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Porto Alegre, Brasil: Balanço dos Encontros “SEM DEUSES SEM MESTRES”

Aconteceu em Porto Alegre!

SEM DEUSES SEM MESTRES.
História, Memória e Atualidade do Anarquismo

Alguns anarquistas convidaram a quatro encontros, entre 1 e 22 de setembro, para trocar idéias sobre história e atualidade do anarquismo, na okupação Pandorga.

No primeiro encontro, no meio da persistente chuva, 25 pessoas chegaram para a atividade,  juntos gritamos e aplaudimos o forte trovão que ressonou no inicio da projeção do capitulo 1 do documentário Sem deuses Sem mestres: 1840-1906: A Paixão pela Destruição.

As formas em que nos posicionamos em relação ao entorno, enquanto anarquistas, abriu o debate para lembrar que o anarquismo surge, e se repensa, a partir das inquietudes por responder à opressão social, econômica, política, moral, etc.. Desde a interação social, com preocupações sobre como abordar alguns temas no nosso cotidiano, até a necessidade de expandir nossas idéias na procura de afins, ressaltou nossa  impossibilidade de permanecer apáticos frente à dominação. Seja uma pessoa tirana, seja o conflito pela terra dos povos não civilizados, seja a luta contra a exploração daqueles que estão obrigados a trabalhar, seja a tirania democrática ou monárquica, ou algum evento que evidencia à dominação, ficou claro que a procura pela liberdade é ainda a grande propulsora dos anarquistas.

Conversamos e percebemos que a pesar de não procurar nenhuma uniformidade,  é importante falar de alguns “princípios” anarquistas, elementos que nos permitissem nos identificar e posicionar como tais. Para uns trata-se da procura pela vida livre e o rechaço à todo aquilo que atente contra ela, para outros trata-se da destruição do estado e do capitalismo, alguns manifestaram a necessidade de “militar” para se sentir anarquistas, entanto que outros questionaram o anarquismo como estilo de vida e de liberação só individual.  Longe de dar uma resposta, o debate evidenciou a diversidade das motivações e os porquês das proximidades com o anarquismo, mas sobretudo, insistimos em que ser anarquista vai muito além de simplesmente adotar esse nome, se tratando duma posição não autoritária, duma intolerância com o governo, o Estado, a autoridade, duma vontade por disseminar sementes de liberdade e da possibilidade, concreta, de não nos sentir oprimidos por ninguém, nem oprimir ser nenhum.

Outro dos pontos que debatemos, nesse primeiro encontro, foi o poder, a partir da referencia ao empoderamento e outras “formas” de poder. Alguns manifestaram uma aproximação ao termo poder a partir das noções de poder popular e empoderamento, alguns outros rechaçaram a idéia de poder, resgatando a herança anarquista que nunca propus o poder como fim nem como meio, esclarecendo que este tipo de propostas provêm da aproximação das propostas esquerdistas, sobretudo a partir dos anos 60.

No segundo encontro, assistimos o capitulo 2 do documentário Sem deuses Sem mestres, 1907 – 1921: Terra e Liberdade. Ainda que com menos gente, e tendo acalmado, em parte, a sede do primeiro encontro, debatemos sobre dois pontos amplos: a educação libertária, e o tema da terra. Este último, infelizmente, não teve um retorno muito acalorado no debate, porém, cabe salientar que se remarcou a importância da terra para qualquer projeção de vida livre. Já o tema da educação libertaria, foi mais abordado, e a partir dessas reflexões também se apontou para a necessidade de espalhar as idéias, e de ter caminhos para transmitir práticas e princípios.

No terceiro encontro, assistimos o terceiro episódio do documentário, 1922 – 1945, Em memória do derrotado, que aborda dois episódios importantes: o assassinato de Sacco e Vanzetti nos Estados Unidos e a Revolução Espanhola, ambos como experiências frustrantes tomando em conta seus resultados finais. No debate insistiu-se em que depois dessa experiência, os anarquistas ainda vibram e agem, nos inconformado com o título do capítulo. Alguns dos assistentes ficaram impressionados com a real possibilidade de uma vida autogestionada, como foram os primórdios das cidades liberadas pelas colunas anarquistas na Catalunha. Falou-se bastante dos impasses e dos ataques dos comunistas dentro da Revolução Espanhola, e consequentemente, lembramos que e União Soviética não só não ajudou os combatentes, sob uma mínima proposta em comum da luta contra o fascismo, mas que até sabotou essa luta.

