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3 de Varsóvia – Um apelo para ações solidárias a 31 de Maio de 2017

A solidariedade prolonga as suas vidas

Um apelo para ações solidárias a 31 de Maio de 2017

Queridxs amigxs,

Estamos à espera há mais de um ano do julgamento dos 3 de Varsóvia. Hoje, enviamos este apelo para acções de solidariedade na data da 1ª audiência – 31 de Maio de 2017.

Há também uma manifestação ‘SOMOS TODXS TERRORISTAS’ planeada para esse mesmo dia, frente ao tribunal, em Varsóvia (endereço: Marszałkowska 82).

O governo polaco segue a tendência internacional para ver a ameaça terrorista em toda a parte. Não há melhor razão para alimentar a economia de guerra, melhorar os instrumentos policiais e preparar o terreno para a autocracia do que a figura do inimigo. Qualquer ameaça externa – Migrantes (incluindo crianças prontas a cometer atos de terror) ou ameaça interna, na forma categorizada de terrorismo doméstico, está a ser duplamente usada por toda a UE para assustar a população até à obediência.

Tal como acontece com outros países da UE, os ataques terroristas foram a justificação para introduzir novas regulamentações de segurança que, enquanto concedem maiores poderes aos Estados, limitam significativamente a liberdade dos povos. As autoridades polacas também querem cavalgar a oportunidade para garantir a sua própria posição na onda anti-terror europeia. Na sequência da introdução da nova lei antiterrorista na Polónia, os principais meios de comunicação corporativos foram os primeiros a lançar a onda de falsos alarmes de bomba através do país, até que finalmente obtiveram aquilo de que estavam à espera. Na noite do dia 23, 3 anarquistas foram capturados num parque de estacionamento de uma esquadra da polícia na tentativa de incendiar um carro da bófia.

Para as autoridades e meios de comunicação as detenções puseram a nu uma prova há muito aguardada, a de que existe efectivamente uma ameaça terrorista na Polónia! Os três presos, depois de terem sido espancados e torturados, foram metidos em células de isolamento para os criminosos mais perigosos, nos 4 meses seguintes.

A encenação dos media já tinha começado e a introdução da nova lei anti-terrorista foi apresentada ao público como justificada.

A palavra “terrorista” foi utilizada pelos media de forma abusiva até ao ridículo. Uma vez que esta categoria é tão vaga que duas pessoas rotuladas como “terroristas” podem não ter quase nada em comum, as autoridades rapidamente compreenderam a sua utilidade na eliminação de uma potencial ameaça ao seu poder.

O estado polaco aprisionou os 3 de Varsóvia, mas não foi suficiente. Passou em seguida 3 novas facturas anti-liberdade,mas não foi o suficiente. Em seguida os bandidos deportaram brutalmente um estudante de doutorado que não concordou em espionar para eles – todos nós lembramos Ameer – mas que ainda não foi suficiente. Também sentem a necessidade de manterem chantageadxs ativistas, deportando estrangeirxs e criminalizando qualquer um/a que se atreva a resistir.

Estamos a apelar para se tomarem medidas de solidariedade nesse dia.
Estamos a fazer uma chamada internacional para que tu vás à embaixada da Polónia mais próxima e mostres à República da Polónia o que pensas disto.

Fogo às prisões, tribunais e lojas da bófia 

em alemão

Varsóvia, Polónia: Comunicado da Przychodnia Skłot sobre o ataque fascista a 11 de Novembro de 2013

Por volta das 15:45, participantes da ´Marcha da Independência` atacaram o centro social ocupado Przychodnia. Deve-se apenas à nossa determinação e calma termos conseguido resistir à agressão nacionalista. Algumas pessoas ficaram feridas mas ninguém corre perigo de vida.

Os neo-fascistas estavam preparados para fazerem comentários sobre o assunto nos meios de comunicação e informaram imediatamente que foram pessoas da casa okupada que atacaram a sua manifestação desde o telhado, atirando pedras na sua direcção. É óbvio que isto seria impossível porque o final da Rua Skorupki, onde está localizado o edifício, é a cerca de 200 metros da rua Marszałkowska, ao longo da qual os nacionalistas se manifestaram.

Como se pode ver nos vídeos (e.g. I, II), paramilitares, os chamados ´Guarda da Marcha da Independência`, que tinham como função proteger a marcha, permitiram que um grupo de cerca de algumas centenas de pessoas passasse armado e preparado para a luta. Participantes na Marcha da Independência com very lights, garrafas e pedras nas suas mãos, correram para a Przychodnia.

Os nacionalistas atearam fogo a um carro e destruíram outro, danificaram o edifício ao tentarem entrar, mas felizmente conseguimos resistir ao ataque – resistência só possível porque vigiávamos a partir do telhado (tínhamos vindo a ser ameaçados já há algum tempo) e reagimos rápidamente – atirando para fora do edifício os very lights que lá tinham caído.

