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[Brasil] Biblioteca Kaos entrevista Rodolfo Montes de Oca acerca da situação que se está a viver na Venezuela

Mandando nosso salve e solidariedade com xs compas na Venezuela, publicamos uma entrevista realizada com Rodolfo Montes de Oca, publicada na Crônica Subversiva 1. Transmitimos aqui a disposição do Rodolfo para nos narrar os acontecimentos na Venezuela, e sobretudo a fortaleza de sua posição na luta pela liberdade.

Biblioteca Anárquica Kaos

[Entrevista da Biblioteca Anárquica Kaos com Rodolfo Montes de Oca]

Desde Venezuela, temos recebido a chamada dxs compas anarquistas para se falar e se posicionar sobre o regime ditatorial que confrontam lá. Além de convidar à leitura deste chamado e suas reflexões (que pode se ver na página de El Libertario) acreditamos que a melhor resposta é abrir as possibilidades para que xs compas possam compartilhar como está a situação no território controlado pelo estado venezuelano. De ai que surge a idéia de nos comunicar diretamente com o companheiro Rodolfo.
O contexto que mostra a entrevista, provoca pensar nos laços em tempos de luta generalizada, na diversidade de instintos de luta, nas diferentes estratégias e até posições que entrelaçam-se só ocasionalmente, e sobretudo na repulsa ao autoritarismo e ao monopólio do poder. Este tipo de eventos são momentos de aprendizagem e encontros com quem luta contra a autoridade. Historicamente xs anarquistas tem se envolvido neste tipo de situações procurando o caos, a revolta e a possibilidade do encontro com outrxs insubmisxs.
Desde a Biblioteca Anárquica Kaos esperamos colaborar difundindo a situação na Venezuela desde o olhar de um compa que tem dado grandes contribuições à memória e atualidade dos anarquistas e a anarquia.

B.Kaos: Inicialmente, para ter uma paisagem desde a qual vamos a falar, gostaríamos de saber um pouco do contexto atual na Venezuela e das posições anarquistas, libertarias, subversivas neste contexto.

Rudolfo: É preciso entender que, na Venezuela, os anarquistas enfrentam uma ditadura com fantasia de paisana mas, conformada por militares. É um cenário similar ao que tiveram que enfrentar os peruanos no governo de Alberto Fujimori, os guatemaltecos contra Jorge Serrano, ou os uruguaios contra Juan Maria Bordaberry. São governos que subiram ao poder mediante o voto, mas se desenvolveram em totalitarismos falhados. O governo de Nicolás Maduro não é muito diferente daqueles: eliminou as competências da Assembléia Nacional,  suspendeu o referendum revocatório contra seu mandato, as eleições regionais e municipais, as eleições dos centros de estudantes, sindicatos e conselhos municipais. Maduro militariza a sociedade, aplica detenções arbitrarias e julgamentos militares, obriga os funcionários a participarem dos atos governamentais, e aplica o sistema judicial de forma inquisitória contra os opositores. Se isso é uma ditadura, os anarquistas tem que se desvincular e se posicionar adversamente, ficar calado ou pensar que “isso não é com eles” é simples comodidade ou cumplicidade.

A presença das anarquistas nas mobilizações é  bastante modesta, sem a presença de bandeiras ou blocos delimitados com claridade, como o black bloc em outras latitudes. Aqui os anarquistas tem optado por se dissolver dentro da multidão, agindo como parte das dinâmicas de solidariedade que estão acontecendo, deixando de lado predicar o credo. No entanto, nas ruas se vêm pixos com frases libertarias acompanhadas do célebre (A), a na bola, e também alguns escudeiros punks que usam toda a simbologia vinculada à estética tradicional ácrata.

Existem outras agrupações como o Jornal El Libertario que tem difundido comunicados e tem tratado de dar cobertura informativa sobre a rebelião. Um desses comunicados faz um chamado para superar as direções da oposição para continuar avançando na luta e é isso mesmo que está acontecendo. A maioria dos protestos são espontâneas, sem direção, nem lideranças, as pessoas se convocam autonomamente  e fazem o que podem e como podem. Sem partidos, siglas, dirigentes nem programas.

