Arquivo de etiquetas: ecoanarquismo

Victória, Austrália: Solidariedade com xs companheirxs presxs da ocupação da floresta de Hambach

Solidariedade de chamada Victória, na Austrália, com xs companheirxs presxs da okupação da floresta de Hambach, na Alemanha. A 22 de Janeiro, a bófia assaltou três casas e estruturas de barricadas na floresta e meteu 9 pessoas sob custódia. Tirámos esta foto como uma pequena contribuição para o dia internacional de solidariedade com os Hambi 9, a 3 de Fevereiro.

LIBERDADE PARA XS HAMBI 9

A ocupação de anos é um local incrível e inspirador de resistência contra a expansão contínua da maior mina de carvão da Europa. Faz parte de uma luta global contra a destruição ecológica provocada pelo capitalismo.

Liberdade para xs eco-defensorxs da terra em toda a parte!

em inglês via Hambachforest

[Itália] Publicação “Solidarietà e complicità”

Luta contra a biotecnologia
não pára, solidariedade e cumplicidade

[Notas sobre a situação de Silvia, Billy e Costa]

Com o seu anulamento, termina o processo legal contra Silvia, Billy e Costa (exercido pelo estado italiano).

Após cinco anos de audiências terminou esta semana, em Roma, o processo em cassação de Silvia, Billy e Costa – acusados pelo Ministério Público de Turim de transporte e receptação de explosivos entre Itália e Suíça com finalidade de terrorismo.

A partir do momento em que Silvia, Billy e Costa tinham acabado de cumprir a pena imposta no julgamento na Suíça, o promotor de Turim, no papel do Procurador Arnaldi Di Balme, tentou abrir um processo, primeiro por associação subversiva (incluindo outras pessoas, por parte da Coligação Contra Nocividades) e, posteriormente, com mais recursos, tentando provar que uma parte da tentativa de sabotagem na Suíça tinha sido preparada em Itália, pelo menos na recuperação e transporte do material necessário.

A cassação confirmou a decisão anterior de improvisabilidade, de acordo com o princípio “Ne bis in idem”, ou seja, não se pode julgar uma pessoa várias vezes pela mesma situação, apelando-se para um princípio de falta de jurisdição.

Para aquelxs que queiram aprofundar o assunto, recomendamos a leitura da publicação “Solidarietà e complicità”, uma coleção de textos em torno da tentativa de sabotagem do centro IBM sobre nanotecnologias na Suíça e da solidariedade entretanto expressa pela realidade do movimento, também a nível internacional [que pode ser pedida para envio postal].

Pontevedra, Galiza: Cartaz pela defesa da terra e em solidariedade com presxs anarquistas com pena de longa duração (11J)

Na Galiza (estado espanhol), em Pontevedra, nos últimos dias esteve a ser espalhado pela cidade um cartaz que pretende ser uma contribuição (tardia) à solidariedade a presxs anarquistas com pena de longa duração, após um novo 11 de Junho.

“ECOTERRORISTA É QUEM DEVASTA A NATUREZA E A VIDA SELVAGEM!

Eucaliptização dos montes causa da desaparição de espécies autóctones e dos incêndios florestais, provocados para se especular com os terrenos…

Minas a céu aberto e poços de Fractura Hidráulica matando o chão fértil e envenenando ou destroçando cada aquífero…

Autoestradas e Alta Velocidade para assegurar a mobilidade frenética de escravxs e mercadorias, à custa da segurança e bem-estar de todxs…

Exploração e mercantilização dos animais, gasto absurdo de recursos

Cemitérios nucleares debaixo da terra, patentes nos alimentos, aterros nos rios

NÃO QUEM LUTA PARA DEFENDÊ-LAS!

A cada dia que passa, sonhadorxs de todo o mundo conspiram contra este mundo de miséria e desolação. Ação direta, bloqueios, sabotagens… são as suas armas para esta guerra.

Algumas dessas pessoas acabaram por ser presas por se negarem a viver com resignação e desafiarem a dominação.

Estamos com elxs!

SOLIDARIEDADE COM MARIUS MASON E COM TODXS XS PRESXS ANARQUISTAS COM PENAS DE LONGA DURAÇÃO.”

Para imprimir (PDF em A3) em galego via Abordaxe

espanhol

Bristol, Reino Unido: Acção directa do grupo de sabotagem “Areia nas engrenagens” no desfiladeiro de Avon

Atacando o sistema de transporte de carvão do Reino Unido – interrupção das linhas que alimentam a máquina

Cortar as ligações que alimentam a máquina não é impossível. Quando as pessoas assumem uma revolta civil no Reino Unido, se por um lado são capazes de abandonar os seus compromissos para abrir uma avenida então, a maioria, também terá a habilidade e a possibilidade de se mobilizar para algo novo. A guerra não acabou quando aqueles momentos terminaram, reacende-se em pequenos arrebatamentos aqui e ali, mostrando que não estamos esmagados, que as coisas podem ser conduzidas a uma paragem abrasiva outra vez, mesmo que por uma fracção de segundo.