Queremos realçar que apesar dos esquadrões da polícia estarem estacionados a poucas centenas de metros de nós, levaram cerca de 20 minutos a intervirem. Se tivéssemos dado ouvidos à polícia e ignorado o perigo, a casa teria sido queimada.

A propaganda Goebbel(ista) do Movimento Nacionalista tenta passar a ideia de que foi um acto de hooliganismo – apesar do fato de ter sido a guarda da marcha, oficialmente destacada, a deixar os atacantes saír da marcha e a os ajudar a evacuar, depois. Estamos de momento à espera e preparados para outro ataque; fiquem alerta!

Com saudações anti-fascistas,
O Colectivo Przychodnia

Helsinki, Finlandia: Manifestación de solidaridade coa okupa Elba, en Varsovia

O xoves 22 de Marzo, na cidade de Helsinki, levouse a cabo unha manifestación contra os negocios destructivos da empresa Stora Enso, e en solidaridade cxs okupas en Polonia.

O punto de encontro para a mani era a praza Senata, ás 15:00, e apareceron aproximadamente 60 manifestantes. Despregáronse faixas, e mentras que a xente prepararábase para comezar a mani, repartíronse folletos que explicaban a situación actual da okupa Elba e os noxentos negocios de Stora Enso.

Ás 15:30 a manifestación comezou o seu camiño cara a sede da empresa Stora Enso. Nos comezos, a policía tívose que conformar só con dirixir o tráfico en lugar de tentar controlar o movemento da manifestación.

Cando a xente chegou ó seu destino, axentes de policía tentaron impedir que a manifestación puidese chegar mais lonxe, bloqueando o camiño cara a entrada principal. Xs manifestantes non pararon e sorprenderon á policía rompendo o cordón policial en torno á entrada da empresa.

A xente estivo berrando con raiba consignas contra Stora Enso e o persoal que abandonaba naqueles momentos o edificio (“Elba quédase!”, “que se foda Stora Enso” etc). A policía, pedindo reforzos, recibiu tamén a súa parte de berros polxs manifestantes, que berraron “Non xustiza!, non paz!, Fode á policía!”. Durante a marcha, mentras estivo na sede de Stora Enso, mais panfletos foron repartidos, púxose música usando unha equipa de son portátil e algunhas persoas tocaron tamén bubucelas.

A manifestación permaneceu na entrada principal da sede durante un anaco. Despois, a mani voltou polo mesmo camiño á inversa, rumbo á estación de metro de Kaisaniemi,  onde a xente dispersouse axiña en diferentes direccións. A pesar da crecente presencia policial, non houbo ningún/a detidx e xs axentes non trataron de controlar mais a manifestación.

A pesar do feito de que a manifestación foi convocada só cunha breve nova, sorprendentemente moita xente acudiu e a atmósfera encheuse de raiba cara Stora Enso. Algúns/has sentían que a manifestación era poderosa e enérxica, ca esperanza de que este acto de solidaridade dará forzas xs okupas de Elba.

Elba quédase!!, Stora Enso – Fódete!.

Hasta que todos os espazos sexan libres.

Helsinky Solidaridade Diabólica

Segue o panfleto repartido na manifestación:

Abonda de desaloxos!!

Manifestación contra os destructivos negocios de Stora Enso, e en solidaridade cxs okupas de Polonia.

O 16 de Marzo, pola tarde, xs traballadorxs da axencia de seguridade privada Skrzecz entraron ilegalmente en Elba, un centro social alternativo en Varsovia. A axencia de seguridade privada estaba contratada pola propietaria do edificio, a empresa Stora Enso.

Unha vez dentro da casa, xs seguratas destruiron habitacións e golpearon á xente mentras que xs empurraban cara o exterior. Representantes da empresa, xs axentes da policía non amosaron documentos para probar a legalidade do desaloxo. A policía estivo apoiando activamente a redada ilegal e non fixo nada para deter as numerosas infraccións da lei cometidas polos seguratas. Ó final, a xente de Elba foi informada de que tiña unha semana de prazo para recoller as súas cousas e liscar do edificio.

Temos visto como a viciosa empresa Stora Enso está presente nas súas ilegalidades no mundo. En Brasil, a compañía ten actuado contra o movemento Sin-Terra conducindo á xente lonxe das súas zonas de residencia e reaccionando violentamente cando tentaban recuperar a terra. En China, terreos foron expropiados por Stora Enso para transformalos en prantacións de eucaliptos. Xs agricultorxs e granxeirxs que se opoñían á expropiación foron brutalmente golpeadxs, incluso ata a morte. A compañía, co intento de desaloxo de Elba, tentaba expandir a chan europeo a súa represión contra a acción anti-capitalista.  Neste caso o desaloxo sen a decisión do tribunal é ilegal, e nunha situación similar en Breslavia, en 1998, o tribunal europeo dos dereitos humanos declarou que as accións da policía rompían os dereitos humanos máis básicos e as liberdades fundamentais.