Temos definido isso tudo como proto anarquismo da rebelião, que são essas dinâmicas horizontais  de ação direta que estão acontecendo de forma espontânea nas mobilizações. Esta situação não acontece não porque anarquistas tenham sido eficientes na promoção da idéia mas, por que a população intui que estas práticas são mais eficientes para confrontar o poder. Ver como as pessoas estão se organizando para hidratar e dar comida aos manifestantes, como se organizam em grupos de afinidade e gerem suas próprias equipes de proteção, entre mais outras coisas, evidencia que há um ninho de construção que os libertários deveriam aproveitar.

Uma das dinâmicas que tem se observado nos protestos, é a participação, cada vez mais decidida, de pessoas em situação de rua, elas estão participando porque não somente são bem recebidas mas também são alimentadas, vestidas, e se dá com elas um sentido de pertença que o Estado não dava para elas. Em poucas palavras, as políticas de nivelação, das que tanto se jacta o chavismo e seus seguidores, hoje é praticada e  desenvolvida pela multidão que é adversa a ele.

Em relação às acusações que fazem contra nós, nos chamando de “ultra conservadores” ou “de direita”, pelo geral não provêm do governo mas de grupos e individualidades relacionadas com o conceito de “poder popular” que estão dentro do ambiente libertário, isso que, nos livros de história, foi catalogado como plataformismo. No caso da Venezuela, este tipo de tendência auto denominou-se “anarcochavismo”, e desapareceu junto com seu principal referencial. O ultimo comunicado deles, da FARV, foi logo após da morte de Hugo Chávez. Desde então não se soube mais nada deles, há 4 anos.

B.Kaos: Muitos países atravessaram uma virada esquerdista que claramente foi assumida pouco acriticamente. Provavelmente só quem estava pela anarquia enxergava este cenário desde a posição de sempre: na total rejeição da dominação e autoritarismo. No caso da Venezuela o cenário está se exacerbando. Porém, vemos criticas com argumentos como corrupção  e demagogia, apelando ao carácter ruim do Governo e não questionando o próprio Estado. Na Venezuela, o  contexto evita ou dificulta manifestar posições anti-estatais? Ou, pelo contrário, o fim do Estado poderia ser uma critica fecunda nestes momentos?

Rudolfo: Tens razão ao afirmar que parte das críticas desde os jornais e publicações anarquistas apontam nos erros do Estado como se fossem um problema do governo, sendo que o erro radica no sistema de gestão capitalista extrativo e no Estado como ente articulador do saqueio.

No entanto, a consolidação do projeto bolivariano afiançou o estadismo na região, nesse sentido, ao existir um evidente fracasso do chavismo, essas críticas apontam ao Estado e isso, a mediano prazo, pode beneficiar à anarquia. Esse “sintoma” é comum nos países que passaram pelas experiências do socialismo real. Nestes países, as tendências anarquistas emergiram com certa beligerância logo após do fracasso dos modelos “marxista-leninistas”.

B.Kaos: Recentemente temos visto como vários protestos tem se desenvolvido em resposta às intenções de Maduro por ficar na presidência da Venezuela, pode nos contar sobre a galera nas ruas? como se articulam e convocam?
Que tipo de tendências e diversidades estão nas ruas? quais as posições anárquicas nesses protestos?

Rudolfo: As pessoas estão se mobilizando contra a instauração duma ditadura no século XXI, essa situação e o crescente autoritarismo tem gerado um despertar e as pessoas estão se  mobilizando contra isso. É por isso que temos definido essa etapa Rebelião Popular contra o governo de Nicolás Maduro, porque trata-se de uma multidão que está se manifestando, com diferentes táticas e estratégias, contra o devir autoritário.

São muitas as tendências e posições que participam nos protestos, desde partidos políticos social-demócratas, trotskistas, marxistas-leninistas, democratas, liberais, conservadores, religiosos, entre vários outros.