No último encontro, proposto para estabelecer uma ponte entre o ultimo episódio do documentário e os espaços e tempos mais imediatos, nos sentamos numa roda, numa tarde agradavelmente quente, para conversar sobre nossa memória em relação ao anarquismo. Um companheiro anarquista, recuperando a importância da voz e a escuta,  compartilhou conmosco episódios, caminhadas, anedotas e experiências da ampla e insistente história dos antiautoritários na região. Desde a lembrança da Colônia Cecília, fomos ouvindo sobre como os anarquistas espalharam-se por vários estados e, junto com mais outros expulsos de terras distantes, e companheiros que brotaram nestas matas, se juntaram em espaços, colônias rurais, sindicatos e o afã de criar publicações, sabedores de que assim, conseguiam chegar até outros corações rebeldes e que para muitos compas esse era o mais apreciado contato com outros anarquistas da região e do mundo. Assim, fomos mergulhando na história dos compas e da imprensa anarquistas na região.

Ouvimos também  sobre os embates contra os rebeldes: as leis de expulsão dos indesejáveis, o confinamento de presos em Clevelândia, os embates que chegaram do populismo da Era Vargas, durante a qual os sindicatos foram incorporados ao Estado, perdendo sua autonomia. Neste período, também se vivenciou uma forte repressão contra anarquistas e dissidentes de todo tipo, o qual provocou uma considerável descida na agitação ácrata.

Mas os anarquistas são teimosos, aqui e agora, e fomos teimosos também nos contextos mais duros. Assim, ouvimos sobre a permanência de centros de cultura, sobre jornais que resistiram, ainda que trocando de nome, sobre editoriais e até estudos fotográficos que se mantiveram pelo menos durante uma parte do período ditatorial, sobre os estudantes do MEL, nesta difícil etapa, marcada, aliás, por uma clara distancia dos grupos da esquerda.

Transitamos também pelo retorno à democracia, momento em que aparece o jornal anarquista, o Inimigo do Rei, assim como os anarkopunks e as tendências mais organizacionais do anarquismo que, esta vez, e sob a influencia de organizações de terras vizinhas, começam a tender pontes com o esquerdismo. Esta proximidade, muda a linguagem ácrata na região até a atualidade com suas respectivas consequências.

Finalmente, e ainda que muito sucintamente, abordamos o tema dos confrontos nas ruas que foram se criando e cultivando há mais tempo do que o 2013 como uma das faces atuais que nos movem para as ruas e para um desrespeito à materialidade da dominação, fator que cultiva uma proposta de conflito e não passividade diante das múltiplas formas de opressão.

Em todos os encontros, a riqueza da historia do anarquismo, nos levou da mão por reflexões, inquietações e sensações muito abrangentes, dentre as quais sobressaiu uma inquietude sobre as várias formas de procurar a anarquia, não como uma preocupação ou problema a ser resolvido, mas como um cenário que  paradoxalmente nos afirma nas procuras particulares e nas formas de vivenciar anarquia.

A inquietação diante da dominação, ascendeu a chispa para debater, em cada encontro, sobre o fato de que todas as ações dos anarquistas, seja em ação individual, coletiva, de reivindicação, de manifestação coletiva, ou de arremetida violenta, são fruto dum contexto; resposta e proposta diante de alguma situação frente à qual poucos podemos ficar indiferentes.  E ainda que  nos posicionando num combate permanente e histórico contra as máquinas do predomínio, na procura pela liberação total sentimos também a necessidade da vida livre a cada passo, assim, debatemos também sobre as possibilidades de vida em autonomia, sempre como uma facada ao encurralamento da vida imposta pela “sociedade normalizada”. Consequentemente, entendemos as ações anarquistas como aquelas repelem o que agride, e neste simples gesto, elas combatem há séculos, o sistema de dominação, não respeitando jamais as agressões legitimas da violência dos que mandam.

