Arquivo de etiquetas: AS2 de Ferrara

Prisões italianas: Ação do compa Alfredo Cospito em solidariedade com a Conspiração das Células de Fogo

A 30 de Agosto o preso anarquista Alfredo Cospito destruíu os vidros das divisórias da sala de visitas da secção de alta vigilância AS 2 da prisão de Ferrara, em solidariedade com xs presxs da CCF, recentemente condenadxs a mais de cem anos de prisão cada um/a por intenção de fuga das prisões de Koridallos. Segue-se o comunicado do companheiro:break1

Hoje, 30 de Agosto, passados quase quatro anos da minha detenção, quis celebrar o aniversário, oferecendo-me a destruição dos painéis da sala de visitas. Esta ação é a minha contribuição à solidariedade revolucionária com os meus irmãos e a minha irmã da CCF-FAI/FRI, condenadxs no enésimo julgamento a mais de 110 anos cada um/a pela tentativa falhada de fuga da prisão. O preso anarquista não é nenhuma bandeirazinha nem muito menos é necessário que se construa um monumento à sua volta, às vezes é um pedaço do nosso coração, às vezes não….de qualquer maneira continua a lutar, vivendo… Não há necessidade de o recordar, mas de o reivindicar, libertá-lo, ainda que ao fim e ao cabo também o possa fazer por si mesmx  porque pela sua natureza não pertence a nenhum rebanho…

Viva a FAI/FRI
Longa vida à CCF

em espanhol

Ferrara, Itália: Anarquista Michele Fabiani em liberdade

loboNa sexta-feira, 30 de Outubro de 2015 , foi libertado da secção de alta segurança da prisão de Ferrara, em fim de pena, o companheiro anarquista Michele Fabiani.

A 10 de Julho de 2014, Michele Fabiani tinha sido enviado para a prisão de Ferrara para cumprir um ano e quatro meses, o resto da pena pela condenação a 2 anos e 3 meses que lhe coube a 13 de Fevereiro de 2013, no âmbito do processo pela Operação Brushwood. Encontrava-se em regime de Alta Segurança 2.

A “prisão dura” de Ferrara, onde se encontram ainda encerrados outros compas anarquistas sob o regime de Alta Segurança 2, é um emblema da lógica repressiva e punitiva da máquina do Estado, reguladora e opressora. Os companheiros Michele Fabiani, Adriano Antonacci, Francesco Sala, Graziano Mazzareli, Lucio Alberti, Nicola Gai e Alfredo Cospito lutaram (e ganharam) contra as novas restrições à hora de pátio e à sociabilidade, decididas pelos carcereiros, em Janeiro de 2015.  Depois disso sucederam-se castigos e isolamentos mas a sua luta em unidade e a libertação recente de Michele Fabiani são já outras vitórias.

Fogo a todas as prisões!
Morte ao Estado e viva a Anarquia!

Itália: Atualização da seção AS2 da prisão de Ferrara

Domingo, 1 de Março de 2015

Enviamos uma breve atualização para completar a sequência dos acontecimentos.

A 28 de Fevereiro, Alfredo regressou do isolamento. No mesmo dia, Graziano foi transferido ao isolamento.

Isto é a consequência de um relatório disciplinar que todos (Adriano, Fra, Graziano, Lucio, Michele, Nicola) recebemos nos dias seguintes ao nosso protesto. Somos acusados ​​de ter insultado os guardas, nos dias 13, 14 e 15 de Fevereiro, e de, oiçam esta, “desordens e distúrbios” (artigo 77 do regulamento para a execução das sanções penitenciárias).

Uma acusação generosamente forte, da qual não podemos deixar de estar orgulhosos. Portanto, após o usual “procedimento sumário” – ou seja, a reunião do conselho disciplinar, consistindo no diretor, chefe da guarda, médico e vários cabecilhas da prisão – condenaram-nos a todos a 15 dias de “exclusão de atividades comuns”. A punição terá lugar quando e como seja mais conveniente para a logística da prisão. Desconhecemos se vamos ser levados para células de confinamento solitário a cada 15 dias, um de cada vez, mas sabemos que, nos próximos meses, cada um de nós vai acabar por permanecer duas semanas na prisão disciplinar.

Entretanto Gianluca e Franco foram transferidos da prisão de Alessandria para aqui. Assim, no momento, estamos nove em seis celas.

Um abraço a Graziano!

Os companheiros anarquistas da seção AS2 da prisão de Ferrara.

Francesco Porcu
Gianluca Iacovacci
Lucio Alberti
Graziano Mazzarelli
Francesco Sala
Adriano Antonacci
Alfredo Cospito
Nicola Gai
Michele Fabiani

Casa Circondariale, via Arginone 327, ΙΤ-44122 Ferrara (Itália)

em grego | inglês

Prisões italianas: O anarquista Alfredo Cospito em isolamento

Após uma comunicação telefónica a 13/2/2015 com um dos companheiros que se encontram na ala de Alta Segurança 2 da prisão de Ferrara (AS2), tomamos conhecimento de que o anarquista preso Alfredo Cospito tinha sido posto em isolamento, após uma altercação com um carcereiro. A medida de isolamento punitivo (ordem penitenciária 14bis) tinha sido aplicada dois dias antes, tendo também outro companheiro sofrido um aviso disciplinar relacionado com o mesmo incidente. Os restantes presos na AS2 estão a protestar e a tentar seguir com a sua mobilização, até que seja levantada a medida de isolamento que impuseram a Alfredo.