Mas, esses são irrelevantes, os que contam são as populações, os grêmios, os estudantes, as  rabalhadoras, jovens, desempregadas e rebeldes que estão participando, seguindo seus próprios instintos, e por fora de coordenações políticas como a MUD (Mesa da Unidade Democrática).
Isso ficou marcado, por exemplo, na extensão cronológica e geográfica da rebelião. Tem se registrado ao redor de 26 protestos diários, muitos deles sem chamadas de grupos políticos. Trata-se da gente, cansada e enjoada, participando mediante a ação direta.

É com essas ações espontâneas e descentralizadas com as que estão agindo os anarquistas da Venezuela. Elxs estão colaborando e radicalizando um desconforto não para que o governo caia mas para mudar tudo. Cada vez há mais jovens que enxergam com gosto o referencial
anarquista.

B.Kaos: Num momento onde há dezenas de mortos nos conflitos, nos perguntamos quem são estes mortos e foram mortos por quem? Temos assistido denúncias sobre pessoas atirando a queima roupa, este tipo de violência é recorrente?

Rudolfo: Hoje 9 de julho de 2017, são 100 dias de conflitos, até hoje, são mais de 92 mortos só no contexto dos protestos. Isso é quase um morto ao dia. Isso demonstra o uso desproporcionado da força contra os manifestantes.

As histórias das pessoas assassinadas são muito variadas mas todos eles são jovens, moradores das zonas populares, não afiliados com partido político nenhum, e todos eles participantes firmes dos grupos de defesa das mobilizações.

B.Kaos: Assim como nos interessa falar da repressão também acreditamos que é muito importante falar da resposta combativa nas ruas. Que tipo de ofensiva, ataque e resposta violenta tem os que estão nos protestos?

Rudolfo: O que tem se podido detectar nos protestos é que existe uma multiplicidade de tendências e táticas que os manifestantes estão usando. Trancar as ruas, reter os caminhões para deter o tráfico, atacar às instituições militares e ao sistema judicial, também há confrontos nas ruas, e defesa das pessoas que participam nos protestos, das agressões da Guarda Nacional (GBN) ou da Policia Nacional Bolivariana (PNB). Os jovens se organizam de forma descentralizada e usam estratégias e táticas que podem ser vistas em outras regiões do mundo.

B.Kaos: Quais são ás práticas de auto-gestão (informais) na procura de autonomia estatal que dão resposta ao Estado, neste contexto de restrições em vários elementos necessários para viver?

Rudolfo: São muito variadas, as pessoas estão se mobilizando e participando delas devido à conjuntura. Desde um retorno às pequenas hortas para a subsistência até as cooperativas de produção. No momento não existem experiências de toma de fábricas, mas elas tem sido experiências desfavoráveis. Está se convocando à uma greve geral indefinida para o 16 de julho, logo após o plebiscito. Vamos ver que acontece e se somos capazes de avançar na auto-gestão de meios e serviços.

B.Kaos: Também estamos curiosos por saber sobre as populações não ocidentais na Venezuela, quais suas formas de resistência e confrontação contra o Estado que sempre procura civilizá-las?

Rudolfo: Como afirmam, existe uma resistência dos povo indígenas originários desde o momento da colonização, essa capacidade de resiliência e persistência adquiriu várias formas ao longo do tempo e ainda está
presente. Nestes tempos, os povos indígenas estão mobilizados contra a indústria extractiva que tem sua expressão em projectos como a extracção de carvão mineral  na Serra de Perijá, ou o Arco Mineiro do Orinoco.

Uma linha de pesquisa interessante é a presença de valores e estratégias anarquistas nos povos de contato tardio, como os Yanomami e os Hoti, mesma situação que dos povos que tiveram um desenvolvimento antropológico com um devir  bastante libertário, como é o caso dos Piaroa e os Wotjuja.

Esse desenvolvimento nas margens das instituições ocidentais, não é produto da teorização dos povos mas duma prática coletiva e de adaptação ao meio ambiente que levou eles a se desenvolver duma forma bastante
anarquista.

B.Kaos: Tendo em conta que não respeitamos fronteiras porém elas nos são impostas pelos Estados, gostaríamos de saber como é a articulação com compas afins na região, com o norte do Brasil, as Guianas e Colômbia que imaginamos pelo idioma em comum deve ser maior.