Foram encontros muito especiais, num momento em que valorizamos com maior afinco as decisões assumidas na hora de nos posicionar anarquistas. Estes encontros propiciaram, além do mais, nos juntar a falar do que acontece nosso entorno, de nos conhecer e até nos criticar para nos fortalecer, observando nossas palavras, nossas respostas diante de situações com as quais não concordamos, nossos interagires com os desconhecidos. Somado a isso tudo, nos encontros também trocamos idéias, sobre o quotidiano, desde a estranha posição de quem não está pensando em quem votar, mas qual vai ser a cor da chibata contra qual vamos combater, ou seja, desde o estranho olhar de quem se desapega das correntes e gaiolas e não as deseja pra ser nenhum, e isso, esse tipo de encontro, fez que alguns dos assistentes saíssem com pelo menos uma preocupação no rosto e outros, saíssemos sempre com um sorriso, sabendo que não somos tão poucos, e que temos tanta vontade como para seguir na vigência da procura pela anarquia.

Porto Alegre, primavera de 2018.

Cartaz A em pdf  l Cartaz B em pdf

Nota de Contra Info

Recentemente foi disponibilizado o documentário “Sem Deuses, Sem Mestres: História do Anarquismo”, dirigido por Tancrède Ramonet, legendado em português. O documentário realizado em três partes – de 52 minutos cada – busca retomar os principais acontecimentos dos últimos 150 anos de História Social, resgatando as origens e ações realizadas em nome do ideal político que tem lutado contra deuses e mestres. A partir de materiais de arquivo, além de vasta documentação, a série reconta a história do movimento anarquista internacional, de Paris a Nova Iorque, e de Tóquio a Buenos Aires.

Os episódios estão disponíveis online :

1840-1906 – A paixão por destruição:

1907-1921 – Terra e Liberdade:

1922-1945 – Em memória do derrotado:

E para download (via torrent) em melhor qualidade no link: https://goo.gl/d3B576

Para download via torrent sugerimos a utilização do software qbittorrent, disponível para download em https://www.qbittorrent.org/

Yogyakarta, Indonésia: Repressão anti-anarquista após Marcha contra o Feudalismo (1º de Maio)

– Ontem, 44 dxs nossxs companheirxs foram presxs, acusadxs de destruição de propriedade, provocação e confrontos com a polícia. A equipa jurídica noturna tentou vê-los, mas ainda não o poude fazer pois foram isoladxs (02.05.18)
– Um dxs assessorxs jurídicos foi preso e espancado.
– Até agora xs nossxs 12 companheirxs ainda estão presxs e a polícia continua a caça às bruxas (03.05.18)

Solidariedade internacional – por todos os meios necessários – com xs companheirxs detidxs!

Mais informações

https://agitasi.noblogs.org/

Atualização (recebida a 03.05.18)

COMUNICADO

Embora este seja um comunicado exclusivo em relação a Yogyakarta ou à Indonésia em geral, apelamos à pressão internacional e solidariedade contra este sistema feudal podre que ainda existe neste século!

Saudações ao amado povo de Yogyakarta, aqueles que vilipendiam a nossa manifestação (intencionalmente destinada a censurar a instituição de Kraton, em Yogyakarta).

Acreditem-nos quando dizemos que já sabíamos – mesmo antes de termos realizado a manifestação – que haveria uma antipatia do público em relação à nossa demonstração. É muito compreensível.  O Feudalismo cria essa crença de que os reis e a realeza são seres meio divinos; a sua autoridade é sagrada e auto-justificada. Somene tornou-se um governante num sistema feudal por ter nascido na família certa: a família real. Todo o território feudal é propriedade do rei e da família real, as pessoas são apenas ocupantes que podem ser despejados a qualquer momento por vontade do rei. O sistema é perpetuado por essa crença irracional relativa ao domínio feudal, entre outras coisas. Em Yogyakarta, o feudalismo é o que faz Yogyakarta “especial”. Politicamente, esse status especial significa que Yogyakarta não é governada por um governador eleito tal como outras províncias na Indonésia.
Em vez disso, a região é governada por um governador que também é um Sultão. Socioculturalmente, esse status especial tem outro significado; isto dá uma falsa sensação de orgulho ao povo de Yogyakarta. Yogyakarta é especial porque é governado por um sultão, as pessoas orgulham-se disto.
Como é que ser governado através de um poder não verificado pode ser alguma coisa de que se possa orgulhar? O que há de tão orgulhoso assim em ser-se subordinado de outro ser humano, unicamente porque aquele nasceu na família real?
A nossa manifestação não foi feita para atrair simpatia. Se atrair simpatia fosse o nosso objetivo, não teríamos feito uma demonstração que perturbasse a reprodução de valores sociais como a que fizemos. Não, a nossa demonstração não se destinava a isso. Não somos um partido político, uma organização “esquerdista”, uma ONG, ou os proponentes do incumbente governante ou das suas oposições que precisassem do apoio das pessoas e da sua simpatia.

