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Hamburgo, Alemanha: Ataque à frota da Sicherheit Nord e chamada à luta anarquista

Sabotagem é isso: meios adequados, fachada da autoridade arrebatada. Quando e onde as agências da Segurança se guardam a si próprias – movimentando-se nesse sentido e, em seguida, se encontram perante os escombros das ferramentas que a mantêm de pé – o seu poder torna-se visivelmente questionado e mais e mais infracções da lei serão encorajadas.

Como no caso da Suíça, a empresa de construção Implenia tem visto a sua participação  em projetos penitenciários ser paga com máquinas de construção em chamas. Como no caso da Vinci, SPIE ou Eiffage, em França, devido a conexões semelhantes com a repressão.

No dia 13 de Novembro em Hamburgo, Barmbeck, a frota da Sicherheit Nord foi destroçada, incendiámos vários veículos. A Sicherheit Nord tem acordos de cooperação com a bófia em dez estados federais, protegendo a base da NATO em Lüneburg e as embaixadas, estabelecendo o aprovisionamento de refugiados e lojas em bairros que pareçam inseguros para os que dominam.

Esta acção e este texto são para nós. Para xs milhares que tornaram o levante de Hamburgo possível. Para xs prisioneirxs. Para as pessoas afectadas pela Operação “Scripta Manent”em Itália. Um fogo em solidariedade com Nikos Maziotis e Pola Roupa, em greve de fome, e uma saudação para Konstantinos G., em prisão preventiva, acusado de envio de carta-bomba e de pertença às CCF. Liberdade para Lisa, acusada no processo de assalto a bancos de Aachen!

Estamos comprometidos com uma luta contra o Estado, a todos os níveis. A repressão não nos poderá deter.

Para a anarquia – Grupos Autónomos

P.S. O mais difícil de ser captado…
É provável que o prejuízo resultante para a Sicherheit Nord seja manejável. Atualmente, pode até nem ser possível medir o sucesso das lutas através dos danos materiais ao Estado e aos seus servos.

Conforme se demonstrou – através dos grandes tumultos ocorridos em Julho e também nos ataques militantes, no período anterior ao G20 – o propósito de uma estratégia ofensiva de atacar e de lidar com a polícia, como a forma mais visível e não interpretável, é fortalecer as posições antagónicas. Observou-se com que facilidade o estado forneceu 40 milhões de euros para mitigar os danos perceptíveis à burguesia de Hamburgo; pouco antes os enlutados pela série de 9 assassinatos nas estruturas nazis com o conspiratório nome soando NSU confortaram-se com os 900 mil euros que foram jogados fora.

As campanhas com o objetivo duma quantidade predeterminada de danos à propriedade têm, na melhor das hipóteses, um aspecto desportivo. O carácter de uma cena que não é política, perseguindo objectivos mas esperando-os do evento, também. Evento para saltar e que a miúdo, no seu consumismo, expira. A campanha do ano passado pela Rigaer 94 não deveria fazer isso, mais comentários é nocivo. Mas destacam-se a série de ataques contra a Cimeiro do G20, sem problemas, nesta fase muito ativa de grupos pequenos, embora a continuidade do conteúdo tivesse ficado atrás da prática contínua.

Depois dos tumultos ficou à vista que existem poucas estruturas anti-estatais que sejam pela violência. O compromisso com a abordagem ofensiva (foi escolhido a das estruturas militantes) – e tal como em relação a grupos  que tinham pretenciosamente prometido o inferno – sofreu ameaças governamentais e a perseguição dos media. Porque estes factos não são compreensíveis: suporta-nos a história de um movimento radical de esquerda com experiência na estratégia governamental contra a revolta e esmagamento das estruturas de oposição. Nela podemos apreender, se lhe quisermos dchamadaatenção, a traição que esse distanciamento público constitui. Uma ausência de ação, depois desta Cimeira de resistência é, no máximo, impróprio. Incompreensível é também a preocupação com as consequências graves que virão se se trabalhar visivelmente com as estruturas.  A proibição do Linksunten.indymedia.org é o único caso que o estado assim como assim poderia dar-se ao luxo de ter uma ação populista para bloquear uma estrutura que, de todos os modos, no nosso entendimento, no seu papel central era defeituosa. Vale a pena assinalar que o Linksunten já não tinha sido antes porque  a ligação desligada foi tomada – e este meio pode voltar a ser usado a qualquer momento, se necessário, para voltar a estar operacional. E se olharmos para o caso da França, vemos um exemplo de como se pode ultrapassar a censura dos sítios da internet: O Indymedia anunciou que continuará a ser acessível no endereço Onion.

Não existe nada significativo neste momento. As consequências são de esperar, ser militante é um termo mais amplo que se envolver em atividades de impacto e pequenas escaramuças. Necessitamos de mais pessoas que se sintam vinculadas a posições antagónicas nas suas batalhas locais para as dar a conhecer e propagar. Necessitamos de estruturas alternativas outra vez, a luta anti-estatal a sentir-se conetada, auto-organizada e com grupos de ajuda-mútua, grupos de vizinhos, individuais e coletivos, lidando com o nosso bloco negro e os nossos pequenos grupos “noturnos”, a comunicarem-se olhos nos olhos. Sobre os objetivos, as estratégias e os meios.

Na Cimeira do G20 mostramos que somos capazes de atuar, en interação com algumas estruturas de ação aberta, a organização do acampamento, a rede de apoio sanitário, o comité de investigação, algo semelhante precisamos ter. Tal interação deve desenvolver continuidade. Neste momento, onde todxs temos um considerável êxito na nossa tufarada podemos escrever a nossa memória coletiva ainda fresca e que já não está aleatória. A vida quotidiana da cena entre Soliparty e os plenários, perdidos estão.

de.indymedia (alemão)

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