Rudolfo: Embora vocês não acreditem, existem poucos pontes de afinidade com os companheiros/as na Colômbia ainda que compartilhamos uma historia e idioma comum, isso é produto do nocivo desenvolvimento de tendências afins ao “poder popular”, que ao final do dia, não é nem poder, nem é popular. Em relação à Guiana, não se tem noticias de contacto nenhum, os registros que se tem nesse país foram durante a existência da prisão da Ilha do Diabo. Existe um folheto que escrevi titulado “A conjura dos indomáveis” que podem revisar.

Nossos contatos e laços de amizade com o Brasil são mais sólidos, isto permitiu que pudéssemos participar no Forum Geral Anarquista e na Reunião da CRIFA que aconteceram em junho de 2017. Precisamos continuar construindo pontes de afinidade entre ambas as regiões. Aprender dos yanomami que são trans-fronteiriços, que vivem e celebram a liberdade em ambos os lados destas fronteiras fictícias.

B.Kaos: Finalmente, saber um pouco da situação dxs sequestradxs pelo estado e a posição anticarcerária.

Rudolfo: Na Venezuela há mais de 3000 pessoas detidas por terem participado nos protestos, destas, 1700 estão sendo processadas, destas últimas, 313 são civis detidos e passados à jurisdição militar sob a desculpa de uma “rebelião militar”. Além do mais das detenções, está se usando a tortura, o isolamento e a dispersão. Há presos por protestar que tem ordem de saída da prisão mas que não são liberados, estão sequestrados pelos organismos de segurança. Como vocês podem ver, a “revolução bolivariana” comporta-se como um governo militarista e como qualquer outra ditadura.

Em relação a minha posição anticarcerária, esta segue sendo a mesma que desenhei na minha juventude e que mantenho ao longo deste trajecto que chamamos vida: Abaixo os muros de todas as prisões!

Chile: Faixa solidária com os e as anarquistas da Venezuela

NEM DITADURA NEM DEMOCRACIA – FORÇA AOS/ÀS REBELDES NA VENEZUELA

A princípios do mês de Agosto, com os olhos postos na revolta contra a ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela, colocámos uma faixa solidária com os e as companheiras anarquistas do dito território. Enviamos força aquelxs que, a partir da sua autonomia, erguem posições libertárias contra todo o poder e que enfrentam nas ruas, com dignidade, a repressão estatal.

De algum lugar do território chileno
Biblioteca Anti-autoritária Libertad
Inverno, 2017

em alemão

[Chile] Repressão e revolta na Venezuela: Mão estendida ao/à companheirx, punho cerrado ao inimigo

Desde há mais de três meses que se estão a desenrolar protestos massivos contra o governo socialista de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Mais de cem mortxs e centenas de manifestantes detidxs e torturadxs às mãos da polícia venezuelana é o saldo atual da agitação nas ruas que tem ocupado a agenda política na região latino-americana e para além dela, inclusive.

O conflito social que se agudizou na Venezuela tem uma série de arestas, interessantes de abordar para todxs aquelxs a quem interessa propagar as hostilidades contra toda as formas de governo e poder. Podemos encontrar, entre elas, pelo menos duas variáveis:

1 – A hipocrisia dos Estados democráticos que através da Organização dos Estados Americanos pressionam para se intervir na Venezuela perante “as graves violações às liberdades das pessoas” por parte do governo. Como se nos seus próprios territórios, Estados como EUA, México, Colômbia e Chile existisse liberdade e respeito aquilo a que na linguagem do poder chamam “direitos humanos”.

2 – A campanha da esquerda internacional que, em apoio ao governo de Nicolás Maduro, cataloga xs manifestantes como simples titeres ou agentes que fazem o jogo dos interesses da oposição, principalmente a da direita, agrupada na Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Ambos os discursos interactuam no conflito – tentando modelar a opinião sobre o que estará a ocorrer na Venezuela – dentro e fora das fronteiras do país.

Para nós, o que nos parece importante é estender uma mão de solidariedade (ainda que seja à distância) aquelxs companheirxs anárquicxs/ anti-autoritárixs que nas ruas estão a tomar parte no combate contra o governo.