Basta apenas alguns espíritos brilhantes e isso é bem visível, quando a confiança presunçosa das actividades é derrubada, alguns pinos não encaixam e as coisas podem ser vista numa perspectiva diferente. Fora da sincronia e do equilíbrio já nem tudo parece estruturalmente sólido, sente-se mais a vida para ser agarrada.

O novo horizonte foi vislumbrado através do nosso dia nublado, domingo 6 de Março, esperando que este não complicado acto de sabotagem que levámos a cabo exponha a vulnerabilidade da sua matriz complexa.

Fizemos uma avaliação do risco e, quando a noite começou a cair, entrámos no primeiro túnel ferroviário, cortámos ambas as linhas com um cortador de disco portátil – não imaginámos descarrilar uma locomotiva mas sim provocar uma interrupção e danos económicos (tempo é dinheiro). Entrámos no segundo túnel e fizemos mais dois cortes, marcando todos com tinta cor de rosa e deixando uma faixa como aviso.

A linha em questão atravessa o desfiladeiro de Avon de Royal Portbury Dock, sobre o Avonmouth, é apenas para o transporte de mercadorias (sem passageiros) – 70% do carvão importado pelo Reino Unido para gerar energia vem através destas molas. Esta linha é um gargalo para a dispersão no país. A maior parte vem dos EUA onde rebentam montanhas para o extrair assim como da Rússia – de Shor e Teleut, terras ancestrais devastadas na Sibéria ou de sítios como a Indonésia onde dizimam florestas para lá voltar semeando minas e plantações. Isso para manter as fábricas a funcionar e as luzes acesas, enquanto sentimos vontade de escapar das prisões laborais e reconquistar as estrelas. Outras cargas transportadas nesta linha incluíam agregados de construção e veículos novos a caminho da sala de exposições. Mais linhas de alta velocidade estão a chegar ao Reino Unido, mais estradas, mais terra selvagem e vida animal dizimada no frenesim do progresso.

Depois de ver as actividades fogosas contra o fluxo de carvão na floresta de Hambach, na Alemanha, desde o Ano Novo – não desistam da luta! – ou o corte dos carris na anel de carvão na Escócia, alguns anos atrás, por pessoas desconhecidas quando as lutas contra a extracção de carvão iam no ponto alto, entendemos por fim que não somos originais. Nem sequer é a primeira vez para as emboscadas de eco-sabotagem naquela linha de Portbury nem tampouco para carga problemática ao longo dos anos. Vemos ataques atrás de ataques em linhas ferroviárias em diferentes países, está ao nosso alcance prejudicar os circuitos que alimentam a besta, só temos que enganchar a nossa coragem, manter um olho aberto para as fraquezas, talvez começar com pequenas coisas mas sonhar sempre em grande. Neste momento estamos a ler sobre danos económicos deste mês por sabotadores ferroviários no norte de Espanha, afirmamos também a nossa solidariedade e respeito pelos anarquistas que se encontram lá com casos abertos em tribunal ou atenção policial sob outra forma, rimos-nos ao ouvir falar dos seus belicosos e incontroláveis espíritos que se mantêm quando reprimidos na luta contra a rejeição do domínio. Talvez as fagulhas acesas nos túneis do comboio se tenham reflectido sobre os Alpes e mais além para iluminar o céu para aqueles que se encontram em celas negras por tentarem parar o capitalismo de alta-velocidade e as suas tecnologias nano-mundiais.

Juntando a nossa força com as tribos próximas e distantes, recusa e ataque! Bloquear os fluxos rotas, adiante com xs lutadorxs!

A caminho de uma vida selvagem e livre de carvão, pedreiras, carros ou bófia.

Grupo de sabotagem do desfiladeiro de Avon “ Areia nas Engrenagens”, de saída….

Bristol, Reino Unido: Vandalismo solidário em vista da semana de ação internacional pelxs companheirxs encapsuladxs

auto-transportÀs primeiras horas de 6 de Agosto na zona de Easton, na estação de serviço (Gordano Services), enquanto os motoristas de caminhão estavam inativos nas suas cabinas de condução, 10 a 15 carros de quatro carros-transportadores foram pintados com spray, causando às suas gananciosas empresas que destroem a terra uma perda de tempo e de dinheiro infinitamente maior do que gastamos cometendo este crime oportunista.

Solidariedade a todxs xs companheirxs presxs e aquelxs que se encontram em fuga. Rumo à semana internacional de solidariedade com xs presxs anarquistas – de 23 a 30 Agosto.

Vândalos eco-anarquistas – FAI / FRI

Turim, Itália: Leitura da sentença do processo Silvia Billy Costa

1905

24 de Março de 2016

De manhã cedo, no Tribunal de Turim procedeu-se à leitura da sentença por Silvia, Billy e Costa – já condenadxs na Suíça por posse, trasporte e recepção de explosivos para a tentativa de assalto ao centro de pesquisas de nano-tecnologia IBM aZurigo sob a assinatura de “Frente de Libertação da Terra-Suíça”. O processo helvético tinha sido concluído com condenações de três anos e quatro meses e três anos e oito meses.

