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Pontevedra, Galiza: Cartaz pela defesa da terra e em solidariedade com presxs anarquistas com pena de longa duração (11J)

Na Galiza (estado espanhol), em Pontevedra, nos últimos dias esteve a ser espalhado pela cidade um cartaz que pretende ser uma contribuição (tardia) à solidariedade a presxs anarquistas com pena de longa duração, após um novo 11 de Junho.

“ECOTERRORISTA É QUEM DEVASTA A NATUREZA E A VIDA SELVAGEM!

Eucaliptização dos montes causa da desaparição de espécies autóctones e dos incêndios florestais, provocados para se especular com os terrenos…

Minas a céu aberto e poços de Fractura Hidráulica matando o chão fértil e envenenando ou destroçando cada aquífero…

Autoestradas e Alta Velocidade para assegurar a mobilidade frenética de escravxs e mercadorias, à custa da segurança e bem-estar de todxs…

Exploração e mercantilização dos animais, gasto absurdo de recursos

Cemitérios nucleares debaixo da terra, patentes nos alimentos, aterros nos rios

NÃO QUEM LUTA PARA DEFENDÊ-LAS!

A cada dia que passa, sonhadorxs de todo o mundo conspiram contra este mundo de miséria e desolação. Ação direta, bloqueios, sabotagens… são as suas armas para esta guerra.

Algumas dessas pessoas acabaram por ser presas por se negarem a viver com resignação e desafiarem a dominação.

Estamos com elxs!

SOLIDARIEDADE COM MARIUS MASON E COM TODXS XS PRESXS ANARQUISTAS COM PENAS DE LONGA DURAÇÃO.”

Para imprimir (PDF em A3) em galego via Abordaxe

espanhol

[Prisões espanholas] Actualização da situação de Gabriel Pombo Da Silva

A 13 de Junho de 2012, após diversas operações contra outros companheiros, foi lançada pelo governo italiano uma nova onda de repressão contra dezenas de anarquistas, chamada Ardire (também conhecida em português pela sua tradução, Ousadia), a qual chegou a 40 registros, 24 acusadxs e 8 prisões. Desta vez, até tentaram dar-lhe uma dimensão mais ampla, culpando compas e encarceradxs em diversos países europeus, tais como Grécia, Suíça e Alemanha. Como é habitual, o Estado pretende rever a sua face autoritária no sorriso dos seus inimigos irredutíveis, fabricando, por exemplo, o papel de chefes, de executadorxs e de coordenadorxs no seio de mais uma enésima “organização terrorista” onde existem afinidades, correspondência com os presos, lutas e vontade de luta. É desta forma que Gabriel Pombo da Silva e Marco Camenisch, presos há longos anos, se vêm inseridos nesta investigação, após uma greve de fome internacional em Dezembro de 2009, tratados como “símbolos e marcos de um novo projeto subversivo” de que seriam “ideólogos e defensores.”

Gabriel é detido em 2004, após um controle e tiroteio com a polícia na alemanha, isto após a fuga das jaulas espanholas nas quais esteve 20 anos (das quais 14 em regime FIES). Cumprirá 9 anos suplementares neste país. Foi extraditado para Espanha a 25 de Fevereiro de 2013 ao abrigo do mandado de detenção europeia, lançado por este país dez anos antes; para que fosse aclarada a pena que o esperaria, Gabriel foi citado dois meses mais tarde no Supremo Tribunal, desta vez para ser notificado de uma ordem de detenção europeia, lançada contra ele por Itália em Março, no âmbito da operação Ardire! É claro que Gabriel recusou lá ser enviado voluntariamente. Visto ele não ter renunciado ao “princípio de especialidade”, como dizem nos seus códigos ferozes, a justiça antiterrorista espanhola foi obrigada a recorrer, perante os seus homólogos alemães, da autorização de saída para Itália, em Janeiro de 2014. Após um circo que custou um ano de vida para alguns, e inclusive mais para outros, este mesmo tribunal levantou a 18 de Abril a ordem europeia de detenção contra Gabriel.

