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Brasil: Contra a “Operação Erebo”

Recebido a 26/10/17

A polícia deflagrou a chamada “Operação Erebo”, com o intuito de perseguir anarquistas em Porto Alegre, região sul do território dominado pelo Estado bra$ileiro. Essa operação tem por objetivo prender anarquistas supostamente envolvidos em atividades informais desde 2013.

Sobre o caso, não precisamos falar mais do que o necessário:

NÃO FALAMOS A LÍNGUA DO INIMIGO

Não se trata de pessoas “culpadas” ou “inocentes”, muito menos se estavam “certas” ou “erradas”. A moralidade é a língua dos tribunais. Somos contra todas as leis, pois sua natureza opressora serve apenas para manter a “ordem e progresso”, responsáveis pela miséria humana. Estamos contra as prisões e consequentemente não colaboramos para preencher os depósitos humanos. Nós apoiamos com força total xs 10 anarquistas perseguidxs pela máquina genocida do Estado.

NÃO ACREDITAMOS NO ESPETÁCULO MIDIÁTICO

A mídia como sempre se aproveitou do episódio para armar seu espetáculo. Todas as notícias tentam caracterizar xs anarquistas perseguidxs como um único grupo a fim de dar credibilidade para o verme Paulo Cesar Jardim e seus cães da Delegacia de Polícia Civil. O momento da putrefata nação é delicado e está mais que explícito o interesse político da imprensa, ao qual desprezamos completamente.

NÃO CONSEGUIRÃO PRENDER UMA IDEIA!!!

Nem uma, nem mil operações policiais serão capazes de interromper a luta pela liberdade. A anarquia surge nas brechas do autoritarismo e do domínio tecnológico, sendo essa uma paixão muito mais forte do que qualquer cela.

PELA LIBERDADE TOTAL!!!
ESTAMOS EM TODO O LUGAR!!!

[Chile] Acerca das detenções em espaços anarquistas no Brasil e pela internacionalização da ofensiva anarquista no cone sul

SOLIDARIEDADE É AÇÃO!

A polícia civil do Rio Grande do Sul invadiu, na madrugada de 25 de Outubro de 2017, espaços e lugares anarquistas – no contexto duma investigação por ataques contra bancos, esquadras da polícia, empresas, automotoras e sedes de partidos políticos, realizados por grupos anárquicos, nos quatro últimos anos, em Porto Alegre.

Tudo isto ocorre na véspera da 8ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre – cuja abertura seria a 27 de Outubro –  e que foi suspensa até novo aviso, face aos acontecimentos.

Operação Erebo, é este o nome dado ao novo golpe repressivo contra companheirxs anarquistas. Erebo (negrura) era um deus primordial da obscuridade e sombra, na mitologia grega.

Tudo isto se desenrola, segundo a repressão, no âmbito de uma investigação iniciada há um ano – acerca de um ataque a um veículo nas proximidades de um quartel policial – investigação que contemplaria mais de trinta suspeitxs, entre xs quais e segundo palavras do Director da Polícia Metropolitana (Fábio Motta), se contariam pessoas do Brasil, Chile, Bolívia e França. Estas pessoas, segundo declarações na imprensa do chefe da Polícia Civil (Emerson Wendt), conformariam uma organização que se posiciona “contra toda a forma de poder, controlo e moral existente na sociedade”.

A repressão exercida pelos bastardos é do mesmo tipo que noutros operativos repressivos já feitos sentir na região do cone sul* – tal foi o caso da Operação Salamandra (“Caso Bombas”, Chile, 2010) ou da repressão contra meios anarquistas na Bolívia, em Maio de 2012 – confiscando livros, máscaras, folhetos, cartazes, computadores e, particularmente neste caso, uma grande quantidade de eco-tijolos, apresentados pela polícia como bombas molotovs.

As acusações levantadas pela repressão incluem intenção de homicídio, organização criminosa, formação de gangues e danos a património público com material explosivo.

Por seu lado, a imprensa corporativa local desenvolve o seu papel de colaboração miserável – de forma a validar e justificar a operação repressiva. Num dos noticiários, um repórter exibe nas mãos (sem luvas) uma das provas que considerava mais evidentes para dar conta da periculosidade do suposto grupo criminal: um exemplar do livro “Cronologia da confrontação anárquica”, que recompila ações diretas levadas a cabo no território dominado pelo Estado do Brasil.

Para lá das evidências e das acusações vemos, novamente, como as estratégias repressivas dos Estados são internacionalizadas e atingem ambientes anti-autoritários e companheirxs – tentando impedir o avanço da luta anárquica em todas as suas formas e expressões.

Perante isto, a nossa resposta só pode ser uma: a solidariedade internacional e o fortalecimento das redes de ação e coordenação, potenciando a ofensiva anárquica, em guerra contra os Estados e toda a forma de poder.

Do Chile ao Brasil, solidariedade, agitação e ação direta, contra toda a autoridade!

Sin Banderas Ni Fronteras, núcleo de agitação anti-autoritária.
Chile, 26 de Outubro de 2017.

*Cone Sul; a área mais austral da América Latina, conformada por Argentina, Chile e Uruguai, Paraguai, Ilhas Malvinas e a Região Sul do Brasil.

em espanhol, inglês via insurrection news

Grécia: Okupas de habitação de imigrantes despejadas em Tessalónica

“Solidariedade com as Okupas – Okupa o mundo” – slogan pintado na ilha da Cefalónia, Grécia, 28/07/2016.

A 27 de Julho de 2016, ao romper da aurora, as forças policiais gregas invadiram e simultaneamente desalojaram três okupas de habitação de imigrantes na cidade de Tessalónica: A okupa de habitação de imigrantes Orfanotrofio (propriedade da Igreja), a comunidade Hurriya na rua Karolou Diehl (edifício de propriedade privada) e um outro edifício localizado na Avenida Nikis (propriedade da Universidade).

Várias dezenas de pessoas que ali viviam foram detidas. Provavelmente todxs aquelxs que se encontravam sem documentos foram enviados para campos de detenção, enquanto um grande número de ativistas era notificado para julgamento. Mais tarde, naquele mesmo dia, o edifício Orfanotrofio seria completamente demolido pelas autoridades.

A partir de então, várias ações foram realizadas em resposta a esta operação repressiva.

A 28 de Julho, alguns detidxs do edifício Nikis receberam quatro meses de pena suspensa. Xs detidxs da Orfanotrofio e Hurriya vão ter julgamentos separados, nos dias 3 e 5 de Agosto, respectivamente. Todxs xs ativistas presxs foram entretanto libertadxs.

A seguir indica-se um comunicado da okupa Orfanotrofio após o despejo e demolição da casa:

A 27 de Julho de 2016, às 05:45, a okupa Orfanotrofio de habitação de imigrantes em Tessalónica foi desalojada sob o pretexto de uma queixa apresentada pela Igreja S.A. Pouco tempo depois deu-se início à demolição completa do edifício.

Duas outras okupas que abrigavam imigrantes foram simultaneamente desalojadas (Avenida Nikis e comunidade K.Diehl-Hurriya).

Como resultado disto um total de 74 prisões foram realizadas nas três okupas.

O que se torna evidente é a criminalização de solidariedade e, é claro, a escolha política do Estado para atingir as estruturas auto-organizadas de solidariedade e comunidades de luta. Que estas estruturas estão a ser alvo de ataque tornou-se também evidente algumas horas após as três expulsões em Tessalónica – quando o prefeito de Atenas Giorgos Kaminis anunciou que vai apresentar um relatório queixa relativa o fato de existirem imigrantes a viver em edifícios de propriedade do município ocupados, declarando que aquelxs estão a “degradar a cidade” de Atenas.