A promotoria de Turim tinha interposto um novo processo, totalmente italiano pelo qual tinha sido pedida uma pena até 5 anos e 6 meses pelos mesmos delitos. O tribunal expressou-se pela impossibilidade de procedimento por “Ne bis in idem”, não se poder voltar a condenar pelo mesmo crime, seguindo-se a decisão de não avançar por falta de jurisdição.

Itália: Billy, Costa e Sílvia enviadxs de novo a julgamento

watmelA 17 de Julho de 2015, desenrolou-se em Turim, Itália, a audiência prévia contra Silvia Guerini, Costantino ‘Costa’ Ragusa e Luca ‘Billy’ Bernasconi. Xs três compas foram detidxs pela polícia suíça a 15 de Abril de 2010 que ao revistar a sua viatura, encontrou materiais explosivos e panfletos que reivindicavam uma iminente sabotagem assinada por “Frente de Libertação da Terra” (Frente de Libertação Animal da Suíça) contra um centro de investigação sobre nanotecnologias, em fase de construção, da IBM. em Ruschlikon (cantão de Zurique). Na altura, foram processadxs por atos preparativos de incêndio, transporte ilegal e ocultação de material explosivo, sendo condenadxs a 22 de Julho de 2011 – Costa a 3 anos e 8 meses, Billy a 3 anos e 6 meses e Sílvia a 3 anos e 4 meses.

Agora, voltaram a enviá-los a julgamento – nos termos do artigo 110 do código penal italiano – com as seguintes acusações:

art.110, 280 c.p. … porque em nome do ELF – Earth Liberation Front, movimento inspirado no ecologismo radical, com a finalidade de terrorismo, realizavam atos dirigidos a  danificar bens móveis ou imóveis – em concorrência  entre eles – mediante o uso de dispositivos explosivos ou, em qualquer dos casos, letais.

art.110, 81, 61 c.p. … porque em concorrência entre eles, através de mais ações executivas de uma mesma planificação criminal… ilegalmente tinham e levavam num lugar público, transfirindo desde Valchiusella a Bergamo e daí à Suíça o seguinte material explosivo, preparado para seu uso…

art.110, 648 c.p. … porque em concorrência entre eles… conhecendo a procedência criminosa, recebiam de sujeitos ainda desconhecidos o material para os dispositivos explosivos… provento com origem no prejuízo de uma empresa, ainda não identificada, autorizada a uso de explosivos.”

Todas as acusações contêm a agravante da finalidade de terrorismo – utilizada historicamente em julgamentos políticos em Itália para imposição de longas prisões preventivas, além de penas de ainda maior duração para xs condenadxs.

Durante a audiência preliminar de 17/7/2015, a juíza Silvia Graziella Carosio aceitou as teses defendidas pelo procurador substituto Enrico Arnaldi di Balme, considerando irrelevante o facto de Billy, Costa e Silvia terem já sido processadxs e condenadxs na Confederação Helvética.

O processo terá início a 13 de Janeiro de 2016, em Turim. Façamos desta ocasião uma forma de relançar a luta contra as nocividades e a destruição ambiental.

Dada a proximidade do processo, xs três compas confrontam-se com grandes gastos legais no processo, pedindo a todxs apoio, tanto com iniciativas solidárias como com doações à conta: conto corrente postale intestato a Marta Cattaneo, IBAN: IT11A0760111100001022596116, BIC: BPPIITRRXXX. Por favor especificar a causa: solidarietà a Silvia Billy Costa.

Para contatar: info[arroba]resistenzealnanomondo.org

Mais informação e atualizações (em italiano):
resistenzealnanomondo  silviabillycostaliberi.noblogs.org

em italiano  inglês  espanhol

EUA: Eric McDavid libertado da prisão!

dancing-shotQueridxs amigxs e companheirxs,

É com os corações a estourar que escrevemos para vos dar uma notícia surpreendente. Hoje, 8 de Janeiro de 2015, foi ordenada a saída da prisão a Eric. Já passaram praticamente nove anos desde que foi detido em Auburn, Califórnia, a 13 de Janeiro de 2006.

A libertação de Eric aconteceu devido a um pedido de habeas corpus que ele e a sua equipa legal interpuseram em Maio de 2012. O governo reteve o conteúdo de documentos importantes omitindo-os da defesa durante o julgamento;os juízes anularam o julgamento anterior que o manteve na cadeia todo esse tempo, e impuseram-lhe uma diferente, de 5 anos de prisão, pois ele deu-se como culpado de uma acusação menor.

Até hoje, a data de saída prevista para Eric era Fevereiro de 2023.

