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República Checa: Rede de células revolucionárias (SRB) – ‘Chamada para a luta: Saboteie as Atividades desses Bastardos!

Demos-nos conta que a campanha repressiva sobre o movimento anarquista não tem fim. Exemplos suficientes disso são: A operação Fénix,o caso na república checa, o caso do Warsaw 3, acusações do assalto a banco em Aachen, tribunais com rebeldes contra a Cimeira do G20 em Hamburgo e outros casos.

Polícias, juízes, acusadores do ministério público. Eles são assombrados, aprisionados, surripiados e manipulados. Isto constitui um desafio para todas as células revolucionárias e outros grupos e indivíduxs. Saboteie as atividades desses bastardos. Dê-lhes a volta no terreno, tecnologia e estruturas. Organize a resistência. Apoie os fugitivos e os seus entes queridos.

O que nos anda a destruir só se deterá através da luta.

O objetivo é claro= Liberdade, justiça, anarco-comunismo.

Network of Revolutionary Cells (SRB)

em inglês

[República Checa] Texto do companheiro anarquista perseguido da Anti-Fénix, Lukáš Borl

Todo o poder para a imaginação?

Quando extensas greves e motins de trabalhadores e estudantes ocorreram em França, em 1968, um dos slogans daquela época era: “Todo o poder para a imaginação”.
A polícia checa e os tribunais têm agora a sua própria interpetação deste slogan: afirmam a sua autoridade através da promoção da sua própria imaginação.

Quando a polícia pretendeu um mandado de prisão – contra mim – os motivos alegados para isso eram apenas declarações especulativas e um monte de aleatórios disparates. Isso, obviamente, foi o suficiente para obter o mandado. Torna-se mesmo assustador o quão poderosa a sua imaginação pode ser.

Encontra-se escrito em alguns documentos: “Lukáš B. não tem residência permanente na República Checa. Com base na actual investigação, aclarou-se que, de Outubro de 2015 até Dezembro de 2015, se encontrava a movimentar-se, no território da república eslovaca,nos arredores da cidade de Žilina. Depois, em Abril / Maio, estava a mudar-se para a Eslovénia, nos arredores da cidade de Ljubljana.

Dali saíu – o mais provável para a Holanda – acompanhado de (nome da pessoa).
Depois foi descoberto que, no início do verão (junho de 2016) Lukáš Borl tinha participado numa reunião secreta dos defensores dos direitos dos animais, Frente de libertação animal (ALF), que aconteceu em França, nos arredores de Marselha, sob o nome RAT ATTACK [ATAQUE DE RATOS]. A partir da comunicação descoberta tornou-se claro que Lukáš B. planeia viajar ao longo da costa de Itália e França até a fronteira da Bélgica e Holanda, onde é suposto ter um emprego – fotografando para uma revista sobre migração. Especial da pesquisa pessoal: cabelo castanho, barba, 8-10 rastas na cabeça, 15-20 cm de largura.”

Que tipo de investigação pode levar a escrever tal absurdo? Em toda essa construção há apenas uma afirmação verdadeira – naquele momento não tinha realmente residência permanente na República Checa. Que espécie de polícia  pode ter na comunicação “descoberto” se deduzir declarações absolutamente falsas? Aparentemente, toda a investigação e comunicação “descoberta” ocorreu apenas nas cabeças das chefias da polícia. Apenas uma excogitação casual, tal como lhe poderemos chamar. Claro, a polícia vai pensar num nome melhor para o que fazem, simplesmente porque não é tático em absoluto admitir que a autoridade deles se baseia em excogitação e incapacidade de investigação.
Lukáš Borl
antifenix.noblogs.org

Notas de Contra Info:

No dia 28 de Abril de 2015, Lukáš foi um dos muitos anarquistas presos na operação policial Fénix. Foi libertado, após dois dias de prisão, mas outros três anarquistas permaneceram em prisão preventiva desde então (após um ano ainda havia um companheiro em custódia, à espera de julgamento).

Nos meses seguintes, Lukáš encontrava-se sob vigilância da polícia secreta. Sob a pressão das preocupações também poderia acabar na prisão, pela sua atitude e atividades anarquistas, decidindo, assim, passar à clandestinidade.Depois disso o lugar onde se encontra é desconhecido. Mas ainda publica textos em que sublinha a sua vontade de permanecer parte do movimento anarquista e das suas atividades.

A 4 de Setembro de 2016, Lukáš Borl foi preso pela polícia em Most e depois levado a prisão preventiva, em Litoměřice. Acusam Lukáš pela fundação, apoio e promoção de um movimento destinado a reprimir os direitos humanos e as liberdades.

O companheiro foi libertado sob fiança a 13. 4. 2017. Significa isso que vai aguardar o julgamento fora dos muros da prisão.

em inglês

Atenas, Grécia: Gesto de solidariedade para com xs 6 compas recentemente presxs em Itália e Lukáš Borl na República Checa

uroborusComo gesto de solidariedade para com xs companheirxs recentemente presxs em Itália e na República Checa, colocámos uma faixa no centro de Atenas [no dia 12 de Setembro de 2016] onde se pode ler: “Ataque armado até ao esmagamento da civilização do Poder & execução; para todxs xs irmãos/irmãs anarquistas em cativeiro; para todos os nossos momentos roubados. Solidariedade e cumplicidade com xs anarquistas recentemente presxs em Itália e na República Checa “.

União de individualidades anarquistas Uroborus

em inglês

[República Checa] Chamada internacional de solidariedade com anarquistas represaliadxs na operação “Fénix”

Nos dias 2 e 3 de Agosto de 2016, pelas 09:30 no Tribunal de Praga (Městský soud v Praze) terá lugar a audiência judicial dxs anarquistas acusadxs de um ataque terrorista na fase de preparação – um plano iniciado pelos dois agentes infiltrados.

Agradecemos todas as formas de apoio.
A solidariedade é a nossa arma!

Nota: Em Abril de 2015, o Estado checo lançou uma campanha repressiva sob o nome de “Operação Fénix” visando o movimento anarquista ativo no seu território. Invasões de casas de lutadorxs, prisões, pertences pessoais confiscados, parentes e amigxs dxs detidxs perseguidxs e processos acusatórios cozinhados em esquadras policiais. Onze lutadorxs foram presxs como resultado desta operação, dos quais quatro foram enviadxs para prisão preventiva na República Checa, enquanto aos/às restantes foram dadas condições de fiança restritivas. Martin Ignačák, que é acusado de planear um ataque a um comboio de transporte de equipamento militar, foi de fato preso por agentes do governo que se infiltraram nos círculos anarquistas e que indicaram a meta juntamente com os planos para realizar tal ataque. Martin já passou mais de 14 meses na prisão à espera de julgamento; no entanto a vingança do aparelho de Estado contra o companheiro continua, com assédio constante dos seus familiares e as solicitações para substituição da prisão preventiva por condições de fiança negadas, além das condições debilitantes na prisão. Para resistir a isto, Martin realizou uma greve de fome desde 9 de Junho de 2016, usando o seu corpo como barricada contra o estatuto de excepção a que está submetido – a greve de fome entretanto foi terminada a 22 de Junho.

Atualizações: antifenix.noblogs.org