NÓS TAMBÉM NÃO FAZEMOS PARTE DO PMII; FAIZI ZAIN E SEUS COMPARSAS QUE ESPERARAM POR UM MOTIM PARA ELEVAR A SUA AGENDA DE DEITAR ABAIXO JOKOWI PARA BENEFÍCIO DOS SEUS MESTRES POLÍTICOS!
ELES SÃO CORRETORES DE PODER! NÓS NÃO SOMOS!

A nossa manifestação foi feita para perturbar a circulação do capital em Yogyakarta. Intencionalmente queremos criar uma situação não propícia ao investimento de capital, seja nacional ou estrangeiro – que intensificará o desenvolvimento e a gentrificação, retirando estes ao ambiente e às pessoas da classe baixa em Yogyakarta qualquer direito.

Nós tínhamos já conjecturado que o público ficaria enfurecido pelo nosso vandalismo e apelos provocativos.

A destruição de um posto policial e a chamada para “assassinar o sultão!” irritaram enormemente o povo de Yogyakarta. A raiva está ausente quando a polícia repetidamente, com violência, se encontra na linha de frente dos conflitos entre os interesses das pessoas e dos governantes, do lado do governantes, é claro, como o de Temon, Kulonprogo, onde há um processo em curso de apropriação de terras pelo Sultão – através da legitimação do Sultan Ground / Pakualaman Ground, um sistema de propriedade fundiária feudal, em nome da expansão do capital da indústria do turismo. A raiva também está ausente quando os habitantes dos kampungs urbanos (assentamentos informais, favelas) têm que lidar com a escassez de água, causada pelo uso da água subterrânea por hotéis e apartamentos, cuja construção está a ser intensificada sob a bênção do sultão, é claro.

Esse apelo para “assassinar o sultão!” que irritou algumas pessoas em Yogyakarta – tendo nós escrito ou não esse apelo ou sendo o apelo literal ou simbólico – teve a sua própria importância na ruidosa contestação à autoridade do Sultão em Yogyakarta, aparentemente sagrada e inquestionável; um poder sem mecanismo de controle porque é protegido pela “fé” em relação à autoridade auto-justificada do sultão. Esta “Fé” é responsável pela privação dos direitos das pessoas. Mais cedo ou mais tarde, xs que estão a ler isto, provavelmente serão excluídxs pelo “desenvolvimento” em Yogyakarta também. Um “desenvolvimento” para os interesses do sultão e dos seus comparsas; corporações locais e nacionais; investidores nacionais ou estrangeiros.

Sim, o sultão é um dos principais orquestradores de muitos problemas em Yogyakarta; despejo, apropriação de terras, gentrificação e desenvolvimento que excluem e retiram direitos às pessoas de classe média e baixa. O Sultão e a sua família real, e também os seus comparsas, são os que dominam todos os aspectos económicos em Yogyakarta.

Yogyakarta é uma das províncias mais desiguais, em termos económicos, na Indonésia. O desenvolvimento em Yogyakarta não é realizado para os interesses do povo, mas para os interesses da classe dominante: os capitalistas e feudais. Em Yogyakarta, os dois sistemas preversos estão a ter um caso, esmagando as pessoas; aqueles que não são membros da realeza e são da classe média e baixa.

Mães, vocês não estão cansadas de ter de visitar xs vossxs filhxs nas prisões,duas vezes por semana, aquelxs  que provavelmente tiveram que roubar ou roubar pessoas apenas para sobreviver?

E a razão pela qual elxs estão nessas prisões superpovoadas em Yogyarta é a pobreza profundamente enraizada que prevalece em Yogyakarta. Acha que o Sultão se preocupa com isso?

E então, vamos continuar a nos enganar, pensando nas novidades, e que tudo está bem? Ou ainda, que é “especial”? Não temos interesse em ser admiradxs. Nós não somos um partido político que precise dos votos das pessoas nas eleições.

Somos apenas pessoas que estão doentes. Cansadas de tudo o que está a acontecer à nossa volta e de como as pessoas são embaladas por essa falsa consciência, dizendo-lhes que está tudo bem.