Estamos mais que entusiasmados pelo facto do Eric estar em breve em casa connosco, onde pertence. Mas nada muda o facto do Eric e dos que lhe são queridxs terem tido 9 anos roubados pelo estado. Às vezes, esta luta parecia quase impossível. O Eric suportou greves de fome, solitário, a separação de centenas de quilómetros de tudo e de todxs xs que amava, o isolamento, as paredes frias e o arame da prisão. Essas coisas pretendiam quebrá-lo – mas o estado falhou redondamente este objectivo. O Eric permanece firme e forte. O Eric contestou as acusações contra ele, há 9 nos, porque sabia que era a coisa certa a fazer. Tem mantido a sua integridade todos estes anos, mantendo-se fiel a si mesmo e às coisas em que acredita. Mas não o fez no vácuo. Obrigado a todxs xs quelhe mostraram o seu amor e o apoiaram nestes últimos 9 anos. Fizeram toda a diferença. A todxs xs que escreveram uma carta, mandaram desenhos de dragões ou fotos de fadas, ou incluindo imagens de algo tão simples como um bocado de relva… deram cor à vida de Eric, fogo e ligação durante estes 9 anos. Provaram que a solidariedade é a nossa arma mais forte.

Estamos ansiosxs para celebrar! Mas também temos de nos lembrar que o caso do Eric é apenas um entre muitxs- e não é de maneira nenhuma o mais notável. Desde o 11/9 que o estado se tem empenhado na perseguição política de centenas de pessoas neste país- a maioria dos quais de comunidades muçulmanas- pelas suas afiliações políticas e religiosas. E xs nossxs companheirxs continuam a ser alvo e a serem presxs por se atreverem a sonhar. Estamos cheios de alegria por o Eric estar a vir para casa. Mas também sabemos que nunca poderemos ter descanso até todxs estarem livres.

O Eric foi libertado da prisão do condado de Sacramento, mas a sua luta está longe de terminar. Recebeu 2 anos de liberdade supervisionada e estará sob o controlo deles durante esse tempo. Sair da prisão é uma jornada complicada e difícil, mas é uma que estamos animadxs e prontxs para começar.

Mais uma vez obrigado a todxs- e um grande hurra aos advogados do Eric – Mark Vermeulen e Ben Rosenfeld – que trabalharam incansavelmente e apaixonadamente no seu caso durante anos, pro bono.

Entraremos em contacto nas semanas seguintes- Até lá- celebrem! Lutem! E como o Eric diria…. Encontrem a VOSSA alegria!

Muito amor para todxs vós.

Até que todxs estejam livres!

Apoio a presxs de Sacramento

Para correspondência com Eric:

Eric McDavid
c/o SPS
PO Box 163126
Sacramento, CA  95816, USA

 Inglês

[Suíça/Itália] Atualização do caso de Billy, Costa e Silvia

 Itália incrimina pela segunda vez Silvia, Costa e Billy pelos factos da Suíça

No anterior comunicado de atualização falamos do encerramento definitivo do nosso caso pela Suíça, onde a corrida aos recursos envolvendo maquinações por parte de vários aparelhos de segurança estatais italianos e helvéticos confederados não tinha levado a nada, excepto em relação ao tema da repressão – onde a colaboração policial é cada vez mais forte –     sobretudo se os sujeitos de interesse são opositores à sua democracia de opressão.

A partir do momento da nossa detenção na Suíça, sob a acusação de querer atacar com explosivos o novo centro de investigação da IBM e do Instituto Politécnico de Zurique em construção na altura – jóia da coroa da investigação em nanotecnologia  a nível mundial – a Itália em estreita colaboração com a polícia helvética deu início a uma investigação com o objectivo de demonstrar a existência, em solo italiano e com ramificação na Suíça, de uma organização subversiva com fins terroristas.

Assim, durante os anos do nosso encarceramento e com um guião já conhecido, registou-se uma intensa actividade de espionagem dirigida primeiramente contra a rede de solidários que se tinha entretanto criado e, em seguida, envolvendo os ambientes ecologistas radicais mais activos nas diversas batalhas e que, de fora, seguiam o nosso caso e apresentavam questões como a das nanotecnologias – questões que se queriam silenciadas ou reduzidas a uma só voz, tanto melhor se fosse a dos promotores do ministério público.

A promotoria de Turim – ao que parece insatisfeita com o resultado suíço que nos condenou pelo facto específico e nos absolveu pela importação de material explosivo e por não ter encontrado nenhuma organização, nem em Itália nem em nenhum outro lugar – recentemente encerrou as investigações, centrando-se somente no artigo 270 bis (associação subversiva com finalidade de terrorismo) e, reenviou-nos aos três a julgamento com as seguintes acusações:

art.110, 280 c.p. … porque em concurso entre elxs, em nome do ELF – Frente de Libertação Animal, movimento inspirado no ecologismo radical, com a finalidade de terrorismo, realizavam actos dirigidos a destruir bens móveis ou imóveis próximos, mediante o uso de dispositivos explosivos ou em qualquer caso letais.

art.110, 81, 61 c.p. … porque em concurso entre elxs, com mais ações executivas de uma mesma planificação criminal…tinham ilegalmente, e levavam num lugar público,  transferindo de Valchiusella a Bergamo e de lá à Suiça, o seguinte material explosivo preparado para o seu uso.

art.110, 648 c.p. … porque em concurso entre elxs… conhecendo a procedência criminal, recebiam de sujeitos ainda desconhecidos o material para os artefatos explosivos… provento retirado ilicitamente à custa de uma empresa, ainda não identificada, autorizada ao uso de explosivos.”

As três acusações contêm a agravante de finalidade de terrorismo.