A 14 de Fevereiro fez-se saber que Alfredo tinha sido transferido imediatamente para outra ala da prisão de Ferrara e que não tem contacto com outros presos – nem com os do AS2 nem com os das outras alas. Os restantes companheiros, presos na AS2, viram suspenso o direito à socialização e encontro entre si.

Atualizações à medida que chegarem.

espanhol | grego | inglês

Itália: Concentração junto à prisão de Ferrara – 25/01

Contra a prisão como instituição repressiva e modelo social.
Solidariedade a todxs xs companheirxs presxs.

A prisão sempre foi um verdadeiro laboratório para o Poder construir e experimentar modelos de controlo social. O paradigma arquitectónico e disciplinar das Escolas, fábricas e hospitais passa pelas prisões. A intenção sempre foi a de acumular corpos, prerrogativa indispensável à de acumular capital. Isto implica um controlo e uma repressão exercidos continuamente a diversos níveis e que evoluíram com o tempo. Entre as últimas evoluções da tecnologia coerciva podemos recordar a reforma da diferenciação prisional – da qual a região de Emilia Romaña é promotora – e a extensão do 41bis (delito associativo, antes só para mafiosos) também a presxs políticxs. Por um lado, constrói-se uma perigosa “zoologia do delinquente”, onde se encerra a parte da população que não é compatível com a “norma”, considerada mais importante que o indivíduo. Por outro lado, trata-se de uma intensificação da repressão sobre todas as forças reais de mudança social- a lutar contra a exploração do homem pelo homem- e sobre o planeta. Se antes a prisão criminalizava a luta política, agora converte-a em terrorismo. Ser etiquetadx como terrorista nunca foi tão fácil.

A “prisão dura” de Ferrara, onde se encontram encerrados compas anarquistas sob o regime de Alta Segurança2, representa um dos emblemas desta lógica repressiva e punitiva. Consideramos necessário assinalar e denunciar a máquina do Estado, reguladora e opressora. Também consideramos necessário expressar a nossa mais calorosa solidariedade com os companheiros Michele Fabiani, Adriano Antonacci, Francesco Sala, Graziano Mazzareli, Lucio Alberti, Nicola Gai e Alfredo Cospito. Tem sentido mencionar aqui que precisamente nestes dias, os compas lutaram (e ganharam) contra as novas restrições à hora de pátio e à sociabilidade, decididas pelos carcereiros de Ferrara.

A nossa solidariedade vai também para xs compas processadxs – relacionando-xs às sabotagens de Dezembro na linha de alta velocidade – em Bolonha. Lutamos também contra todas as formas de denúncia e infâmia, inevitáveis acompanhantes da repressão do Poder.

25 de Janeiro, às 15:30 horas: concentração junto à prisão de Ferrara (estrada Arginone).

fonte informa-azione

espanhol

Roma, Itália: Dois companheiros detidos acusados sob a lei antiterrorista

dust-bathNa quinta, 19 de Setembro, esquadrões de ROS (carabineiros das forças especiais) invadiram as casas de quatro jovens na zona de Castillos, apreendiram objetos pessoais e arrestaram o Adriano Antonacci e o Gianluca Iacovacci. Aos dois compas se quer atribuir ações assinadas com diversas siglas, encontrando-se, agora, em confinamento solitário nas prisões romanas. O artigo utilizado desta vez é o 270 bis do Código Penal no combate ao terrorismo que diz “Associação para fins de terrorismo, também internacional, ou da subversão da ordem democrática”.

A cerca de um mês dos protestos planeados para Roma e no resto do país, a maquinaria repressiva foi posta em marcha desencadeando a tormenta habitual dos meios de desinformação e do alarmismo preventivo. Os dois jovens, que da mesma forma que os restantes milhares de habitantes de Castillos Romanos estiveram na rua para se mobilizar contra a exploração do território, somente dentro de alguns dias poderão ver os seus familiares.

À espera de mais informação, convidamos-los a que atuem em solidariedade com os presos, para que estes não se sintam sózinhos.

Terrorista é quem, diariamente, coloca em risco a saúde de milhares de pessoas para a construção de pequenas e grandes obras de lucro,que explora todos os dias milhares de pessoas no trabalho, quando apenas algumas poucas famílias podem fazer face às despesas,aqueles que reprimem e matam nas ruas e bairros impunemente, que estão a colonizar e a destruir cada vez mais os nossos territórios em nome do deus dinheiro.

A nossa arma é a solidariedade.
Todos/as fora das prisões.
ADRIANO E GIANLUCA LIVRES AGORA!

Companheiros/as e amigos/as de Castillos Romanos

Atualizações:
9 de Outubro: Adriano Antonacci, compa preso em Setembro passado en Roma, foi tranferido ao módulo de Alta Segurança 2 da prisão de Ferrara, que se confirma como espaço para encarcerar os/as prisioneros/as anarquistas à espera de julgamento. Não se têm, todavia, atualizações sobre a possível transferência de Gianluca Iacovacci, compa detido durante a mesma operação repressiva.

Esta é a sua nova direção:
Adriano Antonacci
CC di Ferrara Via Arginone 327 44122 (Itália)

2. A 22 de Outubro de 2013, tomámos conhecimento de que Gianluca Iacovacci, detido em Setembro ao mesmo tempo de que Adriano Antonacci, foi transferido da prisão romana de Regina Coeli para a de Alessandria-San Michele, onde também há um módulo de alta segurança 2, e nele se encontram detidos outros compas anarquistas. Provavelmente a transferência deve-se à proibição de comunicação entre ele e Adriano.

Para lhe escrever:
Gianluca Iacovacci
Via Casale 50/A 15122 San Michele (AL) Italia.