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[Madrid] Ataques a ATM no âmbito da Semana Internacional em Solidariedade com xs Presxs Anarquistas

Durante a Semana Internacional em Solidariedade com xs Prexs Anarquistas foram sabotados mais de uma dezena de ATM em diversos bairros de Madrid. As ferramentas para este tipo de sabotagem são simples e fáceis de encontrar: martelos e sprays.

Entendemos a solidariedade como a continuidade da luta que conduziu xs nossxs companheirxs às prisões do Estado. A solidariedade anarquista é muito mais do que uma mera palavra escrita ou de que uma atividade de assistência a presxs. Esta solidariedade materializa-se no ataque às estruturas do capitalismo e do Estado e procura aprofundar-se no conflito, através da ação direta.
Abaixo os muros das prisões. Viva a anarquia.

Pelxs companheirxs atingidxs pela Operação Scripta Manent!

Pelxs companheirxs represaliadxs após a Cimeira do G20 em Hamburgo!

Pelos anarquistas indonésios processadxs após o 1º de Maio!

Pela Lisa e todxs xs anarquistas presxs!

Anarquistas

Madrid, Espanha: Queima de multibanco em solidariedade com Lisa

Queima de caixa multibanco em solidariedade com a companheira anarquista condenada na Alemanha por expropriar um banco

Fez dois anos a 13 de abril que detiveram Lisa, durante uma operação policial coordenada pela polícia da Catalunha (mossos d’esquadra) e pela polícia alemã. Desde então, a companheira tem-se encontrado presa em diversos presídios espanhóis e alemães (onde se encontra agora). Recentemente a companheira foi condenada por um tribunal alemão a 7 anos de prisão (acusada ​​de expropriar uma surcursal bancária em Aachen, Alemanha).

Na madrugada de 11 de Abril deitamos fogo a um ATM Bankia em Vallekas (Madrid) – na rua Carlos Martin Alvarez – assim como se realizaram pintadas em solidariedade com a companheira.

O ataque é justificado por si só: os bancos são um dos principais motores da sociedade do Estado e do capitalismo. Investimentos em prisões, centros juvenis ou indústrias de armas; concessão de crédito a empresas e estados; desalojar e especular com a habitação, cumplicidade com os processos de gentrificação entre muitas outras responsabilidades nas engrenagens do capitalismo, dão uma boa prova disso …. O sistema bancário – em toda a sua estrutura –  sempre foi um dos  maiores inimigos dos exploradxs e, portanto, dxs anarquistas, como o provam bem as expropriações e sabotagens que sempre têm acompanhado a luta anarquista ao longo de toda a sua história.

Confrontando o submisso panorama esquerdista (que atinge os meios libertários) – que se juntam aos protestos acriticamente controlados, cívicos e cidadãos , que clamam pela liberdade de polícias e políticos corruptos, em plena catarse do nacionalismo cidadão e entre tantxs outrxs que nadam na auto-complacência da vitimização, nas redes sociais – muitxs de nós não renunciam ao ataque.

Que sirva este pequeno sinal de solidariedade, como expressão de carinho e alento para Lisa e para o resto dxs companheirxs anarquistas represaliadxs pelo Estado, em Itália, Grécia, França, Alemanha, Turquia, Chile, México, Rússia e em todo o mundo.

Solidariedade é ataque!
Força para Lisa!
Viva a anarquia!

Anarquistas

em espanhol

Alemanha: Atualização sobre Lisa, anarquista que se encontra presa em Colónia

Liberdade para Lisa, liberdade para todos que estão atrás das grades!
Nada está esquecido, nada está perdoado!
Viena, CNA

Recusada a revisão da sentença

Em Dezembro de 2017 a BGH (Tribunal Federal de Justiça) recusou a revisão da sentença dada à nossa companheira Lisa. Assim, a sentença de 7 anos e meio torna-se definitiva. A determinação da compa é de ser extraditada a Espanha, o mais breve possível, para estar mais próxima do seu meio suporte. Por agora continua encarcerada na mesma prisão de Köln (Alemanha). E pode receber cartas.