Como parte civil ofendida, pensávamos que nos encontrávamos frente aos tecno-nazis da IBM e, em vez disso, a Suiça apresenta-se na investigação com a sua excelência: o Instituto Politécnico de Zurique, desde sempre utilizado a fundo em investigações nocivas, das quais as nanotecnologias são apenas a ponta do iceberg.

Esperando que em breve se fixe a data da audiência preliminar, que nos verá passar da posição de investigados à de imputados, salientamos  a necessidade de nos mobilizarmos e construirmos uma oposição a estas fronteiras das tecnociências que usam o mundo como extensão dos seus laboratórios.

Devido ao processo temos que sustentar numerosos gastos legais, pedimos a todas e todos apoio, com iniciativas de benefit e doações à conta corrente postal em nome de Marta Cattaneo, código Iban: IT11A0760111100001022596116, especificar a causa: solidariedade a Silvia, Billy e Costa.

Para contactar: info@resistenzealnanomondo.org
resistenzealnanomondo.org, silviabillycostaliberi.noblogs.org

Mais informação sobre o caso: contradicción

O texto em italiano

Suíça/Itália: Actualização sobre o processo contra Costa, Silvia e Billy

Solidariedade com Sílvia, Costa e Billy. Por cada animal enjaulado, por cada rio seco, por cada bosque desmatado…em solidariedade com xs nossxs companheirxs, vingança!

Olá a todxs:

Em Dezembro de 2013 saíram algumas “novidades” sobre o nosso caso e de forma resumida vamos actualizá-las.

Tínhamos feito um recurso, através dos nossos advogados, à sentença emitida no processo de Bellizona (Suiça).

O recurso foi aceite pelo Tribunal Federal de Lausana que ordenou a reformulação da sentença, dando possibilidade às partes envolvidas de argumentar novamente as suas posições, à luz de alguns documentos que, num primeiro momento, o ministério público federal tinha deixado fora das acusações depositadas e que, mais tarde, sempre por ordem do Tribunal Federal de Lausana, se viram obrigados a admitir nas actas. Estes documentos eram basicamente uma troca de informações entre o ministério público federal, a Ucidigos (departamento antiterrorista italiano) e o sistema informativo da Europol SIENA (“Aplicação de Intercâmbio Seguro de Informações“) sobre nós e alguns dos ex-companheiros de habitação, que continham informações de diverso tipo mas não secretas, como sítios de residência, participação em colectivos de redacção, antecedentes, tendências políticas atribuídas e inclusivamente…ex-namoradxs. Apesar de tudo isto, estes documentos estavam marcados com o código “H” e a própria web da Europol informa-nos que é o código usado para as informações “confidenciais”. Informações por outro lado muito imprecisas, senão erradas.

De qualquer forma, mais uma vez, fica claro a lacuna de registos, visto que no meio das informações havia referências a outras páginas que o ministério público federal não introduziu nas actas. Apesar disto trata-se, basicamente, de uma carta posterior que não muda nada o conjunto das coisas e, somada à decisão de encarregar a reformulação da sentença aos mesmos juízes, o resultado é uma fotocópia, ponto por ponto, da sentença anterior – não incluíndo os argumentos lidos pelos nossos advogados no recurso, onde se questionava a legalidade do processo, defendendo que era um trabalho coordenado entre as inteligências italiana e suíça o que fez com que se desse a nossa prisão, ou seja, ilegais pelas suas próprias leis. Na realidade, da parte italiana esta colaboração entre serviços foi confirmada, enquanto que, obviamente, a parte suíça continua a negar, argumentando a casualidade do controlo rodoviário em que caímos.

Sabendo isto sem grande surpresa, e como da nossa parte não há interesse em realizar outro recurso, por isso o mais provável é que a sentença emitida no dia do processo no Tribunal Federal de Bellinzona seja a definitiva, ou seja, as penas de prisão entre 3 anos e 3 anos e 8 meses (já cumpridas com a redução de 2/3), multas e custos das investigações que, somados, superam os 70 mil francos suíços (mais de 57 mil euros), e que supomos que fiquem pendentes por muito tempo.

Ainda assim, ficam por cobrir uma série de gastos e custos pendentes, para levar adiante o recurso. Agradecem-se as transferências solidárias para a conta da Caixa de Solidariedade contra a Repressão Aracnide, número de conta: 4023 6006 3446 0960 do titular Giuseppe Caprioli e com o assunto costabillysilvialiberi.

Da nossa parte não há muitas novidades, do outro lado da história ou a contra-parte “ausente-presente” a IBM e o Instituto Politécnico de Zurique, depois de ter sido inaugurado em 2011 o novo centro super-tecnológico “Binning and Rohrer Nanotechnology Center” com um grande dispositivo de segurança anti-“eco-terrorista”, que já trabalha em pleno rendimento dentro de uns dos únicos laboratórios “sem ruído” do mundo, onde em ambientes protegidos da mínima influência do ambiente (como vibrações ou campos electromagnéticos) e “ultra-silenciosos”, agora podem fabricar com precisão à escala de um nanómetro.

