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Atenas/Grécia: ALERTA ANTIFASCISTA

No centro da cidade: espancamentos diários, torturas, roubos a imigrantes.
fonte athens.indymedia

Bófia, fascistas, polícia à paisana, funcionários públicos racistas, um emaranhado impenetrável de bandidos transformam num inferno a “vida” diária dos imigrantes que se deslocam no centro de Atenas.

Aqui estão alguns dos fatos que, aparentemente, os/as imigrantes sofrem todos os dias, descritos por apoiantes:

– Na  estação de metro de Attiki, ao fim da tarde por volta das 6, diariamente, a bófia em uniforme, ou sem ele, assistida pelos controladores de passagem, buscam os imigrantes que saem do metro. Não pedem os seus documentos, imobilizam-nos, revistam-nos, espancam-nos e roubam-lhes o que encontram nos bolsos. O mesmo aconteceu na estação de metro de Victoria.

– Em Larissis (ou Larissa), na estação ferroviária central de Atenas, polícias, juntamente com fascistas espancam qualquer imigrante que consigam isolar.

– A tortura continua, mais metódica, na Direcção de Polícia para Estrangeiros na rua Petrou Ralli,  para onde são enviados os imigrantes – mesmo aqueles que têm papéis – após serem detidos nos bairros da Praça Vitória e da Praça de Attiki e nas redondezas da rua Acharnon e retidos nos calabouços  do famoso departamento de polícia de Aghios Panteleimonas. No Petrou Ralli, a bófia tranca-os a todos juntos numa sala de detenção onde produtos químicos em spray são lançados diretamente sobre os detidos, causando-lhes asfixia e, ao mesmo tempo, captando a sua tortura, com câmaras de telemóvel. Além disso, mantêm as pessoas lá durante um dia inteiro sem lhes darem comida, ou o direito de ir à casa de banho, insultando-os ou ameaçando-os de morte.

Estes são testemunhos dispersos
  – dos poucos que são divulgados – sobre o fascismo que dia a dia é reforçado pela polícia, fascistas, ministros, os principais meios de comunicação e presidentes de câmaras, bem como por grande parte da sociedade adormecida que assiste a esta violência com indiferença.

DO QUE É QUE ESTAMOS À ESPERA?

Em Zografou: Neo-nazis irrompem na Universidade de Atenas, ferindo estudantes
fonte occupied london

Na quinta-feira, 29 de março de 2012, por volta das 13h 30 (GMT +2), um grupo de cerca de 20 neonazis – segundo as informações recebidas até agora, alinhados com “Chrissi Avgi / Amanhecer Dourado” e/ou com o grupo fascista grego-cipriota “DRASIS-KES” – entrou na faculdade de Matemática e Física no campus principal da Universidade de Atenas no bairro de Zografou (Alguns dos comentários no Indymedia de Atenas referem que esta escória  está ligada apenas ao ‘DRASIS-KES”).

Os bandidos feriram, pelo menos, três alunos. Segundo testemunhas, tinham paus, capacetes e, possivelmente, machados. Os estudantes conseguiram agrupar-se rapidamente e realizar uma manifestação antifascista com algumas centenas de pessoas, entretanto os autores do ataque já haviam desaparecido de cena.

Os autores parecem estar alinhados com os ‘Neoi Orizontes / Novos Horizontes’, um grupo de estudantes neonazis ligados aos ‘DRASIS-KES’ e ao antigo partido de Antonis Samaras, que é hoje o líder do partido de direita Nea Dimokratia que faz parte da coligaçãqo de governo de unidade nacional …O pequeno espaço que abriga  os “Novos Horizontes” na universidade foi destruído a seguir.

Numa reviravolta notável da realidade (mesmo para o seu habitual baixo nível) muitos media convencionais afirmam que a autoria deste ataque neonazi foi de “jovens encapuçados” ( kukulofori ), numa referência indireta, ou mesmo direta, aos anarquistas.

Por sua vez, 30 novos centros de detenção estão a ser construídos, na Grécia. Preparando-se para as eleições, há vários meses que a retórica xenófoba governamental culpa, mais ou menos encapotadamente, os imigrantes pela crise económica. Centenas de polícias realizam “operações de limpeza” como lhes chamam, diariamente, invadindo sem aviso, cada bairro urbano, bloqueando blocos inteiros no centro da cidade, detendo todos os de “pele escura”.

Os escritórios de 'DRASI-KES' ficaram com as vidraças quebradas após a manifestação espontânea de cerca de 500 estudantes, entre eles esquerdistas, antifascistas e anarquistas, através dos campus e das ruas de Zografou e Ilissia, que protestavam contra o ataque fascista orquestrado nas iinstalações da universidade. Os estudantes feridos estão alegadamente melhor agora.

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