Lisa, nº 2893/16/7
Justizvollzuganstanlt (JVA) Köln
Rochusstrasse 350
50827 Köln (Germany) – Alemanha

Por outro lado, soubemos que, no mesmo mês, o ministério público de Aachen retirou o recurso contra a absolvição da nossa companheira da Holanda, após quase um ano. Alegramos-nos muito por ela! (mais info em solidariteit.noblogs.org)

A solidariedade é a nossa melhor arma!

em espanhol, inglês, alemão

 

Berlim: Liberdade para Lisa, liberdade para todxs!

A 21.12.17 utilizámos à chamada do Dia Internacional de Solidariedade com a nossa companheira sequestrada em Colónia para visitar a Frauenknast em Neukölln  e usar a parede oposta para uma mensagem:

“Liberdade para todxs”
“Solidariedade com o assalto bancário”

Lutaremos até que todxs sejamos livres!
Nunca esqueceremos aquelxs que a repressão arranca das nossas vidas!
Rage, Love & Anarchy
[Raiva, Amor § Anarquia]

alemão

Múrcia, Espanha: Ação direta em solidariedade com Lisa, presa na Alemanha

Esta manhã, 21 de Dezembro de 2017, Múrcia amanheceu com uma sucursal do banco Sabadell pintada e rebentada a martelo (vidros e caixa multibanco) em solidariedade com a nossa companheira recolhida na prisão de köln (Alemanha). Este é só um pequeno gesto através do qual se quer demonstrar que não está só, que daqui também se apoia uma pessoa que se manteve firme perante as adversidades. A adicionar a isso, toda a entidade bancária deveria ser objecto de qualquer forma de ataque já que, perante os abusos, há que responder de alguma maneira.

Ainda que contem com o poder, na totalidade, enfrentá-los-emos.
Nem culpadxs nem inocentes! Contra toda a autoridade!

em espanhol

21 de Dezembro: Dia de solidariedade com a companheira presa em Colónia

Para o dia 21 de Dezembro, chamamos a dar rédea solta à imaginação e expressar solidariedade nas suas diversas formas. Mais uma vez, queremos mostrar que xs nossxs compas presxs não estão sózinhxs, mas sim presentes e connosco na estrada.

Querem construir paredes ainda maiores, não só de concreto e ferro, mas também de solidão e isolamento. E queremos derrubar essas paredes para a nossa companheira Lisa com amor, carinho, raiva e solidariedade.

Podes enviar fotografias, arquivos de som e vídeos para solidaritatrebel@riseup.net

alguns/mas companheirxs anarquistas

em inglês

Hamburgo, Alemanha: Ataque à frota da Sicherheit Nord e chamada à luta anarquista

Sabotagem é isso: meios adequados, fachada da autoridade arrebatada. Quando e onde as agências da Segurança se guardam a si próprias – movimentando-se nesse sentido e, em seguida, se encontram perante os escombros das ferramentas que a mantêm de pé – o seu poder torna-se visivelmente questionado e mais e mais infracções da lei serão encorajadas.

Como no caso da Suíça, a empresa de construção Implenia tem visto a sua participação  em projetos penitenciários ser paga com máquinas de construção em chamas. Como no caso da Vinci, SPIE ou Eiffage, em França, devido a conexões semelhantes com a repressão.

No dia 13 de Novembro em Hamburgo, Barmbeck, a frota da Sicherheit Nord foi destroçada, incendiámos vários veículos. A Sicherheit Nord tem acordos de cooperação com a bófia em dez estados federais, protegendo a base da NATO em Lüneburg e as embaixadas, estabelecendo o aprovisionamento de refugiados e lojas em bairros que pareçam inseguros para os que dominam.

