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[prisões gregas] Pola Roupa, companheira da Luta Revolucionária, sentenciada a prisão perpétua mais 25 anos

[A sentença refere-se a um ataque explosivo ocorrido 10 de Abril de 2014 contra a sede do Banco da Grécia, em Atenas]

O Tribunal impôs uma sentença de prisão perpétua mais 25 anos à companheira Pola Roupa, adotando a proposta de sentença do acusador do ministério público Drako. A sentença de prisão perpétua a que o companheiro Nikos Maziotis foi condenado, em 2016, pelo mesmo ataque não é apenas uma vingança radical contra os dois rebeldes não arrependidos e coerentes que não foram entregues à prisão em 2013 no final do primeiro julgamento da Luta Revolucionária – entraram na clandestinidade a fim de continuar as ações da Organização. Isso prova, de acordo com os argumentos do acusador Drako, a periculosidade das ações da Luta Revolucionária como um meio de minar e derrubar a economia e o Estado.

Recordemos que o acusador Drako afirmou no seu discurso que o ataque ao Banco da Grécia poderia causar o colapso do prédio e que, se o prédio tivesse entrado em colapso, o sistema financeiro e a economia do país entrariam em colapso.

A sentença de prisão perpétua para Roupa, tal como para Maziotis, confirma do lado do inimigo, isto é, do Estado, a correção da estratégia da Luta Revolucionária, que considerava que os principais golpes em estruturas-chave de um sistema já enfraquecido em crise poderiam causar o seu colapso.

Solidariedade à Luta Revolucionária

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Atenas, Grécia: Relato do julgamento e sentença do companheiro anarquista Marios Seisidis

O anarquista Marios Seisidis foi absolvido de seis dos assaltos de que tinha sido acusado, mas foi declarado culpado do assalto bancário na rua Solonos e de três acusações consecutivas de “tentativa de homicídio” (relativas ao guarda do banco e dois agentes da polícia).

O companheiro foi condenado a 36 anos de prisão, no total. O tribunal não aceitou o pedido do advogado de defesa para se obter uma suspensão da pena até ao julgamento em segunda instância nem aceitou qualquer circunstância atenuante. Mais uma vez as táticas vingativas do sistema judicial contra Marios Seisidis foram mais do que óbvias.

Foi encorajador que companheirxs estivessem presentes em grande número na sala de tribunal, onde se protestou da decisão do tribunal com palavras de ordem contra os juízes.


O que é um crime de assalto a banco comparado com o crime de o terem fundado.
Bertolt Brecht

Os bancos são armas de destruição massiva, todos aqueles que tenham essa função são terroristas no verdadeiro sentido do termo. Pela sabotagem do existente por todxs xs que não receiam rejeitar a segurança a que nos condenam e de se aventurar no desconhecido.
Anarquistas em Londres

Via 325 em inglês

Espanha: Reduzida a 4 anos e meio a sentença de Francisco Solar e Mónica Caballero

No dia 19 de Outubro teve lugar a sessão de análise do recurso referente à pena de 12 anos a que condenavam os anarquistas Francisco Solar e Mónica Caballero pela explosão na Basílica del Pilar, em Outubro de 2013.  O argumento da defesa baseava-se em vários pontos, destacando-se os seguintes:

· Falta de imparcialidade do tribunal que os julgou.
· Falta de provas categóricas.
· Abater a figura penal de “danos terroristas”, ao não resultar afectados bens artísticos, nem culturais ou históricos.
· Mudar a acusação de “lesões terroristas”, já que em todo caso deveria considerar-se como uma “falta”.
· Desproporcionalidade das condenações que foram atribuídas em primeira instância.

Hoje, a 16 de Dezembro de 2016, foi tornada pública a resolução do Tribunal Supremo, na qual se reduz a sentença dxs nossxs companheirxs a 4 anos e meio de prisão para cada, além de 143.317 euros na qualidade de indemnização pelos danos causados. Tendo em conta que já cumpriram três anos de prisão, restar-lhes-iam cumprir um ano e meio nas jaulas do estado. Mas há a possibilidade de serem expulsos para território chileno, visto serem estrangeiros, ficando em liberdade antes de cumprirem a pena, visto esta ser inferior a 6 anos.

A nossa alegria é imensa mas não completa pois já passaram três longos anos nas garras do inimigo sem os podermos abraçar. Até ao momento de os vermos de novo em liberdade e depois disso também continuaremos  a lutar contra o confinamento, o Estado e a dominação, já que o amor a nossxs companheirxs é tão grande como o ódio a quem xs encerra.

Morte ao Estado e Viva a Anarquia!
Queremos-los livres! A todxs!

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[Prisões chilenas] Sentença contra a companheira Natalia Collado

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Tato condenada a 3 anos e 1 dia de prisão e a uma indemnização à Subus no valor de 86 milhões de pesos.

Como já se antecipava, hoje ao meio día estava tudo disposto no “centro de justiça” para ser celebrada a condenação da nossa companheira Tato. Como já é habitual nos finais de julgamento (sobretudo quando o inimigo tem algo para festejar), o ministério público e os tribunais tinham reservado um lugar preferencial à imprensa, que se encarregaria de converter esta “condenação exemplar” num espectáculo para a cidadania. O que todos esses sádicos mórbidos não sabiam é que Tato não se prestaria para esse jogo mediático e não assistiria à audiência onde se ditaria a sentença.

Cabe mencionar que um dos motivos pelos quais ela não se apresentou – além da sua vontade de iludir o espectáculo – foi pela sua defesa, a qual solicitou hoje uma transferência ao hospital penitenciário para um exame médico completo pois há cerca de 10 dias que – devido a toda a agitação e stress do seu julgamento – é portadora de um desconforto gastro-intestinal grave.

Nos próximos dias informar-se-à sobre possíveis apelações e sobre o seu estado de saúde.

A multiplicar os gestos de amor, solidariedade e revolta!!!

Tato na rua ou onde queira, quando queira, só ou com quem queira!!!