Lado a lado com milhares de jovens que se levantaram, decidindo não serem apenas espetadorxs do que sucede perante os seus olhos,  passando à ação ofensiva contra a polícia, os quartéis e tudo o que cheire a governo e repressão.

É um facto que a revolta em curso não tem uma notória projeção anti-estatal. Também é verdade que nas ruas se encontram uma diversidade de posicionamentos e discursos. Mas também é um facto concreto – como companheirxs anárquicos já assinalaram na Venezuela – que grande parte da juventude e das pessoas que saem à rua a atirar cocktails molotov à polícia e que queimam quartéis e edifícios do governo, não formam nem lhes interessa formar parte da Mesa de Unidade Democrática nem da oposição política oficial de direita.

Trata-se de uma rebelião que se prolongou por mais de três meses e cuja “condução” não pode ser atribuída à direita, tratando-se antes de vontades diversas, em muitos casos jovens sem partido algum.

Estamos em sintonia com aquelxs que a partir da autonomia e do calor das barricadas e cocktails molotov estão a propagar ideias anti-estatais/anti-autoritárias, na conjuntura específica de luta contra o governo atual.

No território devastado pelo Estado Chileno, companheirxs anárquicxs têm participado – ao longo das décadas mais recentes – em manifestações massivas, ao lado de movimentos sociais com os quais temos maiores afinidades, sempre com o objetivo de ir em busca e de gerar possibilidades para atacar a polícia e propagar a destruição da infra-estructura urbana do capital e do poder.

Pela nossa experiência, sabemos que na luta nas ruas nem sempre temos ao lado pessoas completamente afins – mas temos sempre presente, de forma clara, quem são xs nossxs irmãos/irmãs e cúmplices, com xs quais compartilhamos objetivos em comum, transbordando os limites dos protestos que procuram trocar uma lei por outra, um governo por outro, um tipo de Estado por outro, etc.

Com propaganda, com organização, com fogo e gasolina, a liberdade vai abrindo etapas nas nossas vidas. Não há outra forma.

Como anárquicxs anti-sociais não nos interessa saudar o “povo” ou “xs pobres” da Venezuela. A nossa fraternidade e solidariedade está com xs anárquicxs e xs rebeldes autónomxs levantadxs na rebelião da Venezuela, xs quais apesar dos assassinatos, dos encarceramentos e das torturas dos governos socialistas, continuam a lutar e a incendiar a realidade com a cabeça erguida e fogo nas ruas.

NEM ESQUERDA NEM DIREITA!
NEM DEMOCRACIA NEM DITADURA!
CONTRA TODOS OS GOVERNOS!
PROCURA QUE VIVA A ANARQUIA!

em espanhol

Frankfurt, Alemanha: Ataque incendiário a um veículo da empresa de segurança Bosch

Na noite de segunda-feira, 4 de Agosto de 2014, realizámos um ataque incendiário contra uma viatura da empresa de sistemas de segurança Bosch.

Primeiro, porque a expansão da arquitectura de segurança garante às autoridades uma  tranquilidade enganosa; depois, porque permite ganhar muito dinheiro com o medo. E a empresa Bosch está completamente metida nisso. É típico que gostássemos de dar mais exemplos destas situações: é por esta razão que se realizou a ampliação da segurança do metro em São Paulo (Brasil) e que outrxs tiveram o mesmo alvo em Berlim; também já se tinham realizado outras ações, a propósito do funcionamento de uma câmera de vigilância no Carrefour de Connewitz.

Com a nossa acção, gostaríamos de expressar a nossa solidariedade com a luta dxs presxs na Grécia, contra a tortura e as condições prisionais. Muita força aos/às lutadorxs, tanto lá como aqui.  

Liberdade e felicidades para Bernhard Heidebreder na Venezuela, Nikos Maziotis na Grécia e todxs xs outrxs.

Justamente porque com isso passamos à ofensiva, fazemos uma chamada às  manifestações anti-capitalistas que se aproximam já, quer seja aqui ou noutro sítio algures: Destroika! 

francês