Esta acção e este texto são para nós. Para xs milhares que tornaram o levante de Hamburgo possível. Para xs prisioneirxs. Para as pessoas afectadas pela Operação “Scripta Manent”em Itália. Um fogo em solidariedade com Nikos Maziotis e Pola Roupa, em greve de fome, e uma saudação para Konstantinos G., em prisão preventiva, acusado de envio de carta-bomba e de pertença às CCF. Liberdade para Lisa, acusada no processo de assalto a bancos de Aachen!

Estamos comprometidos com uma luta contra o Estado, a todos os níveis. A repressão não nos poderá deter.

Para a anarquia – Grupos Autónomos

P.S. O mais difícil de ser captado…
É provável que o prejuízo resultante para a Sicherheit Nord seja manejável. Atualmente, pode até nem ser possível medir o sucesso das lutas através dos danos materiais ao Estado e aos seus servos.

Conforme se demonstrou – através dos grandes tumultos ocorridos em Julho e também nos ataques militantes, no período anterior ao G20 – o propósito de uma estratégia ofensiva de atacar e de lidar com a polícia, como a forma mais visível e não interpretável, é fortalecer as posições antagónicas. Observou-se com que facilidade o estado forneceu 40 milhões de euros para mitigar os danos perceptíveis à burguesia de Hamburgo; pouco antes os enlutados pela série de 9 assassinatos nas estruturas nazis com o conspiratório nome soando NSU confortaram-se com os 900 mil euros que foram jogados fora.

As campanhas com o objetivo duma quantidade predeterminada de danos à propriedade têm, na melhor das hipóteses, um aspecto desportivo. O carácter de uma cena que não é política, perseguindo objectivos mas esperando-os do evento, também. Evento para saltar e que a miúdo, no seu consumismo, expira. A campanha do ano passado pela Rigaer 94 não deveria fazer isso, mais comentários é nocivo. Mas destacam-se a série de ataques contra a Cimeiro do G20, sem problemas, nesta fase muito ativa de grupos pequenos, embora a continuidade do conteúdo tivesse ficado atrás da prática contínua.

Depois dos tumultos ficou à vista que existem poucas estruturas anti-estatais que sejam pela violência. O compromisso com a abordagem ofensiva (foi escolhido a das estruturas militantes) – e tal como em relação a grupos  que tinham pretenciosamente prometido o inferno – sofreu ameaças governamentais e a perseguição dos media. Porque estes factos não são compreensíveis: suporta-nos a história de um movimento radical de esquerda com experiência na estratégia governamental contra a revolta e esmagamento das estruturas de oposição. Nela podemos apreender, se lhe quisermos dchamadaatenção, a traição que esse distanciamento público constitui. Uma ausência de ação, depois desta Cimeira de resistência é, no máximo, impróprio. Incompreensível é também a preocupação com as consequências graves que virão se se trabalhar visivelmente com as estruturas.  A proibição do Linksunten.indymedia.org é o único caso que o estado assim como assim poderia dar-se ao luxo de ter uma ação populista para bloquear uma estrutura que, de todos os modos, no nosso entendimento, no seu papel central era defeituosa. Vale a pena assinalar que o Linksunten já não tinha sido antes porque  a ligação desligada foi tomada – e este meio pode voltar a ser usado a qualquer momento, se necessário, para voltar a estar operacional. E se olharmos para o caso da França, vemos um exemplo de como se pode ultrapassar a censura dos sítios da internet: O Indymedia anunciou que continuará a ser acessível no endereço Onion.

Não existe nada significativo neste momento. As consequências são de esperar, ser militante é um termo mais amplo que se envolver em atividades de impacto e pequenas escaramuças. Necessitamos de mais pessoas que se sintam vinculadas a posições antagónicas nas suas batalhas locais para as dar a conhecer e propagar. Necessitamos de estruturas alternativas outra vez, a luta anti-estatal a sentir-se conetada, auto-organizada e com grupos de ajuda-mútua, grupos de vizinhos, individuais e coletivos, lidando com o nosso bloco negro e os nossos pequenos grupos “noturnos”, a comunicarem-se olhos nos olhos. Sobre os objetivos, as estratégias e os meios.