A okupa Elba é un importante espazo alternativo no mapa cultural de Varsovia. Ten organizado eventos independentes e sen ánimo de lucro coma concertos, exhibicións, xogos, debates, proxeccións de vídeo e festivais, todo sen ningunha subvención do Estado. A represión contra os espazos liberados convertiuse nun fenómeno mundial últimamente, a pesares de que a necesidade de espazos autoxestionados é moi grande. Por exemplo, unha lei que prohibe a okupación foi aprobada a través dos Países Baixos e numerosos espazos libres foron desaloxados ou atópanse baixo risco de desaloxo en Alemaña.

O movemento okupa tamén tivo a súa ración de ameazas de desaloxo en moitos outros países. En Helsinki, o Centro Social Satama foi desaloxado o ano pasado, cando todavía non se tiña localizado ningún espazo para reemprazalo. Tamén en Londres, edificios okupados foron baleirados de cara ós xogos olímpicos deste verán.

Cremos que a loita contra o control do espazo urbano e a defensa dos espazos liberados é unha loita contra as fronteiras. É por iso polo que convocamos unha manifestación para apoiar e amosar a nosa solidaridade xs okupas de Elba e a calqueira compa que se atopa baixo ameaza de desaloxo.

Ata que todos os espazos sexan libres!!
Solidaridade mais alá das fronteiras!!

fonte /máis fotos

traduzido en galego por vozcomoarma

Polónia: Encontro para uma contra-ofensiva anti-capitalista

a noticia em português e galego

No último fim de semana (3-4/3) membros de várias organizações anti-capitalistas da Europa visitaram o território controlado pelo Estado polonês para participar num encontro internacional, relativo a uma contra-ofensiva contra o Capital e os governos. Os ativistas, na sua maioria membros de grupos anarco-sindicalistas e anti-autoritários, vieram de vários países, tais como Grécia, Itália, Áustria, Ucrânia, Alemanha, Holanda, Espanha e Portugal. Por razões de segurança, o local da reunião não foi divulgado.

O encontro centrou-se na estratégia de escalada dos protestos públicos e da ação direta por toda a Europa.

Entre muitos outros temas, os ativistas abordaram a forma de localizar pontos fracos na estrutura das autoridades locais, o modo de se levar a cabo ações diretas contra os bancos e corporações e a segurança contra a repressão policial, durante as manifestações de massa.

Também se falou sobre as técnicas policiais usadas (em diferentes países) para bloquear revoltas assim como sobre outras questões relacionadas com infra-estruturas de segurança de rede e estrutura organizacional descentralizada. O encontro nomeou os métodos de impacto no sistema de injustiça capitalista.

A ação de protesto “Dias de Raiva” que será realizada em 31 de Março em Varsóvia, faz parte da nova contra-ofensiva. Provavelmente, realizar-se-âo, nesse mesmo dia,  mais ações diretas em quatro ou cinco dos países acima mencionados.


O pasado fin de semana (3-4/3) membros de varias organizacións anticapitalistas de Europa visitaron o territorio controlado polo Estado polaco para participar nun encontro internacional relacionado cunha nova contra-ofensiva contra o capital e os gobernos. Xs activistas, a maioría membros de organizacións anarco-sindicais ou de grupos anti-autoritarios, chegaron dende varios países tales como Grecia, Italia, Austria, Ucrania, Alemaña, Holanda, España ou Portugal. Por razóns de seguridade, o lugar do encontro non foi revelado.

O encontro centrouse na estratexia de aumentar as protestas públicas e a práctica de acción directa ó longo de Europa. Entre moitos outros temas, xs activistas falaron sobre como atopar puntos débiles na estructura das autoridades locais, como levar a cabo con eficacia a acción directa contra os bancos e as corporacións e como proporcionar seguridade fronte á represión policial durante as manifestacións masivas. A xente tamén falou sobre as técnicas policiais (en diferentes países) utilizadas para suprimir as revoltas, e outros temas relacionados ca seguridade da infraestructura en rede e da estructura organizacional descentralizada. O encontro aportou métodos de impacto no sistema da inxustiza capitalista.

A protesta “Días de raiba”, que terá lugar en Varsovia o próximo 31 de Marzo, será parte da nova contra-ofensiva. Probablemente, haberá mais accións directas en catro ou cinco dos países antes citados nese mesmo día.

 traducido en galego por vozcomoarma