Nós, por sua vez, acreditamos que as okupas habitacionais de imigrantes não degradam as nossas cidades, pelo contrário tornam-nas mais vivas.

É por isso que vamos continuar a criar estruturas de solidariedade e de luta; vamos continuar a viver e lutar em conjunto com xs migrantes. Porque não ampliamos a solidariedade dirigida aos/às imigrantes; praticamos a solidariedade em conjunto com xs migrantes. Porque não nos vemos como sendo privilegiadxs em relação aos/às imigrantes; antes como a manutenção de uma posição comum com elxs contra os patrões e os estados. Juntxs compartilhamos o que temos e lutamos por aquilo que devemos ter.

Porque queremos xs migrantes nos tecidos da nossa cidade, não em guetos. Queremos-los nas nossas escolas e bairros. …

NADA ESTÁ TERMINADO
TUDO CONTINUA

Assembleia da okupa de habitação de imigrantes Orfanotrofio

em inglês

Santiago, Chile: Companheiro Diego Ríos preso após cinco anos e meio em fuga

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A descontrolar a solidariedade revolucionária Liberdade para Díego Ríos
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Solidariedade imediata com o companheiro anarquista Diego Ríos
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Contra o Estado/Prisão/Capital: Guerra Social!! Liberdade para Diego Ríos
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Solidariedade imediata com o companheiro Diego Ríos!!!

Sábado 7 de Fevereiro, 2015
O companheiro anarquista Diego Ríos encontrava-se na clandestinidade desde 2009, quando se deu a sua fuga, após a sua mãe ter encontrado materiais para a elaboração de engenhos explosivos, num departamento da sua propriedade e ter avisado a polícia.  Durante esse ano o companheiro enviou três comunicados reafirmando as suas posições contra o poder e toda a autoridade, em seguida deixou de escrever publicamente  ao meio anárquico/anti-autoritário.

A única informação disponível, nos anos seguintes, era proveniente da imprensa burguesa, juntamente com a da polícia, a qual era típica dos jogos de tentativa de intimidação e perseguição realizadas pelo Estado / Capital.

Durante o dia de hoje (07/02/2015) foi desencadeada uma operação policial, na cidade de La Ligua (Província de Petorca, região de Valparaiso), acabando com a sua fuga que sempre esperámos ser para sempre, capturando o companheiro.

Inteiradxs da situação, cheios de raiva e impotência, só nos ocorreu realizar um gesto mínimo solidário com o companheiro, o qual consistiu na elaboração de alguns cartazes, esperando que aquilo se replique.

Para finalizar, acreditamos que se deva ficar atentx às manobras do poder e de todos os seus aparelhos de controle – que começaram já a mover as suas peças – é necessário não se ficar pelas palavras nem pelo imobilismo, está na hora de actuar.

Um saudação ao companheiro Diego, força e integridade!

Coletivo Luta Revolucionária.
lucharevolucionaria[arroba]riseup.net

Solidariedade com o espaço anti-autoritário e antifascista Distomo em Atenas

Em Novembro de 2014, o local Distomo (um espaço antifascista e anti-autoritário) abriu as suas portas em Atenas, na zona de Aghios Panteleimonas – uma área que em anos recentes se tornou numa das fortalezas de fascistas e racistas em geral e dos Nazis do Amanhecer Dourado em particular, na qual a escumalha desencadeou frequentemente pogroms racistas contra a população imigrante do bairro.

Na quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015, várixs antifascistas fizeram uma visita aos escritórios do Amanhecer Dourado, perto da estação de metro de Larissis em Atenas. Mais tarde, noutra parte da cidade, enquanto xs compas do espaço Distomo estavam a sair da estação de metro de Panepistimio em Propylaea (centro de Atenas), foram assediadxs e detidxs pela bófia, acusadxs de terem atacado antes, nessa mesma noite, os escritórios do partido Nazi.

Nos dias 9 e 10 de Janeiro xs detidxs (35 adultos e 1 menor) já se encontravam diante de investigadores e procuradores nos tribunais de Atenas. Todxs elxs foram libertadxs com medidas restritivas, aguardando julgamento.

distomoNa sexta-feira,  dia 16 de Janeiro, como gesto de solidariedade com o espaço anti-autoritário e antifascista Distomo, em Atenas, o grupo anarquista Baruti (“Pólvora”) pendurou uma faixa no centro da cidade de Veria (norte da Grécia): “Contra o estado e qualquer fascismo. Solidariedade com o espaço Distomo. Nem um passo atrás.

inglês

Espanha: Acerca da Operação Pandora

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Manif de solidariedade em Madrid, 16 de Dezembro: “Nem culpadxs nem inocentes / Solidariedade com xs anarquistas detidxs em Barcelona e Madrid / Nem muros nem grades”
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No mesmo dia,em Barcelona: “Liberdade para os presxs anarquistas /Se tocam num/a tocam-nxs a todxs”

Na terça-feira, 16 Dezembro de 2014, a polícia catalã despertava de madrugada várixs companheirxs anarquistas em diversos pontos do Estado espanhol ao mesmo tempo que colocava as patas nas casas que habitavam e se punha a par das suas vidas. Sob as ordens do juiz Javier Gómez Bermúdez, presidente da parte penal da Audiência Nacional onde chegou impulsionado pela maioria conservadora do Poder Judicial, é desencadeada a operação Pandora (nome retirado de um mito misógino, segundo o qual Pandora é modelada pelos deuses para trazer todo o mal à humanidade).

Durante as primeiras horas da manhã, várias casas particulares em Barcelona, Manresa, Sabadell e Madrid são objeto de buscas. Registaram também o Ateneu Anarquista del Poble Sec e o Ateneu Llibertari de Sant Andreu além da casa ocupada Kasa de la Muntanya, a qual recentemente celebrou 25 anos de ocupação e que, no ano passado, já tinha realizado uma conferência de imprensa para denunciar a instalação de câmaras ocultas com o objectivo de vigilância policial. Foram levados livros, telefones e computadores e detêm-se 11 pessoas.

Ao ser conhecida a notícia, alguns e algumas compas realizaram cortes de trânsito nos arredores – acabando por ser dissolvidos pela polícia – sendo convocada uma manifestação para a tarde do mesmo dia, reunindo 3000 pessoas que marcharam pelo bairro de Gracia em atitude combativa, causando danos em bancos e mobiliário urbano embora sem cargas policiais nem detidxs. Simultaneamente, em diversas cidades catalãs e no resto do estado espanhol, realizaram-se concentrações e manifestações sendo o saldo de 3 detidxs em Madrid, após cargas policiais.

Na terça-feira, ainda, xs detidxs sob a lei antiterrorista recusam-se a depôr nas esquadras de polícia da Catalunha. Desconhecem as acusações que lhes imputam. Na quarta-feira são transferidxs para Madrid, onde são ouvidxs pelo juíz na tarde de quinta feira, sendo sete delxs enviadxs para a prisão, sem fiança, (transferidxs ao CP Soto del Real) ficando quatro em liberdade. O juiz mantém o segredo de justiça (desconhecem-se, assim, os relatórios policiais que servem de base às acusações), mas alguns dados estão a tornar-se conhecidos através da imprensa e de algum advogado dxs detidxs. As acusações passam pela constituição, promoção, direção e pertença a uma organização terrorista, posse e armazenamento de explosivos, além de danos e destruição com finalidade terrorista. Todas estas acusações representam duras penas e, no entanto, fazendo gala da sua justiça burguesa não são conhecidas as supostas ações que teriam realizado. A imprensa escreve que esta é uma investigação da polícia catalã com dois anos já, relacionada com um suposto grupo terrorista denominado GAC (grupos anarquistas coordenados), na qual já acusaram Monica Caballero e Francisco Solar, que continuam encarceradxs aguardando julgamento há meses. É renomeado como prova para as investigações a posse do livro “Contra a democracia”, assim como outras justificações dos seus delírios tais como o facto de terem estruturas organizacionais burocráticas e internas, produzindo publicações ou de terem formas de comunicação com alta nível de segurança (por meio do servidor RISE UP). No nosso ponto de vista volta a tratar-se de uma montagem policial, apoiada em dados que em si não levam a nada, mas que, com a ajuda da polícia, ministério público, jornalistas e juízes se torna num caso que serve, na sua perspectiva míope, para conter a ação política anti-capitalista e anti-estatal, além de desviar a atenção dos despejos, os cortes nos serviços públicos e casos de corrupção política e empresarial que enchem as noticiários do país, todos os dias.