Estamos a apelar às pessoas da classe média e baixa, intelectuais, artistas, académicxs, aquelxs que afirmam ser liberais e moderadxs, e outrxs que escolhem ser “neutrxs”. Lembra-se do evento histórico que deu origem ao conceito de estado-nação moderno? O período que dá pelo nome de período das luzes, onde os reis, rainhas e a realeza foram guilhotinadxs na Praça de la Révolution. Não criou ele o que se chama de democracia? Não queremos repetir ou glorificar a história. A democracia que vocês defendem, mantêm e vendem não está a levar a outro lugar senão à pobreza, degradação ecológica e retirada de direitos.

Nós somos xs libertárixs.
Nós somos o que vocês chamam de anarquistas. Sonhamos um mundo onde as pessoas cooperam umas com as outras, trabalham juntas, governem a si mesmxs, de forma horizontal, sem governantes, sem realeza, sem contrato político, social ou dos capitalistas. Queremos uma vida na sua forma mais verdadeira, onde os desejos naturais do ser humano estão em sintonia com a natureza; uma vida sem classes, racial, étnica, religiosa e outras falsas divisões.

Somos o que vocês chamam de utopistas.

Queremos uma sociedade livre sem opressores. Queremos uma sociedade onde as pessoas possam ter crenças, orientações sexuais ou qualquer coisa sem temer a perseguição.
Total liberdade!

Anarquistas

em alemão l inglês

Finlândia: Acções de solidariedade com anarquistas e antifascistas da Rússia em Fevereiro e Março

recebido a 04.04.18

Concerto de apoio em Helsínquia a 4.03.2018.  Faixa onde se pode ler em finlandês “Liberdade para antifascistas na Rússia”.

A seguir um resumo das recentes acções de apoio a compas reprimidxs na Rússia:

No dia 4 de Fevereiro, a Cruz Negra Anarquista de Helsínquia organizou o “Amazing Vegan Sunday Soli Lunch” [Incrível, Domingo Comida Vegan Solidária] em Lymy. O evento foi um sucesso. Em Tampere, um concerto solidário foi organizado no dia 2 de Março.
Participaram quatro bandas e vendeu-se comida vegan. Varis Tampere, que organizou o evento e ainda a TAL (União Anarquista de Tampere) vendendo t-shirts e livros sobre anti-fascismo. Também em Helsínquia, Varis organizou um concerto solidário no dia 4 de Março com duas bandas de hardcore, um sorteio, hambúrgers de tofú e informação sobre a situação na Rússia. Os fundos recolhidos foram enviados para a Rússia para serem usados nas despesas de defesa e noutras formas de apoio aos/às anti-fascistas e anarquistas reprimidxs em S.Petersburgo, Penza,Tšeljabinsk e noutros locais da Rússia.

Turku 18.3.2018
Turku 18.3.2018

No dia das eleições presidenciais na Rússia, houve manifestações em Turku e Helsínquia contra a tortura praticada pelo FSB e, mais genericamente, contra o regime de Putin. Em Turku, um grupo de anarquistas e antifascistas reuniu-se em frente do consulado russo ostentando uma faixa com o texto “Libertem xs anarquistas na Rússia! Fim à tortura pelo FSB!”. A faixa foi depois estendida sobre a auto-estrada. Em Helsínquia, cerca de 50 pessoas concentraram-se à porta da embaixada russa gritando palavras de ordem e mostrando faixas contra o FSB e Putin, e pela libertação dxs prisioneirxs anti-fascistas. As pessoas, ao ir votar, não puderam evitar reparar na manifestação organizada pelo grupo anarquista local A-ryhmä, pela CNA de Helsínquia e a Varis.

Manifestação na embaixada russa em Helsínquia a 18.3.2018.
FSB é o principal terrorista

Como balanço geral, chamou-se a atenção para a situação na Rússia nos últimos meses e as pessoas foram motivadas a agir em conjunto contra a repressão e pelos nossos objectivos comuns. Continuaremos a apoiar xs companheirxs na Rússia.

fonte:  varisverkosto.com

em inglês l alemão

Belgrado: Ações de solidariedade em suporte da luta pela liberdade e autonomia em Afrin

https://vimeo.com/260965926

Recentemente realizaram-se várias ações de solidariedade em Belgrado, em apoio da luta pela liberdade e autonomia em Afrin, parte da Federação Democrática do Norte da Síria (Rojava).