No super centro, o trabalho prossegue em todos os âmbitos das necrotecnologias: investigação de base, tecnologias informáticas, manipulação atómica, nano-magnetismo, micro e nano fabrico, engenharia da vida, inteligência artificial… e naturalmente, a “Tecnologia Verde”. E na rotina quotidiana de gente de bem que faz um trabalho de bem, na indiferença de uma sociedade “pacificada”, continuam a investigar sobre a lenta e progressiva aniquilação do ser vivo.

Contra as nocividades e o tecno-científico existente.

Silvia Costa e Billy 

Janeiro de 2014

Actualização: as últimas informações indicam que a promotoria de Turim está a fechar as investigações para começar um julgamento contra Billy, Costa e Sílvia em Itália com as mesmas acusações pelas quais cumpriram a condenação na Suíça; no entanto ainda não se sabe nada preciso, mas pelo que parece o processo será levado a cabo.

Mais informação sobre o caso: Contradiccíon

Atenas: Atos de solidariedade para o 11 de Junho

Liberdade para xs que estão nas celas da prisão & gaiolas. Solidariedade com Marie Mason e Eric McDavid
Solidariedade com Marie Mason & Eric McDavid, lutadorxs presxs por libertação animal-terra (ALF-ELF)

No contexto do 11 de Junho, dia internacional de solidariedade com Marie Mason e Eric McDavid, anarquistas presxs nos EUA, e todxs xs anarquistas presxs a longo termo, uma faixa foi pendurada na rua Patission; na Escola Politécnica de Atenas, foi pintado um graffiti de solidariedade. Falou-se também sobre o mesmo assunto no ar, através de Ondas de Rádio de Expressão Subversiva 98FM, estação de rádio auto-gerida, em Atenas.

Anarquistas em solidariedade

Grécia: Solidariedade com Marie Mason, Eric McDavid e anarquistas presxs de longa pena

AAA
Patras: “11 de Junho, dia da solidariedade international com os presxs eco-anarquistas Marie Mason & Eric McDavid e todxs presxs anarquistas. Fogo nas prisões e gaiolas. Pela libertação total”

Respondendo à chamada internacional em solidariedade com Marie Mason, Eric McDavid e anarquistas presxs de longa pena, e a anteceder o 11 de Junho, foram colados cartazes para o caso dos dois anarquistas, mas também para a luta anarquista e libertação total, por companheirxs nas cidades de Tessalónica, Volos, Larisa, Mytilini, Kavala e na ilha de Creta.

Na cidade de Patras, foi colocada uma faixa no edifício Parartima (anteriormente ocupado por anarquistas, despejado em Agosto de 2013) como sinal mínimo de solidariedade para com Marie e Eric.

Na cidade de Tessalónica, na quarta-feira, dia 11 de Junho, pelas 12 horas, foi feita uma intervenção informativa de microfone aberto, no centro da cidade; pelas 19 horas, do mesmo dia, realizou-se um evento informativo, sobre o ALF e ELF e o caso específico de Marie Mason e Eric McDavid, na okupa Terra Incognita.

Contra o Estado e qualquer poder

Luta intransigente pela libertação total e a Anarquia

11 de Junho de 2014 – Dia internacional de solidariedade com Marie Mason, Eric McDavid, e todxs xs prisioneirxs anarquistas de longo termo

11 de Junho está a aproximar-se rapidamente. Revitalizando o dia de apoio aos eco-prisioneirxs, o Dia Internacional de Solidariedade com Marie Mason, Eric McDavid e xs Prisioneirxs Anarquistas de longo termo, nos últimos três anos, tem-se verificado uma grande torrente de apoio e amor com ambxs, Marie e Eric, em todos os cantos do mundo.

Significativamente, para lá do manancial de apoio tanto material como não material, assistiu-se à proliferação de ações de solidariedade em diversos contextos, espalhando o espírito e as contribuições das nossas lutas pelxs que o Estado tenta fazer desaparecer. A solidariedade internacional coordenada começou a florescer, com informações sobre prisioneirxs anarquistas e ambientais de longo termo, ultrapassando muitas barreiras geográficas e linguísticas.

Esses esforços tiveram efeitos bem visíveis na vida de Marie e Eric (e de muitos outros). A captação de recursos ajudou-xs a se manterem fiéis aos seus princípios vegan, os seus familiares e amigxs puderam visitá-lxs regularmente, mesmo encontrando-se a grandes distâncias, novas gerações de pessoas radicais em todo o mundo têm-lhes estendido a mão em solidariedade. Em resumo, o 11 de Junho tem sido muito bem sucedido a ajudar a manter Marie, Eric e muitos outrxs prisioneirxs anarquistas e ambientais de longo termo nos nossos corações e mentes e a conservá-los vivxs nas nossas lutas.

Mas este processo de lembrança – de “manter vivo” – é uma coisa complicada.

As nossas lutas e movimentos são frequentemente atoladas por uma falta de memória e uma falta de compreensão e conexão com o passado – como meio para dar forma as nossas ações no presente. Trata-se tanto de um produto da tecnoalienação da nossa época como de uma consequência da repressão tática pelas forças estatais. O Estado, por enquanto, tem a capacidade de sequestrar xs nossxs companheirxs e enterrá-lxs vivxs, forçá-lxs a definhar em aço frio e concreto décadas a fio. São arrancadxs das nossas comunidades, das nossas vidas. E em seu lugar fica um vazio doloroso.