Porque estxs companheirxs estão detidxs pela sua ação anarquista, porque estxs companheirxs levaram à prática as suas ideias, porque estxs companheirxs sãoo nossxs companheirxs.

LIBERDADE IMEDIATA AOS E ÀS ANARQUISTAS!

AGORA MAIS QUE NUNCA, MORTE AO ESTADO E QUE VIVA A ANARQUIA!

QUE A SOLIDARIEDADE NÃO SEJA APENAS UMA PALAVRA ESCRITA

Helsínquia: Um balanço dos tumultos de 6 de Dezembro

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Na faixa à esquerda pode ler-se: “Vamos parar com os cortes, coletivizar tudo” e à direita “Guerra entre classes, agora”

No dia da independência da Finlândia, 6 de Dezembro, grandes tumultos (à escala local) tiveram lugar na capital, Helsínquia, sendo o valor da propriedade destruída estimado em 100 000 euros, segundo a polícia. 

6 de Dezembro é o dia nacional da independência da Finlândia. É o dia onde os nacionalistas e a elite celebram “uma nação finlandesa unida” e as guerras perdidas no Palácio Presidencial de Helsínquia – com o dinheiro dos contribuintes, enquanto a elite e xs políticxs andavam a planear duras medidas de austeridade para todxs (excepto para elxs mesmos, obviamente).

Nos anos anteriores, anarquistas e esquerdistas autónomos tinham organizado manifestações bastante pacíficas contra estes bacanais de ricxs em frente do palácio. Isso vinha a acontecer há mais de 10 anos, até 6 de Dezembro do ano passado, quando o Palácio Presidencial sofreu renovações e os ricxs, devido a isso, irem celebrar para a antiga cidade operária de Tampere. Anarquistas locais organizaram uma manifestação contra o nacionalismo, na qual acabou por existir o maior tumulto em décadas, da Finlândia. Embora não tivesse sido um motim à escala internacional, deu um grande impulso  ao movimento anarquista e esteve nas manchetes de todos os jornais durante cerca de uma semana. A polícia estava completamente desprevenida e os cerca de 500 manifestantes lutaram contra aquela com sucesso, seguindo para o centro da cidade e partindo pelo caminho vidros de janelas e fachadas de centros comerciais, de bancos e de outros símbolos do poder e do capital.

O humilhante falhanço da bófia não impediu o parlamento de disponibilizar mais dinheiro para a compra de equipamento de controlo de multidões e para a polícia treinar estratégias para situações de revolta. Também tinham praticado táticas de domínio nas manifestações deste ano. Por exemplo, confiscaram bandeiras anarquistas e da Left Youth nas manifestações do 1 de Maio, em Tampere e Helsínquia, por serem consideradas “armas”. Devido às acções policiais, ninguém esperava que a manifestação deste ano fosse tão bem sucedida como a do ano passado.

A manifestação deste ano foi novamente organizada por anarquistas sendo o tema “desde os subúrbios até ao Palácio” e o ponto de concentração foi em Itäkeskus, um subúrbio no leste de Helsínquia, onde a maior parte da população é constituída por imigrantes e gente pobre. O início da manifestação foi muito calmo, com cerca de 300 pessoas desfrutando de rap subversivo e comida vegan. O local foi bem escolhido uma vez que conseguiu atrair miúdos do bairro, imigrantes e outras pessoas que raramente  participam em manifestações.

Depois dos espectáculos acabarem, iniciou-se a marcha em direção à estação de metro local. Muitas pessoas não estavam à espera que a bófia deixasse a multidão entrar no metro, porque a estação estava rodeada com dezenas de polícias anti-motim. Para espanto meu e de outros, deixaram-nos passar e os manifestantes entraram no trem. A bófia estava à espera que a manif saísse da Estação Ferroviária Central, onde tinham centrado já a maior parte das unidades de controlo de multidões. A manif, no entanto, partiu de diferentes estações o que confundiu completamente a bófia. Quando chegaram às ruas, as pessoas começaram a quebrar os vidros das janelas das empresas preferidas, por exemplo, a ventilação de ar do Metro e os restaurantes McDonald foram remodelados. Algumas pessoas lançaram foguetes e queimaram flares, gritavam-se palavras de ordem como “guerra de classes” e “o que é as pessoas querem? ANARQUIA! ” A seguir a bófia conseguiu reagrupar a manif para a acompanhar a um local à sua escolha. Tentaram mover a manif na direção da área designada, bem longe do Palácio Presidencial, tendo havido nessa altura confrontos não significativos entre os manifestantes e a polícia. A manif conseguiu, no entanto, sair da escolta policial e levou um bom tempo à polícia reagrupar os manifestantes de novo.

A manif dirigiu-se depois para a zona da classe alta da cidade, quebrando vidros das janelas e automóveis de luxo, pintando slogans nas paredes com spray. As pessoas também derrubaram bandeiras finlandesas, incendiando duas delas.  Após algum tempo, a polícia conseguiu cercar a demo mas, depois de uma tentativa frustrada de quebrar o cerco, o que levou a algumas detenções, a manifestação conseguiu escapar do cerco e passou a uma das áreas mais ricas da cidade. Muitas propriedades foram danificadas, variando de sinais de trânsito a joalharias.

Isso não acalmou os tumultos, embora um monte de gente e a maioria dos manifestantes fugisse, pela última vez, antes de dispersar através de um pátio interior de umas construções. Cerca de 100 pessoas não conseguiram fugir, todavia, e tiveram que ficar parados cerca de três horas. Por fim, a polícia deixou algumas das pessoas partir e prendeu o resto, depois de filmar todxs, informando-se do seu nome, da segurança social, etc.

No final da noite, cerca de 30 pessoas foram presas, incluindo jornalistas e pendura-alternativxs, a maioria dxs quais não tinha participado na destruição de propriedade. Todxs elxs foram acusadxs de motim, de agredir e de não cumprir as ordens da bófia. A polícia estima que foram danificadas ou destruídas propriedades, em mais de 100 000 euros, segundo a avaliação da polícia.

Em jeito de conclusão: foi um grande sucesso, por parte dos anarquistas e da gestão da manif, atraindo pessoas que não tinham estado antes, em qualquer tipo de manifestações. É claro que este tipo de manifestações constitui, apenas, uma pequena parte da luta de classes todos os dias, mas deu aos participantes uma grande experiência e espero que esta tradição continue no próximo ano.

Mais fotos da manifestação aqui.

Atenas: Segundo comunicado da Assembleia de Ocupação da Politécnica – 2/12

2.12.2014-exarchia

Hoje, 2 de Dezembro de 2014, realizou-se uma marcha em solidariedade com o companheiro anarquista Nikos Romanos, em greve de fome desde 10 de Novembro, para que seja cumprida a sua exigência de concessão de saídas educativas da prisão. A marcha foi formada por milhares de pessoas e parte desta dirigiu-se à Escola Politécnica Ocupada.