Cartazes e escritos nas paredes apareceram em vários pontos focais da cidade, como o centro cultural turco, para denunciar o lucro não falado que a indústria de armas balcânica está a ter com o recente conflito em Rojava e a submissão política do governo de Vučić. e outros políticos na região dos Balcãs ao AKP ( partido no poder, na Turquia). Além disso, na segunda-feira passada uma faixa foi colocada num edifício na Trg Republike (a praça principal de Belgrado) onde se podia ler: “Parem a invasão em Afrin! Vamos defender a auto-organização contra os estados e o capital!!”

Essas ações destinam-se a apoiar a resistência do povo de Rojava, a defender a sua revolução social que representa uma ameaça ao fascismo expansionista do AKP.
A cumplicidade silenciosa da UE e da ONU na invasão também é mencionada, pois é bem conhecido como várias potências se beneficiam, não apenas financeiramente mas também politicamente, do ataque a Afrin.

Em Belgrado,  como de resto por todo o mundo, a solidariedade revela o lado sujo de uma guerra imperialista perpetuada por esta coligação de forças contra o povo de Afrin e toda a região. Esses atos de dissidência antecipam o dia oficial de ação internacional por Afrin, convocado pelos compas de Rojava para o dia 24 de março.

em inglês l servo-croata-bosniano

Tessalónica, Grécia: Vídeo de mobilização para a manifestação antifascista pan-balcânica a 10 de Março de 2018

Rebuild Libertatia! [Reconstruir Libertatia!]
O video compila um graffiti solidário e faixas pela okupa Libertatia que foi queimada pelos fascistas no dia 21 de janeiro de 2018 – um projeto do Coletivo para o comunismo libertário em Tessalónica (membro da Organização Política Anarquista / Federação de Coletivos).

Inclui também propaganda antifascista recente, sendo espalhado para contrariar a histeria do nacionalismo em curso à volta da “questão macedónia”.

em inglês l alemão

[Portugal]”Descolonização do Imaginário Tecnológico”- vídeo da performance apresentada na Disgraça, em Lisboa

“Vivemos num estado artificial de consciência e queremos destruir a prisão que aliena a nossa existência natural”.

A Hipótese Biogeoquímica apresentou, no espaço anti-autoritário Disgraça nos finais de Novembro de 2017, integrada na atividade do Tattoo Circus Lixboa – Tinta de Solidariedade para Prisioneirxs, a performance “Descolonização do Imaginário Tecnológico”

em inglês l alemão

[Floresta de Hambach] Fogo a cabos de electricidade pára a mina de carvão a céu aberto

A 24/12/2017 deitamos fogo aos cabos que fornecem com eletricidade a mina a céu aberto de Hambach. Assim pelo menos interrompemos aí algumas das máquinas maiores… Os cabos eram, neste caso, os do miradouro do poço a céu aberto (perto de Terra Nova).

A mina de Hambach é um buraco – maior que a cidade de Colónia – em que se cava para retirar lignite (carvão castanho). A combustão deste carvão emite uma incrível quantidade de CO2 (assim como outras coisas, como arsénio, mercúrio, …), combustíveis das Alterações Climáticas. A mudança climática tem consequências catastróficas, como secas, inundações e tempestades, fazendo com que muitas pessoas morram ou sejam privadas de seus meios de subsistência. Além disso, muitas pessoas têm que sair das suas aldeias, pois têm de dar lugar à mineração a céu aberto na Floresta de Hambach uma floresta antiga e bonita que está a ser deitada abaixo.

À RWE: Uma Alegre Crise e um Novo Medo Feliz!

em alemão, inglês

[Holanda] Incendiar todas as prisões – Graffiti em solidariedade com xs presxs anarquistas Lisa e Peike (vídeo)

No fim de semana passado, colocámos do outro lado da rua, frente à sede da polícia e centro de treinos, em Haia, um graffiti de solidariedade onde se podia ler: queimar todas as prisões.

Trata-se de um graffiti solidário com Lisa e Peike, ambxs em prisões alemãs: Lisa está presa a cumprir pena de sete anos e meio por causa de uma convicção (sob suspeita de assalto bancário); Peike foi condenado a dois anos e sete meses devido aos protestos contra a cimeira do G20, em Hamburgo.

Queremos que todxs sejam libertadxs! Liberdade para Lisa e Peike e todxs xs presxs anarquistas! Fogo a todas as prisões!.