O Estado, por sua vez, aposta na veracidade do velho ditado “o tempo cura todas as feridas”; está à espera que o vazío vá encolhendo e que vamos “esquecer”. Se o cativeiro for suficientemente longo, as ações dxs nossxs corajosxs companheirxs ir-se-ão diluindo no esquecimento da história – assim pensa o Estado – e nós, xs que cá fora estão, ficaremos sem a sua construtiva e amorosa presença nas nossas lutas. Devemos lutar contra esta tendência repressiva; nunca devemos esquecer.

Ao longo dos últimos anos tem-se assistido a um aumento acentuado de ações de defesa ecológica e de libertação animal, em todo o mundo. Nesta resistência, cada dia maior, é fundamental que se reconheçam as ações e lutas do passado, as ações e lutas dxs companheirxs a que infelizmente agora chamamos “prisioneirxs anarquistas de longo termo”. A continuação das suas lutas – a sua recordação ativa – deve ser mantida viva.

Com este fim, para o dia de 11 de Junho deste ano, está-se a fazer uma chamada específica. Enquanto nos últimos anos se tem destacado certos aspectos de apoio axs presxs a cumprir penas de prisão de longa duração (ou seja, apoio material, construindo vínculos internacionais, etc.), este ano queremos tornar isso explícito.

Como grupo organizador do 11 de Junho, temos usado o termo “recordação ativa” na descrição de um processo que consideramos crucial no apoio a presxs de longo termo. Ou seja, concluímos ser necessária não a comemoração passiva, “honrando e recordando” um conjunto de nomes, mas a ação no sentido de ligar as nossas relações com presxs anarquistas e ambientais de longo termo às nossas atuais lutas.

Marie e Eric, sendo o foco dos nossos esforços de organização do 11 de Junho, são ambxs dedicadxs vegans, aprisionadxs por atuação em oposição direta à destruição da terra. Num esforço para xs “lembrar ativamente” e para envolver ambxs com o presente, ligando-xs a uma continuação da sua luta, no presente, incentivamos as pessoas a relacionar os seus eventos de 11 de Junho com as lutas ecológicas e de libertação animal ativamente em curso.

Esta chamada não é prescritiva de modo algum; leia o que quiser com estas palavras e ponham-nas em ação como você e o seu grupo entenderem. Mas lembre-se, não estamos a chamar para uma expressão ritual de solidariedade, uma festa uma vez por ano, em que nós, por um instante, chamamos a atenção para xs capturadxs pelo Estado. Pelo contrário, a nossa chamada é para se viver a história dos nossos companheirxs presxs, para se levar os seus nomes, as suas ações e as suas lutas, para atacar o mundo que xs mantém presxs. A nossa é uma chamada à ação. 

Em solidariedade com Marie e Eric; com todxs xs prisioneirxs anarquistas de longo termo; em defesa da terra; até que todas as gaiolas fiquem vazias.

June11.org

Suíça: Comunicado de Marco Camenisch sobre a sua não libertação

YO661 (2)Princípios de Agosto de 2012
O director do matadouro de Lenzburg disse-me aos gritos, em Dezembro de 2012, que as autoridades executivas ZH lhe tinham pedido conselho/opinião sobre a liberdade condicional e que, por isso, tinha que saber se eu aceitaria “passos de diminuição do rigor” (de “ressocialização”), por exemplo autorizações de saída, trabalho externo, semi-liberdade, ou se a  minha posição era ”libertação oo nada”. Declarei que aceitaria bem tais passos.

19 de Novembro de 2012, 1. represálias/provocação ás visitas.
O director proíbe as visitas a uma companheira revolucionária comunista, de Zúrique, que me tem vindo a visitar há quase uma década na Suíça, apesar de “sempre” ter tido antecedentes de “delitos” políticos e, inclusive, ter vindo durante o seu período de detenção em liberdade vigiada, com a desculpa de ser uma condenação política a 17 meses de prisão a que teve, quando  lhe informaram que era definitiva em última instância (Tribunal Federal).

7 de Janeiro de 2012
Apressadamente, a representante das autoridades e o supervisor de Zurique evitam a “audiência legal” pelo que transgridem o TAR (Tribunal Administrativo de Revisão) que tinha decidido pela reapreciação da decisão anterior de não libertação condicional (veja-se a  minha informação da Sentença do Julgamento de  8.11.2012 do TAR de Zurique sobre a libertação condicional, de 25 de Novembro de 2012). Voltei a propõr a minha posição (impossibilidade subjectiva de uma recuperação da “luta armada”, necessidade/legitimidade da luta armada revolucionária).

Janeiro de 2013
Devido a esclarecimentos burocráticos sobre as visitas, uma “assistente social” do matadouro, de passagem, perguntou-me se eu estava informado da minha transferência. Após a minha negação acrescentou que era para suavizar o regime em vigor, para “medidas da sua diminuição, ressocialização” e que, mais adiante, informar-me-ia melhor.

