14 de Janeiro, às 21:00, junto à 58, para uma manifestação pelas ruas de Exarchia. Não esquecemos Shahzad Luqman, um imigrante do Paquistão que foi assassinado pela escória neo-nazi no bairro de Ano Petralona, em Atenas, em Janeiro de 2013. Não esquecemos os milhares de imigrantes que foram espancadxs, presxs, deportadxs ou assassinadxs pelo mundo dos Estados e das suas fronteiras.

Para apoiar financeiramente o projeto, lançamos para sábado 21 de Janeiro, a partir das 21:00, uma festa de solidariedade junto à 58; Música ao vivo por REZA ASKI (voz / guitarra, do Irão) e SIMO (rap, de Marrocos), dj set, comida e bebidas.

FOGO E EXPLOSÕES ÀS FRONTEIRAS E A TODAS AS PRISÕES

NEM NATIVXS NEM ESTRANGEIRXS: APÁTRIDAS E AMOTINADXS

Okupa Themistokleous 58
th58@riseup.net

pdf em grego & inglês | em espanhol

Uruguai: Fotografias da marcha contra o despejo de La Solidaria

Nem tudo está à venda! La Solidaria resiste!
Nem tudo está à venda! La Solidaria resiste!

29 de Abril de 2016

O negócio imobiliário avança inexoravelmente no bairro Cordón – e não só aí – aumentando os preços e pondo fora do bairro a todxs aquelxs que não lhes convém para que venham aquelxs que têm mais dinheiro, enquanto o Estado se encarrega de encher cada esquina de câmeras para nos manter controladxs, aumentando cada vez mais a quantidade de polícias e, portanto, a vigilância; na tarde de ontem realizou-se uma marcha contra o processo de despejo que se está a levar a cabo contra o centro social autónomo La Solidaria.

As ameaças de despejo à La Solidária são só uma parte do processo de gentrificação que se está a viver no bairro Cordón, sendo levadas a cabo por negociantes, pela polícia e pelos políticos de forma conjunta.
Não há transformação possível se não intervirmos, outras formas de nos relacionarmos – horizontais, solidárias e não baseadas em dinheiro – são possíveis e não serão oferecidas concerteza por aqueles que se vêm como privilegiados deste mundo de exploração.

A marcha partiu da praça Acción Directa e dirigiu-se pela 18 de Julho até à praça Libertad, onde foi lida uma proclamação.

Despejos = Distúrbios
Despejos = DistúrbiosLiberdade - Autonomia - Solidariedade - La Solidaria resiste Liberdade – Autonomia – Solidariedade – La Solidaria resiste

Mais fotos da marcha aqui

Marselha, França: Breve reportagem da manifestação selvagem noturna de 16 de Abril

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Fotos da Action Française [Ação Francesa] na rua Navarin.

 Depois de muitas horas sentadxs no Noite de pé [Nuit Debout] (?!), algumas pessoas tomaram a palavra para apelar a uma partida em manif selvagem. Grande parte da assembleia levantou-se para uma caminhada pela cidade …

Cerca das 23:30 duas centenas de pessoas descem a rua Estelle aos gritos de: ” greve, bloqueio, manifs selvagens”, “Marselha, de pé, levanta-te”, “lei, trabalho, retirada dos dois”. A manif dirigiu-se para o local do PS, que se encontra recoberto de palavrinhas, e cujas janelas se encontram altamente blindadas. Quase sem pausa, partiu-se para o pequeno local da frente nacional, bem escondido, perto da praça Castellane. Estores fechados e alguns transeuntes incentivando a manif, aproximando-se e até a acompanhando num pequeno trajecto.

Renicia-se em direção à baixa, desta vez pela rua Navarin. E desta vez os fachos da Ação Francesa não têm a polícia anti-motim para proteger a sua sede. Sede na qual as janelas não são blindadas e onde a porta foi rapidamente destruída aos gritos de “Chega de fachos nos nossos bairros, chega de bairro para xs fachos”  e com os sorrisos dxs habitantes do bairro – que vêem tudo o que se está a desenrolar – a acompanhar-nos.