Para nós, o terreno ocupado da Politécnica não tem qualquer valor em si mesmo, mas é uma peça mais no mosaico de dignidade e resistência contra todxs xs que querem uma sociedade-cemitério. É um ponto de resistência ao totalitarismo contemporâneo que se expande sobre as nossas vidas, desde os anarquistas em greve de fome e das prisões de alta segurança, até axs refugiadxs da Síria, em greve de fome na praça de Sintagma, e a todxs xs que lutam em todo o mundo pela dignidade e pela liberdade.

Convocamos todas as pessoas em luta a que tomem todas as iniciativas necessárias pela vitória do grevista de fome Nikos Romanos. Das ocupações de faculdades, até ao bloqueio da produção. Da rotura do silêncio mediático imposto, até aos ataques aos guardiões da ordem.

Posicionemo-nos à altura dos tempos em que vivemos contra a repressão estatal, contra as lógicas que nos querem espectadores e votantes passivos. Solidariedade inegociável com Nikos Romanos, em greve de fome desde 10/11 e com os compas presos em greve solidária, Yannis Michailidis (desde 17/11), e Andreas-Dimitris Bourzoukos e Dimitris Politis (ambos, desde 1/12).

Libertação imediata dxs detidxs dos confrontos de 2 de Dezembro
Ocupação até à vitória da luta de Nikos Romanos

Assembleia de Ocupação da Politécnica
Atenas, 2/12/2014

Atenas: Crónica da manif solidária com Nikos Romanos e do que se seguiu

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Bairro de Exarchia
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Noite de luta no bairro de Exarchia

stournari

Segue-se a tradução da crónica da manifestação de ontem, 2 de Dezembro de 2014, em solidariedade com Nikos Romanos e que desembocou em fortes distúrbios. Todas as atualizações provêm diretamente de compas nas ruas (não de mass merda nem das chamadas redes sociais). Publicaremos, depois, o segundo comunicado da Assembleia de Ocupação da Politécnica e daremos mais informações sobre as mobilizações de hoje, 3 de Dezembro, e também sobre o estado dxs detidxs e feridxs

/ 02:00
Da Politécnica ocupada surge a informação de que 4 dxs detidxs da jornada foram já postos em liberdade, mas muitos ainda se encontram nos calabouços, várixs delxs feridxs, (pelo menos dois com lesões graves)

/ 01:45 (madrugada de quarta-feira, 3 de Novembro)
a ocupação da Politécnica mantém-se, consegue-se chegar lá com cuidado. A polícia retirou-se do lugar há algum tempo (antes da meia-noite)

montou-se um centro de contra-informação na Politécnica ocupada e, em breve, sairá um comunicado

ao mesmo tempo, sensivelmente, notava-se a presença de esquadrões de anti-motim na Praça de Omonoia

/ 23:50
um esquadrão MAT retira para a sede do PASOK, a partir da rua Valtetsiou, e outro  toma a mesma direção a partir da rua Arachovis

/ 23:15
dentro da Politécnica ocupada  encontram-se (barricadas) cerca de 500 pessoas, entre elas muitxs jovens

agora há assembleia, durante a qual um companheiro de Rémi Fraisse, manifestante assassinado em França, transmite uma mensagem de força e de  solidariedade com a luta de Nikos Romanos e dos demais anarquistas em greve de fome.

presente está também o pai de Nikos Romanos, que antes confirmou que a solicitação do compa em greve de fome pela concessão de saídas educativas da prisão foi recusada pelas autoridades

fora da Politécnica concentram-se por todos os lados forças repressivas
/ 22:30
esquadrões de anti-motins tomaram o controle da praça de Exarchia

a rua Patission está cortada, a partir do cruzamento com a rua Ioulianou, completamente cheia de forças MAT. Esquadrões de anti-motins alinharam também na Stournari.

a Politécnica está bloqueada

/ 21:30
confrontos de manifestantes com anti-motins na rua Solomou

cerca de 15 bastardos dos DELTA estão à espreita no cruzamento da Spyrou Trikoupi com a Solomou

a esquina da Stournari com a Patission está bloqueada pela polícia e pelos bombeiros

/ 21:20
continuam os confrontos com a bófia, sobretudo na rua Stournari, diante da Politécnica ocupada

arremesso de pedras, molotovs, etc. a zona está cheia de gases

o autocarro na rua Stournari está quase completamente queimado (foi incendiado há pouco)

/ 21:10
as pessoas correm da praça de Exarchia até à rua Tsamadou

/ 21:00
um esquadrão MAT move-se da rua Valtetsiou para a praça de Exarchia

/ 20:50
xs manifestantes trazem um autocarro na rua Stournari, na direção da Patision

contentores voltados no cruzamento das ruas Arachovis e Benaki, o mesmo na esquina da Themistokleous com a Tzavela

no meio da rua Koletti há carros incendiados e ao lado posicionou-se um esquadrão MAT

/ 20:45
Muita gente a reunir-se na Politécnica, que desde ontem à tarde está ocupada

contentores voltados na rua Benaki, contentores incendiados na esquina da Stoyrnari com a Bouboulinas, barricada montada com madeira e contentores na esquina da Stournari com a Zaimi, fogos na rua Zoodochou Pigis (próximo da rua Solonos)

/ 20:40
a marcha terminou há pouco nos Propileos

muita gente a dirigir-se para o bairro de Exarchia

voltaram-se carros no cruzamento das ruas Charilaou Trikoupi e Solonos, já se arrastaram contentores para fazer barricadas na rua Navarinou

a bófia  na rua Charilaou Trikoupi parece que estão prontos para intervir (alguns foram vistos com máscaras antigás)

a noite ainda não acabou

/ 20:00
xs solidárixs não se cansam de gritar

a parte dianteira da manifestação está na praça Syntagma, na esquina com Erou (a parte traseira, na rua Stadio, não se pode ver, devido ao tamanho da manifestação)

esquadrões MAT, visíveis na rua Vasileos Georgiou

/ 19:30
forças de MAT na praça Kotzia (onde esteve a concentração) ocupando ambos os lados da rua

a rua Athinas está repleta de gente

fizeram-se umas paragens no caminho, é costume a manif avançar mais depressa ao virar na praça Omonoia

se grita con fuerza: “la pasión por la libertad es más fuerte que todas las celdas”

/ 19:05
começa a marcha, com palavras de ordem gritadas fortemente

há pelo menos 4.000 pessoas (juntamente com blocos esquerdistas)

no momento não se descortinam esquadrõess anti-motim MAT

Numa das faixas anarquistas pode ler-se: “Respirar fundo, até à morte do Estado e do Capital”

/ 18:30
cerca de 1.500 manifestantes até ao momento, segundo a primeira estimativa

unidades de policía motorizada DELTA a los alrededores

/ 18:20 (2 de Novembro)
muitxs manifestantes na rua de Monastiraki e continua a reunir-se mais pessoas

na rua Eolou (uma das principais vias de acesso à manifestação) não havia polícia, embora se tivessem posicionado forças repressivas na rua Sofokleous

espanhol  mais (inglês)

Toulouse, França: Crónica da manif de 8 de Novembro contra a violência policial

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toulouse

voitureUma semana depois da manifestação de 1 de Novembro de 2014, terminada já em confrontos com a polícia, foi convocada outra manifestação a nível nacional contra a violência policial em Toulouse – a maior cidade nas proximidades de Testet, onde na noite de 25 para 26 de Outubro Rémi Fraisse foi assassinado pela bófia no decurso de confrontos.