Todas estas peripécias do terrorismo de Estado europeu e dos seus lacaios de toga não nos deveriam fazer esquecer que Gabriel continua aprisionado em regime FIES desde a sua transferência à prisão de A Lama (Galiza) em Agosto de 2013. A sua correspondência continua continuamente submetida a caprichos dos carcereiros (tanto de saída como de entrada), as atividades são também restringidas com total arbrítrio, isto tudo num local famoso pelo seu elevado número de “mortes súbitas”… tal, foi encontrado morto, na sua gíria obscena. Para acabar, no que diz respeito aos esforços para se conhecer a data limite da pena para Gabriel, a justiça e a administração penitenciária mantêm os seus jogos abjectos de tortura de baixa intensidade, mudando regularmente os seus cálculos de carrascos. No momento, está fixada em… 2023.

Na realidade, estas diversas medidas são um aviso emitido contra todxs xs que se revoltam. Trata-se, ao mesmo tempo, de um assédio particular a um dos nossos compas* (“cada vez mais perigoso”), como eles dizem, um anarquista que passou 29 anos atrás das grades sem se deixar dobrar), assim como castigo demasiado corrente contra aquelxs que não se submetem. Porque a cabeça tem que ser curvada, as bocas amordaçadas e os olhos cerrados, por dentro e por fora. A menos que…

Abaixo todos os Estados, o confinamento, a polícia e tribunais,

Liberdade para todxs!

Anarquistas solidárixs
18 de Maio de 2014

Para se lhe escrever, até porque ele não pode responder, é preferível ser por correio registrado, para evitar que as cartas acabem na secção de perdidas e de ganâncias (textos, opúsculos e livros não entram por correio):

Gabriel Pombo Da Silva
CP A-Lama (Pontevedra), Monte Racelo s/n
36830 A Lama (Pontevedra) España/Espanha

* Detidxs em Novembro passado, outrxs 2 compas, Mónica e Francisco, encontram-se também aprisionadxs em regime FIES. Gabriel, no entanto, transferido três veces em 6 meses, encontra-se em isolamento, todavia.

espanhol

Galiza, Estado espanhol: Ataques solidários em Pontevedra

treatNa madrugada de 18 para 19 de Março alguns solidárixs de Pontevedra atacamos com tinta a sucursal do NovaGalicia Banco situada atrás da Subdelegação do Governo e ao lado da Faculdade de Belas Artes, numa zona com bastante circulação durante o dia.

Esse ataque nada foi de extraordinário. Reutilizamos frascos de vidro, lavamos bem, enchemo-los de tinta, tomando precauções para não deixar marcas. A seguir, levamo-los até ao banco onde os lançamos contra a fachada, partindo-se e libertando a tinta. Um dos boiões não foi lançado mas sim esvaziado em cima de um caixa automático multibanco, enchendo de tinta boa parte da sua superfície.

Reivindicamos também a rotura do écran de outro caixa automático multibanco noutra parte da cidade.

Por falta de meios e de uma boa preparação da ação não pudemos obter fotografias do resultado, lamentamos, mas esperamos que ao menos façam sorrir a quem esteja atrás das grades.

Enviamos desta maneira vários gestos:

– Em primeiro lugar englobamos esta ação na Jornada de Agitação Solidária Internacionalista em apoio aos compas do Caso Security no Chile. Saudamos Marcelo, Juan e Freddy, enviando-lhes força para enfrentar o seu julgamento no próximo dia 25 de Março. Saudamos também a Carlos Gutiérrez Quiduleo.

– Em segundo lugar, mas não menos importante, saudamos Francisco Solar e mandamos-lhe também o nosso mais sincero carinho para fazer frente à situação de assédio e inibição das suas comunicações que tem sofrido desde que chegou à prisão de Córdova. Também saudamos a Mónica Caballero e ao resto dxs anarquistas presxs no Estado espanhol e no resto do mundo.

– Em terceiro e último lugar queremos enviar força axs que resistem no CSO Palavea de Coruña contra o desalojo. Várias circunstâncias nos impedem de acudir pessoalmente para prestar ajuda mas queremos com este gesto transmitir-lhes força e solidariedade. Responsabilizamos o Novagalícia Banco pelo desalojo, por serem eles quem especularam com a propriedade durante os últimos anos.

Esperamos crescer e melhorar com cada ataque. Cremos que as sabotagens e as ações deste tipo, independentemente da sua potência, servem para visibilizar o conflito, fazê-lo patente e por ele queremos fazer uma chamada a que as ações se multipliquem com os meios e ferramentas que cada grupo ou individualidade tenha ao seu alcance, sem hierarquias de uns métodos sobre outros e unindo forças para construir uma boa prática de subversão nas ruas.

Viva a revolta!