Queremos-los em liberdade! Liberdade para Lisa e Peike e todxs xs presxs anarquistas! Fogo a todas as prisões!

Anarchist Damage Squad (Pelotão Dano Anarquista)

em inglês, alemão, francês

Atenas, Grécia: Semana Internacional de Ação Antiespecista – Vídeo da manifestação de 4 Novembro

Vídeo da manifestação que foi chamada pela Iniciativa Anarquista para a Libertação Total de Animais & Terra e que ocorreu em Atenas, em 04.11.17, no contexto da Semana Internacional de Ação Antiespecista.

em grego l inglês

Grenoble, França: Solidariedade incendiária

“Três da manhã na quinta-feira, 21 de Setembro, segundo dia do processo do carro de patrulha queimado. Entramos no quartel da gendarmeria Vigny-Musset. Queimamos seis carrinhas de intervenção e dois camiões de logística. A garagem e o armazém foram destruídos numa superfície de mais de 1500 metros quadrados.

Esta ação inscreve-se numa onda de ataques em solidariedade com as pessoas que passam em processo nos dias de hoje. Um forte abraço a Kara e Krem. Um pensamento para Damien, recentemente espancado pela bófia. Seja qual for o resultado do processo,
continuaremos a buscá-lo na polícia e a justiça. A nossa hostilidade é um fogo que se espalha.

Os noturnos”


Fonte Indymedia Grenoble

N.T. O poste original tem estado cancelado no seguimento da intervenção do Ministro da Administração Interna francês por “provocação para se cometer atos de terrorismo ou apologia de tais atos” ⟨artigo 421-2-5 do código penal francês).

em inglês via insurrectionnews italiano

Hamburgo: Bem vindo ao infernal inferno dum estado policial

Até 7 de Julho de 2017
A polícia atacou como se tornava previsível já – nos dias anteriores à manif do Welcome to Hell da noite de quinta-feira – de forma brutal e quase sem aviso. Pessoas subiram os muros laterais, em pânico, canhões de água extremamente perto e virados até para as pessoas que se encontravam nos telhados circundantes a observar a paisagem. O ataque foi executado simultaneamente em vários locais, um ataque frontal, lateral e pela retaguarda de extrema violência. A assembleia com mais de 10 000 manifestantes, no mercado de peixe de Hamburgo, foi dissolvida cerca das 20 horas. A raiva reprimida irrompeu; após a derrota da manif, cerca de 4000 pessoas participaram noutra manif espontânea e foram feitas várias ações diretas nas ruas de Hamburgo durante o resto da noite e que se prolongaram até ao dia seguinte.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=11&v=Cd6fWPSEeRU

7 de Julho de 2017 e madrugada de 8 de Julho
Num bloqueio, na sexta-feira de manhã, na Schnackenburgallee  cruzamento com a Rondenbarg, foram relatadas dezenas de pessoas presas, muitxs delxs feridxs. Para escapar da violência da polícia, os manifestantes tentaram ultrapassar uma cerca de quatro metros de altura, o qual entrou em colapso sob o peso de pessoas. A polícia provocou nesse momento uma situação de pânico sem ter em conta as consequências. O resultado: 14 feridxs foram hospitalizadxs, dos quais 11 gravemente feridxs.

Após o dia da abertura da cimeira do G20, na noite de 6ª feira para sábado, a polícia perdeu completamente o controlo de zonas de Hamburgo. Nem os 15.000 polícias – além dos solicitados a outros estados e que já foram aprovados – nem os mais de 20 canhões de água ainda a ser utilizados, nem a massa pulverizada de gás lacrimogéneo nem a cassete nem os punhos conseguiram colocar a situação sob controlo. Por último, na cidade hanseática, assistiu-se à utilização de unidades especiais fortemente armadas anti-motim a serem utilizadas contra a sua própria população.
Depois da meia-noite, uma força especial armada com metralhadoras invadiu uma casa dos Demónios Verdes, onde xs paramédicxs da manif tratavam xs feridxs. Uma pessoa ficou ferida e tão mal que xs Demónixs queriam levá-la a um hospital. Demónixs foram interpeladxs e chamadxs com uma metralhadora em riste: “Mãos ao alto!” E isso significa claramente que de outra forma isso seria feito pelos tiroteios. Em seguida, xs paramédicxs da manif foram levadxs individualmente para dentro de casa, entretanto estão todxs livres, novamente. A pessoa ferida foi colocada nos serviços de emergência, após negociações com a polícia.