Na Cimeira do G20 mostramos que somos capazes de atuar, en interação com algumas estruturas de ação aberta, a organização do acampamento, a rede de apoio sanitário, o comité de investigação, algo semelhante precisamos ter. Tal interação deve desenvolver continuidade. Neste momento, onde todxs temos um considerável êxito na nossa tufarada podemos escrever a nossa memória coletiva ainda fresca e que já não está aleatória. A vida quotidiana da cena entre Soliparty e os plenários, perdidos estão.

de.indymedia (alemão)

[Holanda] Incendiar todas as prisões – Graffiti em solidariedade com xs presxs anarquistas Lisa e Peike (vídeo)

No fim de semana passado, colocámos do outro lado da rua, frente à sede da polícia e centro de treinos, em Haia, um graffiti de solidariedade onde se podia ler: queimar todas as prisões.

Trata-se de um graffiti solidário com Lisa e Peike, ambxs em prisões alemãs: Lisa está presa a cumprir pena de sete anos e meio por causa de uma convicção (sob suspeita de assalto bancário); Peike foi condenado a dois anos e sete meses devido aos protestos contra a cimeira do G20, em Hamburgo.

Queremos que todxs sejam libertadxs! Liberdade para Lisa e Peike e todxs xs presxs anarquistas! Fogo a todas as prisões!.

Queremos-los em liberdade! Liberdade para Lisa e Peike e todxs xs presxs anarquistas! Fogo a todas as prisões!

Anarchist Damage Squad (Pelotão Dano Anarquista)

em inglês, alemão, francês

Santander, Cantábria: Faixa em solidariedade com anarquistas presxs

ANARQUISTAS PRESXS PARA CASA

No contexto da semana internacional pelxs anarquistas presxs, realizamos [1 de Setembro] aqui em Santander, um pequeno gesto de solidariedade com todxs xs lutadorxs ácratas que se encontram presxs por todo o mundo. Com especial carinho para a compa Lisa, encarcerada en Köln (Alemanha), recentemente condenada a 7 anos e meio de prisão,por assalto en Acheen.

Via contramadriz

[Prisões alemãs] Carta da companheira Lisa – 06/17

Queridxs companheirxs,

Gostaria de agradecer novamente pela vossa solidariedade e pelo apoio que me têm expressado de diversas formas, desde o início e especialmente durante este julgamento, tanto no tribunal quanto à distância.

Foram tantos os momentos em que esses gestos me ofereceram energia e calor tal como, evidentemente, deram alento à minha convicção de que a luta continuará sempre, sob quaisquer condições e independentemente dos obstáculos que se atravessem no caminho.

Precisamente porque sei exactamente como a justiça funciona e da mania persecutória do Estado, e como neste julgamento o tribunal, a acusação, a bófia e a imprensa precisavam ter culpados, tenho imensa raiva. Raiva desse mundo miserável e totalmente desigual em que o direito dos poderosos nos é imposto. Raiva deste sistema de punição, opressão e confinamento para todxs aquelxs que não se enquadram nele. Raiva de toda a manipulação, farsa e mentira com que alimentam a opinião pública … e, claro, ainda mais raiva por tantas outras coisas.

Desta vez tocou-me a mim, mas outras vezes tocará a outrxs e talvez até a todxs nós, especialmente aquelxs que seguem o seu caminho com dignidade e força. Mas não deixaremos que o estado e seus sequazes nos dobrem.

A prisão nunca é o fim; estas condições agravadas nos encorajam ainda mais a continuar a defender a vida e os valores que representamos.

A luta continua – tanto aqui dentro como aí fora – até que se derrubem todas as prisões e todas as formas de dominação e autoridade fiquem destroçadas.

Muitíssima força e solidariedade a todxs xs companheirxs presxs e perseguidxs por todo o mundo!

Liberdade para todxs.

Lisa

Junho de 2017

N.T.
Para lhe escrever

Lisa, nº 2893/16/7
Justizvollzuganstanlt (JVA) Köln
Rochusstrasse 350
50827 Köln (Germany) – Alemanha

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