Ainda a gritar palavras de ordem contra a lei El-Khomri, trabalho e polícia, a manif rapidamente atingiu a baixa, depois Cours Julien, onde o Noite de pé seguiu o seu curso.

em francês via Marseille Autonomous Info  l  inglês

Santiago, Chile: Fotografias da marcha pela libertação animal de 1/4

"Todxs xs animais sonham em ser livres - Não mais jaulas nem cadeias"
“Todxs xs animais sonham em ser livres – Não mais jaulas nem cadeias”

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"As comodidades e os luxos da vida não só são inúteis como também constituem um obstáculo evidente para a libertação humana, animal e à totalidade da natureza
“As comodidades e os luxos da vida não só são inúteis como também constituem um obstáculo evidente para a libertação humana, animal e à totalidade da natureza”
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“Difusão, Agitação, Ação direta”
"Animal livre"
“Animal livre”

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em espanhol

[Okupa Themistokleous 58] Manifestação em memória de Shahzad Luqman, em Petralona, Atenas

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Na passagem dos 3 anos do assassinato de Shahzad Luqman, participamos na manifestação – sábado 16/1 às 12:00 – na Praça Merkouri em Ano Petralona, Atenas.

– Concentração às 11h em frente da Okupa Themistokleous 58, em Exarchia, para irmos para lá juntxs.

Okupa Themistokleous 58

em grego l inglês

Nantes, França: Dia de ação massiva a 9 de Janeiro (alteração da data)

2016-01-09_tractoperif_a4-hdNo cartaz pode-se ler:

Nenhuma expulsão em Notre-Dame-des-Landes. NÃO AO AEROPORTO.
De bicicleta, em trator ou a pé na periferia de Nantes! Sábado, 09/01/16. Na chamada dos componentes da luta contra o aeroporto.

ATENÇÃO!

A mobilização geral dos opositores ao projecto do aeroporto foi alterada para 09/01/16 [na convocatória anterior era 16/01] após o anúncio da audiência a 13/01 para expulsar os residentes e os camponeses históricos.

Após o julgamento “interrompido” de 10 de Dezembro destinado a expulsar os habitantes históricos – e num clima de anúncio de despejos e de se retomarem os trabalhos no início de 2016 – vamos mostrar tanto a Vinci como ao Estado que não os vamos deixar fazer isso.

O movimento contra o aeroporto apela para um grande dia de ação no sábado, 9 de Janeiro de 2016.

Na região de Nantes uma marcha de biciclos-trator e a pé está a ser preparada.

Ansiosos para nos encontrarmos uns/umas aos/às outrxs nas estradas e ruas.

Alguns/mas membrxs das várias componentes da luta NDL [Notre Dame-des-Landes] (incluindo ACIPA, ADECA, COPAIN, alguns/mas ocupantes da ZAD, reunidos numa assembleia geral em 14 de dezembro)

em  inglês  italianoalemão

Atenas: Manifestação contra a indústria das peles e da carne a 14/11

poreia
MANIFESTAÇÃO CONTRA A INDÚSTRIA DAS PELES E DA CARNE

SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO DE 2015
PRAÇA DE SYNTAGMA
ÀS 12:00 HORAS

Enquanto o progresso da civilização continua a perpetuar a exploração, construindo matadouros e actualizando os sistemas de vigilância e confinamento, e por fim destruindo a vida selvagem… A LUTA PELA LIBERTAÇÃO TOTAL DOS ANIMAIS E DA TERRA AGUDIZAR-SE-Á para destruir as instituições e ideologias da dominação: os Estados, o sistema tecno-industrial, a economia, o consumismo, o antropocentrismo, o progresso…

Encontros de anarquistas contra toda a forma de confinamento e a destruição da biosfera pela dominação.

espanhol

Atenas: Vídeo da marcha anarquista de 27 de Setembro

[youtube width=”541″ height=”344″]http://www.youtube.com/watch?v=Oa9KsXFnT-8

Vídeo da marcha anarquista de 27 de Setembro no bairro de Egaleo, através da qual finalizou a ocupação do Instituto Tecnológico de Atenas. Na faixa dianteira podia ler-se: “Concessão imediata das saídas educativas para Nikos Romanos”.

Algumas das palavras de ordem que se podiam ouvir: A paixão pela liberdade é mais forte que todas as celas // Nem fascismo nem democracia, abaixo o estatismo e viva a anarquia // Todos os valores desta sociedade são prisões de máxima segurança // O justo está do lado dxs amotinadxs, não dos delatorxs e dxs ajoelhadxs // Evi aguenta, até à liberdade // O Estado e o Capital são os únicos terroristas, solidariedade com xs  guerrilheirxs armadxs

O vídeo conclui com a seguinte mensagem:

Não queremos nada do Estado
Não esperamos nada dele…
Só a sua completa destruição

Concessão imediata das saídas educativas para Nikos Romanos
Levantamento das medidas restritivas contra Athena Tsakalou
Libertação imediata de Evi Statiri

Anarquistas da tomada do TEI de Atenas

espanhol