28 de Janeiro de 2013, à tarde, 2. represálias/provocação ás visitas
As duas companheiras e os dois companheiros que esperavam para as visitas (uma companheira anarquista de Zurique, visitas desde há quase uma década, um companheiro anarquista de Turim, visitas desde há quase uma década, um companheiro e uma companheira mais jovens de Tesino, visitas desde há uns três anos) na entrada da prisão sofrem a emboscada de quatro polícias (três do cantão de Argovia e um, talvez, federal) com uma hora de revistas, também foram despidos. O companheiro de Turim, com a desculpa do FEM em Davos, teria a proibuição de entrar na Suíça durante dez dias, dos quais o 28.01.13 seria o último. Nunca chegou a receber uma notificação, não tinham podido enviar-lha, por falta de domicílio. Não se sabe, no entanto, que tipo de magia faz com que receba regularmente, a partir deste matadouro, a permissão de visitas que se deve mostrar obrigatoriamente à porta no momento da visita. Com a desculpa desta proibição, os polícias, cúmplices da prisão, não  permitem a entrada á hora das visitas que decorria entretanto (temos 2 horas de visita em cada semana). Às  outras três pessoas, se entendi bem,talvez eles possam informá-los melhor ou, se não, na primeira pessoa, a bófia extorquiu, chantageando com a cancelação total das visitas, já reduzidas a metade, os números e os conteúdos dos telemóveis. A visita seguinte de princípios de Fevereiro, confirmou-me um controlo “regular” â entrada, ainda mais “meticuloso” que o “normal”.

5 de Fevereiro de 2012
A partir das autoridades de Zurique, da primeira instância, recebo a segunda negação(de 1. Fevereiro de 2013) da liberdade condicional, “fotocópia” da primeira, mas como “motivação adicional” referem-se à “audiência” de 7 de Dezembro de 2012. No final, acrescentam que o matadouro de Lenzburg lhes pede conselho/opinião sobre a minha liberdade condicional a apresentar em Dezembro de 2013. Tradução: desnecessária. As fotocópias chegaram a vários/as compas na Suíça, para acesso público. Apresentaram-se os recursos e apelações do caso

Apesar deste objectivo imediato e parcial de todas as vossas estupendas iniciativas de solidariedade na luta não tenha sido  alcançado ¡ou que não o seja “nunca”!, o “ponto” central não é esse. Ainda que estas iniciativas sejam uma parte inseparável da luta social pela libertação total. Que nesta luta são eficazes para além dos seus objectivos e resultados específicos, imediatos e visíveis. Demonstram-no a repressão, as represálias e a fúria do inimigo, também e não por último quando te rebelas contra os seus reféns/presos/as de guerra pela libertação social. Que o inimigo nos combata, significa que na guerra pela libertação total estamos no bom caminho.

É guerra à guerra, à guerra perpétua, global e total pelo domínio, a exploração e a opressão! É uma guerra em que ainda mais do qualquer outro tipo de guerra se aplica: … nas coisas mais perigosas, como a guerra, os erros que provêem da bondade são justamente os piores
(Clausewitz)!

Não há contradição no facto de que a ternura, a bondade e o amor estejam entre as características e motivações centrais para cada guerreiro/a pela libertação total; mas não devem debilitar a lucidez, a resolução e a energia da luta mas sim fortalecê-las!

Com amor, determinação e solidariedade,
Marco Camenisch
matadouro de Lenzburg, Suiça, 10 de Fevereiro de 2013

em italiano, em alemão

Sociedade Morta – Dead Society (legendado em castelhano)

Sociedade Morta, de Thomas Toivonen (Dead Society em seu título original), aponta diretamente para o coração da situação em que estamos hoje. A conclusão? Estamos ferrados!

A cultura tecnológica de massa está matando o planeta e, se quisermos sobreviver, temos de olhar a raiz do problema.  Mas também descartar falsas soluções, como a tecnologia alternativa ou “verde”

O filme se passa sobre uma entrevista com John Zerzan, filósofo e autor anarco-primitivista, que traz sua perspectiva sobre o problema com a civilização e o que podemos fazer sobre isso. Segundo ele, é a realidade e não idéias que abrirão o caminho para uma mudança de paradigma. Sempre e quando se dá às pessoas uma alternativa.

No geral, o filme dura cerca de 55 minutos e é uma contribuição muito bem-vinda à longa coleção de filmes anarquistas-verdes.

“Acredito que deveria ser visto por quanto mais pessoas possível, especialmente aqueles que estão hipnotizados à causa da vida na louca máquina da civilização. É uma torta na cara, um abridor de olhos, um choque, mas ainda é muito inspirador.”

“Uma máquina não pode sentir. Nunca fica com raiva. Não tem sede ou necessidade de dormir. Nunca tem medo. Não está feliz nem triste. Por definição, está morta e uma sociedade que é construída com máquinas está morta também”.

Sociedade Morta

Parte 1: Continuar a lerSociedade Morta – Dead Society (legendado em castelhano)