Mas não é só nas ruas, a polícia vai usar a força contra todxs xs que se opõem a eles. No centro de detenção na Schlachthofstrasse, em Hamburg-Harburg, um advogado foi maltratado por três policias durante a madrugada de 8 de Julho. O advogado insistiu que o seu cliente não iria partir, o que levou a bófia a agarrar-lo e a agredi-lo no rosto, torcerem-lhe o braço e a arrastarem-no depois para fora do centro de detenção.

Dias 8 e 9 de Julho
Após o dia da ação contra a cimeira do G20 a 7 de Julho e da evacuação da polícia do bairro Schanzenviertel, a LKA (autoridade policial do estado federal) invadiu o centro internacional B5 na Brigittenstrasse em St.Pauli. Às 10:45 da manhã, uma unidade de captura de provas invadiu a casa do clube e agrediu as pessoas presentes, assim como dois apartamentos particulares no mesmo edifício foram pesquisados. Durante as incursões, duas pessoas ficaram feridas e foi lhes negado atendimento médico.

Em 8 de Julho, ocorreu uma manifestação massiva com o lema “Solidariedade sem fronteiras em vez de G20. Durante a manif houve várias operações policiais contra os manifestantes. Os manifestantes de Hamburgo foram particularmente alvo de uma unidade de captura de provas.

Em toda a cidade, a polícia de Hamburgo procurava ativistas internacionais em albergues e em estações de trem. Alegadamente, as autoridades estavam especialmente à procura de manifestantes italianos e franceses enquanto procuravam bandeiras curdas. Já durante a grande manifestação, cerca de 15 italianos foram presos. Ordens de prisão foram emitidas contra 15 pessoas, 28 permanecem em prisão preventiva. Alguns dos detidos foram transferidos para prisões em Billwerder e Hanöversand. As celas do centro de detenção em Harburg foram lotadas sem necessidade. Certas células foram ocupadas por oito em vez de cinco reclusos. A temperatura nas celas chegou aos 35 °C, não lhes tendo sido fornecidas celas com climatização. Alguns dos presos relataram que só receberam duas fatias de pão, no decorrer de 24 horas.

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Para domingo, foi anunciada uma manifestação no centro de detenção de Harburg para exigir a libertação de todxs xs presxs. Segundo o comunicado emitido “Vamos continuar a demonstrar a nossa solidariedade com xs detidxs e a raiva contra os órgãos de repressão nas ruas, exigindo a sua libertação e contra a repressão e prisões“.
A manif começa na Praça Harburg Town Hall (S-Bahn-Harburg Rathaus), passando pelo centro de detenção e terminando no centro de Harburg.

Por uma vida sem prisões e repressão 

Mais informação: g20ea.blackblogs.org/

[memória] Companheiro Maurício Morales, PRESENTE!

Arma-te e combate o terrorismo, queima, conspira, saboteia e sê violentx, formosamente violentx, naturalmente violentx, livremente violentx”
Companheiro Mauricio Morales, PRESENTE!

Há 8 anos morreu em ação no Chile o companheiro Mauricio Morales [Punky Mauri], a 22 de Maio de 2009. Homenageamos, através dele, a força e determinação na ação da luta anarquista que se opõe firmemente aos valores, símbolos e estruturas do sistema de dominação, este terrorismo quotidiano que nos impõem.
Como se sente na Quimera, poema musical, composto por Mauri.

Santiago, Chile: Confrontos nas proximidades do Ex–Pedagógico, pelo dia do Jovem Combatente [23/03/2017]

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A nossa melhor homenagem por um 29 de Março ativo e combativo é a luta rebelde. Vamos para as ruas, comemorar e recordar, um ano mais, todxs xs nossxs irmãos/irmãs que caíram em combate.

Rafael e Eduardo Vergara, não esquecemos e menos perdoamos, sem medo confrontamos-nos com a maldita polícia assassina deste país – que abusa do seu poder, disparando.

Também recordamos xs nossxs irmãos e irmãs que estão presxs; que a solidariedade esteja sempre ativa e que não esqueçamos!

Fazemos uma chamada ao confronto com a polícia.

29 DE MARÇO NEGRO E COMBATIVO.

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