A 8 de Novembro as autoridades da cidade decidiram proibir a manifestação enquanto as organizações e partidos ecologistas e de esquerda apelavam para que as pessoas não participassem nela. Mesmo assim, éramos mais de um milhar reunidos na praça Jean Jaurès, completamente cercadxs por centenas de polícias. Os esquerdistas do NPA (Novo Partido Anticapitalista) acabaram por negociar um novo percurso de algumas centenas de metros na avenida Jean-Jaurès. Apesar das vaias da multidão, toda a gente acabou por seguir naquela direcção a ver se era possível sair do cerco policial. Pouco depois, a bófia bloqueou completamente o caminho e todas as saídas possíveis, encontrando-nos presxs na avenida. Os palhaços a fazer palhaçadas, os pacifistas a indignarem-se, outras pessoas a porem capuchas e os do NPA a tentarem negociar a sua saída.

Todo se manteve calmo durante um momento, depois a bófia começou a inundar de gás lacrimogéneo a praça. Toda a gente corre e as primeiras pedras voam enquanto se monta algo parecido com uma barricada. O lançamento de gás lacrimogéneo e de pedras durou aí uns vinte minutos tendo a manif sido separada mais ou menos a meio; uma das metades ficou presa na armadilha e o gás continuou a tombar. Alguns molotov voam em resposta, uma viatura pega fogo (ao que parece devido a uma granada lacrimogénea). Começamos a questionarmo-nos como se vai sair dali.

De seguida, o que restava da manifestação é novamente cortada em duas. Uma delas é repelida nas ruas à volta da praça Belfort, mediante grande reforço de lacrimogéneos, toda a gente corre sem ver nem respirar. Uma vez saída da nuvem de gases, esta parte do cortejo (essencialmente composta por pacifistas lamuriando “Paz, Respeito, Amor”) dispersa-se.

A outra metade, muito mais encapuçada, reuniu-se ao lado da estação de metro de Jeanne d’Arc e acabou por descer as ruas na direção da praça Esquirol e do Palácio da Justiça, levantando barricadas à passagem e destruindo os bancos, apanhando a polícia de surpresa. Apesar do cerco policial os manifestantes conseguiram tomar as ruas do centro da cidade. Fazer frente à presença policial permitiu sair do cerco e conduzir a manifestação a outros locais. Depois de algumas escaramuças as pessoas dispersam-se de novo.

A manifestação correu relativamente bem, apesar das condições adversas, coexistiram todas as práticas sem muitas dissociações (aparte dos do NPA, mas passamos por cima disso). Depois de ter acabado a manif, realizou-se uma concentração frente à delegacia da polícia em solidariedade com xs detidxs do dia.*

Uma nova grande manifestação contra as violências policiais está convocada para 22 de Novembro, em Toulouse. É importante conseguir manter um nível alto de conflito nas mobilizações e nas ruas de modo a que as práticas ofensivas se experimentem e se realizem em conjunto, evitando cair outra vez nas divisões entre manifestantes “bons” e “maus”. Aqui toda a gente se manifesta junto. Mais ou menos de maneira ofensiva, mas juntxs e de forma autónoma. E é isso que devemos levar adiante, procurando evitar a clássica separação que conduz o pessoal mais “tranquilo” à recuperação pelos partidos e organizações da extrema-esquerda clássica e o pessoal menos “tranquilo” às práticas mais especializadas e mais secretas da ação direta. Estas tendências mantêm-se juntas graças às manifestações, devido à capacidade de manter a força de maneira pública. Se nos tivermos de dividir um dia, cabe-nos a nós decidir isso em pleno conhecimento de causa.

Não tem a ver mais com a barragem mas com a nossa vida inteira.

Lutar contra o capitalismo e os seus mega projetos significa levar a luta à rua, na mente, no coração, de noite e de dia, contra todas as formas de dominação e exploração e com os meios que cada um ou uma tiver à mão.

Solidariedade com xs detidxs!

Morte ao Estado, que viva a anarquia.

crónica em francês, espanhol

* Dos 20 manifestantes detidxs, há dois que foram encarceradxs: um condenado a 4 meses, outro em prisão preventiva à espera de julgamento a 15 de Dezembro. Para além disso há várixs com julgamentos pendentes.

Roma: Ataque incendiário em solidariedade com xs compas detidxs em Turim a 3 de Junho

hoguera

2 de Julho de 2014

Enteiramo-nos de que em Roma um posto de vendas da empresa construtora PROGEDIL foi incendiado em solidariedade com xs companheirxs perseguidxs e detidxs em Turim a 3 de Junho de 2014. Agora não contribuirá mais para a construção do novo centro residencial. Antes de se apagar, o stand lançou uma última saudação de liberdade a Fabio, Michele, Andrea, Paolo, Toshi, Chiara, Claudio, Niccolò, Beppe, Francesco, Daniele, Marianna e Nicolò.

Atenas: Invasão de casa de compas em Exarchia

A 17 de Julhopela manhã, um dia após a captura de Nikos Maziotis, a polícia antiterrorista irrompeu na casa onde vive um casal de compas, na rua Dervenion, bairro de Exarchia. A bófia negou-lhes a presença de um advogado durante o registro. Para além disso, detiveram cinco dxs compas que se tinham ido solidarizar (horas depois soltaram-nos).

Não nos aterrorizam, não nos param.

Atenas: Intervenção anarquista frente à casa do Primeiro Ministro da Grécia

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Na tarde de 24 de Junho (2º dia da greve de fome de quase 4.000 presxs por toda a Grécia), cerca de 60 anarquistas realizaram uma concentração anticarcerária frente à casa de Antonis Samaras, Primeiro Ministro da Grécia, na zona de Kifissia (norte de Atenas).

Xs compas lançaram panfletos antirepressivos nas ruas e gritaram palavras de ordem como:

Escutem-no bem verdugos, as vossas patas fora dxs lutadorxs!

O Estado chama malfeitorxs axs lutadorxs – Malfeitorxs são os antimotins e as secretas.

O Estado e o Capital são os únicos terroristas – Solidariedade com xs guerrilheirxs armadxs.

Terrorismo é o trabalho assalariado – Não há paz com a patronal!  

A solidariedade é a arma dos povos – Guerra contra a guerra dos patrões!

Todos os valores desta sociedade são prisões de máxima segurança.

A paixão pela liberdade é mais forte que todas as celas!

Pouco depois, o grupo que realizava o ato foi cercado pela bófia tendo esquadrões antimotins MAT e forças motorizadas DELTA detido e transferido xs compas para a sede da polícia (GADA), na Avenida Alexandras, no centro de Atenas.

A Assembleia Aberta de Anarquistas/Antiautoritárixs Contra as Condições Especiais de Detenção, juntamente com outros coletivos como a Okupa VOX, convocaram de urgência uma concentração, junto da GADA, tendo acudido cerca de 300 solidárixs. Noite adentro, xs 57 detidxs foram libertadxs gradualmente, sem acusações.

Paris: Martelagem solidária

fuego-a-las-prisiones
Fogo às prisões

Na noite de 19 para 20 de Fevereiro de 2014, as casas da lei e da justiça (MJD) localizadas na rua de Boucheries (comuna de Saint-Denis), na rua Bernard et Mazoyer (comuna noroeste de Aubervilliers) e na rua Buisson Saint-Louis (10º distrito de Paris) foram atacadas. Em todos os casos, todas as vidraças foram destruídas. O slogan “Que se foda a justiça” foi pintado na fachada do escritório localizado na rua Buisson Saint-Louis. Porque, no geral, a justiça está a destruir a nossa vida diariamente, e também porque no dia 14 de Fevereiro foi suprimida uma revolta no centro de detenção para imigrantes de Vincennes (dois detidos foram encarcerados*), enquanto mais tarde, nesse dia, dois compas foram enviados para a prisão** por expressarem a sua solidariedade com os amotinados, fora dos muros do centro de detenção. Porque acreditamos que nenhum ataque do sistema de justiça deve passar sem resposta.

Liberdade!

*Depois do motim em Vincennes, dois dos imigrantes detidos foram condenados a dois meses de prisão (um deles foi condenado a 2 meses adicionais de pena suspensa por se recusar a dar ADN).

**Os dois compas foram libertados na quinta-feira, 25 de Fevereiro, depois de passarem 10 dias sob custódia na prisão de Fleury-Mérogis. Ambos se encontram sob supervisão judicial, assim como outros três compas que foram detidos no mesmo dia. O seu julgamento foi marcado para 24 de Março de 2014.

Kavala, Grécia: Surras a patriotas

Na madrugada de 26 de Janeiro de 2014, um grupo de perto de 50 companheirxs atacou os patriotas que estavam concentrados no centro da cidade de Kavala, guardando o espaço do Jardim Municipal, onde pretendiam realizar uma asquerosa concentração nacionalista. Xs compas conseguiram quebrar a linha de defesa dos patriotas, entrando na praça e gritando palavras de ordem antifascistas. A tentativa duns nazis de contra-atacar o grupo dos compas não teve êxito, resultando em vários fascistas a sangrar.

Logo após isto, um grupo de fascistas dirigiu-se à loja que pertence a um companheiro (o espaço estava encerrado na altura), partiu os vidros e tentou deitar fogo ao lugar, apesar de no primeiro andar existirem casas habitadas. No final, os vizinhos apagaram a roupa queimada que os fascistas tinham atirado na loja. As agressões dos patriotas contra gente que não teve nada a ver com o incidente continuaram. Um grupo de jovens que estava a passar acidentalmente na praça, onde se encontravam os fascistas, foi agredido pelos mesmos 25 merdas que antes tinham apanhado as surras dos compas.

Depois de lhe terem partido a loja, o compa foi à esquadra da polícia para pedir que lhe devolvessem os objetos quebrados, sendo aí detido pela bófia que lhe disse que tinha sido apresentada uma denúncia contra ele e o seu irmão, apesar do fato de não terem tido participação na ação direta antifascista que se tinha realizado.

Neste momento, meio dia do 26 de Janeiro de 2014, não há mais informações, aparte de que continua a ser válida a chamada para a concentração antifascista contra a miserável presença que os patriotas aspiram a ter hoje na cidade de Kavala, sempre apoiados pela polícia.

Para mais informações relevantes atualizaremos a notícia.

Anarquistas Amelie Pelletier, Carlos López Marin e Fallon Poisson sequestradxs a 5 de Janeiro e detidxs sem direito a fiança na cidade do México

Segundo nos informa o Coletivo informal anticarcerário !presxs a la calle!, no domingo, 5 de Janeiro, por volta das 10 da noite, dois núcleos de indivíduxs vestidxs de negro atacaram com pedras e coktails molotov as instalações da Secretaria de Comunicações e Transportes (SCT) assim como uma concessionária NISSAN, causando danos nos imóveis e em vários automóveis.

No ato contra a SCT, é reportado que os polícias federais que guardavam o edifício dispararam primeiro para o alto como forma intimidatória e depois dispararam em repetidas ocasiões diretamente para o corpo dxs compas sem resultar nenhum ou nenhuma feridxs. As pessoas envolvidas, segundo a PGJ-DF, são as três pessoas detidas: Fallon Poisson (de origem Canadense), Amelie Pelletier (de origem Canadense) e Carlos López Marin (de origem Mexicano).

Xs três são companheirxs anarquistas, participantes em vários projetos e iniciativas de afinidade. Depois de terem permanecido quase dois dias numa agência da PGJ (polícia local), acusadxs de danos, na madrugada de 7 de Janeiro foram transferidxs para as instalações da PGR (federal) onde mudaram a acusação para associação delituosa, terrorismo, danos e sabotagem, tendo a PGR alargado a sua detenção por mais 2 dias.

Foi permitido passar alimentos axs compas e no momento estavam bem, apesar das ameaças e interrogatórios enganosos. Um companheiro advogado está em comunicação com elxs e já lhes explicou o que se está a passar.

Para atualizações sobre o estado dos 3 compas, visita o blog solidário: fuego a las carceles

Para comunicação: fuego_a_las_carceles@riseup.net, ou ao e-mail da Cruz Negra Anarquista do México.

Santiago, Chile: Companheiro fica em prisão preventiva por homicídio frustrado contra um carabineiro

arb

Às 23:40 de sexta-feira 20 de Dezembro, um grupo de cerca de 20 encapuçadxs  realizou um corte de estrada a partir da Universidade de Santiago de Chile (USACH), especificamente na saída da rua Matucana com a Romero. Depois da polícia se ter multiplicado no local, um grupo mobilizou-se até à entrada principal da universidade, na esquina da Alameda com a Matucana onde,  para além de cortar a rua principal, se lançaram uma série de cocktails molotov contra a árvore que anualmente se ergue na passeio do centro comercial da Alameda.

A ação foi reivindicada como um ataque ao consumo massivo que se apoderou das pessoas durante as chamadas “festas de fim de ano”. Para além disso também se recordaram  presxs políticxs e companheirxs caídxs na luta, entre elxs Sebastián Oversluij.

Durante os distúrbios, um piquete das Forças Especiais de Carabineiros arremeteu contra xs encapuçadxs, conseguindo a detenção de nove delxs.

No dia seguinte, por volta das 14:00 e com uma sala repleta de polícia (6 deles com uniforme) e imprensa, foram presentes ao juíz xs nove companheirxs (na sua maioria com 19 anos) detidxs por desordens graves.  Foram defendidxs pelos advogadxs de defesa pública Washington Lizana e María Rivera e todxs sujeitxs a verificação quinzenal – na sede da polícia mais próxima da sua residência – excepto o companheiro Felipe Adasme Troncoso, de 19 anos.

Felipe foi acusado por desordens graves, infracção a lei de Armas e Explosivos (por um suposto porte de 12 bombas molotov e uma navalha) e homicídio frustrado contra um carabineiro. Isto porque, segundo declararam xs esbirrxs, foi Felipe quem, ao ser detido, esfaqueou o miserável das Forças Especiais que o tentava imobilizar e que ficou com ferimentos ligeiros.

Devido a isso, Felipe ficará em prisão preventiva durante o período que durar a investigação.

Solidariedade com xs presxs da luta nas ruas
Liberdade axs presxs do 11 de Setembro em  Villa Francia

Presxs para a rua!

Suécia: Delegacia de polícia atacada em solidariedade com antifascistas presos/as

Às primeiras horas da manhã de 19 de Novembro, as forças policiais especiais e a SÄPO (equivalente ao MI5 e FBI) desencadearam um ataque a que chamaram Operação Eskil. O alvo era um grupo de antifascistas em diferentes partes do centro da Suécia. Algumas pessoas foram presas, acusadas de atacarem nazis e, nas diversas buscas efetuadas nas casas assaltadas, a bófia afirmou ter encontrado muitas armas e materiais para dispositivos incendiários.

Mesmo não compartilhando as visões socialistas dos anti-fascistas, continuamos a compartilhar um inimigo em comum e o inimigo do nosso inimigo é um amigo.

Em resposta aos ataques policiais aos nossos co-lutadores, decidimos atacar a bófia. Na tarde do 19, quebrámos a janela de entrada da delegacia em Växjö, sul da Suécia.

Uma ação modesta, mas ainda assim uma promessa do que voltará a acontecer, se atacarem de novo os/as nossos/as companheiros/as.

Alguns anarquistas apaixonados pelo ódio contra a bófia

fonte

Madrid: Detenções em massa por ação direta antifascista

Na 5ª feira, 28 de Novembro, às seis da manhã, a Brigada de Informação da Polícia Nacional (agentes à paisana) deu começo a uma ampla operação repressiva – sob as ordens da delegada do governo na Comunidade de Madrid, Cristina Cifuentes – contra ativistas de coletivos diversos, sob o pretexto da perseguição dos responsáveis de uma ação direta antifascista, realizada a 20 de Novembro na Universidade Complutense de Madrid.

A operação saldou-se em 19 detenções, no dia 28, e uma mais no dia 30 de Novembro (que continua detido/a)- parecendo que as investigações não terminaram – podendo haver ainda mais detenções.

Na mesma 5ª feira, 28, convocou-se uma concentração em solidariedade com os/as detidos/as, em frente da Delegacia da Polícia de Moratalaz, onde aqueles/as se encontravam. Ali, a polícia realizou inúmeras identificações e, mais tarde, começaram as cargas, que duraram várias horas e que se saldaram em 11 detidos/as, libertados/as na manhã seguinte.

Na sexta-feira, 29 de Novembro, à tarde, os/as 19 detidos/as prestaram declarações nos julgados da plaza de Castilla e saíram em liberdade, com acusações. Foram recebidos à saída com palavras de ordem de solidários/as.

Para domingo, 1 de Dezembro, uma concentração estava convocada para as 12:00, na Plaza de Tirso de Molina, centro de Madrid.

Os/as detidos/as são acusados/as de “delitos contra o exercício dos direitos fundamentais e as liberdades públicas”, com “a agravante de atuarem com ódio, lesões e danos”.

Os fatos de que são acusados ocorreram no dia 20 de Novembro, data comemorativa para os/as fascistas, aniversários das mortes do ditador Franco e do fundador da Falange, Jose António Primo de Rivera. Como todos os anos, vários coletivos antifascistas convocaram uma contra manifestação para esse dia, na Universidade Complutense de Madrid.*  A passeata foi realizada ao longo de todo o campus universitário finalizando na faculdade de Direito ao grito de “Fora fascistas da Universidade”. Durante o ato atacou-se a sede da associação Foro Universitário Francisco de Vitoria, de ideologia fascista, dando-se-lhes umas merecidas boas vindas a alguns fachos desta – que se apresentaram a bisbilhotar e que depois se dirigiram à polícia para denunciar o ataque.

* Deve-se esclarecer que no dia 4 de Novembro, na faculdade de História da Universidade Complutense de Madrid, um grupo de fascistas da Liga Jovem invadiu a faculdade donde arrancaram cartazes tendo-se ainda confrontado com alguns/ mas dos/as estudantes, como represália à execução de dois capangas do partido neonazi grego Amanhecer Dourado em Atenas.

Em atualização…

em espanhol

Chile: Uma saudação a partir do porto de Valparaíso

soli3Contra a coordenação internacional do medo:
apoio mútuo e cumplicidade acrata!

Cerca de 19 compas, concentramo-nos na segunda-feira, 18 de Novembro, nos arredores do consulado da Espanha em Valparaíso, para nos solidarizarmos com Mônica e Francisco,  reféns nas prisões por mandato da santa inquisição espanhola e graças à coordenação internacional do $hile e de Espanha, estados-policiais fascistas. Assim, por alguns momentos, interrompemos a circulação na cidade, movendo-nos entre as ruas do centro da cidade com informação, faixas e com os corpos a expressarem-se no meio das suas ruas. Algo que os capatazes do poder consideraram suficiente para atacarem com dois micro-ônibus cheios de policiais, um carro blindado que lança gás-lacrimogêneo, umas tantas patrulhas e alguns motoristas. No final resultaram 8 compas detidos tendo sido formalizada acusação a três deles – por “agressão” aos policiais com um prazo de investigação de 40 dias e 1 com reclusão noturna, por uma ordem de detenção que estava pendente – os restantes saíram no mesmo dia da detenção e estão à espera de uma intimação.

Compas presos/as, processados/as e investigados/as em Espanha, não estão sózinhos/as, por aqui seguiremos atentos/as porque a solidariedade acrata não tem fronteiras. Porque a comodidade não se apoderará da nossa luta, somos a solidariedade ativa que rompe o isolamento ultrapassando fronteiras!

fonte

Santiago, Chile: Concentração solidária com Mónica Caballero e Francisco Solar

mitin3Em frente à embaixada espanhola no Chile, às 13:00 horas de sábado, reunimo-nos cerca de 20 compas com faixas e gritos pela libertação de Mónica e Francisco, aprisionados pelo Estado espanhol.

Antes, tinham-nos feito um controlo de identidade e revistado os nossos pertences. Fomos recebidos, também, por um contingente que nos triplicava, uma carrinha,  um carro blindado-lança gás lacrimogénico, um tanque lança-água,com  3 grupos móveis além de bófia em motos. Quando íamos embora, chegou a polícia de choque, para nos tirar as faixas e depois de uma ordem,se lançarem contra nós, tentando deter-nos. Foram 14 os detidos, levados primeiro à 19ª esquadra policias e em seguida transferidos, de imediato, para a 33ªde Nuñoa “porque têm celas”. Foram violentamente espancados  3 dos companheiros e outro foi atropelado, por um bófia de mota, afortunadamente ferido sem gravidade. Ás 7 da tarde foram postos em liberdade com uma notificação de multa por infração à lei de trânsito todos excepto um dos companheiros – ficou detido por ter um antecedente sendo levado no domingo, ao centro de justiça. Estaremos atentos/as, o mais provável é que na 2ª feira, seja posto em liberdade.

Toda esta demonstração de poder e de desproporcional repressão  só confirma que tudo não passa de espectáculo como também fica provado como os pertuba a nossa cumplicidade na rua,o nosso boicote à manipulação dos media que nos pretendem impôr. Mas saíu-lhes o tiro pela culatra, visto só terem conseguido que fortalecessemos ainda mais os laços fraternos.

Porque a solidariedade é a nossa natureza, expressada de mil formas. Porque a solidariedade é a nossa arma e está na rua.

Solidariedade e Liberdade para Mónica Caballero e Francisco Solar

[Chile] Estendendo os laços solidários…

A 13 de Novembro o/as nosso/as companheiro/as Mónica Caballero e Fransisco Solar foram detido/as pelas forças repressivas do Estado, acusado/as pelo atentado explosivo da Basílica del Pilar em Zaragoza, Espanha.

Perante esta situação, desata-se um furacão de grandiloquentes declarações entre oficiais de ambos os governos, felicitações de procuradorzinhos ressuscitados e ministros do interior reciclados.

Mónica e Francisco foram detido/as em Agosto de 2010 no chamado “Caso Bombas”. Ambo/as enfrentaram com dignidade e rebeldia o processo que tinham contra si, mais de 9 meses de prisão em regimes de alta e máxima segurança, negando a chantagem levada a cabo pela procuradoria, levando a cabo, juntamente com o resto do/as imputado/as, uma greve de fomes de mais de 65 dias, e enfrentando uma dos processos mais largos, saindo absolvidos e com as convicções intactas.

O fundamento policial e mediático da acusação que hoje o/as companheiro/as enfrentam baseia-se nos registos jurídicos do processo Caso Bombas, razias que se fizeram contra espaços, ambiente e individualidades ácratas.

Os poderosos pretendem agora ressuscitar o cadáver do Caso Bombas, ameaçando abrir novos processos contra nós, mas somos claro/as perante isso: refutamos a acusação, mas não negaremos quem somos, as nossas ideias, os nossos vínculos, o nosso passado, presente e futuro de luta.

Não existiu nem existe associação ilícita terrorista anárquica, não existem líderes informais, centros de poder nem financiamento terrorista. Esses delírios da investigação só tentam enquadrar-nos em lógicas de organização e de vida que negamos na prática. Desprezamos os métodos do poder e perante isso o Estado identifica-nos como o/as suspeito/as do costume e o/as eternamente culpado/as.

Para além das piruetas de juízes, ministros do interior, procuradores e jornalistas, manter-nos-emos firmes na convicção de que o processo judicial iniciado em 2010 era uma infâmia que procurou ilegalizar relações de amizade, perseguiu espaços, assinalou posições de vida, passados e presentes de luta.

A cumplicidade do Estado Espanhol com o Estado Chileno deixa ver o rosto terrorista de qualquer estrutura de poder, que mantém a sua dominação à base da vigilância e do medo.

Mónica e Franscisco são nosso/as compenheiro/as e defendemo-o/as das campanhas mediáticas e policiais levadas a cabo por ambos os Estados.

Porque todos os Estados são terroristas e todas as prisões são centros de extermínio.

SOLIDARIEDADE REVOLUCIONÁRIA PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS.

Alguns/ algumas processado/as pelo Caso Bombas
13 de Novembro de 2013

Solidariedade com os/as 5 anarquistas detidos/as em Barcelona pelos ataques do Comando Insurrecional Mateo Morral

No cartaz lê-se:

“Solidariedade e Ação com os compas detidos/as em Barcelona.
Nenhum estado, nenhuma fronteira, poderão deter a guerra social.
Que a distância se torne pequena perante os gestos solidários.
Que os ataques contra o poder se multipliquem dia após dia!
Libertação imediata para Mónica e Francisco!
Prisioneiros de guerra na rua!”

Em 13 de Novembro, às 2:45 horas da madrugada, a Polícia Nacional invadiu a casa de quatro companheiros/as anarquistas em Barcelona, detendo o/a outro/a na parte da manhã, próximo da sua casa, sob a acusação de terem colocado o dispositivo, que explodiu na Basílica del Pilar, em Zaragoza a 2 de Outubro. Todos/as ficaram detidos/as sob a lei anti-terrorista sendo ouvidos/as, nos próximos dias, em Madrid, perante o supremo tribunal, donde passarão ao juiz Eloy Velasco.

Logo às primeiras horas da manhã, pôs-se em marcha o dispositivo mediático. A polícia nacional forneceu imagens da detenção e da busca no seu domicílio. Automáticamente, as suas imagens foram divulgadas. O ministro do Interior, Fernandez Diaz, sai triunfante em todos os media corporativos.  Orgulhoso das detenções e dando, como fato, o triunfo policial do estado espanhol – que tenta aprisionar dentro dos muros da prisão os/as nossos/as companheiros/as, esforçando-se para completar a vingança que o estado chileno, através da sua lógica da justiça e do direito, não poude concretizar.

Os aparatos judicial e mediático há meses que estavam a preparar o terreno para dar um golpe repressivo, naqueles que são considerados mais perigosos, dentro e fora dos movimentos sociais. Assim, por vezes, os responsáveis da raiva de uma manifestação passam a ser só os anti-sistema e os anarquistas, tentando rotular desta forma a raiva que, por momentos, escapa aos esquemas. Devido ao contexto armado, saem outra vez as velhas cartas a jogar: deu que falar, nos media corporativos galegos, o famoso “triângulo anarquista” assim como a colocação de um suposto engenho explosivo numa sede bancária italiana, em Barcelona e Valência. As teorias “conspiranóicas” que agradam tanto à imprensa como a muitos leitores, vieram à tona novamente. Há uns meses, efetuaram buscas, num local da CNT de Sabadell, detendo em seguida 5 anarquistas, por supostas reivindicações na internet e posse de materiais incendiários. Após 4 meses encerrados/as sob o regime FIES-3, são soltos com encargos. As últimas detenções em Barcelona põem definitivamente à vista o ataque ao movimento anarquista.

Não nos interessa assinalar se os nossos companheiros/as são culpados ou inocentes, esta é a linguagem do poder, da democracia. Não vamos, também, entrar em jogos de silêncio, vitimismo ou de derrota. Dói-nos profundamente ter companheiros/as nesta situação, mas todos/as sabemos que a nossa maneira de pensar e a nossa maneira de agir, quando se torna concreta, tarde ou cedo enfrenta a cara mais real do sistema.

Confrontando a colaboração dos diferentes estados, solidariedade sem fronteiras com os companheiros/as.

Abaixo os muros do estado!  
Saúde e anarquia!
Queremo-los/as connosco!

Roma, Itália: Dois companheiros detidos acusados sob a lei antiterrorista

dust-bathNa quinta, 19 de Setembro, esquadrões de ROS (carabineiros das forças especiais) invadiram as casas de quatro jovens na zona de Castillos, apreendiram objetos pessoais e arrestaram o Adriano Antonacci e o Gianluca Iacovacci. Aos dois compas se quer atribuir ações assinadas com diversas siglas, encontrando-se, agora, em confinamento solitário nas prisões romanas. O artigo utilizado desta vez é o 270 bis do Código Penal no combate ao terrorismo que diz “Associação para fins de terrorismo, também internacional, ou da subversão da ordem democrática”.

A cerca de um mês dos protestos planeados para Roma e no resto do país, a maquinaria repressiva foi posta em marcha desencadeando a tormenta habitual dos meios de desinformação e do alarmismo preventivo. Os dois jovens, que da mesma forma que os restantes milhares de habitantes de Castillos Romanos estiveram na rua para se mobilizar contra a exploração do território, somente dentro de alguns dias poderão ver os seus familiares.

À espera de mais informação, convidamos-los a que atuem em solidariedade com os presos, para que estes não se sintam sózinhos.

Terrorista é quem, diariamente, coloca em risco a saúde de milhares de pessoas para a construção de pequenas e grandes obras de lucro,que explora todos os dias milhares de pessoas no trabalho, quando apenas algumas poucas famílias podem fazer face às despesas,aqueles que reprimem e matam nas ruas e bairros impunemente, que estão a colonizar e a destruir cada vez mais os nossos territórios em nome do deus dinheiro.

A nossa arma é a solidariedade.
Todos/as fora das prisões.
ADRIANO E GIANLUCA LIVRES AGORA!

Companheiros/as e amigos/as de Castillos Romanos

Atualizações:
9 de Outubro: Adriano Antonacci, compa preso em Setembro passado en Roma, foi tranferido ao módulo de Alta Segurança 2 da prisão de Ferrara, que se confirma como espaço para encarcerar os/as prisioneros/as anarquistas à espera de julgamento. Não se têm, todavia, atualizações sobre a possível transferência de Gianluca Iacovacci, compa detido durante a mesma operação repressiva.

Esta é a sua nova direção:
Adriano Antonacci
CC di Ferrara Via Arginone 327 44122 (Itália)

2. A 22 de Outubro de 2013, tomámos conhecimento de que Gianluca Iacovacci, detido em Setembro ao mesmo tempo de que Adriano Antonacci, foi transferido da prisão romana de Regina Coeli para a de Alessandria-San Michele, onde também há um módulo de alta segurança 2, e nele se encontram detidos outros compas anarquistas. Provavelmente a transferência deve-se à proibição de comunicação entre ele e Adriano.

Para lhe escrever:
Gianluca Iacovacci
Via Casale 50/A 15122 San